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A Igreja, a santidade e a Cerveja  

Padre abençoa barril de cerveja em Bruxelas
Padre abençoa barril de cerveja em Bruxelas

A cena de ao lado é sim de um sacerdote abençoando um barril de cerveja. E ao contrario do que muita gente pensa, não é uma heresia pecado mortal. Essa benção sempre existiu na igreja e foi substituída no Sacrossanto Concilio II pela Benção dos Alimentos, que é mais genérica. É sabido que a cerveja, hoje, toma uma conotação de pecado devido as atitudes que os beberrões, sem noção de moderação, executam por aí ao beber.

Para se ter uma ideia, na Igreja a cerveja era muito importante no período da Idade Média. Havia até um santa que transformou água em cerveja. Essa santa era Santa Brígida da Irlanda, que distribuiu cerveja aos pobres em volume tão grande que daria para encher 17 barris. Essa quantidade saiu de um único barril.  Nesta época a cerveja era muito importante devido ao caráter saudável dessa bebida. Não se sabem, mas a cerveja é rica em vitamina B. Na Idade Média ela era ainda mais nutritiva e considerada alimento básico para a população.

monge e o barrilDiferente de hoje, era desassociada a diversão e prazer. Por causa disso, os monges aprimoram muito o sabor, aroma e textura desse produto. Nos mosteiros existiam cervejarias. Eles não inventaram a cerveja, isso quem fez foram os egípcios se não me engano, mas contribuíram muito para que tenhamos o sabor que temos hoje em alguns produtos por aí.

Relatos como o de Santa Brígida e dos monges cervejeiros entram em nossa mente como uma bomba. Causa estranhamento para nossa sociedade atual. Imagina, um monastério, um seminário produzir cerveja? Muitos os condenariam ao inferno. Assim como fazem com sacerdotes que apreciam a bebida.

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O milagre de Bento XVI: jovem afirma ter sido curado por Papa emérito

Por Equipe Christo Nihil PraeponereInformações: Vatican Insider

Um jovem norte-americano de 19 anos assegura que foi curado de um tumor no tórax graças à oração de Sua Santidade, o Papa emérito Bento XVI. Peter Srsich é universitário do estado do Colorado e visitou o Santo Padre durante uma audiência geral, no ano passado. Depois de contar ao Papa sua história, ele recebeu a imposição das mãos justamente em seu peito, onde se encontrava o seu linfoma.

Peter tinha 17 anos quando lhe diagnosticaram, após um exame de radiografia, um tumor no tórax. “Fizemos nele um exame de raios-x e este revelou um tumor das dimensões de uma bola de softball no tórax”, afirmou a mãe do jovem, Laura Srsich. “O diagnóstico foi que ele estava no quarto estágio do linfoma de Hodgkin.”

A família Srsich recorreu ao tratamento do câncer em um hospital infantil do Colorado e, ao mesmo tempo, recebeu o apoio da fundação Make-a-Wish (que significa, literalmente, “faça um desejo”), que trabalha em cerca de 50 países do mundo ajudando crianças e adolescentes em dificuldades. “A primeira coisa que Peter disse foi: eu gostaria de me encontrar com o Papa em Roma”, declarou sua mãe.

O seu desejo foi atendido em maio de 2012, quando Peter e sua mãe foram recebidos pelo Papa Bento XVI na Praça de São Pedro, no Vaticano, durante uma audiência geral. “Quando me levantei para falar com ele, surpreendeu-me sua humanidade”, conta Peter. “Foi uma experiência de humildade para mim ver como ele era humilde.”

Ali, o Pontífice ouviu Peter, que lhe contou as circunstâncias de sua viagem e o drama pelo qual passava. Depois, o rapaz ofereceu ao Papa uma pulseira verde, na qual estava escrito: “Rezando por Peter”. Em troca, o sucessor de São Pedro ofereceu-lhe uma bênção.

Para a família de Peter, não foi uma bênção qualquer. “Ele pôs sua mão justamente no tórax, onde estava o tumor. Não podia saber onde ele se encontrava, mas colocou sua mão justamente aí”, conta Peter. Um ano depois, o jovem se encontra em perfeitas condições de saúde. No segundo ano da faculdade, ele espera poder tornar-se sacerdote.

Para Peter, a renúncia do Santo Padre só reforçou ainda mais a sua visão do encontro. Ele crê que Bento XVI colocou Deus e a Igreja acima de si mesmo e de suas exigências pessoais, um gesto de enorme humildade. “Sempre me lembrarei dele como um dos homens mais humildes do mundo e, em particular, pelo ato que acaba de cumprir”, disse Peter.

 

Padre Lombardi oferece mais detalhes sobre renúncia do Papa

Padre Federico Lombardi

(ACI/EWTN Noticias).- Em uma conferência de imprensa na Sala Stampa do Vaticano, o porta-voz da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, ofereceu à imprensa mais informações a respeito do anúncio da renúncia ao ministério petrino de Bento XVI, feito neste 13 de fevereiro pelo próprio Santo Padre em um consistório no Vaticano.

Pe. Lombardi citando o Cânon § 332 do código de direito canônico, que prevê a possibilidade que o Romano Pontífice renuncie de seu ofício.

No 28 de fevereiro às 20h, horário de Roma, o Papa vai se retirar oficialmente. A partir desse momento o período de “sede vacante”, terá início.

Em sua entrevista com Peter Seewald, o Santo Padre havia dito sobre a possibilidade de que um Papa renuncie. Quando um Papa chega à conclusão de que ele não pode mais realizar a missão confiada a ele, “ele pode e deve renunciar”, dizia o Papa ao jornalista alemão.

Lombardi prometeu mais detalhes nos próximos dias sobre como vai ser organizado o conclave que elegerá um novo Papa.

De acordo com o Pe. Lombardi, o Papa irá para Castel Gandolfo e depois ele se transladaria para um mosteiro dentro do Vaticano (habitado até agora por freiras de clausura) para uma vida de oração.

“Ele não vai, obviamente, participar do Conclave”, afirmou o porta-voz.

“O Papa deixará o cargo e os preparativos para o Conclave terão início”, disse o Pe. Lombardi. Por enquanto, tudo o que o Pe. Lombardi pôde afirmar é que o conclave teria início em março, e que a Igreja poderia ter um novo papa no tempo da Páscoa.

O anúncio de Bento no final do Consistório público para a promulgação da causa de três novos santos, foi como “um trovão em céu sereno”, afirmou o decano do Colégio Cardinalício, o Cardeal Angelo Sodano, em declarações reunidas pela Rádio Vaticano.

O anúncio foi feito em latim, e ao tomar a palavra, o Card. Sodano disse: “Santidade, recebemos sua mensagem quase que completamente incrédulos. Permita-me dizer-lhe, em nome de todos os seus colaboradores, que estamos mais do que nunca solidários com o senhor, como estivemos nesses luminosos oito anos do seu pontificado”.

O Decano do colégio cardinalício afirma que antes de 28 de fevereiro, dia em que Bento XVI deseja concluir seu serviço como Papa, “teremos modo de expressar-lhe melhor os nossos sentimentos”. “Certamente, as estrelas no céu continuam sempre brilhando e assim brilhará sempre em meio a nós a estrela do seu pontificado”, concluiu o Cardeal que ofereceu ao Pontífice um longo e caloroso abraço.

Ouça a renuncia do Papa AQUI