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Semana de Oração e Unidade pelos Cristãos e Setena do Espírito Santo

A partir de domingo, dia 20, vamos fazer a setena em devoção ao Divino Espírito Santo e a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Participe conosco e nós ajude a pedir mais luz ao Consolador para a paz entre os homens.

SOUC

Este ano a SOUC – Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos – terá como tema “Todos seremos transformados pela vitória de nosso Senhor Jesus Cristo” (Cf 1 Cor 15, 51-58). O subsídio para a SOUC 2012 pode ser baixado no site do Vaticano.

Começa simpósio sobre liberdade religiosa e direitos fundamentais

A estrada italiana para a liberdade religiosa é assinalada por princípios que inspiram a nossa Carta Constitucional, cujo núcleo fundamental se relaciona aos direitos invioláveis, à igualdade de dignidade social das pessoas, às relações entre Estado e Igreja e à liberdade de professar a fé”. Essas foram as palavras do Diretor do Departamento de Ciências Humanas da Universidade Europeia de Roma, Professor Alberto Gambino, na inauguração do simpósio sobre “Direitos Fundamentais, Liberdade Religiosa e Integração”, do qual participam juristas, autoridades laicas e religiosas.

O evento teve início nesta quinta-feira, 15, na Universidade Europeia de Roma. Já desde o primeiro dia, o “princípio de laicidade” foi trazido à mesa de discussões. Ainda em seu discurso de abertura, o Professor ressaltou que este princípio indica a recíproca autonomia entre ordem temporal e espiritual. Sublinhou que ele não significa indiferença. Deve ser entendido como interdição do Estado de entrar nos assuntos internos das confissões religiosas; e para a autoridade religiosa, significa que é interditado exercitar o poder temporal no Estado.

O jurista ainda destacou que as liberdades religiosa e de culto são prerrogativas, eixos de sustento das democracias autenticamente laicas. “Contudo – concluiu ele – credos que contrastam com os valores que inspiram a ordem constitucional, e portanto contrários à humanidade, não podem

ECUMENISMO: Muçulmanos e católicos realizam encontro internacional sobre Maria, mãe de Jesus

MARIA, EXEMPLO PARA TODOS NÓS
Encontro Internacional Cristão-Muçulmano

A Coordenação da Pastoral da Criança Internacional, em conjunto com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, representantes da Liga da Juventude Islâmica Beneficente do Brasil, da União Nacional das Entidades Islâmicas e da Comunidade Islâmica de Foz do Iguaçu, promove o evento MARIA, EXEMPLO PARA TODOS NÓS – Encontro Internacional Cristão-Muçulmano no sábado, dia 24 de março, na área da Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu (PR).

Maria, mãe de Jesus, é personagem reverenciada por cristãos e muçulmanos. Maria é bem-aventurada por ter sido escolhida por Deus para levar o Salvador em seu seio. “Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus” (Lc 1,31). O respeito e veneração que professam os católicos à Santíssima Virgem têm, portanto, bases bíblicas sólidas. Maria é modelo de amor e doação, que se põe a caminho para servir a prima Isabel. É a mãe terna que ampara e protege seus filhos.

O Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos, menciona a Virgem Maria (Maryam) em 34 locais em 12 capítulos. Tem uma surata (capítulo) intitulado “Surata Maryam” (19), com o relato da anunciação, gravidez e nascimento de seu filho Jesus. No Líbano, a celebração cristã-muçulmana que homenageia Maria acontece desde 2010, com feriado oficial no qual se comemora a Anunciação do Anjo Gabriel a Maria (dia 25 de março).

Homenagear Maria, mãe de Jesus, é uma oportunidade para as famílias conhecerem com mais profundidade temas inspiradores dos exemplos de Maria. É, também, oportunidade para a convivência fraterna e de incentivo para a paz entre os povos e fiéis das duas maiores religiões mundiais.

Além das comunidades cristã e muçulmana do Brasil, Paraguai e Argentina esperadas para o evento em Foz do Iguaçu, estão confirmadas as presenças de autoridades do executivo e legislativo paranaense e representantes de diversas religiões de países como Índia, Líbano, Japão e países da Europa e das Américas.

Fonte: https://www.pastoraldacrianca.org.br

Coro anglicano de Westminster cantará para o Papa em junho

Pela primeira vez na história, o célebre coro da Abadia de Westminster, Inglaterra, cantará na Basílica de São Pedro. O evento reunirá os cantores do Coro da Capela Sistina e os membros do coro inglês no dia 28 de junho, durante as primeiras vésperas da Solenidade de São Pedro e São paulo que o Papa presidirá na Basílica de São Paulo fora dos muros e também na missa presidida por Bento XVI na Basílica Vaticana.

Foi o próprio Papa, informa um comunicado, a pedir que a colaboração musical entre as duas companhias musicais reflita a vocação cristã do coro e encoraje a rica troca de experiências entre as duas tradições litúrgicas e culturais. Já que  a abadia de Westminster tem como título formal aquele de “Igreja Colegiada de São Pedro’, o fato que ambos os coros celebrem juntos seus respectivos patronos dará ao evento uma importante relevância comum.

O convite de ir a Roma surgiu com a visita que Bento XVI fez a Abadia em setembro de 2010, durante a viagem apostólica na Inglaterra. O Pontífice que rezou ao lado de Rowam Willians, arcebispo anglicano de Canterbury diante da tumba de Eduardo, o confessor,  teria dito que seria para ele seria um prazer se o coro de Westminster fosse a Roma na Solenidade de São Pedro e São Paulo.

