Papa Francisco

O Papa alenta a meditar na Semana Santa sobre quem somos diante de Jesus que sofre

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Papa celebra o Domingo de Ramos
Papa celebra o Domingo de Ramos

Em sua homilia da missa de Domingo de Ramos, o Papa Francisco exortou os fiéis a meditar sobre a paixão de Jesus durante a Semana Santa, perguntando-nos “quem sou eu, diante de Jesus que sofre?”.

Na Missa de hoje, com a qual se inicia a Semana Santa, o Papa Francisco usou um báculo pastoral de madeira, trabalhado de um tronco de oliveira, doado por um grupo de detentos da Casa de Detenção de Sanremo.

Conforme informa a Rádio Vaticana, o Papa indicou que “esta semana começa com a procissão festiva com os ramos de oliveira: todo o povo acolhe Jesus. As crianças, os jovens cantam, louvam Jesus. Mas esta semana segue adiante no mistério da morte de Jesus e da sua ressurreição”.

“Ouvimos a Paixão do Senhor. Fará bem a nós nos fazermos somente uma pergunta: quem sou eu? Quem sou eu diante do meu Senhor? Quem sou eu diante de Jesus que entra em festa em Jerusalém? Sou capaz de exprimir a minha alegria, de louvá-Lo? Ou tomo distância? Quem sou eu, diante de Jesus que sofre? Escutamos tantos nomes, tantos nomes”.

Francisco assinalou que “O grupo de líderes, alguns sacerdotes, alguns fariseus, alguns mestres da lei, que tinham decidido matá-Lo. Esperavam a oportunidade para prendê-Lo. Eu sou como um deles? Escutamos também um outro nome: Judas. 30 moedas. Sou como Judas? Ouvimos também outros nomes: os discípulos que não entendiam nada, que adormeciam enquanto o Senhor sofria”.

“A minha vida está adormecida? Ou sou como os discípulos, que não entendiam o que era trair Jesus? Como aquele outro discípulo que queria resolver tudo com a espada: sou como eles?”.

O Papa questionou os fiéis se “Sou como Judas, que finge amar e beija o Mestre para entregá-Lo, pra traí-lo? Eu sou traidor? Sou como aqueles líderes que com pressa fazem o tribunal e procuram falsas testemunhas: sou como eles?”.

“E quando faço estas coisas, se as faço, acredito que com isto salvo o povo? Eu sou como Pilatos? Quando vejo que a situação está difícil, lavo as minhas mãos e não sei assumir a minha responsabilidade e deixo condenar – ou condeno eu – as pessoas? Sou como aquela multidão que não sabia bem se estava em uma reunião religiosa, em um julgamento ou em um circo, e escolhe Barrabás?”.

O Santo Padre assinalou que “para eles é o mesmo: era mais divertido, para humilhar Jesus. Sou como os soldados que atingem o Senhor, cospem Nele, insultam-No, se divertem com a humilhação do Senhor? Eu sou como o Cirineu, que voltava do trabalho, cansado, mas teve a boa vontade de ajudar o Senhor a carregar a cruz? Eu sou como aqueles que passavam diante da Cruz e zombavam de Jesus: ‘Era tão corajoso! Desça da cruz, e nós vamos acreditar Nele’. Zomba-se de Jesus…”.

“Sou como aquelas mulheres corajosas, e como a Mãe de Jesus, que estavam ali, sofrendo em silêncio? Sou como José, o discípulo escondido, que leva o corpo de Jesus com amor, para levá-lo à sepultura? Sou como as duas Marias, que permanecem diante do Sepulcro chorando, rezando?”.

“Eu sou como aqueles líderes que no dia seguinte foram a Pilatos para dizer: ‘Olha, ele dizia que iria ressuscitar. Que não seja mais um engano!’, e bloqueiam a vida, bloqueando o sepulcro para defender a doutrina, para que a vida não venha para fora? Onde está o meu coração? Com qual destas pessoas eu me pareço?”.

