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Líderes religiosos da Terra Santa: Queima de Igrejas no Egito é escândalo sem precedentes

JERUSALÉM, 24 Ago. 13 / 01:00 am (ACI/EWTN Noticias).- Os Patriarcas e os chefes das Igrejas e comunidades religiosas de Jerusalém (Terra Santa), chamaram a comunidade internacional a opor-se à violência e ao terrorismo e a ajudar o povo do Egito a superar a violência para chegar à paz.

“Nós, patriarcas e chefes das Igrejas de Jerusalém –se lê na declaração– acompanhamos com grande preocupação a terrível situação do Egito, que sofre por causa das divisões internas, atos terroristas e deliberada violência contra pessoas inocentes, tanto cristãs como muçulmanas”.

“Foram atacadas instituições governamentais, e um grande número de soldados egípcios e policiais foram assassinados; propriedades públicas foram destruídas e Igrejas cristãs foram profanadas”, denunciaram.

“As profanações e o incêndio das Igrejas -prossegue o documento- foram um escândalo sem precedentes e vai contra os valores da tolerância, que durante séculos animaram o Egito. Apreciamos o fato de que muitos muçulmanos se uniram aos compatriotas cristãos na defesa de Igrejas e instituições”.

Condenando com força “estes atos de vandalismo perpetrados por alguns extremistas”, os líderes religiosos fizeram um chamado “a todas as partes para deter a violência e as matanças e trabalhar a favor da unidade nacional, sem a qual o Egito corre o risco de chegar a uma guerra civil”.

“Estamos junto ao povo egípcio em sua luta contra o terrorismo e as facções contrapostas, tanto localmente como a nível internacional. Expressamos nossa solidariedade e proximidade a todas as vítimas e oramos pela cura dos feridos e de quem sofre”, comunicaram.

“Oramos ao único Deus –concluem– para que ilumine os líderes egípcios, a fim de que se salvaguardem os valores da democracia, a dignidade de todos e a liberdade religiosa”.

O documento está assinado pelos representantes católicos, ortodoxos, protestantes e da Custódia da Terra Santa.

Você sabe o que é idolatria?

Hoje a igreja celebra a memoria de todos os Santos e Santas. Aproveitando de uma oportunidade onde comemoramos o exemplo de cristão de cada santo da igreja que tal conversamos um pouco sobre a idolatria às imagens e por que os católicos não adoram elas? Vamos então aos fatos.

Os povos antigos acreditavam em muitos deuses e eles os representavam com imagens e acreditavam que elas eram os próprios deuses. Das imagens saiam milagres e tudo mais em suas vidas. Eles também não acreditavam em único Deus como nós acreditamos hoje. Existiam várias divindades.

Para o povo de Israel não se podia fazer nenhuma imagem de Deus, ou seja, não podiam imaginara como Deus era. Deus era invisível e ninguém nunca tinha o visto. Contudo, dos falsos deuses se faziam imagens em formas humanas ou de animais, e essas imagens eram o próprio deus pagão de muitas tribos da época. Assim essas imagens eram consideradas falsas e rivais a Javé. A cultura judaica deu o nome de ídolo a essa pratica e condenou tais atos.

O povo se perdia em meio a tantos deuses apócrifos  e abandonava Javé. Isso se qualificava como a exclusão de Javé da vida do povo. Por isso os profetas viviam exortando a comunidade. Grande exemplo disso é Oseias que denunciou várias vezes essa prática errada do povo.

Uma vez que o povo escolhido optava por adorar falsos deuses, Deus proibiu o uso das imagens. Assim todas as vezes que a bíblia fala para não se fazer imagens o povo está neste contexto. Perdido em meio a deuses apócrifos e vazio. Submissos a culturas que adoravam tais entidades, como foi no Egito  na Babilônia e muitas vezes até em Israel.   Havia grande perigo a idolatria.

