Prostrados diante de Jesus que se sacrificou por nós

Durante a celebração desta sexta-feira santa o Papa Francisco prostrou-se diante o altar do Senhor.

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O CRM defende o aborto até os três meses de vida. Seria essa a função do médico?

 

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A mídia essa semana está mal repercutindo a decisão do CRM – Conselho regional de Medicina – que defende o aborto em várias situações e também por opção da mulher. Quando digo mal repercutindo, me refiro a ausência de matérias e opiniões mostrando que mais de 80% do brasileiros são contra. É valido lembrar ainda, qual a missão do médico. Eles juram defender a vida e essa decisão é totalmente descabida ao seu juramento.

Apoiar o aborto é apoiar o mal. Irmãos, rezem a Deus Pai que nos proteja dessa insanidade. Deste mal que assola nos crianças. A vida se dá no momento em que o óvulo é fecundado e não depois de três meses. Peçamos a Cristo, que dará sua vida pós nós nesta Sexta-feira Santa, que nos ensine a defender a vida de nossas crianças. Digam não ao aborto.

CNBB convoca para Vigília de Oração pela Vida

cnbbNa próxima quarta-feira, dia 11/04, o Supremo Tribunal Federal (STF) realiza o julgamento sobre a descriminalização do aborto de anencéfalos – casos em que o feto tem má formação no cérebro. A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou nesta Sexta-feira Santa, 06/04, uma carta a todos os bispos do país, convocando para uma Vigília de Oração pela Vida às vésperas do julgamento.

Em agosto de 2008, por ocasião do primeiro julgamento do caso, a CNBB publicou uma nota que explicita a sua posição. “A vida deve ser acolhida como dom e compromisso, mesmo que seu percurso natural seja, presumivelmente, breve. (…)Todos têm direito à vida. Nenhuma legislação jamais poderá tornar lícito um ato que é intrinsecamente ilícito. Portanto, diante da ética que proíbe a eliminação de um ser humano inocente, não se pode aceitar exceções. Os fetos anencefálicos não são descartáveis.  O aborto de feto com anencefalia é uma pena de morte decretada contra um ser humano frágil e indefeso. A Igreja, seguindo a lei natural e fiel aos ensinamentos de Jesus Cristo, que veio “para que todos tenham vida e vida em abundância” (Jo 10,10), insistentemente, pede,  que a vida seja respeitada e que se promovam políticas públicas voltadas para a eficaz prevenção dos males relativos à anencefalia e se dê o devido apoio às famílias que convivem com esta realidade”.

A seguir, a íntegra da carta da presidência da CNBB, bem como o texto completo da nota sobre o assunto.

Brasília, 06 de abril de 2012
P – Nº 0328/12

Exmos. e Revmos. Srs.

Cardeais, Arcebispos e Bispos
Em própria sede
ASSUNTO: Vigília de Oração pela Vida, às vésperas do dia 11/04/12, quarta feira.
DGAE/2011-2015: Igreja a serviço da vida plena para todos (nn. 65-72)
“Para que TODOS tenham vida” (Jo 10,10).
CF 2008: “Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19).
CF 2012: “Que a saúde se difunda sobre a terra” (Eclo 38,8).

Irmãos no Episcopado,

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil jamais deixou de se manifestar como voz autorizada do episcopado brasileiro sobre temas em discussão na sociedade, especialmente para iluminá-la com a luz da fé em Jesus Cristo Ressuscitado, “Caminho, Verdade e Vida”.

Reafirmando a NOTA DA CNBB (P – 0706/08, de 21 de agosto de 2008) SOBRE ABORTO DE FETO “ANENCEFÁLICO” REFERENTE À ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL Nº 54 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a presidência solicita aos irmãos no episcopado:
  • Promoverem, em suas arqui/dioceses, uma VIGÍLIA DE ORAÇÃO PELA VIDA, às vésperas do julgamento pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a possibilidade legal do “aborto de fetos com meroanencefalia (meros = parte), comumente denominadosanencefálicos” (CNBB, nota P-0706/08).

Informa-se que a data do julgamento da ADPF Nº 54/2004 será DIA 11 DE ABRIL DE 2012, quarta feira da 1ª Semana da Páscoa, em sessão extraordinária, a partir das 09 horas.

