Brasil tem novos santos. Confira:

Vaticano, 15 Out. 17 / 07:36 am (ACI).- O Papa Francisco canonizou neste domingo, 15 de outubro, na Praça de São Pedro do Vaticano, os protomártires do Brasil André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e 27 companheiros, junto a outros 5 beatos.

Após escutar o Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos , Cardeal Angelo Amato, para que os 35 beatos fossem inscritos no livro dos santos, procedeu-se a leitura de suas biografias e a recitação da ladainha dos santos.

Em seguida, diante de uma Praça de São Pedro repleta de milhares de peregrinos e enfeitada com estandartes dos novos santos, o Pontífice leu a seguinte fórmula de canonização:

Santos Católicos
Estes serão os primeiros mártires nascidos no Brasil a serem canonizados.

“Em honra da Santíssima Trindade, para exaltação da fé católica e incremento da vida cristã, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e a nossa, depois de termos longamente refletido, implorado várias vezes o auxílio divino e ouvido o parecer de muitos Irmãos nossos no Episcopado, declaramos e definimos como Santos os Beatos: André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e seus 27 companheiros, Cristóvão, Antônio e João, Faustino Miguez, Angelo D’Acri, e inscrevemo-los no Catálogo dos Santos, estabelecendo que, em toda a Igreja, sejam devotamente honrados entre os Santos. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.

Convidados ao banquete do Reino 

Posteriormente, durante a sua homilia, o Papa Francisco comparou a relação da Igreja com Deus com a dos esposos. “Nosso relacionamento com Ele não se pode limitar ao dos devotados súbditos com o rei, ao dos servos fiéis com o patrão ou ao dos alunos diligentes com o mestre, mas é, antes de tudo, o relacionamento da noiva amada com o noivo”.

“O Senhor deseja-nos, procura-nos e convida-nos, e não se contenta com o nosso bom cumprimento dos deveres e a observância das suas leis, mas quer uma verdadeira e própria comunhão de vida conosco, uma relação feita de diálogo, confiança e perdão”, afirmou.

O Papa destacou que a vida cristã é “uma história de amor com Deus”. Nela, “quem toma gratuitamente a iniciativa é o Senhor e nenhum de nós pode gloriar-se de ter a exclusividade do convite: ninguém é privilegiado relativamente aos outros, mas cada um é privilegiado diante de Deus”.

É desse “amor gratuito, terno e privilegiado” que “nasce e renasce incessantemente a vida cristã”. O Santo Padre convidou a conservar esse amor, por que “se se perde de vista o amor, a vida cristã torna-se estéril, torna-se um corpo sem alma, uma moral impossível, um conjunto de princípios e leis a respeitar sem um porquê”.

Uma das consequências de perder a consciência do amor de Deus é a rotina, o cair em “uma vida cristã rotineira, onde nos contentamos com a ‘normalidade’, sem zelo nem entusiasmo e com a memória curta”.

A partir do Evangelho do dia, no qual se conta a parábola do esposo que convida para seu casamento os seus amigos e familiares, mas muitos recusaram o convite, o Pontífice adverte sobre o perigo de dar as costas ao amor, de rechaçar o convite do esposo, o convite de Jesus Cristo.

Os convidados que recusaram o fizeram porque estavam ocupados com suas terras, seus negócios. Francisco destacou a palavra “seu”. “É a chave para entender o motivo da recusa”.

“De fato, os convidados não pensavam que as núpcias fossem tristes ou chatas, mas simplesmente ‘não se importaram’: viviam distraídos com os seus interesses, preferiam ter qualquer coisa em vez de se comprometer, como o amor exige”.

É uma atitude egoísta a que leva se afastar do amor, “não por malvadez, mas porque se prefere o seu: as seguranças, a autoafirmação, as comodidades… Então reclinamo-nos nas poltronas dos lucros, dos prazeres, de qualquer passatempo que nos faça estar um pouco alegres”.

“Mas deste modo envelhece-se depressa e mal, porque se envelhece dentro: quando o coração não se dilata, fecha-se. E quando tudo fica dependente do próprio eu – daquilo com que concordo, daquilo que me serve, daquilo que pretendo –, tornamo-nos rígidos e maus”.

