#IntolerânciaReligiosa Mulher é queimada viva por “evangélicos” na Nicarágua

Difícil proferir comentário sem externalizar o sentimento de asco. Nojo. Em tempos de falsos profetas e um rebanho solto essas coisas insistem em acontecer. Vamos orar para que Deus  e pedir perdão por estes que insistem em ler o seu evangelho e não o de Cristo.

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Cinco pessoas foram detidas sob suspeita de terem participado do episódio que culminou com morte de Vilma Trujillo – Foto BBC/Policia da Nicarágua

Veja  a matéria:

BBC | Uma “revelação divina” fez com que uma nicaraguense de 25 anos fosse amarrada e queimada viva numa fogueira para ser “curada” em uma suposta tentativa de exorcismo.

Vilma Trujillo, que sofreu queimaduras em 80% de seu corpo, não resistiu e morreu na terça-feira, depois de uma semana de agonia.

A morte da jovem comoveu a Nicarágua. De acordo com a Polícia Nacional do país, a mulher foi levada para “uma oração de cura”, no dia 15 de fevereiro, a um templo da igreja evangélica Visão Celestial das Assembleias de Deus, em El Cortezal, no noroeste do país.

Vilma Trujillo teve os pés e mãos amarrados e ficou sob a supervisão do pastor da igreja, identificado por autoridades locais como Juan Gregorio Rocha – homem que a Assembleia de Deus nega reconhecer como pastor.

Seis dias depois, em 21 de fevereiro, depois da meia-noite, Trujillo foi queimada na fogueira.

Segundo a Polícia Nacional, a diaconisa da igreja, Esneyda del Socorro Orozco, havia ordenado que “por revelação divina, deveria ser feita uma fogueira no pátio do templo para curar a vítima por meio do fogo”.

Vilma Trujillo teria, então, sido lançada ao fogo com pés e mãos amarrados. A jovem sofreu queimaduras de primeiro e segundo graus em 80% do corpo e, apesar de ter sido levada a um hospital em Manágua, a capital, acabou falecendo. Leia mais Aqui

Aff 6: cidade mineira cria lei que institui “Dia da Esposa do Pastor”

Enquanto a crise no país pega fogo, aqui, perto da minha cidade, em Cel. Fabriciano-MG vereadores aprovam essa lei que cira o Dia da Mulher do Pastor.  Vejam a matéria do jornal Diário do Aço:

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Andréia Botelho - Foto divulgação/Diário do Aço
Andréia Botelho – Foto divulgação/Diário do Aço

DIÁRIO DO AÇO | DA REDAÇÃOA aprovação na terça-feira do Projeto de Lei nº 2.559/2015, da vereadora Andréia Botelho (PSL), que cria em Coronel Fabriciano o Dia Municipal da Esposa do Pastor, causou grande repercussão, principalmente nas redes sociais. Pela proposta, a data será comemorada no dia 3 de março de cada ano, em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado dia 8 do mesmo mês.

O assunto pautou muitos comentários e críticas nas redes sociais. O fato foi replicado várias vezes, acompanhado de duras críticas à matéria. E houve questionamentos como o próprio papel do legislador frente a tantas demandas urgentes no município. “Fabriciano não tem pediatria de urgência pelo SUS… Não tem Maternidade de urgência pelo SUS… e essa… fazendo isso”, criticou um usuário do Facebook.

A necessidade de melhoria no serviço da saúde foi reforçada em vários comentários: “esses vereadores poderiam é verificar o atendimento nos postos de saúde, falta de remédio, pois parece que é atendimento pra cachorro, ou aliás, cachorro é bem mais tratado. Poderiam fazer um projeto de humanização do atendimento público… tirar um pouco de enrolo na solução dos problemas”. “Ééé brincadeira! Estão ressuscitando a “Sucupira” mineira”, escreveu outra pessoa em alusão à impagável e cada mais atualizada obra “O Bem Amado”, do romancista Dias Gomes, que foi traduzida em novela, série televisiva e filme.

No debate nas redes, o fato também serviu para reflexões acerca da responsabilidade dos eleitores na escolha de seus representantes, como neste post: “Cada cidade tem o vereador, o prefeito e a Câmara que merece. Ela e muitos outros não estão lá por indicação, mas sim porque foram votados. O dia que um saco de cimento ou uma marcação de consulta não valer voto aí, sim, teremos uma política séria”, resumiu um usuário. Um morador do município completou: “Cada parlamentar… e pensar que nós, eleitores, somos responsáveis indiretamente por isso”.