Com renovada estima em Jesus Cristo, nosso Mestre Vencedor da morte, agradecemos aos irmãos de ministério em favor dos mais frágeis e indefesos,

Cardeal Raymundo Damasceno Assis          Dom José Belisário da Silva          Dom Leonardo Steiner
Arcebispo de Aparecida                               Arcebispo de São Luiz               Bispo Auxiliar de Brasília
Presidente da CNBB                                  Vice Presidente da CNBB                 Secretário Geral da CNBB

Nota da CNBB sobre Aborto de Feto “Anencefálico”

Referente à Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 54 do Supremo Tribunal Federal

O Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, em reunião ordinária, vem manifestar-se sobre a Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF n° 54/2004), em andamento no Supremo Tribunal Federal, que tem por objetivo legalizar o aborto de fetos com meroanencefalia (meros = parte), comumente denominados “anencefálicos”, que não têm em maior ou menor grau, as partes superiores do encéfalo e que erroneamente, têm sido interpretados como não possuindo todo o encéfalo, situação que seria totalmente incompatível com a vida, até mesmo pela incapacidade de respirar. Tais circunstâncias, todavia, não diminuem a dignidade da vida humana em gestação.

Recordamos que no dia 1° de agosto de 2008, no interior do Estado de São Paulo, faleceu, com um ano e oito meses, a menina Marcela de Jesus Galante Ferreira, diagnosticada com anencefalia. Quando Marcela ainda estava viva, sua pediatra afirmou: “a menina é muito ativa, distingue a sua mãe e chora quando não está em seus braços.” Marcela é um exemplo claro de que uma criança, mesmo com tão malformação, é um ser humano, e como tal, merecedor de atenção e respeito. Embora a Anencefalia esteja no rol das doenças congênitas letais, cursando com baixo tempo de vida, os fetos portadores destas afecções devem ter seus direitos respeitados.

Entendemos que os princípios da “inviolabilidade do direito à vida”, da “dignidade da pessoa humana” e da promoção do bem de todos, sem qualquer forma de discriminação, (cf. art. 5°, caput; 1°, III e 3°, IV, da Constituição Federal) referem-se também aos fetos anencefálicos. Quando a vida não é respeitada todos os outros direitos são menosprezados. Uma “sociedade livre, justa e solidária” (art. 3°, I, da Constituição Federal) não se constrói com violências contra doentes e indefesos. As pretensões de desqualificação da pessoa humana ferem sua dignidade intrínseca e inviolável.

A vida deve ser acolhida como dom e compromisso, mesmo que seu percurso natural seja, presumivelmente, breve. Há uma enorme diferença ética, moral e espiritual entre a morte natural e a morte provocada. Aplica-se aqui, o mandamento: “Não matarás” (Ex 20,13).

Todos têm direito à vida. Nenhuma legislação jamais poderá tornar lícito um ato que é intrinsecamente ilícito. Portanto, diante da ética que proíbe a eliminação de um ser humano inocente, não se pode aceitar exceções. Os fetos anencefálicos não são descartáveis.  O aborto de feto com anencefalia é uma pena de morte decretada contra um ser humano frágil e indefeso.

A Igreja, seguindo a lei natural e fiel aos ensinamentos de Jesus Cristo, que veio “para que todos tenham vida e vida em abundância” (Jo 10,10), insistentemente, pede,  que a vida seja respeitada e que se promovam políticas públicas voltadas para a eficaz prevenção dos males relativos à anencefalia e se dê o devido apoio às famílias que convivem com esta realidade.

Com toda convicção reafirmamos que a vida humana é sagrada e possui dignidade inviolável. Fazendo, ainda, ecoar a Palavra de Deus que serviu de lema para a Campanha da Fraternidade, deste ano, repetimos: “Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19).

Dom Geraldo Lyrio Rocha – Arcebispo de Mariana – Presidente da CNBB

Dom Luiz Soares Vieira Arcebispo de Manaus – Vice Presidente da CNBB
Dom Dimas Lara Barbosa – Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro – Secretário Geral da CNBB

PAIXÃO DE CRISTO: emoção no parque

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Ontem aconteceu no Parque Ipanema, em Ipatinga, o tradicional Teatro da Paixão de Cristo. Este ano foi a 17ª edição do evento que conta a participação de mais de 100 jovens católicos da cidade.

Veja a matéria do maior jornal diário de Ipatinga – Diário do Aço:

IPATINGA – Mesmo sob sol forte e o calor do Vale do Aço o público lotou o Parque Ipanema, para assistir a encenação da Paixão de Cristo.   Produzido pelas Paróquias da Igreja Católica de Ipatinga, o evento ocorreu na última sexta-feira (6). Para driblar o tempo quente as populares sombrinhas, geralmente usadas em tempos de chuva, se destacaram em meio à multidão que cercava a lagoa do parque.

A programação da “Sexta-Feira Santa” foi iniciada por volta da 8h30, com caminhada saindo do trevo do bairro Jardim Panorama em direção ao Parque Ipanema. Todos os anos o trajeto é feito antes da encenação em sinal de misericórdia. Para trabalhar o tema da fraternidade 2012 entre os jovens, os fiéis traziam o lema “Vida sim, Drogas não!”.

