Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

Dom Roberto Francisco Ferrería Paz
Bispo de Campos (RJ)

Em plena Novena de Pentecostes acontece nos países da América Latina de 12 a 19 de maio, organizada pela CLAI e CONIC que agregam as Igrejas Cristãs, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.

Este ano o texto de apoio foi preparado pelas mulheres cristãs da Índia, trazendo como frase inspiradora os versículos 6 a 8 do capitulo 8 : ” O que Deus exige de Nós? “. A imagem da capa apresenta o olhar triste e perplexo de uma mulher velada pela burka , significando os silêncios e a perseguição que sofrem os cristãos e outras religiões.

O verdadeiro ecumenismo anuncia um Deus que não se impöe, mas que dialoga e une as pessoas a partir da liberdade do ato de fé.    A oração sacerdotal de Cristo que clama para que todos sejam um, deve despertar em todo cristão a vontade e empenho de colocar-se a serviço da aproximação, reconciliação e entendimento cordial entre os batizados em nome do Deus Uno e Trino.

Nenhum cristão pode descansar tranquilo, deixando de se escandalizar ou indignar pela divisão sectária do cristianismo, pelo proselitismo desrespeitoso, pelos ataques raivosos entre os cristãos.   Desde a Conferência de Edimburgo aos dias de hoje, o que constitui um anti-sinal e um obstáculo terrível para a missão de anunciar a Cristo é o desafeto e a divisão entre os seus seguidores.

Por isso aguardando a plena efusão do Espírito Santo em Pentecostes, fazemos ecoar o desejo mais profundo de Cristo Nosso Senhor : a unidade de seus discípulos.   Que sejamos capazes de dar um passo a mais, com gestos de hospitalidade, de amizade e de compreensão fraterna na direção de nossos irmãos cristãos separados.

Que nossa espiritualidade e oração se tornem mais ecumênicas, tendendo laços e pontes, celebrando o que nos une, reconhecendo os dons e o patrimônio teológico e espiritual das outras comunidades, abrindo-nos a partilha e a complementaridade, vivendo a diferença como uma riqueza e o pluralismo como um desafio para o crescimento.   Deus seja louvado!

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Lembrando que  O Anunciador vai fazer a semana que começa no dia 12. Também começaremos amanhã, a novena do Divino Espírito Santo.

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4ª Dor de Nossa Senhora: “Maria encontra Jesus no caminho do Calvário.” (Lc 23,26-27)

Introdução

Contemplemos e vejamos se há dor semelhante à dor de Maria Santíssima, quando encontrou-se com seu divino Filho a caminho do Calvário, carregando uma pesada cruz e insultado como se fosse um criminoso.

‘É preciso que o Filho de Deus seja esmagado para abrir as portas da mansão da paz!’ Lembremo-nos de suas palavras e aceitemos a vontade do Altíssimo, nossa força em horas tão cruéis de nossa vida.

Ao encontrá-lo, Jesus fitou os olhos de Maria e a fez compreender a dor de sua alma. Não pôde dizer-lhe palavra, porém a fez compreender que era necessário que se unisse à Sua grande dor. Amados irmãos, a união da grande dor de Maria e Jesus nesse encontro tem sido a força de tantos mártires e de tantas mães aflitas!

Almas que temem o sacrifício aprendam nesta meditação a se submeterem à vontade de Deus, como Maria e Jesus se submeteram! Aprendam a calar nos seus sofrimentos.

No nosso silêncio, nesta dor imensa, armazenamos riquezas imensuráveis! Nossas almas hão de sentir a eficácia desta riqueza na hora em que, abatidos pela dor, recorrermos a Maria, fazendo a meditação deste encontro dolorosíssimo. O valor do nosso silêncio se converte em força, quando nas horas difíceis soubermos recorrer à meditação desta dor!

Como é precioso o silêncio nas horas de sofrimentos! Há almas que não sabem sofrer uma dor física, uma tortura de alma em silêncio; desejam logo contá-la para que todos o lastimem! Jesus e Maria tudo suportaram em silêncio por amor a Deus!

A dor humilha e é na santa humildade que Deus edifica! Sem a humildade, trabalhamos em vão; vejam pois como a dor é necessária para a nossa santificação.

Aprendamos a sofrer em silêncio, como Maria e Jesus sofreram neste doloroso encontro no caminho do Calvário. Quem permanece próximo das pessoas que sofrem conhece a angústia e lágrimas, mas também o milagre da alegria fruto do amor, do sofrimento aceito e oferecido.

