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Ex-maçom fala sobre a relação da maçonaria e o demônio

O católico nunca pode ser um maçom.
O católico nunca pode ser um maçom.

(ACI).| Serge Abad-Gallardo foi membro da maçonaria durante mais de 25 anos, chegou a ser mestre de 14º grau. Depois de uma peregrinação ao Santuário de Lourdes tudo mudou e começou seu caminho de conversão, que logo o levou a escrever um livro. Na entrevista ao grupo ACI ele explica também a relação que existe entre o demônio e a organização.

“Fiz parte da maçonaria e pensei que tinha que escrevê-lo primeiro para me entender mais e depois para contar às pessoas. Cada pessoa tem a liberdade para fazer o que ela quiser, mas na maçonaria não se fala francamente”, relata o autor do livro “Por que deixei de ser maçom”, editado apenas em espanhol.

Católico e Maçom: isso pode?

“Através do meu livro quero demonstrar que o catolicismo e a maçonaria não podem ser praticados juntos”, explica o ex-maçom.

Serge é arquiteto e entrou na loja maçônica através um amigo, tentando encontrar nela as respostas às perguntas mais profundas do homem.

“Eu não pensava deixar a maçonaria. Tive alguns problemas sérios na minha vida e me perguntava qual a resposta que a maçonaria poderia me dar a esses problemas, porém não encontrei nenhuma resposta. Entretanto no caminho com Cristo sim as encontrei”, afirmou.

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Não pule ondas ou coma lentilhas, ore por 2015

Superstições não fazem parte da vida do Católico
Superstições não fazem parte da vida do Católico

(ACI).- “A diferença entre a religião cristã e práticas de superstição é que essas práticas se baseiam no desejo de dominar e controlar. A superstição pode dar a impressão para quem a pratica de que é possível dominar o futuro, mas nós sabemos que isso não é verdade. Todo cristão deve saber que a atitude dele diante do futuro não pode ser uma postura de domínio ou controle, mas sim de entrega e de confiança em Deus., afirmou o sacerdote carioca e autor do Livro “Basta uma Palavra”, Padre Antonio José Afonso da Costa. Segundo ele, a expectativa criada pela passagem do dia 31 de dezembro para o dia 1º de janeiro não pode afastar a pessoa de sua fé em Jesus, por meio de superstições e simpatias.

O sacerdote, que é pároco da Igreja Nossa Senhora de Fátima, no Méier (RJ), explicou que no Cristianismo a postura correta diante do futuro é buscar crescer no relacionamento com Deus, para que na confiança a pessoa seja capaz de construir um futuro melhor.

“A diferença entre a religião cristã e práticas de superstição é que essas práticas se baseiam no desejo de dominar e controlar. A superstição pode dar a impressão para quem a pratica de que é possível dominar o futuro, mas nós sabemos que isso não é verdade. Todo cristão deve saber que a atitude dele diante do futuro não pode ser uma postura de domínio ou controle, mas sim de entrega e de confiança em Deus. O futuro da gente não está escrito como algumas pessoas pensam de uma maneira determinista ou fatalista. O futuro da gente é construído na medida em que caminhamos com Deus”, ensinou.

O sacerdote também refletiu sobre a importância do dia 1º de janeiro, quando a Igreja celebra a solenidade e o dogma de Maria, Mãe de Deus e o Dia Mundial da Paz.

“É costume da Igreja que as grandes celebrações como a Páscoa e o Natal, não durem apenas um dia. São celebrações grandiosas que comemoram os grandes mistérios da nossa fé e devem se estender por um tempo, de forma especial pela semana seguinte a festa. O dia 1º de janeiro é a Oitava da Festa do Natal, ou seja, o término dessa grande celebração do Nascimento de Jesus que a Igreja comemora recordando a união entre Maria e seu filho Jesus. Por isso, no oitavo dia da Festa do Natal, que coincide com o primeiro dia do ano civil, é celebrada a maternidade divina de Nossa Senhora.

