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Ipatinga-MG terá marcha do Terreiros de Umbanda

No próximo feriado. dia 15, Ipatinga-MG terá sua primeira Caminhada dos Terreiros de Umbanda. O evento será no bairro Canaã, a partir das 8h. Segundo os organizadores, a marcha tem como objetivo pedir por liberdade religiosa.

Em entrevista ao jornal local, Diário do Aço, a líder do terreiro Ilê Axé de Ogum, Fátima de Oxum falou que a caminhada ocorre no Dia Nacional da Umbanda. A data de 15 de novembro, já consagrada à comemoração da Umbanda em diversos municípios brasileiros, se refere ao dia em que o médium Zélio Fernandino de Moraes teria recebido, em Niterói (RJ), a missão de fundar o novo culto, no ano de 1908, cuja prática seria a caridade espiritual.

A Umbanda é uma religião brasileira com raízes africanas.  Segundo Fátima de Oxum ainda hoje o preconceito a religião é grande devido a falta de informação.  “É preciso parar com essa briga de religião, isso é horrível. O pedido que fazemos é por respeito. Eu não quero que me amem, mas quero que me aceitem e respeitem. Durante a caminhada, essa frase será repetida”, destacou Fátima de Oxum ao Diário do Aço.

A concentração da marcha será organizada na praça da avenida Galiléia, no Canaãzinho, às 8h. Por volta de 9h, o cortejo sairá pelas ruas do bairro. A caminhada será encerrada com uma celebração e almoço no terreiro Ilê Axé de Ogum, localizado na rua Madalena, 137, no mesmo bairro.

com informações do DA

Grupo de jovens de Ipatinga promove visita a Jequitibá centenário nesta quarta

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Dando um lida nos jornais locais encontrei essa matéria do repórter Bruno Jackson, Jornal Diário do Aço, que fala sobre a ação de oito anos do Grupo de Jovens JUBAP, da paróquia Cristo Redentor, em proteger um jequitibá centenário localizado na divisa de Ipatinga com Paraíso. A árvore impressiona pela beleza.

Leia a bela matéria:

Com o propósito de despertar a consciência do poder público, dos órgãos ambientais e da sociedade, o grupo Jovens Unidos Buscando Amor e Paz (Jubap), da comunidade São Jorge, Paróquia Cristo Redentor, em Ipatinga, realiza, no feriado desta quarta-feira (15), Dia da Assunção de Nossa Senhora, a 8ª edição da Visita ao Jequitibá Centenário.

O evento é dividido em três fases. Primeiro, a concentração para a caminhada até o jequitibá. A saída acontece às 7h30, em frente à Igreja Católica da comunidade São Jorge, na rua Quebec, 266, no bairro Bethânia. A árvore centenária está localizada nas imediações do bairro Jardim Vitória, na divisa de Ipatinga com Santana do Paraíso. A segunda etapa é uma oração no local. O último momento é a partilha de lanche, perto de uma nascente d’água nas proximidades do jequitibá. Em seguida, todo o lixo é recolhido e devidamente descartado. Os organizadores do evento aproveitam para recolher detritos acumulados no local.

A árvore centenária está numa área de responsabilidade da empresa Hematita Empreendimentos Imobiliários que, recentemente, além de fazer um cerco de proteção, disponibilizou um segurança para vigiar a árvore e desestimular a ação de vândalos. A iniciativa da empresa é fruto da mobilização da visita anual dos integrantes do Jubap.

Há sete anos, o grupo notou que o avanço imobiliário está ameaçando o jequitibá de destruição. Na primeira edição do evento, em 2004, a visita foi realizada duas vezes. Em 2010, o evento ganhou a adesão do Centro de Defesa dos Direitos da Natureza (CDDN). A árvore centenária “adotada” pelos jovens cristãos é da espécie Jequitibá-rosa (Cariniana legalis).

Bruno Jackson

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Mobilização 

Conforme Gilneto Victor, membro do Jubap e um dos organizadores do evento deste ano, a mobilização não pode parar. “Nosso esforço em proteger esse jequitibá centenário só faz sentido se conseguirmos agregar mais pessoas em torno desta luta. Exigimos que o poder público e os órgãos ambientais estejam ao nosso lado. Não estamos apenas defendendo um jequitibá. Nosso compromisso é com a defesa do meio ambiente, que está ameaçado pelos interesses econômicos”, ressalta Gilneto.

