Oitavo dia da Novena de Natal: “Deus, força para o seu povo”

Oração Inicial

Rezemos a Deus Pai todo poderoso para que neste oitavo dia Deus nossas suplicas sejam ouvidas e que nossos pedidos sejam atendidos. Rezemos ainda, para que neste natal possamos realmente deixar Jesus nascer em nossos corações.

Iniciemos nosso encontro em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém.

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é contigo. Bendito o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nos pecadores agora e na hora de nossa morte, Amém.

Motivação

Hoje vamos refletir sobre as fugas, mudanças na história de Jesus e sua família. Durante esse ano  refletimos o quanto é prejudicial ao homem as transformações da natureza que o obrigam a mudar constantemente os hábitos. Jesus, Maria e José tiveram que mudar para fugir das maldades humanas e nós mudaremos para fugir das nossas próprias maldades com a Natureza.

 Leitura do Dia – Mt 2, 13-18

13.Depois de sua partida, um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar.14.José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito.15.Ali permaneceu até a morte de Herodes para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta: Eu chamei do Egito meu filho (Os 11,1).16.Vendo, então, Herodes que tinha sido enganado pelos magos, ficou muito irado e mandou massacrar em Belém e nos seus arredores todos os meninos de dois anos para baixo, conforme o tempo exato que havia indagado dos magos.17.Cumpriu-se, então, o que foi dito pelo profeta Jeremias:18.Em Ramá se ouviu uma voz, choro e grandes lamentos: é Raquel a chorar seus filhos; não quer consolação, porque já não existem (Jer 31,15)!

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Sexto dia da Novena de Natal: “Pastores – medo do desconhecido”

Oração Inicial

Rezemos a Deus Pai todo poderoso para que neste sexto dia Deus nossas suplicas sejam ouvidas e que nossos pedidos sejam atendidos. Rezemos ainda, para que neste natal possamos realmente deixar Jesus nascer em nossos corações.

Iniciemos nosso encontro em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém.

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é contigo. Bendito o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nos pecadores agora e na hora de nossa morte, Amém.

Motivação

Hoje vamos refletir sobre os pastores, classe menosprezada da época, mas que teve a chance de serem os primeiros a presenciar Jesus salvador do mundo. Deus em seu plano contempla a simplicidade na pessoa dos trabalhadores e marginalizados do tempo de Cristo e de hoje.

Leitura do Dia – Mt 2, 8 – 20

8.Havia nos arredores uns pastores, que vigiavam e guardavam seu rebanho nos campos durante as vigílias da noite.9.Um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor refulgiu ao redor deles, e tiveram grande temor.10.O anjo disse-lhes: Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo: 11.hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor.12.Isto vos servirá de sinal: achareis um recém-nascido envolto em faixas e posto numa manjedoura.13.E subitamente ao anjo se juntou uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus e dizia:14.Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos da benevolência (divina).15.Depois que os anjos os deixaram e voltaram para o céu, falaram os pastores uns com os outros: Vamos até Belém e vejamos o que se realizou e o que o Senhor nos manifestou.16.Foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura.17.Vendo-o, contaram o que se lhes havia dito a respeito deste menino. 18.Todos os que os ouviam admiravam-se das coisas que lhes contavam os pastores. 19.Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração. 20.Voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, e que estava de acordo com o que lhes fora dito.

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Valor da Comunicação

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba (MG)

Ao celebrar a Festa da Ascensão, quando Jesus plenifica sua comunicação com o Pai, possibilitando a Aliança entre o céu e a terra, a Igreja destaca o Dia Mundial das Comunicações Sociais. Neste ano o papa Francisco colocou como tema: “Comunicação a serviço de uma autêntica cultura do encontro”. Significa que os meios podem ajudar as pessoas a se encontrarem e criar relações.

