Jesus entrando em Jerusalém

Você sabe a importância do Domingo de Ramos?

O artigo abaixo é do professor Felipe Aquino e fala sobre a importância deste domingo na igreja e na nossa vida. Confira:

A Semana Santa começa no Domingo de Ramos, porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples que O aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”. Esse povo, há poucos dias, tinha visto Jesus ressuscitar Lázaro de Betânia e estava maravilhado, pois tinha a certeza de que esse era o Messias anunciado pelos profetas, mas, esse mesmo povo tinha se enganado com tipo de Messias que Cristo era. Pensava que, fosse um Messias político, libertador social, que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão.

Para deixar claro a este povo que Ele não era um Messias temporal e político, um libertador efêmero, e sim, o grande Libertador do pecado, a raiz de todos os males, então, o Senhor entra na grande cidade, a Jerusalém dos patriarcas e dos reis sagrados, montado em um jumentinho; expressão da pequenez terrena. Ele não é um Rei deste mundo! Dessa forma, o Domingo de Ramos dá o início à Semana Santa, que mistura os gritos de hosanas com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus abanando seus ramos de oliveiras e palmeiras.

Os ramos lembram nosso batismo

Esses ramos significam a vitória: “Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas”. Os ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus, membros de Cristo, participantes da Igreja, defensores da fé católica, especialmente nestes tempos difíceis em que essa é desvalorizada e espezinhada. Os ramos sagrados que levamos para nossas casas, após a Missa, lembram-nos de que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição.

O sentido da Procissão de Ramos

O sentido da Procissão de Ramos é mostrar essa peregrinação sobre a terra que cada cristão realiza a caminho da vida eterna com Deus. Ela nos recorda que somos apenas peregrinos neste mundo tão passageiro, tão transitório, que se gasta tão rapidamente e nos mostra que a nossa pátria não é neste mundo, mas sim, na eternidade; aqui nós vivemos apenas em um rápido exílio em demanda da casa do Pai.

A Missa do Domingo de Ramos traz a narrativa de São Lucas sobre a Paixão de Nosso Senhor Jesus, Sua angústia mortal no Horto das Oliveiras, o Sangue vertido com o suor, o beijo traiçoeiro de Judas, a prisão, os maus-tratos causados pelas mãos dos soldados na casa de Anás, Caifás; Seu julgamento iníquo diante de Pilatos, depois, diante de Herodes, Sua condenação, o povo a vociferar “crucifica-O, crucifica-O”; as bofetadas, as humilhações, o caminho percorrido até o Calvário, a ajuda do Cirineu, o consolo das santas mulheres, o terrível madeiro da cruz, Seu diálogo com o bom ladrão, Sua morte e sepultura.

Entrada “solene” de Jesus em Jerusalém

A entrada “solene” de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de Suas dores e humilhações. Aquela mesma multidão que O homenageou, motivada por Seus milagres, agora vira as costas a Ele e muitos pedem a Sua morte. Jesus, que conhecia o coração dos homens, não estava iludido. Quanta falsidade há nas atitudes de certas pessoas! Quantas lições nos deixam esse Domingo de Ramos!

O Mestre nos ensina, com fatos e exemplos, que o Reino d’Ele, de fato, não é deste mundo. Que Ele não veio para derrubar César e Pilatos, mas para derrubar um inimigo muito pior e invisível: o pecado. E para isso é preciso imolar-se, aceitar a Paixão, passar pela morte para destruir a morte; perder a vida para ganhá-la. A muitos o Senhor Jesus decepcionou; pensavam que Ele fosse escorraçar Pilatos e reimplantar o reinado de Davi e Salomão em Israel; mas Ele vem montado em um jumentinho frágil e pobre.

Muitos pensam: “Que Messias é esse? Que libertador é esse? É um farsante! É um enganador que merece a Cruz por nos ter iludido”. Talvez Judas tenha sido o grande decepcionado. O Domingo de Ramos ensina-nos que a luta de Cristo e da Igreja e, consequentemente, a nossa também, é a luta contra o pecado, a desobediência à Lei Sagrada de Deus, que hoje é calcada aos pés até mesmo por muitos cristãos que preferem viver um Cristianismo “light”, adaptado aos seus gostos e interesses, e segundo as suas conveniências. Impera, como disse Bento XVI, “a ditadura do relativismo”.

O Domingo de Ramos nos ensina que seguir o Cristo é renunciarmos a nós mesmos, morrermos na terra como o grão de trigo para poder dar fruto, enfrentar os dissabores e ofensas por causa do Evangelho do Senhor. Ele nos arranca das comodidades e das facilidades, para nos colocar diante d’Aquele que veio ao mundo para salvá-lo.

Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo

Evangelho – Jo 18,1-19,42

Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo João 18,1-19,42 Prenderam Jesus e o amarraram. Naquele tempo:

1 Jesus saiu com os discípulos

para o outro lado da torrente do Cedron.

Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos.

2 Também Judas, o traidor, conhecia o lugar,

porque Jesus costumava reunir-se aí

com os seus discípulos.

3 Judas levou consigo um destacamento de soldados

e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus,

e chegou ali com lanternas, tochas e armas.

4 Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer,

saiu ao encontro deles e disse: ‘A quem procurais?’

5 Responderam: ‘A Jesus, o nazareno’.

Ele disse: ‘Sou eu’.

Judas, o traidor, estava junto com eles.

6 Quando Jesus disse: ‘Sou eu’,

eles recuaram e caíram por terra.

7 De novo lhes perguntou:

‘A quem procurais?’

Eles responderam: ‘A Jesus, o nazareno’.

8 Jesus respondeu: ‘Já vos disse que sou eu.

Se é a mim que procurais,

então deixai que estes se retirem’.

9 Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito:

‘Não perdi nenhum daqueles que me confiaste’.

10 Simão Pedro, que trazia uma espada consigo,

puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote,

cortando-lhe a orelha direita.

O nome do servo era Malco.

11 Então Jesus disse a Pedro:

‘Guarda a tua espada na bainha.

Não vou beber o cálice que o Pai me deu?’

Conduziram Jesus primeiro a Anás.

12 Então, os soldados, o comandante e os guardas dos

judeus prenderam Jesus e o amarraram.

13 Conduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro de

Caifás, o sumo sacerdote naquele ano.

14 Foi Caifás que deu aos judeus o conselho:

‘É preferível que um só morra pelo povo’.

15 Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus.

Esse discípulo era conhecido do sumo sacerdote

e entrou com Jesus no pátio do sumo sacerdote.

16 Pedro ficou fora, perto da porta.

Então o outro discípulo,

que era conhecido do sumo sacerdote, saiu,

conversou com a encarregada da porta

e levou Pedro para dentro.

17 A criada que guardava a porta disse a Pedro:

‘Não pertences também tu aos discípulos desse homem?’

Ele respondeu: ‘Não’.

18 Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira

e estavam-se aquecendo, pois fazia frio.

Pedro ficou com eles, aquecendo-se.

19 Entretanto, o sumo sacerdote interrogou Jesus

a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento.

20 Jesus lhe respondeu:

‘Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na 

sinagoga e no Templo, onde todos os judeus se reúnem.

Nada falei às escondidas.

21 Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que 

falei; eles sabem o que eu disse.’

