Artista argentino transforma Barbie e Ken em Jesus e Maria

Sacrilégio, heresia, desrespeito. São adjetivos que podem ser usados nestes caso. Dois artistas argentinos fizeram o que chama de art pop com as imagens de Jesus Cristo, Maria, São Roque e também Buda e Iemanjá estão entre os vários símbolos religiosos. Eles usaram os bonecos Barbie e Ken para retratar em imagens os “personagens religiosos”.  As chamadas obras de arte com jeito de brinquedo fazem parte da série “Barbie – A Religião de Plástico”, dos artistas Pool & Marianella.

Composta por ícones do cristianismo, islamismo, budismo e outras religiões, a coleção será apresentada ao público a partir de outubro em uma exposição no museu e galeria Popa, em Buenos Aires. Muitos religiosos têm criticado o trabalho dos artistas nas redes sociais. Eles apontam para o tom de sátira – e não de homenagem – que as obras carregam.

Na página da dupla no Facebook, eles deixam claro o tom questionador do trabalho. “Em um mundo que nos valoriza por pensar, agir e sentir de forma igual, Marianela e Pool se rebelam, mostrando-se ao mundo de forma diferente. Eles usam o humor para enfatizar a sua desconexão com o universo histórico, político e religioso“, diz a apresentação dos artistas.

Veja algumas fotos dos bonecos:

Dois Papas intercedem por uma final inédita em Copas do Mundo

FranciscoBXVI_LOssevatoreRomanoANSA(ACI/EWTN Noticias).- O jornal da Santa Sé, L’Osservatore Romano (LOR), não descarta uma final da Copa do Mundo de 2014 seja entre a Argentina e Alemanha, uma partida histórica onde se enfrentariam as nações de dois Papas.

O Mundial o Brasil 2014 “poderia dar-nos de presente uma final Argentina x Alemanha”, diz a publicação vaticana e afirma que essa possibilidade “entraria para da história do futebol” por ser o confronto inédito de dois países de onde vêm simultaneamente o Papa e o Papa Emérito.

“Se pensarmos bem, poderia ocorrer que uma final do Mundial entre para a história pela peculiaridade de seus torcedores. Por exemplo, como quando Barack Obama que tomou uma foto no Air Force One enquanto via a partida entre os Estados Unidos e a Alemanha… e se a ideia do enfrentamento entre o Papa Francisco e Guarda a Suíça inflamou a vigília da partida Argentina X Suíça, poderia ocorrer que a verdadeira surpresa chegue com os torcedores especiais da final do Mundial”, acrescenta referindo-se ao Pontífice e o bispo emérito de Roma. Ambos amantes do futebol.

Segundo o jornal da Santa Sé, Alemanha foi até agora a equipe mais limpa do Mundial “com apenas 37 faltas cometidas durante quatro partidas… Logo estão as fontes históricas”. Por outro lado, os argentinos, continua o LOR, “devem ainda compreender se são ‘Messi-dependentes’ e, neste caso, pensar até que altura ele poderá leva-los no campeonato”.

O jornal da Santa Sede propõe ainda a seleção costa-riquenha como “a verdadeira surpresa do Mundial”. “a Costa Rica já pode orgulhar-se de ser a equipe revelação do Brasil 2014 e não só isso, porque obteve a máxima posição na história do futebol costa-riquenho ao chegar às quartas de Final, e além disso entrou na classificação quando era a zebra do único grupo que reunia três nações vencedoras de mundiais: Itália, Inglaterra e Uruguai”, assegura.

No Brasil tudo está preparado para o espetáculo. As quartas de Final começam no dia 4 de julho com o enfrentamento entre Brasil e Colômbia, logo apóa a Alemanha x França. No dia seguinte segue o enfrentamento pelas quartas de final entre a Costa Rica x Holanda, e Argentina x Bélgica.

No momento, o jornal da Santa Sé não se atreve a apostar por um ganhador, mas assegura que esta edição do Mundial 2014 “será uma surpresa”.

Messi e Swastaiger
Messi e Swastaiger

Papa completa hoje 44 anos de sacerdócio

Papa_Francisco_13_noviembre_ACI_Prensa(ACI/EWTN Noticias).- Em 13 de dezembro de 1969, quatro dias antes de cumprir 33 anos de idade, o jesuíta Jorge Mario Bergoglio, hoje Papa Francisco, foi ordenado sacerdote pelo Arcebispo Emérito do Córdoba (Argentina), Dom Ramón José Castellano.

Aquele 13 de dezembro foi um sábado, véspera do terceiro domingo de Advento. Na liturgia da Igreja, este dia é conhecido como o domingo Gaudete ou Domingo da Alegria, para muitos a característica mais marcante do Pontificado do Papa Francisco.

Em seus primeiros anos como sacerdote, Jorge Mario Bergoglio continuou sua formação como jesuíta entre 1970 e 1971 na Espanha. Em 22 de abril de 1973 emitiu seus compromissos perpétuos na Companhia de Jesus.

RETORNO A ARGENTINA

Quando retornou à Argentina foi professor na faculdade de teologia San José na localidade de San Miguel (nos subúrbios de Buenos Aires), reitor do Colégio Jesuíta e, à idade de 36 anos, foi designado Provincial dos jesuítas da Argentina.

O Papa, que desde cedo no seu ministério esteve envolvido no apostolado juvenil compartilhou algumas reflexões sobre o tema na Jornada Mundial da Juventude Rio 2013 na missa com sacerdotes, religiosos e seminaristas na Catedral do Rio de Janeiro no Sábado, 27 de julho:

“Muitos de vocês, queridos bispos e sacerdotes, senão todos, vieram acompanhar seus jovens à Jornada Mundial. Eles também ouviram as palavras do mandato de Jesus: «Ide e fazei discípulos entre todas as nações». É nosso compromisso de Pastores ajudá-los a fazer arder, no seu coração, o desejo de serem discípulos missionários de Jesus.

