Igreja Católica condena a idolatria a Nossa Senhora

Meus amados, o título é um tanto quanto apelatório, mas necessário. Sem ele você não estaria lendo esse texto nesta hora. Já falamos em várias postagens que nós católicos não adoramos a Maria e/ou aos santos e santas. Apenas veneramos e por meio desta ação lembramos quem os inspirou a na vida de santidade, Jesus Cristo.

Em um artigo postado pela Church Pop,  temos uma informação relevante e que mostra que desdes os primórdios da Igreja, que sim era católica, havia a condenação a adoração a Nossa Senhora e aos santos e santas. Esse pensamento sempre foi claro. PARA NÓS CATÓLICOS O ÚNICO DIGNO DE ADORAÇÃO É DEUS: PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO. Ninguém mais pode ser adorado, nem sequer a bem-aventurada Mãe de Deus…

Ninguém!

Se é desde o começo conte-nos uma caso sobre isso? Eis aí sua resposta “jovem padawan”.

Então, na história da Igreja se conhece um grupo de “cristãos” que caíram no erro de adorar a Virgem Maria. Esta é a história da sua heresia e de como foram condenados pela Igreja.

As heresias são tão antigas como a própria história do Cristianismo. Por isso, a Igreja tem que atuar diligentemente para denunciá-las e para que o povo de Deus não seja confundido.

No séc. IV apareceu um grupo de autodenominados “cristãos”, conhecidos como Coliridianos, os quais se reuniam num culto de adoração à Virgem Maria. Este estranho culto consistia em oferecer bolos e pastéis à Virgem, como sinal de adoração. Na realidade, eles não eram cristãos, eram uma seita gnóstica integrada majoritariamente por mulheres que tomaram a figura de Maria, mesclando-a com deuses pagãos para confundir os verdadeiros cristãos.

Quando Santo Epifânio, bispo de Salamina, soube desta heresia, não tardou em denunciá-la e condená-la em nome de toda a Igreja Católica. Tal condenação pode ler-se, em sua célebre “Paranión”, em que também denuncia outras heresias da época.

“É ridícula e, na opinião dos sábios, totalmente absurda”, assim Santo Epifanio descrevia a heresia coliridiana, “pois aqueles que, com uma atitude insolente, são suspeitos de fazer estas coisas, prejudicando a mente das pessoas (…) pessoas que se inclinam nesta direção são culpadas de terem feito pior dano”.

Também, Santo Epifânio esclareceu a diferença entre o verdadeiro culto a Deus e a verdadeira devoção à Virgem Maria: “Seja Maria honrada. Sejam Pai, Filho e Espírito Santo adorados, mas ninguém adore à Maria”.

Mais isso não prova que condenam a idolatria aos santos e Nossa Senhora.

O mesmo ensinamento imutado pelo bispo é o que está em nossa doutrina. Veja o Catecismo da Igreja Católica:

“Todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc , 48): “A piedade da Igreja para com a Santíssima Virgem é intrínseco ao culto cristão” (MC 56) A Santíssima Virgem “é honrada com razão pela Igreja com um culto especial. E, em afeto, desde os tempos mais antigos, se venera a Virgem Maria com o título de Mãe de Deus”, sob cuja proteção, se achegam os fiéis suplicantes em todos os seus pedidos e necessidades… Este culto (…) também é todo singular, é essencialmente diferente do culto de adoração a Deus, ao Verbo Encarnado, ao Pai e ao Espírito santo, mas o favorece poderosamente”. (LG); encontra sua expressão nas festas litúrgicas dedicadas à Mãe de Deus (cf. SC 103) e na oração mariana, como o Santo Rosário, “síntese de todo evangelho” (Catecismo da Igreja Católica 971).

Ainda tem dúvidas sobre isso? Vamos conversar. Comente e compartilhe.

Paz e bem!

Por Marquione Ban com informações de Church Pop

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Mil anos de separação aproximados em uma hora

Papa Francisco é o cara! Não há como negar que Francisco tem sido um papa de encontros para a igreja. Um Papa que tem trazido ao mundo, independente da fé, ESPERANÇA. Não podemos negar os trabalhos de seus antecessores, Bento XVI, João Paulo II, nos diálogos  estabelecidos nesta semana com a Igreja Ortodoxa, mas a abertura maior se deve ao carisma de Francisco.

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Foto de Max Rossi/POOL/EPA

Max Rossi/POOL/EPA

O encontro do Papa Francisco com o Patriarca russo Kirill aconteceu em Cuba, no aeroporto de Havana. A reunião em local inusitado se deu devido as agendas dos dois. Papa Francisco ia para o México e Kirill fazia sua primeira visita a América Latina, a Cuba.

“Foi com alegria que nos encontrámos enquanto irmãos da fé cristã para falarmos cara a cara”, lê-se no documento assinado pelo dois. Mais à frente no documento é lamentada a cisão que separou estas duas igrejas em 1054:

“Durante quase mil anos, católicos e ortodoxos foram privados da comunhão da Eucaristia. Temos estado divididos por feridas causadas por conflitos antigos e recentes, por diferenças que herdamos dos nossos ancestrais na maneira como entendemos e expressamos a nossa fé em Deus e em outras três pessoas — pai, filho e espírito santo. Estamos magoados com a falta de unidade, que resulta da fraqueza e do pecado do Homem”. Que a nossa reunião inspire cristãos em todo o mundo para rezarem pelo Senhor com um fervor renovado a favor da unidade de todos os seus discípulos. Num mundo que anseia não só pelas nossas palavras mas também por gestos concretos, que esta reunião sirva como um sinal de esperança para todas as pessoas de bem!”, lê-se no documento assinado por Kirill e Francisco.

O que os uniu? 

O principal motivo desse encontro é a perseguição que cristãos tem sofrido no Oriente Médio e no Norte da África. “As suas igrejas estão a ser barbaramente destruídas e saqueadas, os seus objetos sagrados são profanados e os seus monumentos são destruídos”, escreveram, para depois afunilar o discurso para a situação “na Síria, Iraque e outros países do Médio Oriente”.

E, a propósito da instabilidade e conflito sentidos naquela região, fizeram um apelo à comunidade internacional que ajudasse cristãos e também pessoas de outras religiões:

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No Dia Mundial do Café, qual relação entre a bebida e os papas?

Hoje, 14 de abril, é o Dia Mundial do Café – e certamente não vai faltar gente disposta a celebrar muito bem essa data saboreando o próprio “homenageado”, que tem fãs fervorosos em todos os lugares.

Para acompanhar a merecida pausa de hoje para um bom cafezinho (ou vários), aqui vão três casos curiosos sobre o café e três papas!

CLEMENTE VIII

Diz a lenda que, no século XVII, vários padres italianos pediram ao papa Clemente VIII (1536-1605) que proibisse o consumo de café, então considerado uma “bebida projetada por Satanás para os infiéis”. É que o café, de fato, era muito popular entre os turcos muçulmanos, os dervixes sufistas e as tribos africanas não cristãs.

O papa, muito prudente, quis conhecer melhor a situação e pediu um café para provar. Conforme o relato da escritora britânica Claudia Roden em seu livro “Coffe: A Connoisseur’s Companion“, de 1981, o papa teria provado um café da melhor qualidade e, logo em seguida, declarou:

“Pois bem. Esta ‘bebida de Satanás’ é tão deliciosa que seria um pecado deixá-la somente para os infiéis. Enganemos Satanás batizando-a!”

PAULO VI

Issa é um cristão árabe de Jerusalém. Em 1963, ele trabalhava na empresa responsável pela manutenção elétrica do Santo Sepulcro. No começo do ano seguinte, o papa Paulo VI iria visitar a Terra Santa e Issa confidenciou um grande desejo ao seu pároco: “Eu gostaria de encontrar o papa!”. Mas Issa não obteve nenhuma resposta.