Com objetivo de enfatizar o lema durante toda a marcha, os participantes faziam declarações e protestos com relação ao abandono dos jovens mergulhados nas drogas. Em seguida após a concentração de atores e expectadores nas proximidades da lagoa, o teatro da Paixão de Cristo foi iniciado. Baseada nos relatos bíblicos, a peça é feita em forma de Via Sacra, que divide a caminhada de Jesus rumo à crucificação em 15 estações.

A ressurreição lembrada neste “Domingo de Páscoa” está prevista para ser apresentada hoje no Santuário São Judas Tadeu, no bairro Canaã, às 19h30. Segundo a coordenação do evento o ator que representa Jesus fará uma levitação de oito metros, usando técnicas da arte, para mostrar a ascensão de Jesus ao céu.

Celebração

O Padre Geraldo Ildeu da Paróquia Sagrado Coração de Jesus destaca que desde o início da sua história, a igreja celebra toda a caminhada do Messias, do seu nascimento até a morte e ressurreição, enfatizando a cruz como encontro de toda burrice e sujeira humana com a infinita misericórdia de Deus. “Então a igreja como mãe e mestra procura incentivar os católicos e cristãos do mundo inteiro a estar por dentro do que aconteceu porque, Jesus venceu, mas sofreu na cruz”, afirmou.

Fonte Diário do Aço

Foto: Wôlmer Ezequiel

Bento XVI preside cerimônia da Paixão do Senhor

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Nesta Sexta-feira Santa, 06/04, o Papa Bento XVI presidiu a celebração da “Paixão do Senhor” na Basílica de São Pedro. A homilia da cerimônia foi feita pelo pregador da Casa Pontifícia, Frei Raniero Cantalamessa, que abordou a Paixão de Cristo a partir de uma perspectiva atual, contudo, à luz de fatos históricos.

“A liturgia ‘renova’ o evento: quantas discussões, durante cinco séculos até hoje, sobre o sentido desta palavra, especialmente quando é aplicada ao sacrifício da cruz e à Missa! Paulo VI usou um verbo que poderia pavimentar o caminho para uma compreensão ecumênica sobre tal argumento: o verbo “representar”, compreendido no sentido forte de reapresentar, ou seja, tornar novamente presente e operante o acontecido”, afirmou o pregador.

Cantalamessa reiterou que nesta Sexta-feira Santa “não estamos apenas comemorando um aniversário, mas um mistério. É ainda Santo Agostinho que explica a diferença entre as duas coisas. Na celebração “à maneira de aniversário”, não se pede outra coisa – diz – mais do que “indicar com uma solenidade religiosa o dia do ano no qual cai a lembrança do mesmo acontecimento”; na celebração a modo de mistério (“em sacramento”), “não somente se comemora um acontecimento, mas é feito também de tal forma que se entenda o seu significado e seja acolhido santamente”.

No início da noite, o papa Bento XVI deixou o Vaticano e se dirigiu até o Coliseu de Roma para participar da meditação da Via Sacra. No Sábado Santo ele preside a Vigília Pascal – a mais importante celebração do ano para os católicos. No domingo de Páscoa, Bento XVI preside na Praça São Pedro a Missa de Páscoa, no final da qual o Papa irá conceder a tradicional Bênção ‘Urbi et Orbi’ (à cidade e ao mundo).

Encerrando as cerimônias solenes dos dias da Páscoa, nesta segunda-feira – quando é feriado na Itália e em alguns países europeus – Bento XVI falará aos fiéis reunidos na praça de São Pedro, como costuma fazer aos domingos, a partir da janela dos seus aposentos. Ele dirigirá uma palavra e entoará o canto da antífona mariana do tempo pascal – o Regina Coeli.

Por que adorar a Cruz hoje? Santo Tomás de Aquino nos explica:

“O que acontece é que, em quanto às outras imagens de Cristo crucificado, adoramos com adoração de latria somente em razão desse movimento segundo o qual a nossa alma não fica parada na imagem, mas se dirige à mesma realidade, que é a Pessoa de Cristo, a Cruz na qual Cristo foi crucificado tem também um significado todo especial a causa do contato com os membros santíssimos do único Redendor dos homens, Jesus Cristo. Realmente a Igreja adora a Santa Cruz porque vê nela não o objeto material em si, mas o que ela significa, Jesus Cristo crucificado, nosso único Salvador. E se alguém se escandaliza ainda com essa expressão, talvez bastaria citar a São Paulo: ‘mas nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos; mas, para os eleitos – quer judeus quer gregos –, força de Deus e sabedoria de Deus’ (1 Cor 1,23-24).” Suma Teológica.

SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO: calvário, morte e sepultamento de Cristo

A tarde de Sexta-feira Santa apresenta o drama imenso da morte de Cristo no Calvário. A cruz erguida sobre o mundo segue de pé como sinal de salvação e de esperança. Com a Paixão de Jesus segundo o Evangelho de João comtemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que lhe traspassou o lado.