O sacerdote ressaltou que na Solenidade de Maria Mãe do Filho de Deus, a Igreja coloca todo o ano civil debaixo da proteção de Nossa Senhora.

“Esse dia traz uma série de lembranças e evocações importantes para a vidada Igreja, é o dia em que celebramos a circuncisão de Jesus. A leitura do Evangelho recorda esse acontecimento e o momento em que o nome do menino Jesus foi imposto. A primeira leitura relata Deus ensinando a abençoar o povo de Israel. Sempre no início de um novo ano, a Igreja recorda que o Senhor é um Deus que abençoa, que deseja nos abençoar. Também lembra que com o nome de Jesus nos lábios a gente encontra salvação, porque Jesus significa ‘Deus é o nosso Salvador’. Esse dia é uma concorrência de coisas bonitas que unem o mistério do Natal às expectativas que temos para o ano que se inicia. Mas repito, o grande segredo da nossa esperança a respeito do futuro é a nossa união com Jesus Cristo”, garantiu.

Maior templo protestante dos EUA agora é uma Catedral Católica

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Depois que a mega-igreja protestante foi a falência, seu prédio foi comprado pela Diocese Católica do local, que a usará como sua nova catedral. Sem entrar no mérito da feiura protestante da igreja, isso tem uma forte simbologia por trás. É uma virada da Igreja Católica nos Estados Unidos, que afinal começou muito pequena, e agora já é a maior denominação cristã dos Estados Unidos. Embora as conversões antes do Vaticano II fossem quase dez vezes maiores, ainda assim, muitos americanos estão largando suas seitas e buscando a verdadeira Igreja de Cristo.

O nome que foi dado à nova Catedral, aprovado pela Santa Sé, é Christ Cathedral (antes era chamada de Crystal Cathedral). As motivações são ecumênicas (nem tudo é perfeito); mas há um bom motivo para escolherem essa como sua nova Catedral, que afinal é um ponto turístico e já tinha se tornado referência em igrejas protestantes no país. A Igreja Católica está crescendo nos EUA. Essa é a verdade.

Lá, podemos ver o oposto do Brasil. Aqui o “padrão” é dizer-se católico, então temos muitos “católicos não-praticantes”. Lá, os não-praticantes são em maioria os protestantes, já que eles são a grande maioria da população. Como a grande parte dos protestantes no Brasil, os católicos dos Estados Unidos são ativos em sua Igreja.

Alguém me disse que a tendência é aumentar. Que talvez daqui a vinte anos, metade dos Americanos sejam católicos. Eu espero firmemente que isso seja verdade. Por que, cá entre nós, eles parecem bem mais espertos que os brasileiros, que sempre tiveram Cristo na sua esquina, mas não ligam para isso. A Diocese de Orange County é a 10º maior do país. A Catedral atual não tem capacidade para abrigar os fiéis, já chegaram a ter que distribuir entradas para entrar (como no Vaticano).

Atentado de extremistas muçulmanos contra um templo católico no Paquistão deixa 78 mortos

Interior da Igreja de Todos os Santos. Foto: Twitter/@xe_m
Interior da Igreja de Todos os Santos. Foto: Twitter/@xe_m

(ACI/EWTN Noticias).- Neste domingo, 22 de setembro, dois extremistas muçulmanos suicidas realizaram atentados consecutivos à Igreja Católica de Todos os Santos, em Peshawar, ao norte do Paquistão, causando a morte de 78 pessoas e pelo menos 130 feridos.

De acordo com as autoridades, este foi o ataque mais grave realizado contra a minoria católica no Paquistão.

Uma facção talibã assumiu o atentado, e ameaçou continuar atacando as minorias religiosas do país até que os Estados Unidos pare com os ataques de drones nas zonas remotas do país.

De acordo com o chefe de Polícia Mohammad Ali Babakhel, “o ataque aconteceu no final da missa”, quando os dois terroristas abriram fogo contra os guardas de segurança que vigiavam a igreja, matando um e ferindo o outro.