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Comunidade “evangélica” inteira se converte ao Catolicismo

A história abaixo é um tando quanto antiga. De 2001, mas vale a pena ler e conhecer o que ex-protestantes pensam sobre a Igreja e sua origem. O texto está publicado no blog O Fiel Católico. Leia:

O ex-pastor Alex Jones levou toda a sua comunidade para Igreja Católica

Em todo o mundo, cada vez mais protestantes e “evangélicos” retornam à Igreja Católica. Conheça a história do Pastor Alex e de sua comunidade evangélica.

ACONTECEU NOS ESTADOS Unidos. A “Igreja Cristã Maranatha” ficava na Av. Oakman, Detroit.

Tudo começou quando o pastor Alex Jones, 58 anos, passou a trocar o culto pentecostal por uma espécie de réplica da Missa. No domingo, 4 de junho de 2006, durante a celebração da Unidade Cristã e da Ascensão do Senhor, os líderes da congregação decidiram (por 39 votos a favor e 19 contra) dar os passos necessários para torná-la oficialmente católica. Uma história repleta de anseios, surpresas, amor e alegria.

“Eu pensava que algum espírito tinha se apossado dele”, disse Linda Stewart, sobrinha do pastor Alex. “Pensava que, na procura pela verdade, ele tinha se perdido”. Linda considera o tio como um pai, ela que foi adotada por ele desde o falecimento do verdadeiro pai. A preocupação da moça começou quando seu tio trocou o estudo da Bíblia, que era feito sempre às quartas-feiras, pelo estudo dos primitivos Padres da Igreja.

Gradualmente a congregação foi deixando o culto evangélico e retornando à Santa Missa: ajoelhar-se, o Sinal da Cruz, o Credo de Niceia, a Celebração Eucarística: todos os 9 passos. Linda explica: “Aprendi que a Igreja Católica era a grande prostituta do Apocalipse e o Papa era o Anticristo. E Maria? De modo algum! Éramos felizes e seguíamos Jesus. Eu estava triste e pensava: ‘ele está maluco se pensa que vamos cair nessa!’”.

O começo de tudo se deu quando Jones ouviu, num programa de rádio chamado “Catholic Answers” (‘Respostas Católicas’), o debate entre o protestante David Hunt e o apologista católico Karl Keating. O católico fez a pergunta-chave:

“Em quem você acreditaria, no caso de um acidente, para saber o que aconteceu? Nos que estavam ali, como testemunhas oculares (Apóstolos), ou naquele que só apareceu depois de muitos anos (Lutero)?” O que era desde o princípio, o que ouvimos e vimos com nossos olhos, o que contemplamos e nossas mãos tocaram do Verbo da Vida. Porque a Vida se manifestou e nós a vimos; damos testemunho e anunciamos a Vida Eterna, que estava no Pai e se manifestou a nós; O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que tenhais comunhão conosco: nossa comunhão é com o Pai e com o Filho, Jesus Cristo. Escrevemos estas coisas para que a vossa alegria seja completa.” (I João 1-4)

Keating acentuou que, para aprender a verdade sobre a Igreja Cristã, era necessário ler os Padres da Igreja Primitiva, isto é, aqueles que estiveram lá desde o começo da história. “Aquilo fazia sentido”, disse o pastor Jones: “Guardei no coração e ponderei; mas só vim a compreender tudo quando li os Padres da Igreja e conheci uma Cristandade que não tínhamos em nossa igreja”. “Percebi que o centro do culto dos primeiros cristãos não era somente a pregação e o louvor, mas a Eucaristia, como o Corpo e o Sangue de Cristo presente”, declarou ele ainda.

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Mais uma vez “evangélicos” (#SQN) quebram imagens religiosas

vandalismo_padroeiraO CATEQUISTA | Nesta quarta-feira (16/07), mais um caso de vandalismo contra imagens de santos entristeceu o povo católico: dois jovens evangélicos invadiram a Igreja Matriz de Sacramento-MG e quebraram oito esculturas, entre elas, a imagem de Nossa Senhora do Patrocínio do Santíssimo Sacramento, tombada pelo Patrimônio Histórico Municipal (foto acima). A maioria das imagens destruídas tinha mais de 100 anos. Cadeiras e vitrais também foram destruídos. Fonte: CBN.

