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Ex-maçom fala sobre a relação da maçonaria e o demônio

O católico nunca pode ser um maçom.
O católico nunca pode ser um maçom.

(ACI).| Serge Abad-Gallardo foi membro da maçonaria durante mais de 25 anos, chegou a ser mestre de 14º grau. Depois de uma peregrinação ao Santuário de Lourdes tudo mudou e começou seu caminho de conversão, que logo o levou a escrever um livro. Na entrevista ao grupo ACI ele explica também a relação que existe entre o demônio e a organização.

“Fiz parte da maçonaria e pensei que tinha que escrevê-lo primeiro para me entender mais e depois para contar às pessoas. Cada pessoa tem a liberdade para fazer o que ela quiser, mas na maçonaria não se fala francamente”, relata o autor do livro “Por que deixei de ser maçom”, editado apenas em espanhol.

Católico e Maçom: isso pode?

“Através do meu livro quero demonstrar que o catolicismo e a maçonaria não podem ser praticados juntos”, explica o ex-maçom.

Serge é arquiteto e entrou na loja maçônica através um amigo, tentando encontrar nela as respostas às perguntas mais profundas do homem.

“Eu não pensava deixar a maçonaria. Tive alguns problemas sérios na minha vida e me perguntava qual a resposta que a maçonaria poderia me dar a esses problemas, porém não encontrei nenhuma resposta. Entretanto no caminho com Cristo sim as encontrei”, afirmou.

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Todas as “Nossas Senhoras” são a mesma Mãe de Deus: viva a Nossa Senhora de Lourdes

Hoje vamos viver mais um dia na presença de Maria, mãe de Jesus e nossa. O título dado a Nossa Senhora que vamos conhecer um pouco mais hoje, é Nossa de Lourdes. Esse nome foi dado, a Maria, devido sua aparição na região de Lourdes, na França. Confira a história.

História
As aparições de Nossa Senhora de Lourdes começaram no dia 11 de fevereiro de 1858, quando Bernadette Soubirous, camponesa com 14 anos, foi questionada por sua mãe, pois afirmava ter visto uma “dama” na gruta de Massabielle, cerca de uma milha da cidade, enquanto ela estava recolhendo lenha com a irmã e um amigo. A “dama” também apareceu em outras ocasiões para Bernadette até os dezessete anos.

Bernadette Soubirous foi canonizada como santa, por suas visões da Virgem Maria. A primeira aparição da “Senhora”, relatada por Bernadette foi em 11 de fevereiro. O Papa Pio IX autorizou o bispo local para permitir a veneração da Virgem Maria em Lourdes, em 1862.

Em 11 de Fevereiro de 1858, Bernadette Soubirous foi com a irmã Toinette e Jeanne Abadie para recolher um pouco de lenha, a fim de vendê-la e poder comprar pão. Quando ela tirou os sapatos e as meias para atravessar a água, junto à das gruta de Massabielle, ela ouviu o som de duas rajadas de vento, mas as árvores e arbustos não se mexaram. Bernadette viu uma luz na gruta e uma menina, tão pequena como ela, vestida de branco, com uma faixa-azul presa em sua cintura com um rosário em suas mãos em oração e rosas de ouro amarelo, uma em cada pé. Bernadette tentou manter isso em segredo, mas Toinette disse a mãe. Por essa razão ela e sua irmã receberam castigo corporal pela sua história. Três dias depois, Bernadete voltou à gruta com as outras duas meninas. Ela trouxe água benta para utilizar na aparição, a fim testá-la e saber se não “era maligna”, porém a visão apenas inclinou a cabeça com gratidão, quando a água foi dada a ela.

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FRANÇA: cerca de 15 mil prefeitos (Juiz de Paz no Brasil) recusam celebrar matrimônio gay

(ACI/EWTN Noticias).- O porta-voz da organização Prefeitos pela Infância (“Maires pour l’Enfance”), Franck Meyer, assegurou que pelo menos 14.900 prefeitos (Juiz de Paz no Brasil)  franceses recusarão “celebrar matrimônios entre duas pessoas do mesmo sexo”, ante a possível aprovação do mal chamado “matrimônio” gay no país.

