Casal se casa pela segunda vez

Quando a amor é guiado pelo Espírito Santo vemos coisas como essa. Um casal de Ipatinga-MG, meus amigos e tenho orgulho demais deles, casou-se pela segunda vez. Isso mesmo! Eles separam e casaram de novo. Ana Paula e Wilkerson se apaixonaram, casaram e depois se separaram. No entanto, como diz o velho ditado, “Deus escreve certo por linhas tortas”, eles reataram e depois do retorno buscaram não somente a união, mas o sacramento de Deus e suas bençãos para a vida a dois.

O legal desta linda história de amor, é a união familiar e seus valores. Graças ao amor que sentiam um pelo outro e a ajuda dos cunhados os dois puderam se entender e voltar a viver sua história. Leia a matéria linda que a repórter Patrícia Belo, do G1 dos Vales fez AQUI.

Casal casa duas vezes
Ana Paula e Wilkerson se recasaram e buscaram a benção de Deus para sua união. (Foto: Arquivo Pessoal)

 

Não é amor quando…

A Secretaria de Políticas para as Mulheres lançou a campanha de alerta aos relacionamentos abusivos, em ocasião ao Dia dos Namorados. Lembre-se de não deixar nada e nem ninguém lhe impor nada. Amor é dom. É gratuito. Não explora, agride – físico e verbal -, não prende. Ele liberta.

#NãoéAmorQuando 

Vamos publicar cards coloridos, infográficos, textos e vídeos. Vamos compartilhar!

Por que a Caridade é maior que a Fé e a Esperança?

Na liturgia de hoje, São Paulo nos apresenta a três aspectos, ou melhor, virtudes dos cristãos. Fé, Caridade e Esperança. Mas São Paulo enfatiza:

A maior delas é a caridade. (1 Cor 12, 13)

Por que a Caridade é a maior? Muitos ficaram e ficam com essa dúvida, afinal é preciso ter fé para seguir Jesus e esperança para caminhar nessa terra cheia de perseguições e abandonadores do Pai. Deixamos Deus em último plano eliminando nossa Fé e Esperança, bem como nossa Caridade.

CARIDADE
“Não devemos permitir que alguém sai de nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz” -Madre Teresa 

A Caridade é a maior por um motivo simples. Só e pode ter caridade se se tem amor. E amor é…

Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor. (1 João 4, 8b)

Deus é amor. Se a Caridade nasse do amor ela então vem de um só lugar: Deus. Se estamos com ele, praticamos e temos nossa fé e esperança. Essas duas últimas podem ser até mais fracas, mas não existem se tiver a caridade.

Quem exerce o bem alimenta a fé no outro e em Deus. Mesmo que não admita. Alimenta a esperança de um mundo melhor, pessoas melhores. De um paraíso. De um céu, que é dado de graça por Cristo a todos que o seguem.

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“A falta de amor é maior de todas as pobrezas.” – Madre Teresa

Por tudo isso, a Caridade é a maior. Sem amor, nada somos além de carne contra carne. Além de cascas vazias prontas para receber o mal que o mundo oferece.

Ame mais! Tenha caridade!

por Marquione Ban

Um ensinamento que Jesus nos deixou e nós ignoramos

Você tem vários caminhos. Eles podem te levar ao mesmo destino, mas a escolha é sua.
Você tem vários caminhos. Eles podem te levar ao mesmo destino, mas a escolha é sua.

Esta semana comecei a refletir sobre muitas coisas. Umas delas envolvia essa história de estado laico e também comportamentos sociais contemporâneos. Muito se fala. Muito se opina. E muitos tem a verdade encrustada em suas pronuncias. Ao menos pensam que tem. Mas o que isso tem há ver com os ensinamentos de Jesus? Tudo, meu caro padawan.

Comecemos pelo ensinamento que ignoramos: o livre arbítrio.

– Mas esse ensinamento é conhecido de todos. Deus nos deu. Como pode ter sido ensinado por Jesus?

– Explico.

O livre arbítrio nos foi dado por Deus desde nossa concepção. Se assim não fosse, não haveria fruto proibido no Jardim do Éden. Mas essa é outra história, um tanto quanto complicada. O que quero dizer é que temos nossas escolhas. Optamos por entrar ou não para o Reino de Deus, para a permanência do Pai, embora Ele queira todos consigo. Mas, ainda sim, podemos escolher.