Um dos criminosos está preso, outro está foragido. Esse caso vem se somar aos recentes episódios da cidade de Carrapateiras-PB e na cidade de Montes Claros-MG (veja aqui), onde evangélicos também promoveram a destruição de imagens católicas.

Esses acontecimentos estão tendo pouco destaque na grande mídia. Talvez a desculpa seja a de não promover a rixa entre católicos e protestantes. Acreditamos que a maioria dos protestantes reprova tais ataques contra o patrimônio religioso alheio, mas é evidente que está crescendo a intolerância de uma parcela considerável dos evangélicos contra a fé católica. Os fatos estão aí! Tapar o sol com a peneira só vai favorecer a repetição desse tipo de crime.

Ou lideranças as evangélicas conscientizam seus fiéis para que respeitem os objetos de culto alheios, ou terão um número cada vez maior de seus membros fanáticos atrás das grades. Estamos em um país de maioria católica, lembrem-se disso, irmãos! Está também mais do que na hora das autoridades católicas mais eminentes do nosso país se manifestem publicamente contra esses atos, que já estão virando modinha.

– See more at: http://ocatequista.com.br/archives/13481#sthash.6VuEdRe4.dpuf

“Evangélicos” (Protestantes) quebram, mijam e queimam imagem de Nossa Senhora na região de Cajazeiras

Rezemos por aqueles que não compreender a mensagem de paz dada por Cristo.
Rezemos por aqueles que não compreender a mensagem de paz dada por Cristo.

O Padre Querino Pedro, administrador da Paróquia Santo Afonso, na cidade de Carrapateira, região de Cajazeiras lamentou nesta terça-feira (03), a destruição da imagem de Nossa Senhora por algumas pessoas “evangélicas”.

“Mijaram em cima da imagem, jogaram gasolina e queimaram Nossa Senhora. Dizem que os católicos estão condenados ao inferno”. Lastimou o padre

O religioso destacou também a preocupação das mães, pois as crianças estão sendo taxadas de que estarem “condenadas ao inferno”.

O padre disse que essas declarações são feitas por evangélicos até nas escolas, e isso está deixando os católicos constrangidos e as crianças amedrontadas. “Estão fazendo a cabeça das crianças para repudiarem Nossa Senhora”

Querino denunciou ainda que estão pichando as paredes da igreja com palavrões. “Estão também chamando os católicos de baratas pretas”.

Segundo o padre, as pessoas que estão fazendo esse tipo coisa pertencem a igreja dirigida por Luiz Lourenço, mais conhecido por Pastor Poroca. Ele informou que não procurou a polícia para denunciar o caso.

Fontes: http://www.diariodosertao.com.br/artigos/v/religi%E3o/evangelicos-mijam-em-cima-de-nossa-senhora-e-depois-queimam-imagem-na-regiao-de-cajazeiras–ouca-o-audio!/20140603172412

Traficantes “evangélicos” proíbem candomblé e até roupa branca em favelas

Adepta de culto afro em sua nova casa: crença desrespeitada -Foto: Urbano Erbiste / Agência O Globo

Adepta de culto afro em sua nova casa: crença desrespeitada -URBANO ERBISTE / AGÊNCIA O GLOBO

O GLOBO | RIO – A roupa branca no varal era o único indício da religião da filha de santo, que, até 2010, morava no Morro do Amor, no Lins de Vasconcelos. Iniciada no candomblé em 2005, ela logo soube que deveria esconder sua fé: os traficantes da favela, frequentadores de igrejas evangélicas, não toleravam a “macumba”. Terreiros, roupas brancas e adereços que denunciassem a crença já haviam sido proibidos, há pelo menos cinco anos, em todo o morro. Por isso, ela saía da comunidade rumo a seu terreiro, na Zona Oeste, sempre com roupas comuns. O vestido branco ia na bolsa. Um dia, por descuido, deixou a “roupa de santo” no varal. Na semana seguinte, saiu do morro, expulsa pelos bandidos, para não mais voltar.

