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Nascidos para sermos missionários

No mês de agosto refletirmos sobre vocação. Vimos a diferença entre a vocação e profissão. Pois bem, aprendemos claramente que vocação é chamado de Deus e profissão é aptidão. Mas afinal, após compreender que somos chamados por Deus, qual é a nossa missão?

Essa pergunta tem uma única resposta e depende de nossa aceitação. Somos seres livres. O Pai nos deu o direito de seguir nossos caminhos e por resultado assumir as consequências. (Deuteronômio 30, 19 – 20). Mas como disse, essa resposta é simples e pode ser encontrada no final do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Matheus, 28, versos 19 e 20:

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“Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.”

Somos chamados por vocação a sermos missionários onde quer que estejamos. Ensinar a Boa Nova e observar os ensinamentos de Deus. Essa missão é de cada um de nós.

Mês das Missões

Outubro é último mês temático da Igreja. Nele vamos refletir sobre “Missão é Servir” que é o tema escolhido pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) para a Campanha Missionária deste ano. A reflexão esse mês, celebrado em toda Igreja, dá seguimento à proposta da Campanha da Fraternidade deste ano “Fraternidade: Igreja e Sociedade. Eu Vim para Servir” (Mc 10,45).

O lema da Campanha Missionária 2015: “Quem quiser ser o primeiro, seja o servo de todos” (Mc 10,44), está baseado na narrativa do Evangelho, onde Cristo centraliza no serviço o perfil dos discípulos e missionários.

Servir dá sentido à missão

O diretor das POM – Pontifícias Obras Missionárias, padre Camilo Pauletti, diz que o verbo servir é muito conjugado na missão. “Servir é uma das palavras que utilizamos na missão. Não existe missão, se não tiver serviço, porque serviço dá sentido à missão”, afirma.

Papa Francisco

Na mensagem para o Dia Mundial das Missões, o Papa Francisco destaca o amor incondicional que o missionário tem com a Palavra de Deus. “Queridos irmãos e irmãs, a paixão do missionário é o Evangelho. São Paulo podia afirmar: «Ai de mim, se eu não evangelizar!» (1 Cor 9, 16). O Evangelho é fonte de alegria, liberdade e salvação para cada homem. Ciente deste dom, a Igreja não se cansa de anunciar, incessantemente, a todos «O que existia desde o princípio, O que ouvimos, O que vimos com os nossos olhos» (1 Jo 1, 1). A missão dos servidores da Palavra – bispos, sacerdotes, religiosos e leigos – é colocar a todos, sem excluir ninguém, em relação pessoal com Cristo”, escreve o pontífice.

por Marquione Ban

Há seis anos O Anunciador era apenas um trabalho acadêmico

Parabéns! Parabéns! Seis de O Anunciador.
Parabéns! Parabéns! Seis de O Anunciador.

Conversamos um pouco em agosto sobre vocação e profissão. Ficou bem claro que profissão é a aquilo que escolhemos mas não nos satisfaz por inteiro. Trata-se de habilidade. Vocação é o chamado. Convocação de Deus para usar seus dons em algum projeto maior. Te satisfaz.

Neste mês de setembro, O Anunciador completa seis anos. Junto com ele, eu, Marquione Ban, completo seis anos de minha  escolha por perenizar um trabalho acadêmico em uma missão. Neste mês, me peguei pensando várias vezes nesse texto. Em mais um aniversário. Nos posts mais procurados e que deram mais visualizações. Nas vezes em que pensei em desistir. Contudo, todas as vezes que esses pensamentos vinham, lembrava da diferença entre vocação e profissão.

Obrigado Mãezinha por suas intercessões junto ao Pai!
Obrigado Mãezinha por suas intercessões junto ao Pai!

Essa diferença é simples, mas complica a mente da gente. Durante esses seis anos não havia entendido uma grande conquista que tenho por não entender essa diferença. Sou privilegiado. Posso misturar meu oficio com minha vocação. Posso fundir o prazer da profissão ao serviço pastoral.

Gostaria, por isso, agradecer a Deus Pai que me sustenta de força e perseverança. Agradecer a Maria, que afinal, depois de um breve abandono a esse projeto, no dia da Imaculada Conceição vi e reconheci a vocação, chamado de Deus para manter esse projeto. Agradecer a vocês, meus leitores, que sempre aqui estão. Obrigado!

