Três dicas do Papa para fazer o casamento durar

Você deve estar pensando neste momento, “o que o Papa pode saber de casamento?”. Pois é, sabe e sabe muito. Afinal, ser sacerdote significa ser casado com a Igreja, com Cristo e sua causa. Como todo bom casamento tem de ter amor. Por isso a vocação sacerdotal é muito importante. E por isso também, a Igreja é tão rígida na formação de novos sacerdotes. Afinal, casamento é coisa séria. Um decisão que deve ser tomada com plena consciência pois é para toda a vida.

E como hoje em dia existe muito medo de tomar decisões definitivas, para toda a vida, como a de casar-se, pois as pessoas consideram impossível manter o amor vivo ao longo dos anos. São inculturadas numa ideia de casamento igual a passagem, pode se sair do caminho a qualquer hora. Devido a isso, o Papa Francisco falou sobre esse tema e nos convida a não nos deixarmos vencer pela “cultura do provisório”, pois o amor que fundamenta uma família é um amor para sempre.

Ter cortesia, agradecer e pedir perdão, são três dicas do Papa para o casamento durar.

Ter cortesia, agradecer e pedir perdão, são três dicas do Papa para o casamento durar.

O que entendemos por “amor”?

Antes de irmos às três dicas é preciso entendermos um pouco sobre o amor. Com a sabedoria e a simplicidade que o caracterizam, o Papa Francisco começa com um importante esclarecimento sobre o verdadeiro significado do amor, já que, diante do medo do “para sempre”, muitos dizem: “Ficaremos juntos enquanto o amor durar”.

Então, ele pergunta:

“O que entendemos por ‘amor‘? Só um sentimento, uma condição psicofísica? Certamente, se é assim, não se pode construir nada sólido. Mas se o amor é uma relação, então é uma realidade que cresce, e também podemos dizer, por exemplo, que se constrói como uma casa. E a casa é construída em companhia do outro, não sozinhos! Não queiram construí-la sobre a areia dos sentimentos, que vão e vêm, mas sim sobre a rocha do amor verdadeiro, o amor que vem de Deus.”

“O matrimônio é um trabalho de ourivesaria que se constrói todos os dias ao longo da vida. O marido ajuda a esposa a amadurecer como mulher, e a esposa ajuda o marido a amadurecer como homem. Os dois crescem em humanidade e esta é a principal herança que deixam aos filhos”, acrescenta o Papa.

Três palavras mágicas para fazer o casamento durar

Papa esclarece que o “para sempre” não é só questão de duração. “Um casamento não se realiza somente se ele dura, sua qualidade também é importante. Estar juntos e saber amar-se para sempre é o desafio dos esposos.”

E fala sobre a convivência matrimonial: “Viver juntos é uma arte, um caminho paciente, bonito e fascinante (…) que tem regras que se podem resumir exatamente naquelas três palavras: ‘posso?’, ‘obrigado’ e ‘desculpe’”.

  1. Ter cortesia

“‘Posso?’ é o pedido amável de entrar na vida de alguém com respeito e atenção. O verdadeiro amor não se impõe com dureza e agressividade. São Francisco dizia: ‘A cortesia é a irmã da caridade, que apaga o ódio e mantém o amor‘. E hoje, nas nossas famílias, no nosso mundo amiúde violento e arrogante, faz falta muita cortesia.”

  1. Agradecer

“Obrigado': a gratidão é um sentimento importante. Sabemos agradecer? (…) É importante manter viva a consciência de que a outra pessoa é um dom de Deus, e aos dons de Deus diz-se ‘obrigado’. Não é uma palavra amável para usar com os estranhos, para ser educados. É preciso saber dizer ‘obrigado’ para caminhar juntos.”

  1. Perdoar

“‘Desculpe': na vida cometemos muitos erros, enganamo-nos tantas vezes. Todos. Daí a necessidade de utilizar esta palavra tão simples: ‘desculpe’. Em geral, cada um de nós está disposto a acusar o outro para se desculpar. É um instinto que está na origem de tantos desastres. Aprendamos a reconhecer os nossos erros e a pedir desculpa. Também assim cresce uma família cristã.”