São João, teólogo e cronista da paixão nos leva a comtemplar o mistério da cruz de Cristo como uma solene liturgia. Tudo é digno, solene, simbólico em sua narração: cada palavra, cada gesto. A densidade de seu Evangelho agora se faz mais eloqüente. E os títulos de Jesus compõem uma formosa Cristologia. Jesus é Rei. O diz o título da cruz, e o patíbulo é o trono onde ele reina. É a uma só vez, sacerdote e templo, com a túnica sem costura com que os soldados tiram a sorte. É novo Adão junto à Mãe, nova Eva, Filho de Maria e Esposo da Igreja. É o sedento de Deus, o executor do testamento da Escritura. O Doador do Espírito. É o Cordeiro imaculado e imolado, o que não lhe romperam os ossos. É o Exaltado na cruz que tudo o atrai a si, quando os homens voltam a ele o olhar.

A Mãe estava ali, junto à Cruz. Não chegou de repente no Gólgota, desde que o discípulo amado a recordou em Caná, sem ter seguido passo a passo, com seu coração de Mãe no caminho de Jesus. E agora está ali como mãe e discípula que seguiu em tudo a sorte de seu Filho, sinal de contradição como Ele, totalmente ao seu lado. Mas solene e majestosa como uma Mãe, a mãe de todos, a nova Eva, a mãe dos filhos dispersos que ela reúne junto à cruz de seu Filho.

Maternidade do coração, que infla com a espada de dor que a fecunda.

A palavra de seu Filho que prolonga sua maternidade até os confins infinitos de todos os homens. Mãe dos discípulos, dos irmãos de seu Filho. A maternidade de Maria tem o mesmo alcance da redenção de Jesus. Maria comtempla e vive o mistério com a majestade de uma Esposa, ainda que com a imensa dor de uma Mãe. São João a glorifica com a lembrança dessa maternidade. Último testamento de Jesus. Última dádiva. Segurança de uma presença materna em nossa vida, na de todos. Porque Maria é fiel à palavra: Eis aí o teu filho.

O soldado que traspassou o lado de Cristo no lado do coração, não se deu conta que cumpria uma profecia realizava um últmo, estupendo gesto litúrgico. Do coração de Cristo brota sangue e água. O sangue da redenção, a água da salvação. O sangue é sinal daquele maior amor, a vida entregue por nós, a água é sinal do Espírito, a própria vida de Jesus que agora, como em uma nova criação derrama sobre nós.

A Celebração

Hoje não se celebra a missa em todo o mundo. O altar é iluminado sem mantel, sem cruz, sem velas nem adornos. Recordamos a morte de Jesus. Os ministros se prostram no chão frente ao altar no começo da cerimônia. São a imagem da humanidade rebaixada e oprimida, e ao mesmo tempo penitente que implora perdão por seus pecados.

Vão vestidos de vermelho, a cor dos mártires: de Jesus, o primeiro testeunho do amor do Pai e de todos aqueles que, como ele, deram e continuam dando sua vida para proclamar a libertação que Deus nos oferece.

Ação litúrgica na Morte do Senhor

1. A ENTRADA

A impressionante celebração litúrgica da Sexta-feira começa com um rito de entrada diferente de outros dias: os ministros entram em silëncio, sem canto, vestidos de cor vermelha, a cor do sangue, do martírio, se prostram no chão, enquanto a comunidade se ajoelha, e depois de um espaço de silêncio, reza a oração do dia.

2. Celebração da Palavra

Primeira Leitura
Espetacular realismo nesta profecia feita 800 anos antes de Cristo, chamada por muitos o 5º Evangelho. Que nos introduz a alma sofredora de Cristo, durante toda sua vida e agora na hora real de sua morte. Disponhamo-nos a vivê-la com Ele.

Leitura do Profeta Isaías 52, 13 ; 53

Eis que meu Servo há de prosperar, ele se elevará, será exaltado, será posto nas alturas.
Exatamente como multidões ficaram pasmadas à vista dele – tão desfigurado estava seu aspecto e a sua forma não parecia a de um homem – assim agora nações numerosas ficarão estupefactas a seu respeito,reis permanecerão silenciosos, ao verem coisas que não lhes haviam sido contadas e ao tomarem consciência de coisas que não tinham ouvido.

Quem creu naquilo que ouvimos, e a quem se revelou o braço do Senhor? Ele cresceu diante dele como um renovo, como raiz que brota de uma terra seca; não tinha beleza nem esplendor que pudesse atrair o nosso olhar, nem formosura capaz de nos deleitar.

Era desprezado e abandonado pelos homens, um homem sujeito à dor, familiarizado com a enfermidade, como uma pessoa de quem todos escondem o rosto; desprezado, não fazíamos nenhum caso dele.
E no entanto, era as nossas enfermidades que ele levava sobre si, as nossas dores que ele carregava.
Mas nós o tinhamos como vítima do castigo, ferido por Deus e humilhado.

