Papa diz que trabalhou como segurança de boate antes de se tornar padre

Antes do sacerdócio, Papa Francisco trabalhou como segurança de boate na Argentina. O próprio Pontífice revelou a fiéis que era do tipo ‘durão’ e expulsava baderneiros.

Hoje a missão mais importante do Papa, depois de pastorear toda a Igreja, é limpá-la dos baderneiros que insistem em destruí-la. A Reforma da Cúria é seu objetivo.

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Card. Maradiaga: “Projeto de reforma requer parecer de quem tem experiência na Cúria”

Cidade do Vaticano (RV) – O cardeal hondurenho Oscar Rodriguez Maradiaga, coordenador do “Conselho de cardeais” instituído pelo Papa Francisco para ajudá-lo na reforma da Constituição Apostólica Pastor Bonus sobre a Cúria Romana, concedeu uma entrevista ao jornal dos bispos italianos “Avvenire”.

“Nosso trabalho não será emendar e nem retocar a Pastor Bonus. Será preciso um trabalho mais profundo e mais tempo. Não terminaremos em 2014, porque uma vez que o projeto estiver pronto, queremos ouvir o parecer de quem tem experiência na Cúria”.

Depois dos primeiros 3 dias de encontros do Conselho no Vaticano, o cardeal explicou que “a primeicard.-N-R-Maradiaga-Homdurasra coisa que o Papa pediu foi para refletirmos e propormos sugestões sobre o Sínodo dos Bispos, que deverá trabalhar com mais continuidade e de modo interativo, via Internet, por exemplo.

A respeito da criação de um eventual “moderator curiae”, o cardeal latino-americano explicou que se trata “de uma ideia surgida nas reuniões pré-Conclave para ajudar a Secretaria de Estado a desempenhar suas tarefas. Ainda é cedo para definir o perfil do ‘moderador’.

Em relação à possibilidade de fusão dos dicastérios, o Cardeal Maradiaga respondeu que “no pré-Conclave se falou disso, mas ainda não se pode dizer muito. Na época, cogitou-se unir os organismos econômicos e financeiros do Vaticano, criando uma espécie de “Ministério da Economia” vaticano, mas ainda não abordamos este tema. Aguardamos os resultados das duas comissões específicas instituídas pelo Papa”.

E o IOR?: “Há quem pense que seria melhor transformá-lo em um banco ético. Mas repito – acrescentou o coordenador do Conselho – temos que esperar o resultado das comissões, principalmente o da específica sobre o IOR”.  (CM)

Texto da Rádio Vaticano

As reformas que o Papa quer sobre o poder e o serviço na Igreja

ppfrancisco_CNA_13092013(ACI/EWTN Noticias).- Em uma entrevista publicada hoje pelo jornal italiano La Reppublica, o Papa Francisco expressou as reformas que deseja realizar durante seu pontificado no referente ao poder e ao serviço da Igreja no mundo.

O Santo Padre advertiu que “eu não gosto da palavra narcisismo, indica um amor desmedido por nós mesmos e isto não está bem, pode gerar danos graves não só na alma de quem o sofre, mas também na relação com os outros, com a sociedade onde vive”.

“O principal problema é que os mais afetados por isso, que na verdade é uma espécie de desordem mental, são pessoas que têm muito poder. Com frequência os chefes são narcisistas”.

Interpelado por seu entrevistador, o cofundador de La Reppublica, Eugenio Scalfari, sobre que “alguns chefes da Igreja o foram”, Francisco disse que “sabe o que penso sobre este ponto? Os chefes da Igreja foram com frequências narcisistas, vaidosos e erroneamente estimulados pelos seus cortesãos. A corte é a lepra do papado”.

Continuando, o Papa explicou que a Cúria não é a corte do papado, embora nela “provavelmente haja cortesãos”.

A Cúria vaticana, disse, “na sua complexidade, é algo diferente. É a que na prática administra os serviços que servem à Santa Sé. Mas tem um defeito: é vaticanocêntrica. Cuida dos interesses do vaticano, que são ainda em grande medida interesses temporais”.

“Esta visão centrada no Vaticano descuida o mundo que nos rodeia. Eu não compartilho este ponto de vista e farei o que esteja ao meu alcance para muda-lo”.

O Santo Padre indicou que “A Igreja é ou deve voltar a ser a comunidade do povo de Deus e os presbíteros, os sacerdotes, os?bispos?preocupados com as almas, a serviço do povo de Deus”.

“A Igreja é isso, uma palavra não surpreendentemente diferente da Santa Sé que tem o seu próprio papel importante, mas que deve estar a serviço da Igreja”.

