Habemus padres dançarinos. Que legal!

O vídeo de uma dupla de padres americanos dançando e ‘duelando’ em Roma se tornou viral, seguindo os passos da agora famosa freira italiana Cristina Scuccia, que com sua voz semelhante a de Alicia Keys venceu um concurso de canto e conquistou um contrato com uma gravadora.

O reverendo David Rider, de 29 anos, de Hyde Park, Nova York, e o reverendo John Gibson, de 28, de Milwaukee, despontaram para a fama na internet quando foram filmados em abril durante um evento para arrecadação de fundos do Colégio Pontifico Norte Americano, um seminário de elite do Vaticano.
Os padres David Riter (esquerda) e John Gibson dançam no Colégio Pontifico Norte Americano, em Roma, em foto de 13 de outubro (Foto: AP Photo/Domenico Stinellis)

Os padres David Riter (esquerda) e John Gibson dançam no Colégio Pontifico Norte Americano, em Roma, em foto de 13 de outubro (Foto: AP Photo/Domenico Stinellis)

Rider aqueceu a plateia com alguns passos de sapateado, para depois ser superado pelos rápidos passos de dança irlandesa de Gibson. Logo eles estavam ‘duelando’ e tentando impressionar a plateia.

No fundo da sala, a jornalista Joan Lewis gravou o evento e, mais tarde, publicou o vídeo no YouTube. “De repente os números começaram a subir e subir”, disse Lewis à Associated Press. O vídeo já tem mais de 300 mil acessos.

Papa diz que Big Bang e Teoria da Evolução não contradizem a lei cristã

Papa Francisco fez declarações sobre a ciência durante inauguração de busto em homenagem ao Papa Emérito Bento XVI (Foto: Osservatore Romano/Reuters)

Papa Francisco fez declarações sobre a ciência durante inauguração de busto em homenagem ao Papa Emérito Bento XVI (Foto: Osservatore Romano/Reuters)

O G1 afirma que o Papa Francisco disse nesta segunda-feira (27), durante discurso na Pontifícia Academia de Ciências, que a Teoria da Evolução e o Big Bang são reais e criticou a interpretação das pessoas que leem o Gênesis, livro da Bíblia, achando que Deus “tenha agido como um mago, com uma varinha mágica capaz de criar todas as coisas”. De acordo com o site, o Papa afirma que a criação do mundo “não é obra do caos, mas deriva de um princípio supremo que cria por amor”.

“O Big Bang não contradiz a intervenção criadora, mas a exige”,

disse o pontífice na inauguração de um busto de bronze em homenagem ao Papa Emérito Bento XVI.

Ele acrescentou dizendo que a “evolução da natureza não é incompatível com a noção de criação, pois exige a criação de seres que evoluem”.

O Papa criticou que quando as pessoas leem o livro do Gênesis, sobre como foi a origem do mundo, pensam que Deus tenha agido como um mago. “Mas não é assim”, explica.

Segundo Francisco, o homem foi criado com uma característica especial – a liberdade – e recebe a incumbência de proteger a criação, mas quando a liberdade se torna autonomia, destrói a criação e homem assume o lugar do criador.

“Ao cientista, portanto, sobretudo ao cientista cristão, corresponde a atitude de interrogar-se sobre o futuro da humanidade e da Terra; de construir um mundo humano para todas as pessoas e não para um grupo ou uma classe de privilegiados”, concluiu o pontífice.

Já site da Rádio Vaticano, um dos canais oficiais de Roma, nada consta sobre essas declarações. Vamos esperar um posicionamento do Vaticano sobre essas declarações que mexem com o modo de catequizar.