Depois de brigar com alguns fiéis, um dos terroristas explodiu a primeira bomba, ao ver-se rodeado pela polícia. Ao pouco tempo, no interior da igreja, aconteceu a segunda explosão.

Segundo informações recolhidas pela Europa Press, o atentado tem uma grande carga simbólica para os moradores da cidade porque a Igreja de Todos os Santos é um lugar que representa a harmonia inter-religiosa.

Depois das explosões, dezenas de pessoas saíram às ruas para protestar contra a Polícia por sua incapacidade para impedir os atentados.

Tanto o primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz Sharif, como o presidente Mamnoon Hussein, condenaram energicamente o atentado; outras autoridades provinciais também se pronunciaram à condenação do ataque.

7 perguntas sobre o Papa: por que ele é o sucessor de São Pedro?

2. Por que é que o Papa é o sucessor de S. Pedro?

O Papa, bispo de Roma e sucessor de S. Pedro, «é princípio perpétuo e visível, e fundamento da unidade que liga, entre si, tanto os bispos como a multidão dos fiéis» (LG 23). Em virtude do seu cargo de vigário de Cristo e pastor de toda a Igreja, o pontífice romano tem sobre a mesma Igreja um poder pleno, supremo e universal, que pode sempre livremente exercer» (LG 22). (Catecismo da Igreja Católica, 882)

Contemplar o mistério

O amor ao Romano Pontífice há-de ser em nós uma formosa paixão, porque nele vemos a Cristo. Se tivermos intimidade com o Senhor na nossa oração, caminharemos com um olhar desanuviado que nos permitirá distinguir, mesmo nos acontecimentos que às vezes não compreendemos ou que nos causam pranto ou dor, a acção do Espírito Santo. (Amar a Igreja, 13)

As cidades antigas estavam rodeadas de muralhas. Entregar as chaves que davam acesso às muralhas equivalia a dar poder sobre a cidade. A expressão dar as chaves equivale a dar-lhe o poder supremo sobre a sua Igreja, à que muitas vezes chama

As cidades antigas estavam rodeadas de muralhas. Entregar as chaves que davam acesso às muralhas equivalia a dar poder sobre a cidade. A expressão dar as chaves equivale a dar-lhe o poder supremo sobre a sua Igreja, à que muitas vezes chama “reino dos céus”.

Católico, Apostólico, Romano! – Gosto que sejas muito romano. E que tenhas desejos de fazer a tua “romaria”, “videre Petrum”, para ver Pedro. (Caminho, 520)

Venero com todas as minhas forças a Roma de Pedro e de Paulo, banhada pelo sangue dos mártires, centro donde tantos saíram para propagar por todo o mundo a palavra salvadora de Cristo. Ser romano não implica nenhum particularismo, mas ecumenismo autêntico. Representa o desejo de dilatar o coração, de abri-lo a todos com as ânsias redentoras de Cristo, que a todos procura e a todos acolhe, porque a todos amou primeiro. (Amar a Igreja, 11)


A estrela política da Parada Gay

Da coluna de Gilberto Dimenstein na Folha de São Paulo:  A estrela política da Parada Gay foi o católico conservador Geraldo Alckmin –ele deu um exemplo de respeito à diversidade. Um contraste com Fernando Haddad e José Serra que, certamente de olho nos votos dos religiosos, preferiram ficar longe do evento. Haddad talvez esteja preocupado com a repercussão do chamado kit-gay; e Serra vem, nos últimos tempos, se comportando com um pendor religioso que tem mais a ver com as urnas do que com Deus. Ao não participarem da Parada Gay, Serra e Haddad demonstraram pouco respeito não com os gays, mas com São Paulo –aliás, nenhum candidato a prefeito estava lá. Como católico fervoroso, desses que se confessam, Alckmin tem suas convicções religiosas. Mas, como governador de São Paulo, sabe que a Parada Gay representa a diversidade e um esforço de ajudar a combater a violência contra o grupo marcado pela discriminação. Neste ano, coube ao seu governo lançar a ideia de um museu, numa estação do metrô, em homenagem à diversidade sexual.