Nunca devem terminar o dia sem pedir perdão pelos erros

Nunca devem terminar o dia sem pedir perdão pelos erros

Finalmente, o Papa acrescenta, com bom humor: “Todos sabemos que não existe uma família perfeita, nem o marido ou a mulher perfeitos. Isso sem falar da sogra perfeita…”.

E conclui: “Existimos nós, os pecadores. Jesus, que nos conhece bem, ensina-nos um segredo: que um dia não termine nunca sem pedir perdão, sem que a paz volte à casa. Se aprendemos a pedir perdão e a perdoar aos outros, o matrimônio durará, seguirá em frente.”

Novena em devoção a Nossa Senhora da Piedade, padroeira de Minas Gerais

O Anunciador vai começar amanhã uma novena em devoção a Nossa Senhora da Piedade, padroeira de Minas Gerais. A novena está disponibilizada na página “Novenas” em nosso blog ou como caminho mais fácil clique no link

Novena de Nossa Senhora da Piedade

Só para começarmos que tal uma oração à Nossa Senhora?

Rezemos:

Guilherme de Sá, vocalista da Banda Rosa de Saron: “O laico Brasil precisa de Deus”

(Zenit.org) Lilian da Paz | Desde 1988, a banda Rosa de Saron trilha uma estrada que a leva a um lugar de consagração na música católica – e também secular – no Brasil. Na última edição do prêmio Louvemos o Senhor!, realizado em junho deste ano, o grupo ganhou em sete categorias, entre elas melhor música e DVD do ano.

"O laico Brasil precisa de Deus", afirma Guilherme de Sá

“O laico Brasil precisa de Deus”, afirma Guilherme de Sá

Formada por Guilherme de Sá (voz), Eduardo Faro (guitarra), Rogério Feltrin (baixo) e Grevão (bateria), o Rosa compõe letras profundas, resgatadas de uma vivência humana fincada no coração de Cristo. Por aí caminha o sucesso da banda, que atrai uma juventude sedenta de plenitude.

O termo rosa de Saron aparece no livro do Cântico dos Cânticos como uma expressão simbólica de Jesus Cristo, o Amado que desposa a Sua Igreja: ‘Eu sou a rosa de Saron, o lírio dos vales’. (Cânt 2,1). Esta Rosa traz ao coração da humanidade aquilo que de mais sublime se busca: o amor eterno e invencível, que é o próprio Cristo.

É neste conceito que Guilherme de Sá, casado há 4 anos e com uma filha, mergulha para viver e cantar. Ele concedeu entrevista a Zenit, em meio à correria de shows no Brasil para a divulgação do álbum Cartas ao Remetente. Como ícone para a juventude católica, Guilherme revela histórias e opiniões sobre música católica, testemunho de vida, religião, política e eleições, em meio a um cenário de expectativas na realidade do país.

Veja o clipe da música tema do álbum.

A entrevista é muito bacana. Leia

Zenit: A banda Rosa de Saron levou sete prêmios na última edição do Troféu Louvemos o Senhor. Em 26 anos de caminhada, qual o segredo de tanto sucesso, sobretudo com os mais jovens?

Guilherme: O mesmo segredo que faz um profissional de qualquer área obter êxito no que faz: dedicação e amor. Não demorou muito para percebermos o verdadeiro valor disso, logo, tratamos o Rosa de Saron com muito zelo. Parece discurso feito, mas é a pura verdade. A banda é uma parte importante das nossas vidas e cuidamos dela na mesma proporção. O jovem vem neste embalo, ele respira vida, então colocamos vida no que fazemos. Este é o nosso maior troféu.

Conseguiram vencer as críticas a respeito das letras, que falam de Deus de uma forma mais implícita?

Para quem aprecia a banda, sim. Para quem nos detesta, não. Então a resposta desta pergunta é não. Mas não procuramos nos apoiar na aceitação, até porque nesta hora cai muito bem aquela frase: “Toda unanimidade é burra”. Não pretendemos viver uma alienação, nós escrevemos experiências íntimas, sinceras. Sempre que lançamos algo, este algo diz muito pra gente. Então costumamos dizer que somos quatro caras de muita sorte por fazermos o que gostamos e podermos ter um público que se identifica com o nosso gosto. Isso não tem preço. A liberdade não tem preço.