22 Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava

deu-lhe uma bofetada, dizendo: 

‘É assim que respondes ao sumo sacerdote?’

23 Respondeu-lhe Jesus: ‘Se respondi mal, mostra em quê;

mas, se falei bem, por que me bates?’

24 Então, Anás enviou Jesus amarrado para Caifás,

o sumo sacerdote.

Não és tu também um dos discípulos dele? Pedro negou: ‘Não!

25 Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se.

Disseram-lhe:

‘Não és tu, também, um dos discípulos dele?’

Pedro negou: ‘Não!’

26 Então um dos empregados do sumo sacerdote,

parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha,

disse: ‘Será que não te vi no jardim com ele?’

27 Novamente Pedro negou. E na mesma hora, o galo cantou.

O meu reino não é deste mundo.

28 De Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador.

Era de manhã cedo.

Eles mesmos não entraram no palácio,

para não ficarem impuros e poderem comer a páscoa.

29 Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse:

‘Que acusação apresentais contra este homem?’

30 Eles responderam: ‘Se não fosse malfeitor,

não o teríamos entregue a ti!’

31 Pilatos disse: ‘Tomai-o vós mesmos

e julgai-o de acordo com a vossa lei.’

Os judeus lhe responderam:

‘Nós não podemos condenar ninguém à morte’.

32 Assim se realizava o que Jesus tinha dito,

significando de que morte havia de morrer.

33 Então Pilatos entrou de novo no palácio,

chamou Jesus e perguntou-lhe:

‘Tu és o rei dos judeus?’

34 Jesus respondeu:’Estás dizendo isto por ti mesmo,

ou outros te disseram isto de mim?’

35 Pilatos falou: ‘Por acaso, sou judeu?

O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim.

Que fizeste?’.

36 Jesus respondeu: ‘O meu reino não é deste mundo.

Se o meu reino fosse deste mundo,

os meus guardas lutariam para que eu não

fosse entregue aos judeus.

Mas o meu reino não é daqui.’

37 Pilatos disse a Jesus: ‘Então tu és rei?’

Jesus respondeu: ‘Tu o dizes: eu sou rei.

Eu nasci e vim ao mundo para isto:

para dar testemunho da verdade.

Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz.’

38 Pilatos disse a Jesus: ‘O que é a verdade?’

Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus,

e disse-lhes: ‘Eu não encontro nenhuma culpa nele.

39 Mas existe entre vós um costume,

que pela Páscoa eu vos solte um preso.

Quereis que vos solte o rei dos Judeus?’

40 Então, começaram a gritar de novo:

‘Este não, mas Barrabás!’ Barrabás era um bandido.

Viva o rei dos judeus!

19,1 Então Pilatos mandou flagelar Jesus.

2 Os soldados teceram uma coroa de espinhos

e colocaram-na na cabeça de Jesus.

Vestiram-no com um manto vermelho,

3 aproximavam-se dele e diziam:’Viva o rei dos judeus!’

E davam-lhe bofetadas.

4 Pilatos saíu de novo e disse aos judeus:

‘Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós,

para que saibais que não encontro nele crime algum.’

5 Então Jesus veio para fora,

trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho.

Pilatos disse-lhes: ‘Eis o homem!’

6 Quando viram Jesus,

os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar:

‘Crucifica-o! Crucifica-o!’

Pilatos respondeu: ‘Levai-o vós mesmos para o

crucificar, pois eu não encontro nele crime algum.’

7 Os judeus responderam: ‘Nós temos uma Lei,

e, segundo esta Lei, ele deve morrer,

porque se fez Filho de Deus’.

8 Ao ouvir estas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda.

9 Entrou outra vez no palácio

e perguntou a Jesus: ‘De onde és tu?’

Jesus ficou calado.

10 Então Pilatos disse: ‘Não me respondes?

Não sabes que tenho autoridade para te soltar

e autoridade para te crucificar?’

11 Jesus respondeu:

‘Tu não terias autoridade alguma sobre mim,

se ela não te fosse dada do alto.

Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior.’

Fora! Fora! Crucifica-o!

12 Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus.

Mas os judeus gritavam:

‘Se soltas este homem, não és amigo de César.

Todo aquele que se faz rei, declara-se contra César’.

13 Ouvindo estas palavras, Pilatos trouxe

Jesus para fora e sentou-se no tribunal,

no lugar chamado ‘Pavimento’, em hebraico ‘Gábata’.

14 Era o dia da preparação da Páscoa,

por volta do meio-dia.

Pilatos disse aos judeus: ‘Eis o vosso rei!’

15 Eles, porém, gritavam: ‘Fora! Fora! Crucifica-o!’

Pilatos disse: ‘Hei de crucificar o vosso rei?’

Os sumos sacerdotes responderam:

‘Não temos outro rei senão César’.

16 Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado,

e eles o levaram.

Ali o crucificaram, com outros dois.

17 Jesus tomou a cruz sobre si

e saiu para o lugar chamado ‘Calvário’,

em hebraico ‘Gólgota’.

18 Ali o crucificaram, com outros dois:

um de cada lado, e Jesus no meio.

19 Pilatos mandou ainda escrever um letreiro

e colocá-lo na cruz; nele estava escrito:

‘Jesus o Nazareno, o Rei dos Judeus’.

20 Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em

que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade.

O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego.

21 Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a

Pilatos: ‘Não escrevas ‘O Rei dos Judeus’,

mas sim o que ele disse: ‘Eu sou o Rei dos judeus’.’

22 Pilatos respondeu: ‘O que escrevi, está escrito’.

Repartiram entre si as minhas vestes.

23 Depois que crucificaram Jesus,

os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes,

uma parte para cada soldado.

Quanto à túnica, esta era tecida sem costura,

em peça única de alto a baixo.

24 Disseram então entre si: ‘Não vamos dividir a túnica.

Tiremos a sorte para ver de quem será’.

Assim se cumpria a Escritura que diz:

‘Repartiram entre si as minhas vestes

e lançaram sorte sobre a minha túnica’.

Assim procederam os soldados.

Este é o teu filho. Esta é a tua mãe.

25 Perto da cruz de Jesus, estavam de pé

a sua mãe, a irmó da sua mãe, Maria de Cléofas,

e Maria Madalena.

26 Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que

ele amava, disse à mãe: ‘Mulher, este é o teu filho’.

27 Depois disse ao discípulo: ‘Esta é a tua mãe’.

Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo.

Tudo está consumado.

28 Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado,

e para que a Escritura se cumprisse até o fim,

disse: ‘Tenho sede’.

29 Havia ali uma jarra cheia de vinagre.

Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre

e levaram-na à boca de Jesus.

30 Ele tomou o vinagre e disse: ‘Tudo está consumado’.

E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.

E logo saiu sangue e água.

31 Era o dia da preparação para a Páscoa.

Os judeus queriam evitar

que os corpos ficassem na cruz durante o sábado,

porque aquele sábado era dia de festa solene.

Então pediram a Pilatos

que mandasse quebrar as pernas aos crucificados

e os tirasse da cruz.

32 Os soldados foram

e quebraram as pernas de um e depois do outro

que foram crucificados com Jesus.

33 Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava

morto, não lhe quebraram as pernas;

34 mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança,

e logo saiu sangue e água.

35 Aquele que viu, dá testemunho e seu testemunho é

verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade,

para que vós também acrediteis.

