Habemus padres dançarinos. Que legal!

O vídeo de uma dupla de padres americanos dançando e ‘duelando’ em Roma se tornou viral, seguindo os passos da agora famosa freira italiana Cristina Scuccia, que com sua voz semelhante a de Alicia Keys venceu um concurso de canto e conquistou um contrato com uma gravadora.

O reverendo David Rider, de 29 anos, de Hyde Park, Nova York, e o reverendo John Gibson, de 28, de Milwaukee, despontaram para a fama na internet quando foram filmados em abril durante um evento para arrecadação de fundos do Colégio Pontifico Norte Americano, um seminário de elite do Vaticano.
Os padres David Riter (esquerda) e John Gibson dançam no Colégio Pontifico Norte Americano, em Roma, em foto de 13 de outubro (Foto: AP Photo/Domenico Stinellis)
Os padres David Riter (esquerda) e John Gibson dançam no Colégio Pontifico Norte Americano, em Roma, em foto de 13 de outubro (Foto: AP Photo/Domenico Stinellis)

Rider aqueceu a plateia com alguns passos de sapateado, para depois ser superado pelos rápidos passos de dança irlandesa de Gibson. Logo eles estavam ‘duelando’ e tentando impressionar a plateia.

No fundo da sala, a jornalista Joan Lewis gravou o evento e, mais tarde, publicou o vídeo no YouTube. “De repente os números começaram a subir e subir”, disse Lewis à Associated Press. O vídeo já tem mais de 300 mil acessos.

Tolerância zero: o abuso de um menor “é como uma missa negra”, denuncia

(ACI).- No voo de volta de Israel a Roma, o Papa Francisco condenou mais uma vez o abuso sexual de menores cometido por sacerdotes, comparou este crime com uma “missa negra”, esclareceu que não há privilégios para os bispos que cometam este crime e anunciou que no início de junho se reunirá com um grupo de vítimas no Vaticano.

Ao ser perguntado por um jornalista sobre o que fará se encontrar um bispo que não cumpre com as normas das Igrejas locais nesta delicada matéria, o Papa Francisco esclareceu que “não há privilégios” para os pastores que cometam estes crimes.

FranciscoHomilia_AutorLaurenCater_CNA“Na Argentina, chamamos os privilegiados de ‘filhos de papai’. Pois bem, sobre este tema não haverá filhos de papai. Neste momento, há três bispos sob investigação e um deles, já condenado, tem a pena em estudo. Não há privilégios neste tema dos menores”, explicou.

Explicou que “é um problema muito grave. Um sacerdote que comete um abuso, trai o corpo do Senhor. O padre deve levar o menino ou a menina à santidade. E o menor confia nele. E ao invés de levá-lo à santidade, abusa. É gravíssimo.”.

“É como fazer uma missa negra! Ao invés de levá-lo à santidade, o leva a um problema que terá por toda a vida”, enfatizou.

O Papa anunciou que nos primeiros dias de junho “haverá uma missa com algumas pessoas abusadas, na Santa Marta, e depois haverá uma reunião com eles. São pessoas da Alemanha, duas da Inglaterra ou Irlanda… Serão uns oito, com o Cardeal (Francis) O’Malley, da comissão. Sobre isto se deve prosseguir com tolerância zero!”.

Super Papa Francisco!

Ano passado só deu Papa Francisco na internet. Foi nome mais buscado no Google e Facebook. Eleito a pessoa do ano pela revista Times. Ganhou o Brasil e o mundo na JMJ, onde demonstrou sua enorme simpatia e simplicidade.  Em suma, o Papa é pop. Prova disso foi o tuite que o Vaticano divulgou com um grafite do Papa Francisco. Na imagem o Papa aparece com o “super-homem”, vestido com a tradicional roupa branca dos papas e com um maleta escrita valores (Referência ao fato de que o Pontífice argentino carrega sua bagagem pessoal quando viaja).

O Super Papa
O Super Papa

O tuite dizia:

“Compartilhamos esse graffiti que vimos hoje”

O rei da net

No Google, o nome do primeiro sumo pontífice latino-americano é o mais procurado por mês, com 1,7 milhão de consultas. Também é o mais mencionado em nível mundial na rede, com 49 milhões de referências.

Francisco supera o presidente americano, Barack Obama (1,5 milhão de consultas por mês e 38 milhões de referências), e o presidente russo, Vladimir Putin (246 mil consultas e 8 milhões de referências).

Quando comparado com outras personalidades do mundo do esporte, do espetáculo e dos negócios, Francisco aparece em terceira posição, depois do grupo musical juvenil One Direction (78 milhões) e do cantor adolescente Justin Bieber (53 milhões), que construiu sua popularidade na internet.

