Padre fala pela primeira vez a comunidade Menino Jesus sobre mudança do padroeiro

Na missa deste sábado, às 18h, o padre e pároco Eferson Andrade comunicou a comunidade que o padroeiro e nome da comunidade Menino Jesus passará a ser Jesus Misericordioso. A mudança será válida a partir da festa da Divina Misericórdia, domingo após a Páscoa do Senhor. Ele explicou ainda, que a decisão foi baseada na pesquisa feita no ano passado. O padre disse ainda que quem quiser falar sobre o assunto pode o procurar diretamente. Pediu cautela aos fiéis, que evitem comentários afiados sobre o tema, afinal “estamos na quaresma”.

Comunidade torca de padroeiro em abril
Comunidade torca de padroeiro em abril

Ontem, elenquei motivos pelo qual não concordo com a mudança. Leia mais aqui…

A quem é contra, como eu, nos resta rezar e atuar na comunidade de cabeças erguidas, afinal tentamos manter uma história, mas agora é hora de construir uma nova infelizmente.

Que Deus sempre esteja conosco e que a misericórdia recaia sobre nossa comunidade.

Lembro que Jesus mudou o nome dos apóstolos. Simão passou a Pedro. Saulo a Paulo. Essas mudanças foram sinais de conversão. De entrega total ao chamado de Deus. Espero que com a mudança do padroeiro e nome da comunidade todos nela se sintam convertidos ao evangelho e modifiquem para melhor a vida da unidade comunitária.

Espero ainda, que lembrem da história da Menino Jesus. Onde o dízimo ela buscado de casa em casa. Onde pastorais, como é o caso do grupo de jovens Judic – Juventude Dinâmica Cristã – nasceu em baixo de uma árvore, mas que gerou frutos que ainda hoje atuam na comunidade. Desejo que as desculpas para não participarem das festas, eventos e pastorais sejam extintas. Viagens não nos atrapalhem mais na vida comunitária. Desejo conversão a todos. Verdadeira conversão.   . 

por Marquione Ba

Leia a homilia do Papa na noite de Natal

Nasceu para nós o Salvador. Vinde e adoremos!
Nasceu para nós o Salvador. Vinde e adoremos!

(ACI/EWTN Noticias).- “Também nós, nesta noite abençoada, viemos à casa de Deus atravessando as trevas que envolvem a terra, mas guiados pela chama da fé que ilumina os nossos passos e animados pela esperança de encontrar a «grande luz». Abrindo o nosso coração, temos, também nós, a possibilidade de contemplar o milagre daquele menino-sol que, surgindo do alto, ilumina o horizonte”. Abaixo reproduzimos na íntegra a homilia do Santo Padre na Missa do Galo na Basílica de São Pedro neste 24 de dezembro:

Homilia do Papa Francisco, 24 de dezembro de 2014

«O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; habitavam numa terra de sombras, mas uma luz brilhou sobre eles» (Is 9, 1). «Um anjo do Senhor apareceu [aos pastores], e a glória do Senhor refulgiu em volta deles» (Lc 2, 9). É assim que a Liturgia desta santa noite de Natal nos apresenta o nascimento do Salvador: como luz que penetra e dissolve a mais densa escuridão. A presença do Senhor no meio do seu povo cancela o peso da derrota e a tristeza da escravidão e restabelece o júbilo e a alegria.

O papa Francisco, durane Missa do Galo. (Foto: Max Rossi / Reuters)
O papa Francisco, durane Missa do Galo. (Foto: Max Rossi / Reuters)

Também nós, nesta noite abençoada, viemos à casa de Deus atravessando as trevas que envolvem a terra, mas guiados pela chama da fé que ilumina os nossos passos e animados pela esperança de encontrar a «grande luz». Abrindo o nosso coração, temos, também nós, a possibilidade de contemplar o milagre daquele menino-sol que, surgindo do alto, ilumina o horizonte.

A origem das trevas

A origem das trevas que envolvem o mundo perde-se na noite dos tempos. Pensemos no obscuro momento em que foi cometido o primeiro crime da humanidade, quando a mão de Caim, cego pela inveja, feriu de morte o irmão Abel (cf. Gn 4, 8). Assim, o curso dos séculos tem sido marcado por violências, guerras, ódio, prepotência. Mas Deus, que havia posto suas expectativas no homem feito à sua imagem e semelhança, esperava. O tempo de espera fez-se tão longo que a certo momento, quiçá, deveria renunciar; mas Ele não podia renunciar, não podia negar-Se a Si mesmo (cf. 2 Tm 2, 13). Por isso, continuou a esperar pacientemente face à corrupção de homens e povos.

A luz

Ao longo do caminho da história, a luz que rasga a escuridão revela-nos que Deus é Pai e que a sua paciente fidelidade é mais forte do que as trevas e do que a corrupção. Nisto consiste o anúncio da noite de Natal. Deus não conhece a explosão de ira nem a impaciência; permanece lá, como o pai da parábola do filho pródigo, à espera de vislumbrar ao longe o regresso do filho perdido.

O sinal de Deus

A profecia de Isaías anuncia a aurora duma luz imensa que rasga a escuridão. Ela nasce em Belém e é acolhida pelas mãos amorosas de Maria, pelo afecto de José, pela maravilha dos pastores. Quando os anjos anunciaram aos pastores o nascimento do Redentor, fizeram-no com estas palavras: «Isto vos servirá de sinal: encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura» (Lc 2, 12). O «sinal» é a humildade de Deus levada ao extremo; é o amor com que Ele, naquela noite, assumiu a nossa fragilidade, o nosso sofrimento, as nossas angústias, os nossos desejos e as nossas limitações. A mensagem que todos esperavam, que todos procuravam nas profundezas da própria alma, mais não era que a ternura de Deus: Deus que nos fixa com olhos cheios de afecto, que aceita a nossa miséria, Deus enamorado da nossa pequenez.

Ternura

Nesta noite santa, ao mesmo tempo que contemplamos o Menino Jesus recém-nascido e reclinado numa manjedoura, somos convidados a reflectir. Como acolhemos a ternura de Deus? Deixo-me alcançar por Ele, deixo-me abraçar, ou impeço-Lhe de aproximar-Se? «Oh não, eu procuro o Senhor!» – poderíamos replicar. Porém a coisa mais importante não é procurá-Lo, mas deixar que seja Ele a encontrar-me e cobrir-me amorosamente das suas carícias. Esta é a pergunta que o Menino nos coloca com a sua mera presença: permito a Deus que me queira bem?

E ainda: temos a coragem de acolher, com ternura, as situações difíceis e os problemas de quem vive ao nosso lado, ou preferimos as soluções impessoais, talvez eficientes mas desprovidas do calor do Evangelho? Quão grande é a necessidade que o mundo tem hoje de ternura!