Mensagem de Bento XVI em Assis

 

papaassis2As religiões jamais podem ser motivo de violência. Os credos e o diálogo inter-religioso são e devem ser baseados na paz. Foi a evocação feita por Bento XVI, nesta quinta-feira, em Assis, diante dos expoentes de todas as religiões do mundo, e de um grupo de agnósticos, por ocasião de uma nova Jornada mundial de oração e de reflexão pela paz, à distância de 25 anos do histórico encontro realizado por iniciativa de João Paulo II.

O Papa e os cerca de 300 participantes do encontro “Peregrinos da verdade, peregrinos da paz” chegaram pela manhã à cidade de São Francisco a bordo de um trem, que no final do dia os trará de volta a Roma. De fato, tendo partido às 8h locais da estação vaticana, o trem Etr 600 das Ferrovias italianas, formado por 7 vagões e a locomotiva, levava a bordo o Santo Padre e cerca de 300 pessoas.

O Pontífice viajou no vagão 2, localizado na parte traseira do trem, com o Cardeal Secretário de Estado Tarcisio Bertone, acompanhado do Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, e de outros renomados expoentes das religiões mundiais. O trem chegou a Assis às 9h45 locais.

No final desta manhã, o Santo Padre dirigiu-se aos participantes na Jornada de Reflexão em Assis. O Pontífice iniciou seu discurso lembrando que “passaram-se vinte e cinco anos desde quando, pela primeira vez, o beato Papa João Paulo II convidou representantes das religiões do mundo para uma oração pela paz em Assis”. E então pôs as questões: “o que aconteceu desde então? Como se encontra hoje a causa da paz?”.

“Naquele momento – disse o Papa -, a grande ameaça para a paz no mundo provinha da divisão da terra em dois blocos contrapostos entre si. O símbolo saliente daquela divisão era o muro de Berlim que, atravessando a cidade, traçava a fronteira entre dois mundos. Em 1989, três anos depois do encontro em Assis, o muro caiu, sem derramamento de sangue. Inesperadamente, os enormes arsenais, que estavam por detrás do muro, deixaram de ter qualquer significado. (…) Enfim, a vontade de ser livre foi mais forte do que o medo face a uma violência que não tinha mais nenhuma cobertura espiritual”.

Bento XVI continuou afirmando que, desde então, “infelizmente, não podemos dizer que desde então a situação se caracterize por liberdade e paz. Embora a ameaça da grande guerra não se aviste no horizonte, todavia o mundo está, infelizmente, cheio de discórdias”. Então o Papa falou sobre o terrorismo, e deste ressaltou a motivação religiosa que, muitas vezes, serve como justificativa para o que o classificou de “crueldade monstruosa, que crê poder anular as regras do direito por causa do «bem» pretendido”. “Aqui a religião não está ao serviço da paz, mas da justificação da violência”. E acrescentou: “o que os representantes das religiões congregados no ano 1986, em Assis, pretenderam dizer – e nós o repetimos com vigor e grande firmeza – era que esta não é a verdadeira natureza da religião. Ao contrário, é a sua deturpação e contribui para a sua destruição”.

O Santo Padre falou sobre uma segunda tipologia de violência, ou seja, “a consequência da ausência de Deus, da sua negação e da perda de humanidade que resulta disso”. “Aqui, porém, não pretendo deter-me no ateísmo prescrito pelo Estado – fez a ressalva -, queria, antes, falar da «decadência» do homem, em consequência da qual se realiza, de modo silencioso, e por conseguinte mais perigoso, uma alteração do clima espiritual. A adoração do dinheiro, do ter e do poder, revela-se uma contra-religião, na qual já não importa o homem, mas só o lucro pessoal”.

Então o Papa falou sobre o mundo do agnosticismo, que destacou estar em expansão. “Tais pessoas não se limitam a afirmar «Não existe nenhum Deus»”, disse o Santo Padre, mostrando que elas estão em busca da verdade e do bem, andando em direção à Deus portanto. “Colocam questões tanto a uma parte como à outra – afirmou o Pontífice. Aos ateus combativos, tiram-lhes aquela falsa certeza com que pretendem saber que não existe um Deus, e convidam-nos a tornar-se, em lugar de polêmicos, pessoas à procura, que não perdem a esperança de que a verdade exista e que nós podemos e devemos viver em função dela”.

Bento XVI ainda chamou a atenção para o fato de que os agnósticos “chamam em causa também os membros das religiões, para que não considerem Deus como uma propriedade que de tal modo lhes pertence que se sintam autorizados à violência contra os demais”.

Concluindo, o Papa assegura de que “a Igreja Católica não desistirá da luta contra a violência e do seu compromisso pela paz no mundo”

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A íntegra do discurso

Discurso do Santo Padre Bento XVI 
para a Jornada de Reflexão, Diálogo e Oração pela Paz e Justiça no Mundo
“Peregrinos da verdade, peregrinos da paz”
Assis, Itália
Quinta-feira, 27 de outubro de 2011


Queridos irmãos e irmãs,
distintos Chefes e representantes das Igrejas e Comunidades eclesiais e das religiões do mundo,
queridos amigos,

Passaram-se 25 anos desde quando pela primeira vez o beato Papa João Paulo II convidou representantes das religiões do mundo para uma oração pela paz em Assis. O que aconteceu desde então? Como se encontra hoje a causa da paz? Naquele momento, a grande ameaça para a paz no mundo provinha da divisão da terra em dois blocos contrapostos entre si. O símbolo saliente daquela divisão era o muro de Berlim que, atravessando a cidade, traçava a fronteira entre dois mundos. Em 1989, três anos depois do encontro em Assis, o muro caiu, sem derramamento de sangue. Inesperadamente, os enormes arsenais, que estavam por detrás do muro, deixaram de ter qualquer significado. Perderam a sua capacidade de aterrorizar. A vontade que tinham os povos de ser livres era mais forte que os arsenais da violência. A questão sobre as causas de tal derrocada é complexa e não pode encontrar uma resposta em simples fórmulas. Mas, ao lado dos factores econômicos e políticos, a causa mais profunda de tal acontecimento é de carácter espiritual: por detrás do poder material, já não havia qualquer convicção espiritual. Enfim, a vontade de ser livre foi mais forte do que o medo face a uma violência que não tinha mais nenhuma cobertura espiritual. Sentimo-nos agradecidos por esta vitória da liberdade, que foi também e sobretudo uma vitória da paz. E é necessário acrescentar que, embora neste contexto não se tratasse somente, nem talvez primariamente, da liberdade de crer, também se tratava dela. Por isso, podemos de certo modo unir tudo isto também com a oração pela paz.