Quando esse perigo não existia Deus até mandava fazer imagens. Exemplo é o caso da serpente de bronze. Depois da heresia ao louvar e adorar o bezerro de ouro o povo sofre com o castigo das mordidas das cobras. Após o clamor e o entendimento de pecado que haviam cometido e a oração de Moisés Deus manda que se erga uma serpente de bronze para que todo aquele que pra ela olhasse ficasse curado da picada. Isso porque olhavam com fé em Javé. Sabiam que Deus é quem haviam mandado fazer a imagem e não ela por si que curava. Deus é quem operava milagre. (Êxodo 25, 18-20)

Outros textos podem nos mostrar que Deus mandou fazer imagens. Como por exemplo Números 7, 89; 21,8-9; 2º Samuel 6, 2; 2ºReis 19, 15 e Sabedoria 6,7.

A Arca da Aliança também é outra demostração de que Deus não desagrada de imagens, mas sim da idolatria delas. Ele mandou que a construísse e colocasse sobre sua tampa dois anjos que representavam a glória de Deus e presença Dele. Na Arca eram guardadas as tabuas com os 10 mandamentos.

A Arca era carregada solenemente pelas ruas de Jerusalém. Davi assim o fez. Em Jericó a arca foi carregada durante sete dias pelos sacerdotes (Josué 6, 4ss).

Para nós católicos as imagens são como a serpente de bronze ou querubins colocados sobre a arca, ou ainda os anjos nos arcos da entrada de Jerusalém, mencionados em Isaías. São instrumento de lembrança da grandiosidade de Deus. Os santos e santas representados viveram o evangelho de Jesus Cristo. Sua história de vida nos indica caminhos possíveis para santidade. Olhar uma imagem de São João Batista nos leva a entender que ele acreditou em um Deus único que enviou seu filho para nos salvar, Jesus.

Está é a visão da igreja católica sobre as imagens. Se algum fiel faz diferente, ele vai de encontro aos ensinamentos de Deus propagados pela igreja.

Sabemos que no Brasil há o chamado sincretismo religioso. Câncer para qualquer doutrina. Seja ela cristã ou africana. O sincretismo destrói os princípios católicos e também da outra religião.

Católicos não se aceitem dizer que São Jorge é Ogum e outro santo é qualquer outra entidade em algumas religiões. Essa não foi a fé que esses santos viveram e morreram por ela. Eles são exemplos de vida em Cristo. Dedicada a Ele e por Ele. Também não deixem que ninguém adore a um santo ou santa. Nós veneramos os santos. Temos admiração pela coragem que eles tiveram de viver o evangelho. Nenhum deles ocupa o lugar de Deus.

Idolatria é fazer dos santos e santas deuses e não os são. Eles são servos do Senhor antes de tudo.

 

DESCOBERTO EVANGELHO APÓCRIFO DO EGITO NA INGLATERRA

 O decano da Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra e professor de Novo Testamento da mesma universidade, Juan Chapa, encontrou na Inglaterra um novo evangelho apócrifo, texto que pelo seu conteúdo ou forma assemelha-se aos quatro evangelhos incluídos no Novo Testamento: Mateus, Marcos, Lucas e João.

O fragmento pertence à coleção de papiros de Oxirrinco, Egito, preservado e publicado na Universidade de Oxford, sob o patrocínio da Egypt Exploration Society de Londres e British Academy.

O texto, recém-descoberto e publicado, mede sete centímetros de comprimento por sete de largura e é escrito de ambos os lados com restos de vinte e duas linhas. De um lado, o documento inclui algumas palavras de Jesus dirigidas a seus discípulos que, como explicou Chapa, são “uma chamada para o seguimento radical, com uma alusão à Jerusalém e ao Reino”.  No outro lado, narra-se parte de um “exorcismo” realizado por Jesus que, como indica Chapa, não encontra paralelo exato nos quatro evangelhos canônicos e que, mais do que um novo exorcismo, parece uma síntese dos já conhecidos pelo outros evangelhos e “testemunha a importância que teve entre os primeiros cristãos esta atividade de Jesus”.