Francisco assegurou que “eu não poderia ter a plena fé em Deus e no Seu Filho se não tivesse me formado na Igreja e tive a sorte de me encontrar, na Argentina, em uma comunidade sem a qual eu não teria tomado consciência de mim mesmo e da minha fé”.

Reconhecendo que “não sou Francisco de Assis e não tenho a sua força nem a sua santidade. Mas sou o bispo de Roma e o Papa da catolicidade. Decidi em primeiro lugar nomear um grupo de oito cardeais para que sejam os meus conselheiros. Não cortesãos, mas pessoas sábias e animadas pelos meus mesmos sentimentos”.

“Este é o início da Igreja com uma organização não só hierárquica, mas também horizontal”.

O Papa ressaltou também durante a entrevista que “a Igreja não se meterá na política”.

Francisco também se referiu ao número de cristãos no mundo, assinalados pelo seu entrevistador como “uma minoria”.

“Sempre o fomos, mas o tema hoje não é esse”, disse Francisco.

“Pessoalmente, penso que ser uma minoria é inclusive uma força. Devemos ser uma levedura de vida e de amor, e a levedura é uma quantidade imensamente menor que a massa das frutas, flores e árvores que surgem da levedura”.

O Papa assinalou que “acho que falei antes que o nosso objetivo não é fazer proselitismo, mas escutar as necessidades, desejos, desilusões, desesperos, esperança”.

“Devemos restaurar a esperança nos jovens, ajudar os idosos, nos abrir ao futuro, difundir o amor. Pobre entre os pobres. Devemos incluir os excluídos e pregar a paz”.

Francisco assinalou que o Concílio “Vaticano II, inspirado pelo Papa João XXIII e Paulo VI, decidiu olhar para um futuro com espírito moderno e aberto à cultura moderna”.

“Os Padres Conciliares sabiam que abrir-se à cultura moderna significava o ecumenismo religioso e o diálogo com os não-crentes. Depois se fez muito pouco nessa direção. Eu tenho a humildade e ambição para querer fazê-lo”, assegurou.

Papa Francisco diz que Cúria Romana é “a lepra do papado”

FOLHA DE SÃO PAULO | O papa Francisco criticou os integrantes da Cúria Romana e qualificou a alta cúpula do clero como “a lepra do papado”, em entrevista publicada nesta terça-feira pelo jornal italiano “La Repubblica”.

As declarações são divulgadas no mesmo dia em que o pontífice deu início à reunião do Conselho dos Cardeais no Vaticano, com a intenção de apresentar um projeto para reformar a Cúria, o que pode ser a maior mudança na estrutura da Igreja Católica em 25 anos.

Na entrevista, Francisco considerou a instituição é “muito vaticano-cêntrica” e que os chefes da Igreja Católica “geralmente têm sido narcisistas, amantes da adulação e excitados de forma negativa por seus cortesãos”.

“A corte é a lepra do papado”, disse, antes de emendar que, apesar de a Cúria (governo da Igreja) não ser propriamente uma corte, existem “cortesãos”.

O papa Francisco se reúne a portas fechadas com cardeais que o aconselharão em reforma da Cúria Católica, nesta terça, no Vaticano
O papa Francisco se reúne a portas fechadas com cardeais que o aconselharão em reforma da Cúria Católica, nesta terça, no Vaticano

Nesta terça, o papa deu início à reunião do Conselho de Cardeais com uma missa na Casa de Santa Marta. Na cerimônia, desejou que a reunião renda todos “mais humildes, mais pacientes, mais confiantes de Deus, porque a Igreja possa dar um belo testemunho às pessoas e vendo o povo de Deus, vendo a Igreja, sintam a vontade de vir com nós”.

Francisco explicou que a vida do cristão é a da humildade e a força do Evangelho está nisso, “porque o Evangelho chega ao ponto mais alto na humilhação de Jesus, humildade que se torna humilhação”.

A força do Evangelho “está na humildade, humildade da criança que se deixa guiar pelo amor e pela ternura do pai”, continuou o papa.

“Bento 16 nos dizia que a Igreja não cresce por proselitismo, cresce por atenção, por testemunho”, afirmou ele. “E quando as pessoas, os povos veem este testemunho de humildade, de ternura, sentem a necessidade que fala o profeta Zacarias: ‘Queremos ir com vós’. As pessoas sentem a necessidade diante do testemunho da caridade, desta caridade humilde, sem prepotência, não suficiente, humilde, que afora e serve”, disse o pontífice.

O papa concluiu a missa com um pensamento especial para a reunião com o Conselho dos Cardeais, exigido por ele para auxiliá-lo na administração da Igreja. “Hoje aqui, no Vaticano começa a reunião com os cardeais consultores, que estão concelebrando a missa”.