O estudo “A rede ama o papa Francisco” foi feito pela empresa 3rdPlace para o site católico Aleteia.org.

Com informações do Jornal O Globo

 

Disfarçado, papa sairia do Vaticano à noite para dar esmolas

O ESTADÃO | Uma entrevista recente com o arcebispo Konrad Krajewski levantou especulações de que o papa se juntaria a ele em seus passeios noturnos em Roma para dar esmolas aos pobres. Os rumores, segundo o jornal digital norte-americano The Huffington Post, provavelmente são verdadeiros.

Uma fonte de Roma disse ao jornal que “os guardas suíços confirmaram que o papa se aventurou à noite, vestido como um sacerdote comum, para se encontrar com homens e mulheres desabrigados”.

Krajewski anteriormente havia dito que, ao contar a Francisco que saía à noite, “havia o risco constante de o papa querer vir junto com ele”. Quando os repórteres lhe perguntaram à queima-roupa se o papa o acompanhou até a cidade, ele apenas sorriu e disse: “Próxima questão, por favor”.

Francisco não é o único papa conhecido por andanças noturnas. Há histórias de que João XIII saía para apreciar a beleza de Roma à noite. Também há relatos de que Pio XII se vestia como franciscano durante a Segunda Guerra Mundial para ajudar na segurança da comunidade judaica em Roma. Mais recentemente, Bento XVI foi a uma exposição de arte sem avisar.

Antes de se tornar papa, o cardeal Jorge Bergoglio era conhecido por fugir à noite para compartilhar o pão com os sem-teto, sentando-se com eles na rua para comer para mostrar que eles eram amados.

papa

Turismo virtual: Google Maps oferece passeio pelas catacumbas de Roma

(ACI/EWTN Noticias).- Google criou um mapa digital de duas grandes catacumbas em Roma para mostrar aos usuários a beleza dos lugares históricos e despertar a curiosidade por aprender mais sobre eles.

“Se podes encontrar as catacumbas, afrescos e museus online, então terás a vontade de saber mais,” disse Georgia Albetino ao grupo ACI em uma entrevista, em 19 de novembro.

“Assim, o nosso objetivo é justamente fazer que cada vez mais pessoas aprendam sobre a cultura universal, e nossa própria cultura italiana”, adicionou.

Albetino é a líder da equipe de políticas públicas do Google na Itália, e esteve presente na conferência de imprensa de 19 de novembro, onde anunciou o novo projeto, realizado na Catacumba de Priscila.

A Catacumba de Priscila foi utilizada como cemitério cristão desde finais do século II até o século IV, e se compõe de um grande número de murais de santos e símbolos cristãos, alguns dos quais se encontram atualmente em restauração.

Acredita-se que o nome da catacumba se deve a uma mulher chamada Priscila, de quem se acreditava que era a esposa de um homem que se converteu ao cristianismo e foi condenado à morte pelo imperador Domiciano.

catacumbas

A inspiração para o novo sistema de mapa que detalha as catacumbas, indicou Albetino, vem de “uma grande ideia que Google tem de tentar colocar na Web a maior quantidade de conteúdo cultural que seja possível”.

As catacumbas surgiram originalmente como um tema de interesse, revelou o diretor de políticas, durante um encontro entre o Cardeal Ravasi, Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, e o presidente executivo do Google, Eric Schmidt.

Durante o debate sobre “como enriquecer o mundo da Internet,” indicou Albetino que “a ideia era boa, existem conteúdos incrivelmente valiosos, como por exemplo, as catacumbas, por que não as colocamos no Maps? E assim foi como tudo começou”.

Até agora, as Catacumbas de Priscila e de Dino Companion são as únicas disponíveis no Google Maps, e apesar de que “não existam planos a futuro quanto às catacumbas”, Albetino explicou que eram muito importantes, especialmente na cultura italiana, já que “nos contam algo sobre nossa história, assim como também sobre as nossas origens [W1]”.

Fabricio Bisconti, superintendente arqueológico das catacumbas da Comissão Pontifícia de Arqueologia Sagrada, explicou ao grupo ACI que outro motivo fundamental foi entregar “um trajeto virtual às pessoas com deficiência física”.

Aqueles que “não podem visitar” as catacumbas devido a alguma “grande dificuldade”, observou, também devem ter a possibilidade de apreciar sua beleza, adicionando que “este foi nosso primeiro motivo”.

