Imprensa mundial: “Papa Francisco considera acabar com o celibato” #SQN

O que são frases recortadas e colocadas na boca das pessoas. Não estou aqui discutindo o fim ou a permanência do celibato, mas manipulação das palavras e imposição de ideologias por parte de alguns veículo midiáticos.

Dom Pietro Parolin (Foto: Osservatore (CC BY-SA 3.0)
Dom Pietro Parolin (Foto: Osservatore (CC BY-SA 3.0)

Nesta semana importantes meios de comunicação secular – jornais, TV, rádio e outros veículos de impressa comuns – disseram que o Papa Francisco estudava a possibilidade de por fim ao celibato na igreja. Isto baseados numa declaração não do pontífice, mas do atual Núncio Apostólico na Venezuela e Secretário de Estado nomeado, Dom Pietro Parolin, concedeu ao jornal venezuelano “El Universal”. Em contraponto a essas informações autoridades eclesiais afirmaram que o papa em nenhum momento pensou nisso.

Durante a entrevista, o Arcebispo que assumirá a Secretaria de Estado em outubro, falou sobre vários temas e amistosamente evitou que o ponto de vista do jornalista fosse imposto. Tais como a convocação de um Concílio Vaticano III ou comunhão com teologias reformistas com a de Hans Küng, teólogo dissidente suíço.

A ACI Digital publicou em seu site um trecho da entrevista e a frase usada como base para os boatos da semana. Leia.

Jornalista: O celibato não é….

Dom Parolin: Não é um dogma da Igreja e se pode discutir porque é uma tradição eclesial.

Esta foi a frase sobre a qual os meios construíram não apenas a hipótese de que o futuro Secretário de Estado “abria a porta” à discussão sobre o celibato; mas que mesmo Papa Francisco o estava fazendo.

Em efeito, um comentarista consultado pela influente rede televisiva norte-americana NBC, Thomas Groome, professor de teologia de Boston College, assinalou que “dificilmente Parolin teria feito este comentário se não tivesse a impressão de que o Papa estaria aberto a ter esta conversação”.

Entretanto, Groome e outros peritos consultados pelos meios seculares ignoraram a primeira parte da entrevista de El Universal, onde Dom Parolin assinala claramente que ainda está por familiarizar-se com os objetivos do Pontífice.

“A verdade”, diz Parolin na entrevista, “é que não falei muito com ele e penso que quando tiver a graça e a oportunidade, perguntarei a ele o porquê desta eleição. Assim não saberia dizer qual foi a razão pela qual o Papa pensou em mim. Posso dizer, entretanto, que me sinto muito afim a sua maneira de entender a Igreja e, sobretudo, a seu estilo de simplicidade e de proximidade às pessoas, a seu ânimo de escutá-las e de tentar, seriamente, que a Igreja possa voltar a ter uma presença significativa no mundo de hoje”.

Consultado sobre a entrevista concedida pelo futuro Secretário de Estado, o porta-voz da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, assinalou que “o que o Arcebispo Parolin falou é totalmente consistente com o ensinamento da Igreja”.

Em efeito, para a Igreja, o celibato sacerdotal é uma disciplina, não um dogma. Portanto, a diferença do dogma, pode teoricamente mudar.

Entretanto, os meios seculares internacionais ignoraram importantes passagens da mesma entrevista, em que Dom Parolin explicou o valor do celibato.

Segue abaixo uma parte de como continuou a pequena passagem da entrevista citada no mundo inteiro:

Jornalista: “A que época se remonta o celibato?”

Dom Parolin: “Aos primeiros séculos. Depois, a implementação se aplicou durante todo o primeiro milênio, mas a partir do Concílio de Trento se insistiu muito nisso. É uma tradição e esse conceito permanece na Igreja porque ao longo de todos estes anos ocorreram acontecimentos que contribuíram para desenvolver a revelação de Deus. Esta finalizou com a morte do último apóstolo (São João). O que aconteceu depois foi um crescimento na compreensão e atuação da revelação.