O matrimônio civil entre um homem e uma mulher é ameaçado pelo projeto de lei do “matrimônio para todos”, promovido pelo governo socialista de François Hollande, que inclui a “procriação medicamente assistida” (PMA) e a “gestação para outro” (GPA), assim como a adoção por parte de casais homossexuais.

Em declarações à imprensa, Franck Meyer, também prefeito de Sotteville-sous-le-Val, no norte da França, assinalou em 5 de abril que “é ilusório pensar que a mobilização dos (prefeitos) eleitos irá parar se a lei for aprovada”.

“Como cidadãos, as autoridades eleitas não ficarão de braços cruzados. Alguns de nós já anunciaram sua renúncia no caso da adoção da lei. Outros dizem que se negarão a casá-los”, advertiu.

Conforme indica a página Web de Prefeitos pela Infância, são mais de 20 mil as autoridades, entre prefeitos e vice-prefeitos, que assinaram a declaração na que manifestam sua oposição “ao projeto de lei que permite o “matrimônio” e a adoção de crianças por duas pessoas do mesmo sexo”.

Na sexta-feira passada 12 de abril, o Senado da França aprovou o projeto de lei que legaliza os mal chamados “matrimônios” gay e lhes dá o “direito” de adotar menores, entretanto a lei controversa ainda tem que passar por uma nova leitura na Assembleia Nacional, e uma leitura final de novo na câmara alta.

Os senadores aprovaram a medida anti-família embora um milhão e meio de franceses tenham exigido em 24 de março, em La Manif pour Tous (A Marcha para Todos), pelas principais ruas de Paris, que se retire o nocivo projeto de lei.

Nathalie de Williencourt, lésbica francesa e uma das fundadoras de uma das maiores associações de gays da França, Homovox, expressou em janeiro deste ano que a maioria de pessoas homossexuais do país não quer o mal chamado “matrimônio” nem a adoção de crianças.

“Sou francesa, sou homossexual, a maioria dos homossexuais não querem nem o matrimônio, nem a adoção das crianças, sobretudo não queremos ser tratados do mesmo modo que os heterossexuais porque somos diferentes, não queremos igualdade, mas sim justiça”, assegurou.

Socialistas da França anunciam campanha contra “vírus da religião”

Manuel Valls e François Hollande

(ACI).- O governo socialista da França anunciou a criação de um “Observatório Nacional da Laicidade”, uma iniciativa que na prática se traduziria em uma violação à liberdade religiosa com a deportação de muçulmanos, judeus e cristãos que sejam considerados portadores de uma “patologia religiosa”.

O presidente Francois Hollande, que em sua campanha eleitoral ofereceu legalizar as uniões homossexuais equiparadas ao matrimônio, disse em 10 de dezembro que no ano 2013 se estabelecerá o chamado Observatório.

Este organismo, assinala um comunicado oficial da presidência, “terá como tarefa formular propostas sobre a transmissão da ‘moral pública’ para dar-lhe um lugar digno na escola”.

Embora o comunicado não especifique os alcances do Observatório, foi o Ministro do Interior, Manuel Valls, quem explicou sua missão. O funcionário indicou que “o objetivo não é combater as opiniões com a força, mas ser detector e compreender quando uma opinião se faz potencialmente violenta e chega ao excesso criminal. O objetivo é identificar quando é bom intervir para lutar com o que se converte em uma patologia religiosa”.

Valls –cujo governo permite a pornografia com moças de 18 anos de idade– ressaltou que o Observatório se enfocará em extremistas de todos os credos e pôs como exemplo o grupo lefebvrista Civitas, cujas ações considerou “nos limites da legalidade”, quando protestou em mais de uma ocasião contra o aborto, a lei de uniões gay e em defesa da liberdade religiosa.

Sobre esta iniciativa do governo francês, a agência Reuters assinala que “a França deportará a imãs estrangeiros e radicais debandados de grupos religiosos, incluindo os tradicionalistas católicos de linha dura, se uma nova política de segurança revela que sofrem de uma ‘patologia religiosa’ e podem fazer-se violentos”.

Valls disse também que “os criacionistas nos Estados Unidos e no mundo islâmico, os extremistas muçulmanos e os católicos ultratradicionalistas e os judeus ultraortodoxos querem viver separadamente do mundo moderno”.

