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Papa Francisco: “Dois ou três anos e irei para a casa do Pai”

(ACI).- No voo de volta da Coréia, o Papa Francisco teve uma ampla e intensa coletiva de imprensa com dezenas de jornalistas que o acompanharam em sua primeira visita à Ásia. Vários meios europeus tiraram de contexto uma de suas frases para difundir a “notícia” de que resta ao Papa apenas “dois ou três anos de vida”.

Quase ao final da coletiva de imprensa no avião papal, o Pontífice respondeu uma pergunta sobre a sua grande popularidade e disse que a vive “agradecendo ao Senhor de que seu povo seja feliz, esperando o melhor para o povo. Vejo isso como uma generosidade do povo de Deus”.

Em tom de brincadeira disse que tenta “pensar nos meus pecados, nos meus erros e não ficar orgulhoso. Porque eu sei que durará pouco tempo. Dois ou três anos e irei para a casa do Pai”, arrancando risadas dos presentes.

Adicionou que vive sua popularidade “como presença do Senhor no seu povo que usa o bispo, que é o pastor do povo, para manifestar muitas coisas. Vivo isso com mais naturalidade que antes, porque me assustava um pouco”.

Renúncia papal?

Nesta linha, insistiu em que vê a figura do “Papa emérito” como “uma instituição, porque nossa vida se alonga e a uma certa idade já não se tem a capacidade para governar bem, porque o corpo se cansa”.

“A saúde talvez seja boa, mas já não se tem a capacidade de levar adiante todos os problemas de um governo como o da Igreja. E se eu sentisse que já não posso seguir adiante? Faria o mesmo. Eu rezaria muito e faria a mesma coisa. Somos irmãos, e já disse que é como ter o avô em casa, por sua sabedoria. É um homem de sabedoria. Faz-me bem escutá-lo. E ele me anima bastante”, adicionou.

 

Papa explicou porque rezou diante do muro que separa Israel e Palestina

Um gesto inesperado que entrou para a história. Assim muitos descreveram a parada e oração do Papa Francisco diante o muro que divide Israel e Palestina.  No última segunda, a ACI Digital publicou uma matéria sobre o acontecimento. Nela o próprio Papa explica o que aconteceu. Veja:

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Papa reza diante do muro que divide Israel e Palestina.
Papa reza diante do muro que divide Israel e Palestina.

(ACI/EWTN Noticias).- “De repente vi o muro e me veio a ideia. Por que não paro para rezar aqui?”. Foi assim que o Papa Francisco explicou o seu gesto inesperado do domingo passado, quando parou para rezar diante do muro que separa Israel e a Palestina.

No dia seguinte de retornar da Terra Santa, o Papa Francisco almoçou com os bispos da presidência do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), na Casa Santa Marta.

“Nós lhe perguntamos concretamente pelo gesto que teve lá de rezar no muro de separação entre a Palestina e Israel, e disse que lhe saiu espontâneo. ‘De repente vi o muro, e me veio a ideia. Por que não paro para rezar aqui?’. E ficou rezando”, explicou Dom Carlos Aguiar Retes, Presidente do CELAM, em declarações ao Grupo ACI em 27 de maio em Roma.

“Eu acho que há paralelismos com outros muros e tantos que têm que cair para que a nossa humanidade seja verdadeiramente global, e não apenas no aspecto econômico ou por interesses econômicos”, indicou o Arcebispo.

“O Papa veio muito contente, muito tranquilo, foi muito intenso, muito emotivo, e me parece que cumpriu os perfeitamente objetivos de comemorar os 50 anos do reencontro de Paulo VI com o Patriarca Atenágoras, e de ser um peregrino para rezar, para rezar pela paz”, acrescentou.

O Vice-presidente do CELAM, Cardeal Rubén Salazar López, que também compartilhou o almoço com o Santo Padre, explicou ao Grupo ACI, que “apesar de ter chegado no dia anterior já muito tarde da sua viagem pelo Oriente Médio, o Papa estava muito bem, muito tranquilo, muito alegre pela sua viagem”.

O Cardeal Salazar, que também é Arcebispo de Bogotá, Colômbia, acrescentou que o Papa Francisco “sempre é muito próximo, muito amável e conversamos um pouco de todas as coisas importantes que temos na cabeça. Tudo o que neste momento preocupa a Igreja”.

A presidência do CELAM esteve em Roma de 19 a 29 de maio para informar como todos os anos, sobre o serviço que se realiza com os episcopados da América Latina, assim como compartilhar orientações e preocupações relativas ao caminho da Igreja nessa região.

Longe de serem “quentes” e perto de serem “frios”: “Católicos vão pouco às missas”

Católicos vão pouco à missa e contribuem menos com igreja

REINALDO JOSÉ LOPES | FOLHA DE SÃO PAULOEm sua primeira viagem internacional como pontífice, o papa Francisco encontrará um Brasil em que a presença católica continua em declínio, com fiéis relativamente distantes da Igreja nas missas, no dízimo e na convicção sobre assuntos polêmicos, como casamento gay e adoção por casais do mesmo sexo.

As conclusões vêm de pesquisa do Datafolha realizada nos dias 6 e 7 de junho, com 3.758 entrevistados em 180 municípios do país. A margem de erro dos resultados é de dois pontos percentuais.

Segundo o levantamento, 57% dos brasileiros com mais de 16 anos se declaram católicos, patamar mais baixo da história do país. Em 2007, pesquisa semelhante feita pelo Datafolha apontou 64%. Em 1994, eles eram 75%.