Mas, que aconteceu depois? Infelizmente, não podemos dizer que desde então a situação se caracterize por liberdade e paz. Embora a ameaça da grande guerra não se aviste no horizonte, todavia o mundo está, infelizmente, cheio de discórdias. E não é somente o fato de haver, em vários lugares, guerras que se reacendem repetidamente; a violência como tal está potencialmente sempre presente e caracteriza a condição do nosso mundo. A liberdade é um grande bem. Mas o mundo da liberdade revelou-se, em grande medida, sem orientação, e não poucos entendem, erradamente, a liberdade também como liberdade para a violência. A discórdia assume novas e assustadoras fisionomias e a luta pela paz deve-nos estimular a todos de um modo novo.

Procuremos identificar, mais de perto, as novas fisionomias da violência e da discórdia. Em grandes linhas, parece-me que é possível individuar duas tipologias diferentes de novas formas de violência, que são diametralmente opostas na sua motivação e, nos particulares, manifestam muitas variantes. Primeiramente temos o terrorismo, no qual, em vez de uma grande guerra, realizam-se ataques bem definidos que devem atingir pontos importantes do adversário, de modo destrutivo e sem nenhuma preocupação pelas vidas humanas inocentes, que acabam cruelmente ceifadas ou mutiladas. Aos olhos dos responsáveis, a grande causa da danificação do inimigo justifica qualquer forma de crueldade. É posto de lado tudo aquilo que era comummente reconhecido e sancionado como limite à violência no direito internacional. Sabemos que, frequentemente, o terrorismo tem uma motivação religiosa e que precisamente o carácter religioso dos ataques serve como justificação para esta crueldade monstruosa, que crê poder anular as regras do direito por causa do «bem» pretendido. Aqui a religião não está ao serviço da paz, mas da justificação da violência.

A crítica da religião, a partir do Iluminismo, alegou repetidamente que a religião seria causa de violência e assim fomentou a hostilidade contra as religiões. Que, no caso em questão, a religião motive de fato a violência é algo que, enquanto pessoas religiosas, nos deve preocupar profundamente. De modo mais subtil mas sempre cruel, vemos a religião como causa de violência também nas situações onde esta é exercida por defensores de uma religião contra os outros. O que os representantes das religiões congregados no ano 1986, em Assis, pretenderam dizer – e nós o repetimos com vigor e grande firmeza – era que esta não é a verdadeira natureza da religião. Ao contrário, é a sua deturpação e contribui para a sua destruição. Contra isso, objecta-se: Mas donde deduzis qual seja a verdadeira natureza da religião? A vossa pretensão por acaso não deriva do fato que se apagou entre vós a força da religião? E outros objectarão: Mas existe verdadeiramente uma natureza comum da religião, que se exprima em todas as religiões e, por conseguinte, seja válida para todas? Devemos enfrentar estas questões, se quisermos contrastar de modo realista e credível o recurso à violência por motivos religiosos. Aqui situa-se uma tarefa fundamental do diálogo inter-religioso, uma tarefa que deve ser novamente sublinhada por este encontro. Como cristão, quero dizer, neste momento: É verdade, na história, também se recorreu à violência em nome da fé cristã. Reconhecemo-lo, cheios de vergonha. Mas, sem sombra de dúvida, tratou-se de um uso abusivo da fé cristã, em contraste evidente com a sua verdadeira natureza. O Deus em quem nós, cristãos, acreditamos é o Criador e Pai de todos os homens, a partir do qual todas as pessoas são irmãos e irmãs entre si e constituem uma única família. A Cruz de Cristo é, para nós, o sinal daquele Deus que, no lugar da violência, coloca o sofrer com o outro e o amar com o outro. O seu nome é «Deus do amor e da paz» (2 Cor 13,11). É tarefa de todos aqueles que possuem alguma responsabilidade pela fé cristã, purificar continuamente a religião dos cristãos a partir do seu centro interior, para que – apesar da fraqueza do homem – seja verdadeiramente instrumento da paz de Deus no mundo.

Se hoje uma tipologia fundamental da violência tem motivação religiosa, colocando assim as religiões perante a questão da sua natureza e obrigando-nos a todos a uma purificação, há uma segunda tipologia de violência, de aspecto multiforme, que possui uma motivação exatamente oposta: é a consequência da ausência de Deus, da sua negação e da perda de humanidade que resulta disso. Como dissemos, os inimigos da religião veem nela uma fonte primária de violência na história da humanidade e, consequentemente, pretendem o desaparecimento da religião. Mas o «não» a Deus produziu crueldade e uma violência sem medida, que foi possível só porque o homem deixara de reconhecer qualquer norma e juiz superior, mas tomava por norma somente a si mesmo. Os horrores dos campos de concentração mostram, com toda a clareza, as consequências da ausência de Deus.