RÁDIO VATICANO | O Papa Francisco foi na manhã desta segunda-feira à Casina Pio IV, no Vaticano, por ocasião da Plenária da Pontifícia Academia das Ciências e para a inauguração de um busto em homenagem a Bento XVI. Este busto, disse o Papa Francisco, recorda a todos a pessoa e o rosto do amado Papa Ratzinger, evoca também o seu espírito: o espírito dos seus ensinamentos, dos seus exemplos, das suas obras, da sua devoção à Igreja, da sua atual vida “monástica”. E este espírito, continuou o Papa, longe de se desintegrar com o andar do tempo, aparecerá cada vez maior e mais poderoso de geração em geração, pois Bento XVI é um grande Papa: grande pela força e a penetração da sua inteligência, pela sua significativa contribuição à teologia, pelo seu amor à Igreja e aos seres humanos, pela sua virtude e religiosidade. E o Papa recordou ainda que o amor de Bento XVI pela verdade não se limita apenas à teologia e filosofia, mas se abre às ciências, e este amor pelas ciências transborda na sua solicitude pelos cientistas, sem distinção de raça, nacionalidade, civilização, e religião; solicitude pela Academia, desde que São João Paulo II o nomeou como membro.

Certamente – sublinhou o Papa – do Papa Bento XVI nunca se poderá dizer que o estudo e a ciência fizeram murchar a sua pessoa e o seu amor para com Deus e o próximo mas, pelo contrário, a ciência, a sabedoria e a oração dilataram o seu coração e o seu espírito. Devemos por isso agradecer a Deus pelo dom que ele deu à Igreja e ao mundo, com a existência e o pontificado do Papa Bento XVI, e agradecer também a todos aqueles que generosamente tornaram possível a obra o evento, de modo particular o autor do busto, o escultor Fernando Delia, a família Tua, e todos os Acadêmicos.

Em seguida, o Papa dirigiu-se aos acadêmicos dizendo de ser feliz de exprimir a sua profunda estima e caloroso encorajamento para que levem para frente o progresso científico e a melhoria das condições de vida das pessoas, especialmente dos mais pobres. E, mesmo sem querer abordar a complexa questão da evolução do conceito da natureza, o Papa sublinhou que Deus e Cristo caminham connosco e estão presentes também na natureza, como afirmara o apóstolo Paulo no Areópago.

O cientista, portanto, e especialmente o cientista cristão, deve interrogar-se sobre o futuro da humanidade e da Terra, e deve ser livre e responsável, para concorrer na sua preparação e para preservá-lo, eliminando os riscos quer do ambiente natural quer daquele humano. E ao mesmo tempo, disse ainda o Papa Francisco, o cientista deve ser movido pela confiança de que a natureza esconde nos seus mecanismos evolutivos, o potencial que a inteligência e a liberdade deve descobrir e aplicar para chegar ao desenvolvimento que está no desígnio do Criador.
E o Papa terminou a sua mensagem dizendo: “encorajo-vos a continuar os vossos trabalhos e a realizar as felizes iniciativas teóricas e práticas para o benefício dos seres humanos que vos honram. E agora entrego com alegria o colar, que o Mons. Sanchez Sorondo dará aos novos membros. Obrigado” (BS)

Absurdo: mulher dá Eucaristia, Corpo e Sangue de Cristo, para cachorro

No dia 10/08/2014 a comunidade de Santo Expedito e São Francisco de Assis, em Praia Grande, recebeu a “visita” de uma mulher que entrou na fila de comunhão só para realizar uma profanação.

Após ter recebido a Sagrada Comunhão na boca, ela tirou-la e a deu para o seu cachorro comer. Diante de tão horrenda cena, o pe Joseph Thomas Puzhakara anunciou no microfone o ocorrido, gerando assim grande choque entre os fiéis

Mulher dá comunhão para cachorro e ainda possa para foto

Mulher dá comunhão para cachorro e ainda possa para foto

presentes na Missa. Muitos alem de assustados, caíram em lágrimas ao ver tamanha aberração e falta de respeito com o preciosíssimo corpo do Senhor.

Infelizmente os que distribuíam a comunhão não tiveram tempo para nenhuma ação, pois a mulher foi obstinada a fazer tal ato e agiu de maneira rápida.

O que diz a Igreja quanto a isso?