A resposta do cristão não pode ser diferente da que Deus dá à nossa pequenez. A vida deve ser enfrentada com bondade, com mansidão. Quando nos damos conta de que Deus Se enamorou da nossa pequenez, de que Ele mesmo Se faz pequeno para melhor nos encontrar, não podemos deixar de Lhe abrir o nosso coração pedindo-Lhe: «Senhor, ajudai-me a ser como Vós, concedei-me a graça da ternura nas circunstâncias mais duras da vida, dai-me a graça de me aproximar ao ver qualquer necessidade, a graça da mansidão em qualquer conflito».

Presépio

Queridos irmãos e irmãs, nesta noite santa, contemplamos o presépio: nele, «o povo que andava nas trevas viu uma grande luz» (Is 9, 1). Viram-na as pessoas simples, dispostas a acolher o dom de Deus. Pelo contrário, não a viram os arrogantes, os soberbos, aqueles que estabelecem as leis segundo os próprios critérios pessoais, aqueles que assumem atitudes de fechamento. Olhemos o presépio e façamos este pedido à Virgem Mãe: «Ó Maria, mostrai-nos Jesus!»

Nono dia da novena de Natal: nasce o Salvador, Jesus Cristo

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Hoje nasceu o Salvador, Cristo o Senhor!

Oração inicial

Senhor vem vem salvar teu povo, das trevas da escravidão.

Iniciemos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Rezemos a oração que Cristo nos ensinou. Pai nosso….

Motivação

A palavra se fez carne e habitou entre nós. Essas palavra do evangelho de João nos leva a compreender que no natal Jesus é o inicio e fim. Aquele cujo tudo se converte, inclusive nossa fé, esperança e paz.

Litura do livro de João 1, 1 a 11

1. No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus.

2. Ele estava no princípio junto de Deus.

3. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito.

4. Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens.

5. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.

6. Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João.

7. Este veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele.

8. Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz.

9. [O Verbo] era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem.

10. Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu.

11. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam.

12. Mas a todos aqueles que o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus,

13. os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus.

14. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade.

15. João dá testemunho dele, e exclama: Eis aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim é maior do que eu, porque existia antes de mim.

16. Todos nós recebemos da sua plenitude graça sobre graça.

17. Pois a lei foi dada por Moisés, a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.

18. Ninguém jamais viu Deus. O Filho único, que está no seio do Pai, foi quem o revelou.

Continuar lendo “Nono dia da novena de Natal: nasce o Salvador, Jesus Cristo”

Feliz Natal! Que o Menino Jesus nasça em nossos corações!

Amados leitores,

Paz e bem! Que Cristo sempre os abençoe em sua jornada!

Gostaria de poder abraçar a cada um de vocês. Como não posso, levo em oração cada um que acessa o blog ao Altar do Senhor em minha comunidade. Nesse fim de ano, celebramos nosso padroeiro, Menino Jesus.

Desejo a vocês, uma chuva de bençãos em suas caminhadas. Que o Menino Jesus nasça no coração de cada um e os guie no dia a dia.

Feliz Natal!

Que em 2015, sejamos mais cristãos. Boas Festas!

Cartão O aunciador

Hoje a igreja celebra a apresentação de Jesus no Templo

 A Igreja celebra no dia 2 de fevereiro a festa da Apresentação de Jesus no Templo. O Catecismo da Igreja explica este momento importante na vida do Menino Jesus:

“A apresentação de Jesus no Templo mostra-o como o Primogênito pertencente ao Senhor. Com Simeão e Ana, é toda a espera de Israel que vem ao encontro de seu Salvador. Jesus é reconhecido como o Messias tão esperado, “Luz das nações” e “Glória de Israel”, mas também “sinal de contradição”. A espada de dor predita a Maria anuncia esta outra oblação, perfeita e única, da Cruz, que dará a salvação que Deus “preparou diante de todos os povos”. (§529)

O Papa João Paulo II  fez uma bela Catequese sobre este tema, que transcrevo aqui, retirado do jornal L’Osservatore Romano, Ed. Port. n.50, 14/12/1996, pag. 12(580)

1. “No episódio da apresentação de Jesus no Templo, São Lucas ressalta o destino messiânico de Jesus. Objetivo imediato da viagem da Sagrada Família, de Belém a Jerusalém, é, segundo o texto lucano, o cumprimento da Lei: “Quando se cumpriu o tempo da sua purificação, segundo a lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para O apresentarem ao Senhor, conforme está escrito na lei de Deus: Todo o primogênito varão será consagrado ao Senhor” e para oferecerem em sacrifício, como se diz na lei do Senhor, um par de rolas ou duas pombinhas” (Lc. 2, 22-24).Com este gesto, Maria e José manifestam o propósito de obedecer fielmente à vontade de Deus, rejeitando qualquer forma de privilégio. A vinda deles ao templo de Jerusalém assume o significado de uma consagração a Deus, no lugar da Sua presença.Induzida pela sua pobreza a oferecer rolas ou pombinhas, Maria dá na realidade o verdadeiro Cordeiro, que deverá redimir a humanidade, antecipando com o seu gesto quanto era prefigurado nas ofertas rituais da Antiga Lei.

2. Enquanto a Lei requeria apenas à Mãe a purificação após o parto, Lucas fala do “tempo da suapurificação” (Lc 2, 22), querendo, talvez, indicar ao mesmo tempo as prescrições relativas à Mãe e ao Filho primogênito.A expressão “purificação” pode surpreender-nos, porque é referida a uma Mãe que obtivera, por graça singular, ser imaculada desde o primeiro instante da sua existência, e a um Menino totalmente santo. É preciso porém, recordar que não se tratava de purificar a consciência de alguma mancha de pecado, mas somente de readquirir a pureza ritual, a qual, segundo as idéias do tempo, era atingida pelo simples fato do parto, sem que houvesse alguma forma de culpa.O evangelista aproveita a ocasião para sublinhar o vínculo especial que existe entre Jesus, enquanto “primogênito” (Lc. 2, 7.23) e a santidade de Deus, bem como para indicar o Espírito de humilde oferenda que animava Maria e José (cf.Lc. 2, 24). Com efeito, o “par de rolas ou duas pombinhas” era a oferta dos pobres (Lv. 12, 8).