Diante dessa recusa, frente a essa humilhação daqueles que foram distinguidos com o convite, o esposo segue convidando, mas desta vez, todos aqueles que estavam nos caminhos. “Às injustiças sofridas, Deus responde com um amor maior”.

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Papa se preocupa com situação do Iraque

Papa Francisco hoje pela manhã na Praça São Pedro/Foto AFP
Papa Francisco hoje pela manhã na Praça São Pedro/Foto AFP

O papa Francisco declarou neste domingo (15) que acompanha com “muita preocupação os acontecimentos dos últimos dias no Iraque” ao discursar aos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro do Vaticano.

“Acompanho com muita preocupação os acontecimentos dos últimos dias no Iraque. Eu convido a todos que se unam a minha oração pela querida nação iraquiana, sobretudo pelas vítimas”, disse Francisco.

O pontífice insistiu em recordar os muitos cristãos que foram obrigados a deixar as próprias casas.

“Desejo para toda a população a segurança e a paz, um futuro de reconciliação e de justiça, onde todos os iraquianos, independente da crença religiosa, possam construir juntos a sua pátria”, acrescentou Francisco.

O papa também anunciou que viajará a Albânia no dia 21 de setembro.

“Hoje quero anunciar que, aceitando o convite dos bispos e das autoridades civis albanesas, tenho a intenção de viajar a Tirana no domingo 21 de setembro”, disse Francisco.

“Com esta breve viagem, desejo confirmar na fé à Igreja na Albânia e testemunhar meu alento e amor a um país que sofre há muito tempo, como consequência das ideologias do passado”, acrescentou.

Bento XVI participará da canonização de João Paulo II e João XXIII

Papa emérito irá a cerimônia de canonização
Papa emérito irá a cerimônia de canonização

Globo | O papa emérito Bento XVI participará da cerimônia de canonização de seus antecessores João Paulo II e João XXIII no próximo domingo (27) na Praça de São Pedro do Vaticano.

Assim confirmou nesta quarta-feira (23) o presidente da Obra Romana de Peregrinação (ORP), Liberio Andreatta, que destacou que a Praça de São Pedro contará com a presença de “dois papas vivos e dois papas santos”.

“Roma viverá um evento histórico: Dois papas vivos e dois papas santos. Imagino que emoção sentirão Bento XVI e Francisco”, disse Andreatta, que dirige esta instituição do Vicariato de Roma que organiza peregrinações aos principais lugares de culto e também está se ocupando da cerimônia do próximo domingo.

O porta-voz do escritório de imprensa do Vaticano, Federico Lombardi, explicou nesta terça que embora Bento XVI tenha sido convidado para a canonização, sua presença não era garantida até no domingo de manhã já que tudo dependeria do que o papa emérito decidisse.

No entanto, Andreatta confirmou sua presença durante uma entrevista coletiva organizada pelo Vaticano para apresentar os detalhes logísticos deste grande evento da Igreja Católica.

Joseph Ratzinger vive após sua renúncia, em 28 de fevereiro de 2013, em um tranquilo mosteiro nos jardins vaticanos, e durante o último ano apareceu em várias ocasiões junto com Francisco.

Os ossos de São Pedro são apresentados pela primeira vez aos fiéis

Centenas de milhares de peregrinos juntaram-se para ver os oito fragmentos de ossos com entre 2 e 3 centímetros de comprimento, dentro de um baú de bronze

Papa abençoa as relíquias de São Pedro durante a missa de encerramento do Ano da Fé
Papa abençoa as relíquias de São Pedro durante a missa de encerramento do Ano da Fé

IG | ÚLTIMO SEGUNDO | Os ossos que a igreja diz serem de São Pedro, um dos pais fundadores da Igreja Católica, foram hoje (24) mostrados pela primeira vez, na cerimônia de encerramento do Ano da Fé, conduzida pelo papa Francisco.