Repórter : Bruno Jackson

Cardeal Raymundo Damasceno fala sobre os 60º Aniversário da CNBB e a 50ª AG

dom_damasceno50ag2diaO cardeal arcebispo de Aparecida e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Raymundo Damasceno Assis, discursou hoje, 19, na cerimônia em homengem aos 60 anos de fundação da CNBB e de 50ª edição da Assembleia Geral dos Bispos da CNBB.

Leia abaixo a íntegra da fala de dom Damasceno.

60º Aniversário e 50ª Assembleia Geral da CNBB: Memória, Ação de Graças e Compromisso

Saúdo a todas as pessoas presentes a esta sessão: os senhores cardeais, arcebispos, bispos e o Mons. Piergiorgio, Encarregado de Negócios da Nunciatura Apostólica, e administradores diocesanos; os assessores  e assessoras da CNBB; os subsecretários dos Regionais; os presidentes de organismos; os representantes das pastorais; os convidados para a Assembleia; os profissionais da imprensa. Saúdo, igualmente, a todos os que nos acompanham pelos meios de comunicação – televisão, rádio e Internet.

Esta sessão de que temos a graça de participar dá-nos o ensejo de comemorarmos festivamente alguns acontecimentos de grande significado para a Igreja no Brasil: o marco da realização da 50ª Assembleia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e os sessenta anos da criação de nossa Conferência Episcopal.

Estamos vivendo, pois, tempos de jubileu. Tempo de alegria e de agradecimento a Deus e a todas as pessoas que se empenharam, durante a caminhada, na busca de fidelidade ao Senhor, realizando a história colegial da nossa Conferência.

Celebramos a 50ª Assembleia da CNBB, criada dez anos antes do Concílio Vaticano II, que lhe deu maioridade eclesiológica, oferecendo-lhe maior fundamentação bíblico-teológica, motivando-a para a evangelização do Povo de Deus.

A 50ª Assembleia Geral tem como tema central “A Palavra de Deus na Vida e Missão da Igreja”, temática central no Concílio Vaticano II, da 12ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos.

A colegialidade episcopal foi, sem dúvida, um eixo central  na eclesiologia do Concílio Vaticano II, através da Constituição Lumen Gentium e do decreto Christus Dominus, sobre o múnus pastoral dos Bispos na Igreja, que institucionalizou as conferências episcopais.

Essa realidade do novo Pentecostes, o Concílio Vaticano II, iluminou os fundamentos da caminhada da nossa Conferência que, neste ano, se torna sexagenária, revelando o início da terceira idade, um signo de maturidade no pastoreio.
Para assinalar o 60ª aniversário de nossa Conferência e a realização de sua 50ª Assembleia Geral, a CNBB editou pequena  porém importante obra – “CNBB: 60 anos e 50 Assembleias Gerais – memória, ação de graças e compromisso” –, em que se apresentam alguns dados e documentos historicamente relevantes para a instituição.

O percurso da nossa Igreja Católica no Brasil, de  modo especial nos últimos sessenta anos, tem uma história rica para contar, desde a experiência eclesial em busca da fidelidade ao Espírito na missão evangelizadora até a contribuição para a Igreja Universal que levamos ao Concílio, para as diversas Assembleias do Sínodo dos Bispos, e para as Conferências Gerais do Episcopado Latino-Americano e do Caribe.

Em tempos de especiais de graças recebidas de Deus (Kairós), recebemos fortes apelos de reavivamento da missão. Desde a sua primeira Assembleia, a CNBB tentou conjugar a atenção aos desafios da vivência eclesial com os compromissos proféticos.

Conforme nosso Estatuto, aprovado no ano de 2002, no artigo 2º, cabe à CNBB, como expressão peculiar:

a)    “fomentar uma sólida comunhão entre os Bispos que a compõem, na riqueza de seu número e diversidade, e promover sempre a maior participação deles na Conferência;
b)    “ser espaço de encontro e de diálogo para os Bispos do País, com vistas ao apoio mútuo, orientação e encorajamento recíproco;
c)    “concretizar e aprofundar o afeto colegial, facilitando o relacionamento de seus membros, o conhecimento e a confiança recíprocos, o intercâmbio de opinião e experiências, a superação das divergências, a aceitação e a integração das diferenças, contribuindo assim eficazmente para a unidade eclesial;
d)    “estudar assuntos de interesse comum, estimulando a ação concorde e a solidariedade entre os Pastores e entre suas Igrejas;
e)    “facilitar a convergência da ação evangelizadora, graças ao planejamento e à Pastoral Orgânica, em âmbito nacional e regional, oferecendo diretrizes e subsídios às igrejas locais;
f)    “exercer o magistério doutrinal e a atividade legislativa, segundo as normas do direito;
g)    “representar o Episcopado brasileiro junto a outras instâncias, inclusive a civil;
h)    “promover, atenta aos sinais dos tempos, a permanente formação e atualização dos seus membros, para melhor cumprirem o múnus pastoral;
i)    “Favorecer a comunhão e participação na vida e nas atividades da Igreja, das diversas parcelas do Povo de Deus: ministros ordenados, membros de institutos de vida consagrada e leigos, discernindo e valorizando seus carismas e ministérios”.