Mas ele foi trespassado por causa de nossas transgressões, esmagado em virtude de nossas iniqüidades.

O castigo que havia de trazer-nos a paz, caiu sobre ele, sim, por suas feridas fomos curados.

Todos nós como ovelhas, andávamos errantes, seguindo cada um o seu próprio caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós.

Foi maltratado, mas livremente humilhou-se e não abriu a boca, como cordeiro conduzido ao matadouro; como uma ovelha que permanece muda na presença de seus tosquiadores ele não abriu a boca.

Após a detenção e julgamento, foi preso. Dentre os seus contemporâneos, quem se preocupou com o fato de ter ele sido cortado da terra dos vivos, de ter sido ferido pela transgressão do seu povo?

Deram sepultura com os ímpios, o seu túmulo está com os ricos, se bem que não tivesse praticado violência nem tivesse havido engano em sua boca.

Mas o Senhor quis feri-lo, submetê-lo à enfermidade. Mas, se ele oferece a sua vida como sacrifício pelo pecado, certamente verá uma descendência, prolongará os seus dias, e por meio dele o desígnio de Deus há de triunfar.
Após o trabalho fatigante de sua alma ele verá a luz e se fartará. Pelo seu conhecimento, o justo, meu Servo, justificará a muitos e levará sbre si as suas transgressões.
Eis porque lhe darei um quinhão entre as multidões; com os fortes repartirá os despojos, visto que entregou sua alma à morte e foi contado com os transgressores, mas na verdade levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores fez intercessão.

Palavra do Senhor

Salmo responsorial

Neste Salmo, recitado por Jesus na cruz, entrecruzam-se a confiança, a dor, a solidão e a súplica: com o Homem das dores, façamos nossa oração.

Sl 30, 2 e 6. 12-13. 15-16. 17 e 25.
Senhor, em tuas mãos eu entrego meu espírito.

Senhor, eu me abrigo em ti: que eu nunca fique envergonhado; Salva-me por sua justiça. Leberta-me . em tuas mãos eu entrego meu espírito, é tu quem me resgatas, Senhor.

Pelos opressores todos que tenho já me tornei um escândalo; para meus vizinhos, um asco, e terror para meus amigos. Os que me vêem na rua fogem para longe de mim; fui esquecido, como um morto aos corações, estou como um objeto perdido.

Quanto a mim, Senhor, confio em ti, e digo: ” tú és o meu Deus!”. Meus tempos etão em tua mão: liberta-me da mão dos meus inimigos e perseguidores. Faze brilhar tua face sobre o teu servo, salva-me por teu amor. Sede firmes, fortalecei vosso coração, vós todos que esperais no Senhor.

Segunda leitura
O Sacerdote é o que une Deus ao homem e os homens a Deus… Por isso Cristo é o perfeito Sacerdote: Deus e Homem. O Único e Sumo e Eterno Sacerdote. Do qual o Sacerdócio: o Papa, os Bispos, os sacerdotes e dos Diáconos unidos a Ele, são ministros, servidores, ajudantes…

Leitura da Carta aos Hebreus 4,14-16; 5,7-9.

Temos, portanto, um sumo sacerdote eminente, que atravessou os céus: Jesus, o Filho de Deus. Permaneçamos, por isso, firmes na profissão de fé. Com efeito, não temos um sumo sacerdote incapaz de se compadecer das nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado. Aproximemo-nos, então, com segurança do trono da graça para conseguirmos misericórdia e alcançarmos graça, como ajuda oportuna.

É ele que, nos dias de sua vida terrestre, apresentou pedidos e súplicas, com veemente clamor e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte; e foi atendido por causa da sua submissão. Embora fosse Filho, aprendeu, contudo, a obediência pelo sofrimento; e, levado à perfeição, se tornou para todos os que lhe obedeceram princípio da salvação eterna.

Palavra do Senhor.

Versículo antes o Evangelho (Fl 2, 8-9)

Cristo, por nós, humilhou-se e foi obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso Deus o sobreexaltou grandemente e o agraciou com o Nome que é acima de todo nome.

Como sempre, a celebração da Palavra, depois da homilia conclui-se com uma ORAÇÃO UNIVERSAL, que hoje tem mais sentido do que nunca: precisamente porque comtemplamos a Cristo entregue na cruz como Redentor da humanidade, pedimos a Deus a salvação de todos, crentes e não crentes.