36 Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura,

que diz: ‘Não quebrarão nenhum dos seus ossos’.

37 E outra Escritura ainda diz:

‘Olharão para aquele que transpassaram’.

Envolveram o corpo de Jesus com os aromas, em faixas de linho.

38 Depois disso, José de Arimatéia,

que era discípulo de Jesus

– mas às escondidas, por medo dos judeus –

pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus.

Pilatos consentiu.

Então José veio tirar o corpo de Jesus.

39 Chegou também Nicodemos,

o mesmo que antes tinha ido a Jesus de noite.

Trouxe uns trinta quilos de perfume

feito de mirra e aloés.

40 Então tomaram o corpo de Jesus

e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho,

como os judeus costumam sepultar.

41 No lugar onde Jesus foi crucificado, havia um jardim

e, no jardim, um túmulo novo,

onde ainda ninguém tinha sido sepultado.

42 Por causa da preparação da Páscoa, e como o túmulo

estava perto, foi ali que colocaram Jesus.

Palavra da Salvação.

-Gloria a vós Senhor❣

❤❤ ORAÇÃO❤❤

Senhor Jesus, pensando em vossa morte, não me deixo levar pela tristeza. Nos vossos últimos momentos, vós nos falais de vida, de comunidade fraterna,de família dos filhos de Deus. E nos dizeis que entre nós irmãos e irmãs temos Maria. Que é nossa irmã e também nossa mãe, porque foi através dela que viestes  viver nossa vida para nos fazer viver da vossa, dá vida divina.

Amém❣

Hoje é um dia de meditar a Paixão de Nosso Senhor por nós. Esse amor é tão grande que ele se fez carne, habitou entre nós e padeceu. Sofreu. Foi açoitado, esbofeteado, torturado. Tudo para que tenhamos a vida. Vida em abundância. Vida eterna. Convido a todos a rezerem, a partir de hoje, na sua casa, no seu trabalho, ou junto a comunidade a Novena em honra a Divina Misericórdia

  

“CSI: Jesus de Nazaré”, a crucificação vista por um legista

CSI-title-wallpaper

(ACI/Europa Press).- O legista José Cabreras descreveu as lesões sofridas por Jesus de Nazaré desde o momento de sua prisão até sua morte na cruz, analisando a documentação da época e as imagens do Santo Sudário, e recolheu suas conclusões no livro “CSI: Jesus de Nazaré. O crime mais injusto”.


Cabreras assegurou que escolheu para seu livro, publicado pela Neverland Edições, esse título chamativo, que inclusive é o nome de uma famosa série de TV americana, “para que o público se aproxime da descoberta da figura de Jesus” e saiba como foi sua morte desde um triplo enfoque: legista, criminológico e judicial. Em inglês a sigla CSI significa “Crime Scene Investigation”, em português: Investigação da cena do crime, na qual os personagens são legistas e agentes da lei que conduzem suas investigações segundo os rastros deixados nos lugares do crime e nas evidências nos corpos das vítimas.

Mesmo sem um cadáver pode-se realizar efetuar uma “análise legista retrospectiva” baseada em testemunhos e na documentação da época, como os Evangelhos e outros textos apócrifos, e nas imagens do Santo Sudário, cujo valor “ninguém jamais desmentiu”, disse o legista.

A documentação histórica romana estabelece que desde a prisão até a morte de Jesus na cruz transcorreram 24 horas, e que, uma vez crucificado, sobreviveu duas horas, quando alguns crucificados duravam inclusive vários dias, sinal, segundo Cabreras, da intensidade das torturas prévias às que foi sujeito.


Um capacete repleto de espinhos


pasionAs punções em todo o couro cabeludo assinalam que não foi uma coroa mas uma espécie de capacete denso de espinhos que Jesus levou na cabeça, espinheiros que, segundo Cabreras, os legionários romanos não tiveram trabalho para procurar, porque eram os mesmos utilizados para acender o fogo e que haviam em abundância na região.

O manto, guardado na cidade de Turim, Itália, evidencia que o nariz de Cristo tinha fraturado por um golpe e o ombro direito esfolado pelo peso do patibulum, a parte horizontal da cruz, cujo peso era entre 40 e 50 quilogramas, pois os crucificados não transportavam toda a cruz, a parte maior, vertical, permanecia cravada no chão, à espera do crucificado.

Segundo os estudos, a flagelação foi realizada ao estilo romano, com um flagelum, um látego que partia de um pedaço de madeira e cujas caudas terminavam em bolas de chumbo.

300 marcas de flagelo


A lei proibia golpear com este látego a cabeça ou outros órgãos vitais para provocar sofrimento, mas não a morte, de modo que Jesus, que recebeu cerca de 300 impactos dessas bolas de chumbo –o triplo do que era permitido na lei judia–, já tinha várias costelas fraturadas quando tomou o ‘patibulum’ sobre os ombros e subiu o calvário.

Ambos os joelhos foram esfolados até a rótula pelo efeito das quedas e o peso do lenho da cruz.
Os pregos atravessaram os pulsos de Cristo passando entre os ossos, enquanto que para os pés, postos um sobre o outro, usou-se um único prego que entrou pelas impigens, local onde o pé é mais largo.

Segundo Cabreras, habitualmente se atava os crucificados e os pregos, por serem muito caros, reservavam-se para “ocasiões especiais”.

O centurião da guarnição romana, antes de abandonar o lugar do sacrifício, tinha a missão de assegurar-se de que o crucificado estava morto para garantir que ninguém o tirava da cruz com vida. Por isso, no caso de Jesus a lança atravessou o coração de baixo para cima e da direita à esquerda.

As Sagradas Escrituras narram que brotou água e sangue desta ferida e a ciência corrobora o fato.  “A água era o soro que costuma rodear o coração quando a agonia se prolonga durante horas”, explicou Cabreras.


Descumprimento nas leis


O legista realiza ainda uma análise criminológica dos elementos que acompanharam as torturas e outro judicial de “saltos” que se deram no processo entre as duas leis vigentes na Palestina, a romana e a judia, com o propósito de prejudicar o réu.

“Pilatos, ao final, não teve nenhum elemento objetivo para condenar Jesus, e o condena por razões políticas”, concluiu.

Cabreras recordou que foi no século XX, ao Papa Pio XII, que o cirurgião, Pierre Barbet, descreveu as lesões e os sofrimentos de Cristo desde o ponto de vista científico, e assegurou que o Papa chorou ao admitir: “Nós não sabíamos, ninguém jamais nos relatou (a Paixão) desta maneira”.

POLÊMICA: Clipe de jovens para JMJ inspirado em sucesso secular do funk

Que a JMJ está próxima todos nós sabemos, mas que algumas coisas estranhas tem surgido em preparação a esse evento também. O termo estranho é a melhor forma que tenho para definir esse vídeo.  Sei, e fico feliz, que os jovens estejam usando de criatividade para promover a JMJ e fazer o melhor evento de todos, mas falta um pouco de orientação a juventude católica do nosso Brasil.

O vídeo abaixo é inspirado no “Show das poderosas” da cantora de funk MC Anitta. Nada contra ela e muito menos a favor. Temos sempre de lembrar que a JMJ é um evento religioso e nada além disso. Religião é cultura podem se misturar muito bem, mas devemos saber os limites.

