Max Weber superado

Dom Aloísio Roque Oppermann scj – Arcebispo Emérito de Uberaba, MG.
Endereço eletrônico:  domroqueopp@terra.com.br

É por demais conhecido o enorme impacto provocado pela queda do geocentrismo. Todas as pessoas, acompanhando o senso comum, consideravam tranquilamente a terra como centro do universo. A terra era estática, e tudo evoluía ao seu redor (a lua, as estrelas e o sol). Isso era “evidente”. E de repente, Kepler, Galileu e outros, demonstraram que o nosso planeta não passava de um ínfimo grão de areia, obediente às leis harmoniosas da movimentação dos astros. Mas pior do que isso, foi a descoberta das mazelas do rei da criação, reduzido a um reles animal, pela teoria da evolução. A auto estima humana viveu décadas de perplexidade e até de horror, quando a verdade fundamental do universo virou de ponta cabeça. Até o século XVI Deus era a verdade central da vida: as motivações religiosas tinham nela a sua inspiração. O comércio, a lavoura, a educação, tinham um valor secundário. A atividade principal era buscar o encontro com a divindade. “Buscai primeiro o Reino de Deus e sua justiça. E o resto vos será acrescentado” (Lc 12, 31).

Completando os males dos 4 cavalos do apocalipse (cap. 6), de repente, quem foi colocado no centro das preocupações, substituindo o próprio Senhor do Universo, foi o ser humano: sua indústria, a produção econômica… Isso de rezar, e invocar a divindade, tornou-se apenas um rodapé. O paraíso está nas nossas mãos e devemos concretizá-lo durante a nossa curta existência, dizem. Com isso o mundo não admira mais os Santos que se distinguem por orações profundas ou pelo ascetismo. Agora só valem os Santos que ajudaram o seu semelhante a sair da pobreza, que protegeram a saúde do povo, que defenderam os fracos contra as injustiças. Mas Paulo VI escreveu na “Evangelii Nuntiandi” que o papel principal da Igreja é anunciar explicitamente a pessoa de Cristo. (Nº 27). Sem que o antropocentrismo contradiga o teocentrismo, em absoluto. “A honra de Deus se concretiza na glória do Homem” (S. Irineu em “Adversus Haereses”). Manter obras sociais vem em segundo lugar, no entanto. Como se essas dificuldades não bastassem, apareceu um grande sociólogo (Max Weber), que vinculou o progresso do capitalismo ao protestantismo. Os católicos estariam destinados a serem empregados e sem iniciativa. No Brasil essa teoria vingou, fazendo muitos católicos migrarem para as denominações protestantes, simplesmente “porque queriam ser ricos”. Mas o próprio Max Weber, se vivo fosse, teria enormes dificuldades – dentro dessa chave de leitura – de explicar o progresso capitalista da China, do Japão, da Coréia e de outros tigres asiáticos.

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O Papa: A Igreja é Mãe e fala a seus filhos no “dialeto” da verdadeira ortodoxia para lutar contra o mal

 pppapa130913cna(ACI/EWTN Noticias).- Na homilia da Missa que presidiu na manhã de ontem na capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco assinalou que a Igreja é uma Mãe, viúva e corajosa, que defende os seus filhos e que lhes fala com o “dialeto” da verdadeira ortodoxia, do Catecismo para que eles possam lutar contra o mal e para ela levar aos seus à vida eterna com o Esposo que é Jesus.

O Santo Padre refletiu sobre o encontro entre Jesus e a mulher viúva de Naim no Evangelho de ontem. O Senhor, disse o Papa, teve uma grande compaixão por esta mãe que agora perdeu o seu filho. Com esta passagem “penso também que esta viúva é um ícone da Igreja, porque também a Igreja, num certo sentido, é viúva. O seu Esposo foi embora e Ela caminha na história, esperando encontrá-lo, encontrar-se com Ele. E Ela será a esposa definitiva. Mas, enquanto isso, Ela – a Igreja – está sozinha! O Senhor não é visível. Há uma certa dimensão de viuvez”.

Isso, disse o Pontífice, “me faz pensar na viuvez da Igreja. Esta Igreja corajosa, que defende os filhos, como a viúva que foi ao juiz corrupto para defendê-los, e acabou vencendo. A nossa mãe Igreja é corajosa! Tem a coragem de uma mulher que sabe que seus filhos são seus, e deve defendê-los e levá-los ao encontro com o seu Esposo”.

O Papa se deteve sobre algumas figuras de viúvas na Bíblia, em particular sobre a corajosa viúva dos Macabeus com sete filhos que são martirizados por não renegar a Deus. A Bíblia, destacou o Santo Padre, diz que esta mulher falava com os filhos “no dialeto local, na primeira língua”.

Francisco disse que a Igreja “nos fala em dialeto, na linguagem da verdadeira ortodoxia que todos nós entendemos, a língua do catecismo” que “justamente nos dá a força para seguirmos adiante na luta contra o mal”.

“Tenho vontade de pedir ao Senhor a graça de nos confiar sempre a esta ‘mãe’ que nos defende, nos ensina, nos faz crescer e nos fala no dialeto”, acrescentou o Papa.

O Papa explicou que a Igreja “quando é fiel sabe chorar. Quando a Igreja não chora, tem algo de errado. Chora pelos seus filhos e reza! Uma Igreja que segue adiante e faz crescer os seus filhos, dá a eles a força e os acompanha até a última despedida que os deixará nas mãos do seu Esposo e que, no final, também Ela encontrará. Esta é a nossa mãe Igreja!”.

“Eu a vejo nesta viúva, que chora. E o que o Senhor diz à Igreja? ‘Não chore. Estou contigo, eu te acompanho, eu te espero lá nas núpcias, as últimas núpcias, aquela do cordeiro. Espere, este teu filho que estava morto, agora vive!’”.

E isto, prosseguiu, “é o diálogo do Senhor com a Igreja”. Ela “defende os filhos, mas quando vê que os filhos estão mortos, chora e o Senhor lhe diz: ‘Estou contigo e o seu filho está comigo’”.

Assim como disse ao jovem em Naim para que se levantasse do seu leito de morte, muitas vezes Jesus pede que nos levantemos “quando morremos pelo pecado e vamos pedir perdão”. E o que faz então Jesus “quando nos perdoa, quando nos devolve a vida?”: restitui-nos à Mãe Igreja.

“A nossa reconciliação com o Senhor não termina no diálogo ‘Eu, você e o sacerdote que me dá o perdão’, mas termina quando Ele nos restitui à nossa mãe. Ali termina a reconciliação, porque não há caminho de vida, não há perdão nem reconciliação fora da mãe Igreja. E assim, vendo esta viúva, me vêm todas estas coisas um pouco desordenadas… Mas vejo nesta viúva a imagem da viuvez da Igreja que está a caminho para encontrar o seu Esposo”.

Enquanto isso, nos bastidores do Vaticano…. Papa se distância das afirmações de Müller sobre a Teologia da Libertação

(ACI/EWTN Noticias).- Em umas breves palavras na manhã de ontem durante o encontro com os sacerdotes da diocese de Roma (Itália), cidade da que é Bispo, o Papa Francisco confirmou pessoalmente que não apoia a teologia da libertação na versão que representa o sacerdote peruano Gustavo Gutiérrez, e que é respaldada pelo atual Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Dom Gerhard Müller.