Evangelho – Lc 23, 26 – 31

26.Enquanto o conduziam, detiveram um certo Simão de Cirene, que voltava do campo, e impuseram-lhe a cruz para que a carregasse atrás de Jesus.27.Seguia-o uma grande multidão de povo e de mulheres, que batiam no peito e o lamentavam.28.Voltando-se para elas, Jesus disse: Filhas de Jerusalém, não choreis sobre mim, mas chorai sobre vós mesmas e sobre vossos filhos.29.Porque virão dias em que se dirá: Felizes as estéreis, os ventres que não geraram e os peitos que não amamentaram!30.Então dirão aos montes: Caí sobre nós! E aos outeiros: Cobri-nos!31.Porque, se eles fazem isto ao lenho verde, que acontecerá ao seco?

Leia mais em: http://www.bibliacatolica.com.br/01/49/23.php#ixzz1qQjSHtaB

Oração Inicial

Virgem dolorosíssima, seríamos ingratos se não nos esforçássemos em promover a memória e o culto de vossas Dores particulares, graças para uma sincera penitência, oportunos auxílios e socorros em todas as necessidades e perigos. Dai-nos a saúde do corpo para que possamos cumprir nossos deveres com ânimo e alegria, e com a mesma disposição sirvamos a vosso Filho Jesus.   Por N. S. J. C.  –  AMÉM.

Evangelho do Dia – Mt 13,18-23

Aquele que ouve a palavra e a compreende.
Esse produz fruto.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 13,18-23

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
18Ouvi a parábola do semeador:
19Todo aquele que ouve a palavra do Reino
e não a compreende,
vem o Maligno e rouba o que foi semeado em seu coração.
Este é o que foi semeado à beira do caminho.
20A semente que caiu em terreno pedregoso
é aquele que ouve a palavra
e logo a recebe com alegria;
21mas ele não tem raiz em si mesmo, é de momento:
quando chega o sofrimento ou a perseguição,
por causa da palavra, ele desiste logo.
22A semente que caiu no meio dos espinhos
é aquele que ouve a palavra,
mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza
sufocam a palavra, e ele não dá fruto.
23A semente que caiu em boa terra
é aquele que ouve a palavra e a compreende.
Esse produz fruto.
Um dá cem, outro sessenta e outro trinta.”
Palavra da Salvação. 

Reflexão – Mt 13, 18-23

Todos nós falamos muito em felicidade e todas as pessoas desejam ser felizes. Em nome da felicidade as pessoas fazem as maiores proezas e correm os maiores riscos. A felicidade está sempre naquilo que nós mais valorizamos na nossa vida. É justamente aqui que nós encontramos o elemento de análise principal para encontrarmos a causa de tanto sofrimento e tanta dor que estão presentes no mundo de hoje. Deus é o valor absoluto e somente a partir dele pode haver felicidade verdadeira. Qualquer felicidade que encontre o seu fundamento fora de Deus, coloca o seu fundamento em um falso valor, de modo que é na verdade uma falsa felicidade, que só pode trazer dor e sofrimento.

4º DOR DE MARIA: Doloroso encontro no caminho do calvário

Introdução

Contemplemos e vejamos se há dor semelhante à dor de Maria Santíssima, quando encontrou-se com seu divino Filho a caminho do Calvário, carregando uma pesada cruz e insultado como se fosse um criminoso.

‘É preciso que o Filho de Deus seja esmagado para abrir as portas da mansão da paz!’ Lembremo-nos de suas palavras e aceitemos a vontade do Altíssimo, nossa força em horas tão cruéis de nossa vida.

Ao encontrá-lo, Jesus fitou os olhos de Maria e a fez compreender a dor de sua alma. Não pôde dizer-lhe palavra, porém a fez compreender que era necessário que se unisse à Sua grande dor. Amados irmãos, a união da grande dor de Maria e Jesus nesse encontro tem sido a força de tantos mártires e de tantas mães aflitas!

Almas que temem o sacrifício aprendam nesta meditação a se submeterem à vontade de Deus, como Maria e Jesus se submeteram! Aprendam a calar nos seus sofrimentos.

No nosso silêncio, nesta dor imensa, armazenamos riquezas imensuráveis! Nossas almas hão de sentir a eficácia desta riqueza na hora em que, abatidos pela dor, recorrermos a Maria, fazendo a meditação deste encontro dolorosíssimo. O valor do nosso silêncio se converte em força, quando nas horas difíceis soubermos recorrer à meditação desta dor!