“Ajudemos os jovens. Estejam os nossos ouvidos atentos para escutar as suas ilusões – tem necessidade de ser escutadas –, para ouvir os seus sucessos, para ouvir as suas dificuldades. É preciso sentar-se, talvez escutando o mesmo relatório mas com uma música diversa, com identidades diferentes. A paciência de escutar: isto lhes peço com todo o coração. No confessionário, na direção espiritual, no acompanhamento. Saibamos perder tempo com eles. Semear custa e cansa; cansa muitíssimo! É muito mais gratificante alegrar-se com a colheita! Vejam a nossa esperteza! Todos nos alegramos mais com a colheita, e todavia Jesus nos pede para semear, e semear com seriedade”.

“Não poupemos forças na formação da juventude!”, concluía o Papa Bergoglio.

Papa diz que trabalhou como segurança de boate antes de se tornar padre

Antes do sacerdócio, Papa Francisco trabalhou como segurança de boate na Argentina. O próprio Pontífice revelou a fiéis que era do tipo ‘durão’ e expulsava baderneiros.

Hoje a missão mais importante do Papa, depois de pastorear toda a Igreja, é limpá-la dos baderneiros que insistem em destruí-la. A Reforma da Cúria é seu objetivo.

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A agressão não pode ser um ato de fé, diz o Papa sobre incidente na catedral argentina

(ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco recebeu seis membros do Comitê Latino-americano de Líderes Religiosos de Religiões pela Paz, e reiterou sua condenação ao antissemitismo, assinalando que “a agressão não pode ser um ato de fé”, em referência à agressão verbal de um grupo de pessoas identificadas como lefebvristas contra os judeus que em 12 de novembro foram à Catedral de Buenos Aires para comemorar mais um ano da ‘Noite dos Cristais Quebrados’.

“A prédica da intolerância é uma forma de militância que deve ser superada”, acrescentou o Pontífice. Estas palavras foram valorizadas pelo diretor executivo do Congresso Judeu Latino-americano (CJL), Claudio Epelman, que participou do encontro e destacou que “o Papa nunca deixa de nos surpreender com a sua sensibilidade e o profundo interesse que mostra pelos seus interlocutores”.

“Com este encontro, o Papa manifestou, mais uma vez, o seu firme compromisso pessoal para com a construção de pontes entre as religiões e para trabalhar junto a todos nós para assegurar a paz”, destacou.

Além do diretor executivo do CJL, também participaram o Arcebispo de Aparecida (Brasil), Cardeal Raymundo Damasceno; assim como o argentino Mohamad Hallar, da Organização Islâmica para a América Latina; o venezuelano Samuel Olson, da Aliança Evangélica Latino-americana; Felipe Adolf, presidente da Conferência Latino-americana das Igrejas Protestantes; e o peruano Elias Szczytnicki, secretário de Religiões pela Paz.

Em 12 de novembro, um grupo de pessoas identificadas como “lefebvristas” tentou impedir a cerimônia, rezando o Terço e o Pai-nosso aos gritos, com uma atitude provocadora, a comemoração pelos 75 anos do pogrom alemão conhecido como “Kristallnacht”, que deu início à perseguição e extermínio dos judeus no regime nazista.

Saiba mais sobre o incidente AQUI.

Os manifestantes, na sua maioria jovens acompanhados por dois sacerdotes e adultos, também distribuíram folhetos com a frase: “Fora adoradores de deuses falsos do templo santo”.

Logo decidiram abandonar a Catedral para permitir o início da comemoração com a presença do Arcebispo de Buenos Aires, Dom Mario Poli, o rabino Abraham Skorka e representantes de outras confissões cristãs. É preciso lembrar que quando o Papa era cardeal de Buenos Aires não incentivava essa celebração como fazia parte dela.

Opinião

No link acima a  vocês vão leram uma matéria um tanto quanto tendenciosa. Confesso que estou em favor do Santo Padre. E penso que a atitude dos jovens e dos dois sacerdotes são fundamentalista. Não levam à nada. Apenas ao ódio mutuo.

Temos de ter zelo pelo caso de Deus. Sei que muitos a usam de modo profano e para eventos profanos. Mas seria um evento pela paz profano? A presença de judeus também profanariam o templo? Diante estes questionamentos só me pergunto uma coisa, por que Cristo acolheu os samaritanos?

O fundamentalismo nos leva a morte de fé. Quando fundamentamos nossa fé na fé de Jesus Cristo veremos que não está contra ele está a seu favor também.

Enquanto isso na Argentina… “Beijo gay em novela causa alvoroço”

Tirem suas conclusões, mas a minha é que infelizmente não demora muito acontecer isso em nossa nação. Todo novela sempre tem um casal homoafetivo. Além do que, a pressão do movimento gayzista tem crescido cada vez mais. Infelizmente a naturalidade das relações humanas tem sido mudada a vontade de poucos e desinformação de muitos. Oremos por todos nós.

Leia parte do texto

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BBC | A cena ainda nem foi ao ar, mas já causa alvoroço na Argentina. A expectativa em torno do beijo entre dois homens casados na novela Farsantes, do Canal 13, virou um dos temas mais comentados nas redes sociais no país.

Os comentários refletem a polêmica em torno da questão. Um dos usuários do Twitter disse se tratar de uma “flor de novela” (ótima novela, em tradução livre). Outro disse sentir “asco, asco, asco”.

A cena também ganhou destaque na imprensa. “A primeira vez e o encontro sexual entre Guillermo e Pedro”, era uma das manchetes do site Infobae. A notícia ficou também entre as mais lidas no site do Clarín.

Na trama, da produtora Polka, de Buenos Aires, o ator argentino Julio Chávez e o ator chileno Benjamin Vicuña representam dois advogados casados e que se apaixonam pela primeira vez por um homem.

Chávez é Guillermo, de 50 anos, casado, pai de um filho e dono de um escritório de advocacia. Já Vicuña é um advogado criminalista jovem e com a mulher grávida.