Jornalista: A propósito do celibato…

Dom Parolin: O esforço que a Igreja fez para estatuir o celibato eclesiástico deve ser considerado. Não se pode dizer, simplesmente, que pertence ao passado. É um grande desafio para o Papa porque ele possui o ministério da unidade e todas essas decisões devem assumir-se como uma forma de unir à Igreja, não de dividi-la. Então se pode falar, refletir e aprofundar sobre estes temas que não são de fé definida e pensar em algumas modificações, mas sempre ao serviço da unidade e tudo segundo a vontade de Deus. Não se trata do que eu gosto, mas sim de sermos fiéis ao que Deus quer para a sua Igreja.

Em outra passagem da mesma entrevista, quando o jornalista tenta apresentar o Papa Francisco como um “revolucionário” que trará mudanças radicais, o Arcebispo Parolin esclarece:

“Assim é. Mas essas mudanças não podem colocar em perigo a essência da Igreja, que tem uma continuidade na história proveniente de sua fundação por Jesus Cristo. Então se deve ser fiel. A Igreja nunca poderá mudar ao ponto de adaptar-se completamente ao mundo. Se o fizesse e se perdesse nele, já não cumpriria sua missão de ser sal e luz para todos”.

Mais adiante Dom Parolin continua: “E quero destacar o tema da continuidade porque às vezes parece (e não sei se exagero) que o Papa Francisco vai revolucionar tudo, mudar tudo”.

Jornalista: “Não é isso o que se espera dele?”

Dom Parolin: “Espera-se que ele ajude à Igreja a ser Igreja de Jesus e a cumprir a sua função. Isso é o que devem fazer todos os papas. Mas a Igreja tem uma Constituição, uma estrutura, uns conteúdos que são os da fé e que ninguém pode mudar”.

Em meio da tormenta de titulares mediáticos sobre o suposto “fim do celibato”; a jornalista da revista “Time”, Elizabeth Dias, escreveu um breve, mas incisivo comentário com o título: “por que a política sobre o celibato para os sacerdotes católicos não vai mudar proximamente”.

Dias explica que Dom Parolin não fez mais que explicar a antiga e tradicional diferença na Igreja entre dogma e disciplina. O celibato é, em efeito, uma disciplina. Entretanto, a jornalista de “Time” recorda que nenhuma disciplina importante mudou na história recente da Igreja; e conclui assinalando que, por essa razão, “Dom Parolin destaca que ‘as mudanças não podem colocar em perigo a essência da Igreja, que tem uma continuidade na história proveniente de sua fundação por Jesus Cristo’”.

Com informações da ACI DIgital

Fiéis andam descalços sobre brasas na festa de São João em Charqueada

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Antes da passagem dos devotos, fogueira é espalhada por fiel em Charqueada (Foto: Araripe Castilho/G1)

G1 | O ponto alto da festa de São João em Charqueada (SP) é o momento em que fiéis correm descalços sobre as brasas da fogueira. A passagem ocorre sempre no final do evento, exatamente à 0h, após o último dia de celebração ao santo católico. A festa neste ano foi realizada entre sexta-feira (21) e este domingo (23), no bairro Córrego da Onça.

Dezenas de pessoas realizam a tradição. O torneiro mecânico Daniel Assarice, de 28 anos, é uma delas e diz que anda sobre as brasas desde quando era uma criança de 9 anos de idade.

Ele afirma que, em todo esse período, só se machucou uma vez e não foi por causa das chamas. “Eu pisei em uma latinha de cerveja que alguém jogou na fogueira. Fez bolha, mas logo sarou”, disse o jovem que nasceu e cresceu no bairro Córrego da Onça.

Jovem corre sobre brasas de fogueira de São João em Charqueada (Foto: Araripe Castilho/G1)
Jovem corre sobre brasas de fogueira de São João em Charqueada (Foto: Araripe Castilho/G1)

‘É a fé’

Para Assarice, o ato de caminhar sobre as brasas é uma demonstração de devoção. “É a fé que a gente tem em São João. O ritual serve para eu mostrar que acredito na vida e agradecer por mais um ano”, afirmou o torneiro mecânico.

Lucas Toniollo, de 15 anos, fez o ritual pela primeira vez na madrugada desta segunda-feira (24). Ele também disse que a crença religiosa foi a motivação para tentar a travessia, além do incentivo do amigo Vitor Amorim, de 17 anos, que caminhou sobre o carvão ardente pela segunda vez neste ano.