A comunicação, principalmente a Internet, deve possibilitar novas formas de relacionamentos, de proximidade e de encontro entre as pessoas. Como temos ouvido, os MCS encurtam distâncias, globalizam o mundo e aceleram o processo histórico. Com muita facilidade leva a um desmoronar do direito de privacidade. Pode elevar a pessoa, como também consegue destruí-la em pouco tempo.

É inegável a importância da unidade da família humana. Assim podemos aprender mais uns com os outros, podendo inclusive harmonizar as diferenças por meios de formas diversas de diálogo no mundo da comunicação. Com isto chegamos a dizer que os meios disponíveis são uma coisa boa, um dom de Deus. Não obstante, há o perigo da superficialidade provocada pelo excesso de velocidade.

Jesus Cristo foi o grande comunicador do projeto de Deus Pai. Assumiu tal realidade a partir do relacionamento criado dentro de um grupo, chamado grupo dos Apóstolos. Ele os enviou para formar comunidades vivas, apoiadas na fraternidade e no compromisso mútuo. O isolamento era concebido como falta de comunicação.

A proposta de Jesus para os Apóstolos era de que eles fossem comunicadores da Palavra inspirada e que conseguissem atingir o coração das pessoas. Esse mandato continua na Igreja hoje, facilitado pelos grandes e perfeitos instrumentos que conseguem ressoar a Palavra com uma abrangência quase indeterminada.

Para uma espiritualidade “ativa”, a Igreja precisa estar presente na mídia com seu compromisso missionário de fazer de todas as pessoas discípulas de Jesus Cristo e vivam a comunicação como dom de Deus. Quem comunica faz-se próximo e reconhece seu potencial humano de proximidade, sem nenhuma atitude de manipulação e desrespeito para com o outro, criando diálogo.

Hoje é Dia da Família: oremos por todas as famílias do mundo

Que nenhuma família comece em qualquer de repente
Que nenhuma família termine por falta de amor
Que o casal seja um para o outro de corpo e de mente
E que nada no mundo separe um casal sonhador!

Que nenhuma família se abrigue debaixo da ponte
Que ninguém interfira no lar e na vida dos dois
Que ninguém os obrigue a viver sem nenhum horizonte
Que eles vivam do ontem, do hoje em função de um depois!

Que a família comece e termine sabendo onde vai
E que o homem carregue nos ombros a graça de um pai
Que a mulher seja um céu de ternura, aconchego e calor
E que os filhos conheçam a força que brota do amor!

Abençoa, Senhor, as famílias! Amém!
Abençoa, Senhor, a minha também (bis)

Que marido e mulher tenham força de amar sem medida
Que ninguém vá dormir sem pedir ou sem dar seu perdão
Que as crianças aprendam no colo, o sentido da vida
Que a família celebre a partilha do abraço e do pão!

Que marido e mulher não se traiam, nem traiam seus filhos!
Que o ciúme não mate a certeza do amor entre os dois!
Que no seu firmamento a estrela que tem maior brilho,
seja a firme esperança de um céu aqui mesmo e depois!

Que a família comece e termine sabendo onde vai
E que o homem carregue nos ombros a graça de um pai
Que a mulher seja um céu de ternura, aconchego e calor
E que os filhos conheçam a força que brota do amor!

Abençoa, Senhor, as famílias! Amém!
Abençoa, Senhor, a minha também.

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Dia da Família II Dia da Família III Dia da Família

O Espírito da Verdade dará testemunho de mim – Evangelho do Dia

Evangelho – Jo 15,26 – 16,4a

O Espírito da Verdade dará testemunho de mim.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 15,26 – 16,4a

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
26Quando vier o Defensor
que eu vos mandarei da parte do Pai,
o Espírito da Verdade, que procede do Pai,
ele dará testemunho de mim.
27E vós também dareis testemunho,
porque estais comigo desde o começo.
16,1Eu vos disse estas coisas
para que a vossa fé não seja abalada.
2Expulsar-vos-ão das sinagogas,
e virá a hora em que aquele que vos matar
julgará estar prestando culto a Deus.
3Agirão assim, porque não conheceram o Pai, nem a mim.
4aEu vos digo isto,
para que vos lembreis de que eu o disse,
quando chegar a hora.
Palavra da Salvação.

