Entenda melhor o processo de Nulidade Matrimonial da Igreja

topic (6)Um dos assuntos mais buscado aqui no blog é a Nulidade Matrimonial. Muitos pensam que esse recurso é a mesma coisa que o divorcio civil só que na Igreja. E não é. Não é mesmo.

Existem regras a serem averiguadas com muito rigor pelo Tribunal Eclesiástico antes de decretar que um casamento é nulo. Não é porque seu esposa ou esposa lhe traiu que seu casamento vai ser anulado. Ou porque simplesmente vocês não se relacionam bem mais. Os motivos são sérios e o processo é longo. Exige muito mais que querer.

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O site Aleteia entrevistou o Pe. Ricardo Ferreira, perito no assunto que desmistificou alguns temas relacionados ao assunto. Fiz um compilado dessa entrevista esclarecedora.

Nos últimos anos a Igreja recebeu um verdadeira enxurrada de pedidos de nulidade matrimonial com motivos diversos e muito equivocados. Dados de 2012 do Annuarium Statisticum Ecclesiae, editado anualmente pelo Vaticano, mostram que deram entrada nos tribunais eclesiásticos em Portugal 151 pedidos de nulidade matrimonial, aos quais se juntaram mais de 200 casos que transitaram do ano anterior. Imagina isso hoje, em 2015. Imagina no Brasil.  Contudo, comparado ao número de divórcios civis esse dado é pequeno. Lembro que a Igreja não reconhece o divórcio civil.

Aumento de pedidos

Como dito, esse número tem subido. Entre as razões mais invocadas nos processos de nulidade encontram-se maioritariamente entre os cânones 1095 e 1107 do Código de Direito Canónico, que invocam “incapacidades de juízo acera dos deveres e obrigações que se devem assumir”. Outro motivo que já esteve no topo, é a não consumação do matrimônio, mas isso nas décadas de 70 e 80. 

Motivos atuais para a Nulidade

Hoje, as razões invocadas abrangem mais questões de maturidade e são “transversais” a todos os extratos sociais. “Não podemos dizer que há um grupo específico que invocam mais este capítulo, é transversal, meios urbanos, rurais, é uma realidade que tem a ver com a própria natureza humana e com a formação dos nossos jovens que mais tardiamente têm consciência da necessidade de assumir responsabilidades”, explica o presidente do tribunal do Patriarcado.

Este número não corresponde, no entanto, ao número de contatos que os tribunais recebem. “O número de contatos é muito superior ao número de processos iniciados em cada ano, mas é impossível saber estatísticas, porque às vezes é apenas um telefonema, ou pedimos o relatório preliminar do que sucedeu e depois as pessoas não redigem… enfim, há várias razões”, explica o Pe. Ricardo Ferreira.

Vamos aos mitos

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Você sabe o que é Pentecostes?

Era para os judeus uma festa de grande alegria, pois era a festa das colheitas. Ação de graças pela colheita do trigo. Vinha gente de toda a parte: judeus saudosos que voltavam a Jerusalém, trazendo também pagãos amigos e prosélitos. Eram oferecidas as primícias das colheitas no templo. Era também chamada festa das sete semanas por ser celebrada sete semanas depois da festa da páscoa, no qüinquagésimo dia. Daí o nome Pentecostes, que significa “qüinquagésimo dia”.

No primeiro pentecostes, depois da morte de Jesus, cinqüenta dias depois da páscoa, o Espírito Santo desceu sobre a comunidade cristã de Jerusalém na forma de línguas de fogo; todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas (At 2,1-4). As primícias da colheita aconteceram naquele dia, pois foram muitos os que se converteram e foram recolhidos para o Reino.

Quem é o Espírito Santo? 

O prometido por Jesus: “…ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a realização da promessa do Pai a qual, disse Ele, ouvistes da minha boca: João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo dentro de poucos dias” (At 1,4-5).

Espírito que procede do Pai e do Filho: “quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade que vem do Pai, ele dará testemunho de mim e vós também dareis testemunho…” (Jo 15 26-27). O Espírito Santo é Deus com o Pai e com o Filho. Sua presença traz consigo o Filho e o Pai. Por Ele somos filhos no Filho e estamos em comunhão com o Pai.