Na trama, Guillermo já teve suas saídas com homens, mas de forma fugaz. Só que é a paixão pelo jovem advogado que o faz se separar da mulher.

Continue lendo AQUI ou não.

Francisco da Igreja: São Francisco Solano

Sem título-1Em meio à inóspita floresta sul-americana, um frade franciscano de fins do século XVI contempla alguns sonoros passarinhos cujas plumagens coloridas pontilham o verde da vegetação. Além dos graciosos gorjeios, ouve-se apenas o murmúrio da borbulhante fonte próxima. Essa agradável consonância logo faz aflorar seu aguçado pendor musical. Levando ao ombro o violino que traz consigo, começa a acompanhar com o arco e as cordas a harmonia da natureza.

O súbito sibilar de uma flecha que passa rente ao violinista faz cessar a melodia. Ele recolhe o instrumento, olha serenamente ao redor e percebe a pouca distância, dissimulado entre as ramagens, um indígena de grandes e escuros olhos. O disparo havia sido o aviso do iminente ataque dos nativos da região, incomodados pela incursão daquele estranho em seu território.

Entretanto, a fisionomia do franciscano logo se ilumina, denotando a satisfação própria de alguém que encontra quem há muito procurava. Depõe o violino sobre uma pedra, caminha resoluto em direção ao índio e o abraça com grande afeto. Desconcertado ante tão inusitada atitude, este permanece imóvel. Em sua alma, porém, sente um misto de paz, alegria e desejo de conhecer algo que se lhe afigura como sublime e inefável. E se comove.

Esse providencial encontro marcava o início da conversão de mais uma tribo da província de Tucumán, na Argentina.

O mesmo franciscano já atraíra à verdadeira Religião milhares de nativos que o consideravam como pai, “tinham nele grande fé, o respeitavam e veneravam, reconhecendo-o como santo”.1 Sua compleição esquálida, indicadora do rigor das mortificações impostas a si mesmo, contrastava com um cativante sorriso, sinal exterior da íntima união com Aquele que faz o justo transbordar de alegria (cf. Sl 67, 4).

A aura da santidade desse homem extraordinário marcou os primórdios da evangelização da América, deixando na história do continente os traços indeléveis de sua caridade. Chamava-se Francisco e, na Ordem, era conhecido como o padre Solano, nome de família. O povo sul-americano carinhosamente o cognominou “o Frade do Violino”.

download (1)Um menino contemplativo

Francisco Sánchez Solano Ximénez nasceu na católica Espanha das grandes expedições ultramarinas e foi batizado em 10 de março de 1549, na Igreja Paroquial de Montilla. Seus pais, Mateo Sánchez Solano e Ana Ximénez, eram muito respeitados, não apenas pela nobreza do sangue, mas, sobretudo, por suas virtudes. Serena foi a infância do menino, num ambiente familiar nimbado de religiosidade. Dotado de temperamento recolhido e contemplativo, entretinha-se observando longamente a natureza, encantado por sua beleza. Devido a uma rara sensibilidade musical, tinha como passatempo predileto alimentar com migalhas as melodiosas avezinhas encontradas nos jardins da casa e cantar com elas. Começava assim a “exercitar-se uma voz que havia de cantar as grandezas de Deus às bárbaras nações indígenas”.2

Todavia, tal serenidade de espírito não significava indolência de caráter. Quando presenciava algum desentendimento entre as crianças, ou mesmo entre adultos, admoestava com seriedade os contendores e sempre lograva a reconciliação. Exercia, além disso, singular influência sobre as pessoas com as quais convivia: bastava sua presença para aquietarem-se as más inclinações, os vícios perderem o dinamismo e as almas se sentirem propensas à virtude.

Caindo em terreno fértil, suas lições de Catecismo logo frutificaram. Dedicado à oração, devoto da Santa Missa e assíduo frequentador do Sacramento da Penitência, o jovenzinho hauriu nessa intensa vida de piedade as energias para triunfar nas lutas da adolescência, mantendo ilibada pureza e retidão de conduta. No Colégio Jesuíta de Montilla, Francisco era considerado modelo de integridade e muito estimado pelos colegas, inclusive pelos jovens de costumes levianos, a ponto de bastar ele se aproximar de qualquer roda para findarem-se as más conversas e criar-se entre os rapazes um sadio ambiente de alegria.

Sacerdote franciscano

Quando sentiu em sua alma a vocação religiosa, logo a identificou com o carisma franciscano, que vira espelhado nos frades do Convento de São Lourenço, em sua cidade. Atraía-o sobremaneira a ideia de se tornar discípulo do Poverello de Assis, por quem nutria veemente entusiasmo. Fez nesse convento a profissão religiosa em 25 de abril de 1570.

Para aprofundar os estudos, foi enviado ao Convento de Santa Maria de Loreto. Não obstante, quanto mais se aplicava às doutrinas, mais se fortalecia em seu coração o anseio de realizar um sonho há tempos acalentado, tão característico das almas apaixonadas por Cristo: o martírio! Ser missionário no Marrocos lhe parecia o melhor meio de concretizar tal aspiração, pois não era raro receberem a palma do martírio os religiosos que se aventuravam a evangelizar essa região. Pediu aos superiores para lá o enviarem, mas não foi atendido. Era nos claustros espanhóis que o Altíssimo queria temperar a alma do futuro apóstolo, e pedia-lhe naquele momento um sacrifício não menos excelente: a imolação da vontade própria, sujeitando-a à obediência. E ele a ofereceu por inteiro.

