Papa: “quem somos nós para fechar as portas” ao Espírito Santo?

Rádio Vaticano  | Cidade do Vaticano (RV) – “Quem somos nós para fechar as portas” ao Espírito Santo? Esta foi a pergunta que o Papa Francisco fez várias vezes na homilia da missa matutina, presidida na Casa Santa Marta.

O Papa falou sobre a conversão dos primeiros pagãos ao cristianismo, segundo a experiência que Simão Pedro vive no trecho dos Atos dos Apóstolos proposto pela liturgia. 

Pedro é testemunha ocular da descida do Espírito Santo sobre esta comunidade, mas antes hesita em ter contato com aquilo que sempre considerou “impuro”. Ele sofre duras críticas dos cristãos de Jerusalém, escandalizados pelo fato que seu chefe tivesse se sentado à mesa com pessoas “não circuncisas” e as tivesse até mesmo batizadas. Um momento de crise interna, que o Papa Francisco recorda com um pouco de ironia:

Francisco durante a missa matinal na Casa Santa Marta.
Francisco durante a missa matinal na Casa Santa Marta.

“É uma coisa que não se podia pensar. Se amanhã viesse uma expedição de marcianos, por exemplo, e alguns deles viessem a ter conosco… marcianos, não? Verdes, com aquele nariz longo e as orelhas grandes, como nos desenhos das crianças… E um deles dissesse: ‘Mas eu quero o Batismo!’. O que aconteceria?”

Pedro compreende o erro quando uma visão o ilumina sobre uma verdade fundamental: aquilo que foi purificado por Deus não pode ser chamado “profano” por ninguém. E ao narrar esses fatos à multidão que o critica, o Apóstolo – recordou o Papa – tranquiliza todos com esta afirmação: “Portanto, se Deus lhes concedeu o mesmo dom que a nós, que cremos no Senhor Jesus Cristo, quem seria eu para poder impedir a Deus de agir?”.

“Quando o Senhor nos faz ver o caminho, quem somos nós para dizer: ‘Não Senhor, não é prudente! Não, façamos de outro modo… E Pedro naquela primeira diocese – a primeira diocese foi Antioquia – toma esta decisão: ‘Quem sou eu para impedir?’. Uma bela palavra para os bispos, para os sacerdotes e também para os cristãos. Mas quem somos nós para fechar as portas? Na Igreja antiga, até hoje, há o ministério do ostiário. E o que ele fazia? Abria a porta, recebia as pessoas e as deixava entrar. Mas jamais foi o ministério de quem fecha as portas, jamais!”.

Ainda hoje, repetiu o Papa Francisco, Deus deixou a guia da Igreja “nas mãos do Espírito Santo”. “É ele quem, como diz Cristo, nos ensinará tudo e fará com que recordemos aquilo que Jesus nos ensinou:

“O Espirito Santo é a presença viva de Deus na Igreja. É quem leva avante a Igreja, quem a faz caminhar. Sempre mais, além dos limites, mais avante. Com os seus dons, o Espírito Santo guia a Igreja. Não se pode entender a Igreja de Jesus sem este Paraclito, que o Senhor nos envia para isso. E faz essas escolhas impensáveis, mas impensáveis! Para usar uma palavra de S. João XXIII: é justamente o Espírito Santo que atualiza a Igreja: realmente, a atualiza e a faz prosseguir. E nós cristãos devemos pedir ao Senhor a graça da docilidade ao Espírito Santo. A docilidade a este Espirito, que nos fala no coração, nos fala nas circunstâncias da vida, nos fala na vida eclesial, nas comunidades cristãs, nos fala sempre”.

Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2014/05/12/papa:_n%C3%A3o_fechar_as_portas_ao_esp%C3%ADrito_santo/bra-798523
do site da Rádio Vaticano 

Papa: “Os cristãos devem fazer escolhas definitivas” – Qual a sua?

