APTIDÃO E VOCAÇÃO: uma diferença em bem-estar e a vida plena

Sempre que falamos de vocação as pessoas confundem com aptidão. É bom lembrar que vocação vem de chamado. Um chamado de Deus a servir a sua obra. Sua causa e Reino. A aptidão é sua habilidade em desenvolver uma atividade.

02A história de Cristo nos mostra essa diferença claramente. José, seu pai e casto esposo, possui a aptidão para a carpintaria e era vocacionado ao serviço de Deus por meio da obediência. Foi chamado ao matrimonio e assim seguiu a vocação familiar.

Outro exemplo é Paulo. Vocacionado ao sacerdócio, ele serviu a Deus Pai pregando por toda a região. Contudo, possui a aptidão para fazer tendas e retirar o seu sustento por meio desse trabalho. Assim seguimos os outros discípulos que possuíam aptidões diferentes.

Portanto, não confundamos a nossa vocação em servir a Deus, seja ela religiosa, sacerdotal ou leiga, com a nossa aptidão em fazer uma atividade diária. Abaixo segue um quadro para entender a diferença entre ser vocacionado e ser profissional (Ter aptidão).

Profissão Vocação
1 . aptidão ou escolha pessoal para exercer um trabalho 1. chamado de Deus para uma missão, que se origina na pessoa como reação-aspiração do ser
2. preocupação principal: o “ter”, o sustento da vida 2. preocupação exclusiva: “o ser”, o amor e o serviço
3. pode ser trocada 3. é para sempre
4. é exercida em determinadas horas 4. é vivida 24 horas por dia
5. tem remuneração 5. não tem remuneração ou salário
6. tem aposentadoria 6. não tem aposentadoria
7. quando não é exercida, falta o necessário para viver 7. vive da providência divina
8. na profissão eu faço 8. vocação eu vivo

A profissão dignifica a pessoa quando é exercida com amor, espírito de serviço e responsabilidade. A vocação vivida na fidelidade e na alegria confere ao exercício da profissão uma beleza particular, é o caminho de santidade.

Imagem de Nossa Senhora reza junto com os fiéis

Paroquianos da Austrália afirmam que presenciaram um milagre enquanto rezavam. Segundo dois jovens que frequentam a igreja de Saint Charle, uma pintura da Virgem Maria carregando Jesus ‘rezou’ junto deles.

Na filmagem divulgada pelos dois paroquianos, a afirmação é de que a Virgem Maria mexe os lábios ao mesmo tempo em que eles rezam. Logo que foi compartilhado pela primeira vez nas redes sociais, o vídeo gerou polêmica.

Religiosos afirmam que se trata de um milagre e de que o local deve ser visitado por fiéis, já que teria sido abençoado pela Virgem. Já para os céticos, trata-se apenas do movimento da câmera, da qualidade ruim da filmagem e da iluminação da igreja, que criam o que eles chama de ilusão.

Assista:

Fonte Yahoo

Cardeal Dom Odilo se manifesta sobre a Parada Gay

Parada gay: respeitar e ser respeitado

Card. Odilo P. Scherer

Arcebispo de São Paulo – SP

Eu não queria escrever sobre este assunto; mas diante das provocações e ofensas ostensivas à comunidade católica e cristã, durante a parada gay deste último domingo, não posso deixar de me manifestar em defesa das pessoas que tiveram seus sentimentos e convicções religiosas e símbolos de sua devoção ultrajados.

Ficamos entristecidos, quando vemos usados com deboche imagens de santos, deliberadamente associados a práticas que a moral cristã desaprova e que os próprios santos desaprovariam também. Histórias romanceadas ou fantasias criadas para fazer filmes sobre santos e personalidades que honraram a fé cristã não podem servir de base para associá-los a práticas alheias ao seu testemunho de vida. São Sebastião foi um mártir dos inícios do Cristianismo; a tela produzida por um artista cerca de 15 séculos após a vida do santo, não pode ser usada para passar uma suposta identidade homossexual do corajoso mártir. Por que não falar, antes, que ele preferiu heroicamente sofrer as torturas e a morte a ultrajar o bom nome e a dignidade de cristão e filho de Deus!?

