Eles continuam tentando…”Virgem Maria seria apenas Maria”, afirmam cientistas

32dae6a0-d190-11e4-9139-87df9d3930e0_nascimentojesusUm pesquisa divulgada no site Yahoo mostra o estudo de alguns cientistas sobre a tradução da palavra “virgem”. De acordo com as cientistas a palavra foi mal traduzida do Hebraico para o Grego. O certo seria “um moça em idade para casar”. Então, segundo elas, a crença de que Jesus teria nascido de uma virgem é errônea.

Veja a matéria:

Yahoo | A história milenar sobre o nascimento de Jesus Cristo pode não ter acontecido da maneira como foi passada adiante. A principal mudança, explicam especialistas, é que um erro de tradução teria levado ao equívoco sobre Maria, que não seria virgem.

A polêmica está em torno de um termo citado no texto original, em hebraico (Isaías, capítulo 7:14). A palavra em questão, usada para fazer referência a Maria, é “Almah”, o que ao pé da letra significa “jovem que chegou à idade de se casar”. Na mudança para o grego, porém, o termo teria sido traduzido como “virgem”, perdendo seu sentido original.

“Cristãos de todo o mundo afirmam que Jesus nasceu de uma virgem, mas a palavra usada no texto em hebraico, Almah, significa basicamente uma jovem que está na idade apropriada para se casar”, explica Francesca Stavrakopoulou, PhD e professora de religiões antigas da Universidade de Exeter.

A explicação de Francesca é corroborada por outros especialistas, como a professora de religião da Universidade de Princeton, Elaine Pangels. “Foi uma espécie de lampejo e disseram que foi um milagre”, afirma ela.

Me fiz uma pergunta, naquela época era como hoje? Jovens em idade para casar já havia fornicado antes com vários parceiros?

Cristãos, não entre em dúvidas sobre isso. Além das escrituras, a Igreja se sustenta nos fatos relatados dos apóstolos e primeiros cristãos que sempre acreditaram na virgindade de Nossa Senhora antes e depois do nascimento de Jesus.

“Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática” – Evangelho do Dia

Evangelho – Lc 8,19-21

Minha mãe e meus irmãos são aqueles
que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 8,19-21

Naquele tempo:
19A mãe e os irmãos de Jesus aproximaram-se,
mas não podiam chegar perto dele, por causa da multidão.
20Então anunciaram a Jesus:
“Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver.”
21Jesus respondeu:
“Minha mãe e meus irmãos são aqueles
que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática.”
Palavra da Salvação.

Reflexão – Lc 8, 19-21

Existem muitas pessoas que querem demonstrar-se religiosas, mostrar a todos que participam da vida da Igreja e têm amizade com o clero e até usam dos cargos e funções sociais para conseguir isso. Porém, essas pessoas querem apenas se promover, não querem nenhum compromisso com o Evangelho e com o Reino de Deus. A atitude de Jesus nos mostra quem é importante para ele: aquele que ouve a Palavra de Deus e a coloca em prática, aquele que é capaz de amar, perdoar, partilhar, acolher, socorrer, consolar, compreender, ensinar, comprometer-se, doar-se, reunir, celebrar, orar, ser feliz com os que são felizes, chorar com os que choram, são empáticos, solidários, vivem o amor de Deus.

Essa leitura poderia até nos levar a um estudo sobre Maria e seus dogmas. No entanto, vamos apenas abordar o lado espiritual dessa palavra. Nós queremos ser irmãos e mãe de Jesus? Essa pergunta se dá por causa da afirmação de Jesus. Sua mãe e seus irmãos são aqueles que ouvem a palavra. Nós estamos ouvindo a palavra?

Padre Beto, a saga: Diocese de Bauru o excomunga

A Diocese de Bauru diante as falácias de padre Beto decidiu por excomungar o Padre Beto. Leia a nota da Dicese:

 

É de conhecimento público os pronunciamentos e atitudes do Reverendo Pe. Roberto Francisco Daniel que, em nome da “liberdade de expressão” traiu o compromisso de fidelidade à Igreja a qual ele jurou servir no dia de sua ordenação sacerdotal. Estes atos provocaram forte escândalo e feriram a comunhão eclesial. Sua atitude é incompatível com as obrigações do estado sacerdotal que ele deveria amar, pois foi ele quem solicitou da Igreja a Graça da Ordenação. O Bispo Diocesano com a paciência e caridade de pastor, vem tentando há muito tempo diálogo para superar e resolver de modo fraterno e cristão esta situação. Esgotadas todas as iniciativas e tendo em vista o bem do Povo de Deus, o Bispo Diocesano convocou um padre canonista perito em Direito Penal Canônico, nomeando-o como juiz instrutor para tratar essa questão e aplicar a “Lei da Igreja”, visto que o Pe. Roberto Francisco Daniel recusa qualquer diálogo e colaboração. Mesmo assim, o juiz tentou uma última vez um diálogo com o referido padre que reagiu agressivamente, na Cúria Diocesana, na qual ele recusou qualquer diálogo. Esta tentativa ocorreu na presença de 05 (cinco) membros do Conselho dos Presbíteros.

O referido padre feriu a Igreja com suas declarações consideradas graves contra os dogmas da Fé Católica, contra a moral e pela deliberada recusa de obediência ao seu pastor (obediência esta que prometera no dia de sua ordenação sacerdotal), incorrendo, portanto, no gravíssimo delito de heresia e cisma cuja pena prescrita no cânone 1364, parágrafo primeiro do Código de Direito Canônico é a excomunhão anexa a estes delitos. Nesta grave pena o referido sacerdote incorreu de livre vontade como consequência de seus atos.

A Igreja de Bauru se demonstrou Mãe Paciente quando, por diversas vezes, o chamou fraternalmente ao diálogo para a superação dessa situação por ele criada. Nenhum católico e muito menos um sacerdote pode-se valer do “direito de liberdade de expressão” para atacar a Fé, na qual foi batizado.

Uma das obrigações do Bispo Diocesano é defender a Fé, a Doutrina e a Disciplina da Igreja e, por isso, comunicamos que o padre Roberto Francisco Daniel não pode mais celebrar nenhum ato de culto divino (sacramentos e sacramentais, nem mais receber a Santíssima Eucaristia), pois está excomungado. A partir dessa decisão, o Juiz Instrutor iniciará os procedimentos para a “demissão do estado clerical, que será enviado no final para Roma, de onde deverá vir o Decreto .

Com esta declaração, a Diocese de Bauru entende colocar “um ponto final” nessa dolorosa história.

Rezemos para que o nosso Padroeiro Divino Espírito Santo, “que nos conduz”, ilumine o Pe. Roberto Francisco Daniel para que tenha a coragem da humildade em reconhecer que não é o dono da verdade e se reconcilie com a Igreja, que é “Mãe e Mestra”.

Bauru, 29 de abril de 2013.

Por especial mandado do Bispo Diocesano, assinam os representantes do Conselho Presbiteral Diocesano.

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No domingo o “Padre Beto” celebrou sua última missa com a igreja lotada segundo a Folha de São Paulo.  Isso mostra como nossos sacerdotes tem influência sobre o povo e por isso devem medir suas palavras e sempre divulgar sem medida as palavras de Cristo. Na relação sacerdotal que deve aparecer é Jesus, não padre Beto, José, Augusto ou nome que for, mas sim o nome de Cristo.

