Deputados falaram 59 vezes o nome de Deus na seção do Impeachment

Minha opinião é bem sincera quanto a tudo isso. Para mim

  • O governo não é o melhor;
  • Impeachment não é golpe;
  • O modo como estão fazendo sim;
  • Defendo novas eleições;
  • Não temos deputados dignos de legislar;
  • Passamos vergonha, mas muita vergonha neste domingo;
  • Nossos deputados, em uma análise do discurso, mostraram seu interesse maior, eles mesmos;
  • O povo precisa acordar.

A repórter da EBC Isabela Vieira escreveu sobre o uso do nome de Deus. E nunca antes na história desse país ele foi usado tão em vão. Oremos pela pátria.

Religiosos criticam citações a Deus na sessão da Câmara que votou impeachment

Por Isabela Vieira | EBC | As referências à religião e a Deus nos discursos de parte dos deputados que decidiram, no domingo (17), pela abertura de processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff incomodaram religiosos. Em defesa da separação entre a fé e a representação política, líderes de várias entidades criticaram as citações e disseram que os posicionamentos violam o Estado laico.

Durante a justificativa de voto, os parlamentares usaram a palavra “Deus” 59 vezes, quase o mesmo número de vezes que a palavra “corrupção”, citada 65 vezes. Menções aos evangélicos aparecem dez vezes, enquanto a palavra “família” surgiu 136, de acordo com a transcrição dos discursos, no site da Câmara dos Deputados. Ao votar, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, disse: “Que Deus tenha misericórdia desta Nação”. O apelo foi feito também por Cunha ao abrir a sessão: “Que Deus esteja protegendo esta Nação”.

Para o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), composto pelas igrejas Evangélica de Confissão Luterana, Episcopal Anglicana do Brasil, Metodista e Católica, que havia se manifestado contra o impeachment, assim como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ligada à Igreja Católica, as menções não surpreenderam. A presidenta da entidade, a pastora Romi Bencke, disse que as citações distorcem o sentido das religiões. “Não concordamos com essa relação complexa e complicada entre religião e política representativa”, afirmou.

Segundo Romi, uma das preocupações dos cristãos é com o uso da religião para justificar posicionamento em questões controversas. A fé, esclareceu, pode contribuir, com uma cultura de paz, com a promoção do diálogo e com o fortalecimento das diversidades. Porém, advertiu, “tem uma faceta de perpetuar violência”, quando descontextualizada. “Infelizmente, vimos que os parlamentares que se pronunciaram em nome de Deus, ao longo do mandato, se manifestam contra mulheres, defendem a agenda do agronegócio e assim por diante. Nos preocupa bastante o fato de Deus ser invocado na defesa de pautas conservadoras – é ruim adjetivar, mas é a primeira palavra que me ocorre – e de serem colocadas citações bíblicas descontextualizadas. Não aceitamos isso e eu acho que é urgente refletir sobre o papel da religião na sociedade”.

O teólogo Leonardo Boff, que já foi sacerdote da Igreja Católica, expoente da Teologia da Libertação no Brasil e hoje é escritor, também criticou o discurso religioso dos parlamentares que, na sua opinião, colocaram em segundo plano os motivos para o pedido de impeachment, as pedaladas fiscais e a abertura de créditos suplementares pelo governo de Dilma. Leia a integra da matéria aqui.

Houve até pastor homenageado. Fica a dúvida. Como podemos confiar nossa nação aqueles que claramente usam do nome de Deus para se alto proclamar? O que você pensa sobre isso? Comente.

A cabeça da serpente, da jararaca e jararaquinhas

Neste final de semana Dom Darci, bispo auxiliar de Aparecida, chocou a ala “libertadora” da Igreja e foi ovacionado pela ala “tradicional”. Veja:

A menção de Dom Darci, arcebispo de Aparecida, clara, ao ex-presidente Lula levanta algo mais profundo para ser debatido. Dois temas para ser preciso. A unidade eclesial e também a permanência de jararaquinhas em nossa sociedade.