No dia 6 de janeiro de 1964, o pároco pediu a Issa e à sua esposa Leila: “Estendam um belo tapete vermelho na entrada”. Os dois jovens obedeceram. Pouco depois, Paulo VI em pessoa apareceu, cumprimentou o vizinho, ouviu em confissão uma pessoa gravemente doente e aceitou uma xícara de café oferecida por Leila.

“Foi uma surpresa! Não esperávamos que Paulo VI entrasse mesmo na nossa casa”, conta o casal, ainda cheio de emoção, do alto dos seus 80 anos de idade e muitas histórias para compartilhar.

Ah, sim: sabe o que eles fizeram com a xícara em que o papa tomou seu café?

FRANCISCO

No começo de 2014, o jornalista espanhol José Manuel Vidal visitou a Casa Santa Marta e ficou surpreso com a simplicidade do almoço que é servido ao papa Francisco e aos seus colaboradores.Ele conta que, no centro de cada mesa, havia uma fruteira com bananas, kiwis e tangerinas. Ao lado, uma garrafa de água com gás e duas garrafas de vinho: um tinto e um branco, de rótulos “simples e populares”. O primeiro prato foi um macarrão parafuso “normalzinho”; o segundo, escalope “apenas passável”, com guarnição de ervilhas e pimentões fritos. Quem quisesse salada de alface podia se levantar e servir-se. Como sobremesa, fruta. E, isto sim, um bom café: “espresso” ou “macchiato”.

Sabemos que Francisco gosta de chimarrão, mas também sabemos que, nas poucas vezes em que viajava para Roma quando ainda era cardeal de Buenos Aires, Bergoglio gostava de tomar um “caffè ristretto” (curto) encostado ao balcão de alguma cafeteria, enquanto dava uma caminhada.

Outra curiosidade interessante para os brasileiros: durante a sua estadia no Brasil em 2013, o papa Francisco saboreou o café baiano “Natura Gourmet”. Mas isto não foi novidade para ele (nem teria sido para Bento XVI): esse café, produzido em Ibicoara, na Chapada Diamantina, é consumido em todo o Vaticano desde 2010, quando o produto foi selecionado para atender a demanda da Cidade-Estado!

O papa até pode ser argentino. Mas o café que ele toma é brasileiro!

sources: ALETEIA

Todas as “Nossas Senhoras” são a mesma Mãe de Deus: viva a Nossa Senhora de Lourdes

Hoje vamos viver mais um dia na presença de Maria, mãe de Jesus e nossa. O título dado a Nossa Senhora que vamos conhecer um pouco mais hoje, é Nossa de Lourdes. Esse nome foi dado, a Maria, devido sua aparição na região de Lourdes, na França. Confira a história.

História
As aparições de Nossa Senhora de Lourdes começaram no dia 11 de fevereiro de 1858, quando Bernadette Soubirous, camponesa com 14 anos, foi questionada por sua mãe, pois afirmava ter visto uma “dama” na gruta de Massabielle, cerca de uma milha da cidade, enquanto ela estava recolhendo lenha com a irmã e um amigo. A “dama” também apareceu em outras ocasiões para Bernadette até os dezessete anos.

Bernadette Soubirous foi canonizada como santa, por suas visões da Virgem Maria. A primeira aparição da “Senhora”, relatada por Bernadette foi em 11 de fevereiro. O Papa Pio IX autorizou o bispo local para permitir a veneração da Virgem Maria em Lourdes, em 1862.

Em 11 de Fevereiro de 1858, Bernadette Soubirous foi com a irmã Toinette e Jeanne Abadie para recolher um pouco de lenha, a fim de vendê-la e poder comprar pão. Quando ela tirou os sapatos e as meias para atravessar a água, junto à das gruta de Massabielle, ela ouviu o som de duas rajadas de vento, mas as árvores e arbustos não se mexaram. Bernadette viu uma luz na gruta e uma menina, tão pequena como ela, vestida de branco, com uma faixa-azul presa em sua cintura com um rosário em suas mãos em oração e rosas de ouro amarelo, uma em cada pé. Bernadette tentou manter isso em segredo, mas Toinette disse a mãe. Por essa razão ela e sua irmã receberam castigo corporal pela sua história. Três dias depois, Bernadete voltou à gruta com as outras duas meninas. Ela trouxe água benta para utilizar na aparição, a fim testá-la e saber se não “era maligna”, porém a visão apenas inclinou a cabeça com gratidão, quando a água foi dada a ela.

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Comunidade “evangélica” inteira se converte ao Catolicismo

A história abaixo é um tando quanto antiga. De 2001, mas vale a pena ler e conhecer o que ex-protestantes pensam sobre a Igreja e sua origem. O texto está publicado no blog O Fiel Católico. Leia:

O ex-pastor Alex Jones levou toda a sua comunidade para Igreja Católica

Em todo o mundo, cada vez mais protestantes e “evangélicos” retornam à Igreja Católica. Conheça a história do Pastor Alex e de sua comunidade evangélica.

ACONTECEU NOS ESTADOS Unidos. A “Igreja Cristã Maranatha” ficava na Av. Oakman, Detroit.

Tudo começou quando o pastor Alex Jones, 58 anos, passou a trocar o culto pentecostal por uma espécie de réplica da Missa. No domingo, 4 de junho de 2006, durante a celebração da Unidade Cristã e da Ascensão do Senhor, os líderes da congregação decidiram (por 39 votos a favor e 19 contra) dar os passos necessários para torná-la oficialmente católica. Uma história repleta de anseios, surpresas, amor e alegria.

“Eu pensava que algum espírito tinha se apossado dele”, disse Linda Stewart, sobrinha do pastor Alex. “Pensava que, na procura pela verdade, ele tinha se perdido”. Linda considera o tio como um pai, ela que foi adotada por ele desde o falecimento do verdadeiro pai. A preocupação da moça começou quando seu tio trocou o estudo da Bíblia, que era feito sempre às quartas-feiras, pelo estudo dos primitivos Padres da Igreja.

Gradualmente a congregação foi deixando o culto evangélico e retornando à Santa Missa: ajoelhar-se, o Sinal da Cruz, o Credo de Niceia, a Celebração Eucarística: todos os 9 passos. Linda explica: “Aprendi que a Igreja Católica era a grande prostituta do Apocalipse e o Papa era o Anticristo. E Maria? De modo algum! Éramos felizes e seguíamos Jesus. Eu estava triste e pensava: ‘ele está maluco se pensa que vamos cair nessa!’”.

O começo de tudo se deu quando Jones ouviu, num programa de rádio chamado “Catholic Answers” (‘Respostas Católicas’), o debate entre o protestante David Hunt e o apologista católico Karl Keating. O católico fez a pergunta-chave:

“Em quem você acreditaria, no caso de um acidente, para saber o que aconteceu? Nos que estavam ali, como testemunhas oculares (Apóstolos), ou naquele que só apareceu depois de muitos anos (Lutero)?” O que era desde o princípio, o que ouvimos e vimos com nossos olhos, o que contemplamos e nossas mãos tocaram do Verbo da Vida. Porque a Vida se manifestou e nós a vimos; damos testemunho e anunciamos a Vida Eterna, que estava no Pai e se manifestou a nós; O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que tenhais comunhão conosco: nossa comunhão é com o Pai e com o Filho, Jesus Cristo. Escrevemos estas coisas para que a vossa alegria seja completa.” (I João 1-4)

Keating acentuou que, para aprender a verdade sobre a Igreja Cristã, era necessário ler os Padres da Igreja Primitiva, isto é, aqueles que estiveram lá desde o começo da história. “Aquilo fazia sentido”, disse o pastor Jones: “Guardei no coração e ponderei; mas só vim a compreender tudo quando li os Padres da Igreja e conheci uma Cristandade que não tínhamos em nossa igreja”. “Percebi que o centro do culto dos primeiros cristãos não era somente a pregação e o louvor, mas a Eucaristia, como o Corpo e o Sangue de Cristo presente”, declarou ele ainda.