O vaticanista Sandro Magister, no seu blog em italiano Settimo Céu, explica que o Santo Padre se distanciou de Dom Müller em uma breve, mas contundente observação feita durante o momento de perguntas e respostas.

“O encontro era a portas fechadas”, relata Magister e descreve como “sério e agudo”, o comentário do Papa Francisco sobre a teologia da libertação, que passou despercebido à imprensa, incluindo meios do Vaticano.

“Na formulação de uma das cinco perguntas expostas ao Papa e ao falar da centralidade dos pobres na pastoral, um sacerdote fez referência, em positivo, à teologia da libertação e à posição compreensiva ante esta teologia, do Arcebispo Gerhard Müller”, relata Magister.

Mas, “ao escutar o nome do Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o Papa Francisco nem esperou terminar a pergunta e disse: ‘isto quem pensa é Müller, isto é o que ele pensa’”, narra o Vaticanista italiano.

A afirmação do Santo Padre ganha mais importância logo depois de ter recebido, na quinta-feira passada, em audiência o sacerdote peruano Gustavo Gutiérrez, considerado um dos pais da teologia da libertação, um encontro realizado a pedido do Arcebispo Müller.

Sobre o Padre Gutiérrez, no sábado, 14 de setembro o Arcebispo de Lima e Primado do Peru, Cardeal Juan Luis Cipriani Thorne, assinalou que ainda tem colocações que deve retificar.

Discurso de uma menina doente ao Papa Francisco comoveu o mundo

Papa toma chuva enquanto cumprimenta os fiéis

(ACI/EWTN Noticias).- As palavras da Michelle, uma menina doente de câncer que se encontrou com o Papa Francisco comoveram todo o mundo: “Papa Francisco, reza pelos nossos pais para que possam ter sempre um sorriso como o teu”, disse a menor.

O Papa Francisco recebeu Michelle junto com um grupo de 22 crianças doentes no Domus Santa Marta no dia 31 de maio pela tarde. O grupo estava conformado pelos pacientes de oncologia pediátrica do hospital policlínico de Roma Agostino Gemelli que tinha acabado de regressar a Itália depois de uma peregrinação a Lourdes. Conforme o L’Osservatore Romano do dia 2 de junho, durante o encontro o Papa teve um momento junto com eles e cedeu a palavra a jovem Michelle, que prometeu ao Papa rezar por ele.

“Estou muito feliz de estar aqui na tua casa com meus amigos do Gemelli, os médicos, os voluntários, e com os sacerdotes da Unitalsi que nos acompanharam a Lourdes, disse a menina. É bom poder te ver de verdade, e não como sempre na televisão! Em Lourdes rezamos por ti, desenhamos a gruta da Virgem, como um presente para você. Prometemos que rezaremos ainda por ti e queremos pedir-te que rezes por todas as crianças doentes do hospital Gemelli e do mundo”.

O Papa agradeceu estas palavras com um forte abraço e, comovido, disse: “Jesus agora está aqui conosco. Tenham certeza. E bem, está conosco porque nos ama sempre. Jesus caminha conosco na vida e quando temos problemas sempre está ao nosso lado”.

As crianças chegaram acompanhadas pelo Pe. Gianni Toni, o sacerdote italiano da União Nacional Italiana de Transporte de Doentes a Lourdes e Santuários Internacionais (UNITALSI), e assinalou que o encontro do Papa com as crianças foi como “uma brincadeira que terminou da melhor forma”.

“Quando estávamos em frente da gruta de Massabielle, para aliviar com um pouco de alegria o cansaço, improvisamos um jogo: desenhar a gruta de Lourdes para mostrar depois ao Papa que não a conhece. Mas claro, quando dizíamos isto às crianças nunca ninguém pensou que eles iriam realmente estar na presença do Papa”, explica o Pe. Toni.

O íntimo encontro aconteceu graças ao desenho do Giovanni, um menino de oito anos da Sardenha (Itália), que ficou cego por causa de um tumor no cérebro. O desenho foi feito no quadro braile com base na descrição da gruta que lhe fizeram os enfermeiros, e os comoveu de tal maneira que decidiram enviar-lhe ao Papa junto com uma carta explicativa.

Ao relatar o encontro entre o jovem cego e o Papa Francisco, o sacerdote assinalou que Giovanni levava doces como presentes para o Papa. “Mas você é guloso?”, perguntou-lhe. O Papa respondeu “sim, muitíssimo. Eu gosto de bolos e de chocolate. A ti também? Sim, mas não te causam dor no fígado?”.

Giovanni mostrou-lhe então um grande saco vermelho e lhe disse: “Felizmente que és guloso porque eu trouxe-te os doces típicos da Sardenha!”. “Uhm! Obrigado, mas então podemos comê-los com as outras crianças?”, respondeu o Papa.

O Pe. Toni explicou que a conversação foi como a de “um avô com seus netinhos”.

As crianças também estiveram acompanhadas pelos seus pais, e todos rodearam em semicírculo ao Papa e rezaram junto a ele.

O encontro durou mais ou menos uma hora e o Santo Padre disse às crianças: “O que faz Jesus quando encontra uma criança que chora? O que faz? Para? Jesus para. Por que? Porque as crianças são aqueles que Jesus mais ama!”.

“Assim é Jesus. E hoje Jesus está perto de todos nós, de todos vocês que vieram aqui. Sério! Jesus está aqui, conosco!”, exclamou.

Para terminar o Papa recordou às crianças que “Jesus sempre está conosco. Quando estamos felizes e contentes Jesus está conosco. Quando estamos tristes, Jesus está sempre conosco porque Jesus nos ama. Não esqueçam nunca disso”.

Papa e Merkel conversam sobre a paz

PapaMerkel2013Na manhã deste sábado, 18 de maio, o Papa Francisco recebeu em audiência, no Vaticano, a Chanceler da Alemanha, Angela Merkel. Durante os colóquios, recordou-se a longa história das relações entre a Santa Sé e a Alemanha, detendo-se sobre temas de interesse comum, como a situação sociopolítica, econômica e religiosa na Europa e no mundo.

O encontro também tratou da proteção dos Direitos Humanos, das perseguições contra os cristãos, da liberdade religiosa e da colaboração internacional para a promoção da paz. Por fim, não faltou um intercâmbio de opiniões sobre a Europa enquanto comunidade de valores e sobre sua responsabilidade no mundo, fazendo votos de que todos os componentes civis e religiosos trabalhem a favor de um desenvolvimento fundado na dignidade da pessoa e inspirado nos princípios da subsidiariedade e da solidariedade.

Após a audiência com o Papa, Merkel foi recebida pelo Secretário das Relações com os Estados, Dom Dominique Mamberti.

Vicentinos celebram 200 anos do nascimento do Beato Antônio Frederico Ozanam

Beato Frederico Ozanam (1)Um evento de três dias marcará as celebrações dos 200 anos do nascimento do Beato Antônio Frederico Ozanam, um dos fundadores das Conferências de São Vicente de Paulo. O evento será promovido pelo Conselho Geral Internacional da Sociedade de São Vicente (CGI/SSVP), de 19 a 21 de abril.