Dom Darci, fez uma prece ao Pai neste domingo, onde ele se mostra mais misericordioso para com os seus filhos. Em sua prece ele pede para que Deus nos dê força para esmagarmos a cabeça das serpentes e daqueles que se denominam jararacas.

Um pedido apenas. Um prece e oração. Esse fato repercutiu entre jararacas, entre sapatos e entre aqueles que não sabem onde pisar. Foi oportunizado pelos Neves, chuchus e etc. Farinhas do mesmo saco. E, é esse o fato que me levou a escrever. Como disse, dois tópicos podem ser levantados da oração de Dom Darci.

Vamos a unidade eclesial

Sim, ela deve ser debatida. Um dos poucos bispos e poucos padres a mencionar os fatos de corrupção, mesmo que usando metáfora, foi Dom Darci. Não vemos posicionamento da CNBB. Ou melhor, vemos um claro fechar de olhos a situação atual.

A corrupção está aí e deve ser aniquilado de nosso meio. Dom Darci está sob ataque. Isso porque se posicionou e orientou seu rebanho. Mas, só ele é pastor? Não. Onde estão os demais. Orar pela pátria é nosso dever e fazer dela uma boa casa também.

A falta de unidade ao pensarmos sobre política, mostra como estamos desentrosados em outros aspectos. Campanhas da fraternidade que falam de tudo, menos de como anda nossa fé. Em cada comunidade que vou, vejo uma liturgia. E aqui, ressalvo o ótimo trabalho do meu bispo Dom Marco Aurélio Gubiotti, que unifica a Diocese de Itabira faz jus ao legado dos bispos anteriores.

Falar o mesmo discurso não significa unidade. Eu sei. Mas estar em sintonia com o que precisa ser dito e feito sim. É necessário sim, esmagar a cabeça da jararaca, das serpentes que assombram nosso povo. Sejam elas do mensalão, petróleo, da merenda escolar, do “helicoca”, Furnas, Claúdio. Aliais, precisamos também derreter umas neves e cozinhar uns chuchus.

Isso mesmo meu irmão! Os tucanos moralistas também tem defeitos e dos feios. Os membros do PT, nem falamos. E tantos outros partidos e políticos serpentes por aí.

As jararaquinhas

Quem são elas? Onde vivem? Como se alimentam?

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Somos nós. Nós que aceitamos subornos sociais em troca de maus serviços. Que subornamos os guardas por andarmos bêbados por aí. Que compramos a carta de habilitação. Que damos carteirada nas filas e órgãos públicos. Nós que não devolvemos o troco quando o recebemos a mais.

Dom Darci, antes de falar de quem se alto denomina jararaca, pede que a cabeça da serpente, “de todas as víboras” sejam esmagadas. Cuidemos para não sermos serpentes me nosso cotidiano e rezemos para que as jararacas sejam esmagadas de nossa nação.

Na sua opinião, Dom Darci fez errado ao elevar sua prece? Eu não acho. Mas aqui um texto de Dom Orvandil, bispo da Diocese Brasil Central, em opinião contrária a de Dom Darci.

Dilma sanciona lei (PLC 3/2013) sem vetos e abre as portas do país para o aborto

images (1)DO G1 | A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta quinta-feira (1º), sem vetos, projeto de lei que determina o atendimento obrigatório e imediato no Sistema Único de Saúde (SUS) a vítimas de violência sexual, segundo informou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A lei entra em vigor em 90 dias.

Com a sanção, Dilma manteve no projeto um trecho que foi alvo de polêmica entre religiosos por obrigar hospitais a prestarem serviço de “profilaxia da gravidez” a mulheres que foram abusadas. As entidades religiosas pediram veto ao inciso por entendem que o termo abre brecha para médicos realizarem aborto.