Jesus nos ensinou muito sobre o livre arbítrio, pois ele mesmo pode escolher em obedecer ao Pai ou não. Em sua oração ele pediu que fosse afastado dele o cálice. Depois, em plena convicção e comunhão com o Pai disse: “Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres”. (Mt 26, 39). A vontade de Deus é que importa para Cristo. Ele nos ensina a obediência, o amor.

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– Mas nós podemos fazer o outro obedecer a força?

Essa é a questão. O livre arbítrio dado por Deus a nós nos impede de impormos qualquer coisa, pensamento ou atitude sobre o outro. A escolha é dele. Ele aceita ou não. Jesus nos ensinou o respeito a isso. Ele optou pela morte de cruz para nos salvar. Salvar até mesmo seu algozes.

A Bíblia não é uma arma.
A Bíblia não é uma arma.

Mais adiante, no mesmo evangelho, ele pede que evangelizemos todas as criaturas. Todos os homens. O que vejo hoje é que modificamos o conceito de evangelizar para “forçar a conversão”. Isso não deve acontecer. Por isso enfrentamos esse combate monstruoso aos valores cristãos. Lógico que há ação do encardido também no meio disso. Contudo, nossa confusão nos leva ao caos evangelístico. A crença de que se o estado não for laico ou os comportamentos modernos existirem o mundo acaba. Lembre-se, que é você, com tudo que ouviu e aprendeu de Jesus que escolhe seu caminho.

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Três dicas do Papa para fazer o casamento durar

Você deve estar pensando neste momento, “o que o Papa pode saber de casamento?”. Pois é, sabe e sabe muito. Afinal, ser sacerdote significa ser casado com a Igreja, com Cristo e sua causa. Como todo bom casamento tem de ter amor. Por isso a vocação sacerdotal é muito importante. E por isso também, a Igreja é tão rígida na formação de novos sacerdotes. Afinal, casamento é coisa séria. Um decisão que deve ser tomada com plena consciência pois é para toda a vida.

E como hoje em dia existe muito medo de tomar decisões definitivas, para toda a vida, como a de casar-se, pois as pessoas consideram impossível manter o amor vivo ao longo dos anos. São inculturadas numa ideia de casamento igual a passagem, pode se sair do caminho a qualquer hora. Devido a isso, o Papa Francisco falou sobre esse tema e nos convida a não nos deixarmos vencer pela “cultura do provisório”, pois o amor que fundamenta uma família é um amor para sempre.

Ter cortesia, agradecer e pedir perdão, são três dicas do Papa para o casamento durar.
Ter cortesia, agradecer e pedir perdão, são três dicas do Papa para o casamento durar.

O que entendemos por “amor”?

Antes de irmos às três dicas é preciso entendermos um pouco sobre o amor. Com a sabedoria e a simplicidade que o caracterizam, o Papa Francisco começa com um importante esclarecimento sobre o verdadeiro significado do amor, já que, diante do medo do “para sempre”, muitos dizem: “Ficaremos juntos enquanto o amor durar”.

Então, ele pergunta:

“O que entendemos por ‘amor‘? Só um sentimento, uma condição psicofísica? Certamente, se é assim, não se pode construir nada sólido. Mas se o amor é uma relação, então é uma realidade que cresce, e também podemos dizer, por exemplo, que se constrói como uma casa. E a casa é construída em companhia do outro, não sozinhos! Não queiram construí-la sobre a areia dos sentimentos, que vão e vêm, mas sim sobre a rocha do amor verdadeiro, o amor que vem de Deus.”

“O matrimônio é um trabalho de ourivesaria que se constrói todos os dias ao longo da vida. O marido ajuda a esposa a amadurecer como mulher, e a esposa ajuda o marido a amadurecer como homem. Os dois crescem em humanidade e esta é a principal herança que deixam aos filhos”, acrescenta o Papa.

Três palavras mágicas para fazer o casamento durar

Papa esclarece que o “para sempre” não é só questão de duração. “Um casamento não se realiza somente se ele dura, sua qualidade também é importante. Estar juntos e saber amar-se para sempre é o desafio dos esposos.”

E fala sobre a convivência matrimonial: “Viver juntos é uma arte, um caminho paciente, bonito e fascinante (…) que tem regras que se podem resumir exatamente naquelas três palavras: ‘posso?’, ‘obrigado’ e ‘desculpe’”.