3. No Templo José e Maria encontram-se com Simeão, “homem justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel” (Lc. 2, 25).A narração lucana nada diz do seu passado e do serviço que exerce no Templo; fala de um homem profundamente religioso, que cultiva no coração desejos grandes e espera o Messias, consolador de Israel. Com efeito, “o Espírito Santo estava nele” e “tinha-lhe… revelado… que não morreria antes de ter visto o Messias do Senhor” (2, 26). Simeão convida-nos a contemplar a ação misericordiosa de Deus, o Qual efunde o Espírito nos seus fiéis para realizar o Seu misterioso projeto de amor.Simeão, modelo do homem que se abre à ação de Deus, “impelido pelo Espírito” (Lc. 2, 27), vai ao Templo onde encontra Jesus, José e Maria. Tomando o Menino nos braços, bendiz a Deus: “Agora, Senhor, podes deixar o Teu servo partir em paz, segundo a Tua palavra” (Lc. 2, 29).Expressão do Antigo Testamento, Simeão experimenta a alegria do encontro com o Messias e sente ter alcançado o objetivo da sua existência; pode, então, pedir ao Altíssimo que lhe conceda a paz da outra vida.No episódio da apresentação pode divisar o encontro da esperança de Israel com o Messias. Pode-se também ver nele um sinal profético do encontro do homem com Cristo. O Espírito Santo torna-o possível, suscitando no coração humano o desejo desse encontro salvífico e favorecendo a sua realização.Nem podemos transcurar o papel de Maria, que entrega o Menino ao santo varão Simeão. Por vontade divina, é a Mãe que dá Jesus aos homens.

4. Ao revelar o futuro do Salvador, Simeão faz referência à profecia do “Servo”, enviado ao Povo eleito e às nações. A Ele o Senhor diz: “Formei-Te e designei-Te como aliança do povo e luz das nações” (Is. 42, 6). E ainda: “É pouco que sejas Meu servo para restaurares as tribos de Jacó e reconduzires os sobreviventes de Israel. Vou fazer de ti luz das nações, a fim de que a Minha salvação chegue até aos confins da terra” (Is. 49, 6).No seu cântico Simeão inverte a perspectiva, pondo em evidência o universalismo da missão de Jesus: “Os meus olhos viram a Salvação, que preparaste em favor de todos os povos: Luz para iluminar as nações e glória de Israel, Teu povo” (Lc. 2, 30-32).Como não maravilhar-se diante de tais palavras? “O pai e a Mãe de Jesus estavam admirados com o que se dizia d’Ele” (Lc. 2, 23). Mas José e Maria, com esta experiência, compreendem de modo mais claro a importância do seu gesto de oferta: no Templo de Jerusalém apresentam Aquele que, sendo a glória do Seu povo, é também a salvação da humanidade inteira.

DO Livro: A VIRGEM MARIA – 58 CATEQUESES DO PAPA JOÃO PAULO II

Natal é Jesus no meio de nós

Dom Celso A. Marchiori
Bispo de Apucarana

No dia 25 de dezembro celebramos a grande festa do nascimento de Jesus, nosso Senhor e Salvador. Para esta festa religiosa, todos nos preparamos com um tempo litúrgico, que chamamos de advento. O tempo do Advento, composto de quatro domingos, ajuda-nos a refletir, à luz da Palavra de Deus, sobre a primeira e a segunda vinda de Jesus. Podemos também pensar, contemplando a nossa história, sobre a vinda de Jesus, para a qual já estamos nos preparando, à medida em que vamos nos identificando com Cristo, por meio de nossas atitudes, ações e decisões que precisamos tomar diariamente relacionadas à nossa família, ao mundo do trabalho e às nossas comunidades eclesiais. Dessa forma, conduzidos pela fé, mediante nosso testemunho e ação missionária, as realidades humanas, marcadas por sinais de morte, vão se transformando num ambiente de vida, onde passará a reinar a paz, a alegria, a justiça, o amor e o perdão, e o reino de Deus certamente já estará acontecendo entre nós.

Um forte apelo que a Palavra de Deus nos faz na liturgia do advento, neste tempo preparatório para celebrarmos o nascimento de Jesus, é a necessidade de uma conversão profunda, que requer mudanças significativas das nossas estruturas pessoais, familiares, comunitárias e sociais.

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O documento 104 da CNBB, seguindo o espírito do documento de Aparecida, fala-nos da necessidade de uma conversão pastoral na Igreja. Uma mudança de paradigmas, no jeito de evangelizar, na maneira de levarmos avante o convite de Jesus: “Ide, fazei  discípulos entre todas as nações” (cf. Mt 28, 19). Os bispos falam que estamos vivendo um tempo marcado por grandes mudanças, uma nova época que “nos desafia a rever a nossa ação evangelizadora e pastoral-paroquial em vista da urgência de uma nova evangelização” (CNBB 104, 84). E, diante disso, não podemos ignorar de que somos membros de uma Igreja que está em estado permanente de missão.

Que o tempo litúrgico para a celebração do nascimento de Jesus nos favoreça a essa conversão pastoral, pela qual a ação evangelizadora da Igreja será sempre mais eficaz apostolicamente; e que nos tornemos mais abertos e dispostos, sustentados pela fé, esperança e caridade, a viver comprometidos, numa dinâmica vida comunitária, como ardorosos discípulos missionários de Cristo.

Então, com toda a alegria, suscitada pela contemplação do menino Jesus no presépio, poderemos proclamar esta incentivadora Palavra: “Vamos até Belém e vejamos o que se realizou e o que o Senhor nos manifestou” (Lc 2,15b). Pois é aí que vamos encontrar aquele que “o nosso coração ama” (cf. Ct 3, 4), que é nossa paz, nossa alegria, “o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14, 6), a fonte de nossa verdadeira felicidade e a razão que nos motiva a renovarmos nossas paróquias em autênticas redes de comunidades, onde haveremos “de proclamar que Jesus é o Senhor da Vida e que é o único que pode trazer a vida em abundância para todos” (cf. Jo 10,10).

Acompanhando a Sagrada Família desde Belém, possamos com firmeza, à luz da fé, brilhar para o mundo e enveredar nossos passos pelas sendas da justiça, da paz e do amor, em busca de uma sociedade fraternalmente mais rica de humanidade. Que Jesus Menino vos abençoe!

Mãe do perpétuo socorro, socorrei-nos!

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Viva a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro!

Padre Evaldo César Souza C.Ss.R.

Hoje fazemos memória de Maria, mãe de Jesus, como o nome de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Este título chega entre nós através de um ícone, uma pintura de caráter religioso-místico, que data do período bizantino. Não sabemos que foi o autor da pintura.

A história do ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro ficou conhecida a partir do século XV, quando esta pintura foi levada da ilha de Creta para Roma e colocada na igreja de São Mateus, onde foi venerada por três séculos. Destruída a igreja de São Mateus, a célebre imagem permaneceu escondida até que, pela providência de Deus, foi descoberta e devolvida ao culto popular.

Em 1866, por ordem do Papa Pio IX, o ícone foi confiado aos cuidados dos missionários Redentoristas. Atualmente o ícone missionário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, se encontra na Igreja de Santo Afonso, em Roma.