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Cardeal diz que acolhida aos gays não mudará valores da Igreja Católica

Para o arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno, o sínodo cujo tema é família é uma oportunidade para a Igreja avançar e lidar melhor com essas questões. (Foto: Carlos Santos/G1)
Para o arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno, o sínodo cujo tema é família é uma oportunidade para a Igreja avançar e lidar melhor com essas questões. (Foto: Carlos Santos/G1)

GLOBO.COM | O arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Raymundo Damasceno, afirmou em entrevista ao G1 que “acolher pessoas do mesmo sexo não significa aprovar suas escolhas”. O cardeal está no Vaticano participando do sínodo dos bispos e pediu, durante discurso na última quarta-feira (8), que a Igreja Católica acompanhe “situações familiares difíceis”, como considera no caso dos homossexuais.

“Somos chamados a acolher toda pessoa, porque é criatura de Deus. Sem fazer discriminações do ponto de vista étnico, religioso, sexual e moral. Mas isso não significa que estamos aprovando o que a pessoa faz. Para nós, o matrimônio é união entre homem e mulher em vista de uma comunhão total, para a geração da vida”, afirma.

Nessa segunda-feira (13), um documento do Vaticano declarou que os homossexuais têm “dons e qualidades a oferecer” e indagou se o catolicismo pode aceitar os gays e reconhecer aspectos positivos de casais do mesmo sexo..

Para Dom Raymundo, o sínodo extraordinário, que tem como tema a família, é uma oportunidade para que a Igreja possa avançar nestas questões e lidar melhor com elas. “Após este processo teremos orientações mais concretas para ajudar igrejas, paróquias a lidar com essas pessoas e ajudá-las de alguma forma”, avalia.

O cardeal também considera que a Igreja tem evoluído neste debate, uma vez que busca ouvir experiências vividas em pastorais, mas não deverá mudar seus valores básicos. “Esperamos que, neste processo sinodal, essas experiências sejam mais aprofundadas e partilhadas e a Igreja possa discernir e propor caminhos para que nas Dioceses, Paróquias e Comunidades se ofereça acompanhamento específico para pessoas homossexuais que procuram apoio”, disse.

A primeira etapa do sínodo, convocado pelo Papa Francisco, acontece desde o dia 5 de outubro e se estende até o próximo domingo (19) no Vaticano.

Papa pede desculpas a vítimas de abuso e critica cumplicidade da Igreja

1459923_669126163127066_1775571749_nGLOBO.COM | O Papa Francisco denunciou nesta segunda-feira (7) a “cumplicidade inexplicável” da Igreja Católica com os padres pedófilos que cometeram abusos sexuais e pediu desculpas às vítimas em um encontro com algumas delas no Vaticano.

Em suas palavras mais fortes sobre o assunto, Francisco disse às vítimas que os abusos foram “camuflados com cumplicidade” e implorou por perdão.

“Há muito tempo sinto no coração uma profunda dor, um sofrimento tanto tempo oculto, tanto tempo dissimulado com uma cumplicidade que não tem explicação”, disse o pontífice em uma comovedora homília na qual pediu várias vezes perdão.

Francisco também disse que sente o peso da dor e dos suicídios das vítimas de abusos. “Alguns sofreram inclusive a terrível tragédia do suicídio de um ser querido. As mortes destes filhos tão amados por Deus pesam no coração e na minha consciência e de toda a Igreja”, afirmou.

Ele ainda pediu perdão pelos “pecados de omissão” cometidos pelos líderes da Igreja que “não responderam adequadamente” às denúncias de abusos.

Francisco recebeu pela primeira vez no Vaticano seis vítimas de padres pedófilos.

O pontífice recebeu dois britânicos, dois alemães e dois irlandeses que sofreram abusos sexuais de religiosos.

O encontro aconteceu na residência privada de Francisco no Vaticano, a Casa Santa Marta, onde ele mora desde sua eleição como pontífice em março de 2013.

A reunião foi anunciada pelo próprio Francisco no dia 26 de maio, durante o voo que o transportou para Roma após uma viagem ao Oriente Médio.

As vítimas assistiram à missa que o bispo de Roma preside na capela de sua residência e depois aconteceu o encontro privado.

Os nomes das pessoas presentes não serão divulgados, segundo o Vaticano.

Francisco se comprometeu desde o início a lutar contra a pedofilia e criou uma comissão para a proteção da infância, que tem entre seus integrantes uma vítima, a irlandesa Mary Collins.

Apesar dos gestos, as associações de vítimas consideram que a Igreja não está fazendo todo o possível para impedir que padres abusem sexualmente de menores de idade em todo o mundo.

Um grupo de ativistas mexicanos enviou na quinta-feira uma carta ao Papa Francisco na qual pede “decisões estruturais” para acabar com os “padres abusadores”.

As vítimas pedem que as boas intenções manifestadas pelo papa virem normas específicas, explicou José Barba, ex-membro dos Legionários de Cristo, de 75 anos.

Barba foi vítima de Marcial Maciel, o falecido fundador da poderosa congregação, protagonista do maior escândalo de pedofilia da instituição, que recebeu durante décadas a proteção de João Paulo II.

Pastor se converte à Igreja Católica depois de 20 anos no protestantismo

Pastor Adenilton Turquete se converte à Igreja Católica após 20 anos em igrejas evangélicas

COMPARTILHANDO A GRAÇA | Hoje faz exatamente 20 anos do meu batismo na Igreja Assembleia de Deus. Foi em 27 de Março de 1994, domingo, na igreja sede da Assembleia de Deus no Brás (Ministério em Madureira, hoje mais conhecida como AD Brás).

Foi um momento marcante em minha vida, eu estava vivendo uma linda experiência de conversão e aquele ato batismal era o cumprimento de uma decisão tomada poucos meses antes, quando aceitei a Jesus como meu Salvador. Sempre fui apaixonado pelo Evangelho desde criança, quando ganhei minha primeira Bíblia aos sete anos, poderia até ver isso como uma vocação sacerdotal.

Passados estes vinte anos eu vivo novamente a experiência da conversão, mas desta vez minha fé me trouxe de volta à Igreja Católica Apostólica Romana. 

No período em que estiva na Assembleia de Deus participei de grupos de mocidade, fui professor de Escola Bíblica Dominical e um cursei Teologia(Básico) pela EETAD, curso que deixei pela metade para viver o meu sonho de trabalhar em uma emissora de rádio.

Por um período de sete anos eu apresentei um programa chamado “Jovens Para Cristo” que era patrocinado pelos membros da igreja. Neste período eu trabalhei como funcionário desta emissora até o seu fechamento pela Anatel em 2002. Após o fechamento da emissora de rádio, passei por um período de depressão e me afastei da igreja.

Meses depois eu, por conta própria, decidi procurar uma igreja diferente para frequentar, um misto de vergonha e orgulho me impediu de retornar à minha antiga congregação. Deste tempo, até aqui, fui membro de três igrejas diferentes, passei por altos e baixos na minha fé. Apesar de sucessivas decepções, aconteceu a maior dádiva da minha vida, conheci a moça que hoje é minha esposa e mãe de meu filho. Deus me abençoou com uma família maravilhosa.