Em meio a tal caos na paróquia, a mulher não se intimidou e não foi embora. Por sua vez, o pároco anunciou que ela estava excomungada, como se pode ler no Código de Direito Canônico (§1367):

“Quem expele por terra as espécies consagradas ––diz o Código que regula a vida da Igreja católica––, ou as leva ou retem com uma finalidade sacrílega, incorre em excomunhão latae sententiae*  reservada a Sé Apostólica”.

Ainda posou para fotos

Não dando-se por satisfeita, a mulher continuou na paróquia até o final da Santa Missa provocando ao sacerdote e os fiéis. Após o termino da missa, ela ainda pousou para fotos.

Apesar de tão evidente profanação, houve quem a defendesse no Facebook. Uma senhora postou:

NOSSA ……TUDO ISSO POR CAUSA DE UM CACHORRO……ELES SÃO OS MELHORES ANJOS DE DEUS DIGNOS DE COMPARTILHAR DE UMA HÓSTIA…….TENHO CERTEZA QUE TINHA MTA GENTE NA IGREJA QUE SE ACHAM ANJOS E QUE SÃO OS PRÓPRIOS DEMÔNIOS. FICO IMAGINANDO O QUE SÃO FRANCISCO DE ASSIS ESTARIA ACHANDO DE TUDO ISSO….TENHO CERTEZA QUE TEM MTA GENTE QUE NÃO MERECIA NEM LAMBER A HÓSTIA ….TAMANHA A FALTA DE AMOR AO PRÓXIMO…….DESNECESSÁRIO TUDO ISSO…….INDIGNADA”

Segundo relatos no Facebook, a mulher não aparenta ter problemas mentais.

Fonte: Fidespress

Papa João Paulo II – o filme

Neste dia dedicado a memoria de São João Paulo II, O ANUNCIADOR indica o filme “João Paulo II”. O Papa pop, da juventude, do ecumenismo, esportista em visão que poucos puderam ter e ver. O filme conta a sua história desde o seu nascimento até sua morte em 2005. Ele enfrentou a segunda guerra e o comunismo e modificou a linguagem da Igreja para atrair os jovens.

Vale a pena ver. Este filme foi indicado ao Oscar de Melhor Ator.

 

Por Marquione Ban

Um resumo sobre as decisões: comunhão a divorciados e homossexualismo foram rejeitadas

(ACI/EWTN Noticias).- O Sínodo Extraordinário dos Bispos divulgou neste sábado o documento final que contém as conclusões dos debates dos padres sinodais no Vaticano. No texto, os prelados agradecem a fidelidade das famílias do mundo que são “a escola da humanidade” a qual a Igreja alenta e acompanha. Diferente do primeiro texto que causou controvérsia por uma má tradução, este documento permite uma visão mais clara e ampla do que os prelados analisaram durante estas duas semanas.

Sessão inaugural do Sínodo dos Bispos, em 6 de outubro de 2014. Foto: Mazur/catholicnews.org.uk (CC BY-NC-SA 2.0)

Sessão inaugural do Sínodo dos Bispos, em 6 de outubro de 2014. Foto: Mazur/catholicnews.org.uk (CC BY-NC-SA 2.0)

O relatório final do Sínodo foi votado parágrafo a parágrafo pelos bispos, e, por decisão do Papa, o resultado de cada votação foi publicado, proporcionando assim um olhar ao pensamento dos Padres Sinodais.

Embora todos os números tenham obtido a maioria dos votos, nem todos alcançaram a “maioria qualificada” de dois terços, que, de acordo às normas do Sínodo, são necessárias para afirmar que o Sínodo aprovou oficialmente um parágrafo.

Sendo os Padres Sinodais votantes 181 (de 193), a maioria é 93, enquanto que a maioria qualificada se alcança com 123 votos.

Na conferência de imprensa, o Pe. Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, destacou que “este Sínodo foi apenas um passo em vista ao próximo Sínodo da Família” e, por esta razão, “os parágrafos que não conseguiram a assim chamada ‘maioria qualificada’ não podem ser considerados como desprezados, mas principalmente como parágrafos que não são o suficientemente maduros para obter um amplo consenso da assembleia”.