Os artigos subsequentes tratam do relacionamento com a Igreja e sua missão universal, favorecendo e articulando as relações entre as Igrejas particulares do Brasil e a Santa Sé, bem como com as outras Igrejas Episcopais.

O mesmo Estatuto dispõe a respeito das ações da CNBB relativamente à sociedade civil.

O artigo 4º. reza: “A CNBB, animada pela caridade apostólica, relaciona-se com os diversos segmentos da realidade cultural, econômica, social e política do Brasil, buscando uma colaboração construtiva para a promoção integral do povo e o bem maior do País e, quando solicitada, ajudando os Pastores das Igrejas locais”;

E o artigo 5º estabelece: “A CNBB trata com as autoridades públicas as questões que interessam ao bem comum e à missão salvífica da Igreja, mantendo o conveniente entendimento com a Nunciatura Apostólica”.

Em tempos de comemoração, é mister apelar para a memória a fim de recordarmos os caminhos andados, com mais luzes ou menos luzes, mas sempre “esperança que não engana” (Rm 5,5).

O Concílio Vaticano II mereceu grande destaque porque a Igreja vivia, nas décadas que o antecederam, um clima de criatividade e de liberdade para novas experiências. Legitimadas pelo Concílio, essas experiências alcançaram dimensão universal.

O Brasil, desde os anos 50, passava por grande ebulição política, uma fase que desembocou numa ditadura militar, a partir de 1964, com consequências complexas.No entanto, a Igreja Católica no Brasil, no mesmo período, experimentava forte dinâmica evangelizadora. Ela levou ao Concílio Vaticano II experiências significativas nos campos da Bíblia, da catequese, da liturgia, do social, do laicato.

Durante o período conciliar e nos anos subsequentes, a Igreja Católica no Brasil, como em quase toda a América Latina, tinha um duplo desafio missionário: ser fiel aos ditames da Igreja em Concílio, marcando a renovação eclesial, e ser fiel à missão profética ao denunciar abusos contra os direitos humanos.

A evangélica opção preferencial pelos pobres, integrante do Objetivo Geral da nossa Igreja, desde seus primeiros planos pastorais, exigiu, nesses anos cruciais, uma mística ainda mais evangélica, uma maturidade maior na sua ação apostólica.

Contávamos com a Constituição Lumen Gentium, que registrara: “…assim como Cristo consumou a obra da redenção na pobreza e na perseguição, assim a Igreja é chamada a seguir o mesmo caminho, a fim de comunicar aos homens os frutos da salvação…” (nº 8). Nesse contexto, nossas Igrejas acolheram com o maior entusiasmo a Constituição Pastoral Gaudium et Spes, em 1965, e a concretização da promessa do Papa  Paulo VI, na Exortação Apostólica Populorum Progresso, em 1967, que ofereceu elementos novos para a doutrina social da Igreja,com o conceito de “desenvolvimento integral – do homem todo e de todos os homens”.

A Populorum Progressio iluminou a prática dos cristãos e deu novo alento em épocas tão desafiantes para a nossa Igreja; perpassou também o Documento de Medellín (1968), intitulado “A Igreja na atual transformação da América Latina à luz do Concilio, que visava a proporcionar uma evangelização latino-americana inculturada, levando em consideração os desafios sociopolíticos, a religiosidade profunda do nosso povo, sua espiritualidade e sede de Deus.

Alguns eventos marcantes estiveram presentes à Igreja Católica no Continente no período pré-conciliar. Destacamos o apelo do Papa João XXIII aos bispos da América Latina por uma pastoral planejada. O Santo Padre João XXIII explicitou uma preocupação com o conjunto do Continente diante da situação de Cuba, tão católica quanto os outros países, e que passava por momentos desafiadores para a Igreja.