Evangelho do Dia – Lc 10,13-16

Quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 10,13-16

Naquele tempo, disse Jesus:
13Ai de ti, Corazim! Aí de ti, Betsaida!
Porque se em Tiro e Sidônia
tivessem sido realizados os milagres
que foram feitos no vosso meio,
há muito tempo teriam feito penitência,
vestindo-se de cilício e sentando-se sobre cinzas.
14Pois bem: no dia do julgamento,
Tiro e Sidônia terão uma sentença menos dura do que vós.
15Ai de ti, Cafarnaum!
Serás elevada até o céu? Não, tu serás atirada no inferno.
16Quem vos escuta, a mim escuta;
e quem vos rejeita, a mim despreza;
mas quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou.
Palavra da Salvação. 

Reflexão – Lc 10, 13-16

Existem pessoas que vivem profundamente uma religião, mas na verdade essas pessoas não possuem fé. Fazem da religião um ritualismo e um cumprimento de preceitos e conhecem todos os seus dogmas e suas normativas morais, porém não possuem fé, porque não se sentem interpelados por Deus para a mudança de vida tanto em nível pessoal como comunitário. São pessoas que como diz o profeta Isaías, louvam a Deus com os lábios, mas seus corações estão longe dele, porque na verdade, não compreenderam que Deus é amor. O coração que se aproxima de Deus é o coração que é capaz de amar, não com romantismo, mas com compromisso de solidariedade, de busca de libertação, de luta contra a exclusão. Este sim, é o verdadeiro amor, e esta é a verdadeira conversão.

Formação: Maria e seus dogmas.

Maria teve mais filhos? Por que ela é santa? Realmente ela é virgem? Católicos, nossa igreja é rica em conhecimento sobre as sagradas escrituras. Conhecer a nossa doutrina significa que vamos amar mais ainda nossa igreja fundada pelo próprio Cristo. Muitos de nós saem de nossa casa e vão para o protestantismo e passam a nos atacar, mas se quer leram ou estudaram a nossa doutrina.

Sair da Igreja Católica para outra doutrina significa acreditar que Deus é ausente e inexistente. Teria Deus abandonado seu povo a ponto deixar que inventassem dogmas de fé? Teria Deus abandonado seu povo a ponto de não suscitar profetas que denunciassem esses supostos abusos?

Irmãos, creio que não. Portanto estudai nossa doutrina. Faça formações. A fé é como plantas, precisa de adubo para viver. Precisamos nos alimentar de formações para fortalecer nossa fé em Cristo e na sua Igreja.

Confira o estudo sobre Maria.

 

Livro responde questionamentos sobre a fé católica

Questionamentos sobre os dogmas de Nossa Senhora, a veracidade da Eucaristia, a comunhão dos santos ou a veneração de imagens e relíquias são comumente feitos aos católicos por pessoas de outras convicções religiosas e, algumas vezes, nem mesmo os próprios católicos sabem responder.

Todas essas respostas estão contidas num livro que completa neste ano seu 20º aniversário: O Catecismo da Igreja Católica (CIC).

Na instituição do Ano da Fé, que começará no dia 11 de outubro de 2012 e terminará no dia 24 de novembro de 2013, o Papa Bento XVI salientou quão precioso e indispensável é o Catecismo para se chegar a um conhecimento sistemático da fé.

“É precisamente nesta linha que o Ano da Fé deverá exprimir um esforço generalizado em prol da redescoberta e do estudo dos conteúdos fundamentais da fé, que têm no Catecismo da Igreja Católica a sua síntese sistemática e orgânica”, escreve o Papa na Carta em que proclama o Ano da Fé.

O Santo Padre reforça que o Catecismo oferece uma memória permanente dos inúmeros modos em que a Igreja meditou sobre a fé e progrediu na doutrina para dar certeza aos fiéis de suas convicções.

Para o apresentador do programa Escola da Fé, transmitido pela TV Canção Nova, professor Felipe Aquino, o Catecismo da Igreja Católica deve ser o livro de cabeceira de todo católico. Ele é o texto de referência da doutrina católica.

“São 2865 parágrafos com um resumo de tudo aquilo que a Igreja recebeu por revelação de Deus e aquilo que o Espírito Santo inspirou aos papas, santos e doutores da Igreja: é a nossa fé”, esclarece professor Felipe Aquino.

A obra é dividida em quatro partes:

1- A profissão de fé: no que consiste a Revelação, a teologia dogmática;
2- Os sacramentos da fé: aquilo que é celebrado na Igreja;
3- A vida da fé: explica como agir de forma correta e livre, com ajuda da fé e da graça de Deus, baseado nos desdobramentos dos 10 Mandamentos;
4- Oração na vida da fé: o sentido e a importância da oração na vida dos fiéis.

O professor explica que o Catecismo pode ser estudado de várias maneiras, individualmente ou em grupo, lendo-o do começo ao fim ou escolhendo uma parte que gera maior dúvida.

“Por exemplo, se estou interessado em fazer um estudo sobre os sacramentos eu posso ir direto à segunda parte, mesmo que eu não tenha lido a primeira parte e assim por diante. O Catecismo é muito útil para qualquer tipo de preparação”, exemplifica Aquino.

Dogmas de Nossa Senhora

Um dos pontos mais importante contidos nesta obra, segundo o professor, trata dos quatro dogmas sobre Nossa Senhora: Imaculada Conceição, Virgindade Perpétua, Maternidade Divina e Assunção de Nossa Senhora.

“A Assunção da Virgem Maria é uma participação singular na Ressurreição de seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos”, afirma o Catecismo da Igreja Católica no parágrafo 966.


Eucaristia: Corpo de Cristo 

Os católicos acreditam que Jesus Cristo está presente na Eucaristia de modo único e incomparável, de modo verdadeiro, real e substancial: com seu Corpo e Sangue, Alma e Divindade.

Isso é a transubstanciação que significa a conversão de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo e de toda a substância do vinho na substância do seu Sangue, conforme o parágrafo 1413.

Os dogmas sobre Maria e a veracidade da Eucaristia são apenas dois exemplos. No fim de todas as edições do Catecismo da Igreja Católica há um índice temático que ajuda a encontrar pontos específicos de questionamento.

Como este livro foi escrito?

Após o Concílio Vaticano II (1962-1965) e numa situação cultural alterada, muitos já não sabiam ao certo no que os católicos realmente acreditavam, o que a Igreja ensinava e se ela, no fundo, podia ensinar algo.

O Papa João Paulo II tomou, então, uma decisão audaz. Decidiu que os bispos de todo mundo deveriam escrever um livro que pudesse apresentar tais respostas.

“Em 1986, confiei a uma Comissão de doze Cardeais e Bispos, presidida pelo senhor Cardeal Joseph Ratzinger, o encargo de preparar um projeto para o Catecismo requerido pelos Padres do Sínodo”, escreveu o Papa João Paulo II no prefácio desta obra.

O agora Papa Bento XVI confessa que na época chegou a duvidar que isso fosse exequível, pois como seria possível que autores espalhados no mundo compusessem juntos um livro legível. O resultado o surpreendeu.

“É um grande livro: um testemunho da unidade na diversidade. De muitas vozes pôde constituir-se um coro comum, porque tínhamos a partitura comum da fé que a Igreja transmitiu desde os apóstolos”, disse o Papa Bento XVI no prefácio do YouCat, o Catecismos da Igreja Católica reescrito numa linguagem para jovens.

Catecismo online

Consulte aqui no O Anunciador o Catecismo da Igreja Católica online. Acesse a página Catecismo no menu superior ou simplesmente clique AQUI. 

Santíssima Trindade

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba (MG)

A prática cristã proclama a existência de Deus, que se manifesta de forma trina, como Pai, Filho e Espírito Santo. Na visão de um padre dos primeiros séculos do cristianismo, Tertuliano, Deus é três em grau, não em condição; em forma, não em substância; em aspecto, não em poder. A Trindade de Deus é uma realidade com profundo apoio nos textos bíblicos.