Com este Observatório, o governo da França seria quem dita quem são os católicos “que se comportam bem” quando no país se debate uma lei para legalizar as uniões homossexuais que foi rechaçada no dia 17 de novembro deste ano por uma maré humana de aproximadamente 250 mil pessoas que saiu às ruas das principais cidades do país.

Mar de gente na França diz sim ao matrimônio autêntico e não às uniões gay

(ACI/EWTN Noticias).- Uma maré humana de 250 mil pessoas saiu às ruas na França para expressar seu apoio ao autêntico matrimônio, formado por um homem e uma mulher, e manifestar seu rechaço ao projeto de uniões gay que atualmente está em debate nesse país.

As centenas de milhares de franceses que saíram às ruas de Paris, Toulouse (10 mil), Lyon (27 mil), Marselle (8 mil), Nantes (4 500) e Rennes (2 500) entre outras cidades francesas como Metz, Dijon e Bordeaux, expressaram seu absoluto rechaço à proposta do presidente da França, François Hollande, de equiparar as uniões gay ao matrimônio.

A jornada em defesa do matrimônio e da família realizou-se no sábado 17 de novembro. Pessoas de distintos credos e sem distinção de afinidade política, levando balões azul, branco e rosa, reuniram-se para recordar que as crianças têm direito a ter um pai e uma mãe.

Entre os distintos lemas que observados nos cartazes estiveram: “Não há nada melhor para uma criança que ter pai e mãe”, “Nem progenitor A nem B: pai e mãe são iguais e complementares”, “As crianças nascem com direito a pai e mãe”, “Não ao projeto do matrimônio gay”, entre outros.

Uma das manifestantes, que participou da marcha em Paris, ressaltou que “o matrimônio é a união entre um homem e uma mulher. Essa é a base da sociedade”.

Em Lyon marcharam juntos o Arcebispo local, Cardeal Philippe Barbarin, e o reitor da mesquita muçulmana da cidade, Kamel Kabtane, que assinalou: “compartilhamos os mesmos valores fundamentais e devemos defendê-los juntos”.

Nesta cidade os que apóiam o mal chamado “matrimônio” gay organizaram uma violenta contra-manifestação que teve que ser controlada pela polícia, que prendeu 50 pessoas identificadas como
simpatizantes de organizações pró-gay.

Também umas poucas ativistas do grupo feminista “Fem” tentaram opacar a manifestação a favor do matrimônio. Marcharam seminuas, com véus à maneira de religiosas católicas e com mensagens contrárias à Igreja pintados sobre o tórax.

O presidente François Hollande prometeu em sua campanha eleitoral apoiar o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo e no dia 7 de novembro apresentou o polêmico projeto ante o conselho de ministros, que ganha cada vez mais oposição por parte do povo da França.

A doutrina católica não aprova o mal chamado “matrimônio” gay porque atenta contra a natureza, sentido e significado do verdadeiro matrimônio, constituído pela união entre um homem e uma mulher, sobre a qual se forma a família.

A Santa Sé e os bispos em diversos países do mundo denunciaram que as legislações que pretendem apresentar “modelos alternativos” de vida familiar e conjugal atentam contra a célula fundamental da sociedade.

Todas as “Nossas Senhoras” são a mesma Mãe de Deus: viva a Nossa Senhora de Lourdes

Hoje vamos viver mais um dia na presença de Maria, mãe de Jesus e nossa. O título dado a Nossa Senhora que vamos conhecer um pouco mais hoje, é Nossa de Lourdes. Esse nome foi dado, a Maria, devido sua aparição na região de Lourdes, na França. Confira a história.

História
As aparições de Nossa Senhora de Lourdes começaram no dia 11 de fevereiro de 1858, quando Bernadette Soubirous, camponesa com 14 anos, foi questionada por sua mãe, pois afirmava ter visto uma “dama” na gruta de Massabielle, cerca de uma milha da cidade, enquanto ela estava recolhendo lenha com a irmã e um amigo. A “dama” também apareceu em outras ocasiões para Bernadette até os dezessete anos.

