Congregação para a Doutrina da Fé declara inocente bipo chileno acusado de abusos sexuais

Dom Cristián Contreras Molina (Foto Bispado de São Felipe)
Dom Cristián Contreras Molina (Foto Bispado de São Felipe)

(ACI/EWTN Noticias).- Depois de uma investigação exaustiva, a Congregação para a Doutrina da Fé no Vaticano definiu que as acusações de abusos sexuais contra o Bispo de São Felipe, Dom Cristián Contreras Molina, não são certas e que não existem elementos que o incriminem.

A informação foi divulgada hoje pelo Bispado de São Felipe em uma conferência de imprensa na qual se leu uma declaração pública sobre a conclusão da investigação anunciada em fevereiro deste ano, uma investigação que foi solicitada pelo mesmo bispo que sempre defendeu a sua inocência.

A declaração assinala que a Congregação para a Doutrina da Fé determinou que “estas acusações não são certas e estabeleceu a ausência de elementos que o incriminem”.

“Esta denúncia também foi objeto de uma investigação exaustiva em foro civil, disposta pelo Ministério Público, investigação que foi arquivada por falta de antecedentes”, precisa o texto. “Em ambas as indagações Dom Contreras Molina prestou a sua decidida e plena colaboração”, acrescentou.

Ante as perguntas da imprensa, o Prelado foi claro ao assinalar que não tem cabimento na Igreja os sacerdotes “que abusam dos menores, isto significa que eu sempre segui o protocolo da Igreja e isso indica que diante de qualquer denúncia é necessário seguir esse protocolo”.

“Sempre disse que esta acusação era uma calúnia, agora estou tranquilo, não tenho dúvidas de que o povo de Deus sabe quem são os seus pastores e recebi todo o apoio da minha família, da comunidade e dos sacerdotes”, indicou o Bispo de São Felipe.

A declaração indica também que “com fé e confiança em Jesus Cristo, o Bispo renova a sua adesão ao ministério que lhe foi confiado. Junto com agradecer a oração do Povo de Deus, continuará rezando por aqueles que lhe acusaram de delitos graves que ele mesmo denunciou de acordo com os procedimentos da Igreja”.

Com a conclusão da investigação canônica, Dom Contreras Molina disse que para ele se fecha este capítulo e que não falará das pessoas que o denunciaram falsamente.

Associação Católica denúncia grupo Porta dos Fundos por vídeo ofensivo a fé

Folha de São Paulo – A Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família protocolou no Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro, na tarde desta segunda-feira (13), uma representação criminal contra o grupo Porta dos Fundos. Para a entidade católica, o vídeo especial de Natal do grupo, postado no YouTube em 23 de dezembro de 2013, ofende “garantias e princípios constitucionais, mormente o princípio de tolerância e respeito à diversidade”.

Rodolho Loreto e Hermes Rodrigues Nery no Ministério Público do Rio.

Na foto ao lado, Rodolho Loreto e Hermes Rodrigues Nery no Ministério Público do Rio.

O vídeo –um compilado de pequenas histórias sobre Adão e Eva, o nascimento e a crucificação de Jesus Cristo– ganhou a ira de religiosos, tanto católicos como evangélicos.

“O sentimento religioso deve ser respeitado. Não só católicos, mas nossos irmãos protestantes se sentiram aviltados”, diz Paulo Fernando Melo, advogado e integrante da Associação Pró-Vida e Pró-Família.

Manifestações

O arcebispo metropolitano de São Paulo, cardeal dom Odilo Scherer, já havia publicado, em 5 de janeiro, crítica ao grupo em sua conta no Twitter. “Será que isso é humor? Ou é intolerância religiosa travestida de humor? Péssimo mau gosto!”, escreveu.

Em um vídeo difundido em sites cristãos e no Facebook, o pregador e missionário católico Anderson Reis convoca os insatisfeitos a assinarem uma petição on-line para solicitar ao Grupo Petrópolis, detentor da marca de cerveja Itaipava, que retire o patrocínio ao grupo. Além disso, sugere que entrem no site da Polícia Civil do Rio de Janeiro e registrem uma queixa contra crime de preconceito e ódio à religião.

