10 fatos sobre a Eucaristia para recordar na Solenidade de Corpus Christi

(ACI).- Durante séculos, a Igreja e os santos animaram os fiéis ao amor a Eucaristia. Há inclusive algumas pessoas que entregam sua vida para protegê-la. Hoje, Solenidade de Corpus Christi, apresentamos 10 coisas que todo cristão deveria saber em relação a este grande milagre:

Santisimo_FlickrLawrenceOPCC-BY-NC-ND-2.0_0206151. Jesus, reunido com seus apóstolos durante a Última Ceia, instituiu o s
acramento da Eucaristia: “Tomai e comei; isto é meu corpo…” (Mt, 26, 26-28). Desta maneira fez com que os apóstolos participassem do seu sacerdócio e mandou que fizessem o mesmo em memória dele.

2. A palavra Eucaristia, derivada do grego eucharistía, significa “Ação de graças” e se aplica a este sacramento porque nosso Senhor deu graças ao seu Pai quando a instituiu; além disso, porque o Santo Sacrifício da Missa é a melhor maneira de dar graças a Deus pela Sua Bondade.

3. O Concílio de Trento define claramente: “No Santíssimo Sacramento da Eucaristia está contido verdadeira, real e substancialmente o Corpo e Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, junto a sua Alma e Divindade. Em realidade Cristo se faz presente integralmente”.

4. Na Santa Missa, os bispos e sacerdotes transformam realmente o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Cristo durante a consagração.

5. A Comunhão é receber Jesus Cristo sacramentado na Eucaristia. A Igreja manda comungar pelo menos uma vez ao ano, em estado de graça, e recomenda a comunhão frequente. É muito importante receber a Primeira Comunhão quando a pessoa chega ao uso da razão, com a devida preparação.

6. O jejum eucarístico consiste em deixar de comer qualquer alimento ou bebida ao menos uma hora antes da Sagrada Comunhão, exceto água e remédios. Os doentes e seus cuidadores podem comungar embora tenham tomado algo na hora imediatamente antes.

7. A pessoa que comunga em pecado mortal comete um pecado grave chamado sacrilégio. Aqueles que desejam comungar e estão em pecado mortal não podem receber a Comunhão sem antes receber o sacramento da Penitência, pois para comungar não basta o ato de contrição.

8. Frequentar a Santa Missa é um ato de amor a Deus que deve brotar naturalmente de cada cristão. E também é uma obrigação guardar os domingos e festas religiosas de preceito, salvo quando impedido por uma causa grave.

9. A Eucaristia no Sacrário é um sinal pelo qual nosso Senhor está constantemente presente em meio do seu povo e é alimento espiritual para doentes e moribundos. Devemos prestar sempre nosso agradecimento, adoração e devoção à real presença de Cristo reservado no Santíssimo Sacramento.

10. No Vaticano, a Solenidade de Corpus Christi é celebrada na quinta-feira depois da Solenidade da Santíssima Trindade. Mas, em várias dioceses é comemorado no domingo posterior.

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Catequese com Bento XVI: “Jesus está presente na Eucaristia. Mas como?”

No dia 15 de outubro de 2005, o Santo Padre Bento XVI encontrou-se com diversas crianças que estavam se preparando para receber pela primeira vez a Eucaristia. Nesse bate-papo com os pequenos, o Pontífice deixou ensinamentos precisos sobre este tão grande mistério.

O jovem André perguntou ao Papa: A minha catequista, ao preparar-me para o dia da minha Primeira Comunhão, disse-me que Jesus está presente na Eucaristia. Mas como? Eu não o vejo!

Bento XVI respondeu: Sim, não o vemos, mas existem tantas coisas que não vemos e que existem e são essenciais. Por exemplo, não vemos a nossa razão, contudo temos a razão. Não vemos a nossa inteligência e temo-la. Não vemos, numa palavra, a nossa alma e todavia ela existe e vemos os seus efeitos, pois podemos falar, pensar, decidir, etc… Assim também não vemos, por exemplo, a corrente eléctrica, mas sabemos que  ela existe, vemos este microfone como funciona; vemos as luzes. Numa palavra, precisamente, as coisas mais profundas, que sustentam realmente a vida e o mundo, não as vemos, mas podemos ver, sentir os efeitos. A eletricidade, a corrente não as vemos, mas a luz sim. E assim por diante. Desse modo, também o Senhor ressuscitado não o vemos com os nossos olhos, mas vemos que onde está Jesus, os homens mudam, tornam-se melhores. Cria-se uma maior capacidade de paz, de reconciliação, etc… Portanto, não vemos o próprio Senhor, mas vemos os efeitos: assim podemos entender que Jesus está presente. Como disse, precisamente as coisas invisíveis são as mais profundas e importantes. Vamos, então, ao encontro deste Senhor invisível, mas forte, que nos ajuda a viver bem.

O Papa bento XVI, em breves palavras, afirmou que a presença de Jesus é real na Eucaristia, independentemente se esta não seja “perceptível” aos olhos humanos, porém, este fato não afasta a realidade de que Cristo está presente na Eucaristia.

A pequena Anna perguntou: Caro Papa, poderias explicar-nos o que Jesus queria dizer quando disse ao povo que o seguia: “Eu sou o pão da vida”?

O Pontífice respondeu que: Deveríamos, esclarecer o que é o pão, pois hoje nós temos uma cozinha requintada e rica de diversíssimos pratos, mas nas situações mais simples o pão é o fundamento da nutrição e se Jesus se chama o pão da vida, o pão é, digamos, a sigla, uma abreviação para todo o nutrimento. E como temos necessidade de nos nutrir corporalmente para viver, assim como o espírito, a alma em nós, a vontade, tem necessidade de se nutrir. Nós, como pessoas humanas, não temos somente um corpo, mas também uma alma; somos seres pensantes com uma vontade, uma inteligência, e devemos nutrir também o espírito, a alma, para que possa amadurecer, para que possa alcançar realmente a sua plenitude. E, por conseguinte, se Jesus diz ‘eu sou o pão da vida’, quer dizer que Jesus próprio é este nutrimento da nossa alma, do homem interior do qual temos necessidade, porque também a alma deve nutrir-se. E não bastam as coisas técnicas, embora sejam muito importantes. Temos necessidade precisamente desta amizade de Deus, que nos ajuda a tomar decisões justas. Temos necessidade de amadurecer humanamente. Por outras palavras, Jesus nutre-nos a fim de que nos tornemos realmente pessoas maduras e a nossa vida se torne boa.

Por fim, o jovem Adriano perguntou ao Sumo Pontífice: Santo Padre, disseram-nos que hoje faremos a Adoração Eucarística. O que é? Como se faz? Poderias explicar-nos isso?

Bento XVI afirmou: A adoração é reconhecer que Jesus é meu Senhor, que Jesus me mostra o caminho a tomar, me faz entender que vivo bem somente se conheço a estrada indicada por Ele, somente se sigo a via que Ele me mostra. Portanto, adorar é dizer: “Jesus, eu sou teu e sigo-te na minha vida, nunca gostaria de perder esta amizade, esta comunhão contigo”. Poderia também dizer que a adoração, na sua essência, é um abraço com Jesus, no qual eu digo: “Eu sou teu e peço-te que estejas também tu sempre comigo”.

Com essas palavras do Papa Bento XVI dirigidas às pequenas crianças na Alemanha, aprendemos que Jesus está presente na Eucaristia, mesmo que não O vejamos, pois Sua presença está além dos nossos sentidos. Aprendemos que Ele, o Pão da Vida, deseja nos alimentar, para que, em meio ao mundo – faminto de Deus –, possamos caminhar fortemente rumo à vontade d’Ele. Para isso, basta-nos apenas reconhecer Sua presença majestosa e nos prostrarmos em adoração, oferecendo a Ele, a partir da nosso testemunho de vida, uma resposta de amor, a Ele que quer ficar conosco até o fim dos tempos.

Ricardo Gaiotti – @ricardogaiotti
Missionário da Comunidade Canção Nova

Absurdo: mulher dá Eucaristia, Corpo e Sangue de Cristo, para cachorro

No dia 10/08/2014 a comunidade de Santo Expedito e São Francisco de Assis, em Praia Grande, recebeu a “visita” de uma mulher que entrou na fila de comunhão só para realizar uma profanação.

Após ter recebido a Sagrada Comunhão na boca, ela tirou-la e a deu para o seu cachorro comer. Diante de tão horrenda cena, o pe Joseph Thomas Puzhakara anunciou no microfone o ocorrido, gerando assim grande choque entre os fiéis

Mulher dá comunhão para cachorro e ainda possa para foto
Mulher dá comunhão para cachorro e ainda possa para foto

presentes na Missa. Muitos alem de assustados, caíram em lágrimas ao ver tamanha aberração e falta de respeito com o preciosíssimo corpo do Senhor.