3. Adoração da Cruz

Depois das palavras passamos a um ato simbólico muito expressivo e próprio deste dia: a veneração da Santa Cruz é apresentada solenemente a Cruz à comunidade, cantando três vezes a aclamação:

“Eis o lenho da Cruz, onde esteve pregada a salvação do mundo. Ó VINDE ADOREMOS”, e todos ajoelhados uns instantes de cada vez, e então vamos, em procissão, venerar a Cruz pessoalmente, com um genuflexão (ou inclinação profunda) e um beijo (ou tocando-a com a mão e fazendo o sinal da cruz ); enquanto cantamos os louvores ao Cristo na Cruz :

4. A comunhão

Desde de 1955, quando Pio XII decidiu, na reforma que fez na Semana Santa, não somente o sacerdote – como até então – mas também os fiéis podem comungar com o Corpo de Cristo.

Ainda que hoje não haja propriamente Eucaristia, mas comungando do Pão consagrado na celebração de ontem, Quinta-feira Santa, expressamos nossa participação na morte salvadora de Cristo, recebendo seu “Corpo entregue por nós”.

Fonte Catequisar

Cuba declara feriado de Sexta-Feira Santa a pedido do Papa

Cuba declarou a próxima Sexta-Feira Santa, 6, como feriado em reconhecimento a um pedido do Papa Bento XVI e suavisita à ilha, informou a mídia estatal neste sábado, 31.

Segundo a imprensa local, o governo comunista decidirá posteriormente se tornará a Sexta-Feira Santa – dia em que os cristãos recordam a morte de Cristo -, um feriado permanente.

O Santo Padre solicitou o feriado, parte das celebrações da Páscoa, em reunião com o presidente Raúl Castro, na terça-feira, em Havana, disse o Vaticano.

Após a revolução cubana de 1959, o então líder Fidel Castro acabou com os feriados religiosos, como parte da transformação ao comunismo.

Ele restabeleceu o Natal para honrar um pedido do Papa João Paulo, quando este visitou Cuba em 1998, em viagem que marcou a volta das boas relações entre a Igreja e o Estado cubano, que melhoraram nos últimos anos.

O Papa Bento XVI visitou Cuba entre os dias 26 e 29 de março, após uma visita ao México.

PJ de Ipatinga promove 17ª edição do Teatro da Paixão de Cristo

Com o grito “Vida Sim, Drogas não!” jovens celebram paixão, morte e ressurreição de Jesus 

A mais de 17 anos que os jovens católicos de Ipatinga se reúnem para celebrar a Semana Santa dentro da tradição da igreja. Para participar da Semana Santa com maior devoção a Pastoral da Juventude (PJ) realiza a Caminhada da misericórdia e o Teatro da Paixão de Cristo na sexta-feira santa. Já no domingo de páscoa os jovens promovem o Teatro da Ressurreição.

Este ano é a 17ª edição do teatro que vai começar no Trevo do bairro Jardim Panorama com a Caminhada da Misericórdia às 8h. Depois da caminhada acontece no Parque Ipanema o tão esperado Teatro da Paixão de Cristo.

Ao todo são mais 100 jovens, entre atores e organizadores, de diversas paróquias da cidade, envolvidos no teatro. Ano passado foram cerca de 25 mil pessoas ao parque para prestigiar  a encenação. Já neste ano a organização espera um público de 30 mil espectadores. Desde janeiro a PJ está a reunir para preparar o espetáculo.

Caminhada da Misericórdia 

Todos os anos antes do Teatro os fiéis são chamados a caminhar em sinal de misericórdia. Essa caminhada que antecede a encenação da paixão de Cristo sempre tem um tema relevante à realidade de sofrimento da juventude. O tema deste ano será “Vida sim, Drogas não!”

Para organização a temática da caminhada além de abordar um tema pertinente ao sofrimento dos jovens da cidade que vem a cada ano sendo tomados pelas drogas, está de acordo com a Campanha da Fraternidade (CF 2012) que aborda a “Fraternidade e a Saúde Pública”. O recorte no tema da CF mostra um problema social e de saúde de muitas famílias de Ipatinga.

Kleber Nepomuceno, um dos organizadores, justifica a escolha do tema lembrando o surgimento de situações que muitas vezes passam despercebidas aos nossos olhos. “Assistir o crescente número de mendigos, perceber que cada vez mais cidades possuem locais conhecidos como cracolândia, ser vítima de furto do próprio filho, não ter a quem recorrer já que as clínicas de recuperação de usuários são de ONG’s ou particulares e os governos não apontam qualquer saída, são alguns sinais de que já vivemos uma epidemia”, diz. 

Durante a caminhada serão feitas declarações, divulgados dados e protestos com relação ao abandono dos jovens mergulhados nas drogas. Tudo isso segundo a organização para conscientizar as pessoas. “É preciso reagir. Se não podemos remediar, temos que evitar. Nosso grito de “Vida sim, drogas não!” pode parecer frágil, pequeno, mas como qualquer campanha, tem o objetivo de evitar que mais e mais jovens sejam contaminados. Assuma conosco esse compromisso”, convida Kleber Nepomuceno.

