#IntolerânciaReligiosa Mulher é queimada viva por “evangélicos” na Nicarágua

Difícil proferir comentário sem externalizar o sentimento de asco. Nojo. Em tempos de falsos profetas e um rebanho solto essas coisas insistem em acontecer. Vamos orar para que Deus  e pedir perdão por estes que insistem em ler o seu evangelho e não o de Cristo.

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Cinco pessoas foram detidas sob suspeita de terem participado do episódio que culminou com morte de Vilma Trujillo – Foto BBC/Policia da Nicarágua

Veja  a matéria:

BBC | Uma “revelação divina” fez com que uma nicaraguense de 25 anos fosse amarrada e queimada viva numa fogueira para ser “curada” em uma suposta tentativa de exorcismo.

Vilma Trujillo, que sofreu queimaduras em 80% de seu corpo, não resistiu e morreu na terça-feira, depois de uma semana de agonia.

A morte da jovem comoveu a Nicarágua. De acordo com a Polícia Nacional do país, a mulher foi levada para “uma oração de cura”, no dia 15 de fevereiro, a um templo da igreja evangélica Visão Celestial das Assembleias de Deus, em El Cortezal, no noroeste do país.

Vilma Trujillo teve os pés e mãos amarrados e ficou sob a supervisão do pastor da igreja, identificado por autoridades locais como Juan Gregorio Rocha – homem que a Assembleia de Deus nega reconhecer como pastor.

Seis dias depois, em 21 de fevereiro, depois da meia-noite, Trujillo foi queimada na fogueira.

Segundo a Polícia Nacional, a diaconisa da igreja, Esneyda del Socorro Orozco, havia ordenado que “por revelação divina, deveria ser feita uma fogueira no pátio do templo para curar a vítima por meio do fogo”.

Vilma Trujillo teria, então, sido lançada ao fogo com pés e mãos amarrados. A jovem sofreu queimaduras de primeiro e segundo graus em 80% do corpo e, apesar de ter sido levada a um hospital em Manágua, a capital, acabou falecendo. Leia mais Aqui

A 19 dias do “fim do mundo” (não vai acabar): veja o que as religiões pensam sobre o fim e a profecia Maia

Cartaz do filme de ficção 2012
Cartaz do filme de ficção 2012

Terra – Quase todas as religiões falam de um apocalipse, de uma renovação dos seres, do retorno de um messias ou de transições para novas eras. Mas elas não dão uma data para esses acontecimentos. Para muitas pessoas, esse dia está bem próximo: 21 de dezembro de 2012.

Há muitos rumores sobre 21/12/2012. Tem quem diga que a vida na Terra se extingue nessa data, como teria previsto uma profecia da civilização maia. Entre as catástrofes para o dia derradeiro, estariam chuva de meteoros, planetas em rota de colisão com a Terra, erupções solares e inversão dos polos. Pessoas estão se escondendo em bunkers, alertando familiares, estocando comida e até se refugiando em casas preparadas para os piores desastres. Até a Nasa lançou nota oficial sobre o assunto, com receio de suicídios coletivos prévios ao suposto apocalipse.

Por sorte, não há fatos nem lógica que corrobore os boatos. O psicanalista e espiritualista Lázaro Freire explica que tudo não passa de interpretações errôneas do calendário maia. Segundo Freire, não há profecias detalhadas de autoria da cultura maia sobre o que poderia acontecer com o mundo em 2012. O que existe é uma data final para o calendário maia, o qual se encerra neste ano. Mas, como a civilização foi exterminada por volta de 1500, no México, é compreensível que suas previsões não tenham ido mais longe.

Não se sabe explicar ainda por que o mito foi tão alimentado. Boa parte do que está escrito nos calendários “maias” que vêm sendo distribuídos recentemente contém elementos de outras culturas, como hexagramas (origem chinesa), chacras (origem hindu), entre outros que pouco ou não tem a ver com algo que teria vindo do México. Outro elemento que pode ter tumultuado o imaginário popular é o filme 2012, lançado em 2009. A obra, estrelada por John Cusack, mostra um grupo de pessoas tentando se salvar em um mundo repleto de ameaças, como erupções de vulcões, terremotos e tsunamis.

Outra correlação feita é a do conhecimento dos maias em relação à astronomia e às citações de uma nova era, mas muitos povos têm suas interpretações e previsões a respeito de diferentes eras. Para o membro da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica e professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, o teólogo Isidoro Mazzarolo, boatos sobre o fim do mundo foram muito comuns na história do Ocidente. Ele acredita, porém, que ninguém tenha conhecimento suficiente para identificar uma “causa eficiente” que possa provocar, de fato, a destruição do planeta Terra.

As religiões têm diferentes visões sobre o tema. Confira

Pluralismo (1)

Catolicismo

O teólogo e professor da PUC-RJ Isidoro Mazzarolo explica que a religião católica, em particular, e o Cristianismo, em geral, veem o fim do mundo como o Apocalipse. No Apocalipse Cristão, o fim do mundo está ligado à Segunda Vinda de Cristo e à instauração de uma nova terra e um novo céu. “(Para os católicos) a data desse acontecimento ninguém conhece, somente Deus sabe. É no livro de Isaías (o terceiro livro bíblico), como a restauração de Israel, depois do exílio da Babilônia e entendido como nova etapa da história do povo, governado por Deus”, afirma Mazzarolo.

Protestantes (Evangélica)

As religiões evangélicas pentecostais e não pentecostais têm uma visão similar à Católica: ninguém exatamente sabe quando acontecerá o fim do mundo. Entretanto diversos seguidores do Evangelho nos Estados Unidos estão estocando alimentos e outros utensílios como forma de preparação para um possível fim do mundo em 2012. De acordo com uma pesquisa encomendada pela CNN e pela revista Time, aproximadamente um terço dos 50 milhões de evangélicos americanos acreditam que o fim do mundo está próximo ,e que Israel terá um papel central no “desencadeamento dos eventos apocalípticos”.

Muçulmana

De acordo com Gamal Foaud El Oumari, vice-presidente da Comunidade Muçulmana do Paraná e membro do Instituto Brasileiro de Estudos Islâmicos, os muçulmanos professam que apenas Allá sabe ao certo quando o mundo ruirá. Porém, segundo El Oumari, algumas profecias se concretizarão, mas os muçulmanos “devem saber diferenciar a profecia Divina da mundana, que é proferida pelos seres humanos. A profecia maia é vista dessa forma e não mereceria crédito”.

No fim do mundo, na crença muçulmana, Deus virá para acabar com a injustiça e a opressão. Imam Mahdi, último sucessor do profeta Mohammad, viria junto com Jesus Cristo, para apoiá-lo a combater as injustiças na Terra.

Espiritismo

Segundo o vice-presidente da Federação Espírita Brasileira, Geraldo Campetti Sobrinho, os Espíritas acreditam que a Terra vive um momento de transição, saindo de “uma fase onde impera mal para um mundo um pouco mais feliz”. Para Sobrinho, na visão espírita, o bem venceria em outro mundo, mas que não é possível precisar uma data como na profecia maia. “Allan Kardec (que viveu até 1869, na França), em sua época, dizia que o processo de renovação da Terra já havia iniciado. Estamos todos sendo testados individualmente nesse momento de transição”, explicou Sobrinho.

Judaísmo

Diferentemente das religiões Cristãs e do Islamismo, os judeus não acreditam que um Messias já tenha passado pela Terra. Portanto, na visão Judaica, o Messias ainda está por vir para preparar os humanos para uma nova fase, na qual o mundo seria mais elevado, e a natureza, transformada. “Antes disso, ainda acontecerá a Ressurreição dos Mortos, onde os justos são resgatados para viver essa época”, afirmou o rabino Hugo Gitz. Segundo ele, não há uma data prevista para esse acontecimento.