De acordo com o projeto, todos os hospitais da rede pública serão obrigados a oferecer, de forma imediata, entre outros serviços, a “profilaxia da gravidez”, termo que, de acordo com o Ministério da Saúde, refere-se ao uso da chamada “pílula do dia seguinte”.  A medicação evita a fecundação do óvulo (em até 72 horas após a relação sexual) e não tem poder para interromper uma gestação.

Padilha esclareceu que, “se uma vítima de violência sexual for amanhã a um hospital, o hospital já tem que cumprir todas essas recomendações” devido à portaria que está em vigor desde 2008. “Daqui 90 dias, quando a lei entra em vigor, esse hospital passa a também ser questionado de uma forma ainda mais intensa, porque não é mais apenas uma recomendação, mas uma lei do país”, afirmou.

A presidente Dilma também vai encaminhar um projeto de lei para corrigir duas imprecisões técnicas no texto aprovado pelo Congresso. Uma delas é sobre o conceito de violência sexual e a segunda estabelece, claramente, no inciso 4 do artigo 3º o uso e a administração da medicação com eficiência para gravidez resultante de estupro.

PLC-3-2013
Dilma não cumpre promessa de campanha e abre as portas do país para o aborto

“É importante a correção porque esse texto é exatamente o que é recomendado pelo Ministério da Saúde para vítimas de estupro, ou seja, usar a medicação até 72 horas para se evitar gravidez de vítimas de estupro. A oferta de medicação no tempo adequado para evitar gravidez de vítimas de estupro”, disse Padilha.

Pela atual legislação, em caso de gravidez resultante de estupro, é permitido à vítima realizar o aborto, bastando para isso assinar um documento no próprio hospital.

Com a lei sancionada nesta quinta, as vítimas também terão direito a diagnóstico e tratamento das lesões no aparelho genital; amparo médico, psicológico e social; profilaxia de doenças sexualmente transmissíveis, realização de exame de HIV e acesso a informações sobre seus direitos legais e sobre os serviços sanitários disponíveis na rede pública.

Para a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, as medicações  “na hora certa” vão evitar abortos.

“É um projeto que, ao evitar a gravidez com e medicações corretas, precisas, na hora certa, ele também evita possíveis abortos caso a mulher resolva fazê-lo. É um projeto que está dentro da conduta do nosso governo e deixará, amenizará definitivamente o sofrimento de crianças, mulheres e pessoas portadoras de deficiências e de meninas que sofrem o estupro e a violência sexual”, disse.

Segundo Padilha, a atual política do Ministério da Saúde já prevê “atendimento humanizado”.

“Esse projeto transforma em lei aquilo que já é um política estabelecida em portaria do Ministério da Saúde que garante tratamento humanizado, respeitoso, a qualquer vítima de estupro”, afirmou.

As entidades religiosas também chegaram a pedir veto ao inciso sobre a “pílula do dia seguinte” por entenderem que o termo abre brecha para médicos realizarem aborto. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, rebateu os críticos e disse que projeto diminui a incidência de aborto.

“O que temos a dizer é que é exatamente um projeto que além de prestar o apoio humanitário essencial para a mulher que foi vítima de uma tortura, porque todo estupro é uma forma de tortura, ele permite que ela não passe por um segundo sofrimento, que é o aborto legal.  Sancionando um projeto que foi aprovado por unanimidade no Congresso Nacional, onde há uma cativa bancada da família, é corrigir esse projeto que vem do Congresso com uma ambiguidade que, sim, poderia abrir essa brecha.  Apoiamos esse projeto sem abrir nenhuma porta para a prática do aborto e diminuindo a incidência do aborto legal”, disse.

Algumas entidades religiosas também pediram veto ao trecho que trata do fornecimento de informações pelos hospitais às mulheres vítimas de violência sexual. O deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) chegou a protocolar na Presidência da República, no mês passado, um ofício argumentando que não cabe a hospitais oferecer orientação jurídica,  responsabilidade que seria apenas das delegacias de polícia e outras autoridades, segundo o parlamentar.