Aqui, porém, não pretendo deter-me no ateísmo prescrito pelo Estado; queria, antes, falar da «decadência» do homem, em consequência da qual se realiza, de modo silencioso, e por conseguinte mais perigoso, uma alteração do clima espiritual. A adoração do dinheiro, do ter e do poder, revela-se uma contra-religião, na qual já não importa o homem, mas só o lucro pessoal. O desejo de felicidade degenera num anseio desenfreado e desumano como se manifesta, por exemplo, no domínio da droga com as suas formas diversas. Aí estão os grandes que com ela fazem os seus negócios, e depois tantos que acabam seduzidos e arruinados por ela tanto no corpo como na alma. A violência torna-se uma coisa normal e, em algumas partes do mundo, ameaça destruir a nossa juventude. Uma vez que a violência se torna uma coisa normal, a paz fica destruída e, nesta falta de paz, o homem destrói-se a si mesmo.

A ausência de Deus leva à decadência do homem e do humanismo. Mas, onde está Deus? Temos nós possibilidades de O conhecer e mostrar novamente à humanidade, para fundar uma verdadeira paz? Antes de mais nada, sintetizemos brevemente as nossas reflexões feitas até agora. Disse que existe uma concepção e um uso da religião através dos quais esta se torna fonte de violência, enquanto que a orientação do homem para Deus, vivida retamente, é uma força de paz. Neste contexto, recordei a necessidade de diálogo e falei da purificação, sempre necessária, da vivência da religião. Por outro lado, afirmei que a negação de Deus corrompe o homem, priva-o de medidas e leva-o à violência.

Ao lado destas duas realidades, religião e anti-religião, existe, no mundo do agnosticismo em expansão, outra orientação de fundo: pessoas às quais não foi concedido o dom de poder crer e todavia procuram a verdade, estão à procura de Deus. Tais pessoas não se limitam a afirmar «Não existe nenhum Deus», mas elas sofrem devido à sua ausência e, procurando a verdade e o bem, estão, intimamente estão a caminho Dele. São «peregrinos da verdade, peregrinos da paz». Colocam questões tanto a uma parte como à outra. Aos ateus combativos, tiram-lhes aquela falsa certeza com que pretendem saber que não existe um Deus, e convidam-nos a tornar-se, em lugar de polêmicos, pessoas à procura, que não perdem a esperança de que a verdade exista e que nós podemos e devemos viver em função dela. Mas, tais pessoas chamam em causa também os membros das religiões, para que não considerem Deus como uma propriedade que de tal modo lhes pertence que se sintam autorizados à violência contra os demais. Estas pessoas procuram a verdade, procuram o verdadeiro Deus, cuja imagem não raramente fica escondida nas religiões, devido ao modo como eventualmente são praticadas. Que os agnósticos não consigam encontrar a Deus depende também dos que creem, com a sua imagem diminuída ou mesmo deturpada de Deus. Assim, a sua luta interior e o seu interrogar-se constituem para os que creem também um apelo a purificarem a sua fé, para que Deus – o verdadeiro Deus – se torne acessível. Por isto mesmo, convidei representantes deste terceiro grupo para o nosso Encontro em Assis, que não reúne somente representantes de instituições religiosas. Trata-se de nos sentirmos juntos neste caminhar para a verdade, de nos comprometermos decisivamente pela dignidade do homem e de assumirmos juntos a causa da paz contra toda a espécie de violência que destrói o direito. Concluindo, queria assegura-vos de que a Igreja Católica não desistirá da luta contra a violência, do seu compromisso pela paz no mundo. Vivemos animados pelo desejo comum de ser «peregrinos da verdade, peregrinos da paz».

 

HOMENAGEM DE CRISTÃOS E MUÇULMANOS À VIRGEM MARIA JÁ TEM DATA E LOCAL MARCADOS

No último dia 21 de setembro, em Brasília, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aprovou a proposta da Pastoral da Criança de envolver Muçulmanos e Cristãos em celebração para homenagear Maria. O evento será dia 24 de março de 2012, em Foz do Iguaçu, local da tríplice fronteira e com ampla comunidade muçulmana.

Além do louvor a Maria, o encontro será uma oportunidade para os líderes da Pastoral da Criança e famílias acompanhadas conhecerem temas inspiradores dos exemplos de Maria, como a visita às gestantes (Maria visita sua prima Izabel) e o cuidado com a gravidez desde a concepção. O evento também visa colaborar para a Paz entre os povos e fiéis das duas maiores religiões mundiais e servir de referência para a Pastoral da Criança Internacional atuar em países de maioria muçulmana, especialmente na África e Ásia.

A organização do evento pretende contar com o apoio local das duas religiões, a participação da  Pastoral da Criança, do secretário geral do movimento Religions for Peace, Wiliam F. Vendley, e Mohammad Sammak, secretário geral do Comitê para o Diálogo Cristão Muçulmano. “Estou pronto para ir onde a abençoada Maria quer que eu vá… para o Brasil e além… gosto de ver que comunidades cristãs e muçulmanas compartilham o amor de Maria e aqui ganham bênçãos”, ressaltou Mohammad Sammak em resposta ao convite feito pela Pastoral da Criança para auxiliar na organização.

Juntamente com a homenagem acontecerá o encontro da coordenação Nacional da Pastoral da Criança com os coordenadores diocesanos e estaduais das regiões Sul e Centro-Oeste e a reunião do conselho executivo Mundial do Dia de Oração e Ação pela Criança, com representantes do Japão, Índia, Europa, Estados Unidos, Oriente Médio e Brasil.

Já estão confirmadas as presenças do cardeal dom Geraldo Agnelo, vários bispos do Paraná, o vice-governador do Paraná e membros do Conselho Executivo Mundial do Dia de oração e Ação pela Criança.