Cidade do Vaticano (RV) – Entregar-se ao Senhor, inclusive na situações mais difíceis: esta é a exortação do Papa Francisco, na Missa desta manhã na Casa Santa Marta. O Papa afirmou que os cristãos são chamados a escolhas definitivas, como nos ensinam os mártires de todos os tempos. Também hoje, observou ele, existem irmãos perseguidos que são exemplos para nós e nos encorajam a nos entregar totalmente ao Senhor.

O Papa Francisco desenvolveu sua homilia a partir das figuras que nos apresentam a Primeira Leitura, extraída do Livro de Daniel, e o Evangelho: os jovens hebreus escravos na corte de Nabucodonosor e a viúva que vai ao Templo para adorar o Senhor. Em ambos os casos, afirmou o Pontífice, estão no limite: a viúva em condição de miséria; os jovens, de escravidão. A viúva entrega tudo o que tem ao tesouro do Templo, os jovens permanecem fiéis ao Senhor arriscando a vida:

Papa_Francisco_13_noviembre_ACI_PrensaOs dois – a viúva e os jovens – arriscaram. Em seu risco, escolherem o Senhor, com um coração grande, sem interesse pessoal, sem mesquinhez. Não tinham uma atitude mesquinha. O Senhor é tudo. O Senhor é Deus e se entregaram ao Senhor. E isso não o fizeram por uma força – permito-me a palavra – fanática, não: ‘Devemos fazer isso Senhor’, não! Há outra coisa: se entregaram porque sabiam que o Senhor é fiel. Entregaram-se a esta fidelidade que existe sempre, porque o Senhor não pode se transformar: é fiel sempre, não pode não ser fiel, não pode renegar a si mesmo.

Esta confiança no Senhor, acrescentou o Santo Padre, os levou “a fazer esta escolha por Ele”. Uma escolha que vale seja nas pequenas coisas, seja nas grandes e difíceis escolhas:

Também na Igreja, na história da Igreja se encontram homens, mulheres, idosos, que fazem esta escolha. Quando nós ouvimos a vida dos mártires, quando nós lemos nos jornais as perseguições contra os cristãos, hoje, pensamos nesses irmãos e irmãs em situações-limite, que fazem esta escolha. Eles vivem neste tempo. São um exemplo para nós e nos encorajam a entregar ao tesouro da Igreja tudo o que temos para viver.

O Senhor, afirmou ainda o Papa, ajuda os jovens hebreus escravos a saírem das dificuldades e também a viúva:

Nos fará bem pensar nesses irmãos e irmãs que, em toda a nossa história, também hoje fazem escolhas definitivas. Mas pensemos também em tantas mães, tantos pais de família que todos os dias fazem escolhas definitivas para levar avante sua família, seus filhos. E isso é um tesouro na Igreja. Eles nos oferecem um testemunho. Peçamos ao Senhor a graça da coragem, da coragem de prosseguir na nossa vida cristã, nas situações habituais, comuns, de todos os dias, mas também nas situações-limite.

Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2013/11/25/papa_na_santa_marta:_os_crist%C3%A3os_devem_fazer_escolhas_definitivas/bra-749739 do site da Rádio Vaticano

Papa: Nossa Senhora não é um chefe dos correios, que dá mensagens diárias a videntes

No último dia 14/11, em uma reflexão durante a missa na Capela da casa Santa Marta, residência do Papal, o Papa Francisco disse que Nossa Senhora não é “um chefe dos correios, que envia mensagens diárias” e convidou os fiéis a entender que “o Reino de Deus está no meio de nós ”.