Budismo

No Budismo, não existe uma menção específica ao fim do mundo. Entretanto há uma teoria similar ao que seria o Apocalipse das religiões Cristãs. A era Mappou significa término ou final – um momento de transformação, em cenário “atemporal” no qual os ensinamentos, práticas e efeitos do Dharma (lei natural) se ocultariam em função da ignorância dos seres.

Encontro Inter-religioso debate cenário amazônico

CRAmazonia

Um momento de diálogo com as religiões tradicionais e com outras religiões para a defesa do meio ambiente. Este foi o objetivo do seminário “Conhecer religiões e ecologia no cenário amazônico”, realizado nos dias 18 a 20 de maio, em Porto Velho (RO).
A iniciativa do regional Noroeste da CNBB teve o apoio das Comissões Episcopais Pastorais para a Amazônia e a do Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso. Participaram representantes de diferentes denominações religiosas, cristãs e não cristãs.

Os assessores do evento foram o professor Marcos Teixeira, da Universidade Federal de Rondônia; a assessora da Comissão Episcopal para a Amazônia, Irmã Irene Lopes, e o presidente da Comissão para o Ecumenismo, dom Francesco Biasin.

Na avaliação do bispo, o encontro foi muito rico, pois reuniu homens e mulheres de fé, preocupados com a harmonia e o equilíbrio da natureza. “Percebemos que juntos devemos defender este imenso valor que é a Criação de Deus, no qual nós vivemos”.

Os participantes do encontro debateram ações em relação ao impacto das obras de usinas hidrelétricas na região. “Percebi que a questão precisa ser repensada. O impacto ambiental nos rios e nas florestas, bem como aos povos ribeirinhos e indígenas, é muito grande. É importante ouvir estes povos, e junto com eles defender os valores da ecologia, do meio ambiente e preservá-los”, afirmou dom Francesco.

ECUMENISMO: Budistas ensinam generosidade e compaixão, destaca Vaticano

Nesta terça-feira, 3, o Pontifício Conselho para o Diálogo Interreligioso enviou uma mensagem aos budistas em razão da festa do Vesakh/Hanamatsuri. O órgão vaticano destacou que os budistas transmitem aos jovens “a necessária sabedoria de abster-se de prejudicar os outros e de viver uma vida de generosidade e compaixão”.

“Os jovens são um recurso para cada sociedade. Com a sua autenticidade, encorajam-nos a encontrar respostas às perguntas fundamentais sobre a vida e a morte, sobre a justiça e a paz, o sentido do sofrimento e as razões da esperança”, diz a mensagem.

São os jovens que ajudam a destruir todos os muros que infelizmente ainda separam cristãos e budistas, salienta a mensagem.  No mundo todo, cada vez mais, jovens de religiões diferentes sentam-se lado a lado, aprendendo uns com os outros, e “com as suas perguntas alimentam o diálogo entre religiões e culturas”.

“Unimos os nossos corações aos vossos e rezamos para que juntos possamos guiar os jovens, com o nosso exemplo e ensinamento a tornarem-se instrumentos de justiça e paz”, concluiu a mensagem assinada pelo presidente do dicastério, Cardeal Jean-Louis Tauran, e pelo secretário, Arcebispo Pier Luigi Celata.

Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Mensagem para a Festa do Vesakh/Hanamatsuri

Fonte Canção Nova

ECUMENISMO: Muçulmanos e católicos realizam encontro internacional sobre Maria, mãe de Jesus

MARIA, EXEMPLO PARA TODOS NÓS
Encontro Internacional Cristão-Muçulmano

A Coordenação da Pastoral da Criança Internacional, em conjunto com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, representantes da Liga da Juventude Islâmica Beneficente do Brasil, da União Nacional das Entidades Islâmicas e da Comunidade Islâmica de Foz do Iguaçu, promove o evento MARIA, EXEMPLO PARA TODOS NÓS – Encontro Internacional Cristão-Muçulmano no sábado, dia 24 de março, na área da Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu (PR).

Maria, mãe de Jesus, é personagem reverenciada por cristãos e muçulmanos. Maria é bem-aventurada por ter sido escolhida por Deus para levar o Salvador em seu seio. “Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus” (Lc 1,31). O respeito e veneração que professam os católicos à Santíssima Virgem têm, portanto, bases bíblicas sólidas. Maria é modelo de amor e doação, que se põe a caminho para servir a prima Isabel. É a mãe terna que ampara e protege seus filhos.

O Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos, menciona a Virgem Maria (Maryam) em 34 locais em 12 capítulos. Tem uma surata (capítulo) intitulado “Surata Maryam” (19), com o relato da anunciação, gravidez e nascimento de seu filho Jesus. No Líbano, a celebração cristã-muçulmana que homenageia Maria acontece desde 2010, com feriado oficial no qual se comemora a Anunciação do Anjo Gabriel a Maria (dia 25 de março).

Homenagear Maria, mãe de Jesus, é uma oportunidade para as famílias conhecerem com mais profundidade temas inspiradores dos exemplos de Maria. É, também, oportunidade para a convivência fraterna e de incentivo para a paz entre os povos e fiéis das duas maiores religiões mundiais.

Além das comunidades cristã e muçulmana do Brasil, Paraguai e Argentina esperadas para o evento em Foz do Iguaçu, estão confirmadas as presenças de autoridades do executivo e legislativo paranaense e representantes de diversas religiões de países como Índia, Líbano, Japão e países da Europa e das Américas.

Fonte: https://www.pastoraldacrianca.org.br

SEGUNDO DIA DA SOUC 2012: Transformados na paciente espera pelo Senhor

Agora é assim que nos convém cumprir toda a justiça (Mt 3,1 5)

Leituras

1 Sm 1, 1-20   A confiança e a espera paciente de Haná

Sl 40   Paciente espera pelo Senhor

Hb 11, 32-34   Graças à fé conquistaram reinos, praticaram a justiça

Mt 3, 13-17   Agora é assim que nos convém cumprir toda a justiça

Comentário

A vitória é freqüentemente associada com triunfo imediato. Todo mundo conhece o gosto do sucesso quando, depois de uma penosa luta, chegam as congratulações, o reconhecimento e os elogios. Em tal momento de alegria, dificilmente alguém percebe que, a partir de uma perspectiva cristã, a vitória é um processo de transformação de longo prazo. Esse tipo de compreensão da vitória, que é transformadora, nos ensina que ela acontece no prazo de Deus, não no nosso, exigindo de nós uma paciente confiança e uma profunda esperança em Deus.

Haná deu testemunho dessa paciente confiança e esperança. Após os muitos anos de espera por uma gravidez, ela orou a Deus por um filho, correndo o risco de ter sua lacrimosa prece desprezada como embriaguês pelo sacerdote no portal do templo. Quando Eli lhe assegurou que Deus atenderia a sua prece, ela simplesmente confiou, esperou, e não mais ficou triste. Haná concebeu e deu à luz um filho, a que chamou Samuel. A grande vitória aqui não é a de nações ou exércitos, mas é um vislumbre no campo de uma luta pessoal e privada. Ao final, a confiança e a esperança de Haná produziram não somente a própria transformação dela, mas também a de seu povo, em favor de quem o Deus de Israel agiu através de Samuel.