Reflexão – Jo 15, 26 – 16, 4a

Estamos na penúltima semana do tempo da Páscoa e a Igreja vem, através da liturgia da palavra da sexta semana do tempo pascal, nos preparar para as festas que se aproximam, ou seja, a festa da Ascensão de Jesus, que iremos celebrar no próximo domingo, e a festa de Pentecostes, que iremos celebrar no domingo seguinte. Por isso, vemos no Evangelho de hoje Jesus prometendo o Espírito Santo a seus discípulos e, ao mesmo tempo, falando a eles como será a vida sem a sua presença, ou seja, o testemunho que deverão dar do Evangelho e a conseqüente perseguição que virá com este testemunho.Mas as suas palavras são antes de tudo um estímulo para que os apóstolos sejam fiéis nos momentos difíceis.

Evangelho do Dia – Lc 6,27-38

Sede misericordiosos, como também
o vosso Pai é misericordioso.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 6,27-38

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
27A vós que me escutais, eu digo:
Amai os vossos inimigos
e fazei o bem aos que vos odeiam,
28bendizei os que vos amaldiçoam,
e rezai por aqueles que vos caluniam.
29Se alguém te der uma bofetada numa face,
oferece também a outra.
Se alguém te tomar o manto,
deixa-o levar também a túnica.
30Dá a quem te pedir
e, se alguém tirar o que é teu,
não peças que o devolva.
31O que vós desejais que os outros vos façam,
fazei-o também vós a eles.
32Se amais somente aqueles que vos amam,
que recompensa tereis?
Até os pecadores amam aqueles que os amam.
33E se fazeis o bem somente aos que vos fazem o bem,
que recompensa tereis?
Até os pecadores fazem assim.
34E se emprestais
somente àqueles de quem esperais receber,
que recompensa tereis?
Até os pecadores emprestam aos pecadores,
para receber de volta a mesma quantia.
35Ao contrário, amai os vossos inimigos,
fazei o bem e emprestai
sem esperar coisa alguma em troca.
Então, a vossa recompensa será grande,
e sereis filhos do Altíssimo,
porque Deus é bondoso também
para com os ingratos e os maus.
36Sede misericordiosos,
como também o vosso Pai é misericordioso.
37Não julgueis e não sereis julgados;
não condeneis e não sereis condenados;
perdoai, e sereis perdoados.
38Dai e vos será dado.
Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante
será colocada no vosso colo;
porque com a mesma medida com que medirdes os outros,
vós também sereis medidos.”
Palavra da Salvação.

Reflexão – Lc 6, 27-38

A regra do ouro da vida do cristão é resumida por Jesus na frase: “O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles”. Todas as pessoas desejam ser amadas, compreendidas e servidas, por isso, todos devem amar, compreender e servir. Devemos ser diferentes das pessoas que vivem a reciprocidade: devemos viver a gratuidade, ser diferentes dos que vivem fazendo justiça: devemos ser misericordiosos. O critério do nosso agir em relação aos outros não pode ser o agir dos outros, mas sim o próprio Deus, que não nos trata segundo nossas faltas, mas ama a todas as pessoas, indistintamente, com amor eterno e as cumula com a abundância dos seus bens. Se vivermos segundo esse critério, seremos filhos do Altíssimo e será grande a nossa recompensa nos céus.

Evangelho do Dia – Mt 11,25-27

Você pode ouvir o evangelho do dia na barra lateral do nosso blog  >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

Escondeste estas coisas aos sábios e entendidos
e as revelaste aos pequeninos.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 11,25-27

25Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer:
“Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra,
porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos
e as revelaste aos pequeninos.
26Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado.
27Tudo me foi entregue por meu Pai,
e ninguém conhece o Filho, senão o Pai,
e ninguém conhece o Pai, senão o Filho
e aquele a quem o Filho o quiser revelar.
Palavra da Salvação. 

