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Atentado de extremistas muçulmanos contra um templo católico no Paquistão deixa 78 mortos

Interior da Igreja de Todos os Santos. Foto: Twitter/@xe_m
Interior da Igreja de Todos os Santos. Foto: Twitter/@xe_m

(ACI/EWTN Noticias).- Neste domingo, 22 de setembro, dois extremistas muçulmanos suicidas realizaram atentados consecutivos à Igreja Católica de Todos os Santos, em Peshawar, ao norte do Paquistão, causando a morte de 78 pessoas e pelo menos 130 feridos.

De acordo com as autoridades, este foi o ataque mais grave realizado contra a minoria católica no Paquistão.

Uma facção talibã assumiu o atentado, e ameaçou continuar atacando as minorias religiosas do país até que os Estados Unidos pare com os ataques de drones nas zonas remotas do país.

De acordo com o chefe de Polícia Mohammad Ali Babakhel, “o ataque aconteceu no final da missa”, quando os dois terroristas abriram fogo contra os guardas de segurança que vigiavam a igreja, matando um e ferindo o outro.

Depois de brigar com alguns fiéis, um dos terroristas explodiu a primeira bomba, ao ver-se rodeado pela polícia. Ao pouco tempo, no interior da igreja, aconteceu a segunda explosão.

Segundo informações recolhidas pela Europa Press, o atentado tem uma grande carga simbólica para os moradores da cidade porque a Igreja de Todos os Santos é um lugar que representa a harmonia inter-religiosa.

Depois das explosões, dezenas de pessoas saíram às ruas para protestar contra a Polícia por sua incapacidade para impedir os atentados.

Tanto o primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz Sharif, como o presidente Mamnoon Hussein, condenaram energicamente o atentado; outras autoridades provinciais também se pronunciaram à condenação do ataque.

Iniciativa europeia “Um de nós” pede frear pesquisas com embriões humanos

(ACI/Europa Press).- O eurodeputado popular Jaime Mayor Oreja e Adolfo Suárez Illana, filho do ex-presidente do Governo Adolfo Suárez, apoiaram na tarde de ontem a apresentação da iniciativa popular europeia “Um de nós”, que pretende impedir por ser “inútil” o financiamento de pesquisas que suponham a destruição de embriões humanos já que, segundo os promotores, “demonstrou-se pela ciência que existem alternativas respeitosas com a vida”.

O ato, celebrado no escritório em Madri da Comissão e do Parlamento Europeu, foi apresentado por Miguel Ángel Tobías, que insistiu em que se trata de uma iniciativa “aconfessional e apolítica” e que cada um dos que rechaçam a pesquisa com embriões humanos o faz “a título individual”.

Entre as 500 personalidades que, segundo ‘Um de nós’ (‘One of us’, na versão inglesa para o conjunto de países da Europa), respaldam esta iniciativa popular se encontra o toureiro Juan José Padilla -que não pôde finalmente ir ao ato desta segunda-feira-, a jornalista Isabel Durán ou o secretário geral da Real Academia de Jurisprudência, Rafael Navarro Valls, que advogou por “reencontrar-se com as raízes mais profundas da Europa”.

O eurodeputado Jaime Mayor Oreja advertiu que a Europa enfrenta um “debate crucial” do ponto de vista cultural mais que ideológico. “De todos os adversários, o pior é o que não tem siglas”, disse antes de sustentar que o “medo ao que dirão é pior que o medo físico”.

Os promotores de “Um de nós”, como Adolfo Suárez Illana, defenderam que o mais progressista é defender a vida. “Há quem oferece atalhos à vida”, disse em referência ao aborto e à eutanásia, “mas nunca pode ser identificando-se com o progresso e a democracia”.

Ponto de vista científico

Mónica López Barona, membro do Comitê Diretor de Bioética do Conselho da Europa, assegurou que do ponto de vista da ciência se sabe “com certeza que desde o momento em que um espermatozoide fecunda um óvulo temos vida”. “Hoje sabemos”, continuou, “que pesquisar com células embrionárias não tem sentido terapêutico”.

Tanto López Barona como Nicolás Jouve, catedrático de Genética, destacaram a “inutilidade” de realizar pesquisas com embriões humanos tendo em conta que já existem “alternativas”. Jouve citou expressamente os trabalhos com células mães não embrionárias premiados com o Prêmio Nobel de Medicina.

