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Há seis anos O Anunciador era apenas um trabalho acadêmico

Parabéns! Parabéns! Seis de O Anunciador.
Parabéns! Parabéns! Seis de O Anunciador.

Conversamos um pouco em agosto sobre vocação e profissão. Ficou bem claro que profissão é a aquilo que escolhemos mas não nos satisfaz por inteiro. Trata-se de habilidade. Vocação é o chamado. Convocação de Deus para usar seus dons em algum projeto maior. Te satisfaz.

Neste mês de setembro, O Anunciador completa seis anos. Junto com ele, eu, Marquione Ban, completo seis anos de minha  escolha por perenizar um trabalho acadêmico em uma missão. Neste mês, me peguei pensando várias vezes nesse texto. Em mais um aniversário. Nos posts mais procurados e que deram mais visualizações. Nas vezes em que pensei em desistir. Contudo, todas as vezes que esses pensamentos vinham, lembrava da diferença entre vocação e profissão.

Obrigado Mãezinha por suas intercessões junto ao Pai!
Obrigado Mãezinha por suas intercessões junto ao Pai!

Essa diferença é simples, mas complica a mente da gente. Durante esses seis anos não havia entendido uma grande conquista que tenho por não entender essa diferença. Sou privilegiado. Posso misturar meu oficio com minha vocação. Posso fundir o prazer da profissão ao serviço pastoral.

Gostaria, por isso, agradecer a Deus Pai que me sustenta de força e perseverança. Agradecer a Maria, que afinal, depois de um breve abandono a esse projeto, no dia da Imaculada Conceição vi e reconheci a vocação, chamado de Deus para manter esse projeto. Agradecer a vocês, meus leitores, que sempre aqui estão. Obrigado!

Eu, Marquione Ban
Eu, Marquione Ban

Que Deus nos guie por mais seis anos!

Paz e bem!

Marquione Ban

APTIDÃO E VOCAÇÃO: uma diferença entre bem-estar e a vida plena

Sempre que falamos de vocação as pessoas confundem com aptidão. É bom lembrar que vocação vem de chamado. Um chamado de Deus a servir a sua obra. Sua causa e Reino. A aptidão é sua habilidade em desenvolver uma atividade.

02A história de Cristo nos mostra essa diferença claramente. José, seu pai e casto esposo, possui a aptidão para a carpintaria e era vocacionado ao serviço de Deus por meio da obediência. Foi chamado ao matrimonio e assim seguiu a vocação familiar.

Outro exemplo é Paulo. Vocacionado ao sacerdócio, ele serviu a Deus Pai pregando por toda a região. Contudo, possui a aptidão para fazer tendas e retirar o seu sustento por meio desse trabalho. Assim seguimos os outros discípulos que possuíam aptidões diferentes.

Portanto, não confundamos a nossa vocação em servir a Deus, seja ela religiosa, sacerdotal ou leiga, com a nossa aptidão em fazer uma atividade diária. Abaixo segue um quadro para entender a diferença entre ser vocacionado e ser profissional (Ter aptidão).

Profissão Vocação
1 . aptidão ou escolha pessoal para exercer um trabalho 1. chamado de Deus para uma missão, que se origina na pessoa como reação-aspiração do ser
2. preocupação principal: o “ter”, o sustento da vida 2. preocupação exclusiva: “o ser”, o amor e o serviço
3. pode ser trocada 3. é para sempre
4. é exercida em determinadas horas 4. é vivida 24 horas por dia
5. tem remuneração 5. não tem remuneração ou salário
6. tem aposentadoria 6. não tem aposentadoria
7. quando não é exercida, falta o necessário para viver 7. vive da providência divina
8. na profissão eu faço 8. vocação eu vivo

A profissão dignifica a pessoa quando é exercida com amor, espírito de serviço e responsabilidade. A vocação vivida na fidelidade e na alegria confere ao exercício da profissão uma beleza particular, é o caminho de santidade.

VOCAÇÃO: VOCÊ SABE QUAL É A SUA?

 

Infelizmente até hoje muitas pessoas inda não despertaram para o serviço pastoral ou não descobriram o que fazer para servir a Deus. Neste mês de agosto, refletimos sobre a temática da “Vocação”. É válido lembrar que vocação significa chamado. E Jesus te chama a muito tempo.

Sabemos que às vezes é difícil se encaixar em um  movimento, serviço ou pastoral. Sabemos também que não é impossível. Basta querer e ser perseverante.

Infelizmente em nossa paróquia não temos a Pastoral Vocacional que é responsável por essa orientação tão necessária. Talvez ai esteja a sua vocação, fundar essa pastoral em nossa paróquia. Contudo não é difícil descobrimos o que queremos e podemos fazer na igreja.

As formas de ajudar e ser agente pastoral são inúmeras. As vezes o simples fato de se dedicar a dizer “bom dia” ou “boa noite” na porta da igreja já nos qualificam como agentes pastorais – pastoral da acolhida. Se gotas de visitar as pessoas, doentes dentre outros o seu caminho pode ser a pastoral da acolhida ou pastoral da saúde, ou ainda a Sociedade São Vicente de Paulo.