Bernadette Soubirous foi canonizada como santa, por suas visões da Virgem Maria. A primeira aparição da “Senhora”, relatada por Bernadette foi em 11 de fevereiro. O Papa Pio IX autorizou o bispo local para permitir a veneração da Virgem Maria em Lourdes, em 1862.

Em 11 de Fevereiro de 1858, Bernadette Soubirous foi com a irmã Toinette e Jeanne Abadie para recolher um pouco de lenha, a fim de vendê-la e poder comprar pão. Quando ela tirou os sapatos e as meias para atravessar a água, junto à das gruta de Massabielle, ela ouviu o som de duas rajadas de vento, mas as árvores e arbustos não se mexaram. Bernadette viu uma luz na gruta e uma menina, tão pequena como ela, vestida de branco, com uma faixa-azul presa em sua cintura com um rosário em suas mãos em oração e rosas de ouro amarelo, uma em cada pé. Bernadette tentou manter isso em segredo, mas Toinette disse a mãe. Por essa razão ela e sua irmã receberam castigo corporal pela sua história. Três dias depois, Bernadete voltou à gruta com as outras duas meninas. Ela trouxe água benta para utilizar na aparição, a fim testá-la e saber se não “era maligna”, porém a visão apenas inclinou a cabeça com gratidão, quando a água foi dada a ela.

Em 18 de fevereiro, ela foi informada pela senhora para retornar à gruta, durante um período de duas semanas. A senhora teria dito: “Eu prometo fazer você feliz não neste mundo, mas no próximo”. Após a notícia se espalhar, as autoridades policiais e municipais começaram a ter interesse. Bernadette foi proibida pelos pais e o comissário de polícia Jacomet para ir lá novamente, mas ela foi assim mesmo. No dia 24 de Fevereiro, a aparição pediu oração e penitência pela conversão dos pecadores. No dia seguinte, a aparição convidou Bernadette a cavar o chão e beber a água da nascente que encontrou lá. Como a notícia se espalhou, essa água, foi administrada em pacientes de todos os tipos, e muitas curas milagrosas foram noticiadas. Sete dessas curas foram confirmados como desprovidas de qualquer explicação médica pelo professor Verges, em 1860. A primeira pessoa com um milagre certificado era uma mulher, cuja mão direita tinha sido deformada em conseqüência de um acidente. O governo vedou a Gruta e emitiu sanções mais duras para alguém que tentasse chegar perto da área fora dos limites. No processo, as aparições de Lourdes tornaram-se uma questão nacional na França, resultando na intervenção do imperador Napoleão III, com uma ordem para reabrir a gruta em 4 de Outubro de 1858. A Igreja decidiu ficar completamente longe da polêmica.

Bernadette, conhecendo as localidades bem, conseguiu visitar a gruta à noite, mesmo quando vedada pelo governo. Lá, em 25 de março, a aparição lhe disse: “Eu sou a Imaculada Conceição” (“que soy era Immaculada concepciou”).
No domingo de Páscoa, 7 de abril, o médico examinou Bernadette e observou que suas mãos seguravam uma vela acesa e mesmo assim não possuiam qualquer queimaduras.[6] Em 16 de Julho, Bernadette foi pela última vez à Gruta e relatou que “Eu nunca a tinha visto tão bonita antes”.[6] A Igreja, diante de perguntas de nível nacional, decidiu instituir uma comissão de inquérito, em 17 de Novembro de 1858. Em 18 de Janeiro de 1860, o bispo local declarou que: “A Virgem Maria apareceram de fato a Bernadette Soubirous”.[6] Estes eventos estabeleceram o culto mariano de Lourdes, que, juntamente com Fátima, é um dos santuários marianos mais freqüentados no mundo, ao qual viajam anualmente entre 4 e 6 milhões de peregrinos.

A veracidade das aparições de Lourdes não são um artigo de fé para os católicos. Não obstante todos os últimos Papas visitaram este local. Bento XV, Pio XI e João XXIII foram quando ainda eram bispos, Pio XII, como delegado papal. Ele também declarou uma peregrinação a Lourdes em uma encíclica na comemoração sobre o 100º aniversário das aparições, completados em 1958.João Paulo II visitou Lourdes três vezes e o Papa Bento XVI concluiu uma visita lá em 15 de setembro de 2008 para comemorar o 150º aniversário das aparições em 1858.