Infelizmente os que distribuíam a comunhão não tiveram tempo para nenhuma ação, pois a mulher foi obstinada a fazer tal ato e agiu de maneira rápida.

O que diz a Igreja quanto a isso?

Em meio a tal caos na paróquia, a mulher não se intimidou e não foi embora. Por sua vez, o pároco anunciou que ela estava excomungada, como se pode ler no Código de Direito Canônico (§1367):

“Quem expele por terra as espécies consagradas ––diz o Código que regula a vida da Igreja católica––, ou as leva ou retem com uma finalidade sacrílega, incorre em excomunhão latae sententiae*  reservada a Sé Apostólica”.

Ainda posou para fotos

Não dando-se por satisfeita, a mulher continuou na paróquia até o final da Santa Missa provocando ao sacerdote e os fiéis. Após o termino da missa, ela ainda pousou para fotos.

Apesar de tão evidente profanação, houve quem a defendesse no Facebook. Uma senhora postou:

NOSSA ……TUDO ISSO POR CAUSA DE UM CACHORRO……ELES SÃO OS MELHORES ANJOS DE DEUS DIGNOS DE COMPARTILHAR DE UMA HÓSTIA…….TENHO CERTEZA QUE TINHA MTA GENTE NA IGREJA QUE SE ACHAM ANJOS E QUE SÃO OS PRÓPRIOS DEMÔNIOS. FICO IMAGINANDO O QUE SÃO FRANCISCO DE ASSIS ESTARIA ACHANDO DE TUDO ISSO….TENHO CERTEZA QUE TEM MTA GENTE QUE NÃO MERECIA NEM LAMBER A HÓSTIA ….TAMANHA A FALTA DE AMOR AO PRÓXIMO…….DESNECESSÁRIO TUDO ISSO…….INDIGNADA”

Segundo relatos no Facebook, a mulher não aparenta ter problemas mentais.

Fonte: Fidespress

“Na Eucaristia se comunica o amor do Senhor por nós”, disse o papa Francisco

papacorpuschristi“Na Eucaristia se comunica o amor do Senhor por nós: um amor tão grande que nos nutre com Si mesmo; um amor gratuito…”, disse o papa Francisco na homilia durante missa da Solenidade de Corpus Christi celebrada na Basílica de São João Latrão, em Roma, na quinta-feira, 19.

Uma multidão de fiéis participou da celebração e ouviu as palavras do papa que meditou o significado da solenidade do Corpo e Sangue de Cristo. Francisco disse que “além da fome material o homem leva consigo outra fome, uma fome que não pode ser saciada com comida comum. É a fome de vida, fome de amor, fome de eternidade”.

O papa comentou que “viver a experiência da fé significa deixar-se alimentar pelo Senhor e construir a própria existência não sobre bens materiais, mas sobre a realidade que não perece: os dons de Deus, sua Palavra e seu Corpo”.

Confira a íntegra da homilia:

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Hoje é dia de Nossa Senhara de Fátima. Mãe de Deus e nossa rogai por nós

Segundo as memórias da Irmã Lúcia, podemos dividir a mensagem de Fátima em três ciclos: Angélico, Mariano e Cordimariano.

O Ciclo Angélico se deu em três momentos: quando o anjo se apresentou como o Anjo da Paz, depois como o Anjo de Portugal e, por fim, o Anjo da Eucaristia.

Depois das aparições do anjo, no dia 13 de maio de 1917, começa o ciclo Mariano, quando a Santíssima Virgem Maria se apresentou mais brilhante do que o sol a três crianças: Lúcia, 10 anos, modelo de obediência e seus primos Francisco, 9, modelo de adoração e Jacinta, 7, modelo de acolhimento.

Na Cova da Iria aconteceram seis aparições de Nossa Senhora do Rosário. A sexta, sendo somente para a Irmã Lúcia, assim como aquelas que ocorreram na Espanha, compondo o Ciclo Cordimariano.

Em agosto, devido às perseguições que os Pastorinhos estavam sofrendo por causa da mensagem de Fátima, a Virgem do Rosário não pôde mais aparecer para eles na Cova da Iria. No dia 19 de agosto ela aparece a eles então no Valinhos.

Algumas características em todos os ciclos: o mistério da Santíssima Trindade, a reparação, a oração, a oração do Santo Rosário, a conversão, a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria. Enfim, por intermédio dos Pastorinhos, a Virgem de Fátima nos convoca à vivência do Evangelho, centralizado no mistério da Eucaristia. A mensagem de Fátima está a serviço da Boa Nova de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A Virgem Maria nos convida para vivermos a graça e a misericórdia. A mensagem de Fátima é dirigida ao mundo, por isso, lá é o Altar do Mundo.

Expressão do Coração Imaculado de Maria que, no fim, irá triunfar é a jaculatória ensinada por Lúcia: “Ó Meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do Inferno, levai as almas todas para o Céu; socorrei principalmente as que mais precisarem!”

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

Oremos

Ave Maria, cheia de graça,

O senhor é contigo.

Bendito o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, mãe de Deus.

Rogai a Deus por nós,

agora e na hora de nossa morte.

Amém

Milagre Eucarístico em Buenos Aires

Texto do blog Frates Fratres in Unum.com

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Por Le Salon Beige | Tradução: Fratres in Unum.com – Em 1996, quando o papa Francisco era bispo auxiliar sob o Cardeal Quarracino em Buenos Aires, um milagre eucarístico notório ocorreu. Foi o próprio papa atual que pediu que o fato fosse fotografado e que o examinou de perto. Os resultados foram surpreendentes.

Aos 18 de agosto de 1996, às 19h, o padre Alejandro Pezet dizia a missa na igreja que se encontra no centro comercial da cidade. Logo quando ele acabava de dar a santa comunhão, uma mulher veio lhe dizer que ela havia achado uma hóstia que alguém havia jogado no fundo da igreja. Dirigindo-se ao lugar indicado, o Pe. Alejandro viu a Hóstia suja. Como ele não podia consumi-la, ele a colocou num pequeno recipiente com água e o guardou no sacrário da capela do Santíssimo.

Milagre Eucarístico de Buenos Aires

Na segunda-feira 26 de agosto, abrindo o sacrário, ele viu para seu grande espanto que a hóstia se havia tornado uma substância sangrenta. Então, ele informou o ocorrido a D. Jorge Bergoglio que deu instruções a fim de que a hóstia fosse fotografada de modo profissional. As fotos, tiradas em 6 de setembro, mostram claramente que a hóstia, que se tornara um fragmento de carne sangrenta, havia aumentado bastante de tamanho. Durante alguns anos a hóstia permaneceu no sacrário, tudo era mantido em segredo. Como a hóstia não sofria nenhuma decomposição visível, D. Bergoglio decidiu enviá-la para análise científica.

Aos 5 de outubro de 1999, na presença dos representantes de D. Bergoglio, elevado a arcebispo nesse ínterim, o Dr. Castanon retirou uma amostra do fragmento sangrento e o enviou a Nova York para análise. Como não queria influenciar os resultados do exame, ele decidiu esconder à equipe de cientistas a origem da amostra. Um dos cientistas era o renomado cardiologista e patologista médico-legal, Dr. Frederick Zugibe. Ele afirmou que as substâncias analisadas foram identificadas como sendo verdadeiros carne e sangue contendo ADN humano. Ele declarou ainda que:

“a matéria analisada é um fragmento do miocárdio que se encontra na parede do ventrículo esquerdo, perto das válvulas. Esse músculo é responsável pela contração do coração. Deve-se lembrar que o ventrículo esquerdo do coração age como uma bomba que envia sangue para todo o corpo. O músculo cardíaco está num estado de inflamação e contém um número importante de glóbulos brancos. Isto indica que o coração estava vivo no momento em que a amostra foi coletada. Eu afirmo que o coração estava vivo visto que os glóbulos brancos morrem fora de um organismo vivo. Eles têm necessidade de um organismo vivo para os conservar. Assim, sua presença indica que o coração estava vivo no momento da coleta dessa amostra. Alias, esses glóbulos haviam penetrado os tecidos, o que indica ainda que o coração fora submetido a um estresse intenso, como si seu proprietário tivesse recebido golpes severos no nível do peito.”