Como é precioso o silêncio nas horas de sofrimentos! Há almas que não sabem sofrer uma dor física, uma tortura de alma em silêncio; desejam logo contá-la para que todos o lastimem! Jesus e Maria tudo suportaram em silêncio por amor a Deus!

A dor humilha e é na santa humildade que Deus edifica! Sem a humildade, trabalhamos em vão; vejam pois como a dor é necessária para a nossa santificação.

Aprendamos a sofrer em silêncio, como Maria e Jesus sofreram neste doloroso encontro no caminho do Calvário. Quem permanece próximo das pessoas que sofrem conhece a angústia e lágrimas, mas também o milagre da alegria fruto do amor, do sofrimento aceito e oferecido.

Evangelho – Lc 23, 26 – 31

 26.Enquanto o conduziam, detiveram um certo Simão de Cirene, que voltava do campo, e impuseram-lhe a cruz para que a carregasse atrás de Jesus.27.Seguia-o uma grande multidão de povo e de mulheres, que batiam no peito e o lamentavam.28.Voltando-se para elas, Jesus disse: Filhas de Jerusalém, não choreis sobre mim, mas chorai sobre vós mesmas e sobre vossos filhos.29.Porque virão dias em que se dirá: Felizes as estéreis, os ventres que não geraram e os peitos que não amamentaram!30.Então dirão aos montes: Caí sobre nós! E aos outeiros: Cobri-nos!31.Porque, se eles fazem isto ao lenho verde, que acontecerá ao seco?

Leia mais em: http://www.bibliacatolica.com.br/01/49/23.php#ixzz1qQjSHtaB

Oração Inicial

Virgem dolorosíssima, seríamos ingratos se não nos esforçássemos em promover a memória e o culto de vossas Dores particulares, graças para uma sincera penitência, oportunos auxílios e socorros em todas as necessidades e perigos. Dai-nos a saúde do corpo para que possamos cumprir nossos deveres com ânimo e alegria, e com a mesma disposição sirvamos a vosso Filho Jesus.   Por N. S. J. C.  –  AMÉM.

Prepare-se para o Ano da Fé: padre esclarece proposta de Bento XVI

Em meio às incertezas trazidas pela cultura pós-moderna, os católicos terão a oportunidade de refletir sobre suas crenças e convicções religiosas. O Papa Bento XVI instituiu o Ano da Fé, de outubro de 2012 a outubro de 2013, ocasião que deve incitar o redescobrimento da fé católica. Em uma paróquia de Montes Claros (MG), uma escola de formação foi criada para esclarecer e preparar os fiéis para este Ano.

A proposta do Papa é que todo cristão tenha a sua convicção e a sua identidade na fé católica. Diante desse pedido do Santo Padre, o vigário geral da Catedral Metropolitana de Montes Claros (MG), padre José Honório de Andrade, ressaltou um aspecto da personalidade de Bento XVI que ele considera interessante.

“O Papa é um homem audacioso. Num mundo pós-moderno, em que existem várias crises, a crise de identidade, ele nos propõe uma reflexão sobre a fé. É uma riqueza que o Santo Padre, o Papa, concede a todos nós no Brasil e no mundo”, exaltou.

Fé: mistério incompreensível?

Com caráter abstrato, algumas pessoas encaram a fé como algo incompreensível, que permanece apenas no campo da sensibilidade. O padre José Honório, porém, desmistificou esse pensamento.

“Fé não significa que a gente não possa entender. O mistério ‘fidei’ é inteligível, porém ele não se esgota numa simples explicação ou num simples dogma. Ele sempre se revela novo, aberto aos desafios de hoje em que o ser humano, o cristão é chamado a viver. Estar no mundo e, a partir da sua fé, transformar as realidades de morte em esperança e salvação”, explicou.

Fé x cultura atual

Padre José Honório destacou que a fé hoje passa por uma crise e, até mesmo, uma descrença. Ele foi enfático ao dizer que a fé deve ocupar um lugar de destaque pelo fato de ser adquirida por meio de alguém que fala, sobretudo, através de testemunhos. O vigário acredita que a autêntica vivência da fé e o verdadeiro apostolado da missão devem ser despertados nos irmãos. Para que isso aconteça, a comunidade deve fazer com que a voz do Papa seja também a voz do Cristo e a sua própria voz.

O padre complementou citando as formas como os cristãos manifestam sua fé nos dias de hoje: leituras bíblicas, orações, sacramentos e prática. Esta última, de acordo com o sacerdote, trata-se de uma obra social que não é simplesmente caritativa, mas que proporciona ao cristão ver, num irmão que sofre, o próprio Cristo dando a oportunidade para o crescimento e a maturidade na fé.