Nestes últimos anos desenvolvi diversas atividades ministeriais, especialmente voltadas para a evangelização de jovens, também ministrei cursos para formação de lideres e obreiros. Até que cheguei ao pastorado, fui pastor auxiliar pelo período de um ano e pastor titular por outro período de um ano em uma congregação que inaugurei junto ao ministério do qual fazia parte.

Pouco depois do nascimento de nosso filho, por motivos alheios à minha vontade, renunciei à direção da igreja que pastoreava e meses depois entendi que deveria abrir mão do ministério pastoral. Era dia 12 de Outubro de 2012 eu preguei o meu último sermão na igreja sede da igrea que congregava e sabia que não retornaria mais a um púlpito na condição de pastor.

Tudo que eu sempre almejei e alcancei, deixei pra trás, somente restou em meu coração a ardente paixão pelo Evangelho e minha vida consagrada a Cristo. Ao longo desta experiência muita dor, angústia e lágrimas derramadas.

Talvez, nesse ponto, você esteja se perguntando o motivo de atitudes tão drásticas, tão radicais. Tais motivos, claro existem, mas decidi não falar sobre tais assuntos no momento.

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Pastor se converte após ouvir mensagem do Papa Francisco

Ulf Ekman, pastor convertido ao catolicismo após ouvir mensagem do Papa
Ulf Ekman, pastor convertido ao catolicismo após ouvir mensagem do Papa

Esta semana, o Papa Francisco completou seu primeiro ano de pontificado. Como tem sido constante em seu mandato papal, ele “mitou” novamente.  Recentemente ele enviou um vídeo cordial aos líderes protestantes pentecostais que participavam de um encontro no estado do Texas (EUA).  Devido ao vídeo, um dos maiores líderes protestantes da Suécia se converteu ao catolicismo. O pastor, ou melhor, ex-pastor,  Ulf Ekman anunciou sua conversão diante mais de 3 mil fiéis.

“Nos demos conta de que nossos preceitos protestantes, em muitos casos, não têm nenhum fundamento”, afirma o pastor (Fonte: ACI).

Veja o vídeo

Veja o vídeo a partir do 7:06 até 20:32

A mensagem do vídeo

No vídeo, nitidamente gravado de improviso por pedido de alguém mais próximo e atenciosamente atendido pelo Papa, Francisco fala que devemos seguir a “gramática de Cristo”. “Amar a Deus sobre tudo e aos irmãos”. A mensagem não incluí, como muitos maldosos por aí estão dizendo, a aprovação do papa à doutrina protestante.

Devido essa mensagem o pastor sueco se converteu, mas o processo de conversão já havia começado antes. Há 10 anos ele vinha estudando o catecismo e a doutrina social da Igreja. O vídeo foi o empurrãozinho que faltava.

O novo católico

Ekman, que é um dos líderes cristãos mais influentes da Suécia, afirmou em entrevista que a unidade dos cristãos “tem consequências práticas”, e que não é suficiente que católicos e protestantes tenham um bom relacionamento. “É preciso que todos se reúnam em uma só Igreja!” Ao ser questionado se não era suficiente que amemos uns aos outros ele respondeu:

“Isso é o mesmo que dizem as pessoas que vivem juntas e não se casam! Mas Jesus não tem 20 mil esposas [aqui ele se refere às milhares de seitas protestantes], e sim uma relação interna e externa específica com uma Esposa”, disse, referindo-se à Igreja Católica.

“A Igreja é o Corpo de Cristo, uma entidade estruturada. É concreta, não é uma nuvem de gás. O Corpo é visível. O modelo é Jesus, que teve um Corpo visível durante 30 anos. Além do mais, como era no princípio? (…) Havia somente uma Igreja!”, enfatizou Ekman.

E concluiu:

“Nós precisamos do que Jesus colocou na Igreja Católica. Eu preciso dos sacramentos, eu preciso do Magistério, preciso do Papa, preciso da tradição que gerenciam. Eu preciso da Igreja para minha própria salvação”.

Maior templo protestante dos EUA agora é uma Catedral Católica

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Depois que a mega-igreja protestante foi a falência, seu prédio foi comprado pela Diocese Católica do local, que a usará como sua nova catedral. Sem entrar no mérito da feiura protestante da igreja, isso tem uma forte simbologia por trás. É uma virada da Igreja Católica nos Estados Unidos, que afinal começou muito pequena, e agora já é a maior denominação cristã dos Estados Unidos. Embora as conversões antes do Vaticano II fossem quase dez vezes maiores, ainda assim, muitos americanos estão largando suas seitas e buscando a verdadeira Igreja de Cristo.

O nome que foi dado à nova Catedral, aprovado pela Santa Sé, é Christ Cathedral (antes era chamada de Crystal Cathedral). As motivações são ecumênicas (nem tudo é perfeito); mas há um bom motivo para escolherem essa como sua nova Catedral, que afinal é um ponto turístico e já tinha se tornado referência em igrejas protestantes no país. A Igreja Católica está crescendo nos EUA. Essa é a verdade.

Lá, podemos ver o oposto do Brasil. Aqui o “padrão” é dizer-se católico, então temos muitos “católicos não-praticantes”. Lá, os não-praticantes são em maioria os protestantes, já que eles são a grande maioria da população. Como a grande parte dos protestantes no Brasil, os católicos dos Estados Unidos são ativos em sua Igreja.

Alguém me disse que a tendência é aumentar. Que talvez daqui a vinte anos, metade dos Americanos sejam católicos. Eu espero firmemente que isso seja verdade. Por que, cá entre nós, eles parecem bem mais espertos que os brasileiros, que sempre tiveram Cristo na sua esquina, mas não ligam para isso. A Diocese de Orange County é a 10º maior do país. A Catedral atual não tem capacidade para abrigar os fiéis, já chegaram a ter que distribuir entradas para entrar (como no Vaticano).

Futuro cardeal espanhol explica doutrina da Igreja sobre a homossexualidade

Dom Fernando Sebastián Aguilar
Dom Fernando Sebastián Aguilar

(ACI/EWTN Noticias).- O Arcebispo Emérito de Pamplona e Tudela (Espanha), Dom Fernando Sebastián, concedeu uma extensa entrevista na qual, entre outros temas importantes, explica a postura do Papa Francisco sobre a homossexualidade, que é a da Igreja como o Santo Padre disse em diversas ocasiões.

Em uma entrevista publicada ontem pelo jornal Sul de Málaga e que gerou uma série de críticas por parte de diversos meios e do lobby gay, o Arcebispo afirma que “o Papa extrema os gestos de respeito e estima a todas as pessoas, mas não trai nem modifica o magistério tradicional da Igreja. Uma coisa é manifestar acolhida e afeto por uma pessoa homossexual e outra, justificar moralmente o exercício da homossexualidade”.

“Posso dizer a uma pessoa que tem uma deficiência que é o que é, mas isso não justifica que deixe de estimá-la e ajudá-la. Acredito que essa é a postura do Papa, o mesmo em relação ao matrimônio homossexual ou os divórcios. Vamos estar do seu lado, mas a Igreja não pode mudar as exigências da moral”.

O Arcebispo recorda logo que “o amor sempre pede fidelidade e ser irrevogável. O amor humano é o que é e a Igreja tem que defender a verdade e a autenticidade profunda do homem, ajudando a todos, aos que realizam bem e aos que se equivocam ou falham”.

Ao ser perguntado sobre o uso da palavra “deficiência”, que gerou diversos ataques contra o Bispo, Dom Sebastián disse que “muitos se queixam e não o toleram, mas com todos os respeitos digo que a homossexualidade é uma maneira deficiente de manifestar a sexualidade, porque esta tem uma estrutura e um fim, que é o da procriação. Uma homossexualidade que não pode alcançar esse fim está falhando. Isso não é um ultraje para ninguém”.