Daí nasceu entre nós, em 1962, o primeiro Plano de Pastoral, denominado Plano de Emergência para a Igreja do Brasil.

A recepção do Concílio Vaticano II propunha, no entanto, um passo adiante ao Plano de Emergência (1962-1965).  O passo seguinte foi o Plano de Pastoral de Conjunto (PPC), relativo ao período 1966-1970.

O Objetivo Geral do Plano estava assim formulado: “Criar meios e condições para que a Igreja no Brasil se ajuste o mais rápida e plenamente possível, à imagem de Igreja do Vaticano II”.O Brasil foi um dos primeiros países a formular propostas de renovação eclesial à luz do Concílio, por meio de um Plano de Pastoral de Conjunto (PPC). Nossos bispos, reunidos em assembleia, em Roma, trouxeram, na bagagem e no coração, as orientações básicas para a renovação conciliar em nosso país. Tínhamos terreno adubado para que as sementes conciliares caíssem em solo bom.

As linhas fundamentais do Plano, depois chamadas dimensões da evangelização, procuravam aplicar os documentos principais do Vaticano II numa perspectiva pastoral.

Essas linhas perduraram por longos anos, com variações ou complementações, numa tentativa de integrá-las entre si, procurando fidelidade aos novos apelos do Espírito, iluminadas pelos documentos do Vaticano II.

Vejamo-las:
a) “promover uma sempre mais plena unidade visível no seio da Igreja Católica;
b) “promover a ação missionária;
c) “promover a ação catequética e o aprofundamento doutrinal e a reflexão teológica;
d) “promover a ação litúrgica;
e) “promover o ecumenismo e diálogo inter-religioso;
f) “promover a melhor inserção do povo de Deus, como fermento na construção de um mundo segundo os desígnios de Deus”.

Para melhor aplicação do Plano de Pastoral de Conjunto (PPC) foram criados ou animados os Regionais da CNBB, que assumiram com afã a missão de recepção do Concílio, numa mística latino-americana.

Entretanto, as assembleias seguintes da CNBB julgaram que um Plano Nacional de Pastoral, num país extenso e diversificado como o Brasil, seria de difícil concretização.

Daí, a decisão de adotar diretrizes para a ação evangelizadora, revisadas a cada quatro anos, como orientação de unidade para elaboração de planos específicos. É o que vem acontecendo ultimamente como dinâmica da evangelização.

A Conferência de Aparecida, no ano de 2007, despertou, no conjunto dos cristãos, um novo entusiasmo, oferecendo horizontes para a ação eclesial.

Nas atuais Diretrizes (2011-2015), à luz da Conferência de Aparecida, podemos caracterizar ganhos significativos. Seu Objetivo Geral está assim formulado: “Evangelizar, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção pelos pobres, para que todos tenham vida, rumo ao Reino definitivo”.

Trata-se de um texto leve e claro, na busca de unidade pastoral, com uma metodologia acessível para o conjunto dos cristãos.

Estes são seus aspectos mais marcantes:
– insiste em que vivemos em mudança de época com desafios específicos;
– coloca a Igreja em estado de missão;
– valoriza a centralidade de Jesus Cristo;
– coloca as Diretrizes da Ação Evangelizadora à luz da Palavra de Deus, nas pegadas da Assembleia do Sínodo sobre a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja;
– faz um retorno explícito à importância do Planejamento Pastoral e ao método “Ver, Julgar e Agir”.

De fato, temos muito a comemorar, muito a celebrar.

Por tudo isso, damos graças a Deus.

Dom Raymundo Cardeal Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida-SP
Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

PAIXÃO DE CRISTO: emoção no parque

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Ontem aconteceu no Parque Ipanema, em Ipatinga, o tradicional Teatro da Paixão de Cristo. Este ano foi a 17ª edição do evento que conta a participação de mais de 100 jovens católicos da cidade.

Veja a matéria do maior jornal diário de Ipatinga – Diário do Aço:

IPATINGA – Mesmo sob sol forte e o calor do Vale do Aço o público lotou o Parque Ipanema, para assistir a encenação da Paixão de Cristo.   Produzido pelas Paróquias da Igreja Católica de Ipatinga, o evento ocorreu na última sexta-feira (6). Para driblar o tempo quente as populares sombrinhas, geralmente usadas em tempos de chuva, se destacaram em meio à multidão que cercava a lagoa do parque.