“Nem santo salva do vírus da AIDS”. Pois é verdade. O que pode salvar mesmo é uma vida sexual regrada e digna. É o que a Igreja defende e recomenda a todos. O uso desrespeitoso da imagem dos santos populares é uma ofensa aos próprios santos, que viveram dignamente; e ofende também aos sentimentos religiosos do povo. Ninguém gosta de ver vilipendiados os símbolos e imagens de sua fé. Da mesma forma, também é lamentável o uso desrespeitoso da Sagrada Escritura e das palavras de Jesus – “amai-vos uns aos outros” – como se ele justificasse, aprovasse e incentivasse qualquer forma de “amor”; o “mandamento novo” foi instrumentalizado para justificar práticas contrárias ao ensinamento do próprio Jesus.

A Igreja católica também refuta a acusação de “homofóbica”. Investiguem-se os fatos de violência contra homossexuais, para ver se estão relacionados com grupos religiosos católicos. A Igreja católica desaprova a violência contra quem quer que seja; não apóia, não incentiva e não justifica a violência contra homossexuais. E na história da luta contra o vírus HIV, ela foi pioneira no acolhimento e tratamento de soro-positivos, sem questionar suas opções sexuais; muitos deles são homossexuais e todos são acolhidos com profundo respeito. Grande parte das estruturas de tratamento de aidéticos está ligada à Igreja. No entanto, ela ensina e defende que a melhor prevenção contra as doenças sexualmente transmissíveis é uma vida sexual regrada e digna.

Quem apela para a Constituição Nacional para afirmar e defender seus próprios  direitos, não deve esquecer que a mesma Constituição prevê o respeito aos direitos dos outros, aos seus símbolos e organizações religiosas. Quem luta por reconhecimento e respeito, deve aprender a respeitar. Como cristãos, respeitamos a livre manifestação de quem pensa diversamente de nós. Mas o respeito às nossas convicções de fé e moral, às organizações religiosas, símbolos e textos sagrados é a contrapartida que se requer.

A Igreja católica tem suas convicções e fala delas abertamente, usando do direito à liberdade de pensamento e de expressão. Embora respeitando as pessoas homossexuais e procurando acolhê-las e tratá-las com compreensão e caridade, ela afirma que as práticas homossexuais vão contra a natureza; esta não errou ao moldar o ser humano como homem e mulher. Afirma ainda que a sexualidade não depende de “opção”, mas é um fato de natureza e dom de Deus, com um significado próprio, que precisa ser reconhecido, acolhido e vivido coerentemente pelo homem e pela mulher.

Causa preocupação a crescente ambiguidade e confusão em relação à identidade sexual, que vai tomando conta da cultura. Antes de ser um problema moral, é um problema antropológico, que merece uma séria reflexão, em vez de um tratamento superficial e debochado, sob a pressão de organizações interessadas em impor a todos um determinado pensamento sobre a identidade do ser humano. Mais do que nunca, hoje todos concordam que o desrespeito às leis da natureza biológica introduz nos seres a desordem e o descontrole nos ecossistemas; produz doenças e desastres ambientais e compromete o futuro e a sustentabilidade da vida. Ora, não seria o caso de fazer semelhante raciocínio, quando se trata das leis inerentes à natureza e à identidade do ser humano? Ignorar e desrespeitar o significado profundo da condição humana não terá consequências? Será sustentável para o futuro da civilização e da humanidade?

As ofensas dirigidas não só à Igreja católica, mas a tantos outros grupos cristãos e tradições religiosas não são construtivas e não fazem bem aos próprios homossexuais, criando condições para aumentar o fosso da incompreensão e do preconceito contra eles. E não é isso que a Igreja católica deseja para eles, pois também os ama e tem uma boa nova para eles; são filhos muito amados pelo Pai do céu, que os chama a viver com dignidade e em paz consigo mesmos e com os outros.

Publicado em O SÃO PAULO, ed. de 28.06.2011

Fundada primeira igreja da maconha no mundo

Bill Levin, 59 anos, é o fundador da Igreja da Cannabis (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)

Bill Levin, 59 anos, é o fundador da Igreja da Cannabis (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)

Um notícia na time line do facebook me chamou a atenção e resolvi compartilhar com vocês. Nos EUA a maconha é liberada em alguns estados, mas isso nós já sabemos. O que me espantou e fez com que compartilhasse com vocês essa notícia é o fato de que em um estado que ainda não liberou o uso da maconha, Indianápolis (EUA) foi criada a primeira igreja da maconha, “Igreja da Cannabis”.