Albetino revelou que outro “projeto fantástico” no qual Google está trabalhando na Itália, é “digitalizar todos os livros das três principais bibliotecas: Nápoles, Roma e Florência, e deixá-los disponíveis na Internet, e logo pretendem também digitalizar os maiores museus com o mesmo propósito”.

O objetivo de todo este projeto, indicou, é “mostrar ao mundo as belezas que têm”.

O novo mapa das catacumbas pode ser visto em AQUI.

Intolerância religiosa: projeto de fotógrafo espanhol contra a homofobia ofende a Igreja

O fotógrafo espanhol Gonzalo Orquin atraiu a ira do Vaticano por causa de seu novo projeto. Ele tirou uma série de fotografias de gays e lásbicas se beijando no altar de igrejas de Roma, numa alusão a fotos de casamento. Elas fazem parte de um livro e o fotógrafo pretendia expô-las numa mostra intitulada “Si, quiero”, expressão espanhola usada pelos casais na cerimônias de casamento. Contudo, após sua divulgação, o Vaticano interveio e conseguiu proibir o evento. “Por razões de segurança, decidimos não mostrar as fotos”, conta Orquin. Contudo, ressalta que seus advogados estão trabalhando no caso e não desistiu de fazer a mostra.

O porta-voz do Vicariato de Roma, Claudio Tanturri explica que as imagens violam a Constituição italiana. “O Direito Constitucional Italiano protege o sentimento religioso de um indivíduo e a estabelece as igrejas como lugares de culto. Essas fotos não são adequadas e não estão de acordo com a espiritualidade do lugar, ofendendo um lugar que serve para a expressão da fé”. Orquin recebeu apoio de grupos LGBTS que estão fazendo uma campanha no Facebook protestando contra a censura da liderança católica. Flavio Romani, presidente de um grupo italiano de direitos dos homossexuais não se conforma: “Nessas imagens não há provocação, o que vejo é uma troca de amor, um tipo de culto público que cria harmonia não contrário”.

O fotógrafo espanhol afirma ser católico e viveu em Roma por 8 anos. Para ele, a Itália é “um país muito homofóbico”, muito mais que as demais nações da Europa. Por isso mesmo, tomou alguns cuidadas para evitar problemas: “As fotos foram tiradas durante a madrugada, com as igrejas vazias. Não queria ferir a sensibilidade de ninguém. Nenhum padre viu e não tivemos nenhum problema”. Em entrevista ao jornal francês Le Figaro, explicou não ser homossexual e não entender a homofobia da Igreja Católica. “Deus é amor. Eu sou uma pessoa de fé. Pergunto-me todos os dias se um beijo, um simples gesto de amor entre os seres humanos, pode irritar a Deus”, assevera. Ressalta ainda que tem “muita esperança” que Papa Francisco mude a visão da Igreja sobre a questão da homossexualidade, como parece que já sinalizou.

Em julho, durante um culto em Belém, onde o pastor Marco Feliciano ministrava, ocorreu uma “manifestação” onde duas mulheres se beijaram dentro da igreja, o que gerou grande polêmica.  No mês passado, a polícia Militar prendeu duas jovens que se beijaram durante a ministração do pastor Marco Feliciano no evento Glorifica Litoral. A prisão aconteceu a mando do deputado que percebeu a ação das jovens. “A Polícia Militar que aqui está, dê um jeitinho naquelas duas garotas que estão se beijando. Aquelas duas meninas têm que sair daqui algemadas. Não adianta fugir, a guarda civil está indo até aí. Isso aqui não é a casa da mãe Joana, é a casa de Deus”, disse Feliciano.

Após o ocorrido, a questão da liberdade religiosa versus liberdade de culto voltou a ser amplamente debatida no Brasil. Feliciano afirmou que o ato das jovens é crime de acordo com o artigo 208 do Código Penal e prevê pena de um mês a um ano de prisão para quem “escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”.

Texto públicado no blog Fatos em Foco | Fonte: GP e Huffington Post

Uma nova constituição para a Cúria

O papa Francisco se reúne a portas fechadas com cardeais que o aconselharão em reforma da Cúria Católica, desde terça, no Vaticano
O papa Francisco se reúne a portas fechadas com cardeais que o aconselharão em reforma da Cúria Católica, desde terça, no Vaticano

(ACI/EWTN Noticias).- Uma nova constituição para a Cúria do Vaticano em substituição da atual “Pastor Bonus” e a atribuição de um papel mais protagônico dos leigos foram os temas principais tratados ontem pela tarde e na manhã de hoje na reunião do Conselho de cardeais e o Papa Francisco que o instituiu para colaborar no governo da Igreja.