Conforme informado pela Rádio Vaticano, a homilia do Papa começa com um comentário sobre a primeira leitura, tirada do livro bíblico da Sabedoria, que descreve “o estado de espírito do homem e da mulher espiritual”, do verdadeiro cristão e da verdadeira cristã, que vivem “na sabedoria do Espírito Santo. E essa sabedoria os leva avante com este espírito inteligente, santo, único, múltiplo, sutil“, um “espírito de Deus”, que “ajuda a julgar, a tomar decisões de acordo com o coração de Deus” e que “dá paz

Pelo contrário, no Evangelho – ressaltou o Papa – “somos confrontados com um outro espírito, contrário àquele da sabedoria de Deus: o espírito de curiosidadeÉ quando queremos aproveitar o projeto de Deus, o futuro da coisas, saber tudo, ter tudo na mão… os fariseus perguntaram a Jesus : ‘Quando é que virá o Reino de Deus?’ . Curiosos! Eles queriam saber a data, o dia… O espírito de curiosidade nos afasta do espírito de sabedoria, porque ele só está interessado nos detalhes, notícias, pequenas notícias todos os dias. E o espírito de curiosidade não é um bom espírito: é o espírito de dispersão, de afastamento de Deus, o espírito de falar muito. E Jesus também vai nos dizer algo interessante: esse espírito de curiosidade, que é mundano, nos leva à confusão.”

A curiosidade – prosseguiu Bergoglio – nos impulsiona a querermos sentir que o Senhor está aqui ou acolá, ou podemos dizer: “Mas eu conheço um vidente, uma vidente que recebe cartas de Nossa Senhora, mensagens de Nossa Senhora.” E o Papa disse: “Mas, veja, Nossa Senhora é Mãe, eh! E ela nos ama a todos. Mas ela não é um chefe dos correios, para enviar mensagens diárias“.

Essas inovações –– disse novamente – se afastam  do Evangelho, do Espírito Santo, da paz e da sabedoria e da glória de Deus, da beleza de Deus“. Porque “Jesus diz que o reino de Deus não vem para atrair a atenção: vem na sabedoria“. “O Reino de Deus está entre vós“, diz Jesus: é “esta ação do Espírito Santo que nos dá a sabedoria, que nos dá a paz. O Reino de Deus não se dá na confusão, assim como Deus não falou ao profeta Elias no vento, na tempestade“, mas “ele falou em meio a brisa suave, a brisa da sabedoria“: “Então, Santa Teresa – Santa Teresa do Menino Jesus – dizia que ela tinha sempre que parar à frente do espírito de curiosidade. Quando ela conversava com outra freira e esta  contava uma história, algo que a família, as pessoas, às vezes, passavam para outro tópico, e ela queria saber o final dessa história. Mas ela sentia que não era o espírito de Deus, porque era um espírito de dispersão, de curiosidade. O Reino de Deus está entre nós: Não se aproximem de coisas estranhas, não se aproximem dessa nova curiosidade mundana. Deixem que o Espírito os levem avante, com a sabedoria que é uma brisa suave. Este é o Espírito do Reino de Deus, do qual fala Jesus“.

Papa na homilia da manhã: “Missa não é evento social, mas memória da salvação”

Cidade do Vaticano (RV) – “Quando Deus vem e se aproxima, é sempre festa”, disse o Papa na homilia proferida na manhã desta quinta, 3, na Casa Santa Marta, concelebrando a missa com os cardeais membros do Conselho que está reunido desde dia 1º no Vaticano.

O Papa ressaltou que não se pode transformar a memória da salvação numa lembrança, num “evento costumeiro”. “A missa não é um “evento social” e sim a presença do Senhor em meio de nós”.

Francisco se inspirou na primeira leitura, do Livro de Nemias, centrando sua homilia no tema da memória “que toca o coração”:

Isto não é importante só nos grandes momentos históricos, mas na nossa vida; todos temos memória da salvação. Mas ela está próxima de nós? Ou é uma memória distante, arcaica, uma memória de museu…? Quando a memória não é próxima, se torna uma simples recordação”.

“E esta alegria é a nossa força. A alegria da memória próxima. Ao invés, a memória domesticada, que se afasta e se torna uma simples recordação, não aquece o coração, não nos dá alegria e não nos dá força. Este encontro com a memória é um evento de salvação, é um encontro com o amor de Deus que fez história conosco e nos salvou; é um encontro de salvação. E é tão bom ser salvos que é preciso festejar”.