No universo da existência, dizemos que Deus é o Criador de tudo e de todos. Ele fez com o povo uma Aliança, um pacto de compromisso, entendido como missão. Isto acontece afirmando a unidade de Deus, proclamando a não existência de outros deuses. Deus é um, e não único em relação à existência de outros deuses.

Ao criar o ser humano, Deus já se revela como comunidade, porque fez isto à sua imagem e semelhança. Ele cria a coletividade das pessoas como reflexo de sua existência. As criaturas humanas são chamadas a ser como Deus, como comunidade, no respeito às diferenças, que deve contribuir para a unidade.

Ao enviar os apóstolos em missão, Jesus revela a trindade de Deus mandando batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ao dizer: “Quem me vê, vê o Pai. Eu e o Pai somos um!” (Jo 14, 9-10), está afirmando que na Trindade Divina existe uma perfeita unidade.

Toda criatura humana é chamada a participar do mistério da trindade de Deus, nos dizeres do apóstolo Paulo: “todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Rm 8, 14). Com isto tornamo-nos filhos adotivos, herdeiros de Deus e impulsionados a viver na liberdade criativa da Trindade, comprometidos com a causa da unidade de todos.

Cabe a cada pessoa fazer sua inserção no dinamismo da Trindade, vendo nos diferentes uma força unificadora e criadora de um mundo novo. Isto acontece na experiência comunitária solidificada na solidariedade, no amor e na comunhão. Tudo deve criar em nós o desejo de construir uma sociedade justa, igualitária e à semelhança da Trindade.

Fernanda Brum grava canção sobre Nossa Senhora

A cantora protestante Fernanda Brum gravou uma canção, não sei em que ano, sobre Maria. Alguns vídeos na internet apontam essa canção como um principio de conversão da cantora. Contudo é válido lembrar que os irmãos protestante, que fazem estudos mais profundos em suas igrejas, tem um respeito muito grande por Maria. Eles só comungam da mesma crença nos dogmas marianos que nós católicos acreditamos piamente.

Eu já estive em congressos ecumênicos onde pastores de diversas doutrinas falavam bem de Maria e não questionavam seu exemplo de mãe e personalidade fiel a Deus e seus ensinamentos.

A letra da música é linda e está na bíblia. Algo que ninguém pode questionar. Maria é exemplo de fidelidade a Deus.

Veja a letra e ouça a música:

MARIA – Fernanda Brum

Era uma mulher sensível
A Deus serva submissa
Viveu ao Senhor sempre rendida
Bendita entre as mulheres
Exemplo será pra sempre
Bendito é o fruto do seu ventre

Alcançou graça no Senhor
Ela disse em seu coração

Engrandece alma minha
A meu Deus e meu Salvador
Pois sua graça e misericórdia
São de geração em geração

Engrandece alma…(final)

O anjo de Deus lhe disse
Não temas és escolhida
E a ti um favor foi concedido
Teu filho será investido
De glória e poder divino
Virá salvação desse menino

Links links links

Amanhã, dia 26, às 8h, acontecerá a abertura da Campanha da Fraternidade 2012 na Diocese de Itabira. O evento será na cidade de Coronel Fabriciano, onde haverá missa e um abraço no hospital Siderúrgica fechado a um ano. Veja o que a mídia regional está falando sobre o assunto:

Para você que busca formação sobre a Igreja e seus dogmas que tal acessar Catequisar. São vários artigos sobre a igreja e temas atuais como a quaresma, além de uma rádio muito boa.

Também é muito interessante o site de nossa diocese Itabira/Cel. Fabriciano. Lá estão todas as notícias de eventos que acontecem na diocese e seus regionais.

Acesse também:

Ecumenismo:

Se procura diversidade nos blogs católicos o melhor é acessar a União Católica. Nele vocês encontras uma multidão de links com blogs legais sobre a Igreja e que defendem a fé.

Dogmas marianos: conheça as verdades de fé sobre Maria

A Igreja possui uma série de verdades de fé, conhecidas como dogmas, em que os católicos devem crer. No total, são 44 dogmas subdivididos em 8 categorias diferentes – sobre Deus; sobre Jesus Cristo; sobre a criação do mundo; sobre o ser humano; sobre o Papa e a Igreja; sobre os sacramentos; sobre as últimas coisas; sobre Maria.

Segundo o doutorando em Mariologia pela Universidade Católica de Dayton (EUA) e membro do Instituto Secular dos Padres de Schoenstatt, Alexandre Awi de Mello, os dogmas na Igreja são verdades salvíficas. “Muitas vezes utiliza-se a palavra dogma como se fosse algo pesado, difícil, mas, na realidade, é uma grande bênção, um presente. São verdades da fé em que cremos e que a Igreja sente necessidade de esclarecer. São verdades que trazem salvação e mensagem de esperança”, salienta.

Os dogmas marianos são alguns dos que levantam as discussões mais acaloradas.  Eles são quatro:

 – Maria, Mãe de Deus

Maria é verdadeiramente Mãe do Deus encarnado, Jesus Cristo. Já nos primeiros três séculos, os Padres da Igreja utilizaram as definições Mater Dei (em latim) ou Theotókos (em grego), que significam Mãe de Deus, tais como Inácio (107), Orígenes (254), Atanásio (330) e João Crisóstomo (400). Essa doutrina foi definida dogmaticamente pelo Terceiro Concílio Ecumênico, realizado em Éfeso, em 431.

“Jesus é plenamente homem e plenamente Deus. Maria foi Mãe deste Deus feito homem, que é Jesus; assim, Maria é Mãe de Deus. É uma realidade que dá fundamento a todas as outras. É uma verdade, em primeiro lugar, sobre Cristo, pois é preciso afirmar que Jesus é verdadeiramente Deus para que possamos falar que Maria é Mãe de Deus”, explica padre Alexandre.

 – Perpétua Virgindade de Maria

Ensina que Maria é virgem antes, durante e depois do parto. É o dogma mariano mais antigo das Igrejas Católica e Oriental Ortodoxa, afirmando a “real e perpétua virgindade mesmo no ato de dar à luz o Filho de Deus feito homem” (Catecismo da Igreja Católica, 499). Essa doutrina foi definida dogmaticamente pelo Concílio de Trento, em 1555, embora já fosse um dogma no cristianismo primitivo, como indicam escritos de São Justino Mártir e Orígenes.

“É uma crença que já está na sagrada Escritura e defende que Maria concebeu Jesus virginalmente, deu à luz virginalmente e assim permaneceu até o final da vida”, ressalta padre Alexandre.

 – Imaculada Conceição de Maria

Defende que a concepção de Maria foi realizada sem qualquer mancha de pecado original, no ventre da sua mãe. Dessa forma, ela foi preservada por Deus do pecado desde o primeiro momento da sua existência, como apontam as palavras do Anjo Gabriel – “sempre cheia de graça divina” – kecaritwmenh, em grego. Essa doutrina foi definida dogmaticamente pelo Papa Pio IX na Constituição Ineffabilis Deus, em 8 de dezembro de 1854.

A festa da Imaculada Conceição de Maria é celebrada em 8 de Dezembro, definida inicialmente em 1476 pelo Papa Sixto IV. Também neste caso, muitos escritos dos Padres da Igreja já defendiam a Imaculada Conceição de Maria, pois era adequado que a Mãe do Cristo estivesse completamente livre do pecado para gerar o Filho de Deus.

 – Assunção de Maria

Indica que a Virgem Maria, ao fim de sua vida terrena, foi elevada em corpo e alma à glória dos céus. Essa doutrina foi definida dogmaticamente pelo Papa Pio XII na Constituição Munificentissimus Deus, em 1º de novembro de 1950.