  1. Ter cortesia

“‘Posso?’ é o pedido amável de entrar na vida de alguém com respeito e atenção. O verdadeiro amor não se impõe com dureza e agressividade. São Francisco dizia: ‘A cortesia é a irmã da caridade, que apaga o ódio e mantém o amor‘. E hoje, nas nossas famílias, no nosso mundo amiúde violento e arrogante, faz falta muita cortesia.”

  1. Agradecer

“Obrigado’: a gratidão é um sentimento importante. Sabemos agradecer? (…) É importante manter viva a consciência de que a outra pessoa é um dom de Deus, e aos dons de Deus diz-se ‘obrigado’. Não é uma palavra amável para usar com os estranhos, para ser educados. É preciso saber dizer ‘obrigado’ para caminhar juntos.”

  1. Perdoar

“‘Desculpe’: na vida cometemos muitos erros, enganamo-nos tantas vezes. Todos. Daí a necessidade de utilizar esta palavra tão simples: ‘desculpe’. Em geral, cada um de nós está disposto a acusar o outro para se desculpar. É um instinto que está na origem de tantos desastres. Aprendamos a reconhecer os nossos erros e a pedir desculpa. Também assim cresce uma família cristã.”

Nunca devem terminar o dia sem pedir perdão pelos erros
Nunca devem terminar o dia sem pedir perdão pelos erros

Finalmente, o Papa acrescenta, com bom humor: “Todos sabemos que não existe uma família perfeita, nem o marido ou a mulher perfeitos. Isso sem falar da sogra perfeita…”.

E conclui: “Existimos nós, os pecadores. Jesus, que nos conhece bem, ensina-nos um segredo: que um dia não termine nunca sem pedir perdão, sem que a paz volte à casa. Se aprendemos a pedir perdão e a perdoar aos outros, o matrimônio durará, seguirá em frente.”

“Deixai vir a mim as criancinhas, pois delas é o reino dos céus” (Lucas 18, 16)

Durante uma ordenação diaconal quando o eleito se despojava em total entrega ao Senhor, uma criança vai até o eleito e repete o mesmo gesto. Despojar-se de todo o mal e de toda falta de amor que habita o ser humano adulto. Sejamos como os pequeninos.

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Imagem retirada do Facebook. 

Cine O Anunciador Especial: “A história do Nascimento”

Nasceu Jesus, o Salvador. Para celebrar esse grande presente de Deus em nossa vida, O Anunciador apresenta um comovente filme que narra a história do nascimento de Jesus. Um drama focado no período de dois anos em que Maria e José partiram de Nazaré e fizeram sua jornada rumo a Belém para o nascimento de Jesus, enfrentando provações para o seu amor, para a sua esperança e, principalmente, para a sua fé.

Vale a pena conferir. Feliz Natal!!

Nossas queixas, nossos problemas são realmente dificuldades?

Esse vídeo faz com nós que temos melhor condições de vida pensemos em nossos problemas e se de fato eles são dificuldades. A desigualdade do mundo é enorme. Vejo sempre governos aprovando orçamentos gigantescos com guerras (EUA), outros com salários elevados dos políticos (Brasil), outros ainda para salvam bancos (UE). E as pessoas? Quando vamos salvá-las?

Sei que não precismos ir longe nos exemplos como o vídeo. Perto da gente tem várias pessoas assim. É hora de fomentarmos a caridade como ação maior do homem. Quem a prática ama e quem ama obedece a Deus em seu mandamento maior: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”(João 15, 12).

Viva a Nossa Senhora da Piedade!!! 9º Dia da Novena

Iniciemos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém

Oração a Nossa Senhora da Piedade
Padroeira de Minas Gerais

Santíssima e Imaculada Virgem Maria, Mãe da Piedade, Padroeira e Senhora nossa, / recorro à vossa proteção, / e a vós consagro minha vida, de discípulo(a) missionário(a).

Em vosso coração, Mãe Compassiva, deposito, agora, confiante, minhas súplicas e necessidades.

(silêncio para fazer pedido de graça) 

Alcançai-me o que vos peço; guardai-me na paz, livre de perigos e ciladas, comprometido com a justiça, exemplar na solidariedade, para que o mundo creia e se abra ao amor de Deus, Pai, Filho e Espírito Santo.

Amém!


Vamos agora nos consagra a Maria, mãe da piedade.