Em nota, o Grupo Petrópolis informou que “não admite que suas marcas sejam relacionadas com tais manifestações, pois não representa o pensamento de seus diretores” e que “não endossa e não apoia qualquer manifestação que venha a atingir esses valores religiosos que se tem como sagrados”. O grupo afirmou, porém, que respeita a liberdade de expressão garantida pela Constituição, bem como os princípios de fé de manifestação religiosa de todos.

A denúncia

Na representação encaminhada ao Ministério Público, a Associação Pró-Vida e Pró-Família defende que a liberdade de expressão “não pode ser utilizada como um escudo para atividades ilícitas e nitidamente tipificadas em nosso Código Penal, in casu, o vilipêndio público de ato ou objeto de culto religioso”. E sustenta que, no vídeo de Natal, o grupo ridiculariza dogmas cristãos.

“Qual a intenção do grupo de fazer tal vídeo e publicá-lo na antevéspera do Natal? Não está clara a intenção de tripudio e escárnio? Cada segundo do vídeo é uma afronta das mais comezinhas à fé cristã e a todos aqueles que são fiéis ao Cristianismo, perfazendo em cada um dos seus dezesseis minutos e quarenta e dois segundos, uma sucessão de escárnios, zombarias, tripudios e vilipêndios”, diz trecho da representação assinada por Hermes Nery, diretor de imprensa da associação.

A entidade enquadra o vídeo no artigo do Código Penal que trata do crime contra o sentimento religioso.

Outros vídeos do grupo com temáticas semelhantes —como “Adão”, “Moda”, “Michelangelo”— são classificados, na representação, como outros exemplo de tentativas de escárnio da fé cristã.

Segundo Melo, a pena prevista é pequena, e costuma ser transformada em prestação de serviços à comunidade ou pagamento de cestas básicas. Ele defende, no entanto, que a ação pode ter caráter educativo, para que o grupo “seja mais comedido” nos próximos vídeos.

Porta dos Fundos

A assessoria do Porta dos Fundos informou que o grupo já se manifestou sobre o tema. Na semana passada, ao falar da polêmica criada em torno do vídeo, Antonio Tabet, um dos integrantes do grupo, declarou que jamais houve intenção de difamar nenhuma religião. “A prova está em nossa equipe, na qual trabalham católicos, evangélicos, espíritas e até ateus.”

Em texto publicado na “Ilustrada” nesta segunda, Gregório Duvivier, integrante do Porta e colunista da Folha, ironizou a crítica de dom Odilo.

Justiça nega pedido do MP contra a JMJ Rio2013

(ACI).- O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) negou o pedido do Ministério Público do RJ (MPRJ) de suspender o edital de licitação feito pelo município para a contratação de serviços de saúde para a Jornada Mundial da Juventude Rio2013, que acontecerá de 23 a 28 de julho. A medida ameaçava a realização do evento, obrigando os organizadores a se responsabilizar pela assistência médica, alegando que este era um evento privado.

A decisão judicial foi tomada em primeira instância pela juíza titular da 5ª Vara da Fazenda Pública da Comarca da Capital, Roseli Nalin, na tarde desta quinta-feira, dia 11, mas ainda cabem recursos. Com isso a prefeitura vai prestar serviços de atendimento médico pré-hospitalar fico e móvel nos Atos Centrais em Copacabana e Guaratiba.

O resultado proferido pela juíza, nos autos da ação civil pública, alega que o pedido do MP-RJ poderia “gerar um cenário de absoluta insegurança e descrédito ao país, além de prejudicar milhares de pessoas que virão ao Rio de Janeiro para participar do evento com a certeza de que haverá serviços destinados a garantir sua saúde”.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, já havia se pronunciado confirmando o apoio do município ao evento. “A prefeitura vai disponibilizar todos os serviços públicos necessários para atender bem a essa multidão que aqui está”, afirmou durante a passagem dos símbolos da JMJ pelo Palácio da Cidade.

