Aff 6: cidade mineira cria lei que institui “Dia da Esposa do Pastor”

Enquanto a crise no país pega fogo, aqui, perto da minha cidade, em Cel. Fabriciano-MG vereadores aprovam essa lei que cira o Dia da Mulher do Pastor.  Vejam a matéria do jornal Diário do Aço:

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Andréia Botelho - Foto divulgação/Diário do Aço
Andréia Botelho – Foto divulgação/Diário do Aço

DIÁRIO DO AÇO | DA REDAÇÃOA aprovação na terça-feira do Projeto de Lei nº 2.559/2015, da vereadora Andréia Botelho (PSL), que cria em Coronel Fabriciano o Dia Municipal da Esposa do Pastor, causou grande repercussão, principalmente nas redes sociais. Pela proposta, a data será comemorada no dia 3 de março de cada ano, em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado dia 8 do mesmo mês.

O assunto pautou muitos comentários e críticas nas redes sociais. O fato foi replicado várias vezes, acompanhado de duras críticas à matéria. E houve questionamentos como o próprio papel do legislador frente a tantas demandas urgentes no município. “Fabriciano não tem pediatria de urgência pelo SUS… Não tem Maternidade de urgência pelo SUS… e essa… fazendo isso”, criticou um usuário do Facebook.

A necessidade de melhoria no serviço da saúde foi reforçada em vários comentários: “esses vereadores poderiam é verificar o atendimento nos postos de saúde, falta de remédio, pois parece que é atendimento pra cachorro, ou aliás, cachorro é bem mais tratado. Poderiam fazer um projeto de humanização do atendimento público… tirar um pouco de enrolo na solução dos problemas”. “Ééé brincadeira! Estão ressuscitando a “Sucupira” mineira”, escreveu outra pessoa em alusão à impagável e cada mais atualizada obra “O Bem Amado”, do romancista Dias Gomes, que foi traduzida em novela, série televisiva e filme.

No debate nas redes, o fato também serviu para reflexões acerca da responsabilidade dos eleitores na escolha de seus representantes, como neste post: “Cada cidade tem o vereador, o prefeito e a Câmara que merece. Ela e muitos outros não estão lá por indicação, mas sim porque foram votados. O dia que um saco de cimento ou uma marcação de consulta não valer voto aí, sim, teremos uma política séria”, resumiu um usuário. Um morador do município completou: “Cada parlamentar… e pensar que nós, eleitores, somos responsáveis indiretamente por isso”.

Justificativa

Ao justificar a “relevância” do projeto após a votação, Andréia Botelho disse que o objetivo era homenagear as mulheres. “Nossa intenção é reconhecer o trabalho e a dedicação daquela que passa sua vida lutando, defendendo e apoiando a vida com Deus ao lado do seu esposo. É muito gratificante, ainda mais por ser no mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, em 8 de março”, justificou a parlamentar.

No início da noite desta quinta-feira, a vereadora respondeu às críticas também pela rede social, por meio de seu perfil no Facebook, alegando primeiramente que o Projeto de Lei “não gerará custos ao Município e nem resultará em feriado na cidade, ou seja, não acarretará em gastos dos cofres públicos e nem na interrupção dos serviços prestados pelo Poder Público Municipal”.

A nota continua: “Trata-se de uma homenagem às esposas de pastores da cidade, tão importantes no meio evangélico, do qual faço parte. A prova maior de que a matéria não lesa o patrimônio público municipal é que a mesma é constitucional e foi aprovada por unanimidade pelo parlamento fabricianense, independentemente da coloração partidária”. A vereadora também rebateu as críticas. “Estão querendo induzir as pessoas de bem contra mim em razão do trabalho voluntário que realizo na cidade, por meio do Projeto Social de nossa autoria, que tão bem atende aos mais necessitados”.

“Como evangélica, sou conhecedora do trabalho realizado pelas esposas de pastores. Trabalho este que muitas vezes não é visto por alguns. Sei do valor e da valentia de cada uma delas em prol dos Ministérios de seus respectivos esposos. Continuaremos desenvolvendo o nosso trabalho como representante do Poder Legislativo legitimada pelo povo de Coronel Fabriciano”, relatou em nota.

A vereadora também citou, entre suas ações na Câmara, o Projeto de Lei nº 1.832/2009 (que resultou na Lei Municipal nº 3.448/2009), que suspende a cobrança de taxa de rede de esgoto pela Copasa. “Atualmente, temos discutido a questão na Justiça em favor da população, para a qual buscamos que seja, inclusive, indenizada em relação aos valores, os quais consideramos indevidos, que já foram pagos pelos nossos munícipes”.

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