O centro da pintura não é Nossa Senhora e sim Jesus. Para se chegar a essa conclusão basta traçar duas linhas imaginárias, uma ao longo do braço da Madona que forma um ângulo que aponta para o Menino. O mesmo indica os dois dedos da Madona, isto é, apontam para a cabeça do Menino Jesus. Isto mostra que o centro é Jesus Cristo, portanto é um ícone cristocêntrico. Maria é, assim, “aquela que indica o caminho”, ou como é mais conhecida: “a via de Cristo”.

Nota-se também, o olhar significante de Maria, isto é, o seu olhar está direcionado a quem olha o quadro, e ao mesmo tempo a sua cabeça indica seu Filho Jesus. Deve-se observar a sandália do Menino que está desatada e mostra seu pé. Conforme a tradição oriental, mostrar a planta do pé é dizer que se é homem. Assim, esta cena indica que Jesus mostra a planta do seu pé, para dizer que ele é verdadeiramente homem.

Outro ponto importante a se observar, se refere às cores das vestes e seus significados. No quadro a Madona se veste com túnica vermelha e manto azul. E o Menino se veste de túnica verde com faixa vermelha e manto ocre. Na simbologia oriental, verde e vermelho significam divindade. O azul e o ocre significam humanidade.

Oração:

Ó Virgem do Perpétuo Socorro, Santa Mãe do Redentor, socorre o teu povo que ressurgir. Conceder a todos a alegria de caminhar para o futuro numa consciente e ativa solidariedade com os mais pobres, anunciado de modo novo e corajoso o Evangelho de teu Filho fundamento e cume de toda a convivência humana que aspira a uma paz justa e duradoura.

Leia mais no site do Santuário Nacional de Aparecida, clique aqui.

Relíquias dos beatos João Paulo II, Pier Giorgo Frassati, Santa Teresinha do Menino Jesus, Chiara Luz Badano e Federico Ozanam serão exposta na JMJ

(ACI/EWTN Noticias).- Os organizadores da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio 2013, que se realizará no Rio de Janeiro (Brasil) entre os dias 23 e 28 de julho, anunciaram que uma ampola que preserva o sangue do beato João Paulo II estará presente durante o evento.

O Pe. Arnaldo Rodriguez, um dos diretores do Setor de Preparação Pastoral do Comitê Organizador Local (COL), assinalou que o relicário que contém a ampola com o sangue do Beato, fundador das Jornadas Mundiais da Juventude, ficará no Brasil do dia 7 de julho até 13 de outubro.

A relíquia, indicou o sacerdote, “ficará exposta para veneração na Catedral do Rio de Janeiro. Estamos também preparando um trabalho pastoral pós-jornada para aproveitar sua presença aqui”.

O Comitê Organizador Local também está trabalhando para que cheguem ao Brasil as relíquias da Santa Teresinha do Menino Jesus, padroeira das missões da Igreja; do Beato Pier Giorgo Frassati, um terciário dominicano glorificado por sua humildade, seu serviço aos pobres e sua militância apostólica; da Beata Chiara Luz Badano, leiga do Movimento dos Focolares que levou com integridade e testemunho a doença que a levou à morte; e do Beato Federico Ozanam, fundador da Sociedade de Conferências de São Vicente de Paula, reconhecido pela sua apologética na escola e na universidade.

SEMANA DAS DORES: 1º dor de Nossa Senhora

A Profecia de Simeão

A Paróquia Sagrada Família inicia hoje a celebração das Sete Dores de Maria, na realidade contempla sua correspondência às graças recebidas, sua perseverança, sua força materna e sua fidelidade aos pedidos divinos, por mais árduos ou incompreensíveis que parecessem ser. Ela sofreu muitíssimo, e ficamos admirados como levou sua cruz até o fim sem queixas nem desfalecimentos. Sempre continuou presente em seu espírito sua resposta ao Arcanjo São Gabriel: “Eis aqui a escrava do Senhor” (Lc. 1,38).

Certo dia em uma de suas aparições a Santa Brígida, Nossa Senhora pediu: “Minha Filha, não te esqueças de Mim, medite minha dor e imita-me no que puderes considere minhas angústias e minhas lágrimas”. Seu desejo é que a imitemos na sua oração contínua, no seu desejo de sacrifício.

Sabemos que nunca poderemos obter o grau de perfeição que Ela alcançou e por isso usou a ressalva “no que puderes”. Nossa Senhora não nos pede coisas impossíveis.

Na primeira dor meditaremos como o coração de Maria Santíssima foi transpassado por uma espada quando terminados os dias de purificação deles, José e Maria levaram o menino para Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor.  Simeão tomou o menino nos braços, os abençoou, e disse a Maria, mãe do menino: “Eis que este menino vai ser causa de queda e elevação de muitosem Israel. Eleserá um sinal de contradição. Quanto a você uma espada há de atravessar-lhe a alma” (Lc 2,34-35).

Como Maria foi obediente veremos na liturgia de hoje que a arma usada por Jesus para vencer o poder do mal foi à obediência no Amor até o fim.

Evangelho de Lc 2, 25 -34

25Ora, havia em Jerusalém um homem chamado Simeão. Este homem, justo e piedoso, esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele.26.Fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que não morreria sem primeiro ver o Cristo do Senhor.27.Impelido pelo Espírito Santo, foi ao templo. E tendo os pais apresentado o menino Jesus, para cumprirem a respeito dele os preceitos da lei,28.tomou-o em seus braços e louvou a Deus nestes termos:29.Agora, Senhor, deixai o vosso servo ir em paz, segundo a vossa palavra.30.Porque os meus olhos viram a vossa salvação31.que preparastes diante de todos os povos,32.como luz para iluminar as nações, e para a glória de vosso povo de Israel.33.Seu pai e sua mãe estavam admirados das coisas que dele se diziam.34.Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições,35.a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma.

Leia mais em: http://www.bibliacatolica.com.br/01/49/2.php#ixzz1q8ZArEPj

Oração

Virgem dolorosíssima, seríamos ingratos se não nos esforçássemos em promover a memória e o culto de vossas Dores particulares, graças para uma sincera penitência, oportunos auxílios e socorros em todas as necessidades e perigos. Dai-nos a saúde do corpo para que possamos cumprir nossos deveres com ânimo e alegria, e com a mesma disposição sirvamos a vosso Filho Jesus.   Por N. S. J. C.  –  AMÉM.

Nono dia da novena de Natal: nasce o Salvador, Jesus Cristo

Jesus-religioso_243489906_0103Oração inicial

Senhor vem vem salvar teu povo, das trevas da escravidão.

Iniciemos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Rezemos a oração que Cristo nos ensinou. Pai nosso….

Motivação

A palavra se fez carne e habitou entre nós. Essas palavra do evangelho de João nos leva a compreender que no natal Jesus é o inicio e fim. Aquele cujo tudo se converte, inclusive nossa fé, esperança e paz.