Assim o informou o diretor do Escritório de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, que explicou que a orientação dos cardeais “não é a de uma atualização da Constituição apostólica ‘Pastor Bonus’, com retoques ou modificações marginais, mas a de uma nova constituição com novidades de relevância. É necessário esperar um tempo adequado, depois deste Conselho, mas a ideia é essa. Os Cardeais deixaram claro que não se trata de fazer retoques cosméticos ou pequenos ajustes da Pastor bonus”.

Também é evidente a intenção dos cardeais de d estacar a natureza de serviço por parte da Cúria à Igreja universal e local mais “em termos de subsidiariedade, que de exercício de poder centralizado. A direção é a de atuar a serviço da Igreja em todas as suas dimensões”.

Um argumento muito importante foi o da natureza e funções da Secretaria de Estado que “deve ser a secretaria do Papa; a palavra Estado não deve dar lugar a equívocos. Esse organismo está a serviço do Papa no seu governo da Igreja universal. A reunião do Conselho é muito útil neste momento, em vista às orientações que o Santo Padre dará ao novo Secretário de Estado que tomará posse do seu cargo dentro de muito pouco, em 15 de outubro”.

Sempre no âmbito da Cúria se abordou a questão das relações entre os chefes de dicastério e o Papa e da coordenação entre os diversos organismos. “Neste contexto se falou da figura de um ‘Moderator Curiae’ ( moderador da cúria) e de suas funções. O tema foi tocado, mas não se tomou ainda nenhuma decisão; se houver, estará na nova constituição, mas, de fato é uma das hipóteses propostas pelo Conselho”.

Os cardeais falaram da possível reorganização das administrações dos bens temporais, mas sem aprofundar no tema já que estão à espera dos “informes das comissões referentes nessa matéria que lhes comunicarão o resultado de seu trabalho”.

Os membros do conselho deram uma “atenção notável” à questão dos leigos, já que os prelados recolheram muitas sugestões e pedidos sobre esse tema em suas respectivas zonas de procedência.

“Na hora de tratar da reforma da Cúria e suas instituições, está-se pensando também – explicou o Padre Lombardi- em dar maior atenção específica aos temas relativos aos leigos, que esta dimensão da realidade da Igreja seja adequada e eficazmente reconhecida e seguida pelo governo da Igreja. Agora há um Pontifício Conselho para os Leigos, mas se pode pensar em potencializar esta realidade”.

Nesta manhã voltaram a debater sobre o sínodo, em vista da preparação do próximo.

Por último, Lombardi disse que até ontem não se fixou uma data para a próxima reunião do Conselho, embora já se tinha falado de um encontro no começo do ano que vem, mas de forma informal.

“A intenção -concluiu- é a de continuar, sem esperar longos tempos. Além disso, não terá que pensar que entre uma reunião e outra não passe nada; os cardeais e o Papa continuam intercambiando opiniões e mensagens, embora não haja uma reunião plenária do Conselho”.

Bento XVI está feliz por ter voltado ao Vaticano

(ACI/EWTN Noticias).- O Bispo Emérito de Roma, Bento XVI, está muito contente depois de sua volta ao Vaticano que ocorreu ontem, concretamente ao mosteiro Mater Ecclesiae, conforme assinala uma nota de imprensa da Santa Sé.

Depois de dois meses na residência de Castel Gandolfo, Bento XVI chegou de helicóptero ao heliporto vaticano pouco depois de 4:45 p.m., acompanhado pelo Arcebispo Georg Gänswein, Prefeito da Casa Pontifícia.

Foi acolhido pelos cardeais Angelo Sodano, Decano do Colégio Cardenalício; Tarcisio Bertone, Secretário de Estado; Giuseppe Bertello, Presidente do Governatorado e pelos arcebispos Angelo Becciu, Substituto da Secretaria de Estado; Dominique Mamberti Secretário para as Relações com os Estados e pelo bispo Giuseppe Sciacca, Secretário Geral do Governatorado.

Bento XVI se transladou depois a sua nova residência, o mosteiro “Mater Ecclesiae”. O Papa Francisco o esperava na entrada e lhe deu as boas-vindas com grande cordialidade; os dois foram rezar juntos à capela do mosteiro.

O comunicado da Santa Sé assinala que “Bento XVI está muito contente de voltar para o Vaticano, ao lugar em que quer dedicar-se ao serviço da Igreja, acima de tudo com a oração”. Essa intenção foi anunciada por ele mesmo no dia 11 de fevereiro deste ano.

Bento XVI disse que o mosteiro, recentemente restaurado é “uma casa acolhedora, aqui se pode trabalhar bem”.