O salmista faz eco à espera paciente de Haná por Deus, no meio de um outro tipo de luta. O salmista também buscava libertação de uma situação que permanece desconhecida para nós, mas que é sugerida pela linguagem que menciona o “lamaçal do atoleiro”. Ele agradece a Deus por ter transformado sua vergonha e confusão e continua a confiar no amor persistente de Deus.

O autor da Carta aos Hebreus relembra a paciência de pessoas como Abraão e outros que se capacitaram para a vitória através de sua fé e confiança em Deus. A percepção de que Deus interfere e entra na narrativa da história humana elimina a tentação de triunfalismo em  termos humanos.

No evangelho, a voz do céu no batismo de Jesus anunciando “ este é o meu Filho bem  amado” parece ser a garantia do imediato sucesso de sua missão messiânica. Ao resistir ao demônio, no entanto, Jesus não cede à tentação de introduzir tudo no Reino de Deus sem demora, mas pacientemente revela o que a vida no Reino significa através de sua própria vida e do ministério que leva à sua morte na cruz. Embora o Reino de Deus desponte de um modo decisivo pela ressurreição, não está ainda plenamente realizado. A derradeira vitória virá somente com a segunda vinda de nosso Senhor. Assim, aguardamos em paciente esperança e confiança com o grito “Vem, Senhor Jesus!”

Assim também, nosso anseio pela visível unidade da Igreja requer espera paciente e confiante. Nossa prece pela unidade cristã é como a prece de Haná e do salmista. Nosso trabalho pela unidade cristã é como os feitos registrados na carta aos Hebreus. Nossa atitude de espera paciente não é desamparo ou passividade, mas uma profunda confiança na unidade da Igreja como dom de Deus, não conquista nossa. Esse tipo de paciente espera, oração e confiança nos transforma e nos prepara para a unidade visível da Igreja, não como a planejamos, mas como Deus há de nos dar.

Oração

Deus fiel, cumpres tua palavra em todos os tempos. Possamos nós, como Jesus, ter paciência e confiança na firmeza do teu amor. Ilumina-nos com teu Santo Espírito para não obstruirmos a plenitude da tua justiça com nossos julgamentos apressados, e para que possamos perceber tua sabedoria e amor em todas as coisas. Assim nos dirigimos a ti, que vives e reinas para sempre. Amém.

Questões para refletir

1. Em que situações de nossa vida deveríamos ter uma maior confiança nas promessas de Deus?

2.  Em que áreas da vida da Igreja é mais comum o risco que vem da tentação de agir apressadamente?

3. Em que situações os cristãos deveriam esperar? E quando deveriam agir juntos?

Rabino destaca união entre judeus e católicos em defesa da vida

Nesta terça-feira, 17, diversas dioceses italianas realizam um dia especial de encontros para promover o diálogo entre católicos e judeus. Nascida em 1990, a iniciativa é da Conferência Episcopal Italiana. Para o presidente emérito da Assembleia Rabina Italiana, rabino Giuseppe Laras, esta iniciativa busca tornar o diálogo mais simples, mas não menos importante.

Ele destaca que estes encontros entre judeus e católicos refletem, sobretudo, questões que ambos enfrentam juntos, como a promoção da paz, da compreensão recíproca, depois de 2000 anos de incompreensão e tantas coisas negativas.

“Por isso é uma data que o mundo católico tem muita atenção, como também o mundo judeu, porque na medida em que este diálogo se reforça e se estende, se enfraquece o risco de anti-semitismo”, destaca o rabino.

O tema deste ano é “não matarás”. O presidente emérito da Assembleia Rabina Italiana conta que alguns anos atrás se encontrou com o presidente da Conferência Episcopal Italiana e concordaram que os temas desses encontros anuais seguiriam os 10 Mandamentos.

“O imperativo a ‘não matar’ e um imperativo que vai além do pertencimento a uma ou outra religião. É muito importante para o homem o respeito a vida humana, honrar a sacralidade da vida humana. Por tanto, este é um tema bem colocado em nosso tempo, pois em todo mundo a vida humana é muitas vezes negligenciada e violada”, ressalta.

Em entrevista também à Rádio Vaticano, o presidente da Comissão para o Ecumenismo e Diálogo inter-religioso da Itália, Dom Mansueto Bianchi, que o diálogo entre judeus e católicos requer empenho de ambas as partes para que as distonias sejam superadas. Para ele, o mais importante é levar em frente este diálogo construido ao longo dos anos.

Fonte Canção Nova

Mensagem de Bento XVI em Assis

 

papaassis2As religiões jamais podem ser motivo de violência. Os credos e o diálogo inter-religioso são e devem ser baseados na paz. Foi a evocação feita por Bento XVI, nesta quinta-feira, em Assis, diante dos expoentes de todas as religiões do mundo, e de um grupo de agnósticos, por ocasião de uma nova Jornada mundial de oração e de reflexão pela paz, à distância de 25 anos do histórico encontro realizado por iniciativa de João Paulo II.

O Papa e os cerca de 300 participantes do encontro “Peregrinos da verdade, peregrinos da paz” chegaram pela manhã à cidade de São Francisco a bordo de um trem, que no final do dia os trará de volta a Roma. De fato, tendo partido às 8h locais da estação vaticana, o trem Etr 600 das Ferrovias italianas, formado por 7 vagões e a locomotiva, levava a bordo o Santo Padre e cerca de 300 pessoas.

O Pontífice viajou no vagão 2, localizado na parte traseira do trem, com o Cardeal Secretário de Estado Tarcisio Bertone, acompanhado do Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, e de outros renomados expoentes das religiões mundiais. O trem chegou a Assis às 9h45 locais.

No final desta manhã, o Santo Padre dirigiu-se aos participantes na Jornada de Reflexão em Assis. O Pontífice iniciou seu discurso lembrando que “passaram-se vinte e cinco anos desde quando, pela primeira vez, o beato Papa João Paulo II convidou representantes das religiões do mundo para uma oração pela paz em Assis”. E então pôs as questões: “o que aconteceu desde então? Como se encontra hoje a causa da paz?”.

“Naquele momento – disse o Papa -, a grande ameaça para a paz no mundo provinha da divisão da terra em dois blocos contrapostos entre si. O símbolo saliente daquela divisão era o muro de Berlim que, atravessando a cidade, traçava a fronteira entre dois mundos. Em 1989, três anos depois do encontro em Assis, o muro caiu, sem derramamento de sangue. Inesperadamente, os enormes arsenais, que estavam por detrás do muro, deixaram de ter qualquer significado. (…) Enfim, a vontade de ser livre foi mais forte do que o medo face a uma violência que não tinha mais nenhuma cobertura espiritual”.

Bento XVI continuou afirmando que, desde então, “infelizmente, não podemos dizer que desde então a situação se caracterize por liberdade e paz. Embora a ameaça da grande guerra não se aviste no horizonte, todavia o mundo está, infelizmente, cheio de discórdias”. Então o Papa falou sobre o terrorismo, e deste ressaltou a motivação religiosa que, muitas vezes, serve como justificativa para o que o classificou de “crueldade monstruosa, que crê poder anular as regras do direito por causa do «bem» pretendido”. “Aqui a religião não está ao serviço da paz, mas da justificação da violência”. E acrescentou: “o que os representantes das religiões congregados no ano 1986, em Assis, pretenderam dizer – e nós o repetimos com vigor e grande firmeza – era que esta não é a verdadeira natureza da religião. Ao contrário, é a sua deturpação e contribui para a sua destruição”.