Outro dia, vi uma turma de jovens fazendo um “harlem shake” na Paixão de Cristo. Sucesso na rede, isso funciona assim, as pessoas ao ouvirem uma musica de mesmo nome fazem uma dança maluca.

Temos de saber nossos limites. Lembro São Paulo que nos saldou com umas das mais belas frases e ensinamentos da Bíblia: “Tudo me é permitido”, mas nem tudo convém. “Tudo me é permitido”, mas eu não deixarei que nada domine” – 1 Coríntios 6:12. Tomemos isso como bandeira.

Como disse antes, fico feliz por ideias inovadoras, mas desde que sejam coerentes a fé cristã. Devemos saber nosso lugar e o modo como fazer.

O pior de tudo é que vi esse vídeo em blog que o satirizava qualificando ele como “Vergonha alheia records”. 

As últimas palavras do Senhor

O profeta Isaías mostra-nos que Jesus foi para a cruz “como um cordeiro que se conduz ao matadouro (Ele não abriu a boca)” (Is 53,7). Mas o Senhor quis deixar-nos as suas últimas palavras, já pregado na Cruz. Sabemos que as últimas palavras de alguém, antes da morte, são aquelas que expressam as suas maiores preocupações e recomendações. A Igreja sempre guardou essas “Sete Palavras” com profundo amor, respeito e devoção, procurando tirar delas todo o seu riquíssimo significado.

5474341036_1602d55094_z

1- “Pai, perdoai-lhes porque eles não sabem o que fazem” (Lc 23,34).

Com essas palavras Jesus selava todo o seu ensinamento sobre a necessidade de “perdoar até os inimigos”( Mt 5,44) . Na Cruz o Senhor confirmava para todos nós que é possível, sim, viver “a maior exigência da fé cristã”: o perdão incondicional a todos. Na Cruz Ele selava o que tinha ensinado: “Não resistais ao mau. Se alguém te feriu a face direita, oferece-lhe também a outra… Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos maltratam e perseguem. Deste modo sereis filhos do vosso Pai do céu, pois ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons” (Mt 5,44-48). “Se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará”( Mt 6,14). Certa vez Pedro perguntou-Lhe:“Senhor, quantas vezes devo perdoar meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?” “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mt 18, 21-22).

2- “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso” (Lc 23,43).

Com essas palavras de perdão e amor ao “bom” ladrão, Jesus nos mostra de maneira inequívoca o oceano ilimitado de sua misericórdia. Bastou Dimas confiar no Coração Misericordioso do Senhor, para ter-lhe abertas, de imediato, as portas do Céu.

Não é à toa que a Igreja ensina que o pior pecado é o da desesperança, o de não confiar no perdão de Deus, por achar que o próprio pecado possa ser maior do que a infinita misericórdia do Senhor. Uma grande tentação sempre será, para todos nós, não confiar na misericórdia de Deus. Santa Teresinha do Menino Jesus dizia: “como a misericórdia e a bondade do coração de Jesus são pouco conhecidas!” “Jesus, eu confio em Vós”.

3- “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?” (Mt 27,46).

Estas palavras, que também estão no Salmo 21, mostram todo o aniquilamento do Senhor. É aquilo que São Paulo exprimiu muito bem aos filipenses: “aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo” (Fil 2,8).

Jesus sofreu todo o aniquilamento possível de se imaginar: moral, psicológico, afetivo, físico, espiritual, enfim, como disse o profeta: “foi castigado por nossos crimes e esmagado por nossas iniquidades…” (Is 53,5).

Depois de tudo isto “ninguém tem mais o direito de duvidar do amor de Deus”. Será uma grande blasfêmia alguém dizer que Deus não lhe ama, depois que Jesus sofreu tanto para assumir em si o pecado de todos os homens e de cada homem. Paulo disse aos Gálatas: “Ele morreu por mim”(Gal 5,22).

4- “Mulher, eis aí o teu filho”… “Filho, eis aí tua Mãe” (Jo19,26).

Tendo entregado-se todo pela nossa salvação, já prestes a morrer, Jesus ainda nos quiz deixar o que Ele tinha de mais precioso nesta vida, a sua querida Mãe. E como Jesus confiava nela! A tal ponto de querê-la para nossa Mãe também. Todos aqueles que se esquecem de Maria, ou, pior ainda, a rejeitam, esquecem e rejeitam também a Jesus, pois negam receber de Suas mãos, na hora suprema da Morte, o seu maior Presente para nós.

5. “ Tenho sede! ” (Jo 19,28).

Dizem os Padres da Igreja que esta “sede” do Senhor mais do que sede de água, é sede de almas a serem salvas, com o seu próprio Sacrifício que se consumava naquela hora. E esta “sede” de Jesus continua hoje, mais forte do que nunca.

Muitos ainda, pelos quais ele derramou o seu sangue preciosíssimo, continuam vivendo uma vida de pecado, afastados do amor de Deus e da Igreja. Quantos e quantos batizados, talvez a maioria, nem sequer vai à Missa aos domingos, não sabe o que é uma Confissão há anos, não comunga, não reza, enfim, vive como se Deus não existisse…

6- “Tudo está consumado” (Jo 19,30).

Nos diz São João: “sabendo Jesus que tudo estava consumado…”, isto é, Jesus tinha plena consciência que tinha cumprido “toda” a sua missão salvífica, conforme o desígnio santo de Deus. Enquanto tudo não estava cumprido, Ele não “entregou” o seu espírito ao Pai. Assim, fica bem claro que a nossa salvação depende agora de nós, porque a parte de Deus já foi perfeitamente cumprida até às últimas consequências.

7- “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23,46).

Confiando plenamente no Pai, que Ele fizera também nosso Pai ao assumir a nossa humanidade, Jesus volta para Aquele que tanto amava. É o seu destino, o coração do Pai; e é o nosso destino também. Ao voltar para o Pai, Jesus indica o nosso fim; o seio do Pai, o Céu. “Vós sois cidadãos do Céu” (Fil 3,20), grita o Apóstolo; por isso, como diz a Liturgia, é preciso “caminhar entre as coisas que passam, abraçando somente as que não passam”.

Prof. Felipe Aquino

Bento XVI preside cerimônia da Paixão do Senhor

papacoliseu

Nesta Sexta-feira Santa, 06/04, o Papa Bento XVI presidiu a celebração da “Paixão do Senhor” na Basílica de São Pedro. A homilia da cerimônia foi feita pelo pregador da Casa Pontifícia, Frei Raniero Cantalamessa, que abordou a Paixão de Cristo a partir de uma perspectiva atual, contudo, à luz de fatos históricos.

“A liturgia ‘renova’ o evento: quantas discussões, durante cinco séculos até hoje, sobre o sentido desta palavra, especialmente quando é aplicada ao sacrifício da cruz e à Missa! Paulo VI usou um verbo que poderia pavimentar o caminho para uma compreensão ecumênica sobre tal argumento: o verbo “representar”, compreendido no sentido forte de reapresentar, ou seja, tornar novamente presente e operante o acontecido”, afirmou o pregador.