“Em nosso corpo temos muitas deficiências. Eu tenho hipertensão, vou ficar chateado quando me digam isso? É uma deficiência que tenho que corrigir do jeito que der. Assinalar a um homossexual uma deficiência não é uma ofensa, é uma ajuda porque muitos casos de homossexualidade podem recuperar-se e normalizar-se com um tratamento adequado. Não é ofensa, é estima. Quando uma pessoa tem um defeito, o bom amigo é o que o diz”.

O Papa acredita que todos podem ser bons filhos de Deus

O Prelado contou também que em 2006 o então Cardeal Bergoglio, que dirigiu uns exercícios espirituais nos quais participou, disse-lhe que lia todos os seus escritos e que era seu “aluno”: “Me deu uma grande alegria. Quando publicamos as coisas não sabemos para onde vai. Foi uma grata surpresa…”, afirmou.

O Arcebispo destacou logo que “o Papa Francisco é um homem de paz, de compaixão e de muito afeto pelo ser humano. Acredita no homem, em que todos podemos chegar a ser bons e filhos de Deus. Nisso está o segredo de sua afabilidade, de sua perseverança e de seu atrativo, em que a gente descobre a boa vontade do Papa”.

“Deus fez aos homens bons, fez a todos para ir ao céu. Temos que buscar esse traço profundo de bondade que têm todos os homens. Para evangelizar, temos que afastar os escombros da vida e descobrir a marca de Deus, a marca boa que toda pessoa leva no seu coração. Quem não quer ser bom, ser feliz e procurar a estima dos outros?”

Esta atitude do Santo Padre, disse o Prelado, “ensina-nos a ser ao mesmo tempo muito humanos e muito religiosos. Isso é fundamental para superar a distância e a ruptura que há entre a Igreja e muitos setores da nossa sociedade, que não esperam nada nem se confiam nela. Os leigos têm que ver o bom desejo da Igreja e esta também tem que descobrir o bom desejo profundo dos não cristãos. Todos podemos entender-nos porque temos a mesma marca de Deus”.

Para o Prelado, o Papa Francisco “tem esse dom da eficácia que na Igreja não é tão fácil, porque nela é necessário governar sempre com o máximo de justiça e de consideração às pessoas. Mas, também não se pode descuidar a primazia do bem comum. Por isso estou convencido de que irá fazendo tudo que seja necessário para o bom testemunho da Igreja diante do mundo. Isso é um estímulo inclusive fora da Igreja, para que todos os governantes se animem a governar a favor do bem comum e não da condescendência com os gritos e as pressões”.

A doutrina da Igreja sobre a Homossexualidade

O que o Arcebispo disse está alinhado com a doutrina católica em relação à homossexualidade, que está resumida em três artigos do Catecismo da Igreja Católica; 2357, 2358 e 2359. Nestes artigos a Igreja ensina que:

Os homossexuais “devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á, em relação a eles, qualquer sinal de discriminação injusta”.

A homossexualidade, como tendência é “objetivamente desordenada”, e “constitui para a maior parte deles (os homossexuais) uma autêntica provação”.

Apoiada na Sagrada Escritura “a Tradição sempre declarou que ‘os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados’”, “não procedem duma verdadeira complementaridade afetiva sexual”, portanto, “não podem, em caso algum, ser aprovado”.

“As pessoas homossexuais são chamadas à castidade” e “pelo apoio duma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem aproximar-se, gradual e resolutamente, da perfeição cristã”.

Os ossos de São Pedro são apresentados pela primeira vez aos fiéis

Centenas de milhares de peregrinos juntaram-se para ver os oito fragmentos de ossos com entre 2 e 3 centímetros de comprimento, dentro de um baú de bronze

Papa abençoa as relíquias de São Pedro durante a missa de encerramento do Ano da Fé
Papa abençoa as relíquias de São Pedro durante a missa de encerramento do Ano da Fé

IG | ÚLTIMO SEGUNDO | Os ossos que a igreja diz serem de São Pedro, um dos pais fundadores da Igreja Católica, foram hoje (24) mostrados pela primeira vez, na cerimônia de encerramento do Ano da Fé, conduzida pelo papa Francisco.

Centenas de milhares de peregrinos juntaram-se para ver os oito fragmentos de ossos com entre 2 e 3 centímetros de comprimento, exibidos em uma cama de marfim dentro de um baú de bronze, que estava exposto em um pedestal na Praça de São Pedro, na Cidade do Vaticano.

O baú, dado ao papa Paulo VI em 1971 e normalmente guardado na capela dos apartamentos papais, foi decorado com uma escultura de Pedro, que foi pescador antes de se tornar o primeiro papa da Igreja Católica. No início da cerimônia solene, o papa Francisco rezou diante do baú e depois abençoou os ossos com incenso.

Os ossos têm estado no centro de uma controvérsia entre historiadores e arqueólogos: foram descobertos em uma escavação em 1940 perto do monumento de homenagem a São Pedro, mas acabaram por ficar em uma caixa.

Quando a arqueóloga Margherita Guarducci descobriu uma inscrição perto da zona escavada em que se lia “Petros eni” (Pedro está aqui, em latim), pediu que os fragmentos encontrados fossem testados.

Guarducci descobriu que os ossos pertenciam a um homem robusto que tinha morrido entre os 60 e os 70 anos e que tinha sido enterrado embrulhado em um pano roxo e dourado, o suficiente para Paulo VI afirmar, em 1968, que os ossos de Pedro tinham sido identificados “de uma forma convincente”.

Os ossos de São Pedro
Os ossos de São Pedro

Sem testes de DNA que comprovem a conclusão, o debate sobre se os ossos pertencem mesmo a um dos apóstolos de Jesus Cristo deverá continuar, mas o Vaticano já disse que “não tem intenção de abrir nenhuma discussão”.

Reencarnação: almas não são recicláveis!

Uma das coisas que mais confundem católicos desinteressados pela doutrina e abertos as loucuras mundanas por aí é a reencarnação. Muitos até dizem “na outra vida quero voltar mais isso ou aquilo”. Calma com o andor que o Santo é de barro. Isso mesmo. Muita calma nessa hora. NÃO EXISTE REENCARNAÇÃO.

Navegando um blog muito legal e que já usei como fonte para outras matéria aqui no O Anunciador li o artigo abaixo que explica muito bem essa ideia equivocada de muitos. Recomendo a leitura para vocês de O Catequista. O blog é massa. Vejam a matéria abaixo.

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Lembra que aquela sua tia esotérica garantiu que você tinha sido um poderoso rei em uma outra encarnação? Pois é.  Não fique triste, mas era caô.  Reencarnação não existe e a doutrina da Igreja sempre deixou isso bem claro.  Obviamente, alguns defensores da reciclagem de almas tentam dizer o contrário, retorcendo os ensinamentos da Igreja.  E vamos agora colocar os pingos nos “I”s.

Alguns irmãos espíritas buscam legitimar a doutrina da reencarnação dizendo que esta um dia já foi defendida pela Igreja Católica, em seus primórdios. Amigos, por favor… não apelem! Um mínimo de conhecimento teológico e histórico faz essa historinha cair por terra.

Abaixo, confira um dos textos divulgados por espíritas no Facebook.

fantasmaCAÔ ESPÍRITA na web:

“Você sabia?

A Reencarnação era aceita pela Igreja Católica até o ano de 553.

Mas essa tese foi recusada no segundo Concílio de Constantinopla, não pela Igreja ou pelo Papa, mas pelo Imperador Justiniano por influência de sua esposa, ex-prostituta, que não achava conveniente a lei do carma.”