Consagração à Nossa Senhora da Piedade 
Padroeira de Minas Gerais

Santíssima e Imaculada Virgem Maria, Mãe da Piedade, Padroeira e Senhora nossa, recorremos à vossa proteção, e vos consagramos nossa vida, de discípulos(as) missionários(as).

No alto da Serra da Piedade, magnífica arquitetura divina, herança nossa que vamos sempre preservar e defender, pusestes vossa casa de clemência e bondade, Santuário Estadual de Minas Gerais; em Vossa Imagem veneranda, nos ensinais o amor infinito de Jesus, Filho Amado, que dá sua vida para que todos tenham vida, ensinando-nos a depositar em Deus Pai toda nossa confiança, dóceis à ação amorosa e terna do Espírito Santo.

Intercedei a Deus por nós, e inspirai o caminho missionário da Igreja de vosso Filho Jesus; protegei nossas famílias, para que floresçam como Escolas do Amor, Santuários da vida, de virtude e dignidade.

Ensinai os governantes, os construtores da sociedade e os representantes do povo, a serem autênticos servidores, defensores dos direitos e promotores da justiça.

Cuidai dos pobres, aflitos e sofredores. Acompanhai os jovens e as crianças, e sustentai os enfermos, os irmãos e irmãs mais velhos.

Assisti os sacerdotes, religiosas e consagrados, evangelizadores e missionários, e seu empenho seja fecundo, para que  se multipliquem os operários da messe do Senhor.

Alcançai-nos o que vos pedimos, Senhora da Piedade, e guardai-nos na paz, livres de perigos e ciladas comprometidos com  a justiça; exemplares na solidariedade, para que o mundo creia e se abra ao amor de Deus Pai, Filho e Espírito Santo.

Amém!


Lembrai-vos
Oração de S. Bernardo a Nossa Senhora

Lembrai-vos ó piedosíssima Virgem Maria que

nunca se ouvir dizer que algum daqueles que tendo
recorrido à vossa proteção, implorado à vossa
assistência e reclamado o vosso socorro, tenha sido
por vós desamparado.

Animado com igual confiança a vós recorro ó
Virgem das Virgens.

E gemendo sob o peso dos meus pecados, me
prosto a vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas,
ó Mãe do Verbo encarnado, mas dignai-vos de as ouvir propícia
e de me alcançar o que vos peço.

Amém!

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém

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História de Nossa Senhora da Piedade ou Nossa Senhora das Dores

“Quero ficar junto à cruz, velar contigo a Jesus e o teu pranto enxugar!”

Assim, a Igreja reza a Maria neste dia, pois celebramos sua compaixão, piedade; suas sete dores cujo ponto mais alto se deu no momento da crucifixão de Jesus. Esta devoção deve-se muito à missão dos Servitas – religiosos da Companhia de Maria Dolorosa – e sua entrada na Liturgia aconteceu pelo Papa Bento XIII.

A devoção a Nossa Senhora das Dores possui fundamentos bíblicos, pois é na Palavra de Deus que encontramos as sete dores de Maria: o velho Simeão, que profetiza a lança que transpassaria (de dor) o seu Coração Imaculado; a fuga para o Egito; a perda do Menino Jesus; a Paixão do Senhor; crucifixão, morte e sepultura de Jesus Cristo.

Nós, como Igreja, não recordamos as dores de Nossa Senhora somente pelo sofrimento em si, mas sim, porque também, pelas dores oferecidas, a Santíssima Virgem participou ativamente da Redenção de Cristo. Desta forma, Maria, imagem da Igreja, está nos apontando para uma Nova Vida, que não significa ausência de sofrimentos, mas sim, oblação de si para uma civilização do Amor.

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

Pensamentos………..

Nós não temos como pagar a Deus para obtermos o perdão dos nossos pecados, de modo que merecemos a paga pelos mesmos que é a morte. Mas o amor misericordioso de Deus não permite que nenhum dos seus filhos e filhas seja entregue à morte, de modo que a verdadeira paga pelos nossos pecados foi a obediência de Jesus, amando-nos até o fim e, assim, apesar dos nossos pecados, temos a eterna aliança com ele. Desse modo, Deus nos dá o exemplo do verdadeiro perdão, nos ensinando que tudo devemos fazer para restaurar a unidade perdida por causa dos males que as pessoas comentem contra nós.