Dois australianos, o jornalista Mike Willesee e o jurista Ron Tesoriero, foram as testemunhas desses testes. Conhecendo a origem da amostra, eles alucinaram diante da declaração do Dr. Zugiba. Mike Willesee perguntou então ao cardiologista quanto tempo os glóbulos brancos poderiam permanecer vivos se eles proviessem de tecido humano conservado na água. O Dr. Zugibe respondeu-lhe que eles teriam deixado de existir depois de alguns minutos. O jornalista revelou então ao cientista que a substância donde provinha a amostra havia inicialmente sido conservada em água ordinária durante um mês e que em seguida, durante três anos, ela fora conservada num recipiente com água desmineralizada, e somente depois desse tempo que uma amostra fora coletada para análise. O Dr. Zugibe ficou muito desconsertado ao considerar o fato. Ele declarou então que não havia nenhum modo de explicar esse fato cientificamente. E perguntou ainda:

“O senhor precisa me explicar uma coisa: se essa amostra provém de uma pessoa morta, que razão teria no fato de que, durante o exame, as células da amostra estavam em movimento e pulsavam? Se esse coração pertence alguém morto em 1996, como se explica o fato de que ele ainda esteja vivo?

Somente então Mike Willesee revelou ao Dr. Zugibe que a amostra analisada era de uma Hostia consagrada que se havia misteriosamente transformado em carne sangrenta. Estupefato pela informação, o Dr. Zugibe respondeu:

“Como e por que uma Hostia consagrada pode mudar seu caráter e se tornar carne e sangue humanos vivos permanecerá um inexplicável mistério para a ciência – um mistério totalmente além de sua competência.”

Em seguida, o Dr. Ricardo Castanon Gomez tomou as disposições para que os relatórios do laboratório concluídos após o que se chamou de milagre de Buenos Aires fossem comparados àqueles elaborados pela analise do milagre de Lanciano, ainda dessa vez sem jamais revelar a origem das amostras de teste. Os peritos que procederam a essa comparação concluíram que ambos os laboratórios haviam analisado amostras oriundas da mesma pessoa. Eles assinalaram ainda que ambas possuíam sangue tipo AB positivo. Este mesmo sangue continha características de um homem que nasceu e viveu no Oriente Médio.

Somente a fé na extraordinária ação de Deus pode oferecer uma resposta razoável!Deus quer que nós estejamos conscientes de que Ele está realmente presente no mistério do Sacramento da Eucaristia. O Milagre Eucarístico de Buenos Aires é um sinal extraordinário atestado pela ciência. Através dele, Nosso Senhor Jesus Cristo quer despertar em nós uma fé viva em Sua Presença Real na Eucaristia, real e não simbólica. É somente com os olhos da fé e não com olhos carnais que nós O vemos sob a aparência do pão e do vinho consagrados. Na Eucaristia, Nosso Senhor nos vê e nos ama e quer nos salvar.

Vídeo em espanhol

Gestos dizem mais que palavras: Menino doa todo o dinheiro de sua Primeira Comunhão para alimentar os pobres

Alex Trindad

(ACI/EWTN Noticias).- Alex Trindad tem somente oito anos e se converteu nesta semana em noticia ao doar todo o dinheiro que recebeu dos seus familiares e amigos pela sua Primeira Comunhão a um refeitório que atende pessoas pobres. Alex explicou que o fez em resposta ao pedido do Papa Francisco de ajudar os mais necessitados.

Alex, que está no terceiro ano do ensino fundamental da escola Lehigh County, doou os 465 dólares que recebeu pela sua Primeira Comunhão ao Ecumenical Kitchen em Allentown, estado da Pennsylvania.

A mãe de Alex, que escreve em um blog chamado Filling my Prayer Closet, explicou que seu filho “ama o Papa Francisco” e “achou que tinha que dar todo seu dinheiro da Comunhão ao Ecumenical Kitchen local”.

“Se nós não alimentarmos (aos pobres e aos famintos, então quem o fará, mãe?”, disse o menino a sua mãe.

Perguntado sobre seu ato de generosidade, Alex Trindad disse ao canal de TV local WFMZ que “o Papa Francisco disse que temos que alimentar os pobres. Me sinto bem porque agora todos podem comer”.

A ideia de doar o dinheiro, conta a mãe que voltou para a Igreja Católica no ano 2012, surgiu de uma conversação de Alex com seu pai, que se declara ateu.

A diferença de outras crianças que podem usar o dinheiro na comida da celebração ou coloca-lo na poupança para a universidade, relata a mãe, “nosso filho teve uma ideia diferente que lhe foi sugerida pelo meu marido que é ateu”.

A doação de Alex permitiu alimentar por um dia e meio as 350 pessoas que tiveram a oportunidade de conhecer o menino e a quem aplaudiram alegremente por sua obra de caridade.

Mais de 7 mil jovens prometem castidade junto com ator Eduardo Verástegui na Guatemala

(ACI).- No marco do 1º Congresso de Jovens Católicos da Guatemala, no ano de 2010, mais de 7 mil jovens entre 12 e 25 anos prometeram, acompanhados do conhecido ator mexicano, Eduardo Verástegui, “trabalhar pela virtude da pureza, levando uma vida de castidade e permanecendo virgens, até aceitar sua vocação seja ao matrimônio ou à vida religiosa, segundo o Plano de Deus”.

Conforme assinala a nota de imprensa, o evento se realizou “no Domo, um moderno coliseu esportivo na cidade da Guatemala que se encheu em sua totalidade” e foi inaugurado “com uma procissão da imagem de Nossa Senhora da Fátima, seguido pela consagração Mariana”

Seguidamente, os milhares de jovens participaram de uma procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento, presidida pelo Pe. Axel Sánchez, Capelão do Congresso, quem “abençoou os escapulários da Virgem do Carmo e os Terços que foram distribuídos ao íntegro de participantes” depois do qual “Eduardo Verástegui, ajoelhado diante do Santíssimo, pronunciou com os jovens a oração da Promessa de Castidade”.

O ator mexicano compartilhou com os jovens a história de sua conversão, seu compromisso pessoal de viver a virtude da pureza, desafiou-os a “seguir os mandamentos de Deus e ser os Santos do terceiro milênio” e lhes recordou as palavras da Madre Teresa de Calcutá, quem dizia: “Deus não nos pediu que sejamos bem-sucedidos, mas que sejamos fiéis”.

De igual maneira, a atriz mexicana de telenovelas, Karyme Lozano, compartilhou sua experiência de conversão e como “abandonou sua bem-sucedida carreira para viver uma vida cristã coerente, segundo os ensinamentos da Igreja”.

Finalmente, os jovens participaram de uma Eucaristia presidida por Dom Paul Richard Gallagher, Núncio Apostólico na Guatemala, concelebrada pelosbispos encarregados das comissões de Família e Juventude da Conferência Episcopal da Guatemala.

Eduardo Verástegui

Eduardo+Verastegui
Eduardo Verástegui, “trabalhar pela virtude da pureza, levando uma vida de castidade e permanecendo virgens, até aceitar sua vocação seja ao matrimônio ou à vida religiosa, segundo o Plano de Deus”.

Como modelo Eduardo desfilou para algumas das mais importantes grifes do mundo como Giorgio Armani e Versace. Ingressou em uma banda chamada “Kairo” em 1994, que durou 4 anos, gravou 2 discos e foram assistidos por milhares de pessoas. Em 2001 assinou um contrato com um gravadora “Universal Music Latino” para lançar seu álbum solo.

Fez participações em séries, novelas e filmes como Bella(2006) vencedor do “Toronto Film Festival”. Gravou um video clip com Jennifer Lopez, o hit “Ain’t it Funny” de 2001, em que dança sensualmente, com a cantora pop.

Eduardo reafirmou seu catolicismo após realizar em Hollywood o filme “Chasing Papi”, onde uma professora de Inglês fez ele refletir sobre o vazio de sua vida e perceber que, segundo nas suas palavras era “um vazio por dentro”. O padre mexicano Juan Rivas, lhe ofereceu ajudar e ofereceu-lhe alguns livros que em que aos pouco Eduardo foi descobrindo a vida cristã.

Começou a freqüentar diariamente a missa e de outro padre, o Padre Francisco, propôs uma confissão geral. Após uma longa preparação, Eduardo Verástegui fez uma confissão de três horas de duração com Padre Justin. Isso é o que o ator considera o seu segundo período de conversão. “Eu percebi que não nasci para ser um ator ou qualquer outra coisa, mas para conhecer, amar e servir Jesus Cristo” disse ele.

Então, com a audácia de sua decisão ele vendeu todos os seus bens, e decidiu ir para o Brasil como um missionário, mas o padre Juan Rivas, fez ele ver que onde deveria estar era aonde estava em Hollywood, por que Cristo era ainda mais necessário do que na selva. Assim, Eduardo Verastegui criou com Leo Severino, a produtora Metanoia Filmes para fazer filmes a serviço da esperança e da dignidade humana.