Termo

O projeto de Lei que será enviado pela presidente com o objetivo de corrigir imprecisões na lei altera o termo “profilaxia da gravidez” por “medicação com eficiência precoce para prevenir gravidez resultante de estupro”. O texto informa que “a expressão ‘profilaxia da gravidez’ não é a mais adequada tecnicamente e não expressa com clareza que se trata de uma diretriz para a administração de medicamento voltados às vítimas de estupro”.

Com a alteração, disse Padilha, o governo reconhece que a “atitude correta para se evitar a gravidez de mulheres vítimas de estupro é oferecer medicação em tempo adequado, até 72 horas”.

A presidente também propõe a substituição do artigo 2º da lei, que da forma como foi aprovado no Congresso, considera violência sexual “qualquer forma de atividade sexual não consentida”. O projeto que será enviado considera “todas as formas de estupro, sem prejuízo de outras condutas em legislação específica”. De acordo com Padilha, a alteração protege pessoas com deficiência mental e crianças.

“O texto aprovado inicialmente é vago e deixa dúvidas quanto à extensão dos casos que seriam abrangidos pela lei”, informa o projeto.

Estupro

Segundo dados encaminhados pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, estima-se que, a cada 12 segundos, uma mulher é estuprada no Brasil. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que em cinco anos os registros de estupro no Brasil aumentaram em 168%: as ocorrências subiram de 15.351 em 2005 para 41.294 em 2010. Segundo o Ministério da Saúde, de 2009 a 2012, os estupros notificados cresceram 157%; e somente entre janeiro e junho de 2012, ao menos 5.312 pessoas sofreram algum tipo de violência sexual.

MP-RJ pede cancelamento de R$ 7,8 milhões que seriam repassados à JMJ Rio2013

 (ACI).- Uma ação pública movida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) pegou os organizadores da Jornada Mundial da Juventude de surpresa, quando pediu o cancelamento do repasse de R$ 7,8 milhões para a 28° edição do evento, que acontecerá entre 23 e 28 deste mês, afirmando que este é um evento privado e não deve ter incentivo governamental.

O pedido foi ajuizado na última terça-feira, 9, e em nota o Comitê Organizador Local (COL) reafirma o caráter público do evento, que não cobra a venda de ingressos, não possui fins lucrativos e tem a programação aberta a todos os cidadãos, apesar na natureza religiosa.

“A JMJ Rio 2013 será um evento realizado em parceria com o Poder Público. O Ministério Público, embora regularmente informado, insiste em ignorar que diversos pedidos para sediar a JMJ Rio 2013 foram formulados, por escrito, pelo Governo Federal (assinado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reiterado pela Presidente da República, Dilma Roussef), pelo Governo Estadual e pela Prefeitura do Rio de Janeiro, no sentido de que a cidade do Rio de Janeiro fosse escolhida para sediar esta versão da JMJ”, explica o COL.

A licitação publicada pelo município do Rio seria para a contratação de serviços de saúde para a Jornada, e este veto pode resultar no cancelamento total ou parcial dos eventos que integram a programação, caso o Instituto Jornada Mundial da Juventude não mantenha a programação de atenção à saúde e nem preserve os contratos já estabelecidos.

A organização relembra que, por decisão da Presidência da República, a segurança do evento será conduzida pelas Forças Armadas. “Assim, verifica-se empenho do Poder Público em prover a segurança do evento. Nada mais justo do que o Poder Público prover atendimento médico aos participantes do evento, bem como a todos os que estiverem nas imediações e necessitarem de eventual atendimento médico”, declara.

O COL demonstra sua preocupação com os peregrinos e o empenho para que tudo saia como planejado, “os organizadores da JMJ 2013 informam que oferecerão oportunamente resposta à inicial proposta, certos de que o Poder Judiciário decidirá a questão atendendo a todos os anseios da sociedade, e que, apesar de tais obstáculos, a JMJ Rio2013 será um sucesso”.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, fez um pronunciamento no Palácio da Cidade, nesta quarta-feira, durante a passagem dos símbolos da JMJ, que estão no município desde o dia 6 de julho, defendendo o apoio do Governo Municipal à Jornada. “A prefeitura vai disponibilizar todos os serviços públicos necessários para atender bem a essa multidão que aqui está. (…) A prefeitura deve executar o serviço de atendimento médico pré-hospitalar fixo e móvel nos eventos a serem realizados em Copacabana e Guaratiba”, afirmou.