Se na verdade gosta de oração e reflexão da palavra existem o Grupo de Oração, o Apostolado da Oração e os Grupos de reflexão (Pastoral da Reflexão). Tem ainda Terço do homens, Novenas da Sagrada Face dentre outros. Se gosta de ensinar a Catequese é um lindo lugar.

Descobrir a vocação não é simples, mas se torna simples quando associamos nossas preferências às ações da igreja. Em nossa igreja a um lugar para todos. Um serviço para cada um.

 Visite nossas pastorais em sua comunidade. Descubra que servir ao próximo é servir a Deus. É vivenciá-lo no seu mandamento maior: “amai-vos uns aos outros como eu vos amo”.

Para conhecer melhor as pastorais entre aqui.

A vida humana é Vocação…

Dom Nelson Westrupp
Bispo Diocesano de Santo André (SP)

O problema vocacional continua a ser um “caso sério”. Sério porque as vocações são um sinal indicador da vitalidade e da espiritualidade de uma comunidade cristã. Uma comunidade eclesial que não suscitasse vocações para a continuidade de sua missão seria uma comunidade estéril. Não obstante, o que mais nos preocupa, não é a escassez de vocações em si, mas a mentalidade e o modo de conceber e viver a própria existência. A interpretação cristã da vida, como resposta ao chamado de Deus e o encontro pessoal com Ele, choca-se com uma cultura que enfatiza a primazia da decisão e da escolha subjetiva, individual, eliminando-se, assim, a iniciativa de Deus e o diálogo com Ele. Segundo este modo de conceber a existência, a perspectiva de um “chamado divino” torna-se completamente  estranho ao horizonte da existência.

Portanto, antes ainda de falarmos de “vocações”, é preciso encontrar caminhos para uma evangelização da vida e do seu sentido, pois um dos maiores desafios da evangelização hoje consiste em restituir à vida a sua intocável sacralidade de dom. Dom maior que deve ser acolhido, respeitado, amado, conduzido e orientado segundo o Autor da vida.

Além de evangelizar a vida, somos convocados a evangelizar a liberdade e, com ela, a própria pessoa, que projeta a vida sobre esta mesma liberdade. Aliás, a liberdade é o lugar misterioso onde Deus mais intensa e eficazmente está presente em nós e, ao mesmo tempo, onde reside nossa irrepetível  originalidade.

Acolher e seguir o próprio chamado quer dizer, então, tornar-se autenticamente livre. Assim, a pastoral vocacional é uma escola de promoção da liberdade humana. Frequentemos esta escola.

Convém, portanto, não perder de vista que é Deus quem põe no coração humano as questões mais cruciais a respeito do sentido da vida, e não o ser humano. Não é o ser humano que chama Deus, mas é Deus quem toma a iniciativa de chamar o ser humano, em primeiro lugar, à vida e, depois, a uma vocação específica. Ao chamar alguém, Deus se oferece Ele mesmo como resposta a quem busca sua realização pessoal.

Nesta perspectiva, cada vida humana é vocação, e não mero acaso ou destino cego, mas vocação, isto é, “Deus nos chamou com uma vocação santa, não por causa de nossas obras, mas por causa do seu plano salvífico e da sua graça, que nos foi dada em Cristo Jesus antes de todos os tempos” (2 Tm 1,9-10).

Assim, a vida não é solitária aventura, mas diálogo, dom que se torna tarefa, dever, missão… Criado à imagem e semelhança de Deus, o ser humano é chamado a dialogar com seu Criador, a conhecê-Lo, a encontrá-Lo, a amá-Lo, para partilhar da Sua vida na eternidade. Pois “a razão mais alta da dignidade humana consiste na sua vocação à comunhão com Deus” (GS, 19).

A Pastoral Vocacional é um bom caminho para quem deseja buscar uma resposta objetiva ao sentido de sua vida. Ajuda os membros da comunidade eclesial a crescerem na maturidade da fé, tornando-os capazes de descobrir e discernir a própria vocação e missão a serviço da comunidade. Assim sendo, é necessário que a Igreja estimule os batizados e crismados a tomarem consciência da sua própria e ativa responsabilidade na vida eclesial… A verdadeira pastoral vocacional envolve as paróquias, as escolas, as famílias, suscitando uma reflexão mais atenta sobre os valores essenciais da vida, cuja síntese decisiva está na resposta que cada um é convidado a dar ao chamamento de Deus (cf. NMI, 56).

Onde há um trabalho organizado de animação vocacional ou de Pastoral Vocacional, não faltarão vocações. Fazer animação vocacional é ajudar os vocacionados/as a perceber que Deus é Amor: “quem permanece no amor, permanece em Deus e Deus permanece nele” (1 Jo 4, 16). E a alegria será completa…