O Santo Padre falou sobre uma segunda tipologia de violência, ou seja, “a consequência da ausência de Deus, da sua negação e da perda de humanidade que resulta disso”. “Aqui, porém, não pretendo deter-me no ateísmo prescrito pelo Estado – fez a ressalva -, queria, antes, falar da «decadência» do homem, em consequência da qual se realiza, de modo silencioso, e por conseguinte mais perigoso, uma alteração do clima espiritual. A adoração do dinheiro, do ter e do poder, revela-se uma contra-religião, na qual já não importa o homem, mas só o lucro pessoal”.

Então o Papa falou sobre o mundo do agnosticismo, que destacou estar em expansão. “Tais pessoas não se limitam a afirmar «Não existe nenhum Deus»”, disse o Santo Padre, mostrando que elas estão em busca da verdade e do bem, andando em direção à Deus portanto. “Colocam questões tanto a uma parte como à outra – afirmou o Pontífice. Aos ateus combativos, tiram-lhes aquela falsa certeza com que pretendem saber que não existe um Deus, e convidam-nos a tornar-se, em lugar de polêmicos, pessoas à procura, que não perdem a esperança de que a verdade exista e que nós podemos e devemos viver em função dela”.

Bento XVI ainda chamou a atenção para o fato de que os agnósticos “chamam em causa também os membros das religiões, para que não considerem Deus como uma propriedade que de tal modo lhes pertence que se sintam autorizados à violência contra os demais”.

Concluindo, o Papa assegura de que “a Igreja Católica não desistirá da luta contra a violência e do seu compromisso pela paz no mundo”

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A íntegra do discurso

Discurso do Santo Padre Bento XVI 
para a Jornada de Reflexão, Diálogo e Oração pela Paz e Justiça no Mundo
“Peregrinos da verdade, peregrinos da paz”
Assis, Itália
Quinta-feira, 27 de outubro de 2011


Queridos irmãos e irmãs,
distintos Chefes e representantes das Igrejas e Comunidades eclesiais e das religiões do mundo,
queridos amigos,

Passaram-se 25 anos desde quando pela primeira vez o beato Papa João Paulo II convidou representantes das religiões do mundo para uma oração pela paz em Assis. O que aconteceu desde então? Como se encontra hoje a causa da paz? Naquele momento, a grande ameaça para a paz no mundo provinha da divisão da terra em dois blocos contrapostos entre si. O símbolo saliente daquela divisão era o muro de Berlim que, atravessando a cidade, traçava a fronteira entre dois mundos. Em 1989, três anos depois do encontro em Assis, o muro caiu, sem derramamento de sangue. Inesperadamente, os enormes arsenais, que estavam por detrás do muro, deixaram de ter qualquer significado. Perderam a sua capacidade de aterrorizar. A vontade que tinham os povos de ser livres era mais forte que os arsenais da violência. A questão sobre as causas de tal derrocada é complexa e não pode encontrar uma resposta em simples fórmulas. Mas, ao lado dos factores econômicos e políticos, a causa mais profunda de tal acontecimento é de carácter espiritual: por detrás do poder material, já não havia qualquer convicção espiritual. Enfim, a vontade de ser livre foi mais forte do que o medo face a uma violência que não tinha mais nenhuma cobertura espiritual. Sentimo-nos agradecidos por esta vitória da liberdade, que foi também e sobretudo uma vitória da paz. E é necessário acrescentar que, embora neste contexto não se tratasse somente, nem talvez primariamente, da liberdade de crer, também se tratava dela. Por isso, podemos de certo modo unir tudo isto também com a oração pela paz.

Mas, que aconteceu depois? Infelizmente, não podemos dizer que desde então a situação se caracterize por liberdade e paz. Embora a ameaça da grande guerra não se aviste no horizonte, todavia o mundo está, infelizmente, cheio de discórdias. E não é somente o fato de haver, em vários lugares, guerras que se reacendem repetidamente; a violência como tal está potencialmente sempre presente e caracteriza a condição do nosso mundo. A liberdade é um grande bem. Mas o mundo da liberdade revelou-se, em grande medida, sem orientação, e não poucos entendem, erradamente, a liberdade também como liberdade para a violência. A discórdia assume novas e assustadoras fisionomias e a luta pela paz deve-nos estimular a todos de um modo novo.

Procuremos identificar, mais de perto, as novas fisionomias da violência e da discórdia. Em grandes linhas, parece-me que é possível individuar duas tipologias diferentes de novas formas de violência, que são diametralmente opostas na sua motivação e, nos particulares, manifestam muitas variantes. Primeiramente temos o terrorismo, no qual, em vez de uma grande guerra, realizam-se ataques bem definidos que devem atingir pontos importantes do adversário, de modo destrutivo e sem nenhuma preocupação pelas vidas humanas inocentes, que acabam cruelmente ceifadas ou mutiladas. Aos olhos dos responsáveis, a grande causa da danificação do inimigo justifica qualquer forma de crueldade. É posto de lado tudo aquilo que era comummente reconhecido e sancionado como limite à violência no direito internacional. Sabemos que, frequentemente, o terrorismo tem uma motivação religiosa e que precisamente o carácter religioso dos ataques serve como justificação para esta crueldade monstruosa, que crê poder anular as regras do direito por causa do «bem» pretendido. Aqui a religião não está ao serviço da paz, mas da justificação da violência.

A crítica da religião, a partir do Iluminismo, alegou repetidamente que a religião seria causa de violência e assim fomentou a hostilidade contra as religiões. Que, no caso em questão, a religião motive de fato a violência é algo que, enquanto pessoas religiosas, nos deve preocupar profundamente. De modo mais subtil mas sempre cruel, vemos a religião como causa de violência também nas situações onde esta é exercida por defensores de uma religião contra os outros. O que os representantes das religiões congregados no ano 1986, em Assis, pretenderam dizer – e nós o repetimos com vigor e grande firmeza – era que esta não é a verdadeira natureza da religião. Ao contrário, é a sua deturpação e contribui para a sua destruição. Contra isso, objecta-se: Mas donde deduzis qual seja a verdadeira natureza da religião? A vossa pretensão por acaso não deriva do fato que se apagou entre vós a força da religião? E outros objectarão: Mas existe verdadeiramente uma natureza comum da religião, que se exprima em todas as religiões e, por conseguinte, seja válida para todas? Devemos enfrentar estas questões, se quisermos contrastar de modo realista e credível o recurso à violência por motivos religiosos. Aqui situa-se uma tarefa fundamental do diálogo inter-religioso, uma tarefa que deve ser novamente sublinhada por este encontro. Como cristão, quero dizer, neste momento: É verdade, na história, também se recorreu à violência em nome da fé cristã. Reconhecemo-lo, cheios de vergonha. Mas, sem sombra de dúvida, tratou-se de um uso abusivo da fé cristã, em contraste evidente com a sua verdadeira natureza. O Deus em quem nós, cristãos, acreditamos é o Criador e Pai de todos os homens, a partir do qual todas as pessoas são irmãos e irmãs entre si e constituem uma única família. A Cruz de Cristo é, para nós, o sinal daquele Deus que, no lugar da violência, coloca o sofrer com o outro e o amar com o outro. O seu nome é «Deus do amor e da paz» (2 Cor 13,11). É tarefa de todos aqueles que possuem alguma responsabilidade pela fé cristã, purificar continuamente a religião dos cristãos a partir do seu centro interior, para que – apesar da fraqueza do homem – seja verdadeiramente instrumento da paz de Deus no mundo.