— Não dava mais para suportar as ameaças. Lá, ser do candomblé é proibido. Não existem mais terreiros, e quem pratica a religião faz isso de modo clandestino — conta a filha de santo, que se mudou para a Zona Oeste.

Já há registros na Associação de Proteção dos Amigos e Adeptos do Culto Afro-Brasileiro e Espírita de pelo menos 40 pais e mães de santo expulsos de favelas da Zona Norte pelo tráfico. Em alguns locais, como no Lins e na Serrinha, em Madureira, além do fechamento dos terreiros, também foi proibido o uso de colares afros e roupas brancas. De acordo com quatro pais de santo que passaram pela situação e foram ouvidos pelo jornal “Extra”, o motivo das expulsões é o mesmo: a conversão dos chefes do tráfico a denominações evangélicas.

E a intolerância religiosa não é exclusividade de uma só facção criminosa. Distante 13 quilômetros do Lins e ocupado por um grupo rival, o Parque Colúmbia, na Pavuna, tem realidade parecida: a expulsão dos terreiros, acompanhada de perto pelo crescimento de igrejas evangélicas. Desinformada sobre as “regras locais”, uma mãe de santo tentou fundar ali seu terreiro. Logo recebeu a visita do presidente da associação de moradores, que a alertou: atabaques e despachos eram proibidos ali.

— Tive que sair fugida. Tentei permanecer, só com consultas. Mas eles não gostaram — afirma.

Conselho: UPP é solução

A situação já é do conhecimento de pelo menos um órgão do governo: o Conselho Estadual de Direitos do Negro (Cedine). O presidente do órgão, Roberto dos Santos, diz que já foram encaminhadas denúncias ao Cedine:

— Mas a intolerância armada só pode ser vencida com a chegada do Estado a esses locais, com as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, chefe do tráfico no Morro do Dendê, na Ilha do Governador, ostenta no antebraço direito uma tatuagem com o nome de Jesus Cristo. Pela casa, Bíblias por todos os lados. Mas em seus domínios reina o preconceito: enquanto os muros da favela recebiam dizeres bíblicos, os dez terreiros que funcionavam no local deixaram de existir.

Guarabu passou a frequentar a Assembleia de Deus Ministério Monte Sinai em 2006 e se converteu. A partir daí, quem andasse de branco pela favela era “convidado a sair”. A situação se repete na Serrinha, ocupada pela mesma facção criminosa.

Segundo a lei 7.716/89, o crime de intolerância religiosa não prescreve e é punido com pena de um a três anos de detenção.

Aff 2: Ateus farão “desbatismo” no momento em que o Papa chegar para a JMJ

O GLOBO | RIO – No dia 22, às 17 horas, no exato momento em que o Papa Francisco iniciar seu primeiro ato em solo brasileiro, ateus do Rio, São Paulo e Porto Alegre planejam fazer, de forma simultânea, o primeiro “desbatismo coletivo” do país. O objetivo do grupo é chamar a atenção para temas como o fim do ensino religioso em escolas públicas, debater o uso de recursos governamentais na visita do Papa e a questionar a sobrevivência de símbolos religiosos em órgãos oficiais, como crucifixos nas salas de julgamento do Judiciário. Segundo os organizadores, ainda há muito preconceito e intolerância com pessoas que não têm religião no Brasil.

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Aff: Evangélicos organizam protesto contra a JMJ

Aff: Evangélicos querem fazer protestos contra os gastos do Governo com a JMJ

Da coluna na Veja Online de Ricardo Setti

RELIGIÕES EM CONFLITO

A presidente Dilma Rousseff foi informada na semana passada de que as principais igrejas evangélicas preparam uma grande manifestação no Rio de Janeiro para o fim de semana de 20 e 21 de julho, véspera da chegada do papa Francisco à cidade.

O objetivo dos religiosos é reunir mais de 1 milhão de pessoas contra os gastos públicos com a visita do líder católico, estimados em 120 milhões de reais.

Dilma até admite receber lideranças evangélicas, mas não sabe o que poderia oferecer para evitar o protesto.

Opinião

Aff. Minha primeira reação ao saber de tal possibilidade. Entendo que o que a mídia tem divulgado sobre os gastos são muito altos, mas o protesto vim de onde vem é um tanto quanto hipócrita e anticristão. Fiquei com preguiça só de saber.