Um olhar geral ao relatório final

O relatório final está dividido em três partes, cujos títulos são “A escuta: O contexto e os desafios na família”; “O olhar de Cristo: O evangelho da família”; “A aplicação: Perspectivas pastorais”.

Os 62 parágrafos do documento citam muitas vezes o Evangelho e as Sagradas Escrituras, que era o que faltava na “Relatio post disceptationem”, de acordo às críticas nos círculos menores.

Outro resultado das sugestões dos círculos menores é a constante referência aos testemunhos positivos que o modo de vida e as famílias cristãs podem dar à sociedade atual.

A forte postura contra organizações internacionais que condicionam as ajudas financeiras para a introdução de leis a favor do “matrimônio” homossexual foi esclarecida e destacada em um parágrafo específico, enquanto que, no relatório intermediário, estava em um parágrafo amplo.

À primeira vista, todas as preocupações expressas pelos círculos menores foram levadas em consideração.

O Pe. Federico Lombardi indicou que “houve 470 propostas de modificação” ao relatório intermediário, por parte dos círculos menores.

Sobre os Divorciados

Os divorciados em nova união. Consideração pastoral, mas alguns pontos por esclarecer

Devido a que os parágrafos referentes aos divorciados em nova união e os homossexuais foram os mais controversos e impugnados do relatório intermediário, os parágrafos sobre esses temas, no relatório final, foram ligeiramente modificados, embora ainda assim não tenham conseguido um amplo consenso.

No que se refere aos divorciados em nova união, quase todos os Padres Sinodais estiveram de acordo em que “a pastoral da caridade e misericórdia tende à recuperação das pessoas e da relação” e que cada família deve ser escutada com respeito e amor.

O consenso é ligeiramente menor quando o documento assinala que “os Padres Sinodais recomendam novos caminhos pastorais, que podem começar pela realidade efetiva da fragilidade das famílias, sendo conscientes de que estas fragilidades são suportadas com sofrimento e não escolhidas com completa liberdade”.

Houve ainda menos consenso quando o relatório final falou sobre acelerar os procedimentos para a declaração de nulidade de matrimônios. Enquanto que teve um muito amplo consenso o parágrafo que assinala que “as pessoas divorciadas, mas não em nova união, que frequentemente dão testemunho de fidelidade matrimonial, devem ser alentadas a encontrar na Eucaristia o alimento que pode sustentá-los em sua condição”.

O relatório, entretanto, assinala que “um discernimento peculiar” deve ser colocado em ação para o acompanhamento pastoral dos separados, divorciados, abandonados; enfocando-se sobre a situação peculiar daqueles que devem romper a convivência por que são vítimas de violência; e destaca que os divorciados em nova união não devem se sentir “discriminados”, e que sua participação na vida da comunidade “deve ser promovida”, já que “cuidar deles não é para a comunidade cristã uma debilitação na fé e no testemunho da indissolubilidade do matrimônio”.

O parágrafo sobre o acesso à comunhão para os divorciados em nova união não alcançou o consenso dos dois terços dos Padres Sinodais, embora tenha conseguido a maioria dos votos.

O parágrafo que descreve as duas linhas do Sínodo sobre o acesso à Comunhão para os divorciados em nova união –um para a atual disciplina para o acesso aos Sacramentos para os divorciados em nova união; o outro para uma abertura, segundo determinadas condições- obteve 104 “sim” e 74 “não”.

O relatório pressiona por um “estudo mais profundo” das diferenças entre a Comunhão espiritual e sacramental, deixando assim o tema suspenso. O parágrafo obteve 112 sim e 64 não.

Também um parágrafo em relação aos casais homossexuais não obteve a maioria qualificada necessária.

O parágrafo 55 descreve a situação sobre as famílias com filhos homossexuais, e perguntou qual cuidado pastoral deve ser feito, citando também um documento da Congregação para a Doutrina da Fé sobre o projeto de reconhecimento legal das uniões homossexuais. O parágrafo foi, entretanto, considerado vago, e obteve apenas 118 sim e 62 não.