“Depois de elevar a Deus muitas e reiteradas preces e de invocar a luz do Espírito da Verdade, para glória de Deus onipotente, que outorgou à Virgem Maria sua peculiar benevolência; para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e vencedor do pecado e da morte; para aumentar a glória da mesma augusta Mãe e para gozo e alegria de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a Imaculada Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, terminado o curso da sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória do céu”, indica o Papa.

“É uma verdade em que a Igreja acredita desde os séculos 5 e 6, quando já havia uma celebração da então chamada Dormição de Maria”, complementa padre Alexandre.

noticias.cancaonova.com – Padre, o senhor afirmou que os dogmas são uma bênção para o católico viver a sua fé. Mas há quem questione que os dogmas são apenas uma construção da Igreja ao longo da história. Frente a isso, quais são os principais fundamentos (bíblia, tradição, magistério), ao que a Igreja se reporta para proclamar um dogma?

Padre Alexandre Awi de Mello – Em primeiro lugar, o fundamento de toda a verdade é a própria Sagrada Escritura, que contém as verdades fundamentais da fé e de onde se podem deduzir os dogmas e verdades que a Igreja foi acreditando ao longo dos séculos. Quem acredita são os fiéis e o que o Magistério faz é declarar o que já está na fé do povo. São verdades que são vivas, em primeiro lugar, na fé e na crença do povo cristão. Não é uma invenção da Igreja, mas a explicitação daquilo em que o povo já crê. Os primeiros fundamentos estão na Sagrada Escritura, pois cremos que Deus prometeu o Seu Espírito para guiar a Igreja, que vai confirmando as verdades de fé à medida que aprofunda o seu conteúdo.

Logo no início da Igreja, toda a atenção estava voltada para Cristo, mas, desde muito cedo, também se pergunta sobre de onde veio esse cristo, o que faz parte do próprio pensamento semita de perguntar sobre a identidade de alguém indo a sua origem. Assim, despertou-se o interesse para se saber de onde Ele veio, onde nasceu, e quem é aquela de onde veio o Cristo. No Evangelho de Lucas há muitos elementos – inclusive ele mesmo poderia ter perguntado isso à Mãe de Deus. E isso foi sendo transmitido ao longo da tradição da Igreja, ou seja, as verdades que foram sendo descobertas a respeito de Maria.

A própria Sagrada Escritura tem muitos desses fundamentos: basta citar as Bodas de Caná (Jo 2), que indica o poder intercessor de Maria, a possibilidade que o próprio Jesus lhe dá de interceder pelo bem dos fiéis. No final do texto aparece a menção de que, logo após o milagre das Bodas de Caná, os discípulos creram nele. Esse é o único interesse da intercessão de Maria: Que os discípulos creiam n’Ele, no Seu filho, para fazer a vontade de Jesus. Então, se as pessoas, de alguma maneira, desprezam essa possibilidade que Deus está dando, quem tem a perder são elas próprias.

Dentro do plano de Deus, essa verdade é para a nossa salvação e está assegurada pela tradição e pelos 2000 anos de história da Igreja, que experimenta essa intercessão, esse exemplo e presença de Maria conduzindo a Jesus. Não acolher este dom, que o próprio Jesus deu aos pés da Cruz (Jo 19, 25-27), é justamente perder uma verdade salvífica, um dom de salvação que o próprio Deus nos oferece.

noticias.cancaonova.com  O senhor faz parte do Movimento Apostólico de Schoenstatt, que prima muito pela devoção mariana. Por que podemos afirmar que essa devoção não faz o cristão se aproximar menos de Jesus, mas, ao contrário, auxilia no caminho de encontro com Cristo?

Padre Alexandre – Em primeiro lugar, pela própria experiência. Aqueles que conhecem pessoas que são verdadeiramente marianas, que têm um forte amor a Nossa Senhora, experimentam que o amor a Ela conduz mais fortemente ao coração de Jesus. Maria é aquela que ajuda a formar Cristo em nós, intercede junto a Deus e ao Espírito Santo para que se possa gerar, em nossa vida, a imagem de Jesus, nos fazer pequenos Jesus, como diz o fundador do nosso Movimento, o padre Joseph Kentenich.

Acreditamos que, quanto mais nos assemelhamos a Maria, mais temos condição de viver em união com Cristo. Essa é nossa experiência, como salienta São Luís Maria de Montfort, que afirma que Maria é o caminho mais próximo, direto e imediato para encontrar-se com Jesus.

Na prática, quando as pessoas chegam à intimidade com Maria, não se dirigem a Ela por Ela mesma, mas para que possam chegar a Jesus. Pelo amor a Maria, pela vinculação a Ela, chegam a uma vinculação mais profunda e perfeita com Jesus. Porque imitar as atitudes e virtudes de Maria é fazer o que todo o cristão deve fazer, já que Ela foi pessoa mais próxima de Jesus, que mais aprendeu d’Ele.

Por outro lado, Jesus não quer um cristianismo cristomonista, exclusivo só para Ele. Na sua forma de atuar, Jesus sempre integra o número maior possível de pessoas, de mediadores, para chegar até Ele, que é Mediador com maiúscula por excelência. Por isso existem os sacramentos, os padres, a própria Igreja, Maria, os santos, e tantos outros mediadores com minúscula que conduzem ao Mediador com maiúscula, que é Jesus.

Essa é a forma de atuar de Deus, que quis agir na Sua Igreja e quer continuar atuando até hoje. Por isso, a vinculação a Maria leva a uma vinculação mais profunda com o próprio Cristo e com o Deus Trino.

Fonte Canção Nova

Dogmas da Igreja: imagens de santos; por que batizar crianças; por que confessar os pecados

1-    Os católicos adoram imagens?

R: Cristo assumiu um verdadeiro corpo humano, por meio do qual Deus invisível se tornou visível. O que Deus no Antigo Testamento proíbe, é fazer imagens para serem adoradas como deuses, em substituição ao Deus único (cf. Ex 20,4). Mas não proíbe fazer outras imagens (cf. Ex 25, 18-20).

2-    Por que a Igreja batiza as crianças?

R: A Bíblia não se refere explicitamente ao batismo de crianças, mas narra que vários personagens pagãos professaram a fé cristã e se fizeram batizar “com toda a sua casa”: Cornélio, o centurião romano (At 10,1s.24.44.47s), o carcereiro de Filipos (At 16,31-33). A expressão “casa” designava o chefe de família com toda a sua família, inclusive as crianças, que certamente, não faltavam, naqueles tempos.

3-    Se a Bíblia diz: “Quem pode perdoar os pecados senão só Deus?” (Mc 2,7), por que confessar-se com o padre?

R: Jesus confiou o ministério da remissão dos pecados aos seus discípulos. Antes da paixão, prometeu a Pedro (cf. Mt 16,19) e aos outros apóstolos (cf. Mt 18,18) o poder de ligar e desligar na terra e no céu. Depois da ressurreição, confiou aos onze a faculdade de perdoar ou reter os pecados (cf. Jo 20, 21-23). Com o poder das chaves, entregou aos seus ministros a incumbência de ouvir a confissão sacramental dos pecadores, habilitando-os, ao mesmo tempo, a absolver ou repreender em seu nome.

Esclarecimentos sobre alguns dogmas da Igreja

 O que é canonização dos santos?

R: Canonização é o reconhecimento definitivo pelo qual a Igreja declara que alguém participa da glória celeste, prescrevendo que lhe seja prestada veneração pública. Uma pessoa não é santa porque a Igreja a canoniza, mas a Igreja canoniza porque é santa. Todos nós somos chamados a corresponder plenamente ao chamado de Deus e de sermos santos, como ele é Santo (cf. Mt 5,48).

 O que é o culto (veneração) dos santos?