Se hoje uma tipologia fundamental da violência tem motivação religiosa, colocando assim as religiões perante a questão da sua natureza e obrigando-nos a todos a uma purificação, há uma segunda tipologia de violência, de aspecto multiforme, que possui uma motivação exatamente oposta: é a consequência da ausência de Deus, da sua negação e da perda de humanidade que resulta disso. Como dissemos, os inimigos da religião veem nela uma fonte primária de violência na história da humanidade e, consequentemente, pretendem o desaparecimento da religião. Mas o «não» a Deus produziu crueldade e uma violência sem medida, que foi possível só porque o homem deixara de reconhecer qualquer norma e juiz superior, mas tomava por norma somente a si mesmo. Os horrores dos campos de concentração mostram, com toda a clareza, as consequências da ausência de Deus.

Aqui, porém, não pretendo deter-me no ateísmo prescrito pelo Estado; queria, antes, falar da «decadência» do homem, em consequência da qual se realiza, de modo silencioso, e por conseguinte mais perigoso, uma alteração do clima espiritual. A adoração do dinheiro, do ter e do poder, revela-se uma contra-religião, na qual já não importa o homem, mas só o lucro pessoal. O desejo de felicidade degenera num anseio desenfreado e desumano como se manifesta, por exemplo, no domínio da droga com as suas formas diversas. Aí estão os grandes que com ela fazem os seus negócios, e depois tantos que acabam seduzidos e arruinados por ela tanto no corpo como na alma. A violência torna-se uma coisa normal e, em algumas partes do mundo, ameaça destruir a nossa juventude. Uma vez que a violência se torna uma coisa normal, a paz fica destruída e, nesta falta de paz, o homem destrói-se a si mesmo.

A ausência de Deus leva à decadência do homem e do humanismo. Mas, onde está Deus? Temos nós possibilidades de O conhecer e mostrar novamente à humanidade, para fundar uma verdadeira paz? Antes de mais nada, sintetizemos brevemente as nossas reflexões feitas até agora. Disse que existe uma concepção e um uso da religião através dos quais esta se torna fonte de violência, enquanto que a orientação do homem para Deus, vivida retamente, é uma força de paz. Neste contexto, recordei a necessidade de diálogo e falei da purificação, sempre necessária, da vivência da religião. Por outro lado, afirmei que a negação de Deus corrompe o homem, priva-o de medidas e leva-o à violência.

Ao lado destas duas realidades, religião e anti-religião, existe, no mundo do agnosticismo em expansão, outra orientação de fundo: pessoas às quais não foi concedido o dom de poder crer e todavia procuram a verdade, estão à procura de Deus. Tais pessoas não se limitam a afirmar «Não existe nenhum Deus», mas elas sofrem devido à sua ausência e, procurando a verdade e o bem, estão, intimamente estão a caminho Dele. São «peregrinos da verdade, peregrinos da paz». Colocam questões tanto a uma parte como à outra. Aos ateus combativos, tiram-lhes aquela falsa certeza com que pretendem saber que não existe um Deus, e convidam-nos a tornar-se, em lugar de polêmicos, pessoas à procura, que não perdem a esperança de que a verdade exista e que nós podemos e devemos viver em função dela. Mas, tais pessoas chamam em causa também os membros das religiões, para que não considerem Deus como uma propriedade que de tal modo lhes pertence que se sintam autorizados à violência contra os demais. Estas pessoas procuram a verdade, procuram o verdadeiro Deus, cuja imagem não raramente fica escondida nas religiões, devido ao modo como eventualmente são praticadas. Que os agnósticos não consigam encontrar a Deus depende também dos que creem, com a sua imagem diminuída ou mesmo deturpada de Deus. Assim, a sua luta interior e o seu interrogar-se constituem para os que creem também um apelo a purificarem a sua fé, para que Deus – o verdadeiro Deus – se torne acessível. Por isto mesmo, convidei representantes deste terceiro grupo para o nosso Encontro em Assis, que não reúne somente representantes de instituições religiosas. Trata-se de nos sentirmos juntos neste caminhar para a verdade, de nos comprometermos decisivamente pela dignidade do homem e de assumirmos juntos a causa da paz contra toda a espécie de violência que destrói o direito. Concluindo, queria assegura-vos de que a Igreja Católica não desistirá da luta contra a violência, do seu compromisso pela paz no mundo. Vivemos animados pelo desejo comum de ser «peregrinos da verdade, peregrinos da paz».

 

Religiões se unem por uma cultura de paz em São Paulo

No dia 27 de outubro de 1986, o então papa João Paulo II se reunia, na cidade de Assis, Itália, com líderes de diferentes tradições religiosas para uma jornada de oração pela paz. Esse gesto será novamente realizado, agora pelo papa Bento XVI, em Assis e, no mesmo dia, em todo o mundo serão feitas celebrações pela paz. Em São Paulo, o tradicional Convento São Francisco, no Largo São Francisco, será o local que vai receber as lideranças religiosas para um ato Interreligioso, às 14 horas. Durante todo o dia 27, haverá uma tenda em frente ao Convento para explicar às pessoas o significado deste encontro.

O evento ficou conhecido, especialmente dentro da Ordem Franciscana, como o Espírito de Assis. “Num gesto simbólico de comunhão universal em prol da paz, desejamos reunir representantes de diferentes tradições religiosas da cidade de São Paulo para realizarmos juntos uma vigília silenciosa e um pronunciamento em favor da paz. Também queremos ser ‘Peregrinos da Verdade e Peregrinos da Paz’, lema que acompanhará o encontro dos representantes das várias tradições religiosas naquele mesmo dia na cidade de Assis, na Itália”, explicou o frei Fidêncio Vanboemmel, ministro provincial da Província Franciscana da Imaculada Conceição, com sede em São Paulo.

Neste encontro, no Largo São Francisco, já confirmaram presença representantes do Cristianismo (igreja Católica, Luterana, Presbiteriana e Anglicana), do Candonblé, da Umbanda, do Judaísmo, do Budismo, do Islamismo e do Espiritismo. Cada religião/confissão terá um pronunciamento  em favor da paz.

“Ao longo do dia desejamos fazer da igreja São Francisco um espaço de vigília silenciosa pela paz, onde homens e mulheres de boa vontade possam se sentir acolhidos. Na praça, entre a Igreja e a Faculdade de Direito, vamos armar uma tenda branca onde desejamos distribuir folhetos com reflexões para uma cultura da Paz”, acrescentou o ministro provincial Frei Fidêncio.

O novo retrato da fé no Brasil: surge uma nova categoria, a dos “evangélicos não praticantes”

Acaba de nascer no País uma nova categoria religiosa, a dos evangélicos não praticantes. São os fiéis que creem, mas não pertencem a nenhuma denominação. O surgimento dela já era aguardado, uma vez que os católicos, ainda maioria, perdem espaço a cada ano para o conglomerado formado por protestantes históricos, pentecostais e neopentecostais. Sendo assim, é cada vez maior o número de brasileiros que nascem em berço evangélico – e, como muitos católicos, não praticam sua fé. Dados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelaram, na semana passada, que evangélicos de origem que não mantêm vínculos com a crença saltaram, em seis anos, de insignificantes 0,7% para 2,9%. Em números absolutos, são quatro milhões de brasileiros a mais nessa condição. Essa é uma das constatações que estatísticos e pesquisadores estão produzindo recentemente, às quais ISTOÉ teve acesso, formando um novo panorama religioso no País.