O local para as comemorações é pertinente: Paris, lugar da primeira Conferência do Vicentinos. O evento acontecerá no Conselho Econômico Social das Nacões Unidas (ONU) no qual a Sociedade de São Vicente tem um acento reservado.

Segundo o coordenador de Comunicação dos Vicentinos em Brasília, Thiago Tiburcio, o encontro vai promover palestras sobre a vida de Ozanam, como a sociedade se espalhou pelo mundo, dentre outros assuntos. Uma atividade destacada por Thiago é o passeio pelos lugares onde o beato reuniu pessoas que começaram a contribuir com seus trabalhos caritativos.

O ponto alto do evento é a Celebração Eucarística que acontece no domingo, 21, na Catedral de Notre Dame, presidida pelo Cardeal Arcebispo de Paris, Dom André Armand Vingt-Trois.

Do Brasil cerca de 20 pessoas, em sua maioria lideres dos Vicentinos, participaram do evento em Paris. De acordo com Thiago, durante o encontro alguns dos brasileiros falarão sobre a realidade das Conferências Vicentinas no país.

“O Brasil é o maior país vicentino do mundo. São cerca de 250 mil pessoas envolvidas nas Conferências de São Vicente de Paulo e nos trabalhos que ela realiza. Na mesa, haverá palestras sobre o trabalho do movimento aqui no Brasil”, destacou o jovem.

Para Thiago, celebrar os 200 anos do nascimento de Frederico Ozanam é uma grande satisfação. “Principalmente por ser o Brasil sede da JMJ e Ozanam é um dos intercessores da Jornada. Um dos jovens que fez a diferença no mundo que viveu. Essa coincidência – JMJ, os 200 anos do Beato Frederico e a eleição do Papa Francisco – vai convidar mais pessoas para trabalharem com a caridade. Me sinto muito feliz em poder divulgar a caridade entre os jovens”, afirmou.

No Brasil, a Conferência de São Vicente de Paulo chegou em 1872, primeiramente na cidade do Rio de Janeiro. E em 2012, os vicentinos receberam uma medalha honrosa pelos trabalhos com os idosos no país. 70% dos lares para idosos no país são dos vicentinos.

Frederico Ozanam nasceu a 23 de Abril de 1813, em Milão (Itália). Filho de Jean-Antoine, médico, cuja fama profissional não o impedia de assistir doentes indigentes, com o mesmo cuidado reservado aos pacientes da alta condição social. Marie Ozanam, mãe de Ozanam, também se dedicava à assistência dos pobres e enfermos. Logo, Frederico conviveu desde o nascimento com um espírito de caridade compartilhado pelos seus pais. Frederico Ozanam morreu na noite de 8 de Setembro de 1853.

Fim da 51ª Assembleia da CNBB

André Alves | Canção Nova – Encerrou-se nesta sexta-feira, 19, a 51ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil reunidos em Aparecida (SP) desde o último dia 10. Na cerimônia de encerramento, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Raymundo Damasceno agradeceu aos bispos pela participação, assim como a imprensa pela cobertura. Destacou que agora é o momento que os pastores da Igreja retornam às suas comunidades com novo ardor missionário para a evangelização.

Dom Eduardo Pinheiro, presidente da Comissão para a Juventude da CNBB, leu o trecho Evangelho escrito por São Mateus que diz do tema da JMJ Rio2013: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19). Após a proclamação da leitura, os bispos rezaram a oração do Pai Nosso e invocaram as bençãos de Deus.

Na última coletiva de imprensa desta Assembleia, estiveram presentes o presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno; o vice-presidente, Dom José Belisário e secretário-geral, Dom Leonardo Steiner.

Dom Damasceno disse que a principal palavra que define essa assembleia é gratidão. Agradeceu novamente a todos que estiveram envolvidos no encontro, aos bispos e à imprensa.

“Nossa assembleia foi uma profunda experiência eclesial. Ocasião para promover o aprofundamento da comunhão e fortacelecer a missão da Igreja. Fizemos trabalhos em grupos e discutimos temas importantes. Encerramos o encontro com o o saldo excelente, apesar da pauta densa”.

O tema central do encontro “Comunidade de comunidades – uma nova Paróquia” tratou de uma realidade próxima a todos. Segundo Dom Damasceno, era previsto que o tema fosse aprofundado para então ser levado às dioceses e aos regionais da CNBB. Somente na Assembleia de 2014, o documento sobre o assunto voltará à plenária a fim de ser aprovado.

“O tema foi aceito positivamente por toda a Assembleia. Foi inspirado no documento de Aparecida, acentuando a renovação das paróquias”, enfatizou o arcebispo. Ele disse ainda que com sua milenar existência, a paróquia “corre o risco de se esclerosar”, no entanto, continua atual. Por isso, o arcebispo, insistiu no ato de renovar as comunidades paroquiais.

“É preciso que outros grupos se reúnam, não só na matriz, mas em todo o território da paróquia, principalmente na periferia. A paróquia deve ser missonária e não apenas uma agência prestadora de serviço. É preciso que ela vá ao encontro do povo”, afirmou.

Dom Damasceno também destacou a avaliação sobre o tema central afirmando ser a paróquia uma grande escola de Fé, cujo o Domingo, Dia do Senhor, é o dia mais importante para a reunião da comunidade. “Não se pode viver a Fé isoladamente, porque o Cristianismo é comunitário. Viver em comunidade implica no conviver, na solidariedade, na ajuda mútua, na afetividade. Implica em valorizar o outro. A sociedade que vivemos é individualista. O outro tem algo a contribuir, mas nós o ignoramos.”

Dois assuntos também mencionados na Assembleia foram a questão agrária e o Diretório para Comunicação. De acordo com o arcebispo de Aparecida, o Conselho Permanente é quem vai aprovar o Diretório, que será levado pela comissão responsável por enriquecer o documento.

Dom Raymundo também recordou a aprovação de alguns textos litúrgicos, espeficiamente dos ritos introdutórios e prefácios, feita durante esta Assembleia.

Outro resultado do encontro dos bispos, foi a elaboração do subsídio sobre as eleições que será oferecido às comunidades. O documento é para ajudar os leigos no assunto e destacando a melhor maneira para que estes participem ativamente da política partidária. “A ação política faz parte da ação evangelizadora da Igreja e o cristão não pode omitir-se na sua participação, especialmente no política partidária”.

Por fim, os bispos também divulgaram uma nota sobre os direitos dos povos indígenas e quilombolas. No texto, a CNBB declara-se contra a PEC 215 que tramita no congresso.

E no guarda-roupas do Papa mais uma camisa de futebol: agora foi a vez do Flamengo

O Papa Francisco recebeu das mãos do ex-presidente do Flamengo uma camisa do time com seu nome gravado. O encontro foi em Roma nesta quarta-feira (17) em audiência pública. O ex-presidente do clube conversou com o Papa e brincou, “São 40 milhões de torcedores, igual a torcida do San Lorenzo de Almagro?”. O Papa sorriu e pareceu ter gostado da citação de seu clube de coração na Argentina, segundo Braga.

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com informações do Globo.com

TAÇA FRANCISCO: As seleções da Itália e Argentina conformam partida em homenagem ao Papa

Papa Francisco. Foto: News.va

(ACI/EWTN Noticias).- As seleções de futebol da Argentina e Itália disputarão em Roma a Taça Francisco como uma homenagem ao Santo Padre, e cujos recursos serão destinados para atender às vitimas das inundações nas cidades de La Prata e Buenos Aires.