Antecedentes no Islamismo

O Alcorão menciona a Virgem Maria (Mariam) em 34 locais em 12 capítulos. No Líbano, essa celebração acontece desde 2010, com feriado oficial.

Por CNBB

O novo retrato da fé no Brasil: surge uma nova categoria, a dos “evangélicos não praticantes”

Acaba de nascer no País uma nova categoria religiosa, a dos evangélicos não praticantes. São os fiéis que creem, mas não pertencem a nenhuma denominação. O surgimento dela já era aguardado, uma vez que os católicos, ainda maioria, perdem espaço a cada ano para o conglomerado formado por protestantes históricos, pentecostais e neopentecostais. Sendo assim, é cada vez maior o número de brasileiros que nascem em berço evangélico – e, como muitos católicos, não praticam sua fé. Dados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelaram, na semana passada, que evangélicos de origem que não mantêm vínculos com a crença saltaram, em seis anos, de insignificantes 0,7% para 2,9%. Em números absolutos, são quatro milhões de brasileiros a mais nessa condição. Essa é uma das constatações que estatísticos e pesquisadores estão produzindo recentemente, às quais ISTOÉ teve acesso, formando um novo panorama religioso no País.

Isso só é possível porque o universo espiritual está tomado por gente que constrói a sua fé sem seguir a cartilha de uma denominação. Se outrora o padre ou o pastor produziam sentido à vida das pessoas de muitas comunidades, atualmente celebridades, empresários e esportistas, só para citar três exemplos, dividem esse espaço com essas lideranças. Assim, muitas vezes, os fiéis interpretam a sua trajetória e o mundo que os cerca de uma maneira pessoal, sem se valer da orientação religiosa. Esse fenômeno, conhecido como secularização, revelou o enfraquecimento da transmissão das tradições, implicou a proliferação de igrejas e fez nascer a migração religiosa, uma prática presente até mesmo entre os que se dizem sem religião (ateus, agnósticos e os que creem em algo, mas não participam de nenhum grupo religioso). É muito provável, portanto, que os evangélicos pesquisados pelo IBGE que se disseram desvinculados da sua instituição estejam, como muitos brasileiros, experimentando outras crenças.

É cada vez maior a circulação de um fiel por diferentes denominações – ao mesmo tempo que decresce a lealdade a uma única instituição religiosa. Em 2006, um levantamento feito pelo Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris) e organizado pela especialista em sociologia da religião Sílvia Fernandes, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), verificou que cerca de um quarto dos 2.870 entrevistados já havia trocado de crença. Outro estudo, do ano passado, produzido pela professora Sandra Duarte de Souza, de ciências sociais e religião da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), para seu trabalho de pós-doutorado na Universidade de Campinas (Unicamp), revelou que 53% das pessoas (o universo pesquisado foi de 433 evangélicos) já haviam participado de outros grupos religiosos.

Saiba mais

Portal Ecumênico 

CONIC lança a revista União

O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) apresenta, nesta segunda, dia 30 de maio, a primeira edição da Revista União. A publicação, que será trimestral, abordará, principalmente, assuntos de caráter ecumênico e ações do Conselho em benefício de toda a sociedade brasileira. Notícias das Igrejas-membro e de iniciativas institucionais do CONIC também entrarão na pauta.

“É uma alegria muito grande levar cada vez mais informações a um público tão diversificado. Isso mostra que o ecumenismo cresce em importância tanto para nós, cristãos, quanto para todos os religiosos, independentemente do credo, nacionalidade ou condição social. Esperamos melhorar a cada nova edição. Para tanto, contamos com as sugestões dos leitores”, disse o secretário geral do CONIC, reverendo Luiz Alberto Barbosa.

Baixe a revista aqui.

Igrejas cristãs refletem diálogo ecumênico em São Paulo

Dirigentes das Igrejas-membro do Movimento de Fraternidade de Igrejas Cristãs (Mofic) se reuniram na manhã desta quarta-feira, 25, para refletirem sobre a caminhada do movimento na promoção do diálogo ecumênico. O encontro aconteceu na Casa da Reconciliação, na zona sul da capital paulista. O arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Scherer, participou da reunião.

As Igrejas-membro do Mofic são: Apostólica Armênia, Episcopal Anglicana, Católica Apostólica Romana, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Presbiteriana Unida e Ortodoxa Antioquina. A Igreja Presbiteriana Independente também marcou presença no encontro, além da participação de representantes das diferentes Igrejas-membro e colaboradores do Mofic.

No início do encontro houve um momento de oração em comum. Em seguida, a partir de perguntas propostas, os participantes partilharam como cada Igreja está envolvida no movimento ecumênico, como lidam com os possíveis “preconceitos” religiosos existentes nas comunidades cristãs e quais projetos poderiam ser realizados em conjunto em prol da unidade dos cristãos para os próximos anos.

Praticamente todos os líderes religiosos destacaram que um dos principais desafios existentes é como conscientizar os fiéis sobre a importância ecumenismo, uma vez que na maioria dos casos esse diálogo fica restrito apenas aos líderes das comunidades e os representantes das comissões destinadas ao diálogo ecumênico.

“A impressão que muitas pessoas têm é que na sua Igreja só basta um grupo que se dedique ao diálogo ecumênico. É difícil as pessoas entenderem que ecumenismo é um valor evangélico a ser traduzido na vida da comunidade e de cada cristão em particular”, ressaltou o padre Gregório Teodoro, da Igreja Ortodoxa Antioquina.

De acordo com o padre Yezlig Guzelian, da Igreja Apostólica Armênia, é preciso motivar os paroquianos explicando a eles o valor do diálogo ecumênico, a fim de acabar com os preconceitos que possam existir nessas comunidades.