O filme Bella é a primeira obra desta empresa, que ofereceram a Nossa Senhora de Guadalupe e que venceu o “Toronto Film Festival” contra todas as probabilidades. Ele também criou um estudo bíblico para atores e diretores, um encontro em Hollywood para aqueles que procuram algo mais do que fama. Por cinco anos, o mulherengo “latin lover” viveu feliz e radiante em castidade, se sente livre, reza o rosário e vai à missa diariamente, e apesar disso se tornou uma referência contra cultural no círculo de Hollywood.

Eduardo Verástegui foi muito ativo na luta contra a liberalização da interrupção voluntária da gravidez, ele acredita que é um crime contra a humanidade e contra as mulheres. Tem participado em inúmeras campanhas de sensibilização e divulgação sobre a realidade do aborto. Nos últimos tempos ele tem sido declarado contrário à prorrogação da lei do aborto, promovida pela ministra espanhola para a igualdade Bibiana Aído. Ele se uniu a plataforma direito de viver, baseada na parceria com associação espanhola Hazteoir.org espanhol.

Veja  o trailler de Bella:

Hoje é dia de Nossa Senhara de Fátima. Mãe de Deus e nossa rogai por nós

Segundo as memórias da Irmã Lúcia, podemos dividir a mensagem de Fátima em três ciclos: Angélico, Mariano e Cordimariano.

O Ciclo Angélico se deu em três momentos: quando o anjo se apresentou como o Anjo da Paz, depois como o Anjo de Portugal e, por fim, o Anjo da Eucaristia.

Depois das aparições do anjo, no dia 13 de maio de 1917, começa o ciclo Mariano, quando a Santíssima Virgem Maria se apresentou mais brilhante do que o sol a três crianças: Lúcia, 10 anos, modelo de obediência e seus primos Francisco, 9, modelo de adoração e Jacinta, 7, modelo de acolhimento.

Na Cova da Iria aconteceram seis aparições de Nossa Senhora do Rosário. A sexta, sendo somente para a Irmã Lúcia, assim como aquelas que ocorreram na Espanha, compondo o Ciclo Cordimariano.

Em agosto, devido às perseguições que os Pastorinhos estavam sofrendo por causa da mensagem de Fátima, a Virgem do Rosário não pôde mais aparecer para eles na Cova da Iria. No dia 19 de agosto ela aparece a eles então no Valinhos.

Algumas características em todos os ciclos: o mistério da Santíssima Trindade, a reparação, a oração, a oração do Santo Rosário, a conversão, a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria. Enfim, por intermédio dos Pastorinhos, a Virgem de Fátima nos convoca à vivência do Evangelho, centralizado no mistério da Eucaristia. A mensagem de Fátima está a serviço da Boa Nova de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A Virgem Maria nos convida para vivermos a graça e a misericórdia. A mensagem de Fátima é dirigida ao mundo, por isso, lá é o Altar do Mundo.

Expressão do Coração Imaculado de Maria que, no fim, irá triunfar é a jaculatória ensinada por Lúcia: “Ó Meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do Inferno, levai as almas todas para o Céu; socorrei principalmente as que mais precisarem!”

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

Oremos

Ave Maria, cheia de graça,

O senhor é contigo.

Bendito o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, mãe de Deus.

Rogai a Deus por nós,

agora e na hora de nossa morte.

Amém

Distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam – Evangelho do Dia

Evangelho – Jo 6,1-15

Distribuiu-os aos que estavam

sentados, tanto quanto queriam.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 6,1-15

Naquele tempo:
1Jesus foi para o outro lado do mar da Galiléia,
também chamado de Tiberíades.
2Uma grande multidão o seguia,
porque via os sinais que ele operava
a favor dos doentes.
3Jesus subiu ao monte
e sentou-se aí, com os seus discípulos.
4Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus.
5Levantando os olhos,
e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro,
Jesus disse a Filipe:
“Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?”
6Disse isso para pô-lo à prova,
pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer.
7Filipe respondeu:
“Nem duzentas moedas de prata bastariam
para dar um pedaço de pão a cada um”.
8Um dos discípulos,
André, o irmão de Simão Pedro, disse:
9″Está aqui um menino com
cinco pães de cevada e dois peixes.
Mas o que é isso para tanta gente?”
10Jesus disse:
“Fazei sentar as pessoas”.
Havia muita relva naquele lugar,
e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens.
11Jesus tomou os pães,
deu graças
e distribuiu-os aos que estavam sentados,
tanto quanto queriam.
E fez o mesmo com os peixes.
12Quando todos ficaram satisfeitos,
Jesus disse aos discípulos:
“Recolhei os pedaços que sobraram,
para que nada se perca!”
13Recolheram os pedaços
e encheram doze cestos
com as sobras dos cinco pães,
deixadas pelos que haviam comido.
14Vendo o sinal que Jesus tinha realizado,
aqueles homens exclamavam:
“Este é verdadeiramente o Profeta,
aquele que deve vir ao mundo”.
15Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo
para proclamá-lo rei,
Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte.
Palavra da Salvação.

Reflexão – Jo 6, 1-15

O capítulo sexto do evangelho de São João é reservado para o discurso sobre o sacramento da Eucaristia, e Jesus, no uso da sua pedagogia, prepara os judeus para esse discurso através da multiplicação dos pães. A prática pedagógica de Jesus deve ser o grande iluminativo para a nossa prática missionária, pastoral e evangelizadora. Nós devemos anunciar o evangelho a partir da realidade das pessoas, de suas experiências de vida, dos seus valores e das suas expectativas. Antes de anunciar a Palavra de Deus, precisamos criar a necessidade dela no coração das pessoas como Jesus, que a partir da necessidade do pão, cria a necessidade do pão da vida eterna.

 

Para quem não sabe: Os 5 mandamentos da Igreja

1º – Primeiro mandamento da Igreja: “Participar da missa inteira nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho”.
2º – Segundo mandamento: “Confessar-se ao menos uma vez por ano”.
3º – Terceiro mandamento: “Receber o sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa da ressurreição”
4º – Quarto mandamento: “Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe Igreja”
5º – Quinto mandamento: “Ajudar a Igreja em suas necessidades”

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Uma coisa que muitos católicos não sabem – e por isso não cumprem – é que existem os “Cinco Mandamentos da Igreja”, além dos Dez Mandamentos conhecidos. Eles não foram revogados pela Igreja com o novo Catecismo de João Paulo II (1992). É preciso entender que mandamento é algo obrigatório para todos os católicos, diferente de recomendações, conselhos, entre outros.

Cristo deu poderes à Sua Igreja a fim de estabelecer normas para a salvação da humanidade. Ele disse aos Apóstolos: “Quem vos ouve a mim ouve, quem vos rejeita a mim rejeita, e quem me rejeita, rejeita Aquele que me enviou” (Lc 10,16). E prossegue: “Em verdade, tudo o que ligardes sobre a terra, será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra, será também desligado no céu.” (Mt 18,18)

Então, a Igreja legisla com o “poder de Cristo”, e quem não a obedece, não obedece a Cristo, e conseqüentemente a Deus Pai.

De modo que para a salvação do povo de Deus, a Igreja estabeleceu cinco obrigações que todo católico tem de cumprir, conforme ensina o Catecismo da Igreja Católica (CIC). Este ensina: “Os mandamentos da Igreja situam-se nesta linha de uma vida moral ligada à vida litúrgica e que dela se alimenta. O caráter obrigatório dessas leis positivas promulgadas pelas autoridades pastorais tem como fim garantir aos fiéis o mínimo indispensável no espírito de oração e no esforço moral, no crescimento do amor de Deus e do próximo.” (§2041)

Note que o Catecismo diz que isso é o “mínimo indispensável” para o crescimento na vida espiritual dos fiéis. Podemos e devemos fazer muito mais, pois isso é apenas o mínimo obrigado pela Igreja. Ela sabe que, como Mãe, tem filhos de todos os tipos e condições, portanto, fixa, sabiamente, apenas o mínimo necessário, deixando que cada um, conforme a sua realidade, faça mais. E devemos fazer mais.

1º – Primeiro mandamento da Igreja: “Participar da missa inteira nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho”.

Ordena aos fiéis que santifiquem o dia em que se comemora a ressurreição do Senhor, e as festas litúrgicas em honra dos mistérios do Senhor, da santíssima Virgem Maria e dos santos, em primeiro lugar participando da celebração eucarística, em que se reúne a comunidade cristã, e se abstendo de trabalhos e negócios que possam impedir tal santificação desses dias (Código de Direito Canônico-CDC , cân. 1246-1248) (§2042).