“Quando Deus vem e se aproxima – afirmou, há sempre festa. E muitas vezes nós cristãos temos medo de festejar: esta festa simples e fraterna que é um dom da proximidade do Senhor. A vida, acrescentou o Papa, nos leva a afastar esta proximidade, e a manter somente a lembrança da salvação, não a memória que está viva”. A Igreja tem a “sua” memória, que é a Paixão de Senhor. Também conosco acontece de afastar esta memória e transformá-la numa lembrança, num evento habitual”:

“Toda semana vamos à igreja, ou quando alguém morre vamos ao funeral… e essa memória, muitas vezes, nos aborrece porque não é próxima. É triste, mas a missa muitas vezes se transforma num evento social e não estamos próximos da memória da Igreja, que é a presença do Senhor diante de nós.”

“Peçamos ao Senhor – concluiu o Papa – a graça de ter sempre a sua memória próxima a nós, não domesticada pelo hábito, por tantas coisas, e distanciada numa simples recordação.

Do site da Rádio Vaticano 

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Já neste caso o que foi: “Padre Celebra missa no meio do esgoto”?

Em Santa Marta o encontro com um grupo de crianças doentes – O sorriso do Papa

 L’Osservatore Romano | Uma brincadeira que se concluiu no melhor modo possível. O pe. Gianni Toni, assistente regional da União nacional italiana de transportes de doentes a Lourdes e aos santuários internacionais (Unitalsi), explica assim o encontro entre o Papa Francisco e os seus vinte e dois assistidos, realizado na capela da Domus Sanctae Marthae na tarde de sexta-feira 31 de Maio, não por acaso o último dia do mês mariano.

Os pequenos hospedes do departamento de oncologia pediátrica do hospital de Roma Agostino Gemelli regressaram à cidade há poucos dias depois de uma peregrinação a Lourdes. «Quando estávamos em frente da gruta de Massabielle – explicou-nos o pe. Gianni – para aliviar com um pouco de alegria o cansaço improvisámos um jogo: desenhar a gruta de Lourdes, para o mostrar  depois ao Papa que não a conhece». Certamente, revelou-nos o sacerdote, enquanto dizia estas coisas às crianças, nunca ninguém pensou que elas iram estar na presença do Papa para lhe mostrar a gruta de Lourdes. Mas o desenho de Giovanni – um menino da Sardenha de oito anos, que se tornou cego devido a um tumor cerebral – realizado no quadro braille com base na descrição da gruta que lhe faziam os assistentes comoveu-os de tal maneira que decidiram enviá-lo realmente ao Pontífice   acompanhado por  uma carta que explicava do que se tratava. Portanto,  não foi necessário muito mais para que a brincadeira acabasse exactamente «da melhor forma».

Teria sido bom vê-los, o pequeno João e o Papa Francisco, ontem à tarde, um diante do outro. João perguntou-lhe: «Mas tu és guloso?». E o Papa: «Sim, muitíssimo. Gosto de bolos e de chocolate. Tu também? Sim? Mas não te  causam dor de fígado?». Giovanni mostrou-lhe então um grande saco vermelho: «Felizmente que és guloso, porque eu trouxe-te os doces da Sardenha». Então o Papa respondeu: «Uhm, obrigado! Mas então podemos comê-los juntamente com as outras crianças?».

E assim o encontro prosseguiu com o tom de diálogo entre um avô e os sues netinhos. As crianças, com os seus pais, os assistentes da Unitalsi do Lácio, guiados pela presidente da subsecção romana Preziosa Terrinoni, sentaram-se em semicírculo em frente do Papa que estava diante do altar. Rezaram juntos e a seguir o Pontífice começou a contar às crianças uma pequena história: «Certa vez Jesus teve que visitar um lugar muito importante. Mas não conseguia lá chegar. Depois do meio dia chegou e, imediatamente, os discípulos foram ter com ele: «Mas mestre, por que chegaste atrasado?». Sabem o que Jesus lhe respondeu?  Ouçam muito bem: «Ao longo do caminho encontrei uma criança que estava a chorar. Parei para ficar com ela». Assim faz Jesus com uma criança que chora. Com uma criança que tem qualquer problema. Toca o coração de Jesus, que o ama muito».