Dom Odilo reforçou que o ecumenismo é uma necessidade e deve continuar firme em seus propósitos. Ele destacou, ainda, que nos últimos anos a Igreja Católica tem avançado no diálogo ecumênico, lembrando as recentes iniciativas de aproximação com as Igrejas Ortodoxas Russa e Grega. Ele recordou que papa Bento 16 ressalta que o ecumenismo é uma urgência em vista da missão comum de anunciar o Evangelho. “É um caminho longo e difícil. Mas esperamos que os muitos frutos apareçam”, disse.

Outro desafio apresentado pelos líderes é o surgimento de “novas denominações” que muitas vezes se apropriam da identidade das igrejas históricas, confundindo o povo e, em muitos casos, sem comprometimento com o diálogo ecumênico.

Os líderes chamaram a atenção para uma “compreensão equivocada” do princípio liberdade religiosa garantida pela constituição, que acaba favorecendo a fundação de religiões sem nenhum critério ético.

“Infelizmente existem pessoas que usam os símbolos, liturgias e até o próprio nome de outras igrejas com a intenção de confundir e de levar pessoas desinformadas para suas comunidades se maneira proselitista, sem comprometimento com a unidade”, apontou o reverendo Cezar Fernandes Alves, da Igreja Episcopal Anglicana, cujo líder, bispo Roger Bird, também participou da reunião.

Os representantes das Igrejas-membro do Mofic foram convidados a estimular a participação dos fiéis e o envolvimento das comunidades nessas iniciativas, uma vez que o ecumenismo se dá nas ações sociais em comum, além das dimensões da oração e do estudo.

“Foi um encontro de convivência de reflexão e também de perspectiva de projeção. A convivência fraterna entre os membros produz efeitos positivos para que possamos enfrentar os desafios, dificuldades e diferenças que o dia-a-dia nos apresenta”, afirmou o coordenador da Casa da Reconciliação padre José Bizon. Ele também chamou a atenção para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que acontece entre os dias 6 e 10 de junho.

Representante do Vaticano visita Coreia do Sul

O presidente e o secretário do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, Cardeal Jean-Louis Tauran e o Arcebispo Pier Luigi Celata, respectivamente, estão em visita à Coreia do Sul de 23 a 27 de maio, a convite da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso daquele país.

Estão previstos encontros com o presidente da República, com o Ministro da Cultura e com o Diretor para os Assuntos Religiosos. Também estão programadas visitas ao Jogye Order (Ordem representativa do Budismo Coreano Tradicional), ao Centro do Budismo Coreano e ao Centro do Confucionismo Coreano, bem como um encontro com os representantes do Budismo, do Confucionismo, do Won Buddismo, do Chondogyo, da Associação das Religiões Nativas Coreanas e do Protestantismo.

O Cardeal Tauran vai proferir uma Conferência no Seminário Maior de Seul com o tema “Diálogo Inter-religioso segundo o ensinamento do Papa Bento XVI” e após haverá um encontro com representantes da imprensa.

A visita concluirá com a celebração da Santa Missa no Santuário dos Mártires Coreanos Cheoldusan.

Cristãos foram presos e proibidos de celebrar Páscoa na China

Ao menos 20 cristãos foram detidos pela polícia chinesa deste domingo de Páscoa, 24. Segundo agências internacionais, a operação visava impedir que membros de uma igreja cristã realizassem as tradicionais festividades de Páscoa em Pequim, capital do país.

Este grupo faz parte da Shouwang, uma das maiores “igrejas subterrâneas”, uma resistência cristã que não aceita a intervenção do Partido Comunista em sua crença e, como consequência, são consideradas ilegais.

A operação no distrito de Zhongguancun começou às 8h de domingo, quando os cristãos foram detidos e levados para uma delegacia, disseram testemunhas.

A liberdade religiosa, garantida pela Constituição chinesa, não é respeitada. A justiça do país só permite o credo em igrejas registradas oficialmente. As igrejas oficiais do país têm cerca de 20 milhões de fiéis.

Atualmente, a Igreja Católica constatou um situação de desordem na China, tendo em vista a grave situação de ordenações sem autorização pontifícia, mas reconhecidas pelo governo chinês.

Em comunicado, o Vaticano enfatizou que cada bispo envolvido deveria “dirigir-se a Santa Sé e encontrar um modo de esclarecer a própria posição aos sacerdotes e fiéis, professando novamente a fidelidade ao Sumo Pontífice, para ajudar a superar a ofensa interior por ele cometida e para reparar o escândalo externo que causou”.

A Santa Sé destacou também o desejo de um “diálogo sincero e respeitoso com as autoridades civis”.

Segundo agências, o governo chinês estaria combatendo possíveis ameaças ao regime comunista, tentando evitar protestos como aqueles que atingiram recentemente alguns países árabes. Nos últimos meses, foram presos muitos ativistas pró-direitos humanos, advogados, blogueiros e artistas.

Fonte Canção Nova

Seminário Teológico do CONIC detecta desafios para o ecumenismo

O diálogo inter-religioso tem fundamentação bíblico-teológica e, junto com o movimento ecumênico, é uma maneira privilegiada pelas quais a igreja cumpre sua missão no mundo, concluíram participantes de seminário teológico promovido pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), dias 8 e 10 de março, no Rio de Janeiro.

Com o tema “Ecumenismo no Brasil – Desafios, Anseios e Perspectiva: Uma reflexão sobre o papel das igrejas e organismos no contexto do movimento ecumênico brasileiro”, o evento refletiu a atuação das igrejas cristãs frente ao diálogo inter-religioso, e discutiu estratégias para o estabelecimento de um ecumenismo cada vez mais abrangente.