Litura do livro de João 1, 1 a 11

1. No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus.

2. Ele estava no princípio junto de Deus.

3. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito.

4. Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens.

5. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.

6. Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João.

7. Este veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele.

8. Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz.

9. [O Verbo] era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem.

10. Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu.

11. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam.

12. Mas a todos aqueles que o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus,

13. os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus.

14. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade.

15. João dá testemunho dele, e exclama: Eis aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim é maior do que eu, porque existia antes de mim.

16. Todos nós recebemos da sua plenitude graça sobre graça.

17. Pois a lei foi dada por Moisés, a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.

18. Ninguém jamais viu Deus. O Filho único, que está no seio do Pai, foi quem o revelou.

Leia mais em: http://www.bibliacatolica.com.br/01/50/1.php#ixzz2F86xkJ5g

Reflexão

Temos celebrado o Natal como nascimento de Jesus?

Oração final

Deus Pai que tanto nos ama, obrigado por compartilhar conosco a fé de teu filho, Jesus, conceda atingirmos as graças que vos pedimos.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Santo do Dia: São Francisco Xavier rogai por nós!

São Francisco XavierA Igreja que na sua essência é missionária, teve no século XV e XVI um grande impulso do Espírito Santo para evangelizar a América e o Oriente. No Oriente, São Francisco Xavier destacou-se com uma santidade que o levou a ousadia de fundar várias missões, a ponto de ser conhecido como “São Paulo do Oriente”. Francisco nasceu no castelo de Xavier, na Espanha, a 7 de abril de 1506, sofreu com a guerra, onde aprendeu a nobreza e a valentia; com dezoito anos foi para Paris estudar, tornando-se doutor e professor.

Vaidoso e ambicioso, buscava a glória de si até conhecer Inácio de Loyola, com quem fez amizade; e que sempre repetia ao novo amigo: “Francisco, que adianta o homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua alma?” Com o tempo, e intercessão de Inácio, o coração de Francisco foi cedendo ao amor de Jesus, até que entrou no verdadeiro processo de conversão; o resultado se vê no fato de ter se tornado cofundador da Companhia de Jesus. Já como Padre, e empenhado no caminho da santidade, São Francisco Xavier foi designado por Inácio a ir em missão para o Oriente. Na Índia, fez frutuoso trabalho de evangelização que abrangeu todas as classes e idades, ao avançar para o Japão, submeteu-se em aprender a língua e os seus costumes, a fim de anunciar um Cristo encarnado. Ambicionando a China para Cristo, pôs-se a caminho, mas em uma ilha frente a sua nova missão, veio a falecer por causa da forte febre e cansaço.

Esse grande santo missionário entrou no Céu com quarenta e seis anos, e percorreu grandes distâncias para anunciar o Evangelho, tanto assim que se colocássemos em uma linha suas viagens, daríamos três vezes a volta na Terra. São Francisco Xavier, com dez anos de apostolado, tornou-se merecidamente o Patrono Universal das Missões ao lado de Santa Teresinha do Menino Jesus.

São Francisco Xavier, rogai por nós!

Santa Teresinha, rogai por nós!!

Santa Teresinha do Menino Jesus“Não quero ser santa pela metade, escolho tudo”.

A santa de hoje nasceu em Alençon (França) em 1873 e morreu no ano de 1897. Santa Teresinha não só descobriu que no coração da Igreja sua vocação era o amor, como também sabia que o seu coração – e o de todos nós – foi feito para amar. Nascida de família modesta e temente a Deus, seus pais (Luís e Zélia) tiveram oito filhos antes da caçula Teresa: quatro morreram com pouca idade, restando em vida as quatro irmãs da santa (Maria, Paulina, Leônia e Celina). Teresinha entrou com 15 anos no Mosteiro das Carmelitas em Lisieux, com a autorização do Papa Leão XIII. Sua vida se passou na humildade, simplicidade e confiança plena em Deus.

Todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, oferecia a Deus pela salvação das almas e na intenção da Igreja. Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face esteve como criança para o Pai, livre, igual a um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus e, tomada pelo Espírito de amor, que a ensinou um lindo e possível caminho de santidade: infância espiritual.

O mais profundo desejo do coração de Teresinha era ter sido missionária “desde a criação do mundo até a consumação dos séculos”. Sua vida nos deixou como proposta, selada na autobiografia “História de uma alma” e, como intercessora dos missionários sacerdotes e pecadores que não conheciam a Jesus, continua ainda hoje, vivendo o Céu, fazendo o bem aos da terra.

Morreu de tuberculose, com apenas 24 anos, no dia 30 de outubro de 1897 dizendo suas últimas palavras: “Oh!…amo-O. Deus meu,…amo-Vos!”

Após sua morte, aconteceu a publicação de seus escritos. A chuva de rosas, de milagres e de graças de todo o gênero. A beatificação em 1923, a canonização em 1925 e declarada “Patrona Universal das Missões Católicas” em 1927, atos do Papa Pio XI. E a 19 de outubro de 1997, o Papa João Paulo II proclamou Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face doutora da Igreja.

Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!

Viva a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro!

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Padre Evaldo César Souza C.Ss.R.

Hoje fazemos memória de Maria, mãe de Jesus, como o nome de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Este título chega entre nós através de um ícone, uma pintura de caráter religioso-místico, que data do período bizantino. Não sabemos que foi o autor da pintura.

A história do ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro ficou conhecida a partir do século XV, quando esta pintura foi levada da ilha de Creta para Roma e colocada na igreja de São Mateus, onde foi venerada por três séculos. Destruída a igreja de São Mateus, a célebre imagem permaneceu escondida até que, pela providência de Deus, foi descoberta e devolvida ao culto popular.

Em 1866, por ordem do Papa Pio IX, o ícone foi confiado aos cuidados dos missionários Redentoristas. Atualmente o ícone missionário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, se encontra na Igreja de Santo Afonso, em Roma.

O centro da pintura não é Nossa Senhora e sim Jesus. Para se chegar a essa conclusão basta traçar duas linhas imaginárias, uma ao longo do braço da Madona que forma um ângulo que aponta para o Menino. O mesmo indica os dois dedos da Madona, isto é, apontam para a cabeça do Menino Jesus. Isto mostra que o centro é Jesus Cristo, portanto é um ícone cristocêntrico. Maria é, assim, “aquela que indica o caminho”, ou como é mais conhecida: “a via de Cristo”.

Nota-se também, o olhar significante de Maria, isto é, o seu olhar está direcionado a quem olha o quadro, e ao mesmo tempo a sua cabeça indica seu Filho Jesus. Deve-se observar a sandália do Menino que está desatada e mostra seu pé. Conforme a tradição oriental, mostrar a planta do pé é dizer que se é homem. Assim, esta cena indica que Jesus mostra a planta do seu pé, para dizer que ele é verdadeiramente homem.