TAÇA FRANCISCO: As seleções da Itália e Argentina conformam partida em homenagem ao Papa

Papa Francisco. Foto: News.va

(ACI/EWTN Noticias).- As seleções de futebol da Argentina e Itália disputarão em Roma a Taça Francisco como uma homenagem ao Santo Padre, e cujos recursos serão destinados para atender às vitimas das inundações nas cidades de La Prata e Buenos Aires.

Embora o dia exato não tenha sido confirmado ainda, o encontro poderia realizar-se em dezembro em uma data que não seria FIFA. Entretanto a complicação principal seria que as ligas europeias começam o seu recesso a partir do dia 21 de dezembro.

Guillermo Tofoni, o agente FIFA encarregado de organizar as partidas da seleção argentina, declarou ao jornal Clarín que a partida poderia ser disputada em 2014. De todas as maneiras, afirmou que “o encontro vai acontecer” e adiantou que “a ideia é que na próxima semana se defina a data”.

Itália propõe à Argentina um jogo de futebol em Roma para homenagear o Papa

(ACI/EWTN Noticias).- A Federação Italiana de Futebol propôs à Associação de Futebol Argentino realizar um amistoso em Roma como homenagem ao Papa Francisco, torcedor do clube San Lorenzo de Almagro e cujos pais foram imigrantes italianos.

Conforme se informou, ambas federações estão procurando já faz algum tempo programar uma partida em um campo neutro, como Suíça ou Bélgica. Nesta terça-feira, o organismo italiano enviou uma carta a sua homóloga argentina propondo Roma como sede do encontro.

A data proposta foi o dia 14 de agosto, véspera da Assunção de Maria. Entretanto, o país sul-americano recordou que neste dia, no calendário oficial da FIFA, eles já têm programado uma partida contra a Rússia.

Na semana passada, o treinador italiano Cesare Prandelli disse que “a partida contra a seleção de Lionel Messi é a única contra os grandes da Copa que nos falta. Com isso fecharíamos o círculo. Seria uma homenagem ao novo Papa”.

A proposta foi acolhida por Guillermo Tofoni, presidente da empresa que organiza as partidas não oficiais da seleção argentina. Ele já está organizando o evento e procurando a melhor data.

Prandelli também manifestou que seria “belo” que antes do encontro tivessem uma audiência conjunta “do Papa que ama o futebol” com ambas as equipes “e depois ir ao estádio com um único ônibus as duas seleções, juntas”.

A Argentina precisa agora dar uma resposta e definar a data do jogo.

É hora de censurarmos Michelangelo?

Este artigo escrito por Mirticeli Medeiros, da redação da Canção Nova, expressa de forma clara as questões envolvendo o estado e sua laicidade, além de nos alertar para a nossa hipocrisia referente aos símbolos cristãos.

Confia:

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Mirticeli Medeiros
Da Redação

A religião plasmou a cultura ocidental? Uma pergunta que em primeiro momento pode receber uma resposta negativa. Mas, se observamos com atenção o quanto tal pergunta é abrangente, é possível que, aos poucos, mudemos nossos conceitos.

Na era do Estado Laico, onde acontece a ruptura total entre Igreja e Estado, a religião é tida como questão privada e esquece-se, por exemplo que, a mesma é um fato social.

Os dias de guarda, instituídos pelo cristianismo, por exemplo, ainda não foram excluídos do calendário. Aliás, quem se atreveria a recusar um dia de descanso?

Dentro de uma realidade de Brasil, o que caracteriza a cidade do Rio de Janeiro é a figura do “Deus Cristão” de braços abertos, sendo assim, alguém se habilitaria a demolí-lo a fim de sustentar sua ‘laicidade’?

O teólogo responde

Diante das respostas à essas perguntas, que com certeza serão negativas, como não responder à primeira pergunta do texto com um generoso “Sim”?  O Papa Bento XVI, que escreveu um livro intitulado “Europa e seu fundamentos de hoje e de amanhã”, quando ainda era cardeal, reforçou o seu parecer sobre a religiosidade enraizada na cultura em um recente pronunciamento, na Alemanha.

“A cultura da Europa nasceu do encontro entre Jerusalém, Atenas e Roma, do encontro entre a fé no Deus de Israel, a razão filosófica dos Gregos e o pensamento jurídico de Roma. Este tríplice encontro forma a identidade íntima da Europa. Na consciência da responsabilidade do homem diante de Deus e no reconhecimento da dignidade inviolável do homem, de cada homem, este encontro fixou critérios do direito, cuja defesa é nossa tarefa neste momento histórico”, ressaltou Bento XVI durante discurso proferido no Parlamento alemão, em setembro de 2011.