A programação da “Sexta-Feira Santa” foi iniciada por volta da 8h30, com caminhada saindo do trevo do bairro Jardim Panorama em direção ao Parque Ipanema. Todos os anos o trajeto é feito antes da encenação em sinal de misericórdia. Para trabalhar o tema da fraternidade 2012 entre os jovens, os fiéis traziam o lema “Vida sim, Drogas não!”.

Com objetivo de enfatizar o lema durante toda a marcha, os participantes faziam declarações e protestos com relação ao abandono dos jovens mergulhados nas drogas. Em seguida após a concentração de atores e expectadores nas proximidades da lagoa, o teatro da Paixão de Cristo foi iniciado. Baseada nos relatos bíblicos, a peça é feita em forma de Via Sacra, que divide a caminhada de Jesus rumo à crucificação em 15 estações.

A ressurreição lembrada neste “Domingo de Páscoa” está prevista para ser apresentada hoje no Santuário São Judas Tadeu, no bairro Canaã, às 19h30. Segundo a coordenação do evento o ator que representa Jesus fará uma levitação de oito metros, usando técnicas da arte, para mostrar a ascensão de Jesus ao céu.

Celebração

O Padre Geraldo Ildeu da Paróquia Sagrado Coração de Jesus destaca que desde o início da sua história, a igreja celebra toda a caminhada do Messias, do seu nascimento até a morte e ressurreição, enfatizando a cruz como encontro de toda burrice e sujeira humana com a infinita misericórdia de Deus. “Então a igreja como mãe e mestra procura incentivar os católicos e cristãos do mundo inteiro a estar por dentro do que aconteceu porque, Jesus venceu, mas sofreu na cruz”, afirmou.

Fonte Diário do Aço

Foto: Wôlmer Ezequiel

PJ de Ipatinga promove 17ª edição do Teatro da Paixão de Cristo

Com o grito “Vida Sim, Drogas não!” jovens celebram paixão, morte e ressurreição de Jesus 

A mais de 17 anos que os jovens católicos de Ipatinga se reúnem para celebrar a Semana Santa dentro da tradição da igreja. Para participar da Semana Santa com maior devoção a Pastoral da Juventude (PJ) realiza a Caminhada da misericórdia e o Teatro da Paixão de Cristo na sexta-feira santa. Já no domingo de páscoa os jovens promovem o Teatro da Ressurreição.

Este ano é a 17ª edição do teatro que vai começar no Trevo do bairro Jardim Panorama com a Caminhada da Misericórdia às 8h. Depois da caminhada acontece no Parque Ipanema o tão esperado Teatro da Paixão de Cristo.

Ao todo são mais 100 jovens, entre atores e organizadores, de diversas paróquias da cidade, envolvidos no teatro. Ano passado foram cerca de 25 mil pessoas ao parque para prestigiar  a encenação. Já neste ano a organização espera um público de 30 mil espectadores. Desde janeiro a PJ está a reunir para preparar o espetáculo.

Caminhada da Misericórdia 

Todos os anos antes do Teatro os fiéis são chamados a caminhar em sinal de misericórdia. Essa caminhada que antecede a encenação da paixão de Cristo sempre tem um tema relevante à realidade de sofrimento da juventude. O tema deste ano será “Vida sim, Drogas não!”

Para organização a temática da caminhada além de abordar um tema pertinente ao sofrimento dos jovens da cidade que vem a cada ano sendo tomados pelas drogas, está de acordo com a Campanha da Fraternidade (CF 2012) que aborda a “Fraternidade e a Saúde Pública”. O recorte no tema da CF mostra um problema social e de saúde de muitas famílias de Ipatinga.

Kleber Nepomuceno, um dos organizadores, justifica a escolha do tema lembrando o surgimento de situações que muitas vezes passam despercebidas aos nossos olhos. “Assistir o crescente número de mendigos, perceber que cada vez mais cidades possuem locais conhecidos como cracolândia, ser vítima de furto do próprio filho, não ter a quem recorrer já que as clínicas de recuperação de usuários são de ONG’s ou particulares e os governos não apontam qualquer saída, são alguns sinais de que já vivemos uma epidemia”, diz. 

Durante a caminhada serão feitas declarações, divulgados dados e protestos com relação ao abandono dos jovens mergulhados nas drogas. Tudo isso segundo a organização para conscientizar as pessoas. “É preciso reagir. Se não podemos remediar, temos que evitar. Nosso grito de “Vida sim, drogas não!” pode parecer frágil, pequeno, mas como qualquer campanha, tem o objetivo de evitar que mais e mais jovens sejam contaminados. Assuma conosco esse compromisso”, convida Kleber Nepomuceno.