Ordenado sacerdote em 1576, na festa de São Francisco de Assis, teve de voltar a Montilla três anos depois, devido ao falecimento de seu pai. Durante a estadia na terra natal, operou a cura milagrosa de alguns doentes. A notícia desses prodígios logo se espalhou pela cidade, levando o povo a aclamá-lo como santo. Começou então uma das suas maiores batalhas, a qual travou até o último suspiro: a de não permitir que atribuíssem à sua pessoa os louvores devidos a Deus. Sem embargo, quanto mais se esquivava dos elogios, mais era exaltado. Por isso, não se cansava de repetir: “Deus seja glorificado! Deus seja louvado!”.3

Dom de comunicar alegria

Exerceu em vários conventos cargos de autoridade, como prior e mestre de noviços, e era para os outros religiosos um contínuo convite à santidade. Fidelíssimo à “dama pobreza” e admirador enlevado dos reflexos das perfeições divinas encontrados nas criaturas, agia em todas as circunstâncias como um filho perfeito de São Francisco de Assis. Da mesma forma como era intransigente consigo mesmo nas penitências corporais, não tolerava que nenhum de seus subalternos manifestasse tristeza por estar servindo a Deus. Tinha o precioso dom de comunicar-lhes “o gosto, a alegria pelas coisas santas” e fazia o apostolado “da alegria na luta, da alegria na seriedade, da alegria no sofrimento, do entusiasmo”.4

Ora, o povo percebia a excelência de tais virtudes, de modo que, quando o santo frade saía à rua para pedir esmolas, os transeuntes o cercavam, disputando o privilégio de oscular-lhe o hábito ou receber sua bênção.

No intuito de desvencilhar-se dessas manifestações, pediu para ir evangelizar as “Índias”. Teve grande contentamento ao ser designado para uma missão na província de Tucumán, no Novo Mundo, para onde embarcou em 13 de março de 1589. No entanto, devido a um naufrágio e a outros contratempos, acabou aportando alguns meses depois em Paita, no Peru, e somente chegou a Santiago do Estero, capital da província a que se destinava, em 15 de novembro de 1590, depois de um longo e penoso percurso, iniciando aos 41 anos de idade sua vida de missionário.

Apóstolo no Novo Mundo

Como só acontece na história das missões, abundante era a messe e pouquíssimos os operários naquela região. Portanto, cada religioso era uma peça-chave na obra de evangelização. Bem compenetrado disso, nosso santo não hesitou em lançar-se com heroica dedicação no labor de salvar as almas a ele confiadas. Nos povoados de Socotonio e Magdalena, para onde foi enviado como pregador, aprendeu em menos de quinze dias o complicado dialeto tonocoté. Falava-o com impressionante fluidez, chegando a expressar-se com mais perfeição do que muitos nativos. Além dessa facilidade, deu-lhe a Providência o mesmo dom concedido aos Apóstolos no dia de Pentecostes: em algumas de suas pregações, falando a espanhóis e índios de diferentes dialetos, todos o entendiam, cada qual no respectivo idioma.

Nada o detinha na conquista das almas para Cristo. Expunha-se a grandes riscos, indo à busca dos indígenas que viviam nas matas e, quer para alimentar-lhes a fé, quer para auxiliá-los nas necessidades materiais, prodigalizava milagres por onde passava. Entre inúmeros outros prodígios, fez brotar nascentes em lugares desérticos, amansou animais ferozes, curou doentes, proveu de alimentos em tempos de escassez.

Contudo, sem sombra de dúvida, seus maiores milagres eram os que se operavam no interior das almas: “O padre Solano amava os índios, falava-lhes em sua língua, e eles lhe respondiam, convertendo-se aos milhares”.5 Seu singular instrumento de piedade e apostolado, o violino, era complemento indissociável de um original e eficaz método de evangelização, o qual consistia em entremear as pregações com animadas melodias, ora executadas com o arco e as cordas, ora cantadas com sua bela voz. Maravilhados, os indígenas abriam-se à ação da graça e logo surgia o corolário esperado pelo apóstolo: o desejo de receber o Batismo. A mesma voz que os atraíra pela arte da música e lhes ensinara as verdades da Fé, cumpria a mais alta de suas finalidades, ao ministrar-lhes os Sacramentos. Assim, os preciosos talentos confiados ao servo bom e fiel rendiam a cem por um, e paulatinamente a luz da Igreja se alastrava pela região, vencendo as trevas do paganismo.

Expressando sua grande fé, respeito e veneração, os nativos “punham-se de joelhos para beijar-lhe o hábito e as mãos em qualquer parte onde o encontrassem; e o padre era tão piedoso com eles que, ao vê-los, apeava do cavalo, os abraçava e agradava, e lhes dava do que trazia consigo”.6

Após anos de fecundo apostolado, recebeu em 1595 a ordem de dirigir-se a Lima, para ali fundar um novo convento franciscano. Sempre dócil aos superiores, obedeceu prontamente.

“Vou tocar para uma Donzela belíssima”

A capital do Peru passava por grande florescimento religioso e aqueles anos contemplavam o desabrochar de almas que, mais tarde, seriam veneradas no mundo inteiro: São Turíbio de Mogrovejo, Santa Rosa, São Martinho de Porres e São João Macías.

Os recém-edificados claustros da nova fundação franciscana, batizada com o nome de Nossa Senhora dos Anjos e hoje conhecida como Convento dos Descalços, tornaram-se escrínio deste eleito. Ali o padre Francisco Solano estreitaria sua união com Deus. Sem negligenciar suas obrigações e as obras apostólicas, o santo levou nesse abençoado lugar uma vida de recolhimento e oração; aí se intensificaram e tornaram-se cada vez mais frequentes seus êxtases e arroubamentos de amor a Jesus e à Santíssima Virgem.

Frequentemente, a altas horas da noite, ressoavam na igreja deserta as músicas por ele executadas ao violino. Certa vez, a um religioso com o qual cruzou no corredor, quando para lá se dirigia, disse: “Vou tocar para uma Donzela belíssima, que está me aguardando”.7 O frade, intrigado, escondeu-se na noite seguinte atrás da porta da sacristia e pôde contemplar esta cena: após rezar longo tempo diante do altar-mor, o irmão violinista ofereceu a Jesus Eucarístico um breve e animado concerto; foi depois até o altar de Nossa Senhora e ali não só tocou outras músicas, mas, enquanto cantava um entusiasmado hino às glórias da Virgem Mãe, pôs-se a saltar e dançar com muita graça e elegância.