Reflexão – Mt 11, 25-27

O conhecimento de Deus é diferente de todas as outras formas de conhecimento das quais o ser humano é capaz. De fato, temos diversas formas de conhecimento, como o racional, o científico, o vulgar e o mitológico, entre outros, que encontram a sua origem na nossa relação com as coisas e as pessoas que conhecemos e que se tornam de alguma forma objeto do nosso conhecimento. Com Deus, a coisa é diferente. A mente humana é incapaz de, por si só, chegar até o conhecimento de Deus. Só conhecemos a Deus porque, no seu infinito amor, ele revelou-se a todos nós. É o amor de Deus que, sabendo que somos incapazes de chegar até ele, vem até nós.

Quem realmente são os irmãos de Jesus?

Vemos no evangelho de hoje (Mt 12, 46 – 50) que Jesus é interrompido de um sermão por alguém que diz: “A sua mãe e os seus irmãos estão lá fora e querem falar contigo”.

O que Ele disse quando foi informado que Sua mãe e Seus irmãos estavam ali, nesta ocasião, parece consistir em desprezo aos Seus familiares mas, na realidade, o significado é mais profundo do que isso.

Ao declarar que todo aquele que faz a vontade de Deus é a Sua família, Ele não estava renunciando à Sua família segundo a carne. Como filho mais velho, Ele continuou a cuidar do bem estar da Sua mãe. Isto foi comprovado quando, ao dar a Sua vida na cruz, Ele passou essa responsabilidade ao discípulo a quem Ele amava.

Simplesmente Jesus define claramente que o parentesco de ordem humana, seja a mãe, os irmãos ou irmãs que Ele tinha, não tem qualquer significação no Reino de Deus.

O relacionamento mais chegado do Senhor Jesus é com o Seu Pai, que está nos céus, o próprio Deus Pai. O único “parentesco” permanente que Ele pode ter é de ordem espiritual – e é com aqueles que fazem a vontade de Deus. A estes, Ele chama de meus irmãos.
Deixando de lado os laços sanguíneos, representado pelo parentesco segundo a carne com Sua mãe e Seus irmãos, o Senhor Jesus passará agora a ampliar o Seu ministério a todos aqueles que O receberem, sem distinção entre judeus e gentios. Não se dará mais exclusividade a Israel, devido à sua incredulidade e rejeição.

O relacionamento segundo a carne passa a ser inteiramente superado por afinidades espirituais. A obediência a Deus é agora o fator predominante e definitivo para estabelecer tais afinidades, sem outra distinção qualquer.

O mesmo se aplica a todo aquele que recebe Cristo como o seu Senhor e Salvador. Ele disse: “Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo”. Nosso relacionamento espiritual com Cristo produz um vínculo maior do que nosso parentesco de sangue.

Um aspecto muito importante que deve ser esclarecido é sobre os “irmãos” de Jesus:

Os irmãos de Jesus, como fica claro pelo próprio texto bíblico, eram filhos de Alfeu e sua esposa, e não de José e Maria. Em diversos lugares o Evangelho fala desses “irmãos”. Assim, Marcos e Lucas referem que “estando Jesus a falar, disse-lhe alguém: ‘eis que estão lá fora tua mãe e teus irmãos que querem ver-te’” (Mt 12,46-47; Mc 3,31-32; Lc 8,19-20 e também em Jo 7,1-10).

Toda a pessoa que pergunte sobre os irmãos de Jesus somente revela a sua ignorância da própria Bíblia. Até porque as línguas hebraica e aramaica não possuem palavras que traduzam o nosso ‘primo’ ou ‘prima’, e serve-se da palavra ‘irmão’ ou ‘irmã’.