Cantalamessa reiterou que nesta Sexta-feira Santa “não estamos apenas comemorando um aniversário, mas um mistério. É ainda Santo Agostinho que explica a diferença entre as duas coisas. Na celebração “à maneira de aniversário”, não se pede outra coisa – diz – mais do que “indicar com uma solenidade religiosa o dia do ano no qual cai a lembrança do mesmo acontecimento”; na celebração a modo de mistério (“em sacramento”), “não somente se comemora um acontecimento, mas é feito também de tal forma que se entenda o seu significado e seja acolhido santamente”.

No início da noite, o papa Bento XVI deixou o Vaticano e se dirigiu até o Coliseu de Roma para participar da meditação da Via Sacra. No Sábado Santo ele preside a Vigília Pascal – a mais importante celebração do ano para os católicos. No domingo de Páscoa, Bento XVI preside na Praça São Pedro a Missa de Páscoa, no final da qual o Papa irá conceder a tradicional Bênção ‘Urbi et Orbi’ (à cidade e ao mundo).

Encerrando as cerimônias solenes dos dias da Páscoa, nesta segunda-feira – quando é feriado na Itália e em alguns países europeus – Bento XVI falará aos fiéis reunidos na praça de São Pedro, como costuma fazer aos domingos, a partir da janela dos seus aposentos. Ele dirigirá uma palavra e entoará o canto da antífona mariana do tempo pascal – o Regina Coeli.

Por que adorar a Cruz hoje? Santo Tomás de Aquino nos explica:

“O que acontece é que, em quanto às outras imagens de Cristo crucificado, adoramos com adoração de latria somente em razão desse movimento segundo o qual a nossa alma não fica parada na imagem, mas se dirige à mesma realidade, que é a Pessoa de Cristo, a Cruz na qual Cristo foi crucificado tem também um significado todo especial a causa do contato com os membros santíssimos do único Redendor dos homens, Jesus Cristo. Realmente a Igreja adora a Santa Cruz porque vê nela não o objeto material em si, mas o que ela significa, Jesus Cristo crucificado, nosso único Salvador. E se alguém se escandaliza ainda com essa expressão, talvez bastaria citar a São Paulo: ‘mas nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos; mas, para os eleitos – quer judeus quer gregos –, força de Deus e sabedoria de Deus’ (1 Cor 1,23-24).” Suma Teológica.

SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO: calvário, morte e sepultamento de Cristo

A tarde de Sexta-feira Santa apresenta o drama imenso da morte de Cristo no Calvário. A cruz erguida sobre o mundo segue de pé como sinal de salvação e de esperança. Com a Paixão de Jesus segundo o Evangelho de João comtemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que lhe traspassou o lado.

São João, teólogo e cronista da paixão nos leva a comtemplar o mistério da cruz de Cristo como uma solene liturgia. Tudo é digno, solene, simbólico em sua narração: cada palavra, cada gesto. A densidade de seu Evangelho agora se faz mais eloqüente. E os títulos de Jesus compõem uma formosa Cristologia. Jesus é Rei. O diz o título da cruz, e o patíbulo é o trono onde ele reina. É a uma só vez, sacerdote e templo, com a túnica sem costura com que os soldados tiram a sorte. É novo Adão junto à Mãe, nova Eva, Filho de Maria e Esposo da Igreja. É o sedento de Deus, o executor do testamento da Escritura. O Doador do Espírito. É o Cordeiro imaculado e imolado, o que não lhe romperam os ossos. É o Exaltado na cruz que tudo o atrai a si, quando os homens voltam a ele o olhar.

A Mãe estava ali, junto à Cruz. Não chegou de repente no Gólgota, desde que o discípulo amado a recordou em Caná, sem ter seguido passo a passo, com seu coração de Mãe no caminho de Jesus. E agora está ali como mãe e discípula que seguiu em tudo a sorte de seu Filho, sinal de contradição como Ele, totalmente ao seu lado. Mas solene e majestosa como uma Mãe, a mãe de todos, a nova Eva, a mãe dos filhos dispersos que ela reúne junto à cruz de seu Filho.

Maternidade do coração, que infla com a espada de dor que a fecunda.

A palavra de seu Filho que prolonga sua maternidade até os confins infinitos de todos os homens. Mãe dos discípulos, dos irmãos de seu Filho. A maternidade de Maria tem o mesmo alcance da redenção de Jesus. Maria comtempla e vive o mistério com a majestade de uma Esposa, ainda que com a imensa dor de uma Mãe. São João a glorifica com a lembrança dessa maternidade. Último testamento de Jesus. Última dádiva. Segurança de uma presença materna em nossa vida, na de todos. Porque Maria é fiel à palavra: Eis aí o teu filho.

O soldado que traspassou o lado de Cristo no lado do coração, não se deu conta que cumpria uma profecia realizava um últmo, estupendo gesto litúrgico. Do coração de Cristo brota sangue e água. O sangue da redenção, a água da salvação. O sangue é sinal daquele maior amor, a vida entregue por nós, a água é sinal do Espírito, a própria vida de Jesus que agora, como em uma nova criação derrama sobre nós.

A Celebração

Hoje não se celebra a missa em todo o mundo. O altar é iluminado sem mantel, sem cruz, sem velas nem adornos. Recordamos a morte de Jesus. Os ministros se prostram no chão frente ao altar no começo da cerimônia. São a imagem da humanidade rebaixada e oprimida, e ao mesmo tempo penitente que implora perdão por seus pecados.

Vão vestidos de vermelho, a cor dos mártires: de Jesus, o primeiro testeunho do amor do Pai e de todos aqueles que, como ele, deram e continuam dando sua vida para proclamar a libertação que Deus nos oferece.

Ação litúrgica na Morte do Senhor

1. A ENTRADA

A impressionante celebração litúrgica da Sexta-feira começa com um rito de entrada diferente de outros dias: os ministros entram em silëncio, sem canto, vestidos de cor vermelha, a cor do sangue, do martírio, se prostram no chão, enquanto a comunidade se ajoelha, e depois de um espaço de silêncio, reza a oração do dia.

2. Celebração da Palavra

Primeira Leitura
Espetacular realismo nesta profecia feita 800 anos antes de Cristo, chamada por muitos o 5º Evangelho. Que nos introduz a alma sofredora de Cristo, durante toda sua vida e agora na hora real de sua morte. Disponhamo-nos a vivê-la com Ele.

Leitura do Profeta Isaías 52, 13 ; 53

Eis que meu Servo há de prosperar, ele se elevará, será exaltado, será posto nas alturas.
Exatamente como multidões ficaram pasmadas à vista dele – tão desfigurado estava seu aspecto e a sua forma não parecia a de um homem – assim agora nações numerosas ficarão estupefactas a seu respeito,reis permanecerão silenciosos, ao verem coisas que não lhes haviam sido contadas e ao tomarem consciência de coisas que não tinham ouvido.

Quem creu naquilo que ouvimos, e a quem se revelou o braço do Senhor? Ele cresceu diante dele como um renovo, como raiz que brota de uma terra seca; não tinha beleza nem esplendor que pudesse atrair o nosso olhar, nem formosura capaz de nos deleitar.

Era desprezado e abandonado pelos homens, um homem sujeito à dor, familiarizado com a enfermidade, como uma pessoa de quem todos escondem o rosto; desprezado, não fazíamos nenhum caso dele.
E no entanto, era as nossas enfermidades que ele levava sobre si, as nossas dores que ele carregava.
Mas nós o tinhamos como vítima do castigo, ferido por Deus e humilhado.