E agora? Excluímos os símbolos religiosos?

Diante de tamanha fundamentação, é hora de ir adiante, aos dias atuais. Tirar os crucifixos das escolas e demais locais públicos diminuiriam a laicidade de um estado ou seria o caso de desenvolver-se uma maior “consciência cultural” capaz de discernir aquilo que está enraizado na história de um povo daquilo que não são traços característicos de tal cultura? O professor universitário Flaubert Paiva, jornalista com especialização em Jornalismo Cultural e doutorando em Humanidades e Artes pela Universidade Nacional de Rosário de Buenos Aires, Argentina, explica sobre este processo de fusão entre religião e Estado, que segundo ele, foi capaz de criar a identidade ocidental.

“Considero que a retirada de um crucifixo não vem contribuir em absolutamente nada, no que diz respeito a formação e ou intensificação da laicidade do Estado. A questão dos valores cristãos estão muito mais arraigados à nossa sociedade do que podemos pensar. Queiramos ou não, o nosso comportamento em sociedade – por mais transgressões que nós vejamos – é determinado pela conduta moral cristã. Acreditar que imagens sacras interferem na posição de um Estado Laico, ao meu ver, é a máxima demonstração de ignorância”, afirmou o professor.

Considerações finais e… culturais

Quando pensamos em afrescos, igrejas, belíssimas esculturas e obras de arte, pensamos em Michelangelo, considerado um dos maiores autores da história da arte do Ocidente. A admiração por este grande artista não diminui se pensarmos que sua matéria prima foi justamente a fé de um povo. E então, censuramos Michelangelo?

ARQUIVOS SECRETOS VATICANOS SERÃO EXPOSTOS NO CAPITÓLIO

Os Arquivos Secretos do Vaticano serão objeto de uma exposição nos museus do Capitólio em fevereiro de 2012: “Lux in Arcana, luz sobre os segredos”. Para o pontificado de Pio XII, será preciso esperar ainda 3 ou 4 anos de trabalho antes de sua abertura aos investigadores, mas está prevista a exposição de documentos impactantes sobre o massacre dos armênios.

A exposição foi apresentada nesta manhã, no Vaticano, pelo cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado, pelo arquivista bibliotecário da Santa Romana Igreja, cardeal Raffaele Farina, por Dom Sergio Pagano, prefeito dos Arquivos Vaticanos, pelo prefeito de Roma, Giovanni Alemanno, por Dino Gasperini, assessor da prefeitura para as políticas culturais, e Umberto Broccoli, encarregado para os bens culturais de Roma.

Serão expostos cerca de 100 documentos dos Arquivos Secretos Vaticanos, do século VIII ao XX. Entre outros, estarão: a carta dos membros do Parlamento Inglês a Clemente VII a propósito do casamento de Henrique VII (1530), as Atas do processo contra Galileu (século XVII), a Bula de deposição de Frederico II Barba-Ruiva, e documentos do começo da 2ª Guerra Mundial.

Durante a apresentação, o cardeal Bertone quis destacar a importância de que esta exposição seja organizada fora do Vaticano, no Capitólio, no coração de Roma.

Por sua vez, o cardeal Farina explicou que os documentos pontifícios e outros antigos documentos da vida da Igreja sairão pela primeira vez do Vaticano, por ocasião desta exposição.

Dom Pagano observou também que a exposição pretende iluminar “uma venerável instituição e sua atividade” e daí surgiu o título “Lux in Arcana”.

“A exposição – afirmou – oferece pela primeira vez, a um público mais amplo, a oportunidade de submergir-se na realidade do Arquivo Vaticano: a tecnologia moderna permitirá ao visitante adentrar-se no Arquivo e conhecer a atividade que realiza há séculos, ao serviço da Santa Sé e do mundo da cultura, conservando e transmitindo um patrimônio de conhecimento invejável.”

Dom Pagano fez também dois anúncios: por um lado, que será necessário pelo menos um período de 4 anos para poder publicar documentos sobre o pontificado de Pio XII e a forma como o Papa Pacelli reagiu frente ao horror da Shoah.

Anunciou também a publicação de uma recopilação de documentos e testemunhos sobre o massacre dos armênios no final da 1ª Guerra Mundial na Turquia e sobre as atrocidades cometidas contra mulheres grávidas.

O prefeito de Roma destacou, no final, que se trata “de um ato de valentia por parte da Santa Sé, que quis organizar uma exposição deste nível e, ao mesmo tempo, levar estes valiosos documentos para fora do Vaticano. Lux Arcana é uma oportunidade para poder contar aos romanos e aos peregrinos a aventura extraordinária do ser humano”.