Outro ponto importante a se observar, se refere às cores das vestes e seus significados. No quadro a Madona se veste com túnica vermelha e manto azul. E o Menino se veste de túnica verde com faixa vermelha e manto ocre. Na simbologia oriental, verde e vermelho significam divindade. O azul e o ocre significam humanidade.

Oração:

Ó Virgem do Perpétuo Socorro, Santa Mãe do Redentor, socorre o teu povo que ressurgir. Conceder a todos a alegria de caminhar para o futuro numa consciente e ativa solidariedade com os mais pobres, anunciado de modo novo e corajoso o Evangelho de teu Filho fundamento e cume de toda a convivência humana que aspira a uma paz justa e duradoura.

Leia mais no site do Santuário Nacional de Aparecida, clique aqui.

Evangelho do Dia – Lc 2,41-51

Sua mãe conservava no coração todas estas coisas.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 2,41-51

41Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém,
para a festa da Páscoa.
42Quando ele completou doze anos,
subiram para a festa, como de costume.
43Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem
de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém,
sem que seus pais o notassem.
44Pensando que ele estivesse na caravana,
caminharam um dia inteiro.
Depois começaram a procurá-lo
entre os parentes e conhecidos.
45Não o tendo encontrado,
voltaram para Jerusalém à sua procura.
46Três dias depois, o encontraram no Templo.
Estava sentado no meio dos mestres,
escutando e fazendo perguntas.
47Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados
com sua inteligência e suas respostas.
48Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados
e sua mãe lhe disse:
“Meu filho, por que agiste assim conosco?
Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados,
à tua procura”.
49Jesus respondeu:
“Por que me procuráveis?
Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?”
50Eles, porém, não compreenderam
as palavras que lhes dissera.
51Jesus desceu então com seus pais para Nazaré,
e era-lhes obediente.
Sua mãe, porém,
conservava no coração todas estas coisas.
Palavra da Salvação.

SEMANA DAS DORES: 1º dor de Nossa Senhora

A Profecia de Simeão

A Paróquia Sagrada Família inicia hoje a celebração das Sete Dores de Maria, na realidade contempla sua correspondência às graças recebidas, sua perseverança, sua força materna e sua fidelidade aos pedidos divinos, por mais árduos ou incompreensíveis que parecessem ser. Ela sofreu muitíssimo, e ficamos admirados como levou sua cruz até o fim sem queixas nem desfalecimentos. Sempre continuou presente em seu espírito sua resposta ao Arcanjo São Gabriel: “Eis aqui a escrava do Senhor” (Lc. 1,38).

Certo dia em uma de suas aparições a Santa Brígida, Nossa Senhora pediu: “Minha Filha, não te esqueças de Mim, medite minha dor e imita-me no que puderes considere minhas angústias e minhas lágrimas”. Seu desejo é que a imitemos na sua oração contínua, no seu desejo de sacrifício.

Sabemos que nunca poderemos obter o grau de perfeição que Ela alcançou e por isso usou a ressalva “no que puderes”. Nossa Senhora não nos pede coisas impossíveis.

Na primeira dor meditaremos como o coração de Maria Santíssima foi transpassado por uma espada quando terminados os dias de purificação deles, José e Maria levaram o menino para Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor.  Simeão tomou o menino nos braços, os abençoou, e disse a Maria, mãe do menino: “Eis que este menino vai ser causa de queda e elevação de muitosem Israel. Eleserá um sinal de contradição. Quanto a você uma espada há de atravessar-lhe a alma” (Lc 2,34-35).

Como Maria foi obediente veremos na liturgia de hoje que a arma usada por Jesus para vencer o poder do mal foi à obediência no Amor até o fim.

Evangelho de Lc 2, 25 -34

25Ora, havia em Jerusalém um homem chamado Simeão. Este homem, justo e piedoso, esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele.26.Fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que não morreria sem primeiro ver o Cristo do Senhor.27.Impelido pelo Espírito Santo, foi ao templo. E tendo os pais apresentado o menino Jesus, para cumprirem a respeito dele os preceitos da lei,28.tomou-o em seus braços e louvou a Deus nestes termos:29.Agora, Senhor, deixai o vosso servo ir em paz, segundo a vossa palavra.30.Porque os meus olhos viram a vossa salvação31.que preparastes diante de todos os povos,32.como luz para iluminar as nações, e para a glória de vosso povo de Israel.33.Seu pai e sua mãe estavam admirados das coisas que dele se diziam.34.Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições,35.a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma.

Leia mais em: http://www.bibliacatolica.com.br/01/49/2.php#ixzz1q8ZArEPj

Oração

Virgem dolorosíssima, seríamos ingratos se não nos esforçássemos em promover a memória e o culto de vossas Dores particulares, graças para uma sincera penitência, oportunos auxílios e socorros em todas as necessidades e perigos. Dai-nos a saúde do corpo para que possamos cumprir nossos deveres com ânimo e alegria, e com a mesma disposição sirvamos a vosso Filho Jesus.   Por N. S. J. C.  –  AMÉM.

PARÓQUIA SAGRADA FAMÍLIA PREPARA TRÊS SEMANAS DE FESTA

Semana das Dores, Semana Santa e festa de aniversário movimentam a paróquia

Os fieis da Paróquia Sagrada Família vão viver a tradição católica com maior fervor durante o final deste mês de março e inicio de abril. A paróquia realiza três semanas de festas e ações litúrgicas. A programação começa neste domingo, com a tradicional Semana das Dores, depois começam os trabalhos da Semana Santa e termina o período de festas com as comemorações do quarto aniversário da paróquia.

A Semana das Dores será celebrada em todas as comunidades da paróquia entre os dias 25 e 31 de março. As celebrações acontecem sempre as 19h30. As Paróquia Sagrada Família abrange os bairros Jardim Panorama (Comunidades Menino Jesus e Sagrado Coração de Jesus), Caçula (Comunidade Imaculada Conceição), Caravelas (Comunidade São Pedro) e Parque Caravelas (Comunidade Nossa Senhora das Graças). No sábado, dia 31, haverá em todas as comunidades a festa de Nossa Senhora das Dores com procissão.

SEMANA SANTA

Já a Semana Santa contará com uma programação especial. Destaca-se as confissões comunitárias para os trabalhadores, desempregados, pensionistas e aposentados  na comunidade Nossa Senhora das Graças. Confissão para casais na comunidade Menino Jesus e para os jovens na comunidade Imaculada Conceição.

Ainda durante a Semana Santa os fieis vão viver com grande intensidade o tríduo pascal, a quinta-feira santa, sexta-feira da paixão e sábado de aleluia que cuminam com a grande festa da ressurreição em todas as comunidades.