Os Dias Santos – com obrigação de participar da missa, são esses, conforme o Catecismo: “Devem ser guardados [além dos domingos] o dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Epifania (domingo no Brasil), da Ascensão (domingo) e do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi), de Santa Maria, Mãe de Deus (1º de janeiro), de sua Imaculada Conceição (8 de dezembro) e Assunção (domingo), de São José (19 de março), dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo (domingo), e por fim, de Todos os Santos (domingo)” (CDC, cân. 1246,1; n. 2043 após nota 252) (§2177).

2º – Segundo mandamento: “Confessar-se ao menos uma vez por ano”.

Assegura a preparação para a Eucaristia pela recepção do Sacramento da Reconciliação, que continua a obra de conversão e perdão do Batismo (CDC, cân. 989). É claro que é pouco se confessar uma vez ao ano, seria bom que cada um se confessasse ao menos uma vez por mês, pois fica mais fácil de se recordar dos pecados e de ter a graça para vencê-los.

3º – Terceiro mandamento: “Receber o sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa da ressurreição” (O período pascal vai da Páscoa até festa da Ascenção) e garante um mínimo na recepção do Corpo e do Sangue do Senhor em ligação com as festas pascais, origem e centro da Liturgia cristã (CDC, cân. 920).

Também é muito pouco comungar ao menos uma vez ao ano. A Igreja recomenda (não obriga) a comunhão diária.

4º – Quarto mandamento: “Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe Igreja” (No Brasil isso deve ser feito na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa). Este jejum consiste em um leve café da manhã, um almoço leve e um lanche também leve à tarde, sem mais nada no meio do dia, nem o cafezinho. Quem desejar, pode fazer um jejum mais rigoroso; o obrigatório é o mínimo. Os que já tem mais de sessenta anos estão dispensados da obrigatoriedade, mas podem fazê-lo se desejarem.

Diz o Catecismo que o jejum “Determina os tempos de ascese e penitência que nos preparam para as festas litúrgicas; contribuem para nos fazer adquirir o domínio sobre nossos instintos e a liberdade de coração (CDC, cân. 882)”.

5º – Quinto mandamento: “Ajudar a Igreja em suas necessidades”

Recorda aos fiéis que devem ir ao encontro das necessidades materiais da Igreja, cada um conforme as próprias possibilidades (CDC, cân. 222). Não é obrigatório que o dízimo seja de 10% do salário, nem o Catecismo nem o Código de Direito Canônico obrigam esta porcentagem, mas é bom e bonito se assim o for. O importante é, como disse São Paulo, dar com alegria, pois “Deus ama aquele que dá com alegria” (cf. 2Cor 9, 7). Esta ajuda às necessidades da Igreja pode ser dada uma parte na paróquia e em outras obras da Igreja.

Nota: Conforme preceitua o Código de Direito Canônico, as Conferências Episcopais de cada país podem estabelecer outros preceitos eclesiásticos para o seu território (CDC, cân. 455) (§2043).

Demos graças a Deus pela Santa Mãe Igreja que nos guia. O Papa Paulo VI disse que “quem não ama a Igreja não ama Jesus Cristo”.

Autor: Prof. Felipe Aquino
Fonte: Canção Nova

 

PODEMOS COMUNGAR MAIS DE UMA VEZ NO MESMO DIA?

Gostei dessa matéria do Zenit por responder tão bem uma dúvida que sempre tive, pois também sou Ministro da Palavra. Leiam com atenção.

(ZENIT.org) – Um dos nossos leitores de língua portuguesa apresentou a seguinte pergunta ao padre Edward McNamara:

Sou um ministro extraordinário da palavra e da santa comunhão há vinte anos. Conduzo celebrações da palavra com distribuição da comunhão em várias comunidades da nossa paróquia. Há fins de semana em que dirijo três celebrações e comungo em todas elas. Para mim, isto nunca foi um problema e ninguém nunca me fez qualquer pergunta. Mas o que diz a Igreja? – J.G.S, Brasil

 Padre McNamara responde:

O rito da comunhão fora da missa (extra missam) prevê que o ministro extraordinário da sagrada comunhão, que conduz a liturgia, pode receber a comunhão. Seria paradoxal negar a oportunidade de receber a hóstia justamente ao ministro que distribui a comunhão.

Note-se, porém, que a comunhão pode ser recebida duas vezes durante o mesmo dia somente quando a segunda vez acontece durante a missa.

O viático é a única exceção a esta regra (ver cânones 917 e 921.2 do Código de Direito Canônico).

O cânon fundamental a este respeito é o 917, que diz: “Aquele que já recebeu a santíssima eucaristia pode recebê-la pela segunda vez no mesmo dia somente dentro da celebração eucarística de que participa, sem prejuízo do cânon 921, § 2”.

O cânon 921.2 afirma: “Mesmo que tenham recebido a sagrada comunhão no mesmo dia, sugere-se fortemente que aqueles que estão em perigo de morte comunguem novamente”.

Houve dúvidas sobre o significado da palavra iterum no cânon 917. Em latim, ela pode significar tanto “de novo” quanto “uma segunda vez”. A autoridade competente da Santa Sé, a quem cabe a interpretação autêntica das leis da Igreja, decidiu que o termo significa “uma segunda vez”.

Assim, um católico pode receber a comunhão uma segunda vez no mesmo dia, mas somente durante a missa. Fora dela, a comunhão pode ser recebida uma segunda ou até mesmo uma terceira vez no mesmo dia somente se for como viático em caso de risco de morte.

Isto quer dizer que o nosso leitor, como ministro extraordinário da sagrada comunhão, poderá receber a comunhão apenas em um dos serviços litúrgicos que conduz. Se um culto acontece no sábado e outro no domingo, ele pode receber a eucaristia em ambas as ocasiões.

Apenas o sacerdote é obrigado a receber a comunhão em cada missa que celebra. No entanto, mesmo um padre que já celebrou todas as missas dominicais autorizadas pelo Direito Canônico (normalmente três, ou, com permissão especial, até quatro), se presidir um serviço de comunhão, não deverá comungar novamente durante este serviço, uma vez que não se trata de uma missa.

* Os leitores podem enviar suas perguntas para liturgia.zenit@zenit.org. Pede-se a gentileza de mencionar a palavra “liturgia” no campo Assunto. O texto deve incluir as iniciais do leitor, sua cidade, estado e país. O pe. McNamara consegue responder somente a uma pequena parte das muitas perguntas que recebemos.

Divorciados que voltaram a casar-se podem participar da Eucaristia de maneira espiritual, assinala cardeal da Cúria Romana

Cardeal Antonio Cañizares Llovera

(ACI).- O Prefeito para a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Cardeal Antonio Cañizares Llovera, considerou que a Eucaristia é o pilar fundamental da Nova Evangelização, e recordou que os divorciados em nova união, podem participar Dela de maneira espiritual.

O Cardeal Cañizares explicou ao grupo ACI que a Eucaristia é imprescindível porque “quando se vive em sua realidade de mistério, suscita o envio, o comunicar que se participou da Eucaristia no mundo”.

“A Eucaristia sempre suscita homens novos, mulheres novas, e uma realidade nova onde se viva o amor e haja testemunhas do Deus vivo, como o único e necessário. Por isso, a Eucaristia é imprescindível para a Nova Evangelização. Não haverá Nova Evangelização se não centrarmos muito mais a Eucaristia em nossa vida, dos sacerdotes e de todos os fiéis cristãos”.

O Cardeal indicou que a Igreja vem preparando-se para a Nova Evangelização com 10 anos inteiramente eucarísticos, e sublinhou que “não haverá futuro de evangelização sem a Eucaristia no centro”.

Quanto à administração deste Sacramento aos divorciados que voltaram a casar, o purpurado afirmou que as pessoas em situação irregular “podem participar da celebração da Eucaristia, mas não podem aproximar-se plenamente, porque não vivem a comunhão plena com a Igreja”.

A autoridade vaticana recordou que a comunhão na Eucaristia “significa e realiza precisamente essa comunhão plena na Igreja”, e nestes casos em que as situações são sempre dolorosas, a Igreja se aproxima destas pessoas e propõe “a comunhão espiritual, que é o desejo de comunhão”.

O Sacramento da Eucaristia passa em primeiro lugar pela Comunhão espiritual, que é a forma em que a pessoa se une pessoalmente a Cristo no momento da redenção do Santo Sacrifício, para depois receber a Comunhão Eucarística, na boca. Segundo a Exortação Apostólica Familiaris Consortio do beato João Paulo II, sem a primeira, não pode existir a segunda.

A Igreja Católica explicou através da Congregação da Doutrina para a Fé em sua carta a todos os bispos do mundo de 1994, que os divorciados que voltaram a casar não podem participar da Comunhão, porque o matrimônio “é a imagem da relação entre Cristo e sua Igreja”.