“Dizem que quando se tem fé, a gente passa pela fogueira e não se queima. Eu não me queimei e ano que vem vou andar outra vez na brasa”, disse Toniollo. Se depender dos jovens, a tradição deve se manter, apesar de o número de pessoas que fazem o ritual ser cada vez menor. “Eu tinha um pouco de medo antes de passar pela primeira vez, mas agora não tenho mais. Quero passar sempre agora”, afirmou Amorim.

A comemoração junina de Charqueada acontece há cerca de 80 anos de tradição e atualmente costuma reunir pessoas não só da cidade, mas de toda região. Uma das comidas tradicionais do evento é o chamado “frango atropelado”, de acordo com informações da organização.

Vicentinos celebram 200 anos do nascimento do Beato Antônio Frederico Ozanam

Beato Frederico Ozanam (1)Um evento de três dias marcará as celebrações dos 200 anos do nascimento do Beato Antônio Frederico Ozanam, um dos fundadores das Conferências de São Vicente de Paulo. O evento será promovido pelo Conselho Geral Internacional da Sociedade de São Vicente (CGI/SSVP), de 19 a 21 de abril.

O local para as comemorações é pertinente: Paris, lugar da primeira Conferência do Vicentinos. O evento acontecerá no Conselho Econômico Social das Nacões Unidas (ONU) no qual a Sociedade de São Vicente tem um acento reservado.

Segundo o coordenador de Comunicação dos Vicentinos em Brasília, Thiago Tiburcio, o encontro vai promover palestras sobre a vida de Ozanam, como a sociedade se espalhou pelo mundo, dentre outros assuntos. Uma atividade destacada por Thiago é o passeio pelos lugares onde o beato reuniu pessoas que começaram a contribuir com seus trabalhos caritativos.

O ponto alto do evento é a Celebração Eucarística que acontece no domingo, 21, na Catedral de Notre Dame, presidida pelo Cardeal Arcebispo de Paris, Dom André Armand Vingt-Trois.

Do Brasil cerca de 20 pessoas, em sua maioria lideres dos Vicentinos, participaram do evento em Paris. De acordo com Thiago, durante o encontro alguns dos brasileiros falarão sobre a realidade das Conferências Vicentinas no país.

“O Brasil é o maior país vicentino do mundo. São cerca de 250 mil pessoas envolvidas nas Conferências de São Vicente de Paulo e nos trabalhos que ela realiza. Na mesa, haverá palestras sobre o trabalho do movimento aqui no Brasil”, destacou o jovem.

Para Thiago, celebrar os 200 anos do nascimento de Frederico Ozanam é uma grande satisfação. “Principalmente por ser o Brasil sede da JMJ e Ozanam é um dos intercessores da Jornada. Um dos jovens que fez a diferença no mundo que viveu. Essa coincidência – JMJ, os 200 anos do Beato Frederico e a eleição do Papa Francisco – vai convidar mais pessoas para trabalharem com a caridade. Me sinto muito feliz em poder divulgar a caridade entre os jovens”, afirmou.

No Brasil, a Conferência de São Vicente de Paulo chegou em 1872, primeiramente na cidade do Rio de Janeiro. E em 2012, os vicentinos receberam uma medalha honrosa pelos trabalhos com os idosos no país. 70% dos lares para idosos no país são dos vicentinos.

Frederico Ozanam nasceu a 23 de Abril de 1813, em Milão (Itália). Filho de Jean-Antoine, médico, cuja fama profissional não o impedia de assistir doentes indigentes, com o mesmo cuidado reservado aos pacientes da alta condição social. Marie Ozanam, mãe de Ozanam, também se dedicava à assistência dos pobres e enfermos. Logo, Frederico conviveu desde o nascimento com um espírito de caridade compartilhado pelos seus pais. Frederico Ozanam morreu na noite de 8 de Setembro de 1853.