Embora o dia exato não tenha sido confirmado ainda, o encontro poderia realizar-se em dezembro em uma data que não seria FIFA. Entretanto a complicação principal seria que as ligas europeias começam o seu recesso a partir do dia 21 de dezembro.

Guillermo Tofoni, o agente FIFA encarregado de organizar as partidas da seleção argentina, declarou ao jornal Clarín que a partida poderia ser disputada em 2014. De todas as maneiras, afirmou que “o encontro vai acontecer” e adiantou que “a ideia é que na próxima semana se defina a data”.

Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galiléia. Lá eles me verão – Evangelho do Dia

Evangelho – Mt 28,8-15

Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam
para a Galiléia. Lá eles me verão.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 28,8-15

Naquele tempo:
8As mulheres partiram depressa do sepulcro.
Estavam com medo, mas correram com grande alegria,
para dar a notícia aos discípulos.
9De repente, Jesus foi ao encontro delas, e disse:
“Alegrai-vos!”
As mulheres aproximaram-se,
e prostraram-se diante de Jesus, abraçando seus pés.
10Então Jesus disse a elas: “Não tenhais medo.
Ide anunciar aos meus irmãos
que se dirijam para a Galiléia.
Lá eles me verão.”
11Quando as mulheres partiram,
alguns guardas do túmulo foram à cidade,
e comunicaram aos sumos sacerdotes
tudo o que havia acontecido.
12Os sumos sacerdotes reuniram-se com os anciãos,
e deram uma grande soma de dinheiro aos soldados,
13dizendo-lhes:
“Dizei que os discípulos dele foram durante a noite
e roubaram o corpo, enquanto vós dormíeis.
14Se o governador ficar sabendo disso, nós o convenceremos.
Não vos preocupeis.”
15Os soldados pegaram o dinheiro,
e agiram de acordo com as instruções recebidas.
E assim, o boato espalhou-se entre os judeus,
até ao dia de hoje.
Palavra da Salvação.

Reflexão – Mt 28, 8-15

A ressurreição de Jesus, assim como a sua vida e a sua morte, tornou-se causa de divisão. Os que não crêem fazem tudo e usam de todos os meios para negarem o fato. Apesar de saberem a verdade e as conseqüências que acarretariam suas mentiras, os sumos sacerdotes e os anciãos, que ouviram das únicas testemunhas do fato da ressurreição a narrativa do fato, pagam para que tudo fique oculto e a ressurreição seja negada. Mas para quem nele crê, a ressurreição é motivo de grande alegria, é motivação para que a notícia seja espalhada rapidamente, mas principalmente é ocasião para o encontro pessoal com o ressuscitado.

Bento XVI exorta os católicos a proclamarem o nome de Cristo em todo o continente americano

O Papa chega ao altar da Basílica de São Pedro (foto grupo ACI)

 (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Bento XVI fez uma especial exortação aos católicos para que proclamem o nome e o Evangelho de Cristo, fazendo-o ressonar “com claridade e audácia” em “todos os rincões da América”.

O Santo Padre fez esta exortação ontem no seu discurso na Basílica de São Pedro aos participantes do congresso internacional titulado “Seguindo as pegadas da Exortação Apostólica Pós-sinodal Ecclesia in America, sob a intercessão de Nossa Senhora de Guadalupe, Estrela da Nova Evangelização e Mãe da Civilização do Amor”.

Aos participantes do evento organizado pela Pontifícia Comissão para a América Latina e pelos Cavaleiros de Colombo, o Papa disse que “o amor de Cristo nos urge a dedicar-nos sem reservas a proclamar seu Nome em todos os rincões da América, levando-o com liberdade e entusiasmo aos corações de todos seus habitantes. Não há nenhum trabalho mais urgente e benéfico que este. Não há serviço maior que possamos prestar a nossos irmãos. Eles têm sede de Deus”.

Recordando a exortação apostólica pós-sinodal de João Paulo II, Ecclesia in America, Bento XVI recordou que o Papa peregrino “teve a intuição profética de incrementar as relações de cooperação entre as Igrejas das Américas do Norte, Central e do Sul, e despertar uma maior solidariedade entre suas nações. Hoje, esses propósitos merecem ser retomados para que a mensagem redentora de Cristo seja colocada em prática com maior afinco e produza abundantes frutos de santidade e renovação eclesial”.

“O tema que norteou as reflexões da Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a América, há quinze anos, pode servir também de inspiração para os trabalhos desses dias. O encontro com Jesus Cristo vivo, caminho para a conversão, comunhão e solidariedade na América. Com efeito, o amor ao Senhor Jesus e a potência de sua graça irão se enraizar cada vez mais intensamente no coração das pessoas, famílias e comunidades cristãs de suas nações para que nelas se avance com dinamismo pelos caminhos da concórdia e do justo progresso”.

Por isso, continuou o Santo Padre, “é um presente da Providência a realização desse congresso logo após o início do?Ano da Fé e depois do?Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização, pois suas reflexões contribuirão valiosamente à árdua e imperiosa tarefa de fazer ressonar com claridade e audácia o Evangelho de Cristo”.

“A Exortação Apostólica já mencionada apontava já a desafios e dificuldades que são ainda atuais com singulares e complexas características. Com efeito, o secularismo e diferentes grupos religiosos se expandem por todos os lados, dando lugar a numerosas problemáticas”.

“A educação e promoção de uma cultura pela vida é uma urgência fundamental ante a difusão de uma mentalidade que atenta contra a dignidade da pessoa e não favorece e nem tutela a instituição matrimonial e familiar”.

“Como não se preocupar com as dolorosas situações de emigração, desarraigamento ou violência, especialmente aquelas causadas pela delinquência organizada, narcotráfico, corrupção ou comércio de armamentos? Que dizer das lastimáveis desigualdades e das bolsas de pobreza provocadas pelas questionáveis medidas econômicas, políticas e sociais?”, questionou o Papa.

“Todas essas importantes questões precisam de um esmerado estudo. A Igreja Católica tem a convicção de que a luz para uma solução adequada só pode vir do encontro com Jesus Cristo vivo que suscita atitudes e comportamentos cimentados no amor e na verdade. Esta é a força decisiva para a transformação do Continente americano”.

Ante a urgência do trabalho evangelizador, o Santo Padre disse que “é preciso assumir esta missão com convicção e gozosa entrega, animando aos sacerdotes, aos diáconos, aos consagrados e aos agentes de pastoral a purificar e vigorizar cada vez mais sua vida interior através da sincera relação com o Senhor e a participação digna e assídua nos sacramentos”.

“A isto ajudará uma adequada catequese e uma reta e constante formação doutrinal, com fidelidade total à Palavra de Deus e ao Magistério da Igreja e buscando responder às perguntas e desejos que estão no mais profundo do coração do homem. Deste modo, o testemunho da própria fé será mais eloquente e incisivo, e será maior a unidade no desempenho do vosso apostolado”.

Bento XVI destacou que “um renovado espírito missionário e o ardor e generosidade do vosso compromisso serão uma contribuição insubstituível que a Igreja universal espera e necessita da Igreja na América”.