R: Os santos são membros do Corpo Místico de Cristo, nos quais a Redenção alcançou a plenitude dos seus frutos. Os santos gozam da visão de Deus face a face. A intercessão dos justos, sobretudo dos que alcançaram a plenitude, sendo agradável a Deus (cf. Gn 18,22-32). Trata-se de uma comunhão em que, os santos, em virtude de sua caridade, não podem deixar de orar por quem não “está ainda na Pátria, mas a caminho”.

Os Santos intercedem por nós junto de Deus?

R: Todos nós que vivemos na graça de Deus em comunhão com Deus. Somos ramos vivos da videira (cf. Jo 15,5), membros vivos do Corpo de Cristo. Por isso, estamos unidos também entre nós. Um santo canonizados gozando da intimidade com Deus, certamente ele intercederá por nossas intenções (cf. Mt 6,33).

 Como entender a doutrina das indulgências?

R: A doutrina e a prática das indulgências na Igreja estão estreitamente ligadas aos efeitos do Sacramento da Penitência (CIC 1471). “Indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida aos pecados já perdoados quanto à culpa. Obras de misericórdia, caridade, orações e práticas de penitência podem produzir a graça da indulgência parcial ou total.

 Os católicos adoram imagens?

R: Cristo assumiu um verdadeiro corpo humano, por meio do qual Deus invisível se tornou visível. O que Deus no Antigo Testamento proíbe, é fazer imagens para serem adoradas como deuses, em substituição ao Deus único (cf. Ex 20,4). Mas não proíbe fazer outras imagens (cf. Ex 25, 18-20).

 Por que a Igreja batiza as crianças?

R: A Bíblia não se refere explicitamente ao batismo de crianças, mas narra que vários personagens pagãos professaram a fé cristã e se fizeram batizar “com toda a sua casa”: Cornélio, o centurião romano (At 10,1s.24.44.47s), o carcereiro de Filipos (At 16,31-33). A expressão “casa” designava o chefe de família com toda a sua família, inclusive as crianças, que certamente, não faltavam, naqueles tempos.

 Se a Bíblia diz: “Quem pode perdoar os pecados senão só Deus?” (Mc 2,7), por que confessar-se com o padre?

R: Jesus confiou o ministério da remissão dos pecados aos seus discípulos. Antes da paixão, prometeu a Pedro (cf. Mt 16,19) e aos outros apóstolos (cf. Mt 18,18) o poder de ligar e desligar na terra e no céu. Depois da ressurreição, confiou aos onze a faculdade de perdoar ou reter os pecados (cf. Jo 20, 21-23). Com o poder das chaves, entregou aos seus ministros a incumbência de ouvir a confissão sacramental dos pecadores, habilitando-os, ao mesmo tempo, a absolver ou repreender em seu nome.

Para o católico, o casamento é Sacramento indissolúvel. Como entender isso?

R: Em alguns trechos o Novo Testamento trata da indissolubilidade do matrimônio (cf. Mc 10,11s; Lc 16,18; 1Cor 7,10s; Mt 5,31s; Mt 19,6). Disse Jesus: “O que Deus uniu, o homem não deve separar” (Mt 19,6); então, por sua índole mesma, o matrimônio é indissolúvel. A doutrina da indissolubilidade foi e é sempre reafirmada pelos Concílio e pelas declarações pontifícias.

Por que chamamos Maria de Nossa Senhora e o que significa ser santo?

Por que chamamos a Mãe de Jesus de Nossa Senhora?

R: Trata-se de um título de devoção popular. A mãe de Jesus, com certeza, merece esse respeito e, por isso, a designamos comumente como Senhora, sem qualquer conotação com o sentido especificamente bíblico do termo Senhor.

O que significa ser Santo?

R: Deus é o único santo (cf. Lv 19,2). Pelo batismo, recebemos a graça de Deus e a Santíssima Trindade vem habitarem nós. Deusé amor. Ser santo é, portanto, viver o amor puro a Deus e aos irmãos. Santos são todos aqueles que viveram o Evangelho e se encontram na casa do Pai.

Por que os católicos veneram a Virgem Maria?

1-    Por que os católicos veneram a Virgem Maria?

R: Porque Deus a escolheu para ser a Mãe de seu Filho, Jesus. “Todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc 1,48). Adoramos somente a Deus. A Maria dedicamos especial amor, a imitação, o respeito e a confiança que seu próprio Filho, Jesus, lhe dedicou. O próprio Jesus nos confiou a ela: “Mulher, eis o teu filho” (Jo 19,26). “Filho, eis aí tua mãe” (Jo 19,27).

2-    Por que dizemos que Maria é a Mãe de Deus?

R: Os Evangelhos a denominam como “a Mãe de Jesus” (Jo 2,1: 19,25). Desde antes do nascimento de seu Filho, ela é chamada “Mãe do meu Senhor” (Lc 1,44). E o anjo anunciou a Maria que o filho que nasceria dela seria chamado “santo, Filho de Deus” (Lc 1,31-35). Maria não gerou Deus. Mas gerou e deu à luz Jesus, que é realmente o filho de Deus. Por isso ela pode ser chamada “Mãe de Deus”.

A Santíssima Trindade

É o mistério central da fé e da vida cristã. Os cristãos são batizados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

1. A revelação do Deus uno e trino

“O mistério central da fé e da vida cristã é o mistério da Santíssima Trindade. Os cristãos são batizados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Compêndio, 44). Toda a vida de Jesus é revelação de Deus Uno e Trino: na anunciação, no nascimento, no episódio de sua perda e encontro no Templo quando tinha doze anos, em sua morte e ressurreição, Jesus se revela como Filho de Deus de uma forma nova com relação à filiação conhecida por Israel. No início de sua vida pública, também no momento de seu batismo, o próprio Pai testemunha ao mundo que Cristo é o Filho Amado (cfr. Mt 3, 13-17 e par.) e o Espírito desce sobre Ele em forma de pomba. A esta primeira revelação explícita da Trindade corresponde a manifestação paralela na Transfiguração, que introduz o mistério Pascal (cfr. Mt 17, 1- 5 e par.). Finalmente, ao despedir-se de seus discípulos, Jesus os envia a batizar em nome das três Pessoas divinas, para que seja comunicada a todo o mundo a vida eterna do Pai, do Filho e do Espírito Santo (cfr. Mt 28, 19).

No Antigo Testamento, Deus havia revelado sua unicidade e seu amor para com o povo eleito: Javé era como um Pai. Mas depois de haver falado muitas vezes por meio dos profetas, Deus falou por meio de seu Filho (cfr. Hb 1, 1-2), revelando que Javé não é apenas como um Pai, mas que é Pai (cfr. Compêndio, 46). Jesus se dirige a Ele em sua oração com o termo aramaico Abba, usado pelos meninos israelitas para se dirigirem ao próprio pai (cfr. Mc 14, 36), e distingue sempre sua filiação daquela dos discípulos. Isto é tão chocante que se pode dizer que a verdadeira razão da crucificação é justamente o chamar-se a si mesmo Filho de Deus em sentido único. Trata-se de uma revelação definitiva e imediata [1], porque Deus se revela com sua Palavra: não podemos esperar outra revelação, porquanto Cristo é Deus (cfr., por ex., Jo20, 17) que se nos dá, inserindo-nos na vida que emana do regaço de seu Pai.

Em Cristo, Deus abre e entrega sua intimidade, que seria inacessível ao homem pelas próprias forças somente [2]. Esta mesma revelação é um ato de amor, porque o Deus pessoal do Antigo Testamento abre livremente seu coração e o Unigênito do Pai sai ao nosso encontro, para fazer-se uma só coisa conosco e levar-nos de volta ao Pai (cfr. Jo 1, 18). Trata-se de algo que a filosofia não podia adivinhar, pois, fundamentalmente, só se pode conhecer mediante a fé.