A medida também foi anunciada e comemorada na fan page oficial da Jornada. “Agradecemos todas as orações pela realização da Jornada Mundial da Juventude. Continuemos unidos em oração.?#?SomosJMJ?”, escreveu aos internautas.

MP-RJ pede cancelamento de R$ 7,8 milhões que seriam repassados à JMJ Rio2013

 (ACI).- Uma ação pública movida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) pegou os organizadores da Jornada Mundial da Juventude de surpresa, quando pediu o cancelamento do repasse de R$ 7,8 milhões para a 28° edição do evento, que acontecerá entre 23 e 28 deste mês, afirmando que este é um evento privado e não deve ter incentivo governamental.

O pedido foi ajuizado na última terça-feira, 9, e em nota o Comitê Organizador Local (COL) reafirma o caráter público do evento, que não cobra a venda de ingressos, não possui fins lucrativos e tem a programação aberta a todos os cidadãos, apesar na natureza religiosa.

“A JMJ Rio 2013 será um evento realizado em parceria com o Poder Público. O Ministério Público, embora regularmente informado, insiste em ignorar que diversos pedidos para sediar a JMJ Rio 2013 foram formulados, por escrito, pelo Governo Federal (assinado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reiterado pela Presidente da República, Dilma Roussef), pelo Governo Estadual e pela Prefeitura do Rio de Janeiro, no sentido de que a cidade do Rio de Janeiro fosse escolhida para sediar esta versão da JMJ”, explica o COL.

A licitação publicada pelo município do Rio seria para a contratação de serviços de saúde para a Jornada, e este veto pode resultar no cancelamento total ou parcial dos eventos que integram a programação, caso o Instituto Jornada Mundial da Juventude não mantenha a programação de atenção à saúde e nem preserve os contratos já estabelecidos.

A organização relembra que, por decisão da Presidência da República, a segurança do evento será conduzida pelas Forças Armadas. “Assim, verifica-se empenho do Poder Público em prover a segurança do evento. Nada mais justo do que o Poder Público prover atendimento médico aos participantes do evento, bem como a todos os que estiverem nas imediações e necessitarem de eventual atendimento médico”, declara.

O COL demonstra sua preocupação com os peregrinos e o empenho para que tudo saia como planejado, “os organizadores da JMJ 2013 informam que oferecerão oportunamente resposta à inicial proposta, certos de que o Poder Judiciário decidirá a questão atendendo a todos os anseios da sociedade, e que, apesar de tais obstáculos, a JMJ Rio2013 será um sucesso”.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, fez um pronunciamento no Palácio da Cidade, nesta quarta-feira, durante a passagem dos símbolos da JMJ, que estão no município desde o dia 6 de julho, defendendo o apoio do Governo Municipal à Jornada. “A prefeitura vai disponibilizar todos os serviços públicos necessários para atender bem a essa multidão que aqui está. (…) A prefeitura deve executar o serviço de atendimento médico pré-hospitalar fixo e móvel nos eventos a serem realizados em Copacabana e Guaratiba”, afirmou.

A organização da JMJ Rio2013 também ressalta os benefícios que o evento trará para a cidade. “É fato que a JMJ Rio2013 trará ao Município do Rio de Janeiro um público de magnitude inédita, que já está chegando à cidade, vindo de todas as partes do planeta, fato este que, incontestavelmente, promoverá mundialmente nossa cidade, trazendo literalmente milhões de turistas e incontáveis oportunidades para os cariocas e para todos os setores da economia local”.

“Resta claro então que a JMJ Rio2013 não pode ser compreendida como um evento exclusivamente religioso e muito menos privado”, destacou.