Arquidiocese de BH celebra o início das obras da Catedral Cristo Rei

nuncio BHGraças aos gestos concretos de solidariedade e doação, um momento histórico foi vivido durante o dia 7 de abril – Domingo da Misericórdia: o início das obras de edificação da Catedral Cristo Rei. A solenidade começou com Missa campal, presidida pelo Núncio Apostólico no Brasil, dom Giovanni D’Aniello, e concelebrada pelo arcebispo dom Walmor Oliveira de Azevedo, bispos-auxiliares, além de sacerdotes da arquidiocese de Belo Horizonte. O evento estendeu-se até a tarde de domingo, com momentos de oração e atividades voltadas para as famílias, como brincadeiras para as crianças, exames de pressão arterial e salão de beleza.

Durante a Missa, dom Giovanni D’Aniello, que pela primeira vez visitou a arquidiocese de Belo Horizonte, falou com alegria dessa experiência e agradeceu a dom Walmor pela oportunidade. “Durante as visitas, testemunhei como esta Igreja oferece aos carentes a esperança de Cristo Ressuscitado”, sublinhou. O Núncio disse que vai apresentar ao Papa Francisco a força das comunidades de fé da Arquidiocese de Belo Horizonte. “Contarei que aqui tem uma comunidade forte, viva, que vai sustentar com orações o seu ministério petrino”.

Ao recordar das importantes iniciativas de inclusão social e ajuda aos mais necessitados que conheceu na Arquidiocese, dom Giovanni D’Aniello ressaltou que a Catedral Cristo Rei reunirá as diversas pastorais, os meios de comunicação e o Memorial Arquidiocesano. Lembrou que uma semana antes do Domingo da Misericórdia, os fiéis testemunham o nascimento da Igreja, por meio da Páscoa, para dizer, referindo-se à Catedral, que no dia 7 de abril de 2013 todos testemunharam o início de uma igreja, fonte de comunhão.

Inspirado pela Liturgia do Dia, o Núncio Apostólico explicou que a comunhão e a solidariedade são leis universais e ensinou que Cristo é o ponto de referência. “Em Cristo, se constrói a comunhão, sacramento que coloca o homem em comunhão com Deus e, consequentemente, com outros homens”. Dom Giovanni concluiu sua homilia manifestando o desejo que de que a Catedral Cristo Rei, brevemente, torne-se lugar para a vivência da comunhão fraterna. “Que Nossa Senhora da Piedade nos ampare”, suplicou.

Ao se despedir dos fiéis, dom Giovanni D’Aniello citou a seguinte frase de Santo Agostinho: “tarde te conheci, tarde te amei”. Em seguida, a adaptou para homenagear a capital mineira: “Belo Horizonte, tarde te conheci, tarde te amei”. Foi bastante aplaudido pelos cerca de 5 mil fiéis que acompanharam a Celebração Eucarística.

Após a celebração, o arcebispo dom Walmor Oliveira de Azevedo abençoou os operários que trabalharão nas obras da Catedral Cristo Rei e seus equipamentos. Dom Walmor afirmou que a Catedral Cristo Rei “será a casa de homens e mulheres de Deus”. Lembrou-se daqueles que ajudaram e ajudam a Arquidiocese de Belo Horizonte nesta caminhada rumo à Catedral. “São muitos nomes que estão no coração de Deus, da nossa Arquidiocese e no nosso”.

O Arcebispo sublinhou que a Catedral Cristo Rei acolherá especialmente os pobres e sofredores, “para que a Igreja continue a importante tarefa de fazer, de todos, discípulos e discípulas de Deus”. Depois, pediu a proteção de Nossa Senhora da Piedade, Padroeira de Minas Gerais, e a condução de São José, patrono das obras da Catedral, para os trabalhos de edificação.

Diversas autoridades participaram da solenidade. O governador de Minas, Antonio Anastasia, disse que a Catedral Cristo Rei será lugar de fé e esperança. Dirigindo-se ao Núncio Apostólico, pediu que leve uma saudação especial ao Papa Francisco e o convide para que visite Minas Gerais. Já o prefeito da capital, Márcio Lacerda, ressaltou a importância da Catedral Cristo Rei “para que a fé, a solidariedade e a fraternidade sejam vividas de modo ainda mais intenso”.