2. Deus em sua vida íntima

Deus não só possui uma vida íntima, mas Deus é – identifica-se – com sua vida íntima, uma vida caracterizada por eternas relações vitais de conhecimento e de amor, que nos levam a expressar o mistério da divindade em termos de processões.

De fato, os nomes revelados das três Pessoas divinas exigem que se pense em Deus como o proceder eterno do Filho do Pai e, na mútua relação – também eterna – do Amor que “sai do Pai” (Jo 15, 26) e “toma do Filho” (Jo 16,14), que é o Espírito Santo. A Revelação nos fala, assim, de duas processões em Deus: a geração do Verbo (cfr. Jo 17.6) e a processão do Espírito Santo. Com a característica peculiar de que ambas são relações imanentes, porque estão em Deus: mais, são o próprio Deus, uma vez que Deus é Pessoal; quando falamos de processão, pensamos ordinariamente em algo que sai de outro e implica mudança e movimento. Posto que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus Uno e Trino (cfr. Gn1, 26-27), a melhor analogia com as processões divinas pode ser encontrada no espírito humano, em que o conhecimento que temos de nós mesmos não sai para fora: o conceito (a idéia) que fazemos de nós mesmos é distinta de nós mesmos, mas não está fora de nós. O mesmo podemos dizer do amor que temos para conosco. De forma parecida, em Deus, o Filho procede do Pai e é sua Imagem, analogamente como o conceito é imagem da realidade conhecida. Só que esta imagem em Deus é tão perfeita que é o próprio Deus, com toda sua infinitude, sua eternidade, sua onipotência: o Filho é uma só coisa com o Pai, o mesmo Algo, essa é a única e indivisa natureza divina, ainda que sendo outro Alguém. O Símbolo Niceno-Constantinopolitano o expressa com a fórmula “Deus de Deus, Luz de Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro”. O fato é que o Pai gera o Filho, doando-se a Ele, entregando-Lhe Sua substância e Sua natureza; não em parte como acontece com a geração humana, mas perfeita e infinitamente.

O mesmo pode ser dito acerca do Espírito Santo, que procede como o Amor do Pai e do Filho. Procede de ambos, porque é o dom eterno e incriado que o Pai entrega ao Filho, gerando-o, e que o Filho devolve ao Pai como resposta a Seu Amor. Este dom é dom de si, porque o Pai gera o Filho comunicando-lhe total e perfeitamente seu próprio Ser mediante seu Espírito. A terceira Pessoa é, portanto, o Amor mútuo entre o Pai e o Filho [3]. O nome técnico desta segunda processão é expiração. Seguindo a analogia do conhecimento e do amor, pode-se dizer que o Espírito age como a vontade que se move em direção ao Bem conhecido.

Estas duas processões chamam-se imanentes, e se diferenciam radicalmente da criação, que étranseunte, no sentido de que é algo que Deus realiza fora de si. Ao serem processões, dão conta da distinção em Deus, enquanto que, ao serem imanentes, dão razão da unidade. Por isso, o mistério do Deus Uno e Trino não pode ser reduzido a uma unidade sem distinções, como se as três Pessoas fossem apenas três máscaras; ou a três seres sem unidade perfeita, como se se tratasse de três deuses distintos, ainda que juntos.

As duas processões são o fundamento das distintas relações que em Deus se identificam com as Pessoas divinas: o ser Pai, o ser Filho e o ser expirado por Eles. De fato, como não é possível ser pai e ser filho da mesma pessoa, no mesmo sentido, assim, não é possível ser, ao mesmo tempo, a Pessoa que procede pela expiração e as duas Pessoas das quais procede. Convém esclarecer que, no mundo criado, as relações são acidentes, no sentido de que suas relações não se identificam com seu ser, ainda que o caracterizem profundamente, como no caso da filiação. Em Deus, posto que nas processões é doada toda a substância divina, as relações são eternas e se identificam com a própria substância.

Estas três relações eternas não só caracterizam, mas também se identificam com as três Pessoas divinas, posto que pensar no Pai significa pensar no Filho; e pensar no Espírito Santo, significa pensar naqueles em relação aos quais Ele é Espírito. Assim, as três Pessoas divinas são três Alguém, mas um único Deus. Não como se dá entre os homens que participam da mesma natureza humana, sem esgotá-la. As três Pessoas são cada uma toda a Divindade, identificando-se com a única Natureza de Deus [4]: as Pessoas são Uma na Outra. Por isso, Jesus disse a Felipe que quem O viu, viu o Pai (cfr. Jo 14, 6), posto que Ele e o Pai são uma só coisa (cfr. Jo 10, 30 e 17, 21). Esta dinâmica, que se chama tecnicamente pericoresis oucircumincessão (dois termos que fazem referência a um movimento dinâmico em que um se intercambia com o outro como em uma dança em círculo), ajuda a perceber que o mistério de Deus Uno e Trino é o mistério do Amor: “Ele mesmo é uma eterna comunicação de amor: Pai, Filho e Espírito Santo, e nos destinou a participar n’Ele” (Catecismo, 221).

3. Nossa vida em Deus

Sendo Deus eterna comunicação de Amor, é compreensível que esse Amor se extravase fora d’Ele em seu agir. Toda a ação de Deus na história é obra conjunta das três Pessoas, posto que se distinguem somente no interior de Deus. Não obstante, cada uma imprime nas ações divinas ad extra sua característica pessoal [5]. Usando uma imagem, poder-se-ia dizer que a ação divina é sempre única, como o dom que nós poderíamos receber da parte de uma família amiga, que é fruto de um só ato; mas, para quem conhece as pessoas que constituem a família, é possível reconhecer a mão ou a intervenção de cada uma, pela marca pessoal deixada por cada uma no único presente.

Este reconhecimento é possível porque conhecemos as Pessoas divinas naquilo que as distingue pessoalmente, mediante suas missões, quando Deus Pai enviou, juntamente o Filho e o Espírito Santo, na história (cfr. Jo 3, 16-17 e 14-26), para que se fizessem presentes entre os homens: “são, principalmente, as missões divinas da Encarnação do Filho e do dom do Espírito Santo as que manifestam as propriedades das Pessoas divinas” (Catecismo, 258). Eles são como as duas mãos do Pai [6] que abraçam os homens de todos os tempos, para levá-los ao seio do Pai. Se Deus está presente em todos os seres enquanto princípio do que existe, com as missões o Filho e o Espírito Santo se fazem presentes de forma nova [7]. A própria Cruz de Cristo manifesta ao homem de todos os tempos o eterno dom que Deus faz de Si mesmo, revelando em sua morte a íntima dinâmica de seu Amor que une as três Pessoas.

Isto significa que o sentido último da realidade, aquilo que todo homem deseja, o que foi buscado pelos filósofos e pelas religiões de todos os tempos, é o mistério do Pai que gera o Filho, no Amor, que é o Espírito Santo. Na Trindade se encontra, assim, o modelo originário da família humana [8] e sua vida íntima é a aspiração verdadeira de todo amor humano. Deus quer que todos os homens constituam uma só família, isto é, uma só coisa com Ele mesmo, sendo filhos no Filho. Cada pessoa foi criada à imagem e semelhança da Trindade (cfr. Gn 1, 27) e está feita para existir em comunhão com os demais homens, e, sobretudo, com o Pai celestial. Aqui se encontra o fundamento último do valor da vida de cada pessoa humana, independentemente de suas capacidades ou de suas riquezas.