Dentro deste marco, para aproximar-se dos Sacramentos da Penitência e da Eucaristia, devem buscar sanar a irregularidade matrimonial pelo Tribunal dos Processos Matrimoniais.

João Paulo II também havia assinalado que a Igreja espera destes casais que participem da vida eclesial até onde seja possível: a participação da Missa, na adoração Eucarística, nas devoções piedosas e na Eucaristia de maneira espiritual.

Uma oração para compreender a Eucaristia

Manda-me alguém

Senhor, quando tenho fome

manda-me alguém para alimentar.

Quando tenho sede,

manda-me alguém para saciar.

Quando tenho frio,

manda-me alguém para aquecer.

Quando tenho um desgosto,

manda-me alguém consolar.

Quando minha cruz se torna pesada,

faze-me participar da cruz do outro.

Quando sou pobre,

conduza-me a algum necessitado.

Quando não tenho tempo,

dá-me alguém para que eu possa ajudar.

Quando sou humilhado,

faça que eu tenha alguém para louvar.

Quando estou desanimado,

manda-me alguém para animar.

Quando preciso da compreensão dos outros,

manda-me alguém que precise da minha.

Quando preciso que ocupem de mim,

manda-me alguém para ocupar-me dele.

Quando penso só em mim,

atrai minha atenção para outra pessoa.

Madre Teresa de Calcutá

Catequese com Bento XVI: a Eucaristia é como o coração pulsante que dá vida a todo o corpo místico da Igreja

Esse texto foi publicado no ano de 2011, mês de junho, no dia em que a Igreja celebra a festa do Corpo e Sangue de Cristo. Apesar de ser velho, sua mensagem é atual e importante. As palavras de nosso papa estão sempre em sintonia com o Evangelho de Cristo e nos mostram um caminho lindo rumo ao céu. Confira essa catequese maravilhosa de Bento XVI.

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Queridos irmãos e irmãs!

Hoje, na Itália e em outros países, celebra-se o Corpus Domini, a festa da Eucaristia, o sacramento do Corpo e Sangue de Cristo, que Ele instituiu na Última Ceia e é o tesouro mais precioso da Igreja. A Eucaristia é como o coração pulsante que dá vida a todo o corpo místico da Igreja: um organismo social baseado inteiramente no vínculo espiritual, mas concreto, com Cristo. Como diz o apóstolo Paulo: “Porque há um só pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, pois todos participamos desse único pão” (1 Cor 10,17). Sem a Eucaristia, a Igreja simplesmente não existiria. A Eucaristia é, de fato, o que torna uma comunidade humana um mistério de comunhão, capaz de levar Deus ao mundo e o mundo a Deus. O Espírito Santo transforma o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Cristo; também transforma todos os que o recebem com fé em membros do Corpo de Cristo, para que a Igreja seja verdadeiramente um sacramento de unidade dos homens com Deus e entre eles.

Em uma cultura cada vez mais individualista, como aquela em que estamos imersos nas sociedades ocidentais, e que tende a se espalhar por todo o mundo, a Eucaristia é uma espécie de “antídoto”, que age nas mentes e nos corações dos crentes e que semeia de forma contínua neles a lógica da comunhão, do serviço, da partilha, em suma, a lógica do Evangelho. Os primeiros cristãos, em Jerusalém, foram um sinal evidente deste novo estilo de vida, porque viviam em fraternidade e partilhavam seus bens, de modo que ninguém fosse indigente (cf. Atos 2, 42-47). De que derivava tudo isso? Da Eucaristia, isto é, de Cristo ressuscitado, realmente presente entre os seus discípulos e operante com a força do Espírito Santo. E também as gerações seguintes, através dos séculos, a Igreja, apesar dos seus limites e erros humanos, continuou sendo no mundo uma força de comunhão. Pensemos especialmente nos períodos mais difíceis, de provação: pensemos no que significou, por exemplo, para os países sob regimes totalitários, a possibilidade de encontrar-se na Missa dominical! Como diziam os antigos mártires de Abitene: “Sine Dominico non possumus” – sem o “Dominicum“, ou seja, sem a Eucaristia dominical, não podemos viver. Mas o vazio criado pela falsa liberdade também pode ser muito perigoso, e então a comunhão com o Corpo de Cristo é o remédio da inteligência e da vontade, para redescobrir o gosto da verdade e do bem comum.

Queridos amigos, invoquemos a Virgem Maria, a quem meu predecessor, o Beato João Paulo II, definiu como “Mulher eucarística” (Ecclesia de Eucharistia, 53-58). Que, em sua escola, também a nossa vida se torne plenamente “eucarística”, aberta a Deus e aos outros, capaz de transformar o mal em bem com a força do amor, dirigida promover a unidade, a comunhão, a fraternidade.

[Tradução: Aline Banchieri.

“Jesus está no chão”. Passa fome, sede, frio; é excluído e abandonado

Navegando pelo Youtube e alguns blogs encontrei esse vídeo campanha para que os fieis tenham mais cuidado ao comungar. O vídeo de preferência nos exorta a comungarmos diretamente na língua. Caso isso não seja possível ele mostra como pode ficar partícula dos corpo e sangue de Cristo em nossas mãos.

“Jesus está no chão. Ele foi jogado ao chão por pessoas que receberam a Comunhão na mão e não verificaram as suas mãos.” Ao final, o vídeo sugere ao internautas que:  “Receba [a Comunhão] na língua ou ao menos verifique suas mãos.” Verificar se sobrou algo.

Veja:

Esse vídeo nos faz também refletir sobre o Cristo que está no chão nas ruas, nos hospitais, nas favelas e em vários lugares do mundo sofrendo com fome, abandono, desprezo e exclusão.

Receber a Eucaristia com tamanho zelo é mais que obrigação de nós cristãos. Sempre observei esse desmazelo de alguns que comungam como se não cressem que a hóstia é realmente Jesus. Comungar acreditando nisso nos faz fortes e obediente a igreja e a Deus que nos pede zelo com o seus ensinamentos e com o Corpo de Cristo. Contudo esse zelo deve ser expandido  ao próximo, afinal nele também há presença de Deus vivo.

Fomos feitos a imagem e semelhança. Cristo diz “quem o vê, vê ao Pai” e que seu rosto é refletido no rosto de cada um de nós.

Lembremos irmãos, do zelo com a Eucaristia, santo Corpo de Cristo. Lembremos do zelo com o próximo, nosso irmão e caminho para a salvação.

Cine O Anunciador apresenta: O milagre de Lanciano

Sei que já postei vários posts sobre milagres eucarísticos, principalmente o de Lanciano, na Itália. Contudo, sempre que vejo algo sobre esse milagre quero compartilhar com vocês. Afinal a Eucaristia não é um símbolo de fé do catolicismo, mas o próprio Cristo que se faz pão e vinho para nos alimentar, ou melhor, faz do pão e vinho corpo e sangue que nos guia à salvação. Portanto, se ainda não acredita ou possui dúvida, veja esse vídeo, leia os posts e veja que nem a ciência soube explicar o milagre de Deus.

Site, hino e logo oficial do Ano da Fé são apresentados no Vaticano

Logo do Ano da Fé

Nesta quinta-feira, 21, o presidente do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, apresentou, numa coletiva de imprensa no Vaticano, algumas novidades para o Ano da Fé, em especial o lançamento do site, do hino e do logo oficial.

No logo, a Igreja é representada por um barco, o mastro é uma cruz que iça as velas que formam o trigrama do nome de Cristo (IHS), e ao fundo, o sol associado ao trigrama remete à Eucaristia.

No hino, o refrão “Credo, Domine, adauge nobis é fidem” é uma invocação a Deus para que aumente a fé. Já o site oficial,www.annusfidei.va, está disponível primeiramente em inglês e italiano.

“O Ano da Fé, antes de tudo, pretende sustentar a fé de tantos crentes que no cansaço cotidiano não cessam de confiar, com convicção e coragem, a própria existência ao Senhor Jesus”, salientou Dom Rino.

Para o presidente do dicastério, a proposta deste Ano, se encaixa num contexto amplo, marcado por uma crise generalizada que afeta também a fé.

“A crise de fé é expressão dramática de uma crise antropológica que deixou o homem a si mesmo; por isso se encontra hoje confuso, sozinho, à mercê de forças que nem sequer conhecem o rosto, e sem uma meta a qual direcionar sua existência”, disse.