Centenas de milhares de peregrinos juntaram-se para ver os oito fragmentos de ossos com entre 2 e 3 centímetros de comprimento, exibidos em uma cama de marfim dentro de um baú de bronze, que estava exposto em um pedestal na Praça de São Pedro, na Cidade do Vaticano.

O baú, dado ao papa Paulo VI em 1971 e normalmente guardado na capela dos apartamentos papais, foi decorado com uma escultura de Pedro, que foi pescador antes de se tornar o primeiro papa da Igreja Católica. No início da cerimônia solene, o papa Francisco rezou diante do baú e depois abençoou os ossos com incenso.

Os ossos têm estado no centro de uma controvérsia entre historiadores e arqueólogos: foram descobertos em uma escavação em 1940 perto do monumento de homenagem a São Pedro, mas acabaram por ficar em uma caixa.

Quando a arqueóloga Margherita Guarducci descobriu uma inscrição perto da zona escavada em que se lia “Petros eni” (Pedro está aqui, em latim), pediu que os fragmentos encontrados fossem testados.

Guarducci descobriu que os ossos pertenciam a um homem robusto que tinha morrido entre os 60 e os 70 anos e que tinha sido enterrado embrulhado em um pano roxo e dourado, o suficiente para Paulo VI afirmar, em 1968, que os ossos de Pedro tinham sido identificados “de uma forma convincente”.

Os ossos de São Pedro
Os ossos de São Pedro

Sem testes de DNA que comprovem a conclusão, o debate sobre se os ossos pertencem mesmo a um dos apóstolos de Jesus Cristo deverá continuar, mas o Vaticano já disse que “não tem intenção de abrir nenhuma discussão”.

O Papa Francisco e acolhida de Cristo

Nesta duas últimas semanas o Papa nos mostrou como acolher o próximo. Sem medo de abraçar e sem medo de dar carinho. Na primeira  imagem  o Papa abraça a um senhor com um doença de pele (lembro que não é contagiosa) que deixa a aparência feia. O Papa não pensou dua vezes, simplesmente acolheu como o Samaritano o fez. Como Cristo fazia.

A segunda é desta semana. E novamente, diante do “feio” que afasta a todos em tempo de beleza cultuada como se fosse deus, o Papa acolheu.

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“Deus não é um juiz, Ele nos espera de braços abertos”, diz o Papa na audiência

Nenhuma outra imagem ilustra tão bem a frase do Papa quanto essa.
Nenhuma outra imagem ilustra tão bem a frase do Papa quanto essa.

Cidade do Vaticano (RV) – Nesta ensolarada quarta-feira, 02, o Papa Francisco recebeu dezenas de milhares de pessoas na Praça São Pedro. Fiéis de todo o mundo, turistas e romanos participaram com entusiasmo da audiência geral. Como sempre, o encontro semanal começou com a volta do Papa em jipe aberto por toda a Praça. O automóvel parou diversas vezes para Francisco pegar crianças levadas pelos seguranças.

Do palanque, o Papa fez um discurso intitulado “A Igreja santa”, introduzido pelo Pe. Bruno Lins, que trabalha na Secretaria de Estado, com a leitura da Carta de São Paulo aos cristãos de Éfeso. Tomando como exemplo as relações familiares, ele afirma:

Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela. Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra; para a apresentar a si mesmo Igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível”.

Inspirando-se neste trecho do cap. 5, o Papa começou a catequese com a pergunta:

Como pode a Igreja ser santa se é feita de seres humanos, de pecadores? Vimos na história homens, mulheres, sacerdotes, freiras, bispos, cardeais e até Papa pecadores! Somos todos pecadores!”, começou.

Sob os aplausos do público presente, Francisco asseriu que a Igreja é santa porque procede de Deus, que é santo, lhe é fiel e não a abandona ao poder da morte e do mal. É santa porque Jesus Cristo é unido de modo indissolúvel a ela; é santa porque é guiada pelo Espírito Santo que purifica, transforma e renova.

Não é santa graças aos nossos méritos, mas porque Deus a torna santa, é fruto do Espírito Santo e de seus dons”.