“Como modelo de disponibilidade à graça divina e de total solicitude pelos outros –concluiu o Papa– resplandece nesse Continente a figura de Maria Santíssima, Estrela da Nova Evangelização, e a quem se invoca em toda a América sob o glorioso título de Nossa Senhora de Guadalupe”.

Subsidio para estudar e baixar sobre a Campanha da Fraternidade 2013

O Anunciador já está se preparando para a Campanha da Fraternidade do ano que vem. No último final de semana, dias 10 e 11, eu estive reunido na cidade de João Monlevade junto a outros irmãos da Diocese de Itabira para estudarmos o tema da CF 2013. O encontro foi assessorado pelo assessor para Campanha da Fraternidade Pe. Luiz Carlos.

Como nossa missão aqui é evangelizar, criamos uma página especial para a CF 2013. Lá estão disponíveis subsídios para serem baixados e /ou estudados de forma online. O hino também pode ser baixado em mp3. Tudo gratuito, para que você se informe e se torne um multiplicar em sua comunidade, paróquia, diocese, nas redes sociais e outros.

Para acessar a página, basta passar o mouse sobre o menu Campanha da Fraternidade e depois clicar em CF 2013. Para ficar mais fácil ainda e não ter desculpas para acessar a página no clique no cartaz da campanha ao lado ou no link abaixo.

ESTUDO DA CF 2013 AQUI

O homem invisível

Dom Murilo Krieger
Arcebispo de Salvador (BA)

O título desta crônica poderia dar a impressão de que farei um comentário, um tanto fora do tempo, sobre o livro publicado em 1952 pelo até então desconhecido escritor Ralph Elison. Na ocasião, ele surpreendeu o mundo literário norte-americano com uma obra que se tornou um marco na história da segregação racial dos Estados Unidos, dando origem a um filme igualmente famoso. Escolhi o título e o tema desta minha reflexão a partir da notícia que li em um jornal, numa dessas viagens que faço por obrigação de ofício. Não foi possível ficar com o texto, pois o jornal era emprestado, mas guardei as ideias gerais que o artigo abordava, ao menos da parte que consegui ler (a viagem terminou antes de minha  leitura…). Em síntese: um estudante de Sociologia, na cidade de São Paulo, quis conhecer o olhar das pessoas nas avenidas de uma cidade grande – isto é, saber o que elas realmente veem, para onde se voltam e a que dão valor. Vestiu-se por isso de forma simples, como se fosse um dos muitos trabalhadores braçais que diariamente cruzam os caminhos de todos. Sua primeira surpresa: em pouco tempo percebeu que simplesmente não era notado por ninguém! Sim, ninguém percebia sua presença, ninguém o notava, nem mesmo seus velhos conhecidos e amigos. Constatou que, para muitos, ele simplesmente não existia: havia se transformado em um homem invisível.

Tempos depois, mudou de tática: começou a andar pelas mesmas avenidas, mas vestido de terno e gravata, com uma pasta de executivo na mão. Agora, tudo mudou: era visto por todos, cumprimentado por muitos e sua passagem era saudada pelos amigos. Alguns, inclusive, não se continham e, ao vê-lo chegando, comemoravam o encontro e diziam algo assim: “Nossa, há quanto tempo não o vejo!” Bem, como não li o final do artigo, fiquei sem conhecer todas as conclusões a que o sociólogo chegou, após tão curiosa experiência. Imagino que, antes de tudo, passou a não aceitar mais o velho provérbio: “O hábito não faz o monge”. Descobriu que faz, sim, e muitas vezes chega a ser determinante para que alguém seja reconhecido na sociedade.
Aqui e ali se toma conhecimento de outras experiências, semelhantes a essa – e que, inclusive, deram origem a livros. Quem não se lembra da história de um jovem senhor que, bem vestido, passou a frequentar ambientes requintados, apresentando-se como filho de um poderoso empresário? Ninguém, nunca, se lembrou de lhe pedir documentos. Assim, participou de inúmeras festas e banquetes: sempre de graça, sempre bem acolhido!…

O tema está aberto a várias reflexões e conclusões. Escolho uma: a necessidade de estarmos atentos aos homens (e, naturalmente, às mulheres) invisíveis de nossa sociedade. O mínimo que merecem de nós é consideração e respeito. Afinal, são seres humanos, criados à imagem e semelhança de Deus. Alguns fazem trabalhos tidos como simples e, por isso mesmo, pouco considerados; outros, nem trabalho sistemático têm. Estão aí, passam ao nosso lado, nas ruas de nossas cidades, e não os vemos. Alguém já se deu ao trabalho de se perguntar como tais homens invisíveis nos olham? O que pensam de nós, de nossa autossuficiência e indiferença? Ou será que também eles julgam tudo isso natural, como se a vida fosse assim mesmo? De nossa parte, nos deveríamos perguntar: como seriam essas pessoas, se tivessem tido as condições que nós mesmos tivemos? O que seria deles, se tivessem nascido em uma família bem estruturada, se tivessem estudado e, desde seus primeiros anos de vida, tivessem crescido com as condições básicas para uma vida digna?

Segundo a antecipação que Jesus fez do julgamento final (Evangelho de Mateus, capítulo 25), seremos julgados pela acolhida (ou indiferença) que tivermos dado aos “homens invisíveis” que tiverem passado em nossos caminhos. É nossa eternidade que está em jogo. Acolher tais “homens invisíveis” não é, pois, mera questão de boa educação: é questão de amor. E do amor (ou de sua falta) nascem consequências que terão repercussão na eternidade.

Dom Giovanni d’Aniello vai se encontrar com jovens do Rio na Festa da Cruz

AventuraCruzO Núncio Apostólico no Brasil, dom Giovanni d’Aniello, volta a se encontrar com jovens do Rio de Janeiro. Eles se reúnem na paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Santa Cruz, no próximo dia 14 de setembro, às 19h. A conversa antecede o início da programação da “Festa Aventura da Cruz”, que acontece no mesmo local, marcando o lançamento do Hino Oficial da Jornada Mundial da Juventude Rio2013.

O diretor do setor de Preparação Pastoral do Comitê Organizador Local (COL), Padre Arnaldo Rodrigues, explica que o encontro entre os jovens e o Núncio consiste em uma conversa sobre expectativas: “O Núncio quer saber o que os jovens esperam da vinda do Papa Bento XVI ao Brasil”, afirma. “E eles também querem saber o que a Igreja em Roma espera deles”.

O primeiro encontro entre o Núncio e os jovens ocorreu durante o “Preparai o Caminho”, evento que aconteceu de 27 a 29 de julho, no Maracanãzinho. Naquela ocasião, os jovens, de diferentes expressões católicas falaram sobre como suas comunidades, movimentos e pastorais estão se preparando para a JMJ. Dom Giovanni d’Aniello, agradeceu o dinamismo, a alegria e o empenho na organização da Jornada.

A “Festa Aventura da Cruz” começa às 20h com o som de Djs católicos, seguido por shows com Adriana Arydes, Eliana Ribeiro, Walmir Alencar, Olivia Ferreira e Leandro Souza da banda Frutos de Medjugore. O lançamento do Hino Oficial da JMJ Rio2013 será feito pelo Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, às 22h. A missa está marcada para 23h. À meia-noite, começa a Vigília dos Jovens Adoradores.