Padre que abusou de menor e pais da vítima são denunciados pelo Ministério Público

padre1
padre Emilson Soares Correa

Marcelo Gomes – O Estado de S. Paulo |

– O Ministério Público do Rio denunciou à Justiça o padre Emilson Soares Correa, de 56 anos, por abusar sexualmente de uma adolescente em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. O crime teria ocorrido entre 2005 e 2006, quando ela tinha 13 anos e era coroinha da igreja. Também foram denunciados Ubiratan Homsi e Nilcimar Pacheco Ribeiro, pais da vítima, por terem extorquido e ameaçado o religioso quando souberam do crime.

De acordo com a denúncia assinada pelo promotor Rubem Viana, Emilson abusava da adolescente dentro da Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, no bairro Cubango. Um vídeo, divulgado em fevereiro deste ano pelo jornal Extra, mostra o padre tocando nas partes íntimas da menina.

Ainda segundo a denúncia, Ubiratan e Nilcimar teriam visto o vídeo em novembro de 2012, e ameaçaram divulgá-lo caso o padre não lhes desse dinheiro e uma casa. O casal também teria dito a Emilson que, caso não concordasse com a extorsão, um ex-namorado da adolescente, que estaria prestes a sair da cadeia, iria matá-lo.

O religioso foi denunciado pelo crime de atentado violento ao pudor. Segundo o promotor Rubens Viana, os crimes foram cometidos antes da mudança da lei, em 2009, que diferenciava atentado ao pudor de estupro. Pela lei antiga, para caracterizar o estupro, era necessária a conjunção carnal – o que não aconteceu. Já os pais da vítima vão responder por extorsão. Os três denunciados negam as acusações.

///////////////////////

Não encontrei nota ou outra coisa qualquer da Diocese de Niterói sobre o caso e a denuncia do Ministério Público.

Ministério da Justiça lança Mapa da Violência 2011 contra os jovens do Brasil

O Ministério da Justiça, em parceria com o Instituto Sangari, lançou nesta quinta-feira, 24, o Mapa da Violência 2011 – Os Jovens do Brasil. A divulgação aconteceu na Sala de Retratos do edifício sede do Ministério e contou com a presença do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Coordenado pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, o estudo faz um diagnóstico sobre como a violência tem levado à morte brasileiros, especialmente os jovens, nos grandes centros urbanos e também no interior.

De acordo com o Ministério da Justiça, o estudo servirá de subsídio a políticas públicas de enfrentamento à violência. As fontes dos dados são do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, que aponta o crescimento das mortes de jovens por homicídio, acidentes de trânsito e suicídio.

A Igreja contra o extermínio de jovens

As Pastorais da Juventude do Brasil (Pastoral da Juventude, Pastoral da Juventude Estudantil, Pastoral da Juventude do Meio Popular e Pastoral da Juventude Rural), com o apoio do Setor Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), deram início, em 2009, à Campanha Nacional contra o Extermínio da Juventude. O trabalho é fruto da reflexão da 15ª Assembleia Nacional das Pastorais da Juventude do Brasil, ocorrida em maio de 2008, e da indignação crescente dos delegados presentes naquela assembleia e da revolta ante ao crescente número de mortes de jovens no campo e na cidade, em todos os cantos do país.

A Campanha consiste numa ação articulada das Pastorais da Juventude com o apoio de diversas organizações para levar a toda sociedade o debate sobre as diversas formas de violência contra a juventude, especialmente o extermínio de milhares de jovens que está acontecendo no Brasil.

Três eixos norteiam as ações da campanha: “Formação política e trabalho de base”, que tem por objetivo conscientizar e sensibilizar quanto aos debates de segurança pública, sistema carcerário, direitos humanos, outros tipos de violência. O eixo II, “Ações de massa e divulgação”, é responsável pela organização de uma Marcha Nacional, que deverá ser realizada ainda este ano, com o objetivo de denunciar a violência e mobilizar a sociedade no que se refere ao extermínio de jovens e, por fim, o terceiro eixo, “Monitoramento da mídia e denúncia quanto à violação dos direitos humanos”, cujo objetivo é acompanhar e denunciar as violações de direitos humanos praticados pela mídia.

Confira na integra o documento nos slides abaixo

Fonte CNBB

Slides disponibilizados no site http://www.slideshare.net