No entanto, não se justifica a falta de clareza em responder a tais críticas como tem sido com a organização da JMJ. Outro dia, vi um meme afirmando que o Governo colocaria R$ 118 milhões na JMJ. Isso é muito, muito mesmo. Então envie um e-mail a Assessoria de Imprensa da JMJ e adivinha? Meu e-mail não foi respondido. Pedi apenas que se pronunciassem sobre.

Na última quarta a Arquidiocese do Rio negou tudo em nota. Mas nada claro. Por se tratar de críticas tão sérias entendo que a igreja deveria abrir as contas e mostrar. Simples e objetivo e sanaria todas as dúvidas. Para que deixar brasas acessas? Só geram dúvidas.

É valido lembrar ainda, que a maior parte das pessoas são voluntárias. Muitos ou quase todos vão dormir e comer em casas de retiro e de fiéis. Que o Papa é um chefe de estado e por isso é mais que simples e aceitável que o Governos disponibilize seguranças para sua passagem. Outra coisa é que os locais onde o Papa vai visitar não houve pedido da igreja para que a prefeitura e governo façam melhorias in loco. Caso da favela que o Papa vai visitar e que hoje recebe obras de infraestrutura do Governo. Opção do Governo para esconder as mazelas sociais.

Concluído para não dar mais ibope para algo tão, tão, tão “aff” peço que rezemos. Rezemos muito.

Marcha para Jesus reuni 335 mil pessoas em São Paulo

Sei que muito devem estar se perguntando por que colocar essa notícia aqui. No entanto é valido lembrar que este blog sempre carregou consigo um caráter ecumênico, que favoreça ao dialogo religioso. Sei que a Marcha para Jesus é um evento protestante, mas sei também que são cristãos que tem o mesmo objetivo de nós católicos: servir ao Deus da vida promovendo seu reino de amor a todos. Vejamos a matéria da Folha de São Paulo:

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A 20ª edição da Marcha para Jesus, um dos principais eventos de rua na cidade de São Paulo, reuniu anteontem 335 mil pessoas ao longo do dia, segundo o Datafolha.

Desse total, 28 mil participaram de todas as atividades da marcha –começando com a caminhada que partiu às 10h perto da estação da Luz (centro) e foi até a praça Heróis da FEB (zona norte), onde houve shows de música gospel num palco até as 22h.

Foi a primeira vez na história que essa manifestação teve uma medição de público com caráter científico.

O cálculo mostra que a quantidade de participantes ficou muito aquém do anunciado pelo líder da marcha, Estevam Hernandes, da Igreja Renascer em Cristo.

Ele afirmou que o público havia sido acima da edição de 2011, quando os organizadores estimaram 5 milhões de presentes. A PM falava em mais de 1 milhão de pessoas.

O cálculo do instituto foi feito por 71 pesquisadores ao longo dos 2,85 km de percurso. O pico da marcha foi às 13h –quando ela chegou a concentrar 217 mil pessoas.

Por meio de sua assessoria, Hernandes disse ontem que “respeita o trabalho do Datafolha”, mas que “acredita que havia mais” gente na marcha do que o calculado.

PARADA GAY

O Datafolha já havia revelado em junho que o público de outro evento paulistano era bem menor do que o estimado: a Parada Gay deste ano, que anunciava 4 milhões de presentes, reuniu 270 mil.

Marcelo Crivella, ministro da Pesca e bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, dizia anteontem, durante a festa evangélica, estar curioso para saber se a marcha superaria a Parada Gay na medição científica.

O levantamento do Datafolha mostra ainda que 95% do público presente anteontem era formado por evangélicos.

São também pessoas que frequentam bastante a igreja: 97% costumam ir a cultos, dos quais 76% o fazem mais de uma vez por semana.