A porta-voz de ‘Um de nós’, María Crespo, detalhou as cifras da iniciativa, que já conta com 500.000 assinaturas no conjunto da Europa, 40.000 na Espanha. Os países que “conseguiram o objetivo mínimo” proposto pelas autoridades europeias para tramitar a ILP são, além da Espanha, Hungria, Itália, Polônia, Áustria, Eslováquia e Holanda.

Juventude Socialista da Espanha usa imagem de “mulher crucificada” para defender o aborto

ppanunciosocialistas13052013(ACI/EWTN Noticias).- As Juventudes Socialistas da Galicia (Espanha) lançaram uma campanha para evitar que se reforme a lei do aborto -tal como exigem os pró-vidas ao Governo-, e para isso não duvidaram em usar a imagem de uma mulher crucificada com o rosto tapado com o lema “Tens direito à vida, tens direito a decidir”.

Conforme informou a Europa Press, a campanha será lançada pelas redes sociais. Para o secretário geral de Juventudes Socialistas, Aitor Bouza, a reforma da lei do aborto é “um retrocesso próprio de tempos franquistas” porque tira “o direito de decidir às mulheres”.

Por isso se mostrou a favor de manter a lei do aborto aprovada pelo PSOE em 2010, que modificou a legislação de 1985.

A lei de 2010 liberalizou o aborto até a 14ª semana de gestação e até a 22ª semana para quando há “graves riscos para a vida ou a saúde da mãe ou do feto”, e em adiante quando há má formação do feto.

Segundo Bouza, a proposta para reverter esta legislação a favor dos nascituros responde “a razões ideológicas, lideradas pela Igreja Católica” e supõe “voltar para épocas passadas de manipulação e doutrinação”.

Nesse sentido, para a secretária de Igualdade dos jovens socialistas, Anabel Rey, reformar a lei tal como propõem os pró-vida, supõe situar-se “ao nível de países como a Polônia, Irlanda e Malta”, onde o aborto é restringido. No caso de Malta, o aborto não é legal em nenhum caso.

Defesa da vida

Como se recorda, a organização Derecho a Vivir anunciou recentemente que em 14 de maio apresentará a campanha “Apaga o Aborto”, com a qual procura reforçar seu pedido ao Governo de conseguir o “aborto zero”.

A campanha prevê encher as ruas da Espanha com publicidades pedindo o desaparecimento do aborto no país e será reforçada também com anúncios em internet, rádio e televisão.

A porta-voz, Gádor Jóia, disse que não queremos 300 abortos ao dia na Espanha, nem 120 mil anuais, mas o “aborto zero”.

A família é importante para distinguir o bem do mal, afirma Dom Munilla

(ACI/Europa Press).- O Bispo de San Sebastián, Dom José Ignacio Munilla, assegurou que ter “um chão firme” na família é “muito importante” para se sentir amado “incondicionalmente”, para ser capaz de superar os problemas da vida e para aprender a distinguir entre algumas coisas comuns “que nunca serão normais” -como fumar maconha- e as coisas normais, que não por isso são comuns, como rezar o terço.

“A pessoa que sabe que na sua família tem um chão firme e que é querido e amado incondicionalmente, é capaz de manter um nível de problemas com muito maior naturalidade sem ficar tão atormentado, porque tem um chão firme. Mas se não tem um chão firme, os problemas angustiam muito mais”, explicou durante a conferência que fechou o ciclo ‘Com olhos novos’, organizado pela Pastoral e alunos da Faculdade de Humanidades e Ciências da Comunicação da Universidade CEU San Pablo.

Além disso, recordou uma ocasião em Zumárraga quando falou com um jovem para tentar ajudá-lo a deixar de fumar maconha e cujos pais também fumavam e contou que, um dia, um professor de moral explicou que nesta vida “temos que distinguir entre o normal e o comum”.

“Há coisas que são muito comuns, mas nunca serão normais. Será muito comum que as pessoas fumem maconha, ou fiquem bêbadas no fim de semana, mas não é normal. E, por outro lado, será normal que reze o terço com a sua mãe e seu pai de noite, é o normal, mas não é comum. Eu sou filho de uma família normal, embora não comum, tive essa sorte”, precisou.

Por isso, agradeceu por ter um chão firme, “uma família compacta, íntegra em que se compartilhou o amor a Jesus Cristo” e em que teve o testemunho de uns pais “que se amaram profundamente”.