O segundo maior bloco religioso do Brasil é o de evangélicos pentecostais (membros de igrejas como a Assembleia de Deus), com 19%. Em seguida estão os evangélicos não pentecostais (de igrejas protestantes com séculos de existência, como os metodistas e os batistas), com 9%.

O engajamento religioso de evangélicos, tanto pentecostais como neopentecostais, é superior ao de católicos quando se observam índices como a frequência nos cultos ou as contribuições financeiras.

Danilo Bandeira/Editoria de Arte/Folhapress
Clique na imagem para ver o levantamento completo feito pelo Datafolha
Clique na imagem para ver o levantamento completo feito pelo Datafolha

A maioria dos evangélicos (63% dos pentecostais e 51% dos não pentecostais) diz frequentar cultos mais de uma vez por semana, contra 17% dos católicos. Dos membros da Igreja Católica, 28% afirmam participar de cerimônias uma vez por semana, enquanto 21% o fazem uma vez por mês. O mínimo exigido pela igreja é o comparecimento à missa de domingo.

Os números são parecidos quando se trata de contribuir financeiramente. Dos católicos, 34% afirmam fazer isso sempre, contra cerca de 50% dos evangélicos. Quase um terço dos católicos diz não dar dinheiro algum para a Igreja, contra pouco mais de 10% dos evangélicos.

A própria comparação entre valores médios de contribuições mensais deixa clara a diferença entre os grupos cristãos. O valor se aproxima dos R$ 70 por mês para os evangélicos pentecostais, vai para quase R$ 86 no caso dos não pentecostais, mas é de apenas R$ 23 entre católicos.

Embora o valor absoluto de contribuição dos pentecostais seja menor do que o dos não pentecostais, eles provavelmente destinam uma parte maior de sua renda familiar, já que são mais numerosos entre as famílias que ganham até dois salários mínimos.

A pesquisa também confirma a ideia de que, entre as igrejas cristãs, os católicos tendem a ser mais liberais em matéria de costumes, mesmo quando isso contraria a orientação da hierarquia católica.

Só uma minoria deles se diz contra a legalização da união entre pessoas do mesmo sexo (36%) e contra a adoção de crianças por casais homossexuais (42%), índices inferiores ao que pensa a média da população e muito abaixo do registrado entre evangélicos (em torno de 65% e 70%, respectivamente).

Apenas espíritas e umbandistas são mais liberais a respeito desses temas. Mas membros de todas as igrejas cristãs pensam de forma muito parecida sobre o aborto: entre 65% a 70% dizem que a mulher que praticar aborto deve ser processada e presa.

Apesar da polêmica despertada por iniciativas ligadas a grupos religiosos, como o projeto da “cura gay” e o que aumenta garantias para fetos, a maioria dos brasileiros, em especial os católicos, afirma não votar em candidatos indicados pelas igrejas.

Somente 8% dos ouvidos pelo Datafolha declararam já ter escolhido candidatos apoiados por suas igrejas, índice que cai para 5% entre católicos e sobe para 18% entre evangélicos pentecostais.

Do mesmo modo, apenas 11% dos católicos afirmam que a opinião dos líderes religiosos é importante na hora de escolher em quem votar (21% dos evangélicos pentecostais têm essa opinião).

Os dados são mais ambíguos, porém, quando o Datafolha pergunta sobre o apoio à ideia de que líderes religiosos se candidatem a cargos políticos. Um quarto dos católicos concorda com a ideia, número que sobe para cerca de 40% entre evangélicos e é relativamente forte mesmo entre espíritas (26%).

Bispos de Cuba aguardam com alegria a visita de Bento XVI

“Que Nossa Senhora da Caridade do Cobre guie e acompanhe os passos do Papa entre nós”. Assim, os bispos cubanos saúdam Bento XVI, numa declaração de boas-vindas faltando poucos dias para a visita do Pontífice à Ilha.

A visita ao país, que tem início no dia 26 deste mês, está sendo vivida com entusiasmo especial nas comunidades e nas paróquias, afirmam os bispos, pois a visita realiza o desejo que por longo tempo esteve vivo no coração dos católicos e de muitos cubanos.

“O Papa vem a nosso país como Peregrino da Caridade. Como sabemos, Caridade é o nome que nós cubanos damos a Nossa Senhora, e com este nome acompanhou, protegeu e aliviou o nosso povo em todos os momentos da nossa história, há 400 anos”, escrevem os bispos.

Portanto, a visita do Papa se reveste de relevância particular, pois se realiza no Ano Jubilar Mariano, para o qual milhões de cubanos se preparam há meses através, inclusive através da peregrinação da imagem por todos os rincões da Ilha. Com sua presença e sua palavra, Bento XVI confirmará essa experiência de fé, e alentará sentimentos e atitudes de amor cristão, misericórdia, gratidão e reconciliação entre todos os cubanos.

“Com esses sentimentos e aspirações, nós Bispos de Cuba queremos convidar todo o povo a receber o Santo Padre com o carinho e o entusiasmo de quem vem em nome do Senhor.”

A Igreja cubana convida todos a participarem das celebrações presididas por Bento XVI seja em Santiago, sua primeira etapa, seja em Havana.

Em preparação à chegado do Pontífice, os bispos propõem três dias à oração e à missão: no dia 15, quinta-feira, um dia dedicado à oração eucarística em todas as comunidades, na sexta, 16, um dia dedicado ao jejum e sábado, 17, um dia para realizar obras de misericórdia.

“Que Nossa Senhora da Caridade do Cobre guie e acompanhe os passos do Papa entre nós, a quem com filial afeto recebemos como Peregrino da Caridade, para que ele nos confirme na fé, nos anime na esperança e nos faça solícitos no amor”, conclui-se a carta.