Por Rodrigo Vizeu – Folha de São Paulo

O novo retrato da fé no Brasil: surge uma nova categoria, a dos “evangélicos não praticantes”

Acaba de nascer no País uma nova categoria religiosa, a dos evangélicos não praticantes. São os fiéis que creem, mas não pertencem a nenhuma denominação. O surgimento dela já era aguardado, uma vez que os católicos, ainda maioria, perdem espaço a cada ano para o conglomerado formado por protestantes históricos, pentecostais e neopentecostais. Sendo assim, é cada vez maior o número de brasileiros que nascem em berço evangélico – e, como muitos católicos, não praticam sua fé. Dados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelaram, na semana passada, que evangélicos de origem que não mantêm vínculos com a crença saltaram, em seis anos, de insignificantes 0,7% para 2,9%. Em números absolutos, são quatro milhões de brasileiros a mais nessa condição. Essa é uma das constatações que estatísticos e pesquisadores estão produzindo recentemente, às quais ISTOÉ teve acesso, formando um novo panorama religioso no País.

Isso só é possível porque o universo espiritual está tomado por gente que constrói a sua fé sem seguir a cartilha de uma denominação. Se outrora o padre ou o pastor produziam sentido à vida das pessoas de muitas comunidades, atualmente celebridades, empresários e esportistas, só para citar três exemplos, dividem esse espaço com essas lideranças. Assim, muitas vezes, os fiéis interpretam a sua trajetória e o mundo que os cerca de uma maneira pessoal, sem se valer da orientação religiosa. Esse fenômeno, conhecido como secularização, revelou o enfraquecimento da transmissão das tradições, implicou a proliferação de igrejas e fez nascer a migração religiosa, uma prática presente até mesmo entre os que se dizem sem religião (ateus, agnósticos e os que creem em algo, mas não participam de nenhum grupo religioso). É muito provável, portanto, que os evangélicos pesquisados pelo IBGE que se disseram desvinculados da sua instituição estejam, como muitos brasileiros, experimentando outras crenças.

É cada vez maior a circulação de um fiel por diferentes denominações – ao mesmo tempo que decresce a lealdade a uma única instituição religiosa. Em 2006, um levantamento feito pelo Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris) e organizado pela especialista em sociologia da religião Sílvia Fernandes, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), verificou que cerca de um quarto dos 2.870 entrevistados já havia trocado de crença. Outro estudo, do ano passado, produzido pela professora Sandra Duarte de Souza, de ciências sociais e religião da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), para seu trabalho de pós-doutorado na Universidade de Campinas (Unicamp), revelou que 53% das pessoas (o universo pesquisado foi de 433 evangélicos) já haviam participado de outros grupos religiosos.

Saiba mais

Portal Ecumênico 

Luteranos se mobilizam para ajudar flagelados

Luteranos estão mobilizando comunidades em ações de solidariedade às vítimas das chuvas e enchentes nas cidades de Teresópolis, Nova Friburgo e Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro. As famílias perderam casas, carros, mobiliário e objetos pessoais.

O assessor da presidência da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), pastor Romeu Martini, enviou carta às paróquias e instituições de serviço pedindo intercessões, informando as ações dos grupos locais e motivando sua rede de comunidades no esforço solidário.

O pastor sinodal Guilherme Lieven, do Sínodo Sudeste, enviou carta pastoral informando que organiza iniciativas solidárias a partir de ministros ordenados, membros de diretorias paroquiais e do Conselho Sinodal nestas cidades.

O Sínodo Sudeste já foi contatado por instâncias e instituições da IECLB e do mundo ecumênico. Lieven agradece o contato, sugere aguardar orientações mais claras, inicia a campanha de solidariedade e disponibiliza a conta bancária (Sínodo Sudeste – IECLB, CNPJ 02511070/0001-30, Banco Itaú, ag. 0057, Conta corrente 48031-1), pedindo que informem os recursos depositados (sinodosudeste@luteranos.com.br), a serem convertidos em água, colchões e alimentos.

Em Nova Friburgo, o contato tem sido feito com os pastores Adélcio Kronbauer e Armindo Müller. Está sendo formada uma comissão de solidariedade. Linhas telefônicas ainda não foram completamente restabelecidas. Em Petrópolis, a Comissão local terá a participação da Paróquia Luterana, através de Walter Berner.

O Sínodo Sudeste coordenará também campanha de doações, numa proposta de solidariedade a ser desenvolvidas a médio prazo, para atender à necessidade das famílias nos próximos meses, informou o pastor sinodal. As comissões locais são integradas por pessoas de diversas igrejas cristãs, entidades não governamentais e prefeituras locais, para que as iniciativas sejam articuladas.

Fonte: CONIC