Hoje é dia de Santa Rita de Cássia

srimg08Hoje é dia de Santa Rita de Cássia, uma mulher de fé.  Uma mulher que apesar das dificuldades e sofrimentos sempre amou a Deus e seguiu seus preceitos.

Nasceu na Itália, em Cássia, no ano de 1380. Seu grande desejo era consagrar-se numa vida religiosa. Mas, segundo os costumes de seu tempo, ela foi entregue em matrimônio para Paulo Ferdinando.

Tiveram dois filhos, e ela como mãe buscou educá-los na fé e no amor. Porém, eles foram influenciados pelo pai, que antes de se casar se apresentava com uma boa índole, mas depois se mostrou fanfarrão, traidor, entregue aos vícios. E seus filhos o acompanharam.

Rita então, chorava, orava, intercedia e sempre dava bom exemplo.

Seu esposo acabou sendo assassinado. Não demorou muito, seus filhos também morreram.

Seu refúgio era Jesus Cristo. A santa de hoje viveu os impossíveis de sua vida se refugiando no Senhor.

Rita quis ser religiosa. Já era uma esposa santa, tornou-se uma viúva santa e depois uma religiosa.

Ela recebeu um estigma na testa, que a fez sofrer muito, devido a humilhação que sentia, pois cheirava mal e incomodava aos outros. E teve que viver resguardada.

Morreu com 76 anos, após uma dura enfermidade que a fez sofrer por 4 anos.

Hoje ela intercede pelos impossíveis de nossa vida.

Santa Rita de Cássia, rogai por nós!

Cine O Anunciador – Santa Rita de Cássia

São João Paulo II: Dom Óscar Romero deve ser recordado sem ideologização como um ‘Pastor zeloso e venerável’

(ACI/EWTN Noticias).- Dom Óscar Arnulfo Romero, Arcebispo de São Salvador (El Salvador) será beatificado no próximo dia 23 de maio, 35 anos após o seu assassinato por ódio à fé. Poucos anos depois do seu martírio, São João Paulo II pediu que a memória do “protetor e venerado” Prelado salvadorenho seja respeitada e não manipulada por interesses ideológicos.

Dois santos da era moderna da Igreja juntos: São João Paulo II e Dom Óscar Romero, que será beatificado neste domingo.

Dois santos da era moderna da Igreja juntos: São João Paulo II e Dom Óscar Romero, que será beatificado neste domingo.

São João Paulo II, durante a homilia numa visita a São Salvador em 1983, em meio de um país destruído pela violenta guerra civil na que participaram grupos políticos da esquerda e da direita, recordou: “Com o sangue de Cristo podemos vencer o mal com o bem. O mal que penetra nos corações e nas estruturas sociais”.

“O mal que divide os homens e semeou o mundo de sepulcros com as guerras, com essa terrível espiral de ódio que arruína, aniquila, de maneira tétrica e insensata”.

“Quantos lares destruídos! Quantos refugiados, exilados e deslocados! Quantas crianças órfãs! Quantas vidas nobres, inocentes, destruídas cruel e brutalmente! Também de sacerdotes, religiosos, religiosas, de fiéis servidores da Igreja”, lamentou o santo polonês.

O Papa Peregrino recordou então o testemunho do ‘Pastor zeloso e venerável’, arcebispo deste ‘rebanho’, Dom Óscar Arnulfo Romero, quem lutou pelo fim da violência e por estabelecer a paz, da mesma maneira que lutaram seus irmãos no Episcopado”.

O Papa João Paulo II encorajou: “Ao recordá-lo, peço que sua memória seja sempre respeitada e que nenhum interesse ideológico pretenda instrumentalizar seu sacrifício de Pastor entregado ao seu rebanho”.

Dom Romero foi assassinado em 24 de março de 1980, enquanto celebravaMissa na capela do hospital “La Divina Providencia’, em São Salvador. Em 2010, o então presidente de El Salvador Mauricio Funes reconheceu, em nome do Estado: “Dom Romero foi vítima da violência ilegal executada por um esquadrão da morte”.