Assim, o Ano da Fé pretende ser um percurso que a comunidade cristã oferece a tantos que vivem com saudade de Deus e com o desejo de encontrá-Lo de novo.  Dom Rino salienta que é necessário, portanto, que os fiéis sintam a responsabilidade de oferecer a companhia da fé e se tornem próximos àqueles que perguntam a razão da nossa crença.

Nos primeiros dias de setembro será publicado, nos diversos idiomas, o Subsídio Pastoral “Viver o Ano da Fé” e uma pequena réplica da figura de Cristo, que se encontra na Catedral de Cefalù, na Sicília, Itália, será entregue a peregrinos e fiéis em várias partes do mundo.

“No verso, está escrito Profissão de Fé. Um dos objetivos do Ano da Fé, de fato, é fazer do Credo a oração cotidiana aprendida de cor, como era costume nos primeiros séculos do cristianismo”, conta Dom Rino.

Grandes eventos

A solene abertura do Ano da Fé será na Praça São Pedro, no dia 11 de outubro, com a presença de todos os Padres Sinodais, dos Presidentes das Conferências Episcopais do mundo e dos Padres conciliadores ainda vivos que puderem ir.

No dia 21 de outubro serão canonizados seis mártires e confessores da fé. “Vamos, portanto, refletir e rezar para que estes testemunhos de heroísmo sejam colocados na Igreja como exemplos de fé vivida”, ressalta o arcebispo.

Já no dia 2 de fevereiro, haverá uma celebração dedicada aos consagrados e no dia 24 de março, Domingo de Ramos, será, como sempre, dedicado aos jovens que se preparam para a Jornada Mundial da Juventude.

O domingo 28 de abril será dedicado aos Crismandos. Nesse dia, o Papa ministrará o Crisma a um pequeno grupo de jovens. E o dia 5 de maio será dedicado à celebração da fé na piedade popular.

Na festa de Corpus Christi, no domingo, 2 de junho, haverá a Solene Adoração Eucarística que acontecerá ao mesmo tempo em todo mundo.

O dia 16 de junho será dedicado a promoção da vida e defesa da dignidade humana desde o primeiro instante até seu fim natural.

No dia 7 de julho acontecerá uma celebração conclusiva da peregrinação de seminaristas, noviças e noviços, na Basílica de São Pedro.

A Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, que acontecerá de 23 a 28 de julho, será “um alegre encontro para dizer a todos a importância da fé”.

O dia 29 de setembro será dedicado, em particular, aos Catequistas. O domingo 13 de outubro, por sua vez, será dedicado a Virgem Maria.

E no dia 24 de novembro, em fim, será celebrada a jornada conclusiva do Ano da Fé.

Eventos artísticos 

Neste Ano da Fé ainda não faltarão eventos artísticos, os principais serão uma Mostra de Arte e um Concerto, o primeiro acontece no Castelo de Santo Ângelo, de 7 de fevereiro a 1º de maio, e o último será na Praça São Pedro, no dia 22 de junho.

Papa grava mensagem para Congresso Eucarístico Internacional

O Papa Bento XVI gravou na sexta-feira, 8, uma mensagem para o Congresso Eucarístico Internacional de Dublin, que tem início neste domingo, 10. O tema do grande evento eclesial é “A Eucaristia, comunhão com Cristo e entre nós”, extraído do documento conciliar Lumen gentium, Constituição dogmática sobre a Igreja.

“A principal inspiração do Concílio Vaticano II foi a eclesiologia de comunhão”, afirmou o Prefeito da Congregação para os Bispos, Cardeal Marc Ouellet – falando no Simpósio Teológico Internacional em andamento na Universidade de Maynooth, em preparação para o Congresso Eucarístico Internacional –, eclesiologia ainda em desenvolvimento e em aprofundamentos teológicos.

Essa eclesiologia – acrescentou o purpurado – deu muitos frutos nos setores da colegialidade episcopal, do apostolado dos leigos, dos movimentos carismáticos e eclesiais, do ecumenismo e do diálogo com o mundo moderno.

Ela revitalizou a Igreja a partir de dentro e multiplicou externamente as suas aberturas ecumênicas e missionárias, empenhando-a ulteriormente na problemática da paz e da justiça no mundo, na solidariedade em escala global e na promoção do diálogo inter-religioso.

A eclesiologia de comunhão se impõe sempre mais como a realização concreta da Igreja, como força de atração e de evangelização, qual Sacramento de salvação, baseado precisamente no Batismo e na Eucaristia.

Ela promove atitudes espirituais e práticas que nos permitem viver mais profundamente e intensamente a dependência da Igreja da Eucaristia, e se faz também Igreja doméstica, baseada na família, tornando-se a primeira célula vital da sociedade.

Num tempo em que estamos assistindo a uma crise antropológica sem precedentes, caracterizada pela perda de um sentido do matrimônio e da família, a Igreja pode e deve contar com o recurso da família, fundada no Sacramento do matrimônio, para fazer frente aos desafios das sociedades secularizadas, ponderou o Cardeal Ouellet.

Qual Sacramento ou “sinal” e instrumento de união entre Deus e toda a humanidade, a eclesiologia de comunhão é portadora de uma realidade divina misteriosa que nenhuma imagem ou analogia pode expressar adequadamente.

E no plano existencial o Prefeito da Congregação para os Bispos afirmou que o futuro da missão da Igreja passa por seu testemunho de unidade e seu diálogo com toda a humanidade.

Rádio Vaticano

Para quem ainda tem dúvidas: conheça o Milagre Eucarístico de Lanciano

O milagre Eucarístico de Lanciano na Itália comprova a autenticidade da Igreja Católica Apostólica Romana.

Há aproximadamente treze séculos, um padre que duvidava que a hóstia consagrada é verdadeiramente o Corpo de Cristo, enquanto recitava a fórmula de consagração da eucaristia durante a missa, a hóstia milagrosamente converteu-se em carne e o vinho converteu-se em sangue.

Uma comissão de estudos de 1971 presidida pelo professor Dr. Odoardo Linoli da Universidade de Sena constatou que a carne e o sangue contém glóbulos vermelhos e brancos ainda vivos; a carne e o sangue são do mesmo grupo sanguíneo, isto AB, muito comum entre os judeus, e constatou que é o mesmo sangue do Santo Sudário. Após este estudo não restou mais dúvida, a carne e o sangue conservados ainda hoje na cidade de Lanciano, são verdadeiramente Carne e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Ostensório artístico de Prata, onde fica guardado o corpo e o sangueNossos sacrários mantêm entre nós a realidade da Encarnação: “O Verbo se fez carne e habitou entre nós…”

E habita ainda verdadeiramente presente entre nós, não somente de uma maneira espiritual, mas com seu próprio Corpo – “Ave verum corpus, natum de Maria Virgine” canta a Igreja diante do SS. Sacramento: “Salve verdadeiro corpo, nascido da Virgem Maria, corpo que sofreu verdadeiramente e foi verdadeiramente imolado pela salvação dos homens”.

Esta presença real da carne de Cristo (é uma carne viva, unida à alma e a divindade do Verbo, pois Jesus esta hoje ressuscitado) é admiravelmente manifestada pelo milagre de Lanciano. Um milagre que dura 12 séculos e que a ciência acaba de examinar, e diante do qual, ela teve que se inclinar.

Sim, um milagre, e bem destinado ao nosso tempo de incredulidade. Pois, como diz São Paulo, os milagres são feitos não para aqueles que crêem, mas para os que não crêem.

Santuário do Milagre EucarísticoOra, hoje em dia, um certo número de cristãos da Presença Real, mesmo depois que o Papa Paulo VI, no documento ” Mysterium Fidei”, recordou-lhes claramente este dogma. Querem admitir, a exemplo dos protestantes, apenas um presença espiritual do Cristo na alma daquele que comunga; mas os sinais sacramentais do pão e do vinho consagrados seriam puros símbolos, tal como a água do batismo, que não é e não permanece senão simples água, ainda que significando e realizando pela palavra que a acompanha – a purificação da alma.

Depois da comunhão, as hóstias que não houvessem sido consumidas, dizem eles, não seriam mais, nesse caso, senão pão, podendo ser atiradas fora como coisas profanas… A própria discrição com que, em certas igrejas, cercam o sacrário, já manifesta esta falta de fé profunda na presença real, e portanto, na palavra onipotente do Cristo: “Isto é meu Corpo! Isto é meu sangue!”

Eis porque Deus permitiu para todos que duvidam da presença eucarística do Cristo ou que a negam, que um milagre, que dura há mais de 12 séculos, fosse nos últimos anos, posto em evidência e verificado pela própria ciência.