Prosseguindo, o Pontífice ressalvou que “a Igreja é feita de pecadores, como vemos todo dia; mas somos chamados a nos deixar transformar, renovar, santificar por Deus”. Lembrou que alguns dizem que a Igreja é só para os puros, os totalmente coerentes, e que os outros devem ser afastados.

Isto não é verdade, é uma heresia! A Igreja, que é santa, não rejeita os pecadores; ao contrário, os acolhe. Chama todos a se deixarem-se envolver pela misericórdia, pela ternura e pelo perdão do Pai, que dá a todos a chance de encontrá-lo e caminhar rumo à santidade”.

O Papa disse que na Igreja, encontramos um Deus que não é juiz, mas um Pai, como o da parábola do filho pródigo:

Quando você tem a força de dizer: quero voltar para casa, encontrará sempre a porta aberta. Deus lhe espera sempre, lhe abraça e lhe beija, faz festa para você. A Igreja nos faz encontrar Jesus Cristo nos sacramentos, especialmente na Confissão e na Eucaristia; nos comunica a Palavra de Deus, nos faz viver na caridade, no amor de Deus por todos”.

Depois de convidar a Igreja a fazer uma autocrítica e a se questionar se realmente acolhe os pecadores, doa coragem e esperança, na qual se vive o amor de Deus e se reza uns pelos outros, Francisco terminou seu discurso com outra pergunta:

O que posso fazer quando me sinto fraco, frágil, pecador?

E respondeu que Deus nos assegura que não devemos ter medo da santidade, de nos deixarmos amar e purificar por Ele. “A santidade – concluiu – não consiste em fazer coisas extraordinárias, mas em deixar Deus agir. É o encontro da nossa fraqueza com a força da sua graça, é ter confiança na sua ação que nos permite viver na caridade, fazer tudo com alegria e humildade, para a glória de Deus e o serviço ao próximo”.

A seguir, leitores repetiram o resumo da catequese em diversas línguas e o Papa saudou algumas delegações, como um grupo de budistas japoneses, os membros da Fundação Pontifícia “Ajuda à Igreja que Sofre e os brasileiros. Aos peregrinos de língua portuguesa, disse que “ao retornarem a seus países, devem levar a certeza de que a misericórdia de Deus é mais poderosa que qualquer pecado!”.

No final do encontro, o Papa concedeu a todos a sua benção.

Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2013/10/02/deus_n%C3%A3o_%C3%A9_um_juiz,_ele_nos_espera_de_bra%C3%A7os_abertos,_diz_o_papa_na/bra-733586 do site da Rádio Vaticano

A ecologia humana é urgente porque a pessoa está em perigo, diz o Papa

(ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco assinalou nesta manhã que é urgente nestes tempos a ecologia humana porque a pessoa humana está em perigo, em meio de uma profunda crise a causa do esquecimento da ética.

Em sua reflexão desta manhã ante milhares de fiéis na Praça de São Pedro e fazendo referência ao Dia Mundial do Meio ambiente que se celebra hoje, o Santo Padre disse que “quando falamos de ambiente, da criação, o meu pensamento vai às primeiras páginas da Bíblia, ao Livro do Gênesis, onde se afirma que Deus colocou o homem e a mulher na terra para que a cultivassem e a protegessem. E me surgem as questões: O que quer dizer cultivar e cuidar da terra? Nós estamos realmente cultivando e cuidando da criação? Ou será que estamos explorando-a e negligenciando-a?”.

“Cultivar e cuidar da criação é uma indicação de Deus dada não somente no início da história, mas a cada um de nós; é parte do seu projeto; quer dizer fazer o mundo crescer com responsabilidade, transformá-lo para que seja um jardim, um lugar habitável para todos”.

O Papa recordou as muitas vezes que Bento XVI disse que “esta tarefa confiada a nós por Deus Criador requer captar o ritmo e a lógica da criação. Nós, em vez disso, somos muitas vezes guiados pela soberba do dominar, do possuir, do manipular, do explorar; não a “protegemos”, não a respeitamos, não a consideramos como um dom gratuito com o qual ter cuidado”.