De fato, era aos pés da “Causa de nossa alegria” que o santo franciscano encontrava conforto nos sofrimentos e forças para praticar a virtude, como ele próprio confidenciou: “Nesta casa tenho meus entretenimentos e todo o meu consolo, porque comunico a uma Senhora que é o alívio de minhas penas, o gozo e a glória de minha alma”.8

Sermão histórico em Lima

A população de Lima, onde passou os últimos anos de sua vida, foi objeto de seu zelo apostólico, o qual se manifestava, sobretudo, nas pregações. Estas, tão eficazes na conversão de milhares de índios, não produziram efeito menos significativo no povo limenho. A história daquele país registra o sermão por ele proferido em 21 de dezembro de 1604, o qual conferiu à cidade um traço de analogia com a bíblica Nínive, movida à penitência pelas palavras do profeta Jonas. À multidão aglomerada na Praça das Armas, exortou o santo frade ao arrependimento e à conversão, censurando os maus costumes e lembrando a justiça de Deus, a qual muitas vezes castiga os homens com catástrofes, para corrigi-los e salvá-los.

O sermão calou a fundo nas almas. As igrejas tiveram de permanecer abertas durante toda a noite, devido à enorme afluência de fiéis à procura da reconciliação com Deus. Na catedral, “tal era o concurso de pessoas desejosas de confessar-se que três ou quatro penitentes se ajoelhavam, ao mesmo tempo, aos pés dos confessores, sem se importar de que uns ouvissem as culpas dos outros”.9 Grande número dos habitantes abandonou para sempre os maus costumes, comprovando o quanto o efeito daquela prédica não fora um efêmero surto de fervor.

Promessa de um grandioso porvir

À notícia de sua morte, em 14 de julho de 1610, o povo acorreu em massa ao convento, e foi necessário trocar quatro vezes o hábito que o revestia, pois as pessoas, não se contentando em oscular-lhe as mãos e os pés, cortavam-lhe pedaços da roupa para conservar como relíquia. Justas manifestações de veneração, devidas ao humilde “Frade do Violino”, cuja admirável riqueza de personalidade foi assim descrita por um cronista contemporâneo: “Na penitência e na pregação, foi um João Batista; no zelo pela fé, um Elias; na paz interior e na caridade, um Moisés; na esperança do eterno, um São Francisco de Assis”.10

Homem capaz de mover multidões à conversão e de se enternecer com o canto de um passarinho, dotado de espírito altamente contemplativo e ao mesmo tempo propulsionador de ousadas ações missionárias, São Francisco Solano deixou um exemplo de vida que atravessa os séculos, como promessa de um grandioso porvir para a América.

Se para lançar as primeiras sementes do Evangelho nestas terras, quis a Providência enviar-nos um apóstolo de tal magnificência, quantas outras almas de igual ou maior porte não suscitaria Ela no seio do Novo Mundo, nos séculos vindouros, para dar continuidade à obra tão brilhantemente iniciada? ²

1PLANDOLIT, Luís Julián. El apóstol de América: San Francisco Solano. Madrid: Cisneros, 1963, p.173. 2SÁNCHEZ FERIA, Bartholomé. Compendio de la vida, virtudes y milagros del Apóstol del Perú, San Francisco Solano. Madrid: Miguel Escrivano, 1762, p.13. 3PEÑA O. A. R., ÁNGEL. San Francisco Solano, Apóstol de América. Lima: [s.n.], [s.d.], p.57. 4CORRÊA DE OLIVEIRA, Plinio. Conferência. São Paulo, 16 ago. 1974. 5PEÑA, O. A. R., op. cit., p.22. 6ARQUIVO SECRETO DO VATICANO – Congregação para as causas dos santos, nº 1328, fol. 1078, apud PEÑA O. A. R., op. cit., p.22.7SÁNCHEZ FERIA, op. cit., p.61. 8Idem, ibidem. 9ARQUIVO SECRETO DO VATICANO – Congregação para as causas dos santos, Nº 1328, fol. 262, apud PEÑA, O. A. R., op. cit., p.31. 10BUENAVENTURA SALINAS, apud PONCE, OFM, Emilio Carpio. Vida de San Francisco Solano. Lima: Provincia Franciscana de los XII Apóstoles del Perú, 2011, p.52.

A oportunidade faz o ladrão, o corrupto e político

CARTAZES POLÍTICOS NA ARGENTINA USAM IMAGEM E FRASE DO PAPA COMO PUBLICIDADE POLÍTICA

(ACI/EWTN Noticias).- Grande indignação e rechaço em um grande setor dos cidadãos da Argentina causou a manipulação da imagem do Papa Francisco em diversos cartazes eleitorais nos que aparece cumprimentando a presidente Cristina Fernández de Kirchner e um candidato a deputado, Martín Insaurralde.

Ante as eleições primárias do próximo dia 11 de agosto, a imagem do Pontífice foi utilizada em cartazes com a frase de Francisco aos jovens: “Nunca se desanimem, não deixem que a esperança se apague”, conforme informou ao Grupo ACI Martín Patrito de ArgentinosAlerta.org.

Patrito também denunciou que em uma combi, chamada de “papamóvel” que circula pela cidade de Buenos Aires, vê-se outra imagem do Papa com a Presidente que estão sendo observados “desde o céu” pelos ex-presidentes falecidos, Néstor Kirchner e Juan Domingo Perón com a frase “Olha pibe onde chegamos”.

Os cartazes foram desenhados pela agência publicitária, “Equipos de Difusión”, que pertence ao ex-secretário de meios do governo, o “kirchenrista”, Enrique “Pepe” Albistur.

A foto utilizada foi tirada quando o Santo Padre cumprimentou rapidamente a Kirchner e Insaurralde, no último dia 28 de julho na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio 2013 no Rio de Janeiro, Brasil.