Em plana comunhão

No que todos os Padres Sinodais estão de acordo: necessita-se mais educação

Há entretanto um só parágrafo que obteve o consenso por unanimidade dos Padres Sinodais, e é o parágrafo 2.

Neste, destaca-se que “apesar dos muitos sinais de crise da instituição da família nos contextos diversos da ‘aldeia global’, o desejo de uma família ainda está vivo, especialmente entre os jovens, e motiva a Igreja, perita em humanidade e fiel a sua missão, a anunciar incansavelmente e com profunda convicção, o Evangelho da Família”.

O relatório final tem uma visão bastante parecida a do relatório intermediário sobre a situação da família, mas também fixou o olhar nos testemunhos positivos de famílias, e também menciona os avós.

O relatório final também faz referência à importância da vida afetiva.

“O perigo individual e o risco de viver de forma egoísta são relevantes. O desafio da Igreja é ajudar os casais no amadurecimento de sua dimensão espiritual, e no desenvolvimento afetivo, através da promoção do diálogo, da virtude e da confiança no amor misericordioso de Deus”, lê-se no relatório final.

Em geral, os parágrafos baseados nas Sagradas Escrituras e que têm passagens de documentos do magistério tiveram amplo consenso entre os Padres.

O relatório final também enfatiza a necessidade de uma recepção positiva da “Humanae Vitae”, a encíclica de Paulo VI sobre o controle da natalidade, que ressaltou muitos aspectos positivos da vida familiar, e reafirmou a doutrina da Igreja.

A educação sempre foi um desafio prioritário, e foi destacada desde a publicação do documento de trabalho do Sínodo, e esta é a razão pela qual os dois últimos parágrafos das declarações finais se enfocam no tema.

O “desafio educativo” é um dos “desafios fundamentais das famílias”, e a Igreja “apoia as famílias, começando na iniciação cristã, através de comunidades de acolhida”.

“Hoje mais que antes, requer-se que a Igreja apoie os pais em seu compromisso educativo, acompanhando as crianças, adolescentes e jovens em seu crescimento, através de caminhos personalizados capazes de introduzi-los ao completo sentido da vida, e inspirando opções e responsabilidade, vividas à luz do Evangelho”, diz o relatório final.

Rumo a 2015

O relatório final mantém alguns pontos críticos do relatório intermediário, mas valoriza mais a experiência das famílias cristãs, e coloca em ação muitas mudanças acolhedoras.

Ainda assim, não pode ser considerado um documento definitivo. O Relatório final funcionará como “documento de trabalho” para o Sínodo dos Bispos de 2015, que é considerado a segunda parte de um único caminho sinodal sobre a família.

Só depois disso, o Papa emitirá a exortação post-sinodal, que iluminará sobre como a Igreja está chamada a enfrentar os desafios sobre a família hoje.

Vaticano: nem o Sínodo nem o Papa Francisco tomaram decisões doutrinais

(ACI).- Após uma série de notícias difundidas ontem sobre uma suposta mudança doutrinal da Igreja a respeito dos casais homossexuais, o site oficial de notícias da Santa Sé, News.va, assinalou nesta terça-feira que as discussões que têm lugar no Sínodo da Familia não são “doutrina nem normas definitivas”, e sim propostas para um documento de trabalho que será enviado às dioceses para preparar o Sínodo de 2015.

“Em resposta às reacções e discussões que se seguiram à publicação da Relatio post disceptationem, e ao facto de que, muitas vezes, lhe tem sido atribuído um valor que não corresponde à sua natureza, a Secretaria Geral do Sínodo reitera que este texto é um documento de trabalho, que resume as intervenções e o debate da primeira semana e, agora, é proposto à discussão dos membros do Sínodo reunidos nos Círculos menores, como previsto pelo Regulamento do mesmo Sínodo”, esclareceu o News.va.