Isso só é possível porque o universo espiritual está tomado por gente que constrói a sua fé sem seguir a cartilha de uma denominação. Se outrora o padre ou o pastor produziam sentido à vida das pessoas de muitas comunidades, atualmente celebridades, empresários e esportistas, só para citar três exemplos, dividem esse espaço com essas lideranças. Assim, muitas vezes, os fiéis interpretam a sua trajetória e o mundo que os cerca de uma maneira pessoal, sem se valer da orientação religiosa. Esse fenômeno, conhecido como secularização, revelou o enfraquecimento da transmissão das tradições, implicou a proliferação de igrejas e fez nascer a migração religiosa, uma prática presente até mesmo entre os que se dizem sem religião (ateus, agnósticos e os que creem em algo, mas não participam de nenhum grupo religioso). É muito provável, portanto, que os evangélicos pesquisados pelo IBGE que se disseram desvinculados da sua instituição estejam, como muitos brasileiros, experimentando outras crenças.

É cada vez maior a circulação de um fiel por diferentes denominações – ao mesmo tempo que decresce a lealdade a uma única instituição religiosa. Em 2006, um levantamento feito pelo Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris) e organizado pela especialista em sociologia da religião Sílvia Fernandes, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), verificou que cerca de um quarto dos 2.870 entrevistados já havia trocado de crença. Outro estudo, do ano passado, produzido pela professora Sandra Duarte de Souza, de ciências sociais e religião da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), para seu trabalho de pós-doutorado na Universidade de Campinas (Unicamp), revelou que 53% das pessoas (o universo pesquisado foi de 433 evangélicos) já haviam participado de outros grupos religiosos.

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Portal Ecumênico 

Governo apresenta a religiosos “Plano Brasil sem Miséria”

image_miniPlano Brasil sem Miséria, a ser lançado pela presidente Dilma Rousseff na próxima quinta-feira, 2, foi apresentado nesta sexta-feira, 27, a grupos religiosos convidados pela Secretaria Geral da Presidência da Republica e pelo Ministério do Desenvolvimento Social. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi representada pelo presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, dom Guilherme Antônio Werlang, e pelo presidente da Caritas Brasileira, dom Luiz Demétrio Valetini, além de assessores e membros de organismos da CNBB.

O ministro da Secretaria da Presidência, Gilberto Carvalho, ressaltou a importância das religiões no combate à pobreza e a miséria no país. “A prática religiosa do Brasil é responsável por uma grande prática social no país. O governo sozinho não dá conta [de acabar com a pobreza]”, disse o ministro. “Como cristãos o que mais buscamos é uma sociedade fraterna, sem desigualdades”, acrescentou.

A ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, apresentou o Plano Brasil sem Miséria cujo objetivo é tirar da extrema pobreza os 16,2 milhões de pessoas apontados pelo Censo 2010. Estão neste grupo aqueles cuja renda familiar per capita é até R$ 70.

Segundo dados do Censo, 59% desse total, isto é, 9,6 milhões, estão no Nordeste. Dos que estão no campo, 25% estão na linha de extrema pobreza. Em relação à idade, 51% dos extremamente pobrest êm até 19 anos. Outro dado que chama a atenção é que 70,8% dos que estão na linha de extrema pobreza são negros e 25,8% analfabetos.

O Plano é construído a partir de três eixos de atuação: garantia de renda, inclusão produtiva e acesso a serviços públicos. “O Plano não é do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). Ele é construído com os outros ministérios como o da Saúde, SEPIR, Pesca, Direitos Humanos. Esta é a única forma do Plano chegar na ponta”, explicou a ministra Tereza Campello.

De acordo com a ministra, o Plano não muda a ação que o Estado já vem fazendo no combate à fome como o Bolsa Família, mas prioriza uma população extremamente pobre. “Não estamos mudando a ação do Estado. Estamos dizendo que há uma população extremamente pobre que precisa ser acolhida. É uma ação extraordinária do Estado Brasileiro e contará com o apoio e a solidariedade de universidades, empresas, Igrejas”.

Papel das Igrejas
A ministra apontou, pelo menos, três formas de contar com a participação dos grupos religiosos: a) o apoio na busca ativa dos que se encontram em situação de extrema pobreza com mobilização local e disseminação de informação; disponibilização de informação de cadastro e encaminhamento das pessoas; 2) ajuda no controle social e 3) apoio na ação de sensibilização dos gestores.

Elogiada pelos participantes, a iniciativa do Governo mereceu também observações. “De onde vêm os pobres? De uma injusta desigualdade no país”, disse o presidente da Cáritas, dom Demétrio Valentini. “Por isso, todos precisam se sentir interpelados [pelo Plano]”, acrescentou. Para o bispo, uma reforma tributária justa “pode ajudar a diminuir a desigualdade”.

Já o presidente da Comissão para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB, dom Guilherme Werlang lembrou a necessidade de acelerar a reforma agrária no país e buscar a harmonia entre desenvolvimento e a vida no planeta terra. Para dom Guilherme é preciso ainda aproveitar melhor os alimentos de cada região e facilitar o acesso a recursos públicos para os que trabalham no combate à pobreza. “Seriamos mais eficientes se tivéssemos mais recursos públicos”, disse o bispo.

O pastor da Igreja Assembleia de Deus, em Madureira (RJ), Abner Ferreira, lembrou que as estruturas das Igrejas podem ser usadas no trabalho de combate à pobreza.  “É preciso usar as potencialidades locais já existentes como as construções das Igrejas que ficam ociosas durante a semana. Aprendi que a solidariedade não tem religião”, disse o pastor.

O secretário executivo do Movimento de Educação de Base (MEB), padre Virgílio Uchoa, acentuou a importância do novo Plano do Governo integrar a questão cultural. “É necessário  integrar ações educativas libertadoras. As pessoas precisam se sentir protagonistas do processo”, observou.

Além da CNBB, participaram da reunião representantes do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC); Igreja Metodista; Convenção Batista Nacional; Terreiros – Matriz Afro; Congregação Israelita Paulista; Confederação Israelita Brasileira; Federação Israelita de São Paulo; Ministério Madureira;  Igreja Evangélica Assembléia de Deus Pernambuco; Bancada Evangélica; Federação Nacional de Ação Social e Política Cristã (FENASP) e Ordem dos Ministros Evangélicos do Brasil e Exterior (OMEBE).

Bispos promovem ecumenismo durante Assembleia

O encontro contou com a particiapção das igrejas integrantes do Conic

Na noite da última terça-feira, 11, os bispos reunidos na 49ª Assembleia Geral da CNBB, participaram de uma celebração ecumênica no Centro de Eventos Padre Vitor Coellho, no Santuário Nacional de Aparecida.

A cerimônia foi presidida pelo atual assessor da Comissão Episcopal para o Diálogo Ecumênico e Interreligioso, padreElias Wolff, e contou ainda com a participação da igrejas integrantes do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic).

Na abertura do encontro, padre Elias saudou os presentes ressaltando algo em comum entre todos os cristãos: “Quem segue Jesus quer promover a paz e a justiça”.

Conic

Fundado em 1982, em Porto Alegre (RS), o Conic é uma associação que reúne cinco Igrejas cristãs: Católica Apostólica Romana; Episcopal Anglicana do Brasil; Evangélica de Confissão Luterana no Brasil; Sirian Ortodoxa de Antioquia; Presbiteriana Unida. Com sede em Brasília, tem entre seus objetivos promover as relações ecumênicas entre as Igrejas cristãs e o testemunho das Igrejas membros na defesa dos direitos humanos.

O atual presidente é o Bispo de Chapecó (SC), Dom Manoel João Francisco. Ele foi eleito durante a 14ª Assembleia Geral do Conselho, que acontehceu em março deste ano.