A organização da JMJ Rio2013 também ressalta os benefícios que o evento trará para a cidade. “É fato que a JMJ Rio2013 trará ao Município do Rio de Janeiro um público de magnitude inédita, que já está chegando à cidade, vindo de todas as partes do planeta, fato este que, incontestavelmente, promoverá mundialmente nossa cidade, trazendo literalmente milhões de turistas e incontáveis oportunidades para os cariocas e para todos os setores da economia local”.

“Resta claro então que a JMJ Rio2013 não pode ser compreendida como um evento exclusivamente religioso e muito menos privado”, destacou.

A ganância “carioca” pelo petróleo

Isso na verdade trata-se de uma ganância de um político sem  pretensões nacionais e de uma sociedade manipulada licitamente por um emissora de tv. Pergunte a Fernanda Montenegro, Xuxa e tantos outros, se entendem o que significa partilhar essa riqueza com estados mais pobres? Pergunte ao governador do Rio o quanto ele ganha com impostos da CSN e do minério mineiro que vai pra lá. Buracos nos restam aqui em Minas.

Ao Rio ia ser tirado 6% apenas. Os caras pintadas globais, que se quer entendem o que é de fato royalties, foram as ruas. Lindo! Agora eu me pergunto, por que não pintam seus rostos pelo investimento em educação? Ah! esqueci que seus filhos estudam em colégios particulares. Por quê não pintam as caras pela saúde? Hoje eu estou só cometendo gafes, esqueci que eles só se tratam só Sírio-Libanês, Albert Einstein e tantos outros particulares e bons. Oh, esqueci de novo, a Dona Dilma e Sr Lula, que infelizmente ainda tenho um pouco de apreço, também se tratam lá. Por isso ela vetou alguns pontos sedendo aos “caras pintadas globais”.

A massificação é um problema. Um câncer. Senhor curai-nos desse mal.  Ensina-nos a partilhar com o outro. Ensina-nos a dividir o que destes a todos e não a um.

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Leia esse excelente artigo de CHRISTIAN CARVALHO CRUZ, publicado no jornal O Estado de S.Paulo. Clique no título para ler.

Ganância e arrogância de baciada

Tolerância e relativismo

Dom Redovino Rizzardo
Bispo de Dourados (MS)

Ao longo do mês de setembro, um filme produzido nos Estados Unidos, ridicularizando a figura de Maomé, fundador do Islã, ocupou as manchetes dos meios de comunicação social de todo o mundo, pelas graves conseqüências que provocou. Foram inúmeros os países em que os protestos dos muçulmanos causaram dezenas de mortes, entre elas, do embaixador norte-americano na Líbia.

Poucos dias antes, o Festival de Cinema de Veneza havia premiado o filme “Paraíso: Fé”, que zomba a religião católica ao mostrar uma mulher masturbando-se com um crucifixo. Mas, diferentemente do que aconteceu com a produção norte-americana, foram raras as pessoas que tomaram a defesa da Igreja. Para uma delas, o motivo é simples: “Uma das características da “cultura” atual é atacar os católicos e, em seguida, defender-se apoiando-se na liberdade de expressão“. De igual teor foi a reação do diretor de uma revista francesa ao se defender das críticas que recebeu, por ter acirrado mais ainda os ânimos, publicando charges contra Maomé, poucos dias depois do aparecimento do filme norte-americano: “As religiões não podem ser questionadas? Ou só é possível fazê-lo contra a Igreja Católica?“.