A imagem do “papamóvel” mostra o cumprimento de Francisco a Cristina Fernández de Kirchner em março em um encontro que tiveram no Vaticano. O veículo apoia a campanha dos candidatos do partido Frente para a Vitória, Daniel Filmus e Juan Cabandié.

Por sua parte, Insaurralde, quem também é o intendente de Lomas de Zamora, em declarações para Rádio La Red manifestou que “não os vi (os cartazes com sua imagem)” e indicou que “não fazem parte da campanha da Frente para a Vitória”.

Disse também que ele e seu filho faziam parte da delegação que viajou para o Brasil para ver o Papa com a presidente. “Pedi à Presidente se podia acompanhar meu filho adolescente, e me disse ‘sim, como não?’”, sublinhou.

ArgentinosAlerta.org assinalou que é difícil acreditar nas declarações do candidato, “tendo presente o estilo de governo da presidente Kirchner, em que nada se faz sem ter seu consentimento”.

Ademais, esta campanha “manifesta a hipocrisia de um governo que durante anos esteve contra o então Cardeal Bergoglio”, hoje Papa Francisco.

A senadora nacional da Argentina, Liliana Negre de Alonso, em uma entrevista concedida ao Grupo ACI em abril, recordou que o então Arcebispo de Buenos Aires enfrentou os ataques do casal Kirchner, que o considerava seu principal inimigo, especialmente no tema do mal chamado matrimônio homossexual legalizado na Argentina em 2010.

Entre os comentários que suscita esta campanha nas redes sociais, Romi Saluzzo, uma moradora de Lomas de Zamora, lugar onde Insaurralde é intendente, escreveu que Kirchner “sempre criticou a Igreja e até aceitou a lei de aborto e o matrimônio igualitário… usa Francisco como está usando a todos para seu benefício”.

Um morador da cidade de Córdoba, Alberto Surra, assinalou que “não é por sair ao lado de sua Santidade que a pessoa fica melhor, mais honesta, mais solidária, mais católica, melhor pessoa, isso não significa nada mais que uma lembrança que por uma estranha casualidade conseguiu dar a mão a um Ser Brilhante e Santo! Amado e respeitado por todo mundo”.

ArgetinosAlerta.org sublinhou que com a impressão destes “desagradáveis cartazes” se vê o “desespero por conseguir votos”, para o Kirchnerismo “tudo é válido”.

Esta campanha acrescenta mais uma indignação para os argentinos que nesta quinta-feira, 8 de agosto às 20 horas, sairão às praças de todo o país para protestar contra a corrupção, delinquência, falta de emprego e inflação que afeta a Argentina. Assim, os argentinos que moram em outras partes do mundo também se unirão ao protesto em frente das embaixadas do país.

Esta marcha que se realizará a apenas três dias das eleições, não é a primeira que se faz em rechaço ao governo, no último dia 18 de abril se realizou outra de tantas que só na cidade de Buenos Aires reuniu mais de 300 mil pessoas.

Itália propõe à Argentina um jogo de futebol em Roma para homenagear o Papa

(ACI/EWTN Noticias).- A Federação Italiana de Futebol propôs à Associação de Futebol Argentino realizar um amistoso em Roma como homenagem ao Papa Francisco, torcedor do clube San Lorenzo de Almagro e cujos pais foram imigrantes italianos.

Conforme se informou, ambas federações estão procurando já faz algum tempo programar uma partida em um campo neutro, como Suíça ou Bélgica. Nesta terça-feira, o organismo italiano enviou uma carta a sua homóloga argentina propondo Roma como sede do encontro.

A data proposta foi o dia 14 de agosto, véspera da Assunção de Maria. Entretanto, o país sul-americano recordou que neste dia, no calendário oficial da FIFA, eles já têm programado uma partida contra a Rússia.

Na semana passada, o treinador italiano Cesare Prandelli disse que “a partida contra a seleção de Lionel Messi é a única contra os grandes da Copa que nos falta. Com isso fecharíamos o círculo. Seria uma homenagem ao novo Papa”.

A proposta foi acolhida por Guillermo Tofoni, presidente da empresa que organiza as partidas não oficiais da seleção argentina. Ele já está organizando o evento e procurando a melhor data.

Prandelli também manifestou que seria “belo” que antes do encontro tivessem uma audiência conjunta “do Papa que ama o futebol” com ambas as equipes “e depois ir ao estádio com um único ônibus as duas seleções, juntas”.

A Argentina precisa agora dar uma resposta e definar a data do jogo.

Frases do Papa Francisco

The Conclave Of Cardinals Have Elected A New Pope To Lead The World's Catholics

“Não sejamos ingênuos, não se trata de uma simples luta política. É uma pretensão destrutiva ao plano de Deus. Não se trata de um mero projeto legislativo, é apenas o sinal de uma mentira que pretende confundir e enganar aos filhos de Deus”.
Carta de repúdio a projeto de casamento gay enviada aos monastérios de Buenos Aires.

“O aborto nunca é uma solução. Ao falar de uma mãe grávida, falamos de duas vidas, e ambas devem ser preservadas e respeitadas, pois a vida é de um valor absoluto”.
Documento entregue a Conferência Episcopal Argentina.

“Pouco a pouco nos acostumamos a ouvir e a ver, através dos meios de comunicação, a crônica negra da sociedade contemporânea […] O império do dinheiro, com seus efeitos demoníacos como as drogas, a corrupção, o tráfico de pessoas (incluindo de crianças), junto com a miséria material e moral são frequentes”.
Discurso durante o período da Quaresma.

“A escravidão não está abolida e, nesta cidade [Buenos Aires], a escravidão está na ordem do dia de diversas formas. Nesta cidade se emprega trabalhadores clandestinos […] A destruição do trabalho digno, as emigrações dolorosas e a falta de um futuro também se unem a esta sinfonia”.
Discurso do Dia da Luta Contra o Tráfico de Pessoas.

“A dívida social é uma acumulação de privações e carências em distintas dimensões. É uma violação de direitose  aponta diretamente contra a dignidade humana. A dívida social no país [Argentina] é imoral, injusta e ilegítima”.
Em discurso à TV aberta, em 2009.