Teatro da Paixão e Ressurreição de Cristo

Promovido todos os anos pela PJ o teatro da Paixão de Cristo é baseado nos relatos bíblicos e é feito em forma de Via Sacra. Respeitando essa tradição da igreja que divide a caminhada de Jesus rumo à crucificação em 15 estações, os jovens vão encenar passo a passo a Paixão de Cristo no dia 06 de abril no Parque Ipanema.

Como manda a tradição católica a 15ª estação, que é a ressurreição de Cristo, deve ser feita no domingo de páscoa. Sendo assim, a PJ faz o Teatro da Ressurreição de Jesus, no Santuário São Judas Tadeu, Canaã. O evento será no dia 08 de abril, domingo, às 18h.

Teatro da Paixão de Cristo reuniu 20 mil pessoas na sexta-feira santa

Teatro reuniu 20 mil pessoas este ano

Na última sexta-feira, dia 22, a Pastoral da Juventude de Ipatinga realizou a 16ª Caminhada da Misericórdia e o tradicional teatro da  Paixão de Cristo. O evento aconteceu no Parque Ipanema e reuniu segundo a Polícia Militar mais de 20 mil pessoas.

Durante a caminhada os fieis puderam refletir sobre o tema proposto pelos jovens “O meu desejo é a minha vida e a vida de meu povo” (Ester 7, 13). Após a caminhada penitencial as pessoas se acomodaram em torno da lagoa no Parque e assistiram a encenação da Paixão de Cristo.

Ao todo participaram do evento mais de 100 jovens voluntários que se distribuíram em equipes de encenação e organização.

Vitor fez o papel de Cristo pela segunda vez

Entenda o significado do beijo da Cruz e celebração da Sexta-feira

Papa venerando a Santa Cruz durante celebração da Sexta - Feira Santa

Neste artigo postado no site da Canção Nova, Padre Antônio Xavier explica porque a Igreja celebra a sexta-feira Santa, o beijo da Cruz. Leia:

Em todo o ano, existe somente um dia em que não se celebra a Santa Missa: a Sexta-Feira Santa. Ao invés da Missa temos uma celebração que se chama Funções da Sexta-feira da Paixão, que tem origem em uma tradição muito antiga da Igreja que já ocorria nos primeiros séculos, especialmente depois da inauguração da Basílica do Santo Sepulcro e do reencontro da Santa Cruz por parte de Santa Helena (ano 335 d.C.).

Esta celebração é dividida em três partes: a primeira é a leitura da Sagrada Escritura e a oração universal feita por todas as pessoas de todos os tempos; a segunda é a adoração da Santa Cruz e a terceira é a Comunhão Eucarística, juntas formam o memorial da Paixão e Morte de Nosso Senhor. Memorial não é apenas relembrar ou fazer memória dos fatos, é realmente celebrar agora, buscando fazer presente, atual, tudo aquilo que Deus realizou em outros tempos. Mergulhamos no tempo para nos encontrarmos com a graça de Deus no momento que operou a salvação e, ao retornarmos deste mergulho, a trazemos em nós.

Os cristãos peregrinos dos primeiros séculos a Jerusalém nos descrevem, através de seus diários que, em um certo momento desta celebração, a relíquia da Santa Cruz era exposta para adoração diante do Santo Sepulcro. Os cristãos, um a um, passavam diante dela reverenciando e beijando-a. Este momento é chamado de Adoração à Santa Cruz, que significa adorar a Jesus que foi pregado na cruz através do toque concreto que faziam naquele madeiro onde Jesus foi estendido e que foi banhado com seu sangue.

Em nosso mundo de hoje, falar da Adoração à Santa Cruz pode gerar confusão de significado, mas o que nós fazemos é venerar a Cruz e, enquanto a veneramos, temos nosso coração e nossa mente que ultrapassa aquele madeiro, ultrapassa o crufixo, ultrapassa mesmo o local onde estamos, até encontrar-se com Nosso Senhor pregado naquela cruz, dando a vida para nos salvar. Quando beijamos a cruz, não a beijamos por si mesma, a beijamos como quem beija o próprio rosto de Jesus, é a gratidão por tudo que Nosso Senhor realizou através da cruz. O mesmo gesto o padre realiza no início de cada Missa ao beijar o Altar. É um beijo que não pára ali, é beijar a face de Jesus. Por isso, não se adora o objeto. O objeto é um símbolo, ao reverênciá-lo mergulhamos em seu significado mais profundo, o fato que foi através da Cruz que fomos salvos.