“Que esta pergunta nos acompanhe durante toda a semana”, concluiu.

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Papa presenteia fiéis com o “Evangelho de bolso” e pede para lermos sempre a Palavra de Jesus

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(ACI/EWTN Noticias).- Ontem, depois da oração do Ângelus, o Papa Francisco presenteou os milhares de fiéis presentes na Praça de São Pedro com um “Evangelho de bolso” e exortou a ler sempre a Palavra de Jesus, cada vez mais disponível de forma portátil, graças às novas tecnologias como os celulares e os tablets.

“E agora eu gostaria de fazer um simples gesto para vocês. Nos últimos domingos sugeri a todos vocês que levassem sempre convosco um pequeno Evangelho, para poder lê-lo com frequência durante o dia. Então me lembrei da antiga tradição da Igreja, durante a Quaresma, de entregar o Evangelho aos catecúmenos, os que se preparam para o batismo. E assim hoje quero oferecer a vós que estais na Praça – mas como um sinal para todos – um Evangelho de bolso”.

Papa Francisco rezando o Angelus deste domingo e em primeiro plano os livros dos Evangelhos distribuídos ao povo.
Papa Francisco rezando o Angelus deste domingo e em primeiro plano os livros dos Evangelhos distribuídos ao povo.

Francisco assinalou que este Evangelho “será distribuído a vocês gratuitamente. Levem-no convosco e leiam-no todos os dias: é o próprio Jesus que vos fala ali! É a palavra de Jesus: esta é a Palavra do Jesus!”.

“Como Ele (Jesus) eu vos digo: de graça recebestes, de graça dai, dai a mensagem do Evangelho!”.

O Papa disse que “mas talvez alguns de vocês não acreditem que isto seja de graça. ‘Mas quanto custa? Quanto devo pagar, padre?’. Façamos uma coisa: em troca deste presente, façam um ato de caridade, um gesto de amor gratuito, uma oração pelos inimigos, uma reconciliação, qualquer coisa”.

“Hoje se pode ler o Evangelho com muitas ferramentas tecnológicas. Pode-se trazer consigo toda a Bíblia num telefone celular, num tablet. O importante é ler a Palavra de Deus, com todos os meios, e acolhê-la com o coração aberto. E então a boa semente dá fruto!”.

El Papa Pop: popularidade de Francisco nos EUA está em alta

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Grafite do papa em Roma
Grafite do papa em Roma

(ACI/EWTN Noticias).- Uma pesquisa recente da conhecida empresa Gallup revelou que o Papa Francisco tem a sua popularidade quase tão alta como a que o Beato João Paulo II tinha nos Estados Unidos ao final de seu pontificado.

A pesquisa, realizada em 1023 americanos maiores de 18 anos, entre os dias 6 e 9 de fevereiro, revelou que a opinião favorável em relação ao Papa Francisco sobe a 76 por cento ante 9 por cento desfavorável. 16 por cento dos pesquisados indicou que não tinha uma opinião formada.

Por sua parte, o Beato João Paulo II, que será canonizado junto com João XXIII pelo Papa Francisco em 27 de abril deste ano, em fevereiro de 2005, poucos meses antes de sua morte, alcançou uma popularidade de 78 por cento.

Em abril de 2013, a pouco tempo de sua eleição, 58 por cento dos pesquisados por Gallup mostrava uma opinião favorável a Francisco, 10 por cento tinha uma visão desfavorável e 31 por cento não tinha uma opinião.

A pesquisa do Gallup revela também que a popularidade do Papa Francisco é alta tanto entre católicos, quanto entre protestantes e inclusive entre aqueles que se consideram “sem identidade religiosa”.

Dos católicos pesquisados, 89 por cento tinha uma opinião favorável sobre Francisco ante 3 por cento que tinha uma “desfavorável”. No caso dos protestantes, a popularidade de Papa alcançou 78 por cento, com apenas 7 por cento de desaprovação.