Bispos do Haiti pedem apoio internacional “real, sincero e coordenado”

(ACI/Europa Press).- A Conferência Episcopal do Haiti pede que o apoio internacional seja “real, sincero e coordenado” e convida a nação a “reagir” ante uma situação “ainda dramática” na qual os avanços são “quase imperceptíveis” mesmo três anos depois do terremoto.

Em uma mensagem com motivo do terceiro aniversário da catástrofe, difundido pelas Pontifícias Obras Missionárias, os bispos asseguram que o povo haitiano ainda “tem muitas razões para estar preocupado” pois “os avanços realizados em termos de conjugar os esforços de todos os haitianos de boa vontade, a melhora das condições de vida da população, especialmente os desfavorecidos, e uma reconstrução autêntica foram tão mínimas que são quase imperceptíveis”.

Conforme apontam, os principais setores implicados “tendem a culpar-se uns aos outros pelos problemas do país” e, por isso, os prelados exortam cada um “a assumir sua responsabilidade com um mínimo de consciência e em estrito cumprimento das leis da República”.

Além disso, insistem às forças da nação a “aferrar-se ao que as possa unir na verdade para que renasça a esperança, dando oportunidade a cada haitiano que sofre de insegurança e de vulnerabilidade” pois, na sua opinião, a “situação de pobreza, de sofrimento e desespero é insustentável”.

Os bispos recordam como o terremoto de 12 de janeiro de 2010 causou “um número impressionante de mortos, milhares de órfãos, incapacitados, desabrigados, marginados, deslocados internos, migrantes e refugiados” e provocou que “muitos edifícios e casas em várias cidades tenham sido destruídos ou danificados”.

“Este desastre pôs à prova as famílias haitianas, as principais instituições do país, os estrangeiros que vivem no Haiti e as estruturas principais de solidariedade e cooperação internacionais. O povo haitiano assombrou o mundo pela força emblemática da solidariedade nacional, a coragem e a fé inquebrantável em Deus”, assinalam.

Malala voltará a levantar-se, afirma o pai da menina após o atentado que uniu o Paquistão

 (ACI/Europa Press).- O pai da jovem Malala Yousufzai, a ativista paquistanesa de 15 anos que os talibãs tentaram assassinar, assegurou nesta sexta-feira, 26, que sua filha “voltará a levantar-se” e que depois do atentado sofrido pela adolescente, a sociedade paquistanesa se uniu para buscar uma mudança.

Malala, que recebeu vários disparos quando voltava para casa depois da escola no dia 9 de outubro na localidade de Mingora, no vale de Swat (no noroeste do Paquistão), foi transladada à cidade britânica de Birmingham para receber tratamento pelas feridas sofridas.

Seu pai Ziauddin Yousufzai, e outros membros de sua família chegaram esta quinta-feira ao Reino Unido para visitá-la e ajudá-la em sua recuperação. “Para nós é um milagre (…) ela estava em condições muito ruins”, reconheceu aos jornalistas.

“Queriam matá-la. Mas ela só caiu por um tempo. Voltará a levantar-se, voltará a defender-se”, assegurou o pais com a voz quebrada pela emoção.

“Ela está melhorando a uma velocidade esperanzadora”, assinalou o o familiar da jovem, conhecida em seu país por fazer campanha a favor da assistência das meninas à escola e que durante o controle dos talibãs do vale de Swat em 2009 elaborou um jornal para a BBC relatando os abusos cometidos por estes.

“Quando ela caiu o Paquistão permaneceu quieto. Isto supõe uma mudança de rumo”, afirmou Yousufzai. “Pela primeira vez no Paquistão, todos os partidos políticos, o Governo, os meninos, os majores, estavam chorando e rezando a Deus”, indicou.

O diretor médico do hospital, Dave Rosser, explicou que dentro  uns meses se recuperou totalmente para poder voltar para o Paquistão. “Ela está completamente segura de que seguirá seus estudos”, indicou Rosser. Por enquanto, não está claro se a família voltará para seu país de origem.

O pai explicou que chorou na quinta-feira quando voltou a reunir-se com sua filha Malala e que esta lhe pediu os livros do colégio para seguir estudando no hospital. “Estamos muito contentes (…) rezo por ela”, acrescentou.

350 milhões de cristãos são perseguidos ou discriminados no mundo

(ACI/Europa Press).- Um total de 350 milhões de cristãos são perseguidos ou sofrem discriminação em 90 países do mundo, dos quais 200 milhões são objeto de alguma forma de perseguição e 150 milhões vivem em países onde são descriminados, indicou o diretor da fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) na Espanha, Javier Menéndez Ros.