Dois pesos e duas medidas: denegrir o Cristianismo é direito, arte e cultura, e ai de quem se atreve a divergir! Pelo contrário, ofender o Islã é preconceito e intolerância, como afirmou a própria Dilma Roussef no discurso que proferiu nas Nações Unidas, no dia 25 de setembro: «Como presidente de um país no qual vivem milhares de brasileiros de confissão islâmica, registro neste plenário nosso veemente repúdio à escalada de preconceito islamofóbico em países ocidentais».

Mas, até que ponto é lícito ferir a cultura e a religião de quem pensa diferente? Violência gera violência: à prepotência da imprensa, que se julga dona da verdade e acima de qualquer questionamento, há muçulmanos que se sentem no direito e no dever de responder com a força das armas! Em pronunciamento feito no dia 12 de setembro, o porta-voz do Vaticano, Pe. Federico Lombardi, lembrou que o caminho a ser percorrido é diferente: “O respeito pelas crenças, pelos textos, pelos personagens e pelos símbolos das diferentes religiões é uma condição essencial para a coexistência pacífica dos povos“.

Numa sociedade que se pensa cada vez mais tolerante, o que mais parece faltar é tolerância, sobretudo em matéria de ética, moral e religião. Foi o que disse o papa Bento XVI na entrevista que concedeu ao jornalista alemão Peter Seewald, em 2010: «O que se está difundindo hoje é um novo tipo de intolerância. Existem maneiras de pensar bastante difusas que devem ser impostas a todos. É o que acontece, por exemplo, quando se afirma que, em nome da tolerância, não devem existir crucifixos nos edifícios públicos. No fundo, estamos eliminando a tolerância, porque, na realidade, isto significa que a religião e a fé cristã já não podem se expressar de modo visível.

A mesma coisa acontece quando, em nome da não discriminação, se quer obrigar a Igreja Católica a mudar a própria posição em relação à homossexualidade ou à ordenação sacerdotal das mulheres. Na prática, isso significa que não lhe é permitido viver a própria identidade, substituindo-a por uma religião abstrata como critério tirânico último, ao qual todos se devem dobrar. E isso seria liberdade, pelo simples fato de que nos livraria de tudo o que era praticado anteriormente.

A verdadeira ameaça diante de qual nos encontramos hoje é a de que a tolerância seja abolida em nome da própria tolerância. Há o perigo de que a razão ocidental afirme ter finalmente descoberto o que é justo e apresente uma pretensão de totalidade que é inimiga da liberdade. Creio ser necessário denunciar fortemente esta ameaça. Ninguém é obrigado a ser cristão. Mas também ninguém deve ser constrangido a viver segundo a ‘nova religião’, como se fosse a única e verdadeira, vinculante para toda a humanidade“.

Para o papa, a “nova religião” que está penetrando em todos os segmentos da sociedade é «a ditadura do relativismo, para quem nada é definitivo, e tem como único critério o próprio eu e suas vontades». Contudo, num mundo que assume como religião o relativismo, o que determina o pensamento e as atitudes das pessoas só poderá ser um novo paganismo…

Mulher de verdade: quem será?

Dom Redovino Rizzardo
Bispo de Dourados (MS)

Ao tomar posse do governo no dia 1º de janeiro de 2003, uma das primeiras decisões tomadas pelo Presidente Lula foi sancionar a Medida Provisória 103 (convertida na Lei Nº 10.683/2003), criando a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. A iniciativa queria manifestar o compromisso que seu governo assumia na defesa e na promoção da mulher brasileira.

Infelizmente, nem todas as mulheres que ocuparam a Secretaria nesses anos corresponderam às expectativas da sociedade. Um exemplo, entre outros. No dia 10 de fevereiro de 2012, a Presidente Dilma confiou o cargo a Eleonora Menicucci, sua antiga colega de prisão. Poucos dias após a sua nomeação, a nova Ministra reafirmou sua posição a favor do aborto. E, através de uma entrevista concedida por ela em 2004, soube-se que fizera – e ajudara a fazer – vários abortos, transara com homens e mulheres e tinha uma filha lésbica, que engravidou por inseminação artificial.

