Padre vende Mercedes dada pela família após catequese do Papa

carro2O Papa Francisco, que participará da Jornada Mundial da Juventude no Rio, no fim do mês, já começa a mudar a Igreja Católica na América Latina. Depois de ouvir um pronunciamento do sacerdote, o Padre Hernando Alvarez Fajid Yacub, da Paróquia de São Miguel de Santa Marta, na Colômbia, decidiu pôr seu carro à venda: um Mercedes E 200 avaliado em 62.500 dólares, segundo informações da Rádio Vaticano.

No pronunciamento, no último sábado, o Papa Francisco afirmou que se sentia mal quando via “um padre ou uma irmã com um carro último modelo”. Ele também aconselhou aos religiosos “se você gosta daquele belo carro, pense em quantas crianças morrem de fome”.

O carro havia sido um presente de família e foi anunciado para venda na terça-feira. O dinheiro obtido com a venda do veículo deve ser revertido na compra de um modelo mais modesto e para obras sociais.

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Gestos dizem mais que palavras: Menino doa todo o dinheiro de sua Primeira Comunhão para alimentar os pobres

Alex Trindad

(ACI/EWTN Noticias).- Alex Trindad tem somente oito anos e se converteu nesta semana em noticia ao doar todo o dinheiro que recebeu dos seus familiares e amigos pela sua Primeira Comunhão a um refeitório que atende pessoas pobres. Alex explicou que o fez em resposta ao pedido do Papa Francisco de ajudar os mais necessitados.

Alex, que está no terceiro ano do ensino fundamental da escola Lehigh County, doou os 465 dólares que recebeu pela sua Primeira Comunhão ao Ecumenical Kitchen em Allentown, estado da Pennsylvania.

A mãe de Alex, que escreve em um blog chamado Filling my Prayer Closet, explicou que seu filho “ama o Papa Francisco” e “achou que tinha que dar todo seu dinheiro da Comunhão ao Ecumenical Kitchen local”.

“Se nós não alimentarmos (aos pobres e aos famintos, então quem o fará, mãe?”, disse o menino a sua mãe.

Perguntado sobre seu ato de generosidade, Alex Trindad disse ao canal de TV local WFMZ que “o Papa Francisco disse que temos que alimentar os pobres. Me sinto bem porque agora todos podem comer”.

A ideia de doar o dinheiro, conta a mãe que voltou para a Igreja Católica no ano 2012, surgiu de uma conversação de Alex com seu pai, que se declara ateu.

A diferença de outras crianças que podem usar o dinheiro na comida da celebração ou coloca-lo na poupança para a universidade, relata a mãe, “nosso filho teve uma ideia diferente que lhe foi sugerida pelo meu marido que é ateu”.

A doação de Alex permitiu alimentar por um dia e meio as 350 pessoas que tiveram a oportunidade de conhecer o menino e a quem aplaudiram alegremente por sua obra de caridade.

Tráfico de pessoas é uma vergonha para a sociedade civilizada, diz o Papa

(ACI/EWTN Noticias).- “O tráfico de pessoas é uma atividade ignóbil, uma vergonha para nossas sociedades que se dizem civilizadas! Aproveitadores e clientes, em todos os âmbitos, deveriam fazer um sério exame de consciência consigo mesmos e diante de Deus”, disse o Papa Francisco nesta manhã.

Assim o indicou o Santo Padre em seu discurso aos participantes na Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Emigrantes e Itinerantes reunidos em Roma para discutir o tema “A solicitude pastoral daIgreja no contexto das migrações forçadas”.

A Assembleia coincide com a publicação do documento “Acolher Cristo nos refugiados e nas pessoas deslocadas à força” que chama a atenção sobre os milhões de refugiados, deslocados e apátridas, e aborda também o flagelo do tráfico de pessoas.

O Papa disse que “a Igreja renova hoje sua firme chamada para que sejam sempre protegidas a dignidade e a centralidade de cada pessoa, no respeito dos direitos fundamentais… uns direitos que por si mesmos precisam ser ampliados ali onde não se reconhecem milhões de homens e mulheres em todos os continentes”.

“Em um mundo onde se fala muito de direitos, quantas vezes na realidade a dignidade humana é pisoteada. Em um mundo onde se fala tanto de direitos parece que o único que os tem é o dinheiro… Vivemos em um mundo, em uma cultura onde impera o fetichismo do dinheiro”.

Neste contexto o Papa recordou que o dicastério responsável pela pastoral dos Emigrantes e Itinerantes se preocupa muito pelas “situações nas que a famíliadas nações está chamada a intervir em um espírito de solidariedade fraterna, com programas de proteção, frequentemente com o telão de fundo de acontecimentos dramáticos que tocam, quase todos os dias, a vida de muitas pessoas. Expresso o meu apreço e a minha gratidão, e vos animo continuar no caminho de serviço aos irmãos pobres e marginalizados”.

A atenção da Igreja, que é “mãe” se manifesta “com especial ternura e proximidade a quem se vê obrigado a fugir do seu país e vive entre a erradicação e a integração. Esta tensão destrói as pessoas. A compaixão – ‘sofrer com’ – se expressa, sobretudo, no esforço em conhecer as razões que obrigam a deixar forçadamente um país, e em dar voz aos que não podem fazer ouvir seu grito de dor e de opressão”.

“Neste sentido realizam uma tarefa importante, também na hora de sensibilizar as comunidades cristãs para tantos irmãos marcados por feridas que marcam a sua existência: a violência, o abuso de poder, a distância da família, os traumas, a fuga de casa, a incerteza sobre o futuro nos campos de refugiados são elementos que desumanizam e deveriam incentivar os cristãos e toda a comunidade a realizar ações concretas”.

O Santo Padre disse que ante este panorama é necessário ver “a luz da esperança. Uma esperança que se expressa nas expectativas pelo futuro, no desejo de fazer amizades, de participar da sociedade que os acolhe, de aprender a língua, de ter acesso a um trabalho e de dar a chance de estudar aos menores. Admiro a coragem de quem espera gradualmente recomeçar uma vida normal, à espera que satisfações e amor voltem a alegrar sua existência. Todos nós podemos, e devemos, nutrir esta esperança!”

O Papa animou os governantes e legisladores e toda a comunidade internacional para que façam frente à realidade das pessoas desarraigadas pela força “com iniciativas eficazes e novos enfoques para proteger sua dignidade, melhorar sua qualidade de vida e enfrentar os desafios que surgem de formas modernas de perseguição, opressão e escravidão. Trata-se, insisto, de seres humanos, que apelam à solidariedade e ao apoio, que necessitam ações urgentes, mas também e sobretudo compreensão e bondade. Sua condição não pode nos deixar indiferentes”.

“E nós, como Igreja recordemos que ao curar as feridas dos refugiados, deslocados e das vítimas do tráfico, colocamos na prática o mandamento do amor que Jesus nos deixou, quando se identificou com o estrangeiro, com quem sofre e com todas as vítimas inocentes da violência e da exploração”.

“E aqui também eu gostaria de chamar a atenção que todo pastor e comunidade cristã devem ter para o caminho de fé dos refugiados cristãos e erradicados de suas realidades, assim como para os emigrantes cristãos. Requerem uma atenção pastoral especial, que respeite suas tradições e os acompanhe numa harmônica integração nas novas realidades eclesiais em que se encontram. Não esqueçam a carne de Cristo, que está na carne dos refugiados; sua carne é a de Cristo”, concluiu.