Setembro mês da Bíblia: Discípulos e Missionários a partir do evangelho de Marcos

A proposta para o mês de setembro de 2012 é o estudo do Evangelho segundo Marcos associada ao Projeto nacional de Evangelização: O Brasil na missão Continental. Este projeto foi elaborado pela América Latina após a Conferência de Aparecida e reassumido pela Assembléia dos Bispos do Brasil em 2011.

O Evangelho segundo Marcos foi escolhido em sintonia com o ano Litúrgico que estamos vivenciando, o qual, juntamente com o Projeto Nacional de Evangelização, nos ajudará a revisitar os escritos da Comunidade de Marcos, percorrendo os cincos aspectos fundamentais do processo de formação do discípulo missionário: o encontro com Jesus Cristo, a convenção, o discipulado, a comunhão fraterna e a missão.

O tema escolhido pela Comissão Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é: Discípulos Missionários a partir do Evangelho de Marcos e o lema é: Coragem! Levanta-te! Ele te chama!

É a expressão presente na narrativa da cura do cego Bartimeu em Mc 10,49. É um texto relevante em Marcos, que nos mostra cada etapa do processo de discipulado e de seguimento de Jesus Cristo.

Com esse projeto da CNBB e o aprofundamento do Mês da Bíblia, damos um novo passo na nossa ação evangelizadora, em continuidade com as ricas experiências e conquistas da Animação Bíblica no Brasil, que tem por objetivo proporcionar a todos os batizados uma experiência mais profunda da fé cristã, possibilitando um encontro pessoal com Jesus Cristo vivo e, por ele, com o Pai, no Espírito Santo.

Com esse projeto da CNBB e o aprofundamento do Mês da Bíblia, damos um novo passo na nossa ação evangelizadora, em continuidade com as ricas experiências e conquistas da Animação Bíblica no Brasil, que tem por objetivo proporcionar a todos os batizados uma experiência mais profunda da fé cristã, possibilitando um encontro pessoal com Jesus Cristo vivo e, por ele, com o Pai, no Espírito Santo.

QUEM É O AUTOR?

Quem é Marcos? A tradição mais antiga o identifica com João Marcos (At 12,12), acompanhante do apóstolo Paulo (At 13,5. 13; FM 24), primo de Barnabé (CI 4,10), natural de Jerusalém. Ele era cristão convertido do judaísmo e discípulo de Pedro (1 Pe 5,13). Essa tradição remonta a Papias, bispo de Hierápolis (c. de 120-130 E.C.).

Conforme os estudos do Segundo Testamento, o evangelista Marcos ou a sua “escola” teria escrito o evangelho em Roma ou, com maior probabilidade, na região Siropalestinense, entre os anos 65 e 70, imediatamente após a destruição de Jerusalém (cf. Mc 13).
Porém não há como conhecê-lo sem ser mediante os elementos presentes no texto, como sua linguagem, estilo e outros aspectos literários. Marcos escreve de forma simples, numa linguagem muito própria à literatura popular grega. As narrativas são apresentadas de forma bem elaborada e o autor é muito cuidadoso nos detalhes.

Tudo indica que ele era um judeu-cristão de língua grega e aberto á missão universal. O Subsídio está dividido em quatro temas, preparados para o estudo e aprofundamento destes capítulos, além de uma celebração final para a conclusão dos encontros.

No primeiro tema: O chamado dos primeiros discípulos, “Siga-me”.

O Evangelho segundo Marcos, provavelmente, foi o primeiro texto da catequese das primeiras comunidades. Ele tinha como principal finalidade responder à pergunta: “Quem é Jesus?” e ao mesmo tempo mostrar o que significa ser discípulo.
Os textos para a nossa reflexão (Mc 1,16-20; 2,13-14) têm como cenário a Galiléia. Nesta região cruzavam-se importantes estradas que se dirigiam por todas as direções. É considerada uma terra pagã, pois sua população é bem mesclada entre gregos e os povos da região, resultado de inúmeras invasões. Por isso, é vista com desprezo e desconfiança e na época chamada de a Galileia das nações ou dos pagãos. Porém, para o Evangelho de Marcos é uma região importante, visto que a maioria dos acontecimentos ocorreu na Galiléia e foi lá que Jesus passou a maior parte de sua vida e de seu ministério.

No segundo tema: Quem é Jesus? “Tu és o Messias”.

A pergunta “Quem é Jesus” (cf. Mc 8,27) é o centro do Evangelho segundo Marcos, ponto de chegada da primeira metade do Evangelho. Essa pergunta nasce da necessidade da comunidade de conhecer Jesus, para melhor segui-lo. Dentro da comunidade havia vários questionamentos sobre a pessoa de Jesus. Uns acreditavam que ele fosse João Batista; outros que ele fosse Elias; e outros, ainda, um grande profeta. Por isso o evangelista vai delineando a identidade de Jesus por meio das suas palavras, de suas ações e atividades, para que a própria comunidade pudesse responder a essa pergunta.

No terceiro tema: Coragem! Levanta-te! Ele te chama! “Mestre que eu possa ver novamente”.

Jesus atende à súplica do cego que grita por ele, não obstante à repreensão dos que o acompanhavam, e chama-o. O cego deixa o manto. Isso é revelador se considerarmos que o manto é figura da própria pessoa; era também o que ele tinha para cobrir o seu corpo, a sua segurança. Ele então deixa de lado, de algum modo, sua vida e sua segurança. Com esse gesto O evangelista indica que o cego/discípulo cumpre agora as condições do seguimento: Ele deixa tudo para seguir Jesus, aceitando carregar a cruz e disposto, se preciso for, a dar a vida.

No quarto tema: Aonde nos leva o medo? Como vencer o medo?

Lendo os últimos capítulos do Evangelho segundo Marcos, ficamos impressionados com as atitudes negativas dos discípulos em contraste com o dom total de Jesus. Os doze tinham vivido com Jesus durante um bom tempo, decididos a segui-lo até se realizar o Projeto do Reino de Deus que ele pregava. Jesus lhes tinha avisado o que os esperava: perseguição, sofrimento e morte. Mas também ressurreição.

Na celebração final, aprofundamos a fé. “A tua fé te salvou!”

Revolução Jesus chega ao Vale do Aço com tema “Santos de Calça Jeans”

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O encontro Revolução Jesus, evento realizado por missionário da Canção Nova, acontecerá pela primeira vez Ipatinga. O retiro vai começar no dia 24 e terminar no dia 26 de agosto, no sítio Luar da Montanha, no bairro Tribuna. A taxa de inscrição é R$ 35,00. Haverá ônibus para conduzir os participantes. A taxa cobre alimentação e local para dormir, contudo, quem optar por mais privacidade pode levar sua barraca de camping. O Revolução Jesus no Vale do Aço é uma iniciativa do portal Galatas4.

Interessados em participar podem se inscrever na livraria Joao Paulo II, no Centro de Ipatinga, e online pelo site http://www.galatas4.com.br, ou ainda pelos telefones 8643-3244 e 8708-7657. Vagas limitadas.

REVOLUÇÃO JESUS

O Revolução Jesus é um programa da TV Canção Nova, que passa todas as quartas-feiras. O programa possui equipe de  30 missionários aproximadamente. Eles viajam pelo país aplicando retiros ao jovens e evangelizando. Aqui na cidade, vão ministrar o encontro três missionários da Canção Nova, de Cachoeira Paulista.