“Estamos perdendo a atitude de admiração, de contemplação, de escuta da criação; e assim não conseguimos mais ler aquilo que Bento XVI chama de “o ritmo da história de amor de Deus com o homem”. Porque isto acontece? Porque pensamos e vivemos de modo horizontal, estamos nos afastando de Deus, não lemos os seus sinais”.

O Papa explicou logo que “cultivar e cuidar, não se refere somente a relação entre nós e o ambiente, entre o homem e a criação, diz respeito também às relações humanas. Os Papas falaram de ecologia humana, estritamente ligada à ecologia ambiental. Nós estamos vivendo um momento de crises; vemos isso no ambiente, mas, sobretudo, no homem. A pessoa humana está em perigo: isto é certo, a pessoa humana hoje está em perigo, eis a urgência da ecologia humana! E o perigo é grave porque a causa do problema não é superficial, mas profunda: não é somente uma questão de economia, mas de ética e de antropologia…dominam as dinâmicas de uma economia e de uma finança carentes de ética”.

O Papa disse deste modo que “o que manda hoje não é o homem, é o dinheiro: o dinheiro e a riqueza são os que mandam. E Deus nosso Pai deu a tarefa de cuidar da terra não ao dinheiro, mas a nós: aos homens e mulheres, nós temos esta tarefa! Em vez disso, homens e mulheres sacrificam-se aos ídolos do lucro e do consumo: é a ‘cultura do descartável’”.

“Se em uma noite de inverno, aqui próximo na rua Ottaviano, por exemplo, morre uma pessoa, isto não é notícia. Se em tantas partes do mundo hácrianças que não têm o que comer, isto não é notícia, parece normal. Não pode ser assim! No entanto essas coisas entram na normalidade: que algumas pessoas sem teto morram de frio pelas ruas não é notícia. Ao contrário, a queda de dez pontos na bolsa de valores de uma cidade constitui uma tragédia. Um que morre não é uma notícia, mas se caem dez pontos na bolsa é uma tragédia! Assim as pessoas são descartadas, como se fossem resíduos”.

“A vida humana, a pessoa não são mais consideradas como valor primário a respeitar e cuidar (…). Esta cultura do descartável nos tornou insensíveis também com relação ao lixo e ao desperdício de alimento (…). O consumismo nos induziu a acostumar-nos ao supérfluo e ao desperdício cotidiano de comida, ao qual às vezes não somos mais capazes de dar o justo valor, que vai muito além de meros parâmetros econômicos. Recordemos bem, porém, que a comida que se joga fora é como se estivesse sendo roubada da mesa de quem é pobre, de quem tem fome!”.

O Papa finalmente convidou todos a “refletir sobre o problema da perda e do desperdício de alimentos. Comprometamo-nos todos seriamente a respeitar e cuidar da criação, de estar atento a cada pessoa, de combater a cultura do lixo e do descartável, para promover uma cultura da solidariedade e do encontro”.

A Ressurreição de Cristo é nossa força!, exclama o Papa Francisco

ppfranciscoaudiencia03042013(ACI/EWTN Noticias).- Ante milhares de fiéis presentes na Praça de São Pedro na manhã de hoje, o Papa Francisco retomou as catequeses sobre o Ano da Fé e alentou todos a deixar-se iluminar e transformar pela ressurreição de Cristo, que é a força e a esperança do fiel.

Depois de recordar que o Credo afirma que o Senhor ressuscitou ao terceiro dia, o Santo Padre sublinhou que “esta breve confissão de fé anuncia propriamente o Mistério Pascal, com as primeiras aparições do Ressuscitado a Pedro e aos Doze: a Morte e a Ressurreição de Jesus são propriamente o coração da nossa esperança. Sem esta fé na morte e na ressurreição de Jesus a nossa esperança será frágil, e não será nem sequer esperança”.

“Infelizmente, sempre se procurou obscurecer a fé na Ressurreição de Jesus, e também entre os próprios crentes se insinuaram dúvidas. Um pouco daquela fé “água de rosas”, como dizemos nós; não é a fé forte. E isto por superficialidade, às vezes por indiferença, ocupados por mil coisas que são consideradas mais importantes que a fé, ou por uma visão somente horizontal da vida”.