Sucessivamente, o Papa Francisco deu a palavra à pequena Michelle. «Estou muito feliz – disse-lhe – por estar aqui na tua casa com os amigos do hospital Gemelli, os médicos, os voluntários, e com os sacerdotes da Unitalsi que nos acompanham a Lourdes.  É bom poder ver-te verdadeiramente e não na televisão! Em Lourdes rezámos por ti, desenhámos a gruta de Nossa Senhora para te oferecer.   Prometemos que rezaremos ainda por ti e queremos pedir-te para que rezes por todas as criança doentes do Gemelli e do mundo. O Pontífice agradeceu à menina abraçando-a. Continuou a cariciar prolongadamente a sua cabecinha enfaixada. Comovido recomeçou a falar com as crianças, continuando o diálogo sobre o amor de Jesus e perguntando-lhes: «Será  que Jesus está neste momento aqui connosco? Sim? Tendes certeza? Bem. Ele está connosco porque nos ama sempre. Jesus caminha connosco na vida e quando temos problemas ele está sempre ao nosso lado».

O encontro prosseguiu numa atmosfera muito especial. Criou-se gradualmente uma corrente de amor extraordinária. Tudo se concluiu com a oração. Mas antes o Pontífice quis falar de novo ao coração das crianças, pedindo-lhe para que repetissem com ele: «Jesus está sempre connosco. Quando estamos felizes e contentes Jesus está sempre connosco. Quando estamos tristes, Jesus está ao nosso lado. E por quê? Porque Jesus nos ama. Nunca vos esqueçais». Será difícil que estes pequeninos e os seus pais o possam esquecer. Assim como será difícil que o Papa possa esquecer o último pedido de Michelle: «Papa Francisco, reza pelos nossos pais para que possam ter sempre um sorriso como o teu».

Mario Ponzi

Não deve existir luta de poder na Igreja, diz o Papa Francisco

(ACI/EWTN Noticias).- Na habitual homilia daMissa que presidiu nesta manhã na Casa Santa Marta, o Papa Francisco disse que a luta de poder não deve existir na Igreja, e recordou que o verdadeiro poder é o serviço, a exemplo de Cristo que não veio para ser servido, mas para servir.

O Santo Padre meditou sobre o Evangelho de hoje quando Jesus fala da sua Paixão a seus discípulos e, estes, discutiam sobre quem era o melhor entre eles. “A luta pelo poder na Igreja não é coisa destes dias, começou então em tempos de Jesus”. “Em sua chave evangélica -explicou o Papa- a luta pelo poder na Igreja não deve existir”.

Francisco sublinhou que “o verdadeiro poder é o serviço. Como Ele fez, que veio para servir e não para ser servido, e seu serviço foi o serviço da Cruz. Ele se humilhou até a morte, a morte na Cruz, por nós, para nos servir, para nos salvar. E não há outro caminho na Igreja para seguir adiante. Para o cristão, ir adiante, progredir significa humilhar-se. Se não aprendermos esta regra cristã, nunca, nunca seremos capazes de entender a verdadeira mensagem de Jesus sobre o poder”.

O Papa em sua homilia recordou que Santo Inácio de Loyola nos Exercícios Espirituais, pedia ao Senhor Crucificado “a graça da humilhação”. Isto, reiterou o Papa é “o verdadeiro poder do serviço da Igreja”.

O Santo Padre indicou que “o caminho do Senhor é Seu serviço: assim como Ele fez Seu serviço, nós temos que segui-lo, no caminho do serviço. Este é o verdadeiro poder da Igreja”.

“Queria hoje rezar por todos nós, para que o Senhor nos dê a graça de compreender que o verdadeiro poder na Igreja é o serviço. E também para compreender a regra de ouro que Jesus nos ensinou com Seu exemplo: para um cristão, progredir, avançar significa rebaixar-se, ser menor. Peçamos esta graça”, concluiu.