Eu, Marquione Ban
Eu, Marquione Ban

Que Deus nos guie por mais seis anos!

Paz e bem!

Marquione Ban

Reflexões sobre o mês missionário

Por Marcelo Gualberto Monteiro   | POM

Tema: Juventude em Missão. Lema: “A quem eu te enviar,irás” (Jr. 1, 7b)

Mais um Mês Missionário se aproxima. Como é bonito ver toda a Igreja refletindo sobre a juventude. Uma primavera missionária e juvenil nos leva a acreditar em uma juventude protagonista da missão pelos quatro cantos do mundo. Com o tema “Juventude em Missão”, as Pontifícias Obras Missionárias (POM), juntamente com toda a Igreja, apresentam uma proposta de reflexão missionária para vivenciar o Mês das Missões 2013.

Você sabe o que é o Dia Mundial das Missões?

Segundo as palavras de Paulo VI, é: “Genial intuição de Pio XI”. “Um grande acontecimento na vida da Igreja”. “Uma oportunidade de fazer sentir a vocação missionária à Igreja, aos nossos irmãos no episcopado, ao clero, aos religiosos e religiosas e a todos os católicos”. “Uma poderosa e insubstituível ajuda às missões”. “Um afervoramento da fé tanto nas Igrejas de antiga fundação, como nas jovens Igrejas”. “O grande dia da catolicidade”. E João Paulo II afirma: “Exorto todas as Igrejas e os pastores, os sacerdotes, os religiosos e os fiéis, a se abrirem à universalidade da Igreja, evitando toda a forma de particularismo, exclusivismo, ou qualquer sentimento de auto-suficiência” (RMi 85). O Dia Mundial das Missões é viver juntos, fraternalmente e sem fronteiras, a alegria de ser filhos de Deus com um real universalismo missionário em colaboração intensa e espiritual e generosa ajuda material.

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7 perguntas sobre o Papa: qual a sua missão?

Papa venerando a Santa Cruz durante celebração da Sexta – Feira Santa

3. Qual é a missão do Papa?

O Papa, bispo de Roma e sucessor de S. Pedro, é o perpétuo e visível princípio e fundamento da unidade da Igreja. É o Vigário de Cristo, cabeça do colégio dos bispos e pastor de toda a Igreja, sobre a qual tem, por instituição divina, potestade plena, suprema, imediata e universal. (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 182)

O bispo da Igreja Romana, em quem permanece a função que o Senhor encomendou singularmente a Pedro, primeiro entre os Apóstolos, e que havia de transmitir aos seus sucessores, é Cabeça do Colégio dos Bispos, Vigário de Cristo e Pastor da Igreja Universal na terra; o que, portanto, tem em virtude da sua função, potestade ordinária, que é suprema, plena, imediata e universal na Igreja, e que pode sempre exercer livremente.” (Catecismo da Igreja Católica, cc. 331).

Contemplar o mistério
E esta é a missão permanente de Pedro: fazer com que a Igreja nunca se identifique com uma só nação, com uma única cultura nem com um só Estado. Que seja sempre a Igreja de todos. Que reúna a humanidade para além de todas as fronteiras e, no meio das divisões deste mundo, torne presente a paz de Deus e a força reconciliadora do seu amor. Graças à técnica igual em toda a parte, graças à rede mundial de informações e graças, também, à ligação de interesses comuns, hoje no mundo existem novas formas de unidade, que porém fazem explodir também novos contrastes e dão um renovado ímpeto aos antigos. No meio desta unidade exterior, fundamentada nos bens materiais, temos ainda mais necessidade da unidade interior, que provém da paz de Deus unidade de todos aqueles que, mediante Jesus Cristo, se tornaram irmãos e irmãs. Esta é a missão permanente de Pedro e também a tarefa especifica confiada à Igreja de Roma. (Bento XVI, Homilia de 29 de junho de 2008)

O caminho de são Pedro para Roma, como representante dos povos do mundo, insere-se sobretudo sob a palavra “una”: a sua tarefa consiste em criar a unidade da catholica, da Igreja formada por judeus e pagãos, da Igreja de todos os povos. Pedro que, segundo a ordem de Deus, foi o primeiro a abrir a porta aos pagãos, agora deixa a presidência da Igreja cristão-judaica a Tiago, o Menor, para se dedicar à sua verdadeira missão: ao ministério para a unidade da única Igreja de Deus, formada por judeus e pagãos. (Bento XVI, Homilia 29 de junho de 2008)