Não abandono a Cruz

Dom Murilo Krieger
Arcebispo de Salvador (BA)

Na quarta-feira última, quando o Papa Bento XVI se dirigiu ao mundo pela última vez  em uma audiência pública, penso que até as pedras da Praça São Pedro se emocionaram.

Acostumado a ler tudo o que ele escrevia, e a escutar o que falava, eu me surpreendi com a riqueza e a profundidade de suas palavras, aliadas a uma simplicidade encantadora. Se alguém ainda não tomou conhecimento delas, não deixe de ler, reler e meditar o que se pode chamar de seu testamento espiritual. São palavras que atravessarão os séculos. Para mim, o ponto alto foi sua afirmação: “Não abandono a cruz, mas permaneço de um modo novo junto ao Senhor Crucificado. Não tenho mais o poder do ofício para o governo da Igreja, mas no serviço da oração permaneço, por assim, dizer, no recinto de São Pedro”.

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Antecipando-nos à sua despedida, nós, bispos de Diocese Primaz do Brasil – Dom Gílson Andrade da Silva e Dom Giovanni Crippa, Bispos Auxiliares, e eu –, assinamos uma mensagem que resume como vemos a renúncia de Bento XVI e a eleição do seu sucessor. Ei-la:

“Tendo em vista a relevância do momento presente na vida da Igreja, decorrente da renúncia do Papa Bento XVI e da realização do Conclave de Cardeais para a eleição do novo Papa, nós, Bispos da Arquidiocese de São Salvador da Bahia, nos dirigimos ao nosso povo e às pessoas de boa vontade, para as seguintes considerações:

1º – Somos gratos à Sua Santidade, o Papa Bento XVI, pelo serviço que prestou à Igreja, desde sua eleição à Cátedra de Pedro. Com solicitude incomum, cumpriu a missão recebida de Jesus Cristo, de confirmar seus irmãos na fé (cf. Lc 22,32). Pastor atento, colocou em prática as orientações do apóstolo Paulo: “Proclama a Palavra, insiste oportuna ou inoportunamente, convence, repreende, exorta, com toda a paciência e com a preocupação de ensinar” (2Tm 4,2). Como não destacar, dentre os seus ensinamentos, a apresentação que nos fez de Jesus Cristo? A leitura de seus discursos, homilias, encíclicas, alocuções e, particularmente, de seu livro “Jesus de Nazaré”, faz arder o nosso coração (Lc 24,32). Peçamos ao Pastor Supremo que dê a esse fiel sucessor de Pedro graças e bênçãos especiais.

2º – Atendendo ao pedido que Bento XVI nos fez em 11 de fevereiro último, confiemos a Igreja à solicitude de Nosso Senhor Jesus Cristo que, “Cabeça do corpo que é a Igreja” (Cl 1,18), está, mais do que nunca, no meio de nós (cf. Mt 28,20).

3º – Segundo a bela expressão do Bem-aventurado Papa João Paulo II, “a Igreja está sempre no Cenáculo” (DV 66) – isto é, persevera em oração com Maria, a Mãe de Jesus (cf. At 1,14). Peçamos, pois, à Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Para tomar consciência da força de nossa oração, lembremo-nos da Comunidade de Jerusalém, que sofria com a prisão de Pedro. “Enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja orava continuamente a Deus por ele” (At 12,5). A resposta de Deus a essas preces foi imediata e surpreendente: Pedro foi libertado. Nossas orações, antes e durante o Conclave, devem voltar-se para que o escolhido seja o  Pastor que Deus de antemão preparou para a sua Igreja. Após o Conclave, elas deverão ser feitas para pedir que o novo sucessor de Pedro tenha muita sabedoria e saúde no exercício de seu ministério.

4º – Destacamos a pressão que muitos, especialmente através dos meios de comunicação, querem fazer sobre os Cardeais que participarão da eleição do Romano Pontífice. Essa pressão se manifesta pela difusão de notícias muitas vezes não comprovadas e, outras tantas, falsas e caluniosas, prejudicando gravemente pessoas e instituições. Conclamamos os católicos a se concentrarem naquilo que é essencial: rezar pelo Papa Bento XVI; rezar para que o Espírito Santo ilumine o Colégio de Cardeais; rezar pelo futuro Papa. Somos conduzidos por uma certeza: o destino da barca de Pedro está nas mãos de Deus (cf. Comunicação da Secretaria de Estado – Vaticano, 23.02.13).”