“É necessário que as igrejas desenvolvam nas comunidades um processo de educação para o diálogo inter-religioso considerando três elementos: conhecimento das tradições religiosas locais, incentivar a prática da convivência efetiva e desenvolver uma espiritualidade de acolhida das diferentes expressões de fé”, defendeu o coordenador da Comissão Teológica do CONIC, padre Elias Wolff.

Uma das tônicas do seminário foi a convergência em torno de um dos passos metodológicos propostos pela Comissão. O primeiro grande passo para o diálogo seria o reconhecimento do valor do outro. Conforme o documento síntese do encontro, “reconhecer é mais do que tolerar. Reconhecer é acolher o outro no seu próprio modo de ser, de agir e de crer”.

O evento antecedeu a XIV Assembleia do CONIC e propôs aos representantes das igrejas brasileiras refletir sobre a atuação das igrejas cristãs no diálogo inter-religioso, discutindo estratégias para o estabelecimento de uma atuação ecumênica cada vez mais ampla.

“A diversidade das igrejas no Brasil é muito grande. Não há uma resposta única sobre a questão do diálogo inter-religioso. A partir daí, constatamos que nos diversos níveis, institucional ou pessoal, há, a rigor, dificuldade de comunicação de como fazer chegar ao povo a posição oficial da igreja. Falta traduzir para o povo o que a igreja tem a dizer acerca do diálogo e da cooperação com outras expressões de fé”, afirmou o pastor Ervino Schmidt, ex-secretário executivo do CONIC e delegado do Centro Ecumênico de Capacitação e Assessoria (CECA) na assembleia.

Os participantes passaram a elaborar sugestões claras de incidência ecumênica no diálogo inter-religioso. Assim, os participantes propuseram a inclusão do tema como matéria no currículo de ensino religioso e a vigilância e eventual denúncia, por parte do CONIC, de situações de intolerância religiosa no país.

Para o pastor sinodal Jorge Schieferdecker, da delegação da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), “a pluralidade cultural e religiosa do Brasil é um desafio para a Igreja cristã, especialmente no que tange à prática missionária. Reverência a diferentes expressões de fé é um dos pontos de partida do testemunho evangélico”.

As dicotomias inerentes na relação entre igrejas e organismos ecumênicos também estiveram presente na pauta das discussões. A área da diaconia, não raro, através de seus projetos, tem tido mais contato e incidência em cenários e grupos inter-religiosos.

Diante deste cenário, há temor, por parte das igrejas, que o sentido missionário e a abordagem teológica da diaconia se percam ao longo do processo de profissionalização da ajuda humanitária e apoio a projetos de desenvolvimento e defesa de causa.

O aspecto missionário, também no serviço das igrejas, foi destacado como sendo uma das ferramentas importantes na reaproximação das duas áreas. “O movimento ecumênico e o diálogo inter-religioso são formas privilegiadas pelas quais a Igreja cumpre sua missão no mundo”, assinala o documento do encontro.

Conferências

Fizeram parte da programação as conferências “Pluralismo religioso no contexto brasileiro e seus desafios para o diálogo”, com a Profª Magali Cunha; “Fundamentação bíblico-teológico do movimento ecumênico”, com Dom Sebastião Gameleira; “História do Movimento Ecumênico no Brasil”, com o Profº Zwinglio Dias e, por fim, um painel sobre as práticas ecumênicas do CONIC – CLAI e CESE, moderado pelo P. Ervino Schmidt.

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Igreja deve dialogar na caridade com outras religiões, diz Papa

“Empenhem-se em fazer o bem para os cristãos e não cristãos”, ressaltou o Papa Bento XVI aos bispos das Filipinas, na manhã desta quinta-feira, 3.

Sobre o diálogo inter-religioso, o Bispo de Roma afirmou que ao mesmo tempo que a Igreja proclama a certeza que Cristo é o caminho, a verdade e a vida, ela respeita tudo aquilo que é bom nas outras religiões.

O Santo Padre recordou, em seu discurso, a declaraçãoNostra Aetate, feita no Concílio do Vaticano de 1965, que trata da relação da igreja católica com as religiões não cristãs. Com a declaração Nostra Aetate, a Igreja é chamada a dialogar com prudência e caridade com os fiéis de outras religiões toda vez que isso é possível. Fazendo assim, afirma Bento XVI, a Igreja trabalha pela compreensão recíproca e pelo progresso do bem da humanidade.

Desta forma, o Pontífice encorajou os bispos filipinos a continuarem promovendo o caminho para a paz autêntica e duradoura, tendo em vista a convivência com cada pessoa que, independente do seu credo, foi criada à imagem de Deus.

Formação religiosa e moral

Em seu discurso, Bento XVI salientou também a importância da formação dos sacerdotes e dos leigos e ainda destacou o empenho da Igreja na busca pelo bem comum e na luta em defesa da família . “A profunda piedade pessoal no vosso povo necessita de ser alimentada e sustentada” por uma compreensão apropriada “dos ensinamentos da Igreja em matéria de fé e de moral”, disse o Papa.

Assim, ele convidou os sacerdotes a voltarem uma atenção especial para a família, sobretudo aos pais como primeiros educadores da fé dos próprios filhos. “Este trabalho já é evidente no vosso apoio às famílias diante das influências que querem limitar ou destruir seus direitos e sua integridade”, salientou o Santo Padre.

Bento XVI destacou ainda que a formação dos sacerdotes é um dos deveres mais importantes dos bispos. O Pontífice recordou que, em muitas dioceses filipinas, os sacerdotes são acompanhados na fase de passagem do seminário para as paróquias, e chamou a atenção para que os padres mais anciãos possam ajudá-los no caminho para a vida sacerdotal madura.

“De acordo com suas promessas solenes de ordenação, recordem aos vossos sacerdotes o seu empenho para com o celibato, com a obediência e com maior atenção ao serviço pastoral”, salientou o Papa.