Igreja no Brasil vai priorizar a formação missionária dos futuros sacerdotes

reuniao_bispos_ccm2“Aprofundar a formação pastoral missionária dos futuros presbíteros”. Este foi o objetivo da reunião dos bispos presidentes das Comissões Episcopais Pastorais para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, dom Sérgio Arthur Braschi; dos Ministérios Ordenados e Vida Consagrada, dom Pedro Brito; da Comissão para a Amazônia, cujo presidente é o cardeal arcebispo emérito de São Paulo (SP), dom Cláudio Hummes, mas que teve a participação do membro da Comissão, dom Moacyr Grechi e da direção das Pontifícias Obras Missionárias (POM) e do Centro Cultural Missionário (CCM).

Realizada nos dias 10 e 11, no CCM em Brasília, o encontro surgiu como ideia e proposta durante uma reunião realizada na 49ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Aparecida (SP) no último mês de maio. Lá, 20 bispos definiram que seria válido realizar um encontro para discutir partilhas de experiências missionárias que acontecem em várias regiões do Brasil, como forma de estágios, com objetivo de aprofundar a formação dos futuros padres na realidade do Brasil e com enfoque na Amazônia.

dom_pedro_brito_reuniaoFoi da reunião em Aparecida que as três Comissões: Ação Missionária, Ministérios Ordenados e Vida Consagrada e para a Amazônia começaram a articular o encontro. Durante o 1º Encontro para aprofundar a formação pastoral missionária dos seminaristas foi aprovado um plano de apoio aos estágios missionários no Brasil que deverá ser um dos destaques do Plano Quadrienal das três Comissões, das POM e do CCM. “Vamos apoiar e estar mais presentes nas iniciativas, experiências e estágios missionários que existem em nosso país”, garantiu o presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados, dom Pedro Brito.

Para o arcebispo, aprofundar e cultivar a dimensão missionária a partir da formação missionária do futuro sacerdote é indispensável porque desde cedo ele deve despertar para a importância dessa dimensão da Igreja. “Cultivar a dimensão missionária na formação do presbítero é importante porque o sacerdote é um missionário por excelência. Não se torna sacerdote sem uma consciência missionária”, frisou dom Pedro.

dom_esmeraldo_barretoAs três Comissões da CNBB juntamente com as Pontifícias Obras Missionárias e o Centro Cultural Missionário têm um grande trabalho pela frente, a partir de agora. Isso porque será feito um levantamento de todos os estágios pastorais que existem no Brasil. Dom Pedro Brito explicou como será o apoio das Comissões e da Igreja para esses estágios missionários que têm o objetivo de colocar em evidência a disposição e compromisso da Igreja para a dimensão missionária. “Aprovamos o projeto e vamos colocar no plano quadrienal o apoio às iniciativas, às experiências e aos estágios missionários que existem. Apoiar significa estar presente, divulgar, incentivar, rezar”, disse ainda dom Pedro.

braschi_dom_sergioO ex-presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagra e bispo de Santarém (PA), dom Esmeraldo Barreto de Farias, explicou em três pontos como se dará o apoio: “Faremos o levantamento dos estágios existentes; segundo, incentivaremos as dioceses que ainda não têm programa de estágio para fazerem seguindo as Diretrizes da Formação Presbiteral e, por último, ajudaremos na reflexão, aprofundamento e sistematização dessas experiências que devem somar na vida do futuro presbítero”, disse o bispo que mantém um estágio missionário em sua diocese cuja programação acontece uma vez a cada ano, nos meses de dezembro e janeiro e reúne seminaristas de várias dioceses do país.

dom_moacyr_grechi“Nós estamos com o DAp redescobrindo a importância dessa atitude do coração (missionária) que deve ser de todo cristão  e muito mais do sacerdote”, afirmou o presidente da Comissão para a Ação Missionária, dom Sérgio Braschi que defende que os padres “não sejam formados para sua pequena realidade local, mas tenham sempre um coração aberto para a missão”.

Para o membro da Comissão para a Amazônia, dom Moacyr Grechi, o que foi tratado na reunião “é um começo promissor que entra no aspecto da missão continental, como tema e como preocupação da Igreja no Brasil”.