Envergonhar-se dos pecados com humildade para acolher o perdão de Deus, pede o Papa

 (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco assinalou em sua homilia da Missa desta manhã na Santa Marta que o cristão deve ser capaz de envergonhar-se dos seus próprios pecados para acolher com humildade o perdão de Deus.

Na Eucaristia que presidiu em presença de alguns empregados vaticanos do Apsa, a Administração do Patrimônio da Sé Apostólica e de um grupo de religiosas, o Santo Padre comentou a primeira Carta de São João, em que se diz que “Deus é luz e Nele não há trevas”.

O Papa Francisco sublinhou que “todos nós temos momentos de escuridão navida, momentos onde tudo, também na própria consciência, é escuro, mas isto não significa caminhar nas trevas”.

“Caminhar nas trevas significa estar satisfeito de si mesmo; estar convencido de que não precisa de salvação. Essas são as trevas!?Quando entramos neste caminho das trevas, não é fácil voltar atrás”.

“Por isso João continua, porque talvez este modo de pensar o tenha feito refletir: ‘Se dissermos estar sem pecado, enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós’. Olhem seus pecados, os nossos pecados: todos somos pecadores, todos. Este é o ponto de partida”.

“Mas se confessamos nossos pecados, Ele é fiel, é justo a ponto de nos perdoar os pecados e nos purificar de toda iniquidade. E nos apresenta àquele Senhor tão bom, tão fiel, tão justo que nos perdoa”.

O Santo Padre disse também que “quando o Senhor nos perdoa faz justiça, sobretudo a si mesmo, porque Ele veio para salvar-nos e perdoar-nos”, acolhendo-nos com a ternura de um pai para com seus filhos: “o Senhor é terno para com aqueles que o temem, para aqueles que vão para Ele” e com ternura “compreende-nos sempre”, quer doar-nos “aquela paz que somente Ele dá”.

“Isto –afirmou– é o que acontece no Sacramento da Reconciliação” embora “tantas vezes pensemos que ir confessar-nos é como ir à lavanderia para limpar a sujeira da nossa roupa”.

“Mas o confessionário não é uma lavanderia, é um encontro com Jesus que nos espera como somos. Temos vergonha de dizer a verdade, ‘fiz isso, pensei aquilo’, mas a vergonha é uma virtude verdadeiramente cristã e também humana… a capacidade de vergonhar-se é uma virtude do humilde”.

“Não sei se em italiano se diz assim, mas na nossa terra àqueles que não se envergonham os chamamos de ‘sem vergonha’, porque não têm a capacidade de envergonhar-se e envergonhar-se é uma virtude do humilde, daquele homem e daquela mulher que é humilde”.

Francisco disse também que é necessário ter confiança porque quando pecamos temos um defensor ante o Pai: “Jesus Cristo, o justo”. E Ele nos defende frente a nossas debilidades. Mas é necessário ficar frente ao Senhor “com nossa verdade de pecadores”, “com confiança, também com alegria, sem nos maquiar”.

“Não devemos jamais nos maquiar diante de Deus!”. E a vergonha é uma virtude: “bendita vergonha”. “Esta é a virtude que Jesus nos pede: a humildade e a docilidade”:

“Humildade e docilidade são como o marco de uma vida cristã. Um cristão vai sempre assim, na humildade e na docilidade. E Jesus nos espera para nos perdoar. Podemos fazer uma pergunta: então ir confessar não é como ir a uma sessão de tortura? Não! É louvar a Deus, porque eu pecador fui salvo por Ele”.

“E Ele me espera para me repreender? Não, com ternura para me perdoar. E se amanhã fizer o mesmo? Confesse-se outra vez, e outra e outra e outra… Ele te espera sempre. Esta ternura do Senhor, esta humildade, esta docilidade”.