Segundo o Pontífice, vivendo suas promessas estes homens “tornam-se realmente pais espirituais com a maturidade pessoal e psicológica que crescerá para refletir a paternidade de Deus”.

Fonte Canção Nova

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Assembleia de 2013 do CMI já tem tema definido

Após período de discussão iniciado no primeiro dia do encontro, o Comitê Central do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) escolheu hoje, último dia de sua reunião ordinária, o tema para a 10ª Assembleia Geral do organismo ecumênico, que terá lugar em Busan, Coréia do Sul, em outubro de 2013. O tema será “Deus da vida, guia-nos à justiça e à paz”.

Um “tema” não é apenas um mero slogan para uma assembleia, pois oferece um foco para reflexão teológica, devocionais e meditações ao longo do evento, assim como para o planejamento das atividades programáticas antes, durante e depois do evento.

O tema da 9ª Assembleia, que aconteceu em Porto Alegre, Brasil, em 2006, foi “Deus, em tua graça, transforma o mundo”. O tema para a 10ª Assembleia também é formulado em forma de oração. A proposta para o tema de 2013, adotado por consenso,  veio acompanhada pela referência ao texto bíblico de Isaías 42.1-4, que fala do servo do Senhor que não quebra uma cana rachada nem apaga um pavio que queima (v. 3) e que não será esmagado “até que a justiça seja estabelecida na terra” (v. 4).

Fonte Conic

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Cristãos chamados a cooperar na criação de novo governo no Egito

Os Cristãos egípcios tem sido chamados a cooperar com os Muçulmanos para garantir a igualdade de direitos para a minoria, enquanto a nação começa seu processo para formar novo governo.

Apesar da renúncia do presidente Hosni Mubarak, sexta-feira passada, ter sido vontade da nação, o seguinte passo é o que realmente conta, insistiu o jesuíta Samir Khalil Samir, egípcio especialista em Islã e assessor da Igreja Católica sobre as relações entre Muçulmanos e Cristãos.

Em uma entrevista com a Agência Católica de Notícias, ele assinalou que uma reforma constitucional era necessária para “ajudar as pessoas a viverem um pouco mais humanamente.”

“Talvez depois disto, depois de ter passado por um regime autoritário, as pessoas realmente tratem de fazer algo mais democrático,” disse.

Uma mostra da solidariedade entre Cristãos e Muçulmanos durante os recentes protestos demonstrou ser um sinal de “esperança do Egito,” disse Samir. “Os Cristãos e os Muçulmanos estavam juntos. Não tínhamos nenhum apelo extremo ao Islã.

No entanto, ele reconheceu que sempre existirá um impulso pela islamização no Egito, uma nação predominantemente muçulmana.

Alaa Setyan, advogado de direitos humanos com experiência em defesa dos membros minoritários nos casos de brutalidade política, expressou sua preocupação pelos direitos de todos os cidadãos, incluindo os Cristãos.

“Temo pelos direitos de todas as pessoas, como os irmãos muçulmanos e cristãos. Eu temo que poderiam ser tratados injustamente, creio que todos somos pessoas iguais e cada um deve ter seus direitos, qualquer que seja sua forma de pensar, qualquer que seja a sua religião,” foi citado pela NPR.

Enquanto os militares governam o período de transição do Egito, Samir afirmou que os Cristãos devem estar “muito involucrados na sociedade, no mundo político, social e econômico da nação.”

Ele assinalou a igualdade no mercado de trabalho, a capacidade de obter permissões para construir Igrejas e a liberdade dos egípcios de converterem-se ao Cristianismo sem a ameaça de danos, como as principais áreas de preocupação para a comunidade cristã. “O ponto principal é este : que todos estejamos sob a mesma regra,” disse.

O Conselho Supremo de Forças Armadas recebeu o poder de Murabak depois que partiu e já começou a dissolução das câmaras alta e baixa do parlamento.

O órgão legislativo temporal executará os assuntos do país até que um novo presidente seja eleito, e tem prometido aos cidadãos um referendum sobre as reformas constitucionais.

Fonte Conic

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Semana Mundial da Harmonia entre as confissões religiosas

Símbolo do Ecumenismo

O Conselho Mundial de Igreja – CMI está promovendo a Semana Mundial da Harmonia entre as religiões. O encontro surgiu de uma ideia do príncipe da Jordânia, Bin Muhammad Bin Talal.

O príncipe jordaniano afirmou em uma nota publicada pela CMI, que a ideia desta Semana Mundial da Harmonia foi instituída durante o encontro mundial das organizações mulçumanas e cristãs, realizado em Genebra, na Suiça, em novembro do ano passado.

A ONU aprovou a resolução que insistiu a ‘Semana Mundial da Harmonia’ entre as religiões com a finalidade de estabelecer um diálogo entre as várias religiões a fim de melhorar a harmonia e a cooperação entre os seres humanos.

“Trata-se de um modelo importante para todos aqueles que promovem o diálogo inter-religioso”, disse o secretário-geral do CMI, Pastor Olav Fykse Tveit.

Durante a Semana Mundial da Harmonia entre as Religiões, estão sendo realizadas atividades em vários países.

Na Austrália, jejuns inter-religiosos, na Áustria, orações pela paz, seminários inter-religiosos, no Paquistão, e café da manhã inter-religioso no Canadá que reunirá católicos, judeus, muçulmanos, luteranos e hindus.

Para o pastor esta semana é algo importante para criar um diálogo inter-religioso e intercultural, visto que muitas forças procuram dividir as pessoas ao invés de encontrar instrumentos para melhor viver juntos e eliminar a intolerância e discriminação.

Fonte: A 12