O amor pode acabar?

Dom Redovino Rizzardo, cs

Bispo de Dourados – MS

Quando tempo pode durar o casamento? Ou ainda, quando é que ele começa a desmoronar? Até há pouco, pensava-se que as primeiras crises chegassem depois de sete anos de “feliz” convivência. Em seguida, o tempo se abreviou, e o prazo de sua validade foi reduzido para cinco anos. Ultimamente, um levantamento feito pela Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, com aproximadamente 10.000 casais, descobriu que o amor não sobrevive mais de três anos – dado que coincide com outro estudo feito no Reino Unido, entre 2.000 casais.

«Paixão eterna só existe na ficção», afirma o psicólogo Bernardo Jablonksi, autor do livro: “Até que a vida nos separe: a crise do casamento contemporâneo”. Contudo, as diversas separações que ele atravessou podem provir do fato de ter identificado o amor com a emoção: «Na paixão, você sofre, deixa de se alimentar, não consegue dormir. Não poder durar!».

Dessa confusão não escapa outro psicólogo de renome, Aílton Amélio. Fundamentado no princípio de que tudo na vida precisa ser alimentado para não morrer, ele conclui: «O amor pode terminar, porque precisa ser nutrido por fatos. É como andar de motocicleta: se parar, cai».

Apesar da dificuldade de distinguir as coisas, o cineasta Roberto Moreira consegue descortinar uma luz no fundo do túnel: «O amor pode ser eterno, mas a probabilidade é pequena. Relacionamento que dure mais de dez anos é um sucesso». Referindo-se ao seu filme “Quanto dura o amor?”, lançado em 2009, Moreira apresenta a solução do enigma: «Talvez o melhor título fosse “Quanto dura a paixão?”, porque o amor só existe quando o parceiro deixa de ser uma projeção nossa».

Como já se tornou lugar-comum afirmar, amor é a palavra mais inflacionada do planeta. Diz tudo e não diz nada! Pode ocultar um egoísmo tão atroz que seu fruto é o desespero e a morte.

Contudo, para os cristãos, sua realidade resplandece como o sol. Quem encontrou seu pleno significado foi o evangelista São João. Por que ele é o único dos apóstolos que, por mais vezes, se declara o “discípulo amado” por Jesus? A resposta é simples e… deslumbrante: porque foi ele quem escreveu a página mais comovedora da Bíblia e fez a descoberta mais revolucionária da história: «Deus é amor. Quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus permanece nele» (1Jo 4,16).

Mas, o que é o amor? Eis a resposta de São João: « Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em nos ter enviado ao mundo o seu Filho único, para que vivamos por ele. O amor consiste no seguinte: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e nos enviou o seu Filho para nos libertar de nossos pecados» (1Jo 4,9-10).

Para São João, amar é dar o que de melhor existe no coração humano – sem dúvida, fruto do sacrifício – para que a pessoa que está ao lado tenha uma vida digna e plena. Assim como faz Deus, que oferece o que de mais precioso tem: seu filho Jesus.  Amar é sair de si mesmo, é esvaziar-se de seus interesses para que o outro se liberte e se promova, em seu sentido mais verdadeiro e profundo. Por isso, o amor exige autodomínio e heroísmo, ao pedir que nos coloquemos diante de cada pessoa sem levar em conta as emoções, as mágoas, os apegos e os preconceitos que se aninham em nosso coração. Amar é tomar sempre a iniciativa: «Não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho».

O amor humano, embora bonito, misterioso e arrebatador, não é suficiente para preencher o espírito humano. Se é indispensável para iniciar um casamento, é insuficiente para mantê-lo de pé a vida inteira: «O fato de sermos amados por Deus enche-nos de alegria. O amor humano encontra sua plenitude quando participa do amor divino, do amor de Jesus que se entrega solidariamente por nós em seu amor pleno até o fim» (Documento de Aparecida, 117).

O que pode acabar – às vezes, com uma rapidez tão espantosa que se transforma em seu contrário – é a emoção, o sentimento, a emotividade. Mas o amor verdadeiro nunca termina, simplesmente porque se identifica com Deus. Nessa simbiose divina, ele passa a ter a fisionomia de Deus: paciente e prestativo, humilde e perseverante, misericordioso e gratuito: «Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta» (Cf. 1Cor 13,4-7).