Bispos em reunião matinal do sínodo da família, no Vaticano, nesta segunda-feira (13) (Foto: Gregorio Borgia/AP)

Bispos em reunião matinal do sínodo da família, no Vaticano, nesta segunda-feira (13) (Foto: Gregorio Borgia/AP)

“Acima de tudo, é importante recordar uma vez mais que o que se fala no Sínodo não é nem doutrina nem normas definitivas: não haverá ‘resultados’ do Sínodo, pois o Sínodo só está preparando um documento de trabalho que será discutido em todas as dioceses do mundo para preparar o sínodo de outubro de 2015”.

“Será este segundo Sínodo o qual apresentará uma série de recomendações ao Papa e ele aprovará o que considere melhor para o povo de Deus. Mas no momento, não há nada definitivo em nenhum sentido, por isso as notícias que atribuem tal ou qual decisão ao Papa ou ao Sínodo não são certas”, assinalou também o portal em sua edição em espanhol.

Nesse sentido, diante a confusão gerada nos fiéis, News.va convidou a procurar “informação de primeira mão sobre o sínodo” nos meios da Santa Sé.

Por sua parte, a Secretaria Geral do Sínodo –através do Pe. Federico Lombardi-, também advertiu que a “Relatio post disceptationem” recebeu da parte dos meios um valor que “não corresponde a sua natureza”. “Este texto –recordou-, é um documento de trabalho, que resume as intervenções e o debate da primeira semana e que agora será colocado em discussão por parte dos membros do Sínodo reunidos nos Círculos menores, segundo o previsto pelo próprio regulamento do Sínodo”.

O porta-voz vaticano indicou que o trabalho dos Círculos menores será apresentado à Assembleia na Congregação geral matutina da próxima quinta-feira, 16 de outubro.

Cardeal diz que acolhida aos gays não mudará valores da Igreja Católica

Para o arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno, o sínodo cujo tema é família é uma oportunidade para a Igreja avançar e lidar melhor com essas questões. (Foto: Carlos Santos/G1)

Para o arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno, o sínodo cujo tema é família é uma oportunidade para a Igreja avançar e lidar melhor com essas questões. (Foto: Carlos Santos/G1)

GLOBO.COM | O arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Raymundo Damasceno, afirmou em entrevista ao G1 que “acolher pessoas do mesmo sexo não significa aprovar suas escolhas”. O cardeal está no Vaticano participando do sínodo dos bispos e pediu, durante discurso na última quarta-feira (8), que a Igreja Católica acompanhe “situações familiares difíceis”, como considera no caso dos homossexuais.

“Somos chamados a acolher toda pessoa, porque é criatura de Deus. Sem fazer discriminações do ponto de vista étnico, religioso, sexual e moral. Mas isso não significa que estamos aprovando o que a pessoa faz. Para nós, o matrimônio é união entre homem e mulher em vista de uma comunhão total, para a geração da vida”, afirma.

Nessa segunda-feira (13), um documento do Vaticano declarou que os homossexuais têm “dons e qualidades a oferecer” e indagou se o catolicismo pode aceitar os gays e reconhecer aspectos positivos de casais do mesmo sexo..

Para Dom Raymundo, o sínodo extraordinário, que tem como tema a família, é uma oportunidade para que a Igreja possa avançar nestas questões e lidar melhor com elas. “Após este processo teremos orientações mais concretas para ajudar igrejas, paróquias a lidar com essas pessoas e ajudá-las de alguma forma”, avalia.

O cardeal também considera que a Igreja tem evoluído neste debate, uma vez que busca ouvir experiências vividas em pastorais, mas não deverá mudar seus valores básicos. “Esperamos que, neste processo sinodal, essas experiências sejam mais aprofundadas e partilhadas e a Igreja possa discernir e propor caminhos para que nas Dioceses, Paróquias e Comunidades se ofereça acompanhamento específico para pessoas homossexuais que procuram apoio”, disse.

A primeira etapa do sínodo, convocado pelo Papa Francisco, acontece desde o dia 5 de outubro e se estende até o próximo domingo (19) no Vaticano.