Dom José Benedito Simão, bispo de Assis, foi uma das inúmeras pessoas que, em todo o Brasil, protestaram contra as afirmações da ex-guerrilheira: «Recebo com muita indignação as palavras da nova Ministra, cuja pasta tem uma grande responsabilidade em favor da vida da mulher. Ela é uma pessoa infeliz, mal-amada e irresponsável, mas ninguém precisa ficar sabendo. Ao invés de se posicionar na defesa da mulher e da vida, ela o fez a favor do homicídio, ao defender o aborto».

Muito diferente é o pensamento da Igreja quanto à dignidade e à presença da mulher na sociedade. Sua grandeza e sua missão se distanciam anos-luz da “plataforma” da Ministra Eleonora. São milhões as mulheres que optaram por uma emancipação feminina alicerçada em valores cristãos. Dentre as mais conhecidas e recentes – Madre Teresa, Ir. Dulce, Ir. Dorothy, Zilda Arns, etc. –, apresentamos o pensamento de Chiara Lubich: “O Papa Pio XII definiu a mulher como a obra-prima da criação. Mas a mulher será uma obra prima se realmente for mulher. Em seu ser mulher está a certeza de cada atributo seu.

A mulher é meiga, a mulher tem o coração palpitante de religiosidade, talvez porque, mais do que o homem, tem o sentido e a constância no sacrifício, na dor, na qual, em última análise, o Evangelho se concentra como último passo para o amor.
Como mãe, e mãe santa, ela é instrumento primeiro, benéfico, insubstituível, não só de ensinamentos retos, mas de união entre os corações dos filhos que, para compor uma sociedade eficaz e produtiva, sã e saneadora, amanhã, de nada melhor precisarão do que perpetuar nela a união fraterna, base de toda a paz duradoura.

A mulher deve ladear o marido em uma posição aparentemente secundária, mas é como a sombra de uma escultura que lhe confere relevo e vida. através dela, se for realmente mulher, depois esposa, e depois mãe, o homem conhecerá o seu limite ao lado de um anjo que lhe mostrará com a maternidade o que sabe operar o Senhor, o Criador, o Dispensador de todo o bem.
Em tempos como os atuais, saturados de ateísmo e de aniquilamento do espírito, a mulher, com seu natural instinto para Deus, com sua perene vocação para o amor, com sua perspicácia nas coisas e nos fatos, pela qual dá àquelas e a estes sabor e sentido, tem uma missão de primeira grandeza na renovação e recuperação da sociedade».

Com Chiara, concorda o Papa Bento XVI. Numa entrevista concedida ao jornalista Peter Seewald em 2010, ele assim se expressou: «Se se lança um olhar sobre a história da Igreja, percebe-se que o significado das mulheres – de Maria, passando por Mônica, até Madre Teresa – é de tal modo eminente que, em muitos aspectos, as mulheres definem o rosto da Igreja mais que os homens».

Amélia, a “mulher de verdade” cantada por Mário Lago e Ataulfo Alves no carnaval de 1941, é apresentada pelo dicionário Aurélio como a «mulher que aceita toda sorte de privações e vexames sem reclamar, por amor a seu homem». Para a Igreja, pelo contrário, mulher de verdade é aquela que enfrenta «toda sorte de privações e vexames» na defesa e na promoção dos valores que não deixam a humanidade perecer. É por isso que, com Santa Teresinha, ela pode repetir: «Na Igreja, eu quero ser o coração: é ele que faz com que os demais órgãos realizem as próprias tarefas».

Campanha levará à população realidade da dívida pública brasileira

Ainda pagamos a "divida" que só é amortizada

Para que o povo brasileiro saiba a verdade sobre a dívida pública de seu país, o Jubileu Sul Brasil, unido a organizações, movimentos sociais, sindicatos e fóruns está construindo a campanha “A Dívida não acabou! Você paga por ela. Auditoria Já!” com a intenção de conscientizar e esclarecer. A iniciativa ainda está em fase de planejamento, mas em breve deverá promover um debate sobre a necessidade de renegociação e auditoria da dívida.