Deus o recompense por tudo, Papa emérito Bento XVI!

Missa parte por parte: Liturgia da Palavra

LITURGIA DA PALAVRA

A preparação espiritual dos fiéis para a Eucaristia,
que é o momento central da
Missa, é feita com a leitura e interpretação da
palavra de Deus, com uma reafirmação de fé cristã e
com uma oração ao Senhor pedindo para as
necessidades coletivas.

Durante as refeições as pessoas conversam, relatam acontecimentos. Toda conversa é sempre um enriquecimento espiritual, e na Missa também é assim. A Liturgia da Palavra é o alimento espiritual nesta ceia que a Missa reproduz. É a catequese, o ensinamento dos mistérios que são o fundamento da fé.

Na Missa os fiéis vão participar da Eucaristia, instituída por Jesus há 2.000 anos. Por isso, se a gente entender o que Jesus e os apóstolos pensavam naquele momento fica mais fácil entender os motivos que levaram Jesus ao sacrifício na cruz. É isso que as leituras procuram fazer.

Primeira Leitura, Salmo e Segunda Leitura

Os fiéis sentam-se para ouvir primeiro a Palavra de Deus revelada pela Primeira Leitura, que é a leitura de um trecho do Antigo Testamento e que, nos dias de semana, pode ser também um trecho das Epístolas dos apóstolos ou do Apocalipse (No tempo Pascal a leitura é dos Atos dos Apóstolos). Esses escritos ajudam a compreender melhor a missão e os ensinamentos de Jesus, que o Novo Testamento nos apresenta.

Os fiéis declaram aceitar a Palavra que acabaram de ouvir dizendo em seguida o Salmo Responsorial.

Segunda Leitura é reservada para os domingos e dias festivos da Igreja. Esta leitura é feita das Epístolas ou dos Atos dos Apóstolos, ou do Apocalipse.

A Segunda Leitura procura ter sempre alguma relação com o texto da Primeira, tornando mais fácil compreender a mensagem apresentada.

Evangelho e Homilia

Terminada a Segunda Leitura, os fiéis levantam-se para aclamar “Aleluia!”. Chegou um momento muito importante e de grande alegria: eles irão ouvir a Palavra de Deus transmitida por Jesus Cristo. É a leitura do Evangelho.

O Evangelho é, de fato, o ponto alto da Liturgia da Palavra. Jesus está presente através da Sua Palavra, como vai estar presente também depois, no pão e no vinho consagrados.

Completou-se a leitura dos textos bíblicos (as Leituras e o Evangelho). O celebrante explica, então, com suas próprias palavras os fatos narrados nos textos.

Esta interpretação é a homilia, uma pregação pela qual ele traduz e aplica a Palavra de Deus aos nossos dias.

A homilia é obrigatória aos domingos e nas festas de preceito, e recomendável nos demais dias.

Profissão de fé e Preces

Depois de ouvir a Palavra de Deus, de novo de pé os fiéis fazem uma declaração pública de que acreditam nas verdades ensinadas por Jesus. Isto é, reafirmam que estão, todos, unidos pela mesma crença num só Deus, o Deus que lhes foi revelado por Jesus.

Essa declaração é o Credo: “Creio em Deus Pai…”

Os fiéis reafirmaram sua crença. Então se dirigem em conjunto a Deus dizendo de seus anseios, necessidades e esperanças através da oração dos Fiéis ou oração Universal que o celebrante recita e onde, a cada pedido, os fiéis suplicam “Senhor, escutai a nossa prece!”.

É quando se pede pela Igreja, pelos que sofrem, pelas necessidades do país, pelas necessidades da comunidade onde se realiza a Missa etc.