* * *

A propaganda é a alma do negócio. Pela primeira vez, uma medição de público com caráter científico foi realizada na Parada Gay de São Paulo, ocorrida no último domingo. E os números mostram algo bem mais modesto do que os mais de 3 milhões de participantes alardeados nos últimos anos: “Míseros” 270 mil. – Fonte Datafolha

post publicado Fratres in Unum.com 

 

Andy García: Filme Cristiada é para todos, não é preciso ser católico para vê-lo

O ator cubano Andy García, protagonista de “Cristiada”, filme que estréia nesta sexta-feira, 1 de junho, nos Estados Unidos, logo depois de ter tido grande sucesso no México, em abril, afirmou que não é preciso ser católico para ver o filme. Do êxito de bilheteria neste primeiro fim de semana depende que o filme seja visto na América Latina.

Em uma entrevista concedida ao The Associated Press, o ator assinalou que “a gente não tem que ser católico para estar no filme nem para ver o filme, eu fui ver ‘A lista do Schindler’ e não tenho a ninguém que esteve no Holocausto, a fui ver porque uma história importante de conhecer e um grande filme”.

No filme, que narra a guerra cristera no México durante a perseguição religiosa da década de 1920, García protagoniza um condecorado geral ateu retirado que aceita a oferta de liderar um grupo de defensores da liberdade religiosa. Embora não compartilhe sua fé, ele o faz para defender o direito básico da liberdade.

Como cubano e católico, García reconhece a similitude com a história de seu país natal, onde apesar de haver certo grau de liberdade religiosa, ainda se percebe o controle total que impõe na ilha o regime dos irmãos Castro.

Para o ator conhecido por atuações em filmes como “O Poderoso Chefão III” e “Os intocáveis”, é inexplicável “como um episódio tão importante da história mexicana como a Guerra Cristera não é mais conhecido”.

“90 mil pessoas morreram em três anos (1926-1929), houve tortura, padres enforcados em postes (…) O curioso é que eu não sabia nada a respeito e quando perguntei a alguns amigos mexicanos eles também não sabiam nada ou diziam que tinham escutado algo a respeito”, assinalou o ator de Hollywood sobre o conflito gerado pela proibição de oficiar missas, o uso de vestimentas sacerdotais em público e a perseguição de católicos por parte do governo.

Entretanto, afirmou que essa curiosidade foi em parte a sua motivação para interpretar o papel do general Enrique Gorostieta no filme “Cristiada”, uma “superprodução” dirigida por Dean Wright que o ator comparou com mega produções como “A conquista do oeste”, “Doutor Zhivago” ou “Lawrence de Arábia”.

No filme, que em inglês leva o título de “For Greater Glory” (Para Maior Glória), também atuam Eva Longoria, Rubén Blades, Eduardo Verástegui e Peter O’Toole.

Veja o trailler:

ACI Digital

Festival Internacional de Cinema João Paulo II

Após a boa audiência no ano de 2009, acontece em Miami (EUA) a segunda edição do Festival Internacional de Cinema João Paulo II. Esta versão da mostra cinematográfica de temática religiosa e baseada no Catecismo e na doutrina de João Paulo II teve início no último dia 17 de fevereiro, na Sala de Artes Coral Gables, e termina no próximo sábado, 26.

“O Mistério do Amor” é o tema central desta edição do evento, no qual estão sendo apresentados 28 filmes oriundos de diversos países, como Espanha, França, Nova Zelândia, Polônia, Reino Unido, Portugal e o próprio Estados Unidos.

Uma das exibições de destaque é o documentário “Nove Dias que mudaram o mundo”, no qual são abordados os principais fatos da visita do Papa João Paulo II à Polônia, em 1979.