Nós cristãos temos a consciência que Jesus não é apenas um personagem da história ou alguém enclausurado no passado acessível através da história somente. “Jesus está vivo!” Era o que gritava Pedro na manhã de Pentecostes e esse era o primeiro anúncio da Igreja. Jesus está vivo e atuante em nosso meio, a morte não O prendeu. A alegria de sabermos que, para além da dolorosa e pesada cruz colocada sobre os ombros de Jesus, arrastada por Ele em Jerusalém, na qual foi crucificado, que se torna o simbolo de sua presença e do amor de Deus, existe Vida, existe Ressurreição. Nossa vida pode se confundir com a cruz de Jesus em muitos momentos, mas diante dela temos a certeza que não estamos sós, que Jesus caminha conosco em nossa via sacra pessoal e, para além da dor, existe a salvação.

Ao beijar a Santa Cruz, podemos ter a plena certeza: Jesus não é simplesmente um mestre de como viver bem esta vida, como muitos se propõem, mas o Deus vivo e operante em nosso meio.

Papa preside Via Sacra a partir de meditações escritas por monja

Bento XVI durante Via Sacra no Coliseu, em Roma

Nesta Sexta-Feira Santa, 22, o Papa Bento XVI conduziu a tradicional Via Sacra, no Coliseu, em Roma, dentro de todas as celebrações da Semana Santa que preside.

Pela primeira vez, a redação dos textos foi confiada ao mundo monástico agostiniano feminino, através da religiosa Maria Rita Piccione, O.S.A., que é presidente da Federação dos Mosteiros Agostinianos da Itália “Nossa Senhora do Bom Conselho”.

As reflexões deste ano tiveram o objetivo de levar os fiéis a se “agarrarem ao madeiro da Cruz de Cristo ao longo do mar da vida”, conforme é explicado na apresentação das meditações, onde também se evidencia que a Via Sacra não é uma simples prática de devoção popular com caráter sentimental, contudo expressa a essência da experiência cristã.

Cada uma das estações individualizou um passo particular deixado por Jesus ao longo do caminho da Cruz, que o cristão é chamado a copiar. Assim, cada estação marcou as pegadas próprias do caminho em Deus: verdade, honestidade, humildade, oração, obediência, liberdade, paciência, conversão, perseverança, essencialidade, realeza, dom de si mesmo, maternidade e expectativa silenciosa.

No início de cada estação, depois da habitual enunciação, foi lida uma frase breve que pretendia oferecer a chave de leitura da respectiva estação. As leituras proclamadas foram tiradas do Evangelho de João, com exceção das estações sem texto evangélico de referência ou com citação de outros evangelhos. A escolha do evangelho joanino teve como objetivo evidenciar a mensagem da glória da Cruz de Jesus.

Após cada passagem bíblica, foi feita uma reflexão comentando o trecho proclamado e, em seguida, a oração dirigida ao “Humilde Jesus”. Esta prece demonstra o coração de Santo Agostinho (Confissões 7, 18, 24) –, que dá o adjetivo humilde na crucifixão-exaltação de Cristo e é a confissão que a “Igreja Esposa” dirige ao “Esposo” que a redimiu com o seu Sangue.

A preparação dos textos tiveram como base a experiência cotidiana das monjas que desejam, com esta contribuição à Via Sacra, prestar um serviço de amor à Igreja e ao Santo Padre, no ano em que a celebração da Páscoa acontece em 24 de Abril, exatamente no dia de aniversário de batismo de Santo Agostinho.

Já os quadros que ilustraram as diversas estações são de autoria da irmã Elena Manganelli, também monja agostiniana, do Mosteiro de Lecceto (Sena, na Itália), que concedeu a sensibilidade artística feminina e agostiniana à obra.

As imagens – sem figuras nem elementos acessórios – apresentam Jesus sozinho na sua Paixão. Um raio de  luz, sempre presente e colocado de modo a formar uma cruz, indica o olhar do Pai, enquanto a sombra de uma pomba, o Espírito Santo, recorda que Cristo, “pelo Espírito eterno, Se ofereceu a Si mesmo a Deus, sem mácula” (cf. Hb 9, 14).

Madre Maria Rita Piccione

A religiosa pertence ao Ermo Agostiniano de Leccetto – um dos eremitérios toscanos do século XIII, berço da Ordem de Santo Agostinho – e é atualmente membro da Comunidade dos Santos Quatro Coroados, em Roma, onde tem a sua sede a Casa Comum de Formação para as noviças e as religiosas professas agostinianas da Itália.

Via Sacra também foi escrita por uma mulher

Esta não é a primeira vez que as meditações são escritas por uma mulher: em 1993, foi escolhida a religiosa beneditina Anna Maria Canopi e, dois anos depois, a tarefa foi confiada a Minke de Vries, monja de uma comunidade protestante suíça.

Já em 2002, as meditações foram escritas por 14 jornalistas inscritos na Sala de imprensa da Santa Sé, incluindo cinco mulheres.