Cerimônia de traslado da relíquia de João Paulo II é realizada

No próximo sábado, 22 de outubro, será celebrada pela primeira vez na Igreja Católica a memória litúrgica do Beato João Paulo II. Em razão da data comemorativa, aconteceu na quinta-feira, 20, à tarde, na Capela do Hospital Pediátrico “Bambino Gesù”, em Roma, com a presença do secretário de Estado vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, a cerimônia de traslado da relíquia do novo beato pontífice.

O relicário contendo a amostra de sangue de João Paulo II, retirada dias antes de sua morte, será transportado de uma das instalações do “Bambino Gesù” para a capela do mesmo hospital. Lá ficará exposto para a veneração dos pequenos pacientes, seus familiares e funcionários.

A amostra de sangue do Papa João Paulo II foi conservada em quatro pequenos recipientes. Dois deles permaneceram à disposição do secretário particular do Papa João Paulo II, Cardeal Stanislaw Dziwisz; os outros dois ficaram no Hospital “Bambino Gesù”, devotamente guardados pelas freiras que ali trabalham.

Na cerimônia de beatificação de João Paulo II, o relicário com uma dessas ampolas restantes foi trasladado até o “Sacrário”, isto é, uma Capela das Relíquias que se encontra na Basílica vaticana. A ampola que ficará exposta, a partir de hoje, na Capela do Hospital “Bambino Gesù” é a última das relíquias do Papa Wojtyla.

As duas ampolas do sangue entregues ao Cardeal Dziwisz se encontram em Cracóvia, a cidade metropolitana onde o então Cardeal Karol Wojtyla foi bispo e de onde partiu para o conclave de 1978 que o escolheu como Papa. As mesmas também estão guardadas em um relicário. Um deles ficará permanentemente na Capela dedicada ao Beato Wojtyla, no Centro de João Paulo II no Santuário de Lagiewniki em Cracóvia. O outro ficou por alguns dias, no final de agosto passado, na Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, no México, o primeiro país visitado pelo Papa polonês.

Conforme comunicado emitido pelo porta-voz vaticano, Padre Federico Lombardi, no dia 26 de abril, um pouco antes da beatificação de João Paulo II, que aconteceu no dia 1º de maio, “o sangue se encontra ainda no estado líquido, circunstância que se explica pela presença de uma substância anticoagulante que estava nas provetas no momento da retirada do sangue”.

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