O Festival foi aberto com a sessão do filme “Out of the darkness” (“Saída da Escuridão”), que conta a história real de Shelley Lubben, que deixou a vida de pornografia através da fé em Jesus Cristo. “Algo que quisemos destacar ao final da obra é que, nessas situações, (a pessoa) se encontra em um lugar escuro e o único que lhe resta é ter esperança de que na realidade há uma luz”, declarou o produtor executivo do filme, John Saffian.

Outro filme de destaque na programação é “No greater love” (“Não há amor maior”), que transporta o público a um monastério de monjas carmelitas, discretamente localizado em Notting Hill, bairro da região oeste de Londres.

Há ainda “San Bernadette de Lourdes”, um retrato fiel dos acontecimentos ocorridos na França em 1858, e “Life Happens” (“A vida acontece”), sobre o tema do aborto.

Ainda serrão exibidos, entre outros, filmes como “O último cume”, documentário espanhol bem-sucedido sobre o sacerdote Pablo Domínguez; e “The Calling” (“O Chamado”), a respeito das alegrias e ansiedades de quem opta pela vida religiosa.

O festival também conta com a presença de produtores de cinema que encontraram na arte cinematográfica uma maneira de promover a beleza, a vida e a dignidade humanas. Entre eles o diretor da produtora “Grassroots Filmes”, Joseph (Jou) Campo, conhecido por produzir diversos documentários sobre fé e religião.

O executivo cinematográfico norte-americano destacou que, como produtor, acredita ser importante promover a dignidade humana através do cinema, “porque é uma maneira de se comunicar com o mundo” por meio da narrativa de experiências pessoais que possam afetar de forma positiva outras pessoas.

O festival nasceu inspirado na carta que João Paulo II escreveu, em 1999, aos artistas, “aos que com apaixonada entrega buscam novas ‘epifanias’ da beleza para oferecê-las ao mundo através da criação artística”.

Fonte Canção Nova

Imagem da Internet

Os Dogmas da Igreja – Maria

Esta entrevista com Fr. Clodovis Maria Boff, OSM, sobre os dogmas marianos, verdades e mistérios que nunca mudam, foi retitrada do site Ave Maria. 

Como é vista hoje pela Igreja a Questão dos dogmas?

Os dogmas não são verdades obscuras, mas verdades imensamente luminosas. Tais verdades, mais que serem explicadas, explicam questões profundas de nossa existência. Por exemplo, o dogma da Assunção mostra o destino último de nosso corpo, que é a glória. E já que se trata do corpo de uma mulher, corpo aviltado de tantos modos, mostra como Deus se “vinga” disso, exaltando o corpo da Virgem numa apoteose suprema. 

Ademais, os dogmas são mistérios que se celebram na liturgia. É aí que se vê melhor seu conteúdo. Mostram o que Deus faz em seu amor por nós. Que os dogmas sejam algo que supera a inteligência humana não significa que sejam de per si incompreensíveis, mas que possuem tanta luz que ofuscam nossa pobre vista, só feita para as coisas deste mundo. Porém, graças à fé, podemos refletir sobre eles e obter deles uma luz imensa para nossa vida.

É possível sustentar nos dias de hoje como verdade dogmas tão antigos?

Os dogmas não são verdades ou mistérios submetidos ao tempo, ainda que estejam no tempo. São como faróis que, situados na terra fi rme da eternidade, iluminam os barcos que vagam nos mares flutuantes deste mundo. Assim, que Maria seja Mãe de Deus é uma verdade eterna, que ilumina eternamente o mistério da maternidade humana e, mais ainda, da encarnação de Deus em nossa humanidade. 