De acordo com a BBC Brasil, Bill Levin, de 59 anos, fundador da Igreja da Cannabis criou a nova doutrina para levar os ensinamentos de “paz e amor” e para cultuar o que ele chama de “planta mais saudável que existe no planeta”. A nova seita foi fundada em março de 2015 pouco após a lei “Religious Freedom Restoration Act” que protege a liberdade religiosa no estado.

“Eu vi o que realmente dizia a lei e aí entrei em um transe profundo e religioso com a cannabis, falei com Deus, ele tocou minha mão e me disse como fazer”, disse o fundador da Igreja à BBC Brasil.

Sobre a lei

Ela garante aos cidadãos o direito de exercer quaisquer crenças religiosas sem que sejam vítimas de processos na Justiça. Em prática a lei garante que se sua doutrina não permite apoiar algo você pode ir contra sem penas de um tribunal lhe processar. Lógico que o movimento LGBT questionou alegando homofobia.

Oportunidade

Diante de tamanha brecha, Levin criou uma página no Facebook e conseguiu a aprovação oficial para sua Igreja com base na nova lei, o que lhe garante reconhecimento oficial e isenção fiscal como as outras doutrinas possuem.

12 mandamentos da Cannabis

Após a aprovação Levin divulgou uma lista de 12 mandamentos. Nela´a mandamentos como: “Não seja um idiota, trate as pessoas igualmente e com amor”, ou “Ria bastante, espalhe bom humor; divirta-se na vida e seja positivo”. O último deles fala do “culto” à cannabis.

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Em exumação, coração de padre é encontrado intacto 7 anos após morte

Padre Ângelo Angioni (Foto: Reprodução / TV TEM)

Padre Ângelo Angioni (Foto: Reprodução / TV TEM)

G1 | A igreja São João Batista de José Bonifácio(SP) recebeu neste domingo (7) fiéis de toda a região noroeste paulista para o início oficial dos trabalhos diocesanos para o processo de beatificação e canonização do Monsenhor Ângelo Angioni.

Ele morreu há sete anos e, segundo a igreja católica, ao exumar o corpo nesta semana, postuladores de Roma – responsáveis por recolher informações para beatificações – perceberam que o coração estava intacto e não se deteriorou com o tempo. Peritos começam agora uma investigação para a possível beatificação dele.

Coração se deteriora em dois meses; padre morreu há 7 anos (Foto: Reprodução / TV TEM)

Coração se deteriora em dois meses; padre morreu há 7 anos (Foto: Reprodução / TV TEM)

Ângelo Angioni, tido como Santo pelos fiéis, nasceu na Itália em 1915. Foi ordenado padre aos 23 anos. Chegou ao Brasil em 1951 e foi direto para José Bonifácio onde atuou por quase 60 anos. Morreu em 2008 e foi enterrado na Igreja Matriz. O túmulo do Monsenhor – título de honra conferido pelo Papa a padres católicos por serviços prestados à igreja – recebe centenas de fiéis todos os anos.

A missa foi celebrada pelo bispo Dom Tomé Ferreira da Silva. Os integrantes do Tribunal Eclesiástico que vai analisar os milagres atribuídos ao Monsenhor foram apresentados à comunidade. No fim da celebração, os restos mortais do religioso, inclusive o coração, foram apresentados aos fiéis.

Dois postuladores de Roma estão na cidade desde o dia 29 e o que mais chamou a atenção foi o coração intacto do religioso. O processo de decomposição do corpo humano começa de dentro para fora e em até dois meses, o coração se desfaz. Em dois anos, a maioria dos corpos enterrados está totalmente decomposta, restando apenas ossos, cabelos, dentes e unhas.

Para o postulador Paulo Vilotta, a preservação de qualquer parte do corpo pode ocorrer por vários motivos. “Isso é um fator natural, pode acontecer com qualquer um de nós. Mas é um estímulo para rezar, pedir graças e elevar o padre, uma figura venerada na região”, comentou Vilotta.

Para que Ângelo Angioni seja declarado beato é preciso que a igreja reconheça um milagre pela intercessão do Monsenhor e depois, para ser considerado Santo, mais um milagre precisa ser comprovado pelos peritos do Vaticano. Um processo longo que pode durar décadas, mas depende dos fiéis que vão pode ajudar contando histórias e apresentando cartas e documentos que falem sobre os possíveis milagres.