Depois de assinalar que esta confiança “nos da um respiro”. O Papa fez votos para que “o Senhor nos dê esta graça, esta coragem de procurá-lo sempre com a verdade, porque a verdade é sua luz, e não com as trevas das meias verdades ou das mentiras diante de Deus. Que nos dê esta graça! Assim seja”

Giro de Notícias: Papa, JMJ, Assembléia Geral do Bispos, Bento XVI, Venezuela

Papa Francisco: “O triunfalismo não é cristão”

Durante a Missa celebrada no domingo no Domus Santa Marta, o Papa Francisco recordou que o cristão deve manter-se sempre humilde e afastar-se da tentação do triunfalismo.

“Que o Senhor nos salve das fantasias triunfalistas, porque o triunfalismo não é cristão, não é do Senhor. O caminho do Senhor é o caminho de cada dia, na presença de Deus”, afirmou.

Papa Francisco: 30 dias de papado

Neste sábado, 13 de abril cumpriu-se um mês desde que, em um Conclave de apenas dois dias, oColégio Cardinalício escolhesse como sucessor do hoje Bispo emérito de Roma Bento XVI, o Papa Francisco, anteriormente Arcebispo de Buenos Aires (Argentina), o Cardeal Jorge Mario Bergoglio.

O Papa na favela

O Arcebispo do Rio do Janeiro (Brasil) e presidente do Comitê Organizador da Jornada Mundial da Juventude 2013 (JMJ), Dom Orani Tempesta, apresentou ao Pontifício Conselho para os Leigos uma série de novas atividades para que o Papa Francisco realize neste evento juvenil, que inclui a visita a uma favela da cidade.

100 Dias para a JMJ

A noite de sexta-feira, 12 de abril, foi de transformação para muitos jovens no Centro do Rio. Na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro, milhares de jovens compareceram à missa de abertura das comemorações para os “100 dias rumo à JMJ”, presidida pelo padre Reginaldo Manzotti.

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Após a missa, eles saíram em procissão junto com um trio elétrico, conduzido pelo padre Reginaldo e pela Banda Bom Pastor, passando por diversas ruas da Lapa, berço da boemia carioca, em direção à Igreja de Sant’Ana, onde foi realizada a Adoração ao Santíssimo Sacramento. À medida que a procissão andava o número de pessoas aumentava, chegando à marca de 5.000 jovens e ocupando um espaço de quase três quarteirões.

51ª Assembleia Geral do Bispos 

Na manhã do sábado, 13 de abril, os participantes da 51ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida (SP), iniciaram a apresentação das contribuições das reflexões sobre os temas prioritários do evento: o diretório de Comunicação e a Questão Agrária.

Durante o final de semana eles fizeram um retiro. As atividades voltaram hoje, segunda-feira, 15/04

Bento XVI faz aniversário amanhã

Amanhã, nosso papa emérito Bento XVI completa mais um ano de vida. Bento XVI, cardeal Joseph Aloisius Ratzinger, nasceu em Marktl am Inn, Alemanha, no dia 16 de abril de 1927. Se tornou Papa Emérito da Igreja Católica. Seu outro título é Romano Pontífice Emérito. Foi papa da Igreja Católica e bispo de Roma de 19 de abril de 2005  a 28 de fevereiro de 2013, quando oficializou sua abdicação. Desde sua renúncia é Bispo emérito da Diocese de Roma, foi eleito, no conclave de 2005, o 265º Papa, com a idade de 78 anos e três dias, sendo o sucessor de João Paulo II e sendo sucedido por Francisco.

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Eleição na Venezuela

O sucessor de Hugo Chaves no poder foi eleito com margem mínima de maioria dos votos. Maduro teve 50,66% dos votos. Durante esse processo de eleição os bispos do país emitiram nota.

A Conferência Episcopal da Venezuela sobre as eleições presidenciais no país, realizadas domingo, 14, exortou as comunidades a participarem no escrutínio “de forma consciente, livre e responsável”. O episcopado destacou que “votar é um dever e um ato de amor à pátria, à sua gente e ao seu destino.”