“Nós vivemos na parte do mundo mais desigual. A distribuição desigual de bens continua, criando uma situação de pecado social que clama ao céu e limita as possibilidades de uma vida mais plena para muitos de nossos irmãos”.
Discurso na reunião de Bispos Latino Americanos, em 2007.

“Temos que evitar a doença espiritual de uma igreja auto-referencial. Se a igreja permanece fechada em si mesma, ela fica velha. Entre uma igreja que sofre acidentes na rua e uma igreja que está doente porque é auto-referencial, não tenho dúvidas sobre preferir a primeira [opção]”.
Durante conversa recente, pré-conclave.

com informações do G1

Cardeal Bergoglio: Sacerdotes devem batizar os filhos de mães solteiras

Cardeal Jorge Mario Bergoglio

(ACI/EWTN Noticias).- O Arcebispo de Buenos Aires (Argentina), Cardeal Jorge Mario Bergoglio, chamou os sacerdotes a batizar os filhos das mães solteiras e não ser “os hipócritas de hoje” que terminam afastando o povo de Deus da salvação.

Durante o encerramento do Encontro da Pastoral Urbana da Região Buenos Aires, o Cardeal disse que é necessário mostrar “uma ternura especial com os pecadores” e com os mais afastados porque “Deus vive em meio deles”. Por isso, lamentou que alguns tenham “clericalizado à Igreja do Senhor”.

“Enchem a Igreja com preceitos, e falo isso com dor, se parecer uma denúncia ou ofensa, me perdoem, mas na nossa região eclesiástica há presbíteros que não batizam as crianças das mães solteiras porque não foram concebidos na santidade do matrimônio”.

“Estes são os hipócritas de hoje. Os que clericalizaram à Igreja. Os que afastam o povo de Deus da salvação. E essa pobre mãe que poderia ter tirado esta criança, mas que teve a valentia de dar à luz vai peregrinando de paróquia em paróquia para que a batizem”, expressou o Cardeal no dia 2 de setembro durante a Missa celebrada na Universidade Católica Argentina.

Ele insistiu no chamado a ser mais próximos com o próximo. “Deus põe seu povo em situação de encontro. E com essa proximidade, com esse caminhar, cria essa cultura do encontro que nos faz irmãos, filhos e não sócios de uma ONG ou partidários de uma multinacional. Proximidade. Essa é a proposta”, afirmou.

“Não à hipocrisia, não ao clericalismo hipócrita e não a tornar mundana nossa vida espiritual, porque isto é demonstrar que alguém é mais empresário que homem ou mulher de Evangelho”, expressou.

Eutanásia velada: CFM decide que paciente poderá escolher se tratar ou não em caso de doenças terminais

Ao levantar hoje e ver os jornais me deparei com a informação de que o Conselho Federal de Medicina – CFM –  aprovou a medida em que o doente em faze terminal escolha se tratar ou não. Os jornais e jornalistas de plantão, afirmam em suas matérias que essa decisão foi ótima. “Acertou o CFM”, disse Alexandre Garcia – respeitado jornalista – em sua coluna no Jornal Bom Dia Brasil, da Rede Globo. Alexandre Garcia foi além. Disse que essa decisão é humanitária e “vai diminuir gastos com as UTI’s”.

Em minha opinião o que o Conselho fez foi simplesmente legalizar a eutanásia. Foi ir contra a vida, dom de Deus. Cabe agora a nós cristãos discernirmos entre o que Cristo ensina e o que os homens de pouca fé, ou nenhuma, querem que façamos. No milagre da ação de Deus em nossa vida, parece que já desacreditamos.

Ah! Havia me esquecido. O médico que recusar atender o desejo do paciente pode perder seu registro e autorização no Conselho.

Leia a matéria do Estadão, onde evidentemente, eles defendem a decisão do CFM.

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DÉBORA BERGAMASCO / BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo

A partir de hoje, qualquer pessoa plenamente lúcida, saudável ou não, e maior de 18 anos poderá declarar ao seu médico se, em caso de doença terminal e irreversível, optará pela morte natural ou vai querer que sejam adotadas até medidas extremas, dolorosas e extenuantes para mantê-la viva por mais tempo.

Até agora, a decisão cabia à família e não ao paciente, especialmente em casos de impossibilidade de comunicação ou de demência senil. O doente também poderá designar ao médico um representante para comunicar a decisão.

Esse procedimento é chamado de “testamento vital” ou “diretiva antecipada de vontade” e passa a valer com a publicação hoje, no Diário Oficial, de uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM). O texto diz que, para ser válida, basta que a vontade do paciente conste em seu prontuário médico, sem necessitar de assinatura, registro em cartório ou testemunhas.

A decisão é facultativa e pode ser revogada a qualquer momento, mas só a pedido do próprio paciente. Ciente de que dúvidas e polêmicas virão por aí, o presidente do CFM, Roberto D’Avila, fez questão de explicar que “em hipótese alguma a vida do paciente será abreviada e a eutanásia continua proibida”.

Ele afirma que o médico continuará obrigado a fazer tudo o que for possível para curar o doente. A fim de se explicar, ele deu o exemplo de seu próprio pai, que morreu em 1990.

“Ele tinha um câncer já impossível de ser curado, estava muito fraco e pediu para que não fosse entubado nem internado na UTI. Ele escolheu esperar pela morte em casa, cercado pelos filhos e netos, sem tomar mais a quimioterapia que só lhe causava desconforto e não poderia curá-lo. Pediu para que, se seu coração parasse, ninguém tentasse reanimá-lo e o deixássemos partir em paz. Respeitamos a decisão dele.”

Outros países já adotam esse tipo de diretiva antecipada, como EUA, Espanha, Holanda, Argentina e Portugal.

Especialistas em cuidados paliativos consideram a nova norma uma evolução. Para Pedro Caruso, diretor de UTI do Hospital A.C. Camargo, o País está em um limbo jurídico no que se refere ao tema. “Não há um arcabouço legal para a decisão. Embora não exista lei, a situação se apresenta todos os dias nos hospitais.”