BANCO

O Instituto para as Obras de Religião (IOR), conhecido como Banco do Vaticano, publicou nesta terça-feira seu balanço anual pela primeira vez desde que foi criado, há 125 anos.

A divulgação faz parte de medidas para melhorar a transparência da entidade. A instituição declarou um lucro líquido de € 86,6 milhões (R$ 261 milhões) em 2012, dos quais € 54,7 milhões (R$ 162 milhões) foram para os cofres da Santa Sé.

Os outros € 31,9 milhões (R$ 96 milhões) são reservados para “eventuais riscos operacionais gerais”. Em 2011, o lucro da entidade foi de € 20,3 milhões (R$ 61 milhões).

Até agora, o Banco do Vaticano, que tinha sido incluído na “lista negra” das instituições financeiras em função de seu secretismo, não publicava suas contas.

O novo presidente da instituição, Ernst von Freyberg, nomeado em fevereiro de 2013 por Bento 16, explicou em entrevista à Rádio Vaticano que “o IOR está comprometido com um processo de exaustivas reformas para promover os mais rigorosos padrões profissionais”.

As mudanças incluem a “implementação de rígidos processos contra a lavagem de capitais e a melhora de nossas estruturas internas”, acrescentou.

Um documento de mais de cem páginas contém ainda um resumo das contas dos primeiros oito meses de 2013 e um relatório de uma auditoria internacional.

No total, o IOR administra 13.700 de contas de membros do clero e funcionários e ex-funcionários do Vaticano.

GIRO DE NOTÍCIAS: Shimon Peres, Reforma da Cúria, Nomeações, Dia do Trabalhador e eCatholicus – “facebook” da igreja

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Shimon Peres recebe o título de “Cidadão Honorário para a Paz”

O Presidente israelense Shimon Peres recebeu em Assis, na Itália, o título de “Cidadão honorário para a paz” na manhã desta quarta-feira, 1º. A cerimônia realizou-se no Salão papal do Sacro Convento.

Peres foi recebido na Basílica de São Francisco pelo Custódio do Sacro Convento, Padre Mauro Gambetti, pela comunidade franciscana conventual, pelo Bispo de Assis, Dom Domenico Sorrentino, e pelo prefeito da cidade, Claudio Ricci. Antes do início da cerimônia, Peres se recolheu em oração diante do altar da Basílica Superior de São Francisco.O evento foi transmitido no site sanfrancesco.org.

Reforma da Cúria

O arcebispo responsável pela primeira das duas secções da Secretaria de Estado do Vaticano, Dom Angelo Becciu, disse nesta quarta-feira, 1º, que é “prematuro” falar de reformas na Cúria Romana, estrutura central do governo na Igreja Católica.

“Depois de ter falado com o Santo Padre, posso dizer que neste momento é absolutamente prematuro avançar qualquer hipótese acerca da futura organização da Cúria. O Papa Francisco está ouvindo a todos, mas em primeiro lugar pretende ouvir os que escolheu como conselheiros”, declarou o substituto de Secretaria de Estado em entrevista ao jornal do Vaticano, ‘L’Osservatore Romano’.

Nomeações

O Papa nomeou no último dia 13 oito cardeais dos cinco continentes para o aconselharem no governo da Igreja e estudarem o aperfeiçoamento da Constituição Apostólica ‘Pastor bonus’ (O bom pastor), que regulamente a Cúria Romana, publicada pelo Papa João Paulo II (1920-2005) a 28 de junho de 1988. O primeiro encontro com o grupo está marcado para o próximo mês de outubro.

Dia do Trabalhador

Em comemoração ao Dia do Trabalhador, na última quarta-feira, 01 de maio, a CNBB manifestou através de uma nota “o seu apoio aos que pelo trabalho contribuem na construção de um mundo melhor”. Leia a íntegra da  nota AQUI.

@pontifex

O Pontífice escreve: “Penso em todos os que estão desempregados, frequentemente por causa duma mentalidade egoísta que procura o lucro a todo o custo”. Na homilia da missa celebrada no dia 1º de maio, Francisco definiu como “injusta” uma sociedade que não oferece trabalho ou explora os trabalhadores.

eCatholicus – rede social da igreja

O eCatholicus é uma rede social da Igreja Católica, com parceira da JMJ 2013 e apoio da CNBB. A rede pretende ser “um lugar exclusivo para você fazer milhões de amigos e se preparar para a Jornada,” afirmam no site da rede. A ideia é proporcionar aos usuários o encontro com padres, bispos, religiosos(as), leigos e leigas discípulos de Jesus, além de paróquias e comunidades da Igreja Católica em todo o Brasil. Veja o site, clique AQUI ou na imagem abaixo.

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