ANIVERÁRIO DA PARÓQUIA

Em 13 de março de 2008 a Paróquia Sagrada Família foi instituída em Ipatinga. Para comemorar a data a paróquia vai fazer uma grande festa. O tríduo em celebração a instituição da paróquia começa no dia 10 de abril e termina no dia 12. No dia 13 será a grande festa.

Para comemorar os quatros anos de paróquia, a Pastoral Litúrgica junto com Padre Aloísio Vieira, pároco,  convidaram para celebrar a festa alguns padres da região. Padres Alex, Paróquia São Geraldo – Ipatinga,  celebra no dia 10/04. Já o Padre Odilon – Paróquia do Ipaba preside a missa no dia 11/04. No dia 12/04 é a vez de Dom Odilon Guimarães, bispo de Itabira/Cel. Fabriciano. No dia do aniversário a celebração fica por conta do Padre Aloísio Vieira.  As celebrações acontecem sempre as 19h30.

Após a missa haverá partilha e apresentação de Tiba da TV Canção Nova.

PROGRAMAÇÃO

Confira a programação das três semanas que conta com celebrações, confissões comunitárias, missas, procissões e celebrações, shows. A programação também pode ser acessada no site http://www.psfipatinga.com.br .

25 a 30/03 – Semana das Dores

19h30 – em todas as comunidades

31/03 – Sábado

“Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria de Cléofas e Maria Madalena”. (Jo.19,25)

19h30 Celebração e procissão das dores de Nossa Senhora na comunidade Nossa Senhora das Graças
19h30 Celebração e procissão das dores de Nossa Senhora na comunidade Menino Jesus
19h30 Celebração e procissão das dores de Nossa Senhora na comunidade Sagrado Coração de Jesus
19h30 Missa e procissão das dores de Nossa Senhora na comunidade Imaculada Conceição – Pe. Aloísio
19h30 Celebração e procissão das dores de Nossa Senhora na comunidade São Pedro

SEMANA SANTA

01/04 – Domingo de Ramos

“Pegaram ramos de palmeira e saíram ao encontro de Jesus”. (Jo.12,13)

07h Bênção dos Ramos, procissão e Missa na comunidade São Pedro – Pe. Aloísio
10h Bênção dos Ramos, procissão e Missa na comunidade Imaculada Conceição – Pe. Aloísio
18h Bênção dos Ramos, procissão e Missa na comunidade Sagrado Coração de Jesus para Menino Jesus e Sag. Coração de Jesus – Pe. Aloísio
18h Procissão de Ramos e celebração na comunidade São Pedro
19h30 Procissão de Ramos e celebração na comunidade Nossa Senhora das Graças

02/04 – Segunda feira

“Dito isto, Pilatos saiu de novo ao encontro dos judeus e lhes disse: ‘Não encontro nele nenhum crime’.” (Jo. 18,38b)

19h Confissão comunitária do trabalhador, desempregado, pensionista e aposentado na comunidade Nossa Senhora das Graças – Pe. Aloísio

03/04 – Terça feira

“Eu, Javé, chamei vocês para a justiça, tomei-os pela mão, e lhes dei forma, e os coloquei como aliança de um povo e luz para as nações”. (Is.42,6)

19h Confissão comunitária para casais na comunidade Menino Jesus – Pe. Aloísio

04/04 – Quarta feira

“Jesus disse: Minha alma está triste até à morte, fiquem aqui e vigiem comigo”. (Mt.26,38)

19h30 Via Sacra na comunidade Imaculada Conceição
19h30 Via Sacra na comunidade Nossa Senhora das Graças

19h30 Via Sacra na Comunidade Menino Jesus

05/04 – Quinta feira

“Jesus disse: Desejei comer com vocês esta ceia pascal, antes de sofrer”. (Lc.22,15)

09h Missa do Crisma em Coronel Fabriciano – Catedral de São Sebastião
19h30 Missa do Lava-pés e da Instituição da Eucaristia e Sacerdócio na comunidade São Pedro, procissão e adoração do Santíssimo – Pe. Aloísio

06/04 – Sexta feira

“Jesus respondeu: Você daria a vida por mim?” (Jo.13,38a)

08h Teatro da  Paixão de Cristo e Caminha da Misericórdia (trevo do Jardim Panorama)
15h Ação Litúrgica, adoração da Cruz e Eucaristia na comunidade Imaculada Conceição
15h Ação Litúrgica, adoração da Cruz e Eucaristia na comunidade Sagrada Coração de Jesus
15h Ação Litúrgica, adoração da Cruz e Eucaristia na comunidade Menino Jesus
15h Ação Litúrgica, adoração da Cruz e Eucaristia na comunidade Nossa Senhora das Graças
15h Ação Litúrgica, adoração da Cruz e Eucaristia na comunidade São Pedro

07/04 – Sábado

“No primeiro dia da semana, bem de madrugada, as mulheres foram ao túmulo de Jesus, levando perfumes que haviam preparado”.(Lc.24,1)

09h Confissão comunitária dos enfermos na comunidade N. Sra. Graças – Pe. Aloísio
16h Confissão Comunitária para jovens na comunidade I. Conceição – Pe. Aloísio
18h Bênção do fogo e Círios na comunidade São Pedro, procissão das Luzes para a Igreja, missa e procissão do Santíssimo – Pe. Aloísio

08/04 – Domingo

“E nós somos testemunhas de tudo o que Jesus fez na terra dos judeus e em Jerusalém”. (At.10,39)

07h Celebração de Páscoa na comunidade São Pedro
08h30 Missa de Páscoa na comunidade Menino Jesus – Pe. Aloísio
10h Missa de Páscoa na comunidade Imaculada Conceição – Pe. Aloísio
18h Missa de Páscoa na comunidade São Pedro, procissão da vitória Nossa Senhora, Bênção do Santíssimo – Pe. Aloísio

ANIVERSÁRIO DA PARÓQUIA

10/04 – Terça-feira

19h30 – 1º dia do Tríduo em comemoração ao aniversário da Paróquia Sagrada Família – Pe. Alex

11/04 – Quarta-feira

19h30 – 2º dia do Tríduo em comemoração ao aniversário da Paróquia Sagrada Família – Pe. Odilon

12/04 – Quinta-feira

19h30 – 3º dia do Tríduo em comemoração ao aniversário da Paróquia Sagrada Família – Dom Odilon

13/04 – Sexta-feira

19h30 – Festa de aniversário da Paróquia Sagrada Família – Pe. Aloísio Vieira

Nono dia da novena de Natal: nasce o Salvador

Oração inicial

Senhor vem vem salvar teu povo, das trevas da escravidão.

Iniciemos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Rezemos a oração que Cristo nos ensinou. Pai nosso….