A eucaristia e o ‘amor primeiro’

Estamos na semana da festa de Corpus Christi, celebração litúrgica do “corpo de Cristo entregue e do sangue derramado por nós”. É a solene comemoração do amor do Filho de Deus, que deu a vida para nos salvar.

1) Na Quinta-Feira Santa recordamos a última ceia, na qual Jesus instituiu o Sacrifício da Nova Aliança e a selou com seu próprio sangue, aceitando a morte violenta na cruz. O apóstolo João faz a apologia desse “amor primeiro” pelo qual Jesus Cristo -antes de qualquer resposta de nossa parte- entregou-se a Deus pai por nós (1 Jo 4,8). A ênfase litúrgica é colocada no amor de Cristo por nós. “Não há maior amor do que dar a vida pelo amado” (Jo 15, 13).

2) Na festa do “corpo de Cristo” louvamos a Deus pelo grande dom da eucaristia. Um aspecto primordial nessa celebração é a resposta da nossa parte à doação do salvador. “Deu a vida por nós”, diz são João, que conclui: “Também nós devemos dar a vida pelos irmãos” (1 Jo 3,16). Amor com amor se paga. Assim, a mensagem e o significado do “corpo entregue de Cristo” é a descoberta de que, ao amor gratuito e “primeiro” de Deus para conosco, deve corresponder o nosso “amor primeiro” aos irmãos: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amo” (Jo 13,35). Entrar em comunhão com Cristo pela eucaristia é imitar o divino salvador e comprometer-se em empenhar-se a fim de que todos tenham vida.

3) Em cada celebração eucarística, estamos pedindo a Deus que nos auxilie a cumprir o mandamento da nova lei, amando “primeiro” -com plena gratuidade- aos irmãos, a começar dos mais necessitados. A eucaristia é, assim, fonte de doação fraterna e tende a se expressar em gestos de solidariedade e partilha, lançando, ainda nesta vida, as bases para um tipo novo de sociedade, marcada pela justiça, concórdia e paz.

4) Concentra-se, portanto, na eucaristia um enorme potencial de doação e serviço ao próximo, nascido do mandamento do amor, que deveria dinamizar cada um de nós e a comunidade cristã para atender às necessidades espirituais e materiais do nosso povo. Nessa perspectiva insere-se o trabalho de evangelização como forma de aproximação mais pessoal, como visitas domiciliares, roteiros de reflexão para grupos de famílias, catequese crismal para os jovens, cursos de teologia para leigos, preparação e acompanhamento de casais, diálogo ecumênico e inter-religioso.

Na mesma vontade de servir vão as comunidades descobrindo como ir ao encontro das situações de injustiça social e pobreza. Crescem a consciência da cidadania e o compromisso político como forma qualificada do amor cristão. Entre as iniciativas imediatas mais frequentes, intensificam-se as atividades da Pastoral das Crianças, os cuidados para deficientes, enfermos e idosos. Recente é o método de atendimento em família aos portadores de HIV. Várias comunidades, neste ano, criaram bancos de emprego, recebendo pedidos e habilitando candidatos. Há união de esforços para construção de casas em mutirão, assentamento de famílias, organização de trabalhos artesanais e distribuição de alimentos, roupas e remédios.

São formas de expressar a fraternidade cristã e de promover o bem comum que nascem do zelo em imitar o coração de Jesus realmente presente na eucaristia. O corpo entregue e o sangue derramado de Cristo permanecem para sempre como o grande exemplo de amor a ser seguido. São também o alimento que nos fortalece a fim de sermos capazes de cumprir a missão de tornar visível no mundo de hoje o amor primeiro que o Espírito Santo em nós infunde.

Dom Luciano Mendes de Almeida, SJ


Diversidade sexual

Por Dom Eduardo Benes
Arcebispo de Sorocaba (SP)

Começo a presente reflexão com duas citações. A primeira: “quem nunca meteu a mão em alguma namorada”, foi mais ou menos esta a declaração de Bruno, então goleiro do Flamengo, para defender seu colega Adriano, acusado na ocasião de violência contra sua namorada. A segunda: “quem não teve uma namoradinha que teve que abortar”, esta do governador do Rio, Sérgio Cabral, governador do Rio.