“Nós vimos que a juventude da região tem muitas coisas do mundo para fazer, mas eventos católicos são poucos, e alguém precisa se mexer para proporcionar a esses jovens momentos sadios e que os afastem do pecado”, comenta Wagner Martins, um dos organizadores do evento, em entrevista ao jornal Diário do Aço.

Santos de calça jeans

O Revolução Jesus é realizado em três formatos: “Nasci pra dar certo”, “Acampamento radical” e “Santos de calça jeans”. Este último foi o escolhido para a primeira edição em Ipatinga do evento, com a intenção de chamar a juventude a viver a santidade, mas sem deixar de ser jovem.

Conforme Wagner Martins, a intenção é fazer as três versões do retiro para o Vale do Aço. “Como são temas diferentes e são vagas limitadas, as pessoas que fizerem essa primeira edição terão prioridade na inscrição dos próximos, para dar continuidade no trabalho de evangelização”, afirma.

Obstáculo

Wagner Martins, em entrevista ao jornal Diário do Aço, comentou a dificuldade de captar patrocínio para encontros como o Revolução Jesus. Segundo ele “a maioria dos empresários se negaram a colaborar com esta obra. Vários foram procurados e poucos concordaram em ajudar esse projeto de evangelização. Os custos são altos. Por isso aceitamos doações de alimentos como leite, arroz, feijão, carne, entre outros.”

Fotos sobre encontros do Revolução Jesus pelo Brasil afora podem ser vistas no facebook oficial facebook.com/revolucaojesus.

Saiba mais

Galatas4

Revolução Jesus

A vida humana é Vocação…

Dom Nelson Westrupp
Bispo Diocesano de Santo André (SP)

O problema vocacional continua a ser um “caso sério”. Sério porque as vocações são um sinal indicador da vitalidade e da espiritualidade de uma comunidade cristã. Uma comunidade eclesial que não suscitasse vocações para a continuidade de sua missão seria uma comunidade estéril. Não obstante, o que mais nos preocupa, não é a escassez de vocações em si, mas a mentalidade e o modo de conceber e viver a própria existência. A interpretação cristã da vida, como resposta ao chamado de Deus e o encontro pessoal com Ele, choca-se com uma cultura que enfatiza a primazia da decisão e da escolha subjetiva, individual, eliminando-se, assim, a iniciativa de Deus e o diálogo com Ele. Segundo este modo de conceber a existência, a perspectiva de um “chamado divino” torna-se completamente  estranho ao horizonte da existência.

Portanto, antes ainda de falarmos de “vocações”, é preciso encontrar caminhos para uma evangelização da vida e do seu sentido, pois um dos maiores desafios da evangelização hoje consiste em restituir à vida a sua intocável sacralidade de dom. Dom maior que deve ser acolhido, respeitado, amado, conduzido e orientado segundo o Autor da vida.

Além de evangelizar a vida, somos convocados a evangelizar a liberdade e, com ela, a própria pessoa, que projeta a vida sobre esta mesma liberdade. Aliás, a liberdade é o lugar misterioso onde Deus mais intensa e eficazmente está presente em nós e, ao mesmo tempo, onde reside nossa irrepetível  originalidade.

Acolher e seguir o próprio chamado quer dizer, então, tornar-se autenticamente livre. Assim, a pastoral vocacional é uma escola de promoção da liberdade humana. Frequentemos esta escola.

Convém, portanto, não perder de vista que é Deus quem põe no coração humano as questões mais cruciais a respeito do sentido da vida, e não o ser humano. Não é o ser humano que chama Deus, mas é Deus quem toma a iniciativa de chamar o ser humano, em primeiro lugar, à vida e, depois, a uma vocação específica. Ao chamar alguém, Deus se oferece Ele mesmo como resposta a quem busca sua realização pessoal.

Nesta perspectiva, cada vida humana é vocação, e não mero acaso ou destino cego, mas vocação, isto é, “Deus nos chamou com uma vocação santa, não por causa de nossas obras, mas por causa do seu plano salvífico e da sua graça, que nos foi dada em Cristo Jesus antes de todos os tempos” (2 Tm 1,9-10).

Assim, a vida não é solitária aventura, mas diálogo, dom que se torna tarefa, dever, missão… Criado à imagem e semelhança de Deus, o ser humano é chamado a dialogar com seu Criador, a conhecê-Lo, a encontrá-Lo, a amá-Lo, para partilhar da Sua vida na eternidade. Pois “a razão mais alta da dignidade humana consiste na sua vocação à comunhão com Deus” (GS, 19).

A Pastoral Vocacional é um bom caminho para quem deseja buscar uma resposta objetiva ao sentido de sua vida. Ajuda os membros da comunidade eclesial a crescerem na maturidade da fé, tornando-os capazes de descobrir e discernir a própria vocação e missão a serviço da comunidade. Assim sendo, é necessário que a Igreja estimule os batizados e crismados a tomarem consciência da sua própria e ativa responsabilidade na vida eclesial… A verdadeira pastoral vocacional envolve as paróquias, as escolas, as famílias, suscitando uma reflexão mais atenta sobre os valores essenciais da vida, cuja síntese decisiva está na resposta que cada um é convidado a dar ao chamamento de Deus (cf. NMI, 56).

Onde há um trabalho organizado de animação vocacional ou de Pastoral Vocacional, não faltarão vocações. Fazer animação vocacional é ajudar os vocacionados/as a perceber que Deus é Amor: “quem permanece no amor, permanece em Deus e Deus permanece nele” (1 Jo 4, 16). E a alegria será completa…

Sob às benção da Mãe Aparecida: “Identidade e Missão”

Assim foi o 3ª Encontro Nacional  da Pastoral da Comunicação – Pascom – em Aparecida do Norte –SP. Participaram do encontro cerca de 600 comunicadores de todos os cantos do Brasil. A paróquia Sagrada Família esteve representada no evento com a presença do agente pastoral Marquione Ban. Ele fez parte dos nove comunicadores enviados pela diocese de Itabira/Cel. Fabriciano. O encontro começou no dia 19/07 e terminou no dia 22/07.

“Identidade e Missão” foi o tema abordado no encontro. A terceira edição do encontro teve esse tema com o intuito de trocar, pensar, partilhar, refletir, celebrar e assumir o perfil do comunicador evangelista.  Para fomentar o tema proposto pela equipe nacional da Pascom várias oficinas, debates, painéis comunicativos e momentos fortes de espiritualidade aconteceram durante o evento.

A solenidade de abertura contou com a presença de dom Dimas Lara Barbosa, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação; dom José Moreira de Melo, bispo de Itapeva (SP) e referencial para a comunicação no Regional Sul 1; os dois assessores da Comissão, Ir. Élide Fogolari e Padre Clóvis Andrade; e os missionários redentoristas padres César Moreira e Evaldo César, representando o Santuário Nacional e a Rede Aparecida de Comunicação, respectivamente.