Motivação

A palavra se fez carne e habitou entre nós. Essas palavra do evangelho de João nos leva a compreender que no natal Jesus é o inicio e fim. Aquele cujo tudo se converte, inclusive nossa fé, esperança e paz.

Litura do livro de João 1, 1 a 11

Reflexão

Temos celebrado o Natal como nascimento de Jesus?

Oração final

Deus Pai que tanto nos ama, obrigado por compartilhar conosco a fé de teu filho, Jesus, conceda atingirmos as graças que vos pedimos. 
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

O Menino, o rei e o bom velhinho

Card. Odilo P. Scherer

Arcebispo de São Paulo – SP

No Natal, os cristãos comemoram o nascimento de Jesus Cristo. Aconteceu há cerca de 2 mil anos, quando ainda não se fazia registro do nascimento, com lugar, dia e hora; isso é bastante recente. Mas quem duvidaria que Jesus nasceu e existiu? Vinte séculos de testemunhos ininterruptos mantiveram viva sua memória, apesar das tentativas de apagar sua lembrança da história. Perseguições aos seus seguidores, regimes totalitários ou simplesmente movimentos culturais já se propuseram eliminar, depurar ou passar para a posteridade de maneira distorcida o legado de Jesus Cristo para a humanidade. Não conseguiram.

Isso já começou logo que Jesus nasceu. Conta-nos o evangelista São Mateus que o rei Herodes, encarregado romano de governar a Judeia, ao saber que em Belém havia nascido um menino, procurado e admirado por gente de toda parte, ficou assustado e quis saber mais sobre o pequeno: era Jesus, filho de Maria, casada com José, o Carpinteiro de Nazaré. Sábios e intérpretes das Escrituras Sagradas afirmavam ao rei que as profecias sobre o ressurgimento do reino de Davi apontavam para Belém e o futuro rei poderia ser esse mesmo, o pequeno que acabara de nascer. Herodes, enciumado e furioso, tentou eliminá-lo já no berço, mas não conseguiu; o bom José tomou o menino e sua mãe e fugiu com eles para o Egito. Enquanto isso, Herodes espalhava terror e luto em Belém e arredores, com a ordem para que todos os meninos abaixo de 2 anos de idade fossem mortos (cf Mt 2).

Nos primeiros tempos do Cristianismo, os cristãos comemoraram mais a Páscoa do que o Natal; o anúncio do Evangelho estava centrado sobretudo no significado dos padecimentos, da morte e ressurreição de Jesus, no início da pregação dos apóstolos e no surgimento prodigioso da Igreja. Aos poucos, porém, também foi incluída a reflexão sobre a origem de Jesus, seu nascimento e infância, que a Igreja comemora no Natal (cf Mt 1-2; Lc 1-2).

Teólogos e pregadores dos séculos seguintes elaboraram  reflexões de extraordinária beleza e profundidade sobre esta primeira etapa da vida de Jesus, partindo da fé dos cristãos: nesse menino, o próprio Deus veio ao encontro da humanidade e assumiu nossa condição frágil e precária, para redimi-la e dar-lhe sentido e perspectiva de futuro. A Liturgia católica do Natal ainda conserva algumas dessas jóias, que o pensamento teológico lapidou naquela época: “ó Deus, nesta noite santa, o céu e a terra trocam seus dons… No momento em que vosso Filho assume a nossa fraqueza, a natureza humana recebe uma incomparável dignidade!”

São Nicolau, um bispo do 4º século nascido em Mira, na atual Turquia, e cujo sarcófago está conservado na catedral de Bari, no sul da Itália, compreendeu isso muito bem: na festa do Natal, saía pelas ruas distribuindo presentes aos pobres, sobretudo às crianças. Queria, assim, compartilhar a festa e a alegria com todos porque o Natal de Jesus era um imenso presente de Deus para a humanidade inteira! Talvez nasceu aí a tradição dos presentes de Natal e da festa contagiante, que também hoje se faz.

Na Idade Média, São Francisco de Assis não se cansava de contemplar o “sublime mistério” do Natal: o Grande Deus veio a nós na simplicidade e na fragilidade de uma criança! Alguém poderia ter imaginado algo assim?! Ninguém mais precisa ter medo de se aproximar do Eterno! Os braços estendidos do menino são o abraço de Deus, que acolhe a todos com infinita ternura! Francisco, poeta e cantor da beleza, quis que a cena do Natal de Jesus, narrada nos Evangelhos, fosse percebida concretamente e “criou” o presépio, com a ambientação e os figurantes dos relatos bíblicos sobre o nascimento de Jesus. A tradição dos presépios no Natal espalhou-se rapidamente pelo mundo cristão.

Os tempos modernos deram-se conta de que o Natal tinha um apelo comercial muito bom e vendia bem! Natal virou coisa para comprar! E para promover melhor o seu consumo, foi criado um garoto-propaganda, chamado Papai Noel, o “bom velhinho”, de barbas brancas, botas, roupão vermelho e gorro de lã…  Alguma coisa nele ainda lembra o bispo São Nicolau, de outros tempos, que distribuía presentes de verdade! Papai Noel saiu da fantasia, talvez de trenó puxado por renas imaginárias, lá dos espaços nórdicos, onde faz frio nesta época do ano. Mas deu-se muito bem nos trópicos também… Que importa um pouco de suor debaixo das pesadas roupas invernais? Doce fantasia, que encanta crianças e também agrada a adultos!

Natal se tornou a festa de Papai Noel. E o menino Jesus, onde ficou? Não era dele a festa? Será que o “bom velhinho” – hô-hô-hô -, na sua pachorra, vai conseguindo o que Herodes não conseguiu com sua ira – eliminar o menino da cena? Presépio? Em seu lugar, uma árvore enfeitada de desejos coloridos; duendes e bruxas, em lugar do menininho de braços estendidos; bichinhos da Disney em lugar dos pastores de Belém e suas ovelhas; e uma infinidade de pacotes e de doces em vez do ouro, incenso e mirra, oferecidos pelos reis magos ao menino Jesus!

Pois é… quase tudo como no começo! Quando Maria estava para dar à luz, José, muito aflito, batia de porta em porta e procurava um lugar em Belém para que o Filho de Deus pudesse nascer entre os homens. São Lucas informa apenas: “não havia lugar para eles”. Por isso, Jesus veio ao mundo num abrigo para animais, fora da cidade. Na cidade não havia lugar para ele. E, no entanto, continua atual o anúncio do anjo aos pastores nos campos gelados de Belém: “não tenhais medo! Eis que vos anuncio uma boa notícia, e será boa também para todo o povo! Hoje nasceu para vós um salvador, que é o Cristo, Senhor”! Mais atual do que nunca!

Publicado em O ESTADO DE SÃO PAULO, ed. de 10.12.2011