França proíbe véu islâmico integral – burca ou niqab

Entrou em vigor na França, país com maior comunidade islâmica da Europa, a lei que proíbe o uso do véu, burca ou niqab. Estas vestimentas são típicas da cultura Islã que prega que a mulher não pode se expor públicamente.

O uso pode ser punido com uma multa de 150 euros (US$ 216) ou um curso de instrução cívica. De acordo com dados oficiais, 2.000 mulheres muçulmanas usam o véu islâmico integral na França.

A França é o primeiro país europeu a adotar uma lei que proíbe o véu integral, mas outros Estados analisam medidas similares.

Opinião

Não vivo a realidade francesa e muito menos a islamica, mas prezo a liberdade religiosa acima de tudo. É valido lembrar que o Islã não prega a violência. assim como o cristianismo o islamismo prega a paz e a convivência pacifica. Para mim atitudes como a da França podem levar o mundo a uma divisão formal entre cristãos e islâmicos colocando por fim as posibilidades de dialogo existentes entre essas duas religiões.

Decidir proibir o véu na França abre uma grande possibilidade de decisões no mundo islâmico de proibições aos cristãos que lá vivem. Sei que isso já acontece em muitos lugares, mas pagar mal com mal não é lição de Cristo. Dar a outra face sim.

 

Por Marquione Ban

com informações do G1

TV Brasil apresentará programas religiosos plurais

O Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), mantenedora da TV Brasil e oito emissoras de rádio de caráter público, decidiu banir de sua grade programas religiosos específicos, vinculados a igrejas ou instituições religiosas.

A TV Brasil conta com três programas religiosos em sua grade, dois católicos – A Santa Missa e Palavra de Vida, transmitidos aos domingos – e um evangélico – Reencontro, aos sábados -, que deverão sair do ar em seis meses. Eles darão lugar a programas que mostrem todas as vertentes religiosas presentes no país.

Foram oito meses de discussão e realização de Consulta Pública sobre o tema, de 4 de agosto a 19 de outubro de 2010, até o Conselho Curador tomar a decisão. A EBC vai formular uma política de produção e distribuição de conteúdos de cunho religioso. Apenas 2% das denominações religiosas que atuam no país têm espaço em meios de comunicação.

A presidente da EBC, jornalista Tereza Cruvinel, apresentara proposta para que todas as religiões tivessem espaço na TV Brasil. “Acho que é mais condizente ter a pluralidade do que proibi-las”, disse Cruvinel.

Fonte: ALC

Comissão Episcopal para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso avalia quatro anos de trabalho

reuniaogredireReunidos na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília, nos dias 29 e 30, os representantes da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso avaliam os trabalhos da Comissão nos últimos quatro anos e projetam os próximos eventos a serem realizados ainda em 2011.

dommouraSegundo o presidente da Comissão para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso, dom José Alberto Moura, arcebispo de Montes Claros (MG), a Comissão tem feito um trabalho de conscientização em busca do ecumenismo entre as igrejas cristãs e um diálogo com outras denominações.

“A Comissão para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso tem trabalhado bastante na conscientização do valor fundamental de sermos ecumênicos, para melhor colocarmos em prática o amor de Jesus. Nestes quatro anos nós fizemos uma programação para apresentarmos ao episcopado brasileiro o enfoque do ecumenismo para toda a Igreja, levando-nos ao diálogo maior com as igrejas protestante, luterana e pentecostal”, disse dom Moura.

Ainda de acordo com o arcebispo de Montes Claros, a Comissão fortaleceu o diálogo com as igrejas-membro do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) e iniciou os diálogos com outras religiões. “Já realizamos vários encontros nacionais e internacionais sobre o ecumenismo. Retomamos o compromisso com o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic); com a Coordenadoria Ecumênica de Serviços (Cesi) e outros organismos ecumênicos. Pudemos desenvolver mais as Comissões Bilaterais com os luteranos, anglicanos, presbiterianos unidos, bem como com os islâmicos, judeus e iniciamos o diálogo com as religiões Afro”, finalizou.

reuniaogredirepeeliasDe acordo com o assessor da Comissão, padre Elias Wolff, o Grupo de Reflexão sobre o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso (GREDIRE), está encarregado de elaborar, para os próximos anos, dois diretórios para a Comissão. “O primeiro será para o Ecumenismo e o segundo para o Diálogo Inter-religioso no Brasil”.

O padre Elias destacou também a apresentação que a Comissão está montando para a celebração dos 50 anos do Concílio Vaticano II, que a CNBB está organizando. “Queremos mostrar o valor do ecumenismo para a Igreja do Brasil nos 50 anos do Concílio Vaticano II”, ressaltou.

Fonte: CNBB

Imagem CNBB

 

Papa ressalta que é preciso derrubar barreira do medo do outro

 

O evento ''Átrio dos Gentios'' levou milhares de pessoas, religiosos, ateus e agnósticos, a um momento de diálogo e fraternidade

Em mensagem de vídeo, Bento XVI lançou um apelo na noite de sexta-feira, 25, aos fiéis e não fiéis reunidos diante da Catedral Notre-Dame, em Paris, a “derrubar as barreiras do medo do outro, do estrangeiro”.

Às milhares de pessoas reunidas no adro da igreja para a noite cultural denominada “Átrio dos Gentios”, uma iniciativa do Vaticano para favorecer o diálogo entre crentes, ateus e agnósticos, Bento XVI disse que “o medo daquele que não se parece conosco nasce da ignorância mútua, do ceticismo ou da indiferença”.

O Pontífice ressaltou que a imagem do pátio da igreja lembra “o espaço aberto sobre a esplanada próxima ao Templo de Jerusalém, que permitia a todos, mesmo aos que não partilhavam a fé de Israel, aproximar-se do templo e fazer perguntas sobre a religião”.

“Muitos admitem que não têm religião, mas desejam um mundo novo e mais livre, mais justo e solidário. Cabe a vocês, em seus países e na Europa, reencontrarem o caminho do diálogo”, ressaltou o Santo Padre.

Bento XVI concluiu destacando que é preciso “construir um mundo de liberdade, igualdade e fraternidade, no qual todos devem se sentir livres e iguais em seus direitos de viver sua vida pessoal e comunitária de acordo com as próprias convicções”.

Fonte Canção Nova

Imagem Canção Nova

Presidente do CONIC irá priorizar as bases para reforçar o ecumenismo no Brasil

O bispo da diocese de Chapecó (SC), dom Manoel João Francisco, foi escolhido, no último dia 12, como novo presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC). Ele foi eleito durante a 14ª Assembleia Geral do Conselho, que aconteceu no Rio de Janeiro (RJ). Dom Manoel sucederá ao pastor sinodal Carlos Augusto Möller, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), no cargo desde 2006.

Em entrevista à assessoria de imprensa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o novo presidente do CONIC afirmou que o seu maior desafio, à frente do CONIC, será levar até as bases, toda a articulação necessária para um maior crescimento, tanto institucional, quanto ecumênico.

“A minha prioridade como presidente CONIC será priorizar as bases, articulando o trabalho e a vivência ecumênica, que já existem no Brasil, e incentivar mais o desejo ecumênico”, disse dom Manoel João Francisco.

Leia abaixo a íntegra da entrevista de dom Manoel à assessoria de imprensa da CNBB.

Como o senhor acolheu sua escolha para presidir o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, o CONIC?

Eu recebi com alegria e ao mesmo tempo com certa apreensão, pois a CNBB depositou em mim a honra de ser o presidente de uma instituição tão respeitada e digna que é o CONIC, e sei da responsabilidade do organismo em si, mas sei também da responsabilidade de representar a igreja católica neste no CONIC. Confio na Palavra do Pai e sei que Ele vai me guiar, juntamente com a diretoria recém-eleita, para realizarmos um trabalho que possa atender as expectativas tanto da entidade quanto das igrejas-membro.