A assombração que escreveu isso viajou no ectoplasma, hein?

Como muitos sabem, a doutrina da Igreja se baseia na Tradição dos Apóstolos e na Bíblia. A Tradição que herdamos dos Apóstolos está registrada, em parte, nos escritos dos padres dos primeiros séculos. Então, vejam a seguir o que dizem a Bíblia e os primeiros padres.

Na Carta aos Hebreus (9,27), está dito: “E como é fato que os homens devem morrer uma só vez, depois do que vem um julgamento…”. Tal ensinamento é confirmado na parábola de Jesus sobre o “Rico e o Lázaro”: após a morte, o rico egoísta vai direto para os tormentos do inferno, enquanto o bom Lázaro é acolhido imediatamente por Abraão, em um bom lugar (Lucas 16,19-31). Em nenhum momento Jesus diz que o rico reencarnaria pra ter uma nova chance.

Lembremos que Jesus prometeu a Dimas, o bom ladrão, que naquele mesmo dia ele estaria no Paraíso. Ou seja, nada de reencarnar pra purgar o mal que fez (saiba mais sobre karma aqui).

Em outra passagem, Jesus ensina que “se alguém não nascer de novo, não poderá ver o Reino de Deus” (Jo 3,3). Nicodemos, então, pergunta se trata de algo como entrar no ventre da mãe e renascer, e a isso Jesus responde: “ninguém pode entrar no Reino de Deus se não nasce da água e do Espírito”. Ou seja, não tinha nada a ver com um renascimento biológico, carnal, pois “Quem nasce da carne é carne”; mas sim de um renascimento espiritual, marcado pelo batismo, que é feito… com água!

Reparem que Jesus diz precisamente a Nicodemos o que é preciso para esse renascimento – a fé: “Quem acredita n’Ele não está condenado; quem não acredita já está condenado, porque não acreditou no Nome do Filho único de Deus”. E, logo depois da conversa com Nicodemos, Jesus foi à Judeia para batizar as pessoas, isto é, para fazê-las renascer pela água e pelo Espírito.

batismo

Bem, já vimos que a Bíblia não dá margem a qualquer crença na reencarnação. E quanto aos primeiros Padres da Igreja, aqueles que foram os primeiros a receber e guardar o ensinamento oral doa Apóstolos? Tal doutrina foi tida como herética por Clemente de Alexandria (+215), por Santo Irineu (+202) e Eneias de Gaza (+518).

Além deles, podemos citar Orígenes de Alexandria (+254), que considerava a doutrina da reencarnação uma FÁBULA. “Ué? Mas não foi justamente Orígenes o autor cristão que propôs essa doutrina como verdadeira?”. Não, não mesmo!

Orígenes, na verdade, propôs uma tese esquisita sobre a preexistência das almas (quem quiser saber mais, leia esse artigo de Dom Estevão Bettencourt), mas que não tinha nada a ver com reencarnação. Ele jamais foi herege; era um teólogo brilhante, e foi sempre fiel ao Magistério da Igreja. Para Bento XVI, Orígenes foi “o autor mais fecundo dos primeiros três séculos cristãos” (Fonte: site do Vaticano).

A tese equivocada de Orígenes sobre a preexistência das almas, infelizmente, foi tomada como artigo de fé por um grupo de fãs mocorongos – os origenistas. No século III, esses discípulos fanáticos resolveram tomar como dogma aquilo que seu mestre propunha como mera hipótese, e ainda perverteram suas ideias, passando a professar a crença na reencarnação.

O origenismo ganhou força e se espalhou pela Palestina. Foi então que, em 539, o Patriarca de Jerusalém mandou um S.O.S. pro Imperador Justiniano, que então publicou um duro pronunciamento contra os origenistas. O Papa Virgílio e os demais Patriarcas também aprovaram e repercutiram os artigos condenatórios de Justiniano, conforme explica D. Bettencourt: “Como se vê, tal condenação foi promulgada por um sínodo local de Constantinopla reunido em 543, e não pelo Concílio ecumênico de Constantinopla II, o qual só se realizou em 553”.

Como vocês viram, a Bíblia, a patrística, os documentos papais e os demais registros históricos comprovam que a Igreja Católica jamais aceitou a tese da reencarnação. Essa foi abraçada nos séculos III e IV por um grupo restrito de monges, sendo condenada e combatida pelos bispos e Papas, em todos os tempos.

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Intolerância religiosa: projeto de fotógrafo espanhol contra a homofobia ofende a Igreja

O fotógrafo espanhol Gonzalo Orquin atraiu a ira do Vaticano por causa de seu novo projeto. Ele tirou uma série de fotografias de gays e lásbicas se beijando no altar de igrejas de Roma, numa alusão a fotos de casamento. Elas fazem parte de um livro e o fotógrafo pretendia expô-las numa mostra intitulada “Si, quiero”, expressão espanhola usada pelos casais na cerimônias de casamento. Contudo, após sua divulgação, o Vaticano interveio e conseguiu proibir o evento. “Por razões de segurança, decidimos não mostrar as fotos”, conta Orquin. Contudo, ressalta que seus advogados estão trabalhando no caso e não desistiu de fazer a mostra.

O porta-voz do Vicariato de Roma, Claudio Tanturri explica que as imagens violam a Constituição italiana. “O Direito Constitucional Italiano protege o sentimento religioso de um indivíduo e a estabelece as igrejas como lugares de culto. Essas fotos não são adequadas e não estão de acordo com a espiritualidade do lugar, ofendendo um lugar que serve para a expressão da fé”. Orquin recebeu apoio de grupos LGBTS que estão fazendo uma campanha no Facebook protestando contra a censura da liderança católica. Flavio Romani, presidente de um grupo italiano de direitos dos homossexuais não se conforma: “Nessas imagens não há provocação, o que vejo é uma troca de amor, um tipo de culto público que cria harmonia não contrário”.

O fotógrafo espanhol afirma ser católico e viveu em Roma por 8 anos. Para ele, a Itália é “um país muito homofóbico”, muito mais que as demais nações da Europa. Por isso mesmo, tomou alguns cuidadas para evitar problemas: “As fotos foram tiradas durante a madrugada, com as igrejas vazias. Não queria ferir a sensibilidade de ninguém. Nenhum padre viu e não tivemos nenhum problema”. Em entrevista ao jornal francês Le Figaro, explicou não ser homossexual e não entender a homofobia da Igreja Católica. “Deus é amor. Eu sou uma pessoa de fé. Pergunto-me todos os dias se um beijo, um simples gesto de amor entre os seres humanos, pode irritar a Deus”, assevera. Ressalta ainda que tem “muita esperança” que Papa Francisco mude a visão da Igreja sobre a questão da homossexualidade, como parece que já sinalizou.

Em julho, durante um culto em Belém, onde o pastor Marco Feliciano ministrava, ocorreu uma “manifestação” onde duas mulheres se beijaram dentro da igreja, o que gerou grande polêmica.  No mês passado, a polícia Militar prendeu duas jovens que se beijaram durante a ministração do pastor Marco Feliciano no evento Glorifica Litoral. A prisão aconteceu a mando do deputado que percebeu a ação das jovens. “A Polícia Militar que aqui está, dê um jeitinho naquelas duas garotas que estão se beijando. Aquelas duas meninas têm que sair daqui algemadas. Não adianta fugir, a guarda civil está indo até aí. Isso aqui não é a casa da mãe Joana, é a casa de Deus”, disse Feliciano.

Após o ocorrido, a questão da liberdade religiosa versus liberdade de culto voltou a ser amplamente debatida no Brasil. Feliciano afirmou que o ato das jovens é crime de acordo com o artigo 208 do Código Penal e prevê pena de um mês a um ano de prisão para quem “escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”.