Neste sentido, o diretor apontou que o perfil do cristão perseguido é “muito variado”, mas que em países de maioria islâmica ou onde representam um 0,1 ou 0,2 por cento do total da população, trata-se de “um cristão que vive de uma forma alegre sua fé, às escondidas às vezes, em dificuldades, mas com um imenso amor a seus irmãos de outras religiões”.

Assim afirmou o encarregado durante a apresentação do relatório ‘Liberdade religiosa no mundo’ correspondente aos anos 2011 e 2012. Além disso, em um vídeo emitido pela apresentação do estudo, especifica-se que os cristãos supõem 75 por cento do total dos 466 milhões de fiéis perseguidos ou discriminados em todo o mundo e se destaca que, entre o ano de 2003 e 2010, os ataques terroristas contra os cristãos aumentaram em “309 por cento”.

Concretamente, Menéndez Ros apontou que a liberdade religiosa, longe de melhorar nestes últimos dois anos, tem diminuído, e destacou o caso de países como Líbia, Egito ou Tunísia onde se gozava de “uma certa estabilidade política e uma certa proteção das minorias”, mas que agora, como resultado da Primavera Árabe, a situação de insegurança pública levou a que muitos cristãos, como os coptos no Egito tenham tido que fugir.

Além disso, indicou que na Líbia, uma das primeiras declarações do novo governo foi a instauração da Lei Islâmica “em sua forma mais radical que afeta os direitos fundamentais de expressar publicamente o credo e de converter-se a religiões distintas ao Islã”.

Sobre o caso da Síria, o responsável de comunicação da AIS, Javier Fariñas, indicou que é necessário ser “muito prudentes” porque há muito tempo existem “vai-e-vens” que fazem que o futuro do país seja “incerto”, mas afirmou que a Primavera Árabe tem levado ao fim de regimes políticos muito duros, mas essa queda porém “não supôs a chegada de uma liberdade sobretudo para as minorias”.

Do mesmo modo, Menéndez Ros denunciou a Lei da Blasfêmia no Paquistão e enumerou alguns países africanos que estão sofrendo uma “radicalização na expressão de seu islamismo” como o Quênia, com ataques contra Igrejas protestantes e católicas; Mali, que está convertendo-se, conforme assinalou, em um “ninho de formação terrorista que nutre a África de jihadistas, o Oriente Médio e a Ásia”; ou a Nigéria, onde são atacados não só os cristãos com atentados às Igrejas e assassinatos mas os próprios muçulmanos.

Igualmente, manifestou a falta de respeito à liberdade em geral e à religiosa em particular na China onde, conforme aponta o relatório, aumentou a pressão aos bispos para que compareçam aos atos da igreja oficial patriótica, ou APC (NdT: Associação Patriótica Chinesa: órgão subordinado ao partido comunista chinês que vem casusando rupturas com Roma pelos casos de ordenações episcopais sem mandato pontifício).

O caso da Espanha: violação aos sentimentos religiosos

Como exemplo da realidade da liberdade religiosa da Europa, citando o caso da Espanha, embora tenha advertido de que exista liberdade religiosa, Menéndez Ros sublinhou que o respeito aos símbolos e sentimentos religiosos da nação “está sendo violados sistematicamente” através de manifestações como filmes ou exposições fotográficas que, conforme precisou, “em teoria defendem a liberdade de expressão, mas na prática atacam os princípios cristãos, crenças e sensibilidades mais básicas”.
Para o diretor da AIS na Espanha, esta situação é “preocupante ” somando-se ao fato de que “há uma cada vez mais maior discriminação da presença dos cristãos na ordem pública” provocando uma marginalização “bastante notável”.

Neste sentido, referiu-se às caricaturas sobre Maomé que ele rechaça “profundamente” assim como “qualquer ofensa a qualquer religião e qualquer dos seus símbolos”.

“Não vamos responder com bombas, mas pedimos esse respeito”, sublinhou.

Não obstante, destacou que, apesar de que na Europa tenha crescido o “laicismo mais agressivo”, também aumentou a “conscientização” sobre a perseguição e discriminação religiosa por parte do Parlamento Europeu graças à influência de grupos católicos. Entretanto, Menéndez Ros pediu que as intenções da Eurocâmara não fiquem em “meras declarações”, mas que estejam acompanhadas de medidas políticas e sanções diplomáticas e econômicas àqueles países que não respeitem a liberdade  religiosa.