Passo agora à consideração sobre algumas afirmações do Dr. Dráuzio Varela em artigo, publicado na Imprensa local sobre “Violência contra homossexuais”. A tese de fundo é que a frequência dos fatos constitui o costume e o costume institui o direito. Assim: “Não há descrição de civilização alguma que não faça referência à existência de mulheres e homens homossexuais. Apesar dessa constatação, ainda hoje esse tipo de comportamento é chamado de antinatural”.

Imagine leitor (a), a ampliação desse argumento aplicado à pedofilia e aos outros crimes em geral. Logo a seguir o Dr. Dráuzio coloca em cheque o conceito de lei natural: “os que assim julgam partem do princípio de que a natureza (ou Deus) criou órgãos sexuais para que os seres humanos procriassem; portanto, qualquer relacionamento que não envolva pênis e vagina vai contra ela (ou Ele)”. Logo depois amplia seu raciocínio voltando ao princípio de que os costumes se justificam por si mesmos, colocando no mesmo patamar de dignidade o beijo erótico e o sexo anal entre heterossexuais.

É claro que o sentido maior da existência de haver macho e fêmea nas espécies animais, com pênis e vagina, é a procriação. Criado que fui na “roça”, pude observar que o “costume” dos irracionais – porco, gado, equinos, caprinos e outros, – é de só “fazerem sexo” quando a fêmea entra em cio, que é uma função biológica ligada à maturação do óvulo na fêmea. Nunca vi um par de irracionais do mesmo sexo, machos ou fêmeas, em real coito e, muito menos em união estável. Um casal de humanos, que tenha vivido uma vida sexual digna, em sincero amor, se gerou filhos, haverá de dizer que o melhor que o sexo lhes ofereceu foi a graça dos filhos e de uma amizade consolidada.

Este, – o aprofundamento do amor e a consolidação da amizade -, constitui também uma dimensão fundamental da vivência matrimonial de modo a justificar a vida sexual também de pessoas eventualmente estéreis. Não deixará, entretanto, de ser fecundo o amor de um casal nessas condições, porque os dois poderão adotar filhos ou se empenhar no serviço à comunidade humana.

É necessário ainda afirmar que, mesmo na vida matrimonial, a vivência sexual deve respeitar o sentido da sexualidade humana, no que deve ser levada também em conta a anatomia do sexo. O amor e o respeito devem estar presentes nesse que constitui o mais envolvente dos abraços entre um homem e uma mulher. Se a busca do prazer, mesmo pactuado, for a razão primeira da relação, ou seja, se a relação não for presidida por uma amor sincero, haverá nela um vazio de dignidade que progressivamente levará ao esvaziamento a união do casal. Não é por acaso que se multiplicam os divórcios nessa cultura hedonista, onde os costumes, mesmo os maus costumes, se tornam direitos. O argumento de que se constatou, em “muitas” espécies animais, práticas homossexuais é inútil, pois carece de maior esclarecimento. As exceções, sobretudo as do mundo dos bichos, não podem servir para justificar as práticas humanas.

A fidelidade dos casais de cisnes, embora não constitua argumento a favor da indissolubilidade do matrimônio, é um belo símbolo do significado do amor que une um casal. Por fim, o Dr. Dráuzio deixa escapar, em seu artigo, uma pitada de bom senso, ao afirmar: “Não sejamos ridículos, quem escolheria a homossexualidade se pudesse ser como a maioria dominante? Se a vida já é dura para os heterossexuais, imagine para os outros.”

O adjetivo “dominante” é desnecessário, por insinuar que a questão é meramente cultural. Estou de acordo que a homossexualidade é uma condição sobre a qual a pessoa quase sempre não tem responsabilidade Outra coisa, entretanto, é o homossexualismo. Este se refere ao comportamento sexual vivido. A moral cristã propõe como forma humanizante de lidar com a sexualidade a virtude da castidade pela qual o sexo se inscreve no horizonte do amor. Nesse sentido seria discriminação considerar a pessoa com tendência homossexual incapaz de autodomínio, reduzindo-a à sua própria tendência.

O respeito e o amor às pessoas com configuração homossexual, qualquer que seja sua condição existencial, são de fundamental importância para a paz na família e na sociedade. Ajudá-las a se integrarem com dignidade na vida da Igreja e da sociedade é nossa missão de pastores. Mas é nossa missão também ensinar que matrimônio é a união estável entre homem e mulher a quem, por primeiro, cabe a missão de gerar e educar os filhos.

fonte CNBB

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