Novo aplicativo para iPod guia turistas nas igrejas de Roma

Aplicativo vai guiar os turistas de foma silenciosa pelas igrejas de Roma

O Vaticano lançou uma nova forma de informar os turistas de maneira silenciosa, nas igrejas de Roma, Itália. O aplicativo para iPod foi testado primeiramente na Basílica de São João de Latrão.

Através do áudio e do vídeo esta aplicação mostra, no caso desta igreja, os 1700 anos de história do templo que é a Catedral do Papa, posto que ele é o Bispo de Roma.

“Posso dizer facilmente que na Itália não há exemplos de experiências como esta em contextos religiosos, provavelmente nem sequer em museus”, disse o porta-voz da empresa Antenna International, criadoura da aplicação, Jelena Jovanovic.

A aplicação oferece fotos, textos, vídeos, e uma experiência interativa aos peregrinos nas igrejas. Proporciona ademais recriações de fatos históricos narradas por atores. Mas o propósito não é entreter ou educar os visitantes, e sim obter um ambiente de silencio para a oração.

“Infelizmente, nossas basílicas se converteram em lugares cheios de barulho na maioria das vezes. Queremos recuperá-las como lugares de silêncio. Assim que este guia em áudio será uma boa ajuda para obter esta meta”, salientou o encarregado da atenção pastoral na diocese de Roma, Dom Luza Brandolini.

O Diretor da Obra Romana de Peregrinações, padre Caesar Atuire, está de acordo com isso. “Os que querem entrar na basílica para rezar devem poder ter o ambiente para fazê-lo. Assim que este guia multimídia os ajudará. Todos podem fazer agora o que tenham que fazer sem incomodar outros”, assinala.

O primeiro teste na Basílica de São João de Latrão aconteceu nesta sexta-feira, 24, e Vaticano disse que monitorará esta experiência até dezembro. Logo as autoridades decidirão se aplicarão o sistema em outras basílicas e igrejas da diocese de Roma.

Brasileiros fazem caminhada da Campanha da Fraternidade em Roma

Representantes dos Religiosos Brasileiros em Roma (RBR) e da Comunidade brasileira Nossa Senhora Aparecida realizaram, no domingo, 27, a tradicional caminhada da Campanha da Fraternidade pelas ruas de Roma.

O encontro teve inicio às 7h30 com a celebração Eucarística na Basílica Santa Maria Maggiore. Os religiosos expressaram sua sintonia com a Igreja no Brasil refletindo e rezando o tema da Campanha da Fraternidade 2011 “Fraternidade e a Vida no Planeta”.

A cor verde-amarela e as canções alegres atraiam a atenção dos turistas ao longo das ruas da cidade. O encontro terminou com a oração do Ângelus na Praça São Pedro onde os participantes receberam uma palavra de alento do papa Bento XVI.

Religiosas e religiosos de países como Itália, Alemanha, Filipinas e Áustria que realizaram experiência missionária no Brasil se juntaram ao grupo. A irmã Laura Cantoni, da congregação das Missionárias da Imaculada que trabalhou de 2000 a 2010 na periferia da cidade de Manaus e em uma equipe itinerante com os povos indígenas na região de Maués, no interior do Amazonas disse haver se “encontrado de novo no mundo brasileiro num momento de espiritualidade e fraternidade”.

A portuguesa irmã Maria da Conceição Ribeiro, conselheira geral da Congregação das Irmãs Dorotéias juntou-se ao grupo pela primeira vez e considerou a via sacra “muito original e significativa por ter conseguido fazer algo relacionado com a criação, a ecologia e as preocupações do cuidado da vida no planeta”. “Acho que os brasileiros são criativos e sensíveis a natureza e à vida da terra, até porque vivem em um país com problemas tão grandes relacionados à natureza e à criação”, acrescentou.

O superior Geral da Congregação dos Rogacionistas, padre Angelo Mezzari, também caminhou com o grupo. “É para mim uma alegria poder encontrar com os amigos religiosos do Brasil e sentir-se parte desta fraternidade. Ao mesmo tempo é uma oportunidade de sintonizar-se com a temática do cuidado com a terra, a vida e as criaturas. Não se trata só de uma temática da Campanha da Fraternidade do Brasil, mas de uma questão fundamental para a vida humana na terra”.

Fonte CNBB

Imagem CNBB

 

Papa ensina os sete passos para afastar o mal

O Santo Padre dedicou a Catequese desta quarta-feira, 29 à figura de Santa Catarina de Bolonha, seguindo o ciclo de reflexões sobre grandes mulheres da Idade Média. Esta foi a última catequese do ano de 2010.