Para ser um bom cantor católico é necessário viver o que se canta. Como você encara a missão e vocação de cantor sendo referencial para a juventude católica? Como é sua relação com Deus?

Primeiro que eu não “cutuco a onça com vara curta”. A carne é fraca para todos. Não faço aventuras. Não me envolvo com ninguém distante da minha família. Não tenho amigos, não tenho MSN, WhatsApp. Minha família me basta muito e eu sou muito feliz por tê-los ao meu lado. Faço isso exatamente por saber o peso que meu nome leva, cansei de ouvir histórias de gente grande na Igreja se perdendo por aí, queimando seu ministério. Essas histórias vêm a granel, infelizmente. E, infelizmente, muitos perdem a fé por apoiá-la nos homens. A Igreja é santa, é onde podemos apoiar nossa fé, é isso que professo no Credo. Acho que é por aí que temos de ir. As pessoas não são espólios de guerras, são almas que passam por nossos dedos.

Segundo: A minha relação com Deus é muito pessoal, não a uso para autopromoção, ninguém sabe quanto rezo ou quanto doo. Meu chamado são minhas músicas, é onde expresso minha fé e é assim que gostaria de ser lembrado.

O Rosa esteve na Jornada Mundial da Juventude, onde lançou o DVD Latitude Longitude. Qual foi a sensação de estar lá, cantando para o maior público da vida de vocês? Conseguiram falar com o Papa?

Imagina, quem dera falarmos com o Papa, ele deve é ter tapado os ouvidos nas nossas apresentações e dado graças a Deus quando nos retiramos (risos). Mas, falando sério, ainda não temos a dimensão do feito, já se passou mais de um ano da jornada e o que ficou é uma sensação de sonho. Nós somos uma banda muito pequena para um feito tão grande, fica um imenso sentimento de gratidão a quem nos escalou. Estar diante daquele homem santo fazendo o que gostamos de fazer foi indescritível, então paro por aqui.

O Papa Francisco fala de ir às periferias existenciais. As músicas do Rosa visitam estas periferias nos corações de quem escuta. São muitos os casos de conversões pessoais depois de ouvir alguma música da banda. Qual caso você guarda com mais carinho?

Não tenho um preferido, tenho vários. Impressiona o número de coisas trágicas que chegam pra gente. São casos que me ajudam a entender se estamos no caminho certo ou não. Já pensei em parar várias vezes, mas muitas vezes essas histórias me seguraram aqui. Já compus várias músicas pensando nelas serem um presente para determinadas histórias, tipo: “Tomara que você, fulano, a ouça… Pensei em você, viu?”

 As letras das músicas do Rosa são fortes, profundas. De onde vem tanta inspiração?

Posso falar apenas por mim, já que compomos de maneiras diferentes entre nós. Sou exigente comigo mesmo, tenho um padrão pessoal de qualidade que me irrita muitas vezes. Eu faço uma pré-produção lírica enorme. Tudo que penso, vejo e leio, eu anoto. Simples assim. Quando vou escrever sobre um tema, tenho várias visões ou formas de escrever. Então misturo com o que vivo e com o que a melodia me inspira (já que componho primeiro a melodia, depois a letra). Tenho um gosto musical muito definido. Então, tudo isso tem de fazer muito sentido para mim, antes de qualquer coisa, senão engaveto a música e vou pra outra. Acho nossas canções nota sete. No máximo.

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10 razões da Psicologia contra a redução da maioridade penal

Resolvi postar de novo esse texto devido alguns candidatos defenderem como solução a crimilidade a redução da maioridade penal. Vale a pena ler de novo.

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No site do Conselho Federal de Psicologia há uma campanha contra a redução da maioridade penal. O interessante desta campanha é que o Conselho enumerou 10 razões de acordo com a psicologia para que não seja reduzida a maioridade penal.

Segundo o Conselho a ideia parte de um resgate de pensamento do sociólogo Herbert de Souza, o Betinho. Dizia o sociólogo, falecido em 1997, Betinho, que: “Se não vejo na criança, uma criança, é porque alguém a violentou antes; e o que vejo é o que sobrou de tudo o que lhe foi tirado”.

A iniciativa partiu de várias entidades que compõem o Fórum de Entidades da Psicologia Brasileira, o FENPB por meio da campanha “Entidades da Psicologia em campanha contra a redução da maioridade penal!”.