Mas ele foi trespassado por causa de nossas transgressões, esmagado em virtude de nossas iniqüidades.

O castigo que havia de trazer-nos a paz, caiu sobre ele, sim, por suas feridas fomos curados.

Todos nós como ovelhas, andávamos errantes, seguindo cada um o seu próprio caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós.

Foi maltratado, mas livremente humilhou-se e não abriu a boca, como cordeiro conduzido ao matadouro; como uma ovelha que permanece muda na presença de seus tosquiadores ele não abriu a boca.

Após a detenção e julgamento, foi preso. Dentre os seus contemporâneos, quem se preocupou com o fato de ter ele sido cortado da terra dos vivos, de ter sido ferido pela transgressão do seu povo?

Deram sepultura com os ímpios, o seu túmulo está com os ricos, se bem que não tivesse praticado violência nem tivesse havido engano em sua boca.

Mas o Senhor quis feri-lo, submetê-lo à enfermidade. Mas, se ele oferece a sua vida como sacrifício pelo pecado, certamente verá uma descendência, prolongará os seus dias, e por meio dele o desígnio de Deus há de triunfar.
Após o trabalho fatigante de sua alma ele verá a luz e se fartará. Pelo seu conhecimento, o justo, meu Servo, justificará a muitos e levará sbre si as suas transgressões.
Eis porque lhe darei um quinhão entre as multidões; com os fortes repartirá os despojos, visto que entregou sua alma à morte e foi contado com os transgressores, mas na verdade levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores fez intercessão.

Palavra do Senhor

Salmo responsorial

Neste Salmo, recitado por Jesus na cruz, entrecruzam-se a confiança, a dor, a solidão e a súplica: com o Homem das dores, façamos nossa oração.

Sl 30, 2 e 6. 12-13. 15-16. 17 e 25.
Senhor, em tuas mãos eu entrego meu espírito.

Senhor, eu me abrigo em ti: que eu nunca fique envergonhado; Salva-me por sua justiça. Leberta-me . em tuas mãos eu entrego meu espírito, é tu quem me resgatas, Senhor.

Pelos opressores todos que tenho já me tornei um escândalo; para meus vizinhos, um asco, e terror para meus amigos. Os que me vêem na rua fogem para longe de mim; fui esquecido, como um morto aos corações, estou como um objeto perdido.

Quanto a mim, Senhor, confio em ti, e digo: ” tú és o meu Deus!”. Meus tempos etão em tua mão: liberta-me da mão dos meus inimigos e perseguidores. Faze brilhar tua face sobre o teu servo, salva-me por teu amor. Sede firmes, fortalecei vosso coração, vós todos que esperais no Senhor.

Segunda leitura
O Sacerdote é o que une Deus ao homem e os homens a Deus… Por isso Cristo é o perfeito Sacerdote: Deus e Homem. O Único e Sumo e Eterno Sacerdote. Do qual o Sacerdócio: o Papa, os Bispos, os sacerdotes e dos Diáconos unidos a Ele, são ministros, servidores, ajudantes…

Leitura da Carta aos Hebreus 4,14-16; 5,7-9.

Temos, portanto, um sumo sacerdote eminente, que atravessou os céus: Jesus, o Filho de Deus. Permaneçamos, por isso, firmes na profissão de fé. Com efeito, não temos um sumo sacerdote incapaz de se compadecer das nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado. Aproximemo-nos, então, com segurança do trono da graça para conseguirmos misericórdia e alcançarmos graça, como ajuda oportuna.

É ele que, nos dias de sua vida terrestre, apresentou pedidos e súplicas, com veemente clamor e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte; e foi atendido por causa da sua submissão. Embora fosse Filho, aprendeu, contudo, a obediência pelo sofrimento; e, levado à perfeição, se tornou para todos os que lhe obedeceram princípio da salvação eterna.

Palavra do Senhor.

Versículo antes o Evangelho (Fl 2, 8-9)

Cristo, por nós, humilhou-se e foi obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso Deus o sobreexaltou grandemente e o agraciou com o Nome que é acima de todo nome.

Como sempre, a celebração da Palavra, depois da homilia conclui-se com uma ORAÇÃO UNIVERSAL, que hoje tem mais sentido do que nunca: precisamente porque comtemplamos a Cristo entregue na cruz como Redentor da humanidade, pedimos a Deus a salvação de todos, crentes e não crentes.

3. Adoração da Cruz

Depois das palavras passamos a um ato simbólico muito expressivo e próprio deste dia: a veneração da Santa Cruz é apresentada solenemente a Cruz à comunidade, cantando três vezes a aclamação:

“Eis o lenho da Cruz, onde esteve pregada a salvação do mundo. Ó VINDE ADOREMOS”, e todos ajoelhados uns instantes de cada vez, e então vamos, em procissão, venerar a Cruz pessoalmente, com um genuflexão (ou inclinação profunda) e um beijo (ou tocando-a com a mão e fazendo o sinal da cruz ); enquanto cantamos os louvores ao Cristo na Cruz :

4. A comunhão

Desde de 1955, quando Pio XII decidiu, na reforma que fez na Semana Santa, não somente o sacerdote – como até então – mas também os fiéis podem comungar com o Corpo de Cristo.

Ainda que hoje não haja propriamente Eucaristia, mas comungando do Pão consagrado na celebração de ontem, Quinta-feira Santa, expressamos nossa participação na morte salvadora de Cristo, recebendo seu “Corpo entregue por nós”.

Fonte Catequisar

As chagas de Cristo

Dom Milton Kenan Junior
Bispo Auxiliar de São Paulo

Estamos já às vésperas da celebração do Mistério da Morte e Ressurreição do Senhor, a celebração da Páscoa do Ressuscitado! Durante os 40 dias da Quaresma, fomos vivenciando as lições de desprendimento, de liberdade interior e de fidelidade ao Pai, que Jesus nos deixou nos Evangelhos, através da oração, da esmola e do jejum. À medida que chegamos próximos à Páscoa, vamos nos tornando mais sensíveis aos que hoje prolongam a Paixão de Cristo em suas vidas, submetidos ao peso da Cruz.

A Campanha da Fraternidade nos faz olhar para a realidade da Saúde Pública em nosso país, que exige recursos do Estado (SUS 100% publico e estatal) e, ao mesmo tempo, uma maior conscientização por parte da população para que haja novos equipamentos, controle social e participação nos conselhos, atendimento de qualidade e a garantia do direito à saúde digna para todo cidadão, preconizado pela Constituição Federal de 1988.

Além dessa realidade, outra situação é da mobilidade humana. A cada ano, o Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM) vê aumentar o número dos imigrantes e refugiados que procuram abrigo e refúgio no Brasil. Só em 2011, a Casa do Migrante em São Paulo acolheu pessoas vindas de 56 nacionalidades: a maioria delas da América Latina, da África e do Leste Europeu.

É uma realidade que se agravou, nestes últimos dois anos com a chegada dos haitianos. Vítimas do terremoto de janeiro de 2010, muitos deles são obrigados a deixar sua Pátria, suas famílias, e virem ao Brasil, em busca da sobrevivência para si e para suas famílias, em condições precárias de vida, sem apoio humanitário e perspectiva de melhores condições de vida.