Posição da Igreja Católica

Em 18 de janeiro de 1862, Dom Laurence, bispo de Tarbes, deu a declaração solene: “Inspirados pela Comissão composta por sábios, doutores e experientes sacerdotes que questionaram a criança, estudaram os fatos, examinaram tudo e pesaram todas as provas. Chamamos também a ciência, e estamos convencidos de que as aparições são sobrenaturais e divinas, e que por conseqüência, o que Bernadette viu foi a Santíssima Virgem Maria. Nossas convicções são baseadas no depoimento de Bernadette, mas, sobretudo, sobre as coisas que têm acontecido, coisas que não podem ser outra coisa senão uma intervenção divina.”

A Igreja Católica celebra uma missa em honra de Nossa Senhora de Lourdes (memória facultativa), em muitos países, em 11 de fevereiro de cada ano – o aniversário da primeira aparição. Havia uma longa tradição de interpretar o Cântico dos Cânticos (4,7) – “Tu és toda formosa, meu amor, não há mancha em ti”, como uma alegoria à Imaculada Conceição e às aparições de Lourdes, isso até a reforma litúrgica na sequência do Concílio Vaticano II.

O Santuário

O Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, é uma área com várias igrejas e outras instituições construída em torno da Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, na cidade de Lourdes, França. Este terreno é propriedade administrada pela Igreja, e tem várias funções, incluindo atividades devocionais, escritórios e alojamentos para peregrinos doentes e seus ajudantes. O Santuário inclui a Gruta, torneiras próximas que dispensam a água de Lourdes, e os escritórios do departamento médico de Lourdes, bem como várias igrejas e basílicas. Compreende uma área de 51 hectares, e inclui 22 lugares distintos de culto. Há seis línguas oficiais faladas no Santuário: Francês, Inglês, Italiano, Espanhol, Holandês e Alemão.

Na cultura popular

Em 1943, a história se tornou a base do filme A Canção de Bernadette. Jennifer Jones interpretou Bernadete, enquanto Linda Darnell retratou a Virgem Maria. O filme ganhou vários prêmios da Academia, incluindo um Oscar de Melhor Atriz por Jones. Na primeira cerimónia dos Globos de Ouroem 1944, Jones recebeu o prêmio de melhor atriz e o filme ganhou o Melhor Filme.

Tarde demais: os cristãos desapareceram!

Dom Redovino Rizzardo, cs

Bispo de Dourados – MS

Praça de São Pedro, Roma

Há poucos anos, um bispo francês veio ao Brasil em busca de sacerdotes, já que em sua pátria o número deles diminuía a cada dia. A iniciativa era também uma forma de retribuir pelo que os missionários europeus haviam feito no passado, evangelizando a América. Agora, eram os brasileiros que partiam para “converter” a Europa.

Um Instituto religioso acolheu o convite e enviou para lá alguns de seus membros. No dia em que tomaram posse da paróquia indicada pelo bispo, a surpresa foi amarga: a igreja estava vazia! Ninguém apareceu para lhes dar as boas vindas! Somente no final da missa, uma senhora entrou no templo e disse aos religiosos: «Vocês chegaram tarde demais! Aqui não há mais cristãos!».

Como se recorda, a França foi conhecida como a filha primogênita da Igreja, por ter sido o primeiro Estado católico do mundo.  De fato, na noite de Natal de 496, o rei Clóvis, acompanhado de uma multidão de nobres e soldados, recebeu o batismo, administrado por São Remígio, que lhe disse na ocasião: «Curva a tua cabeça: adora o que queimaste e queima o que adoraste!»

O que terá acontecido para tamanha transformação num país onde o catolicismo era a religião do Estado até a Revolução de 1789? E por que o cristianismo está sendo paulatinamente substituído pelo islamismo? E ainda: por que as próprias denominações pentecostais, tão aguerridas na América Latina, pouco ou nada conseguem na Europa (já que a descristianização não é privilégio da França)?