O Pontífice destacou que “é propriamente a Ressurreição que nos abre à esperança maior, porque abre a nossa vida e a vida do mundo ao futuro eterno de Deus, à felicidade plena, à certeza de que o mal, o pecado, a morte podem ser vencidos. E isto leva a viver com mais confiança as realidades cotidianas, enfrentá-las com coragem e com compromisso”.

“A Ressurreição de Cristo ilumina com uma luz nova estas realidades cotidianas. A Ressurreição de Cristo é a nossa força!”, exclamou.

Francisco explicou logo que as primeiras testemunhas deste crucial acontecimento foram mulheres, que encontram o sepulcro vazio: “as mulheres são movidas por amor e estão prontas para aceitar este anúncio com fé: acreditam, e imediatamente o transmitem, não o guardam para si mesmas, transmitem-no”.

“A alegria de saber que Jesus está vivo, a esperança que enche o coração, não se pode conter. Isto também deve ser feito na nossa vida. Sintamos a alegria de ser cristãos! Nós cremos em um Ressuscitado que venceu o mal e a morte! Tenhamos a coragem de “sair” para levar esta alegria e esta luz a todos os lugares da nossa vida!”.

“A Ressurreição de Cristo é a nossa maior certeza; é o tesouro mais precioso! Como não compartilhar com os outros este tesouro, esta certeza? Não é somente para nós, é para transmiti-la, para doá-la aos outros, compartilhá-la com os outros. É propriamente o nosso testemunho”.

O Papa explicou que as mulheres no Evangelho têm um papel primitivo: ” as primeiras testemunhas da Ressurreição são as mulheres. E isto é belo. E isto é um pouco a missão das mulheres: das mães, das mulheres! Dar testemunho aos filhos, aos sobrinhos, que Jesus está vivo, está vivo, ressuscitou. Mães e mulheres, sigam adiante com este testemunho!”

“Para Deus conta o coração, o quanto estamos abertos a Ele, se somos como as crianças que confiam. Mas isto nos faz refletir também sobre como as mulheres, na Igreja e no caminho de fé, tiveram e têm também hoje um papel particular no abrir as portas ao Senhor, no segui-Lo e no comunicar a sua Face, porque o olhar de fé tem sempre necessidade do olhar simples e profundo do amor”.

Depois de ressaltar que “o encontro com o Ressuscitado transforma, dá uma nova força à fé, um fundamento inabalável”, Francisco alentou: “Deixemo-nos iluminar pela Ressurreição de Cristo, deixemo-nos transformar pela sua força, para que também através de nós no mundo os sinais de morte deixem o lugar aos sinais de vida”.

Aos jovens que estavam presentes na Praça de São Pedro, o Papa lhe disse que ” levem adiante esta certeza: o Senhor está vivo e caminha ao nosso lado na vida. Essa é a missão de vocês! Levem adiante esta esperança”.

“Estejam ancorados nesta esperança: esta âncora que está no céu; segurem forte a corda, estejam ancorados e levem adiante a esperança.? Vocês, testemunhas de Jesus, levem adiante o testemunho de que Jesus está vivo e isto nos dará esperança, dará esperança a este mundo um pouco envelhecido pelas guerras, pelo mal, pelo pecado. Avante, jovens!”, concluiu.

Em português, o Pontífice saudou em especial um grupo de brasileiros do Paraná: “Alegrai-vos e exultai, porque o Senhor Jesus ressuscitou! Deixai-vos iluminar e transformar pela força da Ressurreição de Cristo, para que as vossas existências se convertam num testemunho da vida que é mais forte do que o pecado e a morte. Feliz Páscoa para todos!”

Francisco saudou ainda os mais de dez mil peregrinos da Arquidiocese de Milão, guiados pelo Cardeal Angelo Scola, e especialmente os jovens que se preparam para a Crisma. “Que o Evangelho seja para vocês a regra de vida, como o foi para São Francisco de Assis”, disse. A seguir, cumprimentou também os novos diáconos da Companhia de Jesus, com os seus familiares.