Aqueles que indicaram não ter uma identidade religiosa expressaram uma aprovação do Santo Padre em 73 por cento.

Selfie do Papa durante a JMJ no Rio
Selfie do Papa durante a JMJ no Rio

“Cerca de um ano depois de sua eleição como Papa, os americanos são essencialmente tão positivos sobre Francisco como foram com João Paulo II pouco antes de sua morte”, destacou Gallup.

Os tuites do Papa

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Papa Francisco: “Escutem Jesus lendo o Evangelho todos os dias”

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papa(ACI/EWTN Noticias).- Ao presidir ontem a oração do Ângelus ante a multidão de fiéis congregada na Praça de São Pedro, o Papa Francisco alentou a escutar Jesus todos os dias no Evangelho.

“É uma coisa boa; é uma coisa boa ter um pequeno Evangelho, pequeno, e levá-lo conosco, no bolso, na bolsa, e ler um pequeno trecho em qualquer momento do dia. Em qualquer momento do dia, eu pego do bolso o Evangelho e leio alguma coisinha, um pequeno trecho. Ali é Jesus que nos fala, no Evangelho!”.

A seguir, a íntegra das palavras do Papa pronunciadas antes da oração do Ângelus:

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje o Evangelho nos apresenta o evento da Transfiguração. É a segunda etapa do caminho quaresmal: a primeira, as tentações no deserto, domingo passado; a segunda: a Transfiguração. Jesus “tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha” (Mt 17, 1).

A montanha na Bíblia representa o lugar da proximidade com Deus e do encontro íntimo com Ele; o lugar da oração, onde estar na presença do Senhor. Lá no alto da montanha, Jesus se mostra aos três discípulos transfigurado, luminoso, belíssimo; e depois aparecem Moisés e Elias, que conversam com Ele.

A sua face é tão brilhante e as suas vestes tão brancas que Pedro permanece deslumbrado, tanto que queria permanecer ali, quase parar aquele momento. De repente, ressoa do alto a voz do Pai que proclama Jesus como seu Filho amado, dizendo: “Escutai-o” (v. 5).

Esta palavra é importante! O nosso Pai que disse a estes apóstolos, e diz também a nós: “Escutai Jesus, porque é o meu Filho amado”. Tenhamos, esta semana, esta palavra na cabeça e no coração: “Escutai Jesus!”. E isto não o diz o Papa, diz Deus Pai, a todos: a mim, a vocês, a todos, todos!

É como uma ajuda para seguir adiante no caminho da Quaresma. “Escutai Jesus!”. Não esquecer.

É muito importante este convite do Pai. Nós, discípulos de Jesus, somos chamados a ser pessoas que escutam a sua voz e levam a sério suas palavras. Para escutar Jesus, é preciso ser próximo a Ele, segui-Lo, como faziam as multidões do Evangelho que o seguiam pelos caminhos da Palestina.

Jesus não tinha uma cátedra, ou um púlpito fixo, mas era um mestre itinerante, que propunha os seus ensinamentos, que eram os ensinamentos que o Pai lhe havia dado, ao longo dos caminhos, percorrendo trajetos nem sempre previsíveis e às vezes pouco fácil. Seguir Jesus para escutá-Lo.

Mas também escutamos Jesus na sua Palavra escrita, no Evangelho. Faço uma pergunta a vocês: vocês leem, todos os dias, um trecho do Evangelho? Sim, não…sim, não…Meio a meio… Alguns sim e alguns não. Mas é importante! Vocês leem o Evangelho?

É uma coisa boa; é uma coisa boa ter um pequeno Evangelho, pequeno, e levá-lo conosco, no bolso, na bolsa, e ler um pequeno trecho em qualquer momento do dia. Em qualquer momento do dia, eu pego do bolso o Evangelho e leio alguma coisinha, um pequeno trecho. Ali é Jesus que nos fala, no Evangelho!

Pensem nisto. Não é difícil, nem necessário que sejam os quatro: um dos