Santuário do Milagre EucarísticoPor minha parte, eu ouvira falar do milagre de Lanciano, mas o fato me havia parecido tão forte, que desejei tomar conhecimento dele e julgá-lo por mim mesmo no próprio local. A pequena cidade Italiana de Lanciano nos Abrozzes encontra-se a 4 km da estrada de rodagem Pescara-Bari, que contorna o Adriático, um pouco ao sul da Pescara e de Chies.

Em uma igrejinha desta cidade, igreja dedicada a S. Legoziano ( que se identifica com S. Longiano, o soldado que transpassou o coração de Cristo com a lança na cruz), no VIII século, um monge basiliano durante a celebração da Missa, depois de ter realizado a dupla consagração do pão e do vinho, começou a duvidar da presença na hóstia e no cálice, do Corpo e do Sangue do Salvador.

Foi então que se realizou o milagre: diante dos olhos do Padre, a hóstia se tornou um pedaço de carne viva; e no cálice o vinho consagrado torna-se verdadeiro sangue, coagulando-se em cinco pedrinhas irregulares de formas e tamanhos diferentes.

Conservaram se esta carne e este sangue milagrosos, e no correr dos séculos várias pesquisas eclesiásticas foram realizadas.

Quiseram, em nossos dias, verificar a autenticidade do milagre, e 18 de novembro de 1970, os Frades Menores Conventuais que têm a seu cuidado a igreja do Milagre decidiram, com a autorização de Roma, a confiar a um grupo de peritos a análise científica daquelas relíquias, datadas de doze séculos.As pesquisas foram feitas em laboratório, com estrito rigor, pelos professores Linoli e Bertelli, este último da Universidade de Siena. A 4 de março de 1971, estes cientistas davam suas conclusões, que em inúmeras revistas de ciência, do mundo inteiro divulgaram em seguida.

Ei-las:

“A Carne é verdadeiramente carne. O Sangue é verdadeiro sangue. Um e outro são carne e sangue humanos. A carne e o sangue são do mesmo grupo sangüíneo (AB). A carne e o sangue são de uma pessoa VIVA. O diagrama deste sangue corresponde a de um sangue humano que tenha sido retirado de um corpo humano NAQUELE DIA MESMO. A Carne é constituída de tecido muscular do CORAÇÃO (miocárdio). A conservação destas relíquias, deixadas em estado natural durante séculos e expostas à ação de agentes físicos, atmosféricos e biológicos, permanece um fenômeno extraordinário”.

Algumas ilustrações do resultado do exame cientíco:

(Imagem ampliada 200X) O corte analisado mostra o tecido do coração.

(Imagem ampliada 250X) Com a ampliação é possível analisar uma artéria.

(Imagem ampliada 400X) Nesta última ampliação fica claro o aspecto do tecido do miocárdio.

A carne e o sangue são do mesmo grupo sangüíneo (AB).

O traçado do exame da amostra recolhida é igual a da carne e sangue de uma pessoa VIVA.

Fica-se estupefato diante de tais conclusões, que manifestam de maneira evidente e precisa a autenticidade deste milagre eucarístico. Antes mesmo de as darem a conhecer de modo oficial, os peritos, no fim de sua analises, enviaram aos Padres Franciscanos de Lanciano o seguinte telegrama: ” Et Verbum caro factum est” (E “o Verbo se fez carne.”) Telegrama este, que é um ato de fé.

Outro detalhe inexplicável: pesando-se as pedrinhas de sangue coagulado (e todos são de tamanhos diferentes) cada uma delas tem exatamente o mesmo peso das cinco pedrinhas juntas! Deus parece brincar com o peso normal dos objetos.

Inútil dizer-vos que nesta igreja, celebrei a Missa votiva do Santíssimo Sacramento com uma fé renovada: o senhor, por meio de tal milagre vem, verdadeiramente, em socorro de nossas incredulidades.

E depois que foram conhecidas as conclusões dessa pesquisa científica, os peregrino vem de toda a parte venerar a Hóstia que se tornou carne e o vinho consagrado, que se tornou sangue.

Quanto a mim dois fatores me espantam. O primeiro é que se trata de carne e sangue de uma pessoa VIVA, vivendo atualmente, pois que esse sangue é o mesmo que tivesse sido retirado, naquele dia mesmo, de um ser vivo!

É bem uma prova direta de que Jesus Cristo ressuscitou verdadeiramente, que a Eucaristia é o Corpo e o Sangue de Cristo glorioso, assentado a direita do Pai e que, tendo saído do túmulo na manhã da Páscoa, não pode mais morrer. Tantas tolices tem sido ditas, nesses últimos anos, contra a ressurreição do Cristo! Algum, desejariam, com emprenho que essa ressurreição não fosse senão um símbolo, elaborado como que um mito pela piedade muito ardente dos primeiros cristãos!…Ora, eis eu a ciência vem de certo modo, em nosso socorro. Foi verdadeiramente na carne que o Cristo morreu e foi verdadeiramente também na carne, que Jesus ressuscitou no terceiro dia. E a mesma Carne –verdadeira carne nos é dada vida na Eucaristia, para que possamos viver da vida de Cristo! Não é a carne de um distante cadáver, mas uma carne animada e gloriosa. Portanto, vendo a Hóstia consagrada, posso dizer como o Apóstolo Tomé, oito dias depois da Páscoa quando colocou os dedos nas chagas de Cristo ” Meu Senhos e meus Deus” é bem a carne viva do Deus vivo!”

Um segundo fato impressiona-me ainda mais: a Carne que lá esta é a carne do Coração. Não a carne de qualquer parte do Corpo adorável de Jesus, mas a do músculo que propulsiona o Sangue – e por tanto a vida – ao corpo inteiro, do músculo que é também o símbolo mais manifesto e o mais eloqüente do amor do Salvador por nós. Quando Jesus se entrega a nós na Eucaristia, é verdadeiramente seu próprio Coração que ele nos da a comer, é ao seu amor que nós comungamos, um amor manso e humilde como esse Coração mesmo, um amor poderoso e forte mais que a morte, e que é o antídoto dos fermentos de morte física e espiritual que carregamos em nossa “carne de pecado”.

A Eucaristia é, na verdade, o dom por excelência do Coração de Jesus. S. João nos diz no começo do capítulo XIII de seu Evangelho, antes de nos falar do preparativos da ultima Ceia de Jesus: “Tendo amado os seus que estavam no mundo. Ele os amou ate o fim”. Não tanto querendo significar: ate o fim de sua vida terrestre, mas ate os últimos excessos de onde poderia chegar a ternura de um Deus feito homem, do Amor infinito, tornando carne: Meu Coração é tão apaixonado de amor pelos homens” dira um dia o Cristo em Parayle-Monial, revelando seu Coração a Santa Margarida Maria. Uma paixão que o conduzi a cruz, que torna hoje presente sobre nossos altares em nossos sacrários e ate em nossos corações. Esta declarado em nosso Credo que Jesus, depois de sua morte, desceu aos infernos”. Ressuscitado vivo, ele ai desce ainda hoje: ele vem à lama de nossos corações para arranca-los dessa lama. Ele vem a esses lugares de morte eterna. Ele vem em nossos corações, nos quais entrou o pecado – arrancar-nos da morte eterna e fazer-nos viver de sua vida divina. Seu Coração imaginou tudo isso, para testemunhar-nos – e de maneira singularmente eficaz – seu afeto se limites. Guardemos isto, em todo o caso: na Eucaristia eu recebo o Cristo todo inteiro, mas é verdadeiramente que se da e que eu como.

Não tínhamos também nós, necessidade de revigorar a nossa fé na Eucaristia? E não foi sem razão que Deus permitiu que o milagre de Lanciano, antigo de 12 séculos e sempre atual, nos fosse apresentado hoje pela própria ciência, por esta ciência que alguns queriam colocar em oposição com a fé ou que a pudesse substituir.

Fiz questão de comunicar-vos as reflexões que me inspirou o conhecimento deste milagre, e a emoção profunda que ele produziu em minha alma. Agora que me aproximo do SS. Sacramento com renovado respeito à ação de graças, adoração, amor renovados. E não duvido que vos tendo comunicado o que eu mesmo descobri em Lanciano, não tenhas também vós, diante da divina Eucaristia um sentimento mais vivo da presença do Verbo feito Carne que vem habitar em nós, o Cristo ressuscitado, que nos ama com uma ternura infinita entretanto humana.

Jesus o prometeu: “Eis que estou convosco até a consumação dos séculos. Sim, até o fim do mundo. Ele, o Verbo tornado Carne, desce em nossa carne e nos fez viver de sua vida eterna e gloriosa…

Padre Jean Ladame ( Chenoves 71940 SAINT BOIL, França)
Traduzido da revista “La Revue du Rosaire”, dos PP. Dominicanos de Saint-Maximin-nºde junho de 1976.