Em 2011, o Centro de Acolhimento aos Refugiados, projeto executado pela Cáritas Arquidiocesana de São Paulo, recebeu 145 solicitações de refúgio de cidadãos haitianos em situação bastante precária. Desses, 44 obtiveram visto de permanência concedido pelo CNIg (Conselho Nacional de Imigração), sendo que 101 ainda aguardam decisão do governo brasileiro.

Nos dois primeiros meses de 2012, já são 148 solicitações de refúgio, ou seja, 102% a mais que todo o ano passado. Eles chegam a esta Capital à espera de regulamentarem sua permanência no país e encontrarem trabalho que lhes permitam ajudar seus familiares, que ficaram no país de origem, a espera de ajuda e proteção.

As condições que enfrentam para chegar a terras brasileiras são muito difíceis. Muitos deles são vítimas do “tráfico humano”, ou seja, entregam tudo o que tem aos “coiotes” que cobram grandes quantias, prometendo-lhes transporte, estadia e condições de trabalho em solo brasileiro. Enganados, muitos desses se veem expostos às humilhações, ao roubo, a chantagem emocional, e por isso procuram no Estado e na Igreja a defesa dos seus direitos e a segurança para suas vidas.

A Cáritas da Arquidiocese de São Paulo tem, a partir do convênio com o ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), oferecido a muitos imigrantes, entre eles os haitianos, a assistência necessária para obter o visto de permanência no Brasil (refúgio), executando os Programas de: Proteção – acompanhamento jurídico; Assistência social – que prevê encaminhamento para abrigamento temporário, documentação, cuidados de saúde; Integração local; Saúde mental; e Assistência religiosa; procurando assim diminuir os impactos que a imigração provoca na vida de refugiados e migrantes na Pátria estrangeira.

A triste realidade dos haitianos, peruanos, bolivianos, africanos, que buscam acolhida no Brasil merece de nossa parte, às vésperas da celebração da Páscoa, uma atenção especial; pois, neles as chagas de Cristo continuam expostas, e infelizmente não deixam de sangrar. Quando olhamos o trabalho humanitário realizado pela Casa do Migrante em São Paulo, pelo Serviço da Pastoral do Migrante (SPM), e a Cáritas, bem como outros organismos, nos damos conta de que não faltam generosidade e disponibilidade em acolher estas irmãs e estes irmãos. Mas, não é suficiente!

Hoje os órgãos que tratam de perto a realidade da mobilidade humana estimam que o número de refugiados e estrangeiros no Brasil tende a aumentar sobremaneira atraídos pela propaganda da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Não podemos ignorar que no cenário mundial países como o Brasil, em acelerado crescimento econômico, surgem para muitas nações como o “paraíso prometido”, onde seria possível garantir a sobrevivência e realizar o sonho de bem estar e perspectivas melhores de vida.

Assistimos uma mudança no cenário mundial: nações que outrora gozavam de estabilidade financeira e melhores condições sociais podendo abrigar e acolher estrangeiros – hoje, veem seus cidadãos partirem em busca de trabalho e qualificação profissional naquelas nações que outrora socorreram e que hoje estão em condições de oferecer acolhimento aos que no passado acolhiam seus cidadãos. As chagas de Cristo estão expostas e sangram em tantas vidas hoje vítimas da mobilidade humana, vítimas da degradação social e necessitadas do socorro humano.

Somos tentados a ignorar a sorte desses milhares de mulheres e homens que entram em nosso país em situação de tamanha fragilidade. O Menino nascido em Belém viveu isso de perto, também Ele obrigado pelo “recenseamento” se viu obrigado a nascer num estábulo, por não encontrar lugar nas hospedarias da cidade; e para fugir à ira do rei iníquo, foi obrigado com sua família a viver como migrante no Egito, à semelhança dos seus antepassados, que tiveram que suportar o peso da migração e da exploração em terra estrangeira.

Na tarde daquela Sexta-feira, 14 de Nisan, carregando o madeiro sob os seus ombros, cruzou as ruas de Jerusalém, considerado como criminoso, não só por se dizer Filho de Deus, mas porque era galileu, um “estranho” aos olhares dos habitantes da metrópole. Hoje, em tantas vidas ameaçadas e obrigadas a deixar sua terra e sua família, está o Filho de Deus a bater à nossa porta, pedindo nossa acolhida. Lembrando as suas palavras é importante que chegará o dia em que será Ele a dizer: “Era migrante e me acolheste!”.

Mais uma vez, o Senhor nos desafia na sua condição de peregrino, exilado ou migrante. Ele espera que curvados sobre as suas chagas, o tratemos com o óleo e o vinho da acolhida e da ternura, fazendo de nossas comunidades e de nossas casas a hospedaria que acolhe o ferido da parábola (cf. Lc 10, 29-37), sem medo de acolher e servir, pois o próprio Jesus nos garante que ao retornar haverá de restituir o dobro que dispensamos aqueles que acolhemos.

Nossa Páscoa será verdadeira se abrirmos nossos corações não só ao Cristo que vem no Mistério celebrado, mas também ao Cristo vivo no irmão migrante e refugiado que precisa de nossa acolhida e espera pelo nosso amor!

A todos vocês, uma Abençoada Páscoa do Senhor!

PJ de Ipatinga promove 17ª edição do Teatro da Paixão de Cristo

Com o grito “Vida Sim, Drogas não!” jovens celebram paixão, morte e ressurreição de Jesus 

A mais de 17 anos que os jovens católicos de Ipatinga se reúnem para celebrar a Semana Santa dentro da tradição da igreja. Para participar da Semana Santa com maior devoção a Pastoral da Juventude (PJ) realiza a Caminhada da misericórdia e o Teatro da Paixão de Cristo na sexta-feira santa. Já no domingo de páscoa os jovens promovem o Teatro da Ressurreição.

Este ano é a 17ª edição do teatro que vai começar no Trevo do bairro Jardim Panorama com a Caminhada da Misericórdia às 8h. Depois da caminhada acontece no Parque Ipanema o tão esperado Teatro da Paixão de Cristo.

Ao todo são mais 100 jovens, entre atores e organizadores, de diversas paróquias da cidade, envolvidos no teatro. Ano passado foram cerca de 25 mil pessoas ao parque para prestigiar  a encenação. Já neste ano a organização espera um público de 30 mil espectadores. Desde janeiro a PJ está a reunir para preparar o espetáculo.

Caminhada da Misericórdia 

Todos os anos antes do Teatro os fiéis são chamados a caminhar em sinal de misericórdia. Essa caminhada que antecede a encenação da paixão de Cristo sempre tem um tema relevante à realidade de sofrimento da juventude. O tema deste ano será “Vida sim, Drogas não!”

Para organização a temática da caminhada além de abordar um tema pertinente ao sofrimento dos jovens da cidade que vem a cada ano sendo tomados pelas drogas, está de acordo com a Campanha da Fraternidade (CF 2012) que aborda a “Fraternidade e a Saúde Pública”. O recorte no tema da CF mostra um problema social e de saúde de muitas famílias de Ipatinga.