Texto públicado no blog Fatos em Foco | Fonte: GP e Huffington Post

Papa Francisco diz que Cúria Romana é “a lepra do papado”

FOLHA DE SÃO PAULO | O papa Francisco criticou os integrantes da Cúria Romana e qualificou a alta cúpula do clero como “a lepra do papado”, em entrevista publicada nesta terça-feira pelo jornal italiano “La Repubblica”.

As declarações são divulgadas no mesmo dia em que o pontífice deu início à reunião do Conselho dos Cardeais no Vaticano, com a intenção de apresentar um projeto para reformar a Cúria, o que pode ser a maior mudança na estrutura da Igreja Católica em 25 anos.

Na entrevista, Francisco considerou a instituição é “muito vaticano-cêntrica” e que os chefes da Igreja Católica “geralmente têm sido narcisistas, amantes da adulação e excitados de forma negativa por seus cortesãos”.

“A corte é a lepra do papado”, disse, antes de emendar que, apesar de a Cúria (governo da Igreja) não ser propriamente uma corte, existem “cortesãos”.

O papa Francisco se reúne a portas fechadas com cardeais que o aconselharão em reforma da Cúria Católica, nesta terça, no Vaticano
O papa Francisco se reúne a portas fechadas com cardeais que o aconselharão em reforma da Cúria Católica, nesta terça, no Vaticano

Nesta terça, o papa deu início à reunião do Conselho de Cardeais com uma missa na Casa de Santa Marta. Na cerimônia, desejou que a reunião renda todos “mais humildes, mais pacientes, mais confiantes de Deus, porque a Igreja possa dar um belo testemunho às pessoas e vendo o povo de Deus, vendo a Igreja, sintam a vontade de vir com nós”.

Francisco explicou que a vida do cristão é a da humildade e a força do Evangelho está nisso, “porque o Evangelho chega ao ponto mais alto na humilhação de Jesus, humildade que se torna humilhação”.

A força do Evangelho “está na humildade, humildade da criança que se deixa guiar pelo amor e pela ternura do pai”, continuou o papa.

“Bento 16 nos dizia que a Igreja não cresce por proselitismo, cresce por atenção, por testemunho”, afirmou ele. “E quando as pessoas, os povos veem este testemunho de humildade, de ternura, sentem a necessidade que fala o profeta Zacarias: ‘Queremos ir com vós’. As pessoas sentem a necessidade diante do testemunho da caridade, desta caridade humilde, sem prepotência, não suficiente, humilde, que afora e serve”, disse o pontífice.

O papa concluiu a missa com um pensamento especial para a reunião com o Conselho dos Cardeais, exigido por ele para auxiliá-lo na administração da Igreja. “Hoje aqui, no Vaticano começa a reunião com os cardeais consultores, que estão concelebrando a missa”.

BANCO

O Instituto para as Obras de Religião (IOR), conhecido como Banco do Vaticano, publicou nesta terça-feira seu balanço anual pela primeira vez desde que foi criado, há 125 anos.

A divulgação faz parte de medidas para melhorar a transparência da entidade. A instituição declarou um lucro líquido de € 86,6 milhões (R$ 261 milhões) em 2012, dos quais € 54,7 milhões (R$ 162 milhões) foram para os cofres da Santa Sé.

Os outros € 31,9 milhões (R$ 96 milhões) são reservados para “eventuais riscos operacionais gerais”. Em 2011, o lucro da entidade foi de € 20,3 milhões (R$ 61 milhões).

Até agora, o Banco do Vaticano, que tinha sido incluído na “lista negra” das instituições financeiras em função de seu secretismo, não publicava suas contas.

O novo presidente da instituição, Ernst von Freyberg, nomeado em fevereiro de 2013 por Bento 16, explicou em entrevista à Rádio Vaticano que “o IOR está comprometido com um processo de exaustivas reformas para promover os mais rigorosos padrões profissionais”.

As mudanças incluem a “implementação de rígidos processos contra a lavagem de capitais e a melhora de nossas estruturas internas”, acrescentou.

Um documento de mais de cem páginas contém ainda um resumo das contas dos primeiros oito meses de 2013 e um relatório de uma auditoria internacional.

No total, o IOR administra 13.700 de contas de membros do clero e funcionários e ex-funcionários do Vaticano.

Até o Papa tem pecados, diz Francisco em audiência no Vaticano

Multidão enfrenta chuva para ouvir e ver o Papa
Multidão enfrenta chuva para ouvir e ver o Papa

Do G1 | O Papa Francisco disse nesta quarta-feira (29) que a Igreja Católica não é uma organização criada por um grupo de pessoas, mas é “obra de Deus”, que está composta de pastores e fiéis com seus “defeitos e pecados”, e que “até o Papa tem pecados… e muito”, mas Deus sempre os perdoa.

Diante de mais de 100 mil pessoas sob chuva, o Papa argentino celebrou na Praça de São Pedro, no Vaticano, a tradicional audiência das quartas, cuja catequese dedicou à Igreja e ao “projeto de Deus” de que todos os homens sejam uma única família e “sintam-se a família de Deus”.

“Neste projeto, encontra suas raízes a Igreja, que não é uma organização nascida do acordo de algumas pessoas, mas, como nos recordou tantas vezes o Papa Bento XVI, é obra de Deus”, disse.

O Papa disse que a Igreja nasce do desejo de Deus de chamar todos os homens à comunhão como ele, à sua amizade, a “sair do individualismo, da tendência a se fechar em si próprios, e a formar parte de sua família”.

Ele lembrou que, no entanto, muitas pessoas dizem: “Cristo sim, Igreja não”, “creio em Deus, mas não nos sacerdotes”; mas assegurou que é a Igreja quem leva os homens a Cristo e a Deus.

“Com certeza, os que a compõem -padres e fiéis- têm defeitos, imperfeições e pecados”, disse. “Também o Papa tem muitos pecados, mas quando nos damos conta desse pecado, encontramos a misericórdia de Deus. Deus sempre perdoa. Não nos esqueçamos disso.”

Alguns teólogos destacam que a “humilhação” do pecado “permite ver algo mais belo”, disse.

O Papa também disse que Deus criou o homem para que viva em profunda relação com Ele e que, inclusive, “quando o pecado rompe essa relação, Deus não nos abandona”.

“Toda a história da salvação é a história de Deus que busca o homem, lhe oferece seu amor e o acolhe”, disse o Papa, que acrescentou que a Igreja nasce do “gesto de supremo de amor da cruz, das costas abertas de Jesus, de que saíram sangue e água, símbolos dos sacramentos da eucaristia e do batismo”.

Francisco também disse que a Igreja se manifestou quando o Espírito Santo “tocou o coração dos apóstolos e os impulsionou a anunciar o Evangelho, difundindo o amor”.

A audiência foi vista por fiéis de vários países, como Espanha, El Salvador, Equador, Honduras, Peru, Argentina e México, a quem o Papa convidou a viver a fé “não só como um dom e um ato pessoal, mas como resposta à chamada de Deus para viver juntos, sendo a grande família dos convocados por Ele”.

Governo chinês responde ao Papa Francisco: “a China protege a liberdade religiosa”

Fiéis chineses
Fiéis chineses

A China “protege a liberdade religiosa” e a Igreja Católica do país “desfruta de um desenvolvimento saudável”, assinalou nesta quinta-feira, 23 de maio, o Governo comunista em resposta à que disse o Papa Francisco na Audiência da última quarta-feira, para que os fiéis do gigante asiático possam viver “de maneira coerente sua fé”.