Teatro da Paixão e Ressurreição de Cristo

Promovido todos os anos pela PJ o teatro da Paixão de Cristo é baseado nos relatos bíblicos e é feito em forma de Via Sacra. Respeitando essa tradição da igreja que divide a caminhada de Jesus rumo à crucificação em 15 estações, os jovens vão encenar passo a passo a Paixão de Cristo no dia 06 de abril no Parque Ipanema.

Como manda a tradição católica a 15ª estação, que é a ressurreição de Cristo, deve ser feita no domingo de páscoa. Sendo assim, a PJ faz o Teatro da Ressurreição de Jesus, no Santuário São Judas Tadeu, Canaã. O evento será no dia 08 de abril, domingo, às 18h.

Comina lança material do 3º Congresso Missionário Nacional

assempleiacominaNeste fim de semana, dias 2 a 4 de março, representantes das forças missionárias da Igreja Católica no Brasil estarão reunidas na sede nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM), em Brasília (DF), para a 29ª Assembleia do Conselho Missionário Nacional (Comina), organismo cuja finalidade é a animação, a formação, a organização e a cooperação missionária além-fronteiras das igrejas locais.

O principal objetivo do evento é a preparação do 3º Congresso Missionário Nacional (3º CMN) que reunirá nos dias 12 a 15 de julho, em Palmas (TO), cerca de 600 pessoas de todas as regiões do Brasil. O 3º CMN terá como tema “Discipulado missionário: do Brasil para um mundo secularizado e pluricultural à luz do Vaticano II”. Segundo o diretor nacional das POM, padre Camilo Pauletti, durante a Assembleia do Comina serão apresentados alguns materiais do 3º CMN, entre eles, o site, onde serão publicadas todas as informações e documentos oficiais do Congresso; o Instrumento de Trabalho, que é o Texto-Base do Congresso, além do cartaz e a logomarca.

Congressos Missionários do Brasil

A caminhada dos Congressos Missionários Nacionais chega à sua terceira etapa. São pensados e realizados em preparação aos Congressos Americano e Latino-Americano (CAM/Comla) que deverão ocorrer pela quarta e nova vez respectivamente, em 2013, em Maracaibo, Venezuela. “Os CMN propõem-se como forte momento de reflexão, animação e articulação em torno da natureza missionária da Igreja e de suas tarefas evangelizadoras prioritárias no mundo de hoje, com enfoque na missão ad gentes (além-fronteiras)”, comenta o secretário executivo do Centro Cultural Missionário (CCM), padre Estêvão Raschietti.

O 1º Congresso Missionário Nacional aconteceu em Belo Horizonte (MG) em julho de 2003, em preparação ao CAM2/Comla7, na Guatemala, e discutiu o tema “Igreja no Brasil, tua vida é missão”. O 2º CMN, por sua vez, foi realizado em Aparecida (SP), em maio de 2008, com o tema “Do Brasil dos batizados ao Brasil de discípulos-missionários sem fronteiras”. Esta etapa seguiu as orientações da 5ª Conferência Episcopal da América Latina e Caribe, que aconteceu no ano anterior, de convocar as Igrejas do continente para assumir e operacionalizar a missão.

Assembleia do Comina

A Assembleia do Comina, que acontece a cada dois anos, é um momento de cultivar o conhecimento das diferentes realidades dos Conselhos Missionários Regionais (Comires), dos organismos e das instituições vinculadas ao Comina. “Iremos nesses três dias de encontro aprofundar o tema da identidade do Comina e dos Comires, proporcionar o aprofundamento de conteúdos da missiologia, avaliar a caminhada do Comina e projetar seu futuro, enfim, ajudar na caminhada missionária da Igreja no Brasil”, comentou o presidente do Comina, dom Sérgio Arthur Braschi.

Participam da Assembleia os bispos e assessores responsáveis da dimensão missionária da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); o diretor e os secretários das Pontifícias Obras Missionárias (POM) e o secretário executivo do Centro Cultural Missionário (CCM), a presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e da Pastoral dos Brasileiros no Exterior (PBE); os coordenadores dos Conselhos Missionários Regionais (Comires) e os representantes de institutos, associações e imprensa missionários.