No Antigo Testamento encontramos e sobretudo em Gn 37,16; 42,15; 43,5; 12,8-14; 39,15), sobrinhos, primos irmãos (1 Par 23,21), e primos segundos (Lv 10,4) – e até ‘parentes’ em geral (Jó 19,13-14; 42,11). Há muitos exemplos nas Sagradas Escrituras. Lê-se no Gênesis que ‘Taré era pai de Abraão e de Harão, e que Harão gerou a Lot’ (Gn 11,27) que, por conseguinte, vinha a ser sobrinho de Abraão. Contudo, no mesmo Gênesis, mais adiante, chama a Lot ‘irmão de Abraão’ (Gn 13,3). “Disse Abraão a Lot: nós somos irmãos” (Gn 14,14). Jacó se declara irmão de Labão, quando, na verdade, era filho de Rebeca, irmã de Labão (Gn 29,12-15).

No Novo Testamento, fica claríssimo que os ‘irmãos’ de Jesus não eram filhos de Nossa Senhora. Os supostos ‘irmãos’ de Jesus são indicados por São Marcos: “Não é este o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão e não estão aqui conosco suas irmãs?” Tiago e Judas, conforme afirma S. Lucas, eram filhos de Alfeu e Cleófas: “Chamou Tiago, filho de Alfeu… e Judas, irmão de Tiago” (Lc 6,15-16). E ainda: “Chamou Judas, irmão de Tiago” (Lc 6,16).

Quanto a ‘José’, S. Mateus diz que é irmão de Tiago: “Entre os quais estava… Maria, mãe de Tiago e de José” (Mt 27,56). Em S. Mateus se lê: “Estavam ali (no calvário), a observar de longe…., Maria Mágdala, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu”. Essa Maria, mãe de Tiago e José, não é a esposa de S. José, mas de Cléofas, conforme S. João (19,25). Era também a irmã de Nossa Senhora, como se lê em S. João (19,25): “Estavam junto à Cruz de Jesus sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria (esposa) de Cléofas, e Maria de Mágdala”. Simão, irmão dos três outros, ‘Tiago, José e Judas’ são verdadeiramente irmãos entre si, filhos do mesmo pai e da mesma mãe. Alfeu ou Cléofas é o pai deles.

Da mesma forma, se Nossa Senhora tivesse outros filhos, ela não teria ficado aos cuidados de S. João Evangelista, que não era da família, mas com seu filho mais velho, segundo ordenava a Lei de Moisés. Eis um dilema sem saída para os protestantes, pois os ‘irmãos’ de Jesus são filhos de Maria de Cléofas e Alfeu.

Também decorre uma pergunta: Por que nunca os evangelhos chamam os ‘irmãos de Jesus’ de ‘filhos de Maria’ ou de ‘José’, como fazem em relação à Nosso Senhor? E por que, durante toda a vida da Sagrada Família, apenas conta-se três membros: Jesus, Maria e José?

Portanto, a própria Sagrada Escritura demonstra que os supostos ‘irmãos’ de Jesus são seus primos e não seus irmãos carnais. Sua afirmação de que o trecho de S. Mateus tem duas passagens, uma referindo-se à filiação carnal e a segunda à filiação espiritual fica sem sentido, visto que não conferem com o texto bíblico. Até porque o parentesco de sangue não é sequer mencionado pelos seus irmãos nas cartas que escreveram e que se encontram no Novo Testamento, indicando que não davam valor a isso. Ao invés disso, eles se dizem servos de Jesus Cristo.

por Padre Bantu Mendonça

Evangelho do Dia – Jo 17,11b-19

Para que eles sejam um assim como nós somos um

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo escrito por João 17,11b-19

Naquele tempo:
Jesus ergueu os olhos ao céu e disse:
11b”Pai santo, guarda-os em teu nome,
o nome que me deste,
para que eles sejam um
assim como nós somos um.
12Quando eu estava com eles,
guardava-os em teu nome,
o nome que me deste.
Eu guardei-os e nenhum deles se perdeu,
a não ser o filho da perdição,
para se cumprir a Escritura.
13Agora, eu vou para junto de ti,
e digo estas coisas, estando ainda no mundo,
para que eles tenham em si
a minha alegria plenamente realizada.
14Eu lhes dei a tua palavra,
mas o mundo os rejeitou,
porque não são do mundo,
como eu não sou do mundo.
15Não te peço que os tires do mundo,
mas que os guardes do Maligno.
16Eles não são do mundo,
como eu não sou do mundo.
17Consagra-os na verdade;
a tua palavra é verdade.
18Como tu me enviaste ao mundo,
assim também eu os enviei ao mundo.
19Eu me consagro por eles,
a fim de que eles também sejam consagrados na verdade”.
Palavra da Salvação.