Escola de Formação em Montes Claros

O padre José Honório está à frente dos módulos ministrados na Escola de Formação “A Fé Católica”, realizada uma vez por mês de fevereiro até outubro deste ano na Catedral Metropolitana de Montes Claros. De acordo com ele, a metodologia utilizada está em sintonia com a Porta Fidei,Carta Apostólica.

“A nossa paróquia está promovendo encontros mensais para despertar nos nossos paroquiandos o verdadeiro sentido da fé e o porquê e o como celebramos os nossos ritos, os nossos sacramentos e, a partir disso, agirmos fora do salão, fora da paróquia, agir no mundo”, contou.

A metodologia utilizada nos encontros é a indicada pelo Vaticano. “Num primeiro ponto, nós estudamos o que o Papa pediu, na Porta Fidei, e agora nós estamos estudando o credo, o sínodo da fé. Aí nós vamos até outubro esmiuçar esse sínodo, o símbolo da fé, para que possamos realmente dizer ‘eu creio nisso, eu sigo isto, eu vivo isto na minha fé’”.

Riqueza e Saúde

Dom José Alberto Moura
Arcebispo de Montes Claros (MG)

Determinados tipos de enfermidades não são curados, mesmo se as pessoas tiverem rios de dinheiro. Um deles é a doença da falta de amor, justiça e solidariedade. Com a presença destas as pessoas superam seus limites ou deficiências, a ponto de se realizarem plenamente como humanas.

Jesus veio nos garantir a superação de nossas fragilidades com a vida de inteira doação de si em bem da humanidade.

Enriqueceu-nos com a dádiva do amor extremado, culminando com seu holocausto para nos redimir da doença do pecado e do egoísmo exacerbado. Seu perdão aos criminosos foi proferido do alto da cruz: “Pai, perdoai-lhes. Eles não sabem o que fazem”.  Mas sua aparente derrota com a morte mais vil na cruz foi instrumento necessário para demonstrar sua natureza divina, através da ressurreição a seguir.

Ele veio nos restituir a maior riqueza, a do amor. Com ele temos o instrumento necessário para erradicarmos as causas de morte e de doenças superáveis na face da terra. Deus quer o bem e a vida digna para todos. Mas nos dá a responsabilidade de o usarmos para promovermos a cidadania para todos. Riquezas materiais, intelectuais e espirituais são acumuladas em mãos de minorias, que nem sempre sabem partilhá-las com ações de promoção da justiça e da solidariedade. O egocentrismo é a pior doença. Quem a tem não pode ser feliz por não colaborar significativamente com a vida de qualidade para os outros. Tal enfermidade precisa ser prevenida e combatida com a educação para a alteridade. Para isso, não basta a formação para um futuro de maior ganho material. Desde o berço deve-se inocular na criança a vacina ou o antídoto contra a busca de vantagens econômicas e culturais sem a hipoteca do amor e da solidariedade. A fé religiosa formatada basicamente na busca do sobrenatural, que reforce o intimismo sem compromisso com o amor, a justiça, a solidariedade e a misericórdia, não consegue perfurar a blindagem do egoísmo. É preciso ativar o uso da dinamite da generosidade e do desprendimento para se  fazer chegar ao âmago da mente e do coração a fertilização do verdadeiro amor. Ele traz a autêntica saúde espiritual e tudo renova na pessoa.

Desta forma, o ser humano aceita como dom o que Cristo veio nos trazer: “Deus nos ressuscitou com Cristo e nos fez sentar nos céus, em virtude de nossa união com Jesus Cristo… é pela graça que sois salvos, mediante a fé” (Efésios 2,.8). Cooperando com o dom da fé, a pessoa a torna transformadora de sua vida e sua conduta, para ajudar a realizar um convívio de maior benefício social e humano. Assim coopera para que a saúde, em todas as dimensões, se torne realidade para todos.

Na história da serpente de bronze, erguida para que os judeus picados de cobra olhassem para ela e ficassem curados, encontramos uma simbologia de também sermos antídotos da doença do egoísmo para os outros (Cf. Jo 3,14-16). O próprio Jesus mandou que seus discípulos fossem luz para o mundo. Precisamos, de fato, ter sempre a energia do amor e da solidariedade para ajudarmos o próximo a enxergar essas mesmas virtudes e também aplicá-las  em sua vida. Desta forma, democratizaremos a saúde da solidariedade para todos.