Veja as 10 razões da Psicologia para que não aconteça a redução da maioridade penal:

1. A adolescência é uma das fases do desenvolvimento dos indivíduos e, por ser um período de grandes transformações, deve ser pensada pela perspectiva educativa. O desafio da sociedade é educar seus jovens, permitindo um desenvolvimento adequado tanto do ponto de vista emocional e social quanto físico;

2. É urgente garantir o tempo social de infância e juventude, com escola de qualidade, visando condições aos jovens para o exercício e vivência de cidadania, que permitirão a construção dos papéis sociais para a constituição da própria sociedade;

3. A adolescência é momento de passagem da infância para a vida adulta. A inserção do jovem no mundo adulto prevê, em nossa sociedade, ações que assegurem este ingresso, de modo a oferecer – lhe as condições sociais e legais, bem como as capacidades educacionais e emocionais necessárias. É preciso garantir essas condições para todos os adolescentes;

4. A adolescência é momento importante na construção de um projeto de vida adulta. Toda atuação da sociedade voltada para esta fase deve ser guiada pela perspectiva de orientação. Um projeto de vida não se constrói com segregação e, sim, pela orientação escolar e profissional ao longo da vida no sistema de educação e trabalho;

5. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) propõe responsabilização do adolescente que comete ato infracional com aplicação de medidas socioeducativas. O ECA não propõe impunidade. É adequado, do ponto de vista da Psicologia, uma sociedade buscar corrigir a conduta dos seus cidadãos a partir de uma perspectiva educacional, principalmente em se tratando de adolescentes;

6. O critério de fixação da maioridade penal é social, cultural e político, sendo expressão da forma como uma sociedade lida com os conflitos e questões que caracterizam a juventude; implica a eleição de uma lógica que pode ser repressiva ou educativa. Os psicólogos sabem que a repressão não é uma forma adequada de conduta para a constituição de sujeitos sadios. Reduzir a idade penal reduz a igualdade social e não a violência – ameaça, não previne, e punição não corrige;

7. As decisões da sociedade, em todos os âmbitos, não devem jamais desviar a atenção, daqueles que nela vivem, das causas reais de seus problemas. Uma das causas da violência está na imensa desigualdade social e, conseqüentemente, nas péssimas condições de vida a que estão submetidos alguns cidadãos. O debate sobre a redução da maioridade penal é um recorte dos problemas sociais brasileiros que reduz e simplifica a questão;

8. A violência não é solucionada pela culpabilização e pela punição, antes pela ação nas instâncias psíquicas, sociais, políticas e econômicas que a produzem. Agir punindo e sem se preocupar em revelar os mecanismos produtores e mantenedores de violência tem como um de seus efeitos principais aumentar a violência;

9. Reduzir a maioridade penal é tratar o efeito, não a causa. É encarcerar mais cedo a população pobre jovem, apostando que ela não tem outro destino ou possibilidade;

10. Reduzir a maioridade penal isenta o Estado do compromisso com a construção de políticas educativas e de atenção para com a juventude. Nossa posição é de reforço a políticas públicas que tenham uma adolescência sadia como meta.

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O que é um Plebiscito Popular?

 

 

 

Governo da Venezuela modifica oração do Pai Nosso para “Chávez Nosso”

(ACI).- “Chávez nosso que estais no céu… santificado seja o vosso nome”, é parte da “oração do delegado” –versão chavista do Pai-Nosso- que foi lançada ontem pelo Governo venezuelano durante um curso com os membros do partido oficialista para pedir “a intercessão” do falecido ex-presidente.

O fato ocorreu durante o III Congresso do Partido Socialista Unido da Venezuela (PUSV) e o I curso para o desenho ideológico, realizado em um teatro de Caracas onde esteve presente o presidente Nicolás Maduro. A oração foi lida pela delegada María Estrella Uribe, representante pela região de Táchira.

A manipulação do Pai-Nosso recebeu o rechaço do vice-presidente da Conferência Episcopal Venezuelana (CEV), Dom Roberto Lückert. Em declarações à União Radio assinalou que se trata de “uma paráfrase do Pai-Nosso em uma versão tão ofensiva” que é “um abuso, uma manifestação de mediocridade e falta de criatividade para fazer uma oração”.