Para ele, o fato de o paciente não precisar deixar por escrito sua posição é positivo. “É uma decisão muito difícil e um momento delicado. Não precisa burocratizar e impor mais sofrimento.”

A médica Ana Paula de Oliveira Ramos, responsável pelo Setor de Medicina Paliativa da Unifesp, enfatiza a importância de o assunto ser abordado o quanto antes, o que nem sempre ocorre. “Enquanto o paciente está bem, é mais fácil falar sobre o assunto. Se está mal e o tema vem à tona, já surge a associação de que ele está morrendo.”

Dúvidas. O testamento vital só poderá ser aplicado quando houver uma doença do tipo crônica degenerativa, como câncer, Alzheimer, Parkinson ou algo que coloque o paciente em estado vegetativo.

Com a figura do médico de família cada vez mais rara, para que não se corra o risco de a informação não chegar ao profissional que comanda o tratamento, a sugestão de D’Avila é que se “comunique a decisão a todos os médicos pelos quais passar”.

E se a família desconhecer a decisão e duvidar da anotação no prontuário, pensando que se trata de uma medida para reduzir custos? “Deve prevalecer a relação de confiança entre médico e paciente. Os procedimentos adotados pelos médicos não são submetidos a nenhum interesse de operadoras ou hospitais”, afirma o presidente do CFM. / COLABOROU MARIANA LENHARO

Mãe de bebê que “acordou” em um necrotério da Argentina: é um milagre que só Deus pode explicar

BUENOS AIRES, 12 Abr. 12 / 02:14 pm (ACI/EWTN Noticias)

Amalia Bouguet é a mãe da bebê argentina que “acordou” depois  de permanecer 12 horas em um necrotério por ter sido declarada morta. Para ela, o fato que a sua pequena esteja viva “é um milagre sobrenatural, que só Deus pode explicar”.

Segundo informa a agência AICA, a bebê prematura que nasceu com 26 semanas (6 meses aproximadamente) de gestação havia sido declarada morta e “voltou àvida” depois de resistir 12 horas exposta às temperaturas gélidas do necrotério sem comida e nenhum agasalho.

Este episódio confuso aconteceu no hospital “Perrando” da cidade de Resistencia na província de Chaco, Argentina. Os profissionais vinculados ao caso já foram afastados do seu cargo.

“Minha filha (Luz Milagros) esteve 12 horas no necrotério e até o momento em vez de certidão de nascimento só tem uma ata de falecimento”, contou a mulher.

Bouguet disse ainda que sua filha “nasceu às 10:24h e às 11:05h estava em um caixão. Passou 12 horas com um frio intenso no necrotério. Eu mesma vi seu corpinho com gelo”.

Depois foi ao necrotério para se despedir e tirar uma foto da sua filha, que segundo a pediatra que a atendeu “não tinha sinais vitais” no momento de nascer.

“Uma senhora se aproximou do meu marido que estava esperando para ir ao necrotério e lhe disse: ‘ela está chorando’. Meu marido pensou que se referia a mim, mas não: era a minha filha a que estava chorando”, relatou Amalia que tem outros quatro filhos.

“Tenho fé. Tudo isto foi um milagre de Deus”, sustentou a mulher, que vive com sua família em Fontana, uma localidade de Chaco.

O subsecretário de saúde de Chaco, Rafael Sabatinelli, disse que a negligência dos médicos que enviaram a pequena Luz Milagros ao necrotério, constitui um fato “lamentável”, e que iniciará um processo judicial.

“Cada integrante do pessoal que esteve envolvido no fato tem responsabilidades. Portanto terão que render explicações conseqüentemente a isto. Esperamos os resultados dos relatórios correspondentes para que se esclareça o fato”, assegurou Sabatinelli em declarações divulgadas ontem na Página Web do Jornal Norte, da Argentina.

“Aborto é contrário às mulheres e à natureza”, afirma perita

Um artigo difundido pelo site do Centro Bioética, Pessoa e Família, na Argentina no dia 12 de setembro, alertou que o aborto é uma prática contrária não só à vida, mas também à natureza humana e às mulheres.

O artigo titulado “O aborto legal e a falsa liberdade da mulher”, escrito pela especialista María Martínez Gouguet, afirma que “enquanto a lei que proíbe o aborto se apresenta como um limite objetivo que também defende a mãe, a existência de uma suposta ‘liberdade’ para abortar deixa mais vulnerável a mulher ante as pressões que possa sofrer”.

Nesse sentido, o que se apresenta como um novo “direito” para a mulher, “pode converter-se em um instrumento de pressão utilizado por aqueles que vejam a criança como uma ameaça para seus interesses”, destaca a autora.

“Se for despenalizado o aborto, o resultado obtido seria um contexto social no qual a mulher, além de passar pela gravidez como passo prévio a ter um filho, terá que saltar um novo obstáculo: a existência da possibilidade de abortar”, afirma.

A nota de Martínez reitera que se for despenalizado o aborto, o resultado seria um contexto em que a mulher estaria condicionada por fatores externos que a induziriam a tomar a decisão de abortar.

Com a lei e com as pressões de alguns setores, explica, a vontade das mulheres “pode ver-se condicionada por fatores externos que imporão uma decisão contrária à vida. Contrária à vida de seu filho, contrária à natureza e contrária a ela mesma”.

“Por isso, corresponderia ao legislador perguntar se é um direito sobre o qual se está debatendo ou uma ferramenta de injustiça que vai ser aplicada não só contra a criança mas também contra sua mãe”, conclui.

O Centro de Bioética, Pessoa e Família, conforme assinala sua página Web, tem como missão a investigação e difusão das problemáticas das novas biotecnologias aplicadas à pessoa humana; além de incorrer em debates públicos sobre o valor e a dignidade da vida humana, a proteção do matrimônio entre homem e mulher e a família.

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