O Papa citou o acordo autobiográfico escrito pela santa italiana – As sete armas espirituais -, que oferece ensinamentos “de grande sabedoria e profundo discernimento” sobre as tentações do diabo:

1. ter cuidado e preocupação de trabalhar sempre para o bem;
2. crer que, sozinhos, nunca poderemos fazer nada de verdadeiramente bom;
3. confiar em Deus e, por seu amor, não temer nunca a batalha contra o mal, seja no mundo, seja em nós mesmos;
4. meditar com frequência nos eventos e palavras da vida de Jesus, sobretudo sua Paixão e Morte;
5. recordar-se que devemos morrer;
6. ter fixa na mente a memória dos bens do Paraíso;
7. ter familiaridade com a Sagrada Escritura, levando-a sempre no coração para que oriente todos os pensamentos e todas as ações.

Após dizer esses ensinamentos o Papa falou ainda aos mais de oito mil católicos presentes na sala Paulo VI, em Roma nesta manhã: “Um belo programa de vida espiritual, também hoje, para cada um de nós!”, exclamou o Pontífice.

Humildade em servir

“Queridos amigos, Santa Catarina de Bolonha, com as suas palavras e vida, é um forte convite a deixarmo-nos sempre guiar por Deus, a cumprir cotidianamente a sua vontade, também se muitas vezes ela não corresponde aos nossos projetos, a confiar na sua Providência, que nunca nos deixa sozinhos”, explicou o Papa por que ele escolheu falar sobre Santa Catarina de Bolonha.

Bento XVI destacou ainda a enorme humildade de Catarina, que não desejou nada para si, não desejou aparecer. “Desejou servir, fazer a vontade de Deus, estar ao serviço dos outros. E exatamente por isso Catarina era credível na autoridade, porque se podia ver que, para ela, a autoridade era exatamente servir aos outros”, ressaltou.

A história de Santa Catarina de Bolonha

Mulher instruída, mas humilde. Dedicada à oração, mas sempre pronta a servir. Generosa no sacrifício, mas cheia de alegria para acolher com Cristo a cruz. Assim o Pontífice definiu Santa Catarina.

Ela nasce na cidade de Bolonha, Itália, o dia oito de setembro de 1413. Quase não há noticias sobre sua infância.  Aos 10 anos, muda-se com a família para a cidade Ferrara, onde se torna dama de honra de Margherita, filha do Marquês local. Começa a ter acesso a um vasto patrimônio artístico e cultural, que irá valorizar muito quando iniciar sua vida monástica.

Segundo o Santo Padre, uma das características que a distingue de modo absolutamente claro é ter o espírito constantemente voltado para as coisas do Céu. Em 1427, com 14 anos, deixa a corte para unir-se a um grupo de jovens de famílias nobres que viviam em comum, consagrando-se a Deus.

Nesta nova fase da vida, tem notáveis progressos espirituais, mas também são grandes e terríveis as provações, sofrimentos interiores e tentações do demônio. Vive a noite do espírito, especialmente pela tentação da incredulidade com relação à Eucaristia, da qual é consolada pelo Senhor, após tanto sofrer, através de uma visão. A partir daí, toma consciência da presença real eucarística.

Em 1431, tem uma visão do juízo final. A terrível cena dos condenados a leva a intensificar orações e penitência pela salvação dos pecadores.

Catarina escreve sobre esse combate com o desejo de “alertar sobre as tentações do demônio, que se esconde frequentemente atrás de aparências enganadoras, para depois insinuar dúvidas de fé, incertezas vocacionais, sensualidade”, disse Bento XVI.

No convento, apesar dos costumes da Corte, desenvolve os serviços mais humildes com amor e obediência. “Ela vê, de fato, na desobediência aquele orgulho espiritual que destrói toda outra virtude”, ressalta o Papa.

Corpo incorrupto de Santa Catarina

Em 1456, seu mosteiro é chamado a criar uma nova fundação em Bolonha. Apesar de preferir terminar seus dias em Ferrara, o Senhor lhe aparece em visão para que aceite o encargo de Abadessa na nova missão. Parte com 18 outras irmãs.

No início de 1463, uma enfermidade se agrava e ela reúne-se com as irmãs em Capítulo pela última vez, para anunciar a sua morte e recomendar a observância da regra. Em 9 de março de 1463, falece. Foi canonizada pelo Papa Clemente XI em 22 de maio de 1712. A cidade de Bolonha, na capela do mosteiro de Corpus Domini, preserva o seu corpo incorrupto.

Por Marquione Ban

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Fonte: Canção Nova