Os dogmas nunca mudam. O que pode mudar é a compreensão que podemos ter deles. Por exemplo, o dogma da Virgindade de Maria pode hoje ser ligado à ecologia, como fez João Paulo II, mostrando que ele nos desperta para a necessidade de respeitar a natureza, sem violá-la com nossas sujeiras e destruições. Eis aí como um dogma que parece tão pouco ?moderno? mostra uma relevância para a problemática atual. Acrescentemos que a virgindade de Maria não é a condenação do sexo, mas apenas a condenação à sua relativização. Ele mostra que o sexo não dá salvação e sim o poder do Alto.

Quais os principais dogmas marianos?

Maternidade divina de Maria. É uma maravilha inaudita que uma mulher deste mundo tenha sido verdadeira mãe de Deus. Isso pela fato da encarnação. Sendo que Jesus é Deus, a mãe de Jesus só pode ser mãe de Deus. 

Virgindade perpétua de Maria. É outra maravilha de Deus que a mãe de seu Filho tenha permanecido Virgem, seja quando o concebeu, seja quando lhe deu a luz, seja depois do parto. Isso naturalmente só é possível a Deus, como explicou o Anjo a Maria. A virgindade de Maria depõe em favor de Cristo: de sua origem e natureza. Afirma que esse homem nasceu não da potência do homem, mas do Espírito Santo e que, portanto, é um dom do Céu. Mostra também que nós nascemos para a graça não de ossos pais terrenos, mas da Igreja, que no batismo nos gera para Deus “por obra do Espírito Santo”. 

Imaculada Conceição. É uma terceira maravilha operada por Deus em Maria o fato de Ela ter sido concebida sem pecado original. Isso graças à redenção de seu Filho, que haveria de se realizar em breve. Isso mostra que a graça é uma raiz mais profunda que o pecado. Maria é a Nova Eva que não deu ouvidos à voz da Serpente.  

Assunção de Maria na glória. É outra das grandes coisas que Deus fez em Maria, como Ela cantou no Magnificat. Esse dogma testemunha a potência da ressurreição de Cristo que já age no corpo de sua Mae, elevando-a ao céu antes do fim dos tempos. É uma garantia segura do destino de nosso ser inteiro, alma e corpo: a exaltação na glória e no amor eternos. 

Os dois primeiros dogmas estão claramente atestados nos evangelhos, enquanto que os dois últimos só estão lá implicitamente, precisando- se da Tradição para explicitá-los.

Há alguma reflexão ou debate a respeito da definição de mais algum dogma?

Existe hoje em nível mundial um movimento para a declaração de um quinto dogma, o de Maria medianeira de todas as graças. Há mais de um século que existem votos nesse sentido. Que Maria seja Medianeira de todas as graças é uma verdade já vivida pela piedade dos fiéis e aprovada pelo Magistério da Igreja. O Vaticano II afirma isso. Porém, alguns querem que essa verdade seja declarada explicitamente, solenemente e formalmente, embora isso não seja o principal. O Magistério verá se e quando os tempos estão maduros para tal declaração.

Em seu próximo livro Os dogmas marianos, quais assuntos relevantes quer comunicar?

O livreto de minha autoria que sairá sobre os dogmas entende mostrar de forma clara e bem popular o que são os dogmas marianos. Traz suas bases bíblicas e também as belíssimas declarações dos grandes Doutores da Igreja a respeito. Mostra também que os dogmas são verdades, mistérios e maravilhas que iluminam nossa existência e nos ajudam a viver de modo mais cristão e, por isso, de modo mais belo e encantado.

Uma mensagem final ao nosso leitor

“Não se pode ser cristão sem ser mariano”, disse Paulo VI. Maria foi o último presente que Jesus deixou ao mundo antes de morrer, quando disse a João: “Eis aí tua mãe!”. Assim, quem “leva Maria para sua casa”, como fez João, terá em sua companhia a mulher mais maravilhosa do mundo. Aprenderá com Ela quem é Jesus e seus segredos mais profundos e terá tudo o que a mãe mais extremosa faz por seu filho mais querido. E, com tal encantadora presença, não poderá não ser feliz! Amém. Aleluia!