Para Ir. Élide Fogolari, assessora da CNBB para Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação Social, as pessoas ainda fazem um separação entre pastoral e comunicação. Ela relatou ainda que essa dicotômia não deve existir e sim o entendimento de que é necessário se comunicar para viver em pastoral. “É importante ter claro que quem está na Igreja, está fazendo missão, e portanto, faz comunicação”, explicou a religiosa. Ir Élide Fogolari ao proferir a palestra “Identidade e Missão”. A Irmã ainda destacou em sua exposição que a necessidade de apoio sacerdotal para que a pastoral da comunicação cresça e desempenhe seu papel “importantíssimo na Igreja de evangelizar através dos meios de comunicação atuais”.

Nesta edição do evento também foi lançado o novo logotipo – marca – e da Pascom Nacional.

Retorno

Como retorno à paróquia,  a Pascom já tem uma oficina programada. No dia 04 de agosto, às 15h, na comunidade Nossa Senhora das Graças – Parque Caravelas, acontecerá o seminário de Redes Sociais. Para participar é simples, basta ir. O encontro vai abordar o que é rede social, para que serve e como utilizar na evangelização.

Participe! Dia 04/08 ás 15h, na comunidade Nossa Senhora das Graças – Parque Caravelas.

Onde encontrar Jesus Cristo hoje

Dom Murilo Krieger
Arcebispo de São Salvador (BA) e Primaz do Brasil

“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”, exclamou João Batista, ao ver Jesus que vinha ao seu encontro (Jo 1,29). E completou: “Dou testemunho: ele é o Filho de Deus” (v. 34). Para os discípulos de João Batista, esse anúncio foi tão importante que o deixaram, para seguir Jesus. Um outro João, o evangelista, ao final de sua vida sintetizou o que tinha sido para ele a convivência de três anos com Jesus de Nazaré: “O que existia desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e o que a nossas mãos apalparam… isso vos anunciamos” (1Jo 1,1 e 3). João evangelista deixava claro, assim, que seu anúncio partia de uma experiência pessoal, que o havia transformado radicalmente. Anunciava, também, que todos podem fazer idêntica experiência – isto é, podem ouvir, ver e tocar o Filho de Deus, porque ele veio até nós, assumiu nossa carne e se manifesta a quem o procura.

Se é próprio de Deus manifestar-se, para nos revelar sua intimidade, e se, em vista disso, nos enviou seu Filho, onde encontrar Jesus Cristo hoje? De que modo e em que situações ele se revela a nós? Em que situações ele se faz presente? É importante ter respostas claras a essas perguntas, já que o encontro com Cristo é o ponto de partida para uma autêntica conversão.

Destacarei sete lugares de encontro com Jesus de Nazaré – isto é, onde podemos encontrá-Lo em nossos dias. Podemos encontrá-Lo:

1º – Em sua Palavra. Os Evangelhos apresentam, numa linguagem clara, compreensível a todos, o que Jesus falou e o modo como viveu entre nós. Se prestarmos atenção às suas palavras, será inevitável: nossos corações se transformarão e produziremos frutos de santidade.

2º – Nos pastores que dirigem a Igreja. Cristo, pastor dos pastores, assiste os pastores que dirigem e governam o povo de Deus, como ele mesmo disse aos apóstolos: “Quem vos ouve, a mim ouve” (Lc 10,16).

3º – Nos sacramentos. Os sacramentos são ações de Cristo, que os administra por meio de seus ministros. Os sacramentos são santos por si mesmos e, “quando tocam nos corpos, infundem, por virtude de Cristo, a graça nas almas” (Paulo VI). Cristo está sempre presente por sua força nos sacramentos, de tal forma que “quando alguém batiza, é Cristo mesmo que batiza” (Santo Agostinho).

4º – Na Eucaristia. O sacramento da Eucaristia contém o próprio Cristo e é, como afirmava Santo Tomás de Aquino, “como que a perfeição da vida espiritual e o fim de todos os sacramentos”. A presença de Cristo nesse sacramento é de uma intensidade sem par; é uma presença especial, uma presença “real”, “não a título exclusivo, como se as outras presenças não fossem “reais”, mas por excelência, porque é substancial, e porque por ela se torna presente Cristo completo, Deus e homem” (Paulo VI).

5º – Quando a Igreja reza. Cristo está presente em sua Igreja quando ela reza, sendo ele quem “roga por nós, roga em nós e por nós é rogado; roga por nós como nosso Sacerdote; roga em nós como nossa Cabeça; é rogado por nós como nosso Deus” (Santo Agostinho). O próprio Jesus prometeu: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles” (Mt 18,20).

6º – No pobre. Quando fazemos o bem a um irmão necessitado, nós o fazemos ao próprio Cristo: “Todas as vezes que fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes” (Mt 25,40). Mais: é Cristo que faz essas obras por meio de nós, socorrendo assim as pessoas necessitadas.

7º – Em nossos corações. Cristo habita pela fé em nossos corações (cf. Ef 3,17) e neles derrama o amor de Deus pela ação do Espírito Santo que nos dá (cf. Rm 5,5).

Penso ter ficado implícito que o cristianismo não é apenas um conjunto de normas éticas e nem se resume a uma proposta de paz e de solidariedade; ele é, acima de tudo, o encontro com uma pessoa – a pessoa de Jesus Cristo, o Filho de Deus Salvador. É ele é que dá novas perspectivas à nossa vida. Cabe-nos, pois, estar atentos a seus passos em nossos caminhos. Acolhendo-o, teremos a possibilidade de conhecê-lo sempre melhor e de apresentá-lo a outros.

Evangelho do Dia – Lc 1,39-56

Como posso merecer que a mãe do meu Senhor venha visitar-me?

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1,39-56

39Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa,
dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judéia.
40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel.
41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria,
a criança pulou no seu ventre
e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.
42Com um grande grito, exclamou:
“Bendita és tu entre as mulheres
e bendito é o fruto do teu ventre!”
43Como posso merecer
que a mãe do meu Senhor me venha visitar?
44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos,
a criança pulou de alegria no meu ventre.
45Bem-aventurada aquela que acreditou,
porque será cumprido, o que o Senhor lhe prometeu”.
46Maria disse:
“A minha alma engrandece o Senhor,
47e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador,
48pois, ele viu a pequenez de sua serva,
eis que agora as gerações hão de chamar-me de bendita.
49O Poderoso fez por mim maravilhas
e Santo é o seu nome!
50Seu amor, de geração em geração,
chega a todos que o respeitam.
51Demonstrou o poder de seu braço,
dispersou os orgulhosos.
52Derrubou os poderosos de seus tronos
e os humildes exaltou.
53De bens saciou os famintos
despediu, sem nada, os ricos.
54Acolheu Israel, seu servidor,
fiel ao seu amor,
55como havia prometido aos nossos pais,
em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre”.
56Maria ficou três meses com Isabel;
depois voltou para casa.
Palavra da Salvação.
Reflexão – Lc 1, 39-56

O encontro de Maria com Isabel nos mostra um pouco do que deve ser um encontro de verdadeiro amor entre duas pessoas. Por um lado, vemos Maria, que vai ao encontro de Isabel assim que sabe da sua situação, vai para servir, fazer com que seu amor se transforme em gesto concreto. Quando encontra Isabel, a saúda, pois valoriza aquele momento de encontro e também a pessoa com quem se encontra. Por outro lado, vemos Isabel que, ao ver sua prima, exalta imediatamente todos os seus valores como mãe do seu Senhor, assim como as suas virtudes. E este encontro termina com um cântico de exaltação ao amor de Deus.