Na manhã do dia 3 de fevereiro deste ano, o Papa Francisco, em audiência privada com o Cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, aprovou a divulgação do decreto que reconhecia o martírio do Arcebispo salvadorenho.

Apesar de que, depois do seu falecimento diversos teólogos marxistas da libertação declarassem que Dom Romero compartilhava suas posturas teológicas, o seu secretário pessoal, Monsenhor Jesús Delgado, descartou tal afiliação.

Em declarações ao Grupo ACI em fevereiro de 2015, Monsenhor Delgado recordou: “Quando escrevi sobre a sua vida fui revisar sua biblioteca. Evidentemente, os teólogos da libertação o visitavam e sempre lhe deixavam um livro marxista, mas estes livros nunca foram tocados, nunca os abriu, jamais os usava, nunca os consultou”.

“E, pelo contrário, todos os seus livros dos Padres da Igreja estavam muito manuseados e eram a fonte da sua inspiração”, assegurou seu secretário.

Aliás Dom Romero teve um grande carinho e proximidade pelo fundador do Opus Dei, São Josemaría Escrivá de Balaguer, desde que se conheceram em 1974, em Roma.

Falecido o fundador do Opus Dei no ano seguinte, Dom Óscar Romero, então Arcebispo de São Salvador, escreveu uma carta ao Papa Paulo VI pedindo sua beatificação, assegurando: “Sou profundamente agradecido a estes sacerdotes membros da Obra, aos quais confiei com muita satisfação a direção espiritual de minha própria vida e a de outros sacerdotes”, concluiu.

Como Adão e Eva tiveram mais filhos?

Pergunta

Como Adão e Eva tiveram descendentes? Foi por meio de relações incestuosas?

Resposta

A Bíblia não explica como se desenvolveu a descendência de Adão e Eva. Sabemos que Adão e Eva tiveram muitos filhos (Gn 5, 4), dos quais os primeiros foram Caim e Abel (Gn 4, 1-2), e conhecemos também o fato do fratricídio (Gn 4, 3-16) que levou uma descendência de Caim (malvada e irreligiosa – Gn 4, 17-24) separada da descendência de Set (boa e religiosa – Gn 5, 6-32), o filho “escolhido” por Deus (Gn 4, 25-26. 5, 3-4) para substituir Abel, do qual depois se chegará a Noé e o dilúvio.

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Revista “O Meu Papa” chega ao Brasil e vale a pena ler

Neste último domingo, 17, cheguei em casa e me deparei com um correspondência. Ao abrir, uma agradável surpresa. O grupo Panini, responsável por diversas publicações católicas me enviou a primeira edição da revista “O Meu Papa” publicada em terras tupiniquins.  A revista já pode ser encontrada nas bancas do país. O valor é de R$ 4,90.

A revista é linda! Lembro de quando li a noticia que o Vaticano preparava um espécie de “Quem” ou “Caras” do Papa. Lançada ano passado na Itália, O Meu Papa chega aqui. Eis ela aí.

Capa da Revista O Meu Papa

Capa da Revista O Meu Papa

“O Meu Papa” é um revista para se colecionar. Apesar do nome, não se trata de um paparazzi do Papa Francisco e/ou um compilado de sua agenda. Passa sim, pelas suas lições em suas pregações e reflexões. Mostra o cotidiano papal e também do Vaticano. Lembrem-se, o Papa não é a Igreja sozinho, mas a conduz. Acima de tudo, a revista lembra Cristo. Isso é que vale a pena nela. Ter todo um conteúdo cristocentrico.

Em suas páginas, O Meu Papa traz ainda a historio de um santo, nesta edição a de São Pedro e também os santos do mês.

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Ler essa revista é um prazer inenarrável para qualquer cristão. Confesso, que em minha casa tem dado “briga” para ver quem fica com ela. Já fiz escala para ninguém deixar de ler.

Já sou e serei comprador assíduo dessa revista.