As respostas são inúmeras, diversificadas e até mesmo contraditórias, dependendo da ideologia de cada historiador ou sociólogo, de acordo, aliás, com a sentença dos antigos romanos: “Tantas são as sentenças quantas as cabeças!”

Uma delas foi dada por um meu antigo colega de sacerdócio, no Rio Grande do Sul. Há vários anos, estávamos viajando pela Europa e, em toda a parte, descobríamos um progresso jamais imaginado (naquela época!) no interior do Estado onde residíamos. Contudo, junto com o desenvolvimento econômico, social e tecnológico mais acentuado, nos deparávamos com o indiferentismo, a apatia e a perda da maior parte dos valores humanos que sustentam a pessoa e a sociedade. O contacto com essa desoladora realidade levou o meu amigo a afirmar: «Ao voltar para o Brasil, vou rever os meus conceitos de evangelização, pois percebo que o progresso econômico e científico faz mais mal do que bem se não for acompanhado pelo cultivo espiritual!»

Lembrei-me de tudo isso ao conferir o texto do Evangelho de João, que a liturgia preparou para o 4º domingo da quaresma de 2011 (Jo 4,1-42), cujo título poderia ser: “Jesus sacia a fome e a sede do homem”.

A uma mulher samaritana que buscava a felicidade numa relação afetiva e sexual superficial – já convivera com cinco homens e agora estava com o sexto –, Jesus responde: «Se conhecesses o dom de Deus e quem é que te diz “Dá-me de beber”, tu é que lhe pedirias, e ele te daria uma água viva!».

“Água viva”, porque, infelizmente, existe também “água morta”, que não só não sacia, mas é fonte de perdição para quem a bebe. Era o que lembrava o profeta Jeremias: «Ao pecarmos contra o Senhor, acabamos bebendo água envenenada» (Jr 8,14).

Continuando seu diálogo com a samaritana, Jesus avança um pouco mais e apresenta a rocha sobre a qual se deve alicerçar a religião para que não seja abatida pelas tempestades da vida e, sobretudo, da pós-modernidade: «Vós adorais o que não conheceis. Mas vem a hora – e é agora – em que os verdadeiros adoradores buscarão o Pai em espírito e verdade. Estes são os adoradores que o Pai procura. Deus é Espírito, e os que o adoram, devem fazê-lo em espírito e verdade!»

A única crença religiosa que o futuro garante será para quem se deixa guiar pelo Espírito e pela Verdade, onde os interesses e as necessidades de maior ou menor valia do ser humano estejam a serviço de sua realização eterna, como lembra Jesus no mesmo Evangelho: «Vós me procurais porque comestes e ficastes satisfeitos. Trabalhai não pelo alimento que perece, mas pelo alimento que dura para a vida eterna!» (Jo 6,26-27).

A afirmação de Tertuliano, se era válida para os primeiros anos da Igreja, é mais atual ainda no século XXI: «Ninguém nasce cristão; só o é quem se converte!».

França proíbe véu islâmico integral – burca ou niqab

Entrou em vigor na França, país com maior comunidade islâmica da Europa, a lei que proíbe o uso do véu, burca ou niqab. Estas vestimentas são típicas da cultura Islã que prega que a mulher não pode se expor públicamente.

O uso pode ser punido com uma multa de 150 euros (US$ 216) ou um curso de instrução cívica. De acordo com dados oficiais, 2.000 mulheres muçulmanas usam o véu islâmico integral na França.

A França é o primeiro país europeu a adotar uma lei que proíbe o véu integral, mas outros Estados analisam medidas similares.

Opinião

Não vivo a realidade francesa e muito menos a islamica, mas prezo a liberdade religiosa acima de tudo. É valido lembrar que o Islã não prega a violência. assim como o cristianismo o islamismo prega a paz e a convivência pacifica. Para mim atitudes como a da França podem levar o mundo a uma divisão formal entre cristãos e islâmicos colocando por fim as posibilidades de dialogo existentes entre essas duas religiões.

Decidir proibir o véu na França abre uma grande possibilidade de decisões no mundo islâmico de proibições aos cristãos que lá vivem. Sei que isso já acontece em muitos lugares, mas pagar mal com mal não é lição de Cristo. Dar a outra face sim.

 

Por Marquione Ban

com informações do G1