Igreja presente na Conferência Rio+20 e na Cúpula dos Povos

rio202012Vinte anos depois da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92), o Rio de Janeiro volta a ser o ponto de encontro para lideranças do mundo inteiro e sediará a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, entre os dias 13 e 22 de junho. Paralelamente a esse grande evento, de 15 a 23 de junho, acontecerá, no Aterro do Flamengo, a Cúpula dos Povos, numa oportunidade para tratar dos problemas enfrentados pela humanidade e demonstrar a força política dos povos organizados. Dentro dessa perspectiva, a arquidiocese do Rio de Janeiro, bem como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) marcam presença ao longo do evento propondo reflexões e debates sobre a integração do homem com o mundo à sua volta.

A Rio+20 também conta com a participação da Santa Sé, que enviou uma equipe para representar o papa Bento XVI. À frente dessa comitiva está o arcebispo de São Paulo (SP), dom Odilo Pedro Scherer. Para ele, esse será um grande desafio, uma vez que a presença da Santa Sé no evento representa a palavra da Igreja.

“É uma tarefa importante porque eu irei integrar e, ao mesmo tempo, chefiar a delegação da Santa Sé, que representa a palavra da Igreja, a posição da Igreja sobre as questões tratadas na Rio+20. No entanto, com grande honra, porque é a oportunidade de apresentar o pensamento da Igreja, que tem uma grande autoridade moral no conselho das nações. Embora o Vaticano seja um Estado pequeno, a sua representatividade é muito grande e importante no âmbito das nações”, disse o cardeal.

A primeira das atividades será no dia 15 de junho, na Tenda da Paz, no aterro do Flamengo, onde haverá uma mesa de diálogo sobre meio ambiente e justiça social.

Dom Odilo ressaltou a forte presença da Santa Sé em eventos promovidos pelas Nações Unidas e outros órgãos internacionais. “Ela tem se feito presente através do Observador Permanente da Santa Sé nas Nações Unidas e por isso também apresenta a Santa Sé em eventos como este, que é a Rio +20. “A Igreja tem um pensamento, um olhar próprio sobre todas essas questões, uma visão sobre o homem, uma visão sobre a economia, cultura, sobre a vida e assim por diante. Portanto, são oportunidades da Santa Sé, em nome da Igreja, de estar colocando a posição, a palavra da Igreja para ajudar a servir e iluminar, e isso faz parte da missão evangelizadora da Igreja”, concluiu.

Observador Permanente da Santa Sé nas Nações Unidas

observadornaONUPela primeira vez no Rio de Janeiro e com participação ativa na Rio + 20, o Observador Permanente da Santa Sé nas Nações Unidas, dom Francis Chullikatt, tem uma missão importante: destacar a pessoa humana e os problemas ecológico-sociais dos países mais pobres, que, segundo ele, muitas vezes não têm voz nas grandes conferências.

Junto com dom Francis, chegaram na última terça-feira, 12 de junho, três colaboradores: padre Philip J. Bené, padre Justin Wylie e o advogado Lucas Swanepoel, que já estão participando da 3ª Reunião do Comitê Preparatório, no qual se reúnem representantes governamentais para negociações dos documentos a serem adotados na Conferência.

Em entrevista para a WebTV Redentor, dom Francis Chullikatt falou sobre o papel da Igreja na Rio+20, destacando os três aspectos do desenvolvimento sustentável: a sustentabilidade econômica, social e ambiental.

“A Igreja é muito importante no desenvolvimento destes três aspectos. Relacionado ao aspecto econômico, sabemos que a Igreja Católica sempre se preocupa com os países pobres. Quando falamos do social, sabemos que a Igreja é totalmente envolvida no crescimento da situação social do mundo. O terceiro aspecto, o ecológico, pode-se destacar, aqui no Brasil, a preocupação com a proteção da Amazônia. Nós cuidamos da natureza, porque nós católicos acreditamos na preservação”, disse.

O Observador na ONU mostrou-se preocupado em trabalhar durante a Conferência, principalmente com os países pobres, já que a Rio+20 tem dois temas centrais: “A economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza”; e “A estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável”.

“Viemos mostrar especialmente aqueles que não têm voz, especialmente o povo dos países pobres. Defendemos a humanidade e as pessoas que têm a vida violentada pelo mundo. Temos que ter essa preocupação para a vida humana ser preservada”, acrescentou dom Chullikatt.