De acordo com Rosilene Wansetto, do Jubileu Sul Brasil e da equipe de preparação da Campanha, a iniciativa mostrará que apesar da ampla divulgação na mídia de que a dívida não é mais um problema para o Brasil, a verdade é que a população continua pagando, por meio dos altos impostos, um montante que cresce a cada ano e é pago com dinheiro que poderia ser aplicado na saúde e educação.

“A intenção da campanha é mostrar à sociedade, movimentos e organizações que a dívida do Brasil não foi paga, mas que na verdade ela é amortizada a cada período. Em 2009, foram gastos R$   380 bilhões em amortizações e juros da dívida pública, o equivalente a 35,57% do orçamento da União. Em 2011, 50% do orçamento do país será destinado para o pagamento da dívida”, denuncia.

Segundo dados do Jubileu Sul Brasil, neste ano o orçamento da união sofrerá com cortes de aproximadamente R$   30 bilhões. De modo que ficam comprometidos os investimentos sociais em transporte, reforma agrária, saneamento, moradia, saúde e educação. Outras problemáticas geradas pelo pagamento indiscriminado da dívida são o congelamento do salário de servidores públicos e o aumento pouco relevante do salário mínimo.

Hoje, a dívida pública federal (interna somada à externa) brasileira ultrapassa os dois trilhão de reais. Diante disso, como dizer que este não é mais um problema que atormenta o Brasil? Segundo Rosilene, a população precisa saber a verdade e o Governo precisa escutar os que lutam pela auditoria para juntos encontrarem soluções.

“Não queremos ficar apenas reclamando do governo. Queremos recolocar o debate sobre a dívida pública, mostrar que ela é um problema e pensar alternativas junto com a sociedade. Nossa intenção é colaborar com o governo brasileiro para que a dívida seja negociada e auditada”, revela Rosilene.

Construção da campanha

Nos próximos 21 e 22, o Jubileu Sul Brasil se reunirá com organizações populares, movimentos sociais, sindicatos, pastorais e fóruns para pensar estratégias para a campanha. A partir da agenda de cada organização será decidido como trabalhar com a mídia, como divulgar a campanha e como enfrentar os desafios que deverão se mostrar durante a luta pela renegociação e auditoria da dívida.

“Vamos juntar forças e mostrar para a população o que está acontecendo. Temos que desmascarar a dívida e denunciar que ela está sendo usada como mecanismo de especulação. Estas informações devem ser de domínio público e podem favorecer a mobilização social em favor dos necessários investimentos sociais”, convida o Jubileu Sul Brasil.

Fonte CONIC

Imagem da Internet

 

Presidenta Dilama recebe presidência da CNBB

Os bispos da Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Geraldo Lyrio Rocha (presidente), dom Luis Soares Vieira (vice-presidente) e dom Dimas Lara Barbosa (secretário geral), foram recebidos em audiência, nesta quinta-feira, 17, pela presidente da República, Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. A audiência começou por volta das 15h30 e durou pouco mais de 40 minutos.

A CNBB conversou com a presidente sobre trabalhos sociais de fronteiras como assistência aos aidéticos, aos dependentes químicos, pessoas com deficiência, filantropia. Outros temas que fizeram parte da pauta foram a erradicação da miséria e da fome, economia solidária, agricultura familiar.

A Presidência da CNBB discutiu também com a presidente Dilma a questão dos  povos indígenas e quilombolas, água para a população do nordeste, reformas política e agrária e o Código Florestal.

Segundo o presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, a presidente Dilma acolheu com muita atenção os assuntos apresentados pela CNBB. Ao final da audiência, a presidente pediu a dom Geraldo que benzesse a imagem de Nossa Senhora Aparecida, que ela traz junto à sua mesa de trabalho.

Fonte CNBB

Imagem CNBB