De acordo com este especialista em papiros, que colabora há anos com o projeto de edição de papiros da coleção britânica, ainda é incerto a dimensão dessa descoberta, mas assegurou que “fornecerá novas luzes para entender melhor o cristianismo dos primeiros dois séculos e o que liam e pensavam os primeiros cristãos do Egito, e também sobre a formação dos Evangelhos”. “Destaca especialmente pela sua antiguidade – diz Chapa -, porque foi escrito por volta do ano 200. São poucos os manuscritos preservados dessa época, e ainda menos, testemunhas dos evangelhos apócrifos”.

Nesse sentido, observou que, dos dois primeiros séculos, temos “um pouco mais de uma dezena de manuscritos” dos quatro evangelhos canônicos e apenas quatro de evangelhos apócrifos: do Evangelho de Tomé, do chamado Egerton Gospel – um Evangelho desconhecido que só se conhece por este manuscrito – e de outros dois que alguns atribuem ao Evangelho de Pedro.

Os quatro evangelhos incluídos no Novo Testamento são aqueles que a Igreja transmitiu como testemunho autêntico procedente da época apostólica e os outros livros do mesmo gênero perderam por não acrescentar nada novo ao que já continha naqueles quatro, ou porque foram elaborados a partir deles, a fim de difundir alguma doutrina particular, às vezes até em desacordo com a encontrada nos evangelhos canônicos.

Cristãos chamados a cooperar na criação de novo governo no Egito

Os Cristãos egípcios tem sido chamados a cooperar com os Muçulmanos para garantir a igualdade de direitos para a minoria, enquanto a nação começa seu processo para formar novo governo.

Apesar da renúncia do presidente Hosni Mubarak, sexta-feira passada, ter sido vontade da nação, o seguinte passo é o que realmente conta, insistiu o jesuíta Samir Khalil Samir, egípcio especialista em Islã e assessor da Igreja Católica sobre as relações entre Muçulmanos e Cristãos.

Em uma entrevista com a Agência Católica de Notícias, ele assinalou que uma reforma constitucional era necessária para “ajudar as pessoas a viverem um pouco mais humanamente.”

“Talvez depois disto, depois de ter passado por um regime autoritário, as pessoas realmente tratem de fazer algo mais democrático,” disse.

Uma mostra da solidariedade entre Cristãos e Muçulmanos durante os recentes protestos demonstrou ser um sinal de “esperança do Egito,” disse Samir. “Os Cristãos e os Muçulmanos estavam juntos. Não tínhamos nenhum apelo extremo ao Islã.

No entanto, ele reconheceu que sempre existirá um impulso pela islamização no Egito, uma nação predominantemente muçulmana.

Alaa Setyan, advogado de direitos humanos com experiência em defesa dos membros minoritários nos casos de brutalidade política, expressou sua preocupação pelos direitos de todos os cidadãos, incluindo os Cristãos.

“Temo pelos direitos de todas as pessoas, como os irmãos muçulmanos e cristãos. Eu temo que poderiam ser tratados injustamente, creio que todos somos pessoas iguais e cada um deve ter seus direitos, qualquer que seja sua forma de pensar, qualquer que seja a sua religião,” foi citado pela NPR.

Enquanto os militares governam o período de transição do Egito, Samir afirmou que os Cristãos devem estar “muito involucrados na sociedade, no mundo político, social e econômico da nação.”

Ele assinalou a igualdade no mercado de trabalho, a capacidade de obter permissões para construir Igrejas e a liberdade dos egípcios de converterem-se ao Cristianismo sem a ameaça de danos, como as principais áreas de preocupação para a comunidade cristã. “O ponto principal é este : que todos estejamos sob a mesma regra,” disse.

O Conselho Supremo de Forças Armadas recebeu o poder de Murabak depois que partiu e já começou a dissolução das câmaras alta e baixa do parlamento.

O órgão legislativo temporal executará os assuntos do país até que um novo presidente seja eleito, e tem prometido aos cidadãos um referendum sobre as reformas constitucionais.

Fonte Conic

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