 “A China sempre foi sincera no seu desejo em melhorar as relações com o Vaticano e fez esforços positivos neste sentido”, assinalou numa coletiva de imprensa o Porta-voz do Ministério dos Assuntos Exteriores chinês, Hong Lei.

Hong assegurou que o Governo chinês “apoia o papel desempenhado por figuras religiosas e por fiéis na promoção do desenvolvimento econômico e social”, porém insistiu que “a tradição na Igreja Católica do país asiático é gerir seus assuntos de forma independente”.

O Vaticano é o único Estado europeu que reconhece Taiwan como País. Uma das condições para o restabelecimento de relações é a ruptura de relações diplomáticas com Taipei. “Esperamos que o Vaticano crie condições favoráveis para a melhoria nas relações diplomáticas”, conclui o Porta-voz.

Na Audiência Geral desta quarta-feira, 22 de maio, o Papa Francisco lançou um apelo em favor dos católicos chineses “para que possam anunciar com humildade e alegria a Cristo e servir a seu país e a seus compatriotas de maneira coerente com a fé que professam”. “Convido a todos os católicos do mundo – disse o Santo Padre – a unirem-se em oração com os irmãos e irmãs que estão na China”.

A troca de declarações entre China e Vaticano é a primeira desde que Papa Francisco e o Presidente chinês Xi Jinping, assumiram suas funções em meados de março. Na China existem entre 8 e 12 milhões de católicos, divididos entre os pertencentes à Igreja Patriótica (‘oficial’) – controlada pelo governo – e a clandestina, em comunhão com Roma e perseguida pelo regime comunista chinês em algumas ocasiões.

Nos últimos anos houve progressos nas relações – quando foram nomeados Bispos com a aprovação do Vaticano -, mas também de tensões, quando a Igreja Patriótica nomeou bispos sem o conhecimento da Santa Sé.

O governo chinês e a Santa Sé romperam relações diplomáticas em 1951, depois que o Papa Pio XII excomungou dois Bispos designados pelo governo chinês, que por sua vez expulsou o Núncio Apostólico, que estabeleceu-se em Taiwan.

Donde vem a paz?

Dom  Pedro Carlos Cipolini
Bispo de Amparo (SP)

Glória a Deus nas alturas e paz na terra às pessoas de boa vontade! Foi este o anúncio de Natal que ouvimos do Evangelho de Lucas (cap.1,14). Este anúncio natalino preanuncia outro anúncio, feito por Jesus quando declara que são bem aventurados os que constroem a paz, porque serão chamados filhos de Deus (Mt 5,9). No primeiro dia do ano é celebrado o dia da paz ou da “confraternização universal”.

Dedicar um dia para comemorar a paz e a confraternização, é dedicar um dia para comemorar o sonho de Deus. Sonho que coincide com o sonho e os anseios mais íntimos do coração humano. Todos desejamos a paz e por ela suspiramos ardentemente. Até mesmo os que fazem a guerra. Estes imaginam que a melhor maneira de conseguir a paz é se prevenir através da guerra: guerra preventiva como a chama a administração Busch.

A paz que os anjos anunciaram, a paz no conceito cristão não designa simples ausência de conflito ou o fim de um estado de guerra. Para o cristianismo a paz faz memória da criação, da harmonia primeira descrita na Bíblia. No Paraíso havia a glória da convivência pacífica entre a Criação, as Criaturas e o Criador. Paz é a inocência original, onde o homem vive em harmonia consigo mesmo, com Deus, com os outros e com a natureza. Para o cristianismo a paz não é um estado passageiro entre duas guerras.

Mas se todos querem a paz, por que temos guerra? Não nos esqueçamos que toda violência, e estamos envoltos nela, é uma forma de guerra. O novo século que estamos vivendo deveria ser mais pacífico que o século passado, pois com a globalização, a guerra seria um suicídio, dado a eficiência das armas. Porém, os motivos para a guerra não faltam. Estamos sempre em guerra.
De onde nos pode vir a paz? Esta é a pergunta que todos se fazem. Jesus certa vez chorou sobre Jerusalém e disse:  “Se reconhecesses aquele que pode te conduzir à paz. Mas agora está oculto a teus olhos!”(Lc 19,42). É Jesus que pode nos conduzir à paz. Ele é a nossa paz, como escreve o apóstolo Paulo aos Efésios (2,14). Porém  muitos ainda não o vêem, não ouvem sua voz.

A liturgia da Igreja Católica celebra junto com o dia da paz universal, Maria Mãe de Deus. Contemplamos a figura desta mulher que tem nos braços o menino que nos traz a paz. Somos agradecidos a ela porque aceitou de Deus a missão de dar a luz a este filho. Agradecemos porque acolheu a vida, embora o nascimento de Jesus foi envolto em dificuldades para Maria e José. E concluímos que a paz somente pode brotar do amor. Um amor que exige de nós a renúncia ao egoísmo.

A mensagem central de Jesus é o Reino de Deus, Deus sendo Pai de todos e todos vivendo como irmãos: fraternidade universal! Viver no amor é uma decisão pessoal e um compromisso que cada um deve assumir. A pessoa que decidiu fazer de sua vida um ato de amor, não busca primariamente o prazer ou o aplauso. Seu desejo básico é se tornar um ser humano que ama e, portanto, um ser humano realizado, potencializado para transmitir a paz.

Que a paz esteja conosco neste ano que se inicia e que nós saibamos ser construtores de paz!

80 religiosas correm maratona na China por obras de caridade da Igreja

(ACI).- Na terça-feira 27 de novembro 80 religiosas na China correram na Maratona Internacional de Pequim com o fim de divulgar e promover as obras de caridade da Igreja Católica.

Conforme informa a agência vaticana Fides, entre os 30 mil corredores, as religiosas, de 16 províncias chinesas, correram por 30 projetos de caridade relacionados a anciãos, pobres, crianças deficientes, órfãos, entre outras.

Uma destas irmãs foi Yu Chun Jing da Congregação das Almas do Purgatório de Xing Tai, que participa da maratona desde 2009, continua participando da prova até hoje, como confirmou durante uma coletiva de imprensa em 23 de novembro na presença de todos os principais jornais chineses e estrangeiros.
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Jinde Charity, a organização católica de caridade chinesa que organiza o evento “Corra pelas obras de caridade da Igreja” também se propôs a sensibilizar a comunidade católica de Pequim para promover a iniciativa e o apoio aos seus projetos. Durante uma Missa celebrada no dia 24 de novembro, poucos dias antes das freiras participarem da corrida, na paróquia da Imaculada Conceição, os fiéis recolheram 3 mil dólares americanos para obras caritativas das irmãs.

Além disso, Jinde Charity, entidade caritativa chinesa organizadora de “Corra para as obras caritativas da Igreja” sensibilizou a comunidade católica de Pequim para promover a iniciativa e apoiar os projetos. Durante a missa celebrada em 24 de novembro, na paróquia da Imaculada Conceição, os fiéis arrecadaram 17.399 ¥ (cerca de 2.400 euros).

O site oficial da Maratona dedicou um espaço ao “2012 Run for Charity” com artigos das religiosas que apresentam obras destinadas a pessoas idosas e sós, doentes, crianças com deficiências e órfãos.

Em 2009, apenas 10 religiosas de duas províncias participaram da maratona, por curiosidade; em 2010, apresentaram-se 44 religiosas para 13 projetos de caridade; em 2011, ano que foi lançada oficialmente a iniciativa “Corra pelas obras de caridade da Igreja”, participaram 52 (com 4 sacerdotes e 2 seminaristas) em 14 projetos. Também sete freiras e um sacerdote percorreram todo o percurso de 42.195 km em pouco mais de 5 horas (5 religiosas são da mesma congregação, Servas do Espírito Santo), informou a agência fides.