Kleber Nepomuceno, um dos organizadores, justifica a escolha do tema lembrando o surgimento de situações que muitas vezes passam despercebidas aos nossos olhos. “Assistir o crescente número de mendigos, perceber que cada vez mais cidades possuem locais conhecidos como cracolândia, ser vítima de furto do próprio filho, não ter a quem recorrer já que as clínicas de recuperação de usuários são de ONG’s ou particulares e os governos não apontam qualquer saída, são alguns sinais de que já vivemos uma epidemia”, diz. 

Durante a caminhada serão feitas declarações, divulgados dados e protestos com relação ao abandono dos jovens mergulhados nas drogas. Tudo isso segundo a organização para conscientizar as pessoas. “É preciso reagir. Se não podemos remediar, temos que evitar. Nosso grito de “Vida sim, drogas não!” pode parecer frágil, pequeno, mas como qualquer campanha, tem o objetivo de evitar que mais e mais jovens sejam contaminados. Assuma conosco esse compromisso”, convida Kleber Nepomuceno.

Teatro da Paixão e Ressurreição de Cristo

Promovido todos os anos pela PJ o teatro da Paixão de Cristo é baseado nos relatos bíblicos e é feito em forma de Via Sacra. Respeitando essa tradição da igreja que divide a caminhada de Jesus rumo à crucificação em 15 estações, os jovens vão encenar passo a passo a Paixão de Cristo no dia 06 de abril no Parque Ipanema.

Como manda a tradição católica a 15ª estação, que é a ressurreição de Cristo, deve ser feita no domingo de páscoa. Sendo assim, a PJ faz o Teatro da Ressurreição de Jesus, no Santuário São Judas Tadeu, Canaã. O evento será no dia 08 de abril, domingo, às 18h.

Jim Caviezel: Ser Jesus no filme A Paixão “arruinou minha carreira”, mas não me arrependo

O ator norte-americano Jim Caviezel explicou que ter interpretado Jesus no filme A Paixão de Cristo “arruinou” sua carreira mas esclareceu que não se arrepende de tê-lo feito.

Em declarações ao Daily Mail, Caviezel de 42 anos explica como logo depois de ter interpretado o papel de Cristo no filme –em cuja filmagem foi atingido por um raio e deslocou um ombro em uma cena da crucificação– as portas de Hollywood foram fechando-se uma atrás da outra para ele. “Fui rechaçado por muitos em minha própria indústria”, indicou.

Ante um grupo de fiéis em uma igreja em Orlando, Flórida, onde chegou para promover um livro em áudio da Bíblia, Caviezel -que se declara católico- comentou que era consciente de que isto podia acontecer e não se arrepende de ter atuado como Cristo. Mel Gibson, o diretor da obra, também o advertiu das conseqüências negativas para sua carreira se aceitava o papel.

“Disse-me: ´Você nunca voltará a trabalhar nesta cidade (Hollywood) e eu respondi: ‘Todos temos que abraçar nossas cruzes’. Jesus é tão polêmico hoje como sempre foi. As coisas não mudaram muito em dois mil anos”, disse.

Caviezel, quem atuou em filmes como O Conde de Montecristo, Olhar de Anjo, e Além da Linha Vermelha era considerado antes da Paixão de Cristo como uma estrela ascendente em Hollywood, mas tudo mudou a partir da produção de 2004 que foi atacada ferozmente pelos meios seculares e pela poderosa Liga Antidifamatória Judia nos Estados Unidos que a considerou anti-semita.

Sobre Mel Gibson, Jim Caviezel comenta que “é um pecador horrível, não?, entretanto ele não necessita nosso juízo mas as nossasorações”.

O ator afirmou também que sua fé o guia no âmbito pessoal e profissional. Por isso, não acredita que tenha sido uma coincidência que “aos 33 anos pedissem interpretar o papel de Jesus” e brincou sobre o fato de que seus iniciais (JC) fossem as mesmas que as de Jesus Cristo.

Em março de 2004, Jim Caviezel foi recebido pelo Papa João Paulo II com quem conversou durante uns dez minutos acompanhado por sua esposa e seus sogros. Esse mesmo mês, o ator concedeu uma interessante entrevista à agência ACI Prensa na que detalhou como o fato de ter interpretado Jesus transformou sua vida e fortaleceu muito sua fé.

Naquela ocasião disse: “esta experiência me jogou nos braços de Deus”.

Fonte e foto ACI Digital

Teatro da Paixão de Cristo reuniu 20 mil pessoas na sexta-feira santa

Teatro reuniu 20 mil pessoas este ano

Na última sexta-feira, dia 22, a Pastoral da Juventude de Ipatinga realizou a 16ª Caminhada da Misericórdia e o tradicional teatro da  Paixão de Cristo. O evento aconteceu no Parque Ipanema e reuniu segundo a Polícia Militar mais de 20 mil pessoas.

Durante a caminhada os fieis puderam refletir sobre o tema proposto pelos jovens “O meu desejo é a minha vida e a vida de meu povo” (Ester 7, 13). Após a caminhada penitencial as pessoas se acomodaram em torno da lagoa no Parque e assistiram a encenação da Paixão de Cristo.

Ao todo participaram do evento mais de 100 jovens voluntários que se distribuíram em equipes de encenação e organização.

Vitor fez o papel de Cristo pela segunda vez

PJ já está organizando o tradicional Teatro da Paixão de Cristo

Jovens lideranças da Pastoral da Juventude começaram os trabalhos para o 16º teatro da Paixão de Cristo em Ipatinga

 

Jovens no primeiro encontro para preparar o teatro no último domingo

A 16º edição do Teatro da Paixão de Cristo de Ipatinga já começou a ser organizada. As jovens lideranças e voluntários da Pastoral da Juventude – PJ – vão reunir-se, mais uma vez, neste sábado (19), no Santuário de Judas Tadeu, no bairro Canaã. O objetivo é ver o filme a “Paixão de Cristo de Nova Jerusalém”, com a finalidade de laboratório cênico para mais esta edição do teatro.

Este ano o Teatro da Paixão acontecerá no dia 22 de abril, feriado da sexta-feira santa. A concentração será no trevo do bairro Jardim Panorama com Caçula na parte da manhã.

No ano anterior, segundo a Polícia Militar, o teatro reuniu aproximadamente 15 mil pessoas no Parque Ipanema. Este ano a expectativa da pastoral é atingir um público ainda maior. “Pretendemos levar 25 mil fieis até o trevo do jardim panorama, de onde sairemos em uma caminhada penitencial até as margens da lagoa do Parque Ipanema, onde será encenado o teatro da paixão de cristo”, afirmou Rodrigo Bramusse, um dos coordenadores do evento.

Para Rodrigo o mais interessante do teatro, além de ver que ele é organizado por jovens da Pastoral da Juventude das paróquias da região, é a mensagem que ele trás.  “O teatro comunica uma mensagem atualizada sobre a morte e paixão de cristo, e como este ato de amor pode se tornar inspiração para os nossos dias atuais, visto que tantos jovens em nossa cidade se encontram perdidos, sem um norte para o qual serem conduzidos”, diz Rodrigo.

Quem quiser ajudar os jovens da Pastoral da Juventude, ainda tem jeito. Segundo a coordenação, é preciso de mais atores para fazer soldados discípulos e mais de 60 pessoas para contribuir na coreografia da caminhada. Também estão precisando de pessoas nas equipes de organização. Para participar é só enviar e-mail para paixaodecristo.ipatinga@hotmail.com.

por Marquione Ban

Imagem divulgação