Mas o acesso ao Pai só se pode encontrar em Cristo, Caminho, Verdade e Vida (cfr. Jo14, 6): mediante a graça, os homens podem chegar a ser um só corpo místico na comunhão da Igreja. Através da contemplação da vida de Cristo e através dos sacramentos, temos acesso à própria vida íntima de Deus. Pelo Batismo, somos enxertados na dinâmica de Amor da família das três Pessoas divinas. Por isso, na vida cristã, trata-se de descobrir que, a partir da existência ordinária, das múltiplas relações que estabelecemos, e de nossa vida familiar, que teve seu modelo perfeito na Sagrada Família de Nazaré, podemos chegar a Deus: “Procura o convívio com as três Pessoas, com Deus Pai, com Deus Filho, com Deus Espírito Santo. E para chegares à Trindade Santíssima, passa por Maria” [9]. Deste modo, pode-se descobrir o sentido da história, como caminho da trindade à Trindade, aprendendo com a “trindade da terra” – Jesus, Maria e José – a levantar o olhar para a Trindade do Céu.

Giulio Maspero

Bibliografía básica

Catecismo da Igreja Católica, 232-267.

Compendio do Catecismo da Igreja Católica, 44-49.

Leituras recomendadas

São Josemaria, Homilia “Humildade”, Amigos de Deus, 104-109.

J. Ratzinger, El Dios de los cristianos. Meditaciones, Ed. Sígueme, Salamanca 2005.

[1] Cfr. São Tomás de Aquino, In Epist. Ad Gal., c. 1, lect. 2.

[2] “Deus deixou marcas de seu ser trinitário na criação e no Antigo Testamento, mas a intimidade de seu ser como Trindade Santa constitui um mistério inacessível à razão humana sozinha e, inclusive, à fé de Israel, antes da Encarnação do Filho de Deus e do envio do Espírito Santo. Este mistério foi revelado por Jesus Cristo, e é a fonte de todos os demais mistérios” (Compêndio, 45).

[3] “O Espírito Santo é a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. É Deus, uno e igual ao Pai e ao Filho; ‘procede do Pai’ (Jo, 15, 26), o qual é princípio sem princípio e origem de toda a vida trinitária. E procede também do Filho (Filioque), pelo dom eterno que o Pai faz ao Filho. O Espírito Santo, enviado pelo Pai e pelo Filho encarnado, guia a Igreja até o conhecimento da ‘verdade plena’ (Jo 16, 13)” (Compêndio, 47).

[4] “A Igreja expressa sua fé trinitária confessando um só Deus em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. As três divinas Pessoas são um só Deus porque cada uma delas é idêntica à plenitude da única e indivisível natureza divina. As três são realmente distintas entre si por suas relações recíprocas: o Pai gera o Filho, o Filho é gerado pelo Pai, o Espírito Santo procede do Pai e do Filho” (Compêndio, 48).

[5] “Inseparáveis em sua única substância, as divinas pessoas são também inseparáveis em seu agir: a Trindade tem uma só e mesma operação. Mas, no único agir divino, cada pessoa se faz presente segundo o modo que lhe é próprio na Trindade” (Compêndio, 49).

[6] Cfr. Santo Irineu, Adversus haereses, IV, 20, 1.

[7] Cfr. São Tomás de Aquino, Summa Theologiae, I, q. 43, a. 1, c. y a. 2, ad. 3.

[8] “O ‘Nós’ divino constitui o modelo eterno do ‘nós’ humano; primeiramente daquele ‘nós’ que está formado pelo homem e a mulher, criados à imagem e semelhança de Deus” ( João Paulo II,Carta às famílias, 2-2-1994, 6).

[9] São Josemaria Escrivá, Forja, 543.

Fonte: Opus Dei

Entenda o significado do beijo da Cruz e celebração da Sexta-feira

Papa venerando a Santa Cruz durante celebração da Sexta - Feira Santa

Neste artigo postado no site da Canção Nova, Padre Antônio Xavier explica porque a Igreja celebra a sexta-feira Santa, o beijo da Cruz. Leia:

Em todo o ano, existe somente um dia em que não se celebra a Santa Missa: a Sexta-Feira Santa. Ao invés da Missa temos uma celebração que se chama Funções da Sexta-feira da Paixão, que tem origem em uma tradição muito antiga da Igreja que já ocorria nos primeiros séculos, especialmente depois da inauguração da Basílica do Santo Sepulcro e do reencontro da Santa Cruz por parte de Santa Helena (ano 335 d.C.).

Esta celebração é dividida em três partes: a primeira é a leitura da Sagrada Escritura e a oração universal feita por todas as pessoas de todos os tempos; a segunda é a adoração da Santa Cruz e a terceira é a Comunhão Eucarística, juntas formam o memorial da Paixão e Morte de Nosso Senhor. Memorial não é apenas relembrar ou fazer memória dos fatos, é realmente celebrar agora, buscando fazer presente, atual, tudo aquilo que Deus realizou em outros tempos. Mergulhamos no tempo para nos encontrarmos com a graça de Deus no momento que operou a salvação e, ao retornarmos deste mergulho, a trazemos em nós.

Os cristãos peregrinos dos primeiros séculos a Jerusalém nos descrevem, através de seus diários que, em um certo momento desta celebração, a relíquia da Santa Cruz era exposta para adoração diante do Santo Sepulcro. Os cristãos, um a um, passavam diante dela reverenciando e beijando-a. Este momento é chamado de Adoração à Santa Cruz, que significa adorar a Jesus que foi pregado na cruz através do toque concreto que faziam naquele madeiro onde Jesus foi estendido e que foi banhado com seu sangue.

Em nosso mundo de hoje, falar da Adoração à Santa Cruz pode gerar confusão de significado, mas o que nós fazemos é venerar a Cruz e, enquanto a veneramos, temos nosso coração e nossa mente que ultrapassa aquele madeiro, ultrapassa o crufixo, ultrapassa mesmo o local onde estamos, até encontrar-se com Nosso Senhor pregado naquela cruz, dando a vida para nos salvar. Quando beijamos a cruz, não a beijamos por si mesma, a beijamos como quem beija o próprio rosto de Jesus, é a gratidão por tudo que Nosso Senhor realizou através da cruz. O mesmo gesto o padre realiza no início de cada Missa ao beijar o Altar. É um beijo que não pára ali, é beijar a face de Jesus. Por isso, não se adora o objeto. O objeto é um símbolo, ao reverênciá-lo mergulhamos em seu significado mais profundo, o fato que foi através da Cruz que fomos salvos.

Nós cristãos temos a consciência que Jesus não é apenas um personagem da história ou alguém enclausurado no passado acessível através da história somente. “Jesus está vivo!” Era o que gritava Pedro na manhã de Pentecostes e esse era o primeiro anúncio da Igreja. Jesus está vivo e atuante em nosso meio, a morte não O prendeu. A alegria de sabermos que, para além da dolorosa e pesada cruz colocada sobre os ombros de Jesus, arrastada por Ele em Jerusalém, na qual foi crucificado, que se torna o simbolo de sua presença e do amor de Deus, existe Vida, existe Ressurreição. Nossa vida pode se confundir com a cruz de Jesus em muitos momentos, mas diante dela temos a certeza que não estamos sós, que Jesus caminha conosco em nossa via sacra pessoal e, para além da dor, existe a salvação.

Ao beijar a Santa Cruz, podemos ter a plena certeza: Jesus não é simplesmente um mestre de como viver bem esta vida, como muitos se propõem, mas o Deus vivo e operante em nosso meio.

Os Dogmas da Igreja – Maria

Esta entrevista com Fr. Clodovis Maria Boff, OSM, sobre os dogmas marianos, verdades e mistérios que nunca mudam, foi retitrada do site Ave Maria. 

Como é vista hoje pela Igreja a Questão dos dogmas?