O que vai representar o seu mandato à frente do CONIC?

O meu mandato vai representar exatamente o desejo de sairmos um pouco das elites. Eu tenho a impressão de que o ecumenismo no Brasil, hoje, está nas elites. Então ele [o ecumenismo] precisa ir para as bases, então vou procurar estar em contato maior com as representações dos Regionais, e a partir das organizações dos Regionais, atingir outras entidades que estão ligadas às outras igrejas, e assim fazer com que o ecumenismo possa crescer e florescer, para que ele não fique apenas como um ecumenismo de cúpula. O ecumenismo no Brasil precisa dar este passo, se articular nas bases.

O senhor acredita que o CONIC tem um papel importante na defesa dos Direitos Humanos e no Diálogo Ecumênico?

Sim, o CONIC tem uma história que sempre foi pautada na defesa dos Direitos Humanos e se engajou em diversas lutas, até mesmo no tempo da Constituinte, dos movimentos de base e de organismos para a defesa dos Direitos Humanos, como a dos povos indígenas, dos quilombolas, das mulheres, e tantas outras bandeiras. Ultimamente se engajou na questão do Projeto de Lei Ficha Limpa, ajudando no recolhimento das assinaturas para enviar ao Congresso Nacional, então o CONIC sempre esteve envolvido na luta dos direitos, e é claro que vai continuar, e no nosso mandato vamos até incentivar mais essa participação e este envolvimento. Em relação ao ecumenismo, o CONIC nasceu com esta intenção, procurou e tem tentado trazer sempre a unidade entre os cristãos. Temos a consciência da necessidade e da importância da unidade dos cristãos, para que, como disse Jesus Cristo, “o mundo creia”. Sabemos que a fé cristã só aumentará no mundo à medida que os cristãos estiverem unidos. E neste sentido o CONIC tem feito um trabalho muito bonito.

Quais são os desafios do ecumenismo hoje?

O maior desafio é o já citado ecumenismo desarticulado nas bases e cada vez mais se articulando apenas nas cúpulas. Então o grande desafio hoje é articular todo esse trabalho e toda essa vivência ecumênica que já existe no Brasil entre os fieis e as várias organizações, que às vezes precisam de um ânimo, de um fôlego novo, com o apoio de uma entidade maior, que é o CONIC.

O seu mandato terá alguma prioridade especial?

A prioridade do meu mandato será, em primeiro lugar, trabalhar unido com toda a diretoria. Nós devemos estar muito bem articulados, muito bem unidos. Em seguida, aí sim, devemos acolher as sugestões que vieram da Assembleia que me elegeu. Lá [Assembleia] foram apresentadas diversas sugestões, então vamos acolher estas sugestões e procurar pô-las em prática. Uma das sugestões é chamar as entidades membro, as nossas representações nos Regionais e nos estados, e através dessas representações, então, chegar às bases. Parece-me que a prioridade será levar às bases  toda uma articulação do trabalho e da vivência ecumênica, que já existe no Brasil, e incentivar mais este trabalho e esta vivência.

Fonte CNBB

Imagem CNBB

 

Igreja deve dialogar na caridade com outras religiões, diz Papa

“Empenhem-se em fazer o bem para os cristãos e não cristãos”, ressaltou o Papa Bento XVI aos bispos das Filipinas, na manhã desta quinta-feira, 3.

Sobre o diálogo inter-religioso, o Bispo de Roma afirmou que ao mesmo tempo que a Igreja proclama a certeza que Cristo é o caminho, a verdade e a vida, ela respeita tudo aquilo que é bom nas outras religiões.

O Santo Padre recordou, em seu discurso, a declaraçãoNostra Aetate, feita no Concílio do Vaticano de 1965, que trata da relação da igreja católica com as religiões não cristãs. Com a declaração Nostra Aetate, a Igreja é chamada a dialogar com prudência e caridade com os fiéis de outras religiões toda vez que isso é possível. Fazendo assim, afirma Bento XVI, a Igreja trabalha pela compreensão recíproca e pelo progresso do bem da humanidade.

Desta forma, o Pontífice encorajou os bispos filipinos a continuarem promovendo o caminho para a paz autêntica e duradoura, tendo em vista a convivência com cada pessoa que, independente do seu credo, foi criada à imagem de Deus.

Formação religiosa e moral

Em seu discurso, Bento XVI salientou também a importância da formação dos sacerdotes e dos leigos e ainda destacou o empenho da Igreja na busca pelo bem comum e na luta em defesa da família . “A profunda piedade pessoal no vosso povo necessita de ser alimentada e sustentada” por uma compreensão apropriada “dos ensinamentos da Igreja em matéria de fé e de moral”, disse o Papa.

Assim, ele convidou os sacerdotes a voltarem uma atenção especial para a família, sobretudo aos pais como primeiros educadores da fé dos próprios filhos. “Este trabalho já é evidente no vosso apoio às famílias diante das influências que querem limitar ou destruir seus direitos e sua integridade”, salientou o Santo Padre.

Bento XVI destacou ainda que a formação dos sacerdotes é um dos deveres mais importantes dos bispos. O Pontífice recordou que, em muitas dioceses filipinas, os sacerdotes são acompanhados na fase de passagem do seminário para as paróquias, e chamou a atenção para que os padres mais anciãos possam ajudá-los no caminho para a vida sacerdotal madura.

“De acordo com suas promessas solenes de ordenação, recordem aos vossos sacerdotes o seu empenho para com o celibato, com a obediência e com maior atenção ao serviço pastoral”, salientou o Papa.

Segundo o Pontífice, vivendo suas promessas estes homens “tornam-se realmente pais espirituais com a maturidade pessoal e psicológica que crescerá para refletir a paternidade de Deus”.

Fonte Canção Nova

Imagem da Internet

 

Semana Mundial da Harmonia entre as confissões religiosas

Símbolo do Ecumenismo

O Conselho Mundial de Igreja – CMI está promovendo a Semana Mundial da Harmonia entre as religiões. O encontro surgiu de uma ideia do príncipe da Jordânia, Bin Muhammad Bin Talal.

O príncipe jordaniano afirmou em uma nota publicada pela CMI, que a ideia desta Semana Mundial da Harmonia foi instituída durante o encontro mundial das organizações mulçumanas e cristãs, realizado em Genebra, na Suiça, em novembro do ano passado.

A ONU aprovou a resolução que insistiu a ‘Semana Mundial da Harmonia’ entre as religiões com a finalidade de estabelecer um diálogo entre as várias religiões a fim de melhorar a harmonia e a cooperação entre os seres humanos.

“Trata-se de um modelo importante para todos aqueles que promovem o diálogo inter-religioso”, disse o secretário-geral do CMI, Pastor Olav Fykse Tveit.

Durante a Semana Mundial da Harmonia entre as Religiões, estão sendo realizadas atividades em vários países.

Na Austrália, jejuns inter-religiosos, na Áustria, orações pela paz, seminários inter-religiosos, no Paquistão, e café da manhã inter-religioso no Canadá que reunirá católicos, judeus, muçulmanos, luteranos e hindus.

Para o pastor esta semana é algo importante para criar um diálogo inter-religioso e intercultural, visto que muitas forças procuram dividir as pessoas ao invés de encontrar instrumentos para melhor viver juntos e eliminar a intolerância e discriminação.

Fonte: A 12