Reflexão – Jo 17, 11b-19

Jesus, antes de partir, ora ao Pai por todos nós. Ele sabe que todos nós precisamos da graça divina para permanecer fiéis a Deus. Os valores que nós acreditamos não são os valores do mundo, e o mundo nos odeia porque não acreditamos nos seus valores. Os nossos valores atrapalham os interesses de quem é deste mundo, pois este mundo é marcado pelo egoísmo, pelo ódio, pela mentira e pela morte, enquanto que nós pregamos o amor, a solidariedade, a verdade e a vida em abundância. Nós não devemos fugir dos desafios do mundo, mas sim transformar o mundo através dos valores que acreditamos.

Evangelho do Dia – Jo 16,12-15

Tudo o que o Pai possui é meu. O Espírito Santo
receberá do que é meu e vo-lo anunciará.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 16,12-15

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
12Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos,
mas não sois capazes de as compreender agora.
13Quando, porém, vier o Espírito da Verdade,
ele vos conduzirá à plena verdade.
Pois ele não falará por si mesmo,
mas dirá tudo o que tiver ouvido;
e até as coisas futuras vos anunciará.
14Ele me glorificará,
porque receberá do que é meu
e vo-lo anunciará.
15Tudo o que o Pai possui é meu.
Por isso, disse que
o que ele receberá e vos anunciará, é meu.
Palavra da Salvação.

Reflexão – Jo 16, 12-15

O Espírito Santo nos é enviado não apenas como o Consolador. Ele é também o Espírito da Verdade, que nos ensinará toda a verdade. A promessa da presença do Espírito Santo no meio de nós é a garantia da fidelidade da Igreja na busca da compreensão das verdades reveladas nas Sagradas Escrituras. É o Espírito Santo quem abre o coração e a mente de todos os fiéis para que possam compreender melhor as coisas do alto e assim possibilita a todos a melhor vivência da vontade do Pai. É pela ação do Espírito Santo que podemos reconhecer Jesus e glorificar o seu santo Nome.

Evangelho do Dia – Jo 3,31-36

O Pai ama o Filho e entregou tudo em sua mão.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 3,31-36

31- “Aquele que vem do alto
está acima de todos.
O que é da terra,
pertence à terra e fala das coisas da terra.
Aquele que vem do céu
está acima de todos.
32Dá testemunho daquilo que viu e ouviu,
mas ninguém aceita o seu testemunho.
33Quem aceita o seu testemunho
atesta que Deus é verdadeiro.
34De fato, aquele que Deus enviou
fala as palavras de Deus,
porque Deus lhe dá o espírito sem medida.
35O Pai ama o Filho
e entregou tudo em sua mão.
36Aquele que acredita no Filho
possui a vida eterna.
Aquele, porém, que rejeita o Filho não verá a vida,
pois a ira de Deus permanece sobre ele”.
Palavra da Salvação.

Reflexão – Jo 3, 31-36

Devemos procurar Jesus para que, a partir do encontro pessoal com ele, possamos conhecer o próprio Pai. Quando isso acontece, deixamos de pertencer às coisas da terra, porque assumimos novos valores e encontramos em Deus uma nova motivação para viver: a motivação das coisas do alto. A fonte dessa motivação é o dom do Espírito Santo que é derramado sem medida sobre nós e faz com que reconheçamos nas palavras de Jesus as palavras do próprio Deus, que são fonte de verdadeira alegria e de felicidade eterna para todos os que crêem nelas e as colocam em prática no dia a dia.