Os dogmas não são verdades obscuras, mas verdades imensamente luminosas. Tais verdades, mais que serem explicadas, explicam questões profundas de nossa existência. Por exemplo, o dogma da Assunção mostra o destino último de nosso corpo, que é a glória. E já que se trata do corpo de uma mulher, corpo aviltado de tantos modos, mostra como Deus se “vinga” disso, exaltando o corpo da Virgem numa apoteose suprema. 

Ademais, os dogmas são mistérios que se celebram na liturgia. É aí que se vê melhor seu conteúdo. Mostram o que Deus faz em seu amor por nós. Que os dogmas sejam algo que supera a inteligência humana não significa que sejam de per si incompreensíveis, mas que possuem tanta luz que ofuscam nossa pobre vista, só feita para as coisas deste mundo. Porém, graças à fé, podemos refletir sobre eles e obter deles uma luz imensa para nossa vida.

É possível sustentar nos dias de hoje como verdade dogmas tão antigos?

Os dogmas não são verdades ou mistérios submetidos ao tempo, ainda que estejam no tempo. São como faróis que, situados na terra fi rme da eternidade, iluminam os barcos que vagam nos mares flutuantes deste mundo. Assim, que Maria seja Mãe de Deus é uma verdade eterna, que ilumina eternamente o mistério da maternidade humana e, mais ainda, da encarnação de Deus em nossa humanidade. 

Os dogmas nunca mudam. O que pode mudar é a compreensão que podemos ter deles. Por exemplo, o dogma da Virgindade de Maria pode hoje ser ligado à ecologia, como fez João Paulo II, mostrando que ele nos desperta para a necessidade de respeitar a natureza, sem violá-la com nossas sujeiras e destruições. Eis aí como um dogma que parece tão pouco ?moderno? mostra uma relevância para a problemática atual. Acrescentemos que a virgindade de Maria não é a condenação do sexo, mas apenas a condenação à sua relativização. Ele mostra que o sexo não dá salvação e sim o poder do Alto.

Quais os principais dogmas marianos?

Maternidade divina de Maria. É uma maravilha inaudita que uma mulher deste mundo tenha sido verdadeira mãe de Deus. Isso pela fato da encarnação. Sendo que Jesus é Deus, a mãe de Jesus só pode ser mãe de Deus. 

Virgindade perpétua de Maria. É outra maravilha de Deus que a mãe de seu Filho tenha permanecido Virgem, seja quando o concebeu, seja quando lhe deu a luz, seja depois do parto. Isso naturalmente só é possível a Deus, como explicou o Anjo a Maria. A virgindade de Maria depõe em favor de Cristo: de sua origem e natureza. Afirma que esse homem nasceu não da potência do homem, mas do Espírito Santo e que, portanto, é um dom do Céu. Mostra também que nós nascemos para a graça não de ossos pais terrenos, mas da Igreja, que no batismo nos gera para Deus “por obra do Espírito Santo”. 

Imaculada Conceição. É uma terceira maravilha operada por Deus em Maria o fato de Ela ter sido concebida sem pecado original. Isso graças à redenção de seu Filho, que haveria de se realizar em breve. Isso mostra que a graça é uma raiz mais profunda que o pecado. Maria é a Nova Eva que não deu ouvidos à voz da Serpente.  

Assunção de Maria na glória. É outra das grandes coisas que Deus fez em Maria, como Ela cantou no Magnificat. Esse dogma testemunha a potência da ressurreição de Cristo que já age no corpo de sua Mae, elevando-a ao céu antes do fim dos tempos. É uma garantia segura do destino de nosso ser inteiro, alma e corpo: a exaltação na glória e no amor eternos. 

Os dois primeiros dogmas estão claramente atestados nos evangelhos, enquanto que os dois últimos só estão lá implicitamente, precisando- se da Tradição para explicitá-los.

Há alguma reflexão ou debate a respeito da definição de mais algum dogma?

Existe hoje em nível mundial um movimento para a declaração de um quinto dogma, o de Maria medianeira de todas as graças. Há mais de um século que existem votos nesse sentido. Que Maria seja Medianeira de todas as graças é uma verdade já vivida pela piedade dos fiéis e aprovada pelo Magistério da Igreja. O Vaticano II afirma isso. Porém, alguns querem que essa verdade seja declarada explicitamente, solenemente e formalmente, embora isso não seja o principal. O Magistério verá se e quando os tempos estão maduros para tal declaração.

Em seu próximo livro Os dogmas marianos, quais assuntos relevantes quer comunicar?

O livreto de minha autoria que sairá sobre os dogmas entende mostrar de forma clara e bem popular o que são os dogmas marianos. Traz suas bases bíblicas e também as belíssimas declarações dos grandes Doutores da Igreja a respeito. Mostra também que os dogmas são verdades, mistérios e maravilhas que iluminam nossa existência e nos ajudam a viver de modo mais cristão e, por isso, de modo mais belo e encantado.

Uma mensagem final ao nosso leitor

“Não se pode ser cristão sem ser mariano”, disse Paulo VI. Maria foi o último presente que Jesus deixou ao mundo antes de morrer, quando disse a João: “Eis aí tua mãe!”. Assim, quem “leva Maria para sua casa”, como fez João, terá em sua companhia a mulher mais maravilhosa do mundo. Aprenderá com Ela quem é Jesus e seus segredos mais profundos e terá tudo o que a mãe mais extremosa faz por seu filho mais querido. E, com tal encantadora presença, não poderá não ser feliz! Amém. Aleluia!

Purgatório existe

Os católicos acreditam na existência do purgatório, mas a Bíblia não fala dele. É verdade que na Sagrada Escritura não se encontra a palavra “purgatório”, como também não achamos nela as palavras “sacramento da confissão”, “Eucaristia” e “Crisma”. No entanto, a Bíblia descreve situações, estados ou lugares que se identificam com a ideia de purgatório.

Em II Macabeus 12,43-46 lemos: “Judas, tendo feito uma coleta, mandou duas mil dracmas e prata a Jerusalém, para se oferecer um sacrifício pelo pecado. Obra bela e santa, inspirada pela crença na ressurreição… Santo e salutar pensamento de orar pelos mortos. Eis porque ele ofereceu um sacrifício expiatório pelos defuntos, para que fossem livres de seus pecados”. Ora, ser livre de seus pecados, depois da morte, pelo sacrifício expiatório, indica claramente a existência do purgatório.

Alguns biblistas percebem a confirmação do purgatório nas palavras de Jesus em Mateus 5,25-26: “Põe-te depressa de acordo com o teu adversário, enquanto estás ainda em caminho (da vida) com ele; a fim de que teu adversário não te entregue ao juiz, e o juiz ao guarda, e sejas metido na prisão. Em verdade te digo: Não sairás de lá, enquanto não pagares até o último centavo”. É claro que Jesus fala do justo juizo divino, depois da morte. Ora, sair dessa prisão depois da morte, depois de ter pago o último centavo (seja pelo sofrimento, seja pelas orações e expiações dos vivos) pode acontecer só no purgatório.

Outra alusão à existência do purgatório encontramos em I Coríntios 3,12-15: “[…] Aquele, cuja obra (de ouro, prata, pedras preciosas) sobre o alicerce resistir, esse receberá a sua paga, aquele, pelo contrário, cuja obra, (de madeira, feno, ou palha ), for queimada, esse há de sofrer o prejuízo; ele próprio, porém, poderá salvar-se, mas como que através do fogo.” Também aqui a Tradição Apostólica entendia fogo do purgatório.

Entre testemunhas cristãs dos primeiros séculos, escreve Tertuliano: “A esposa roga pela alma de seu esposo e pede para ele refrigério, e que volte a reunir-se com ele na ressurreição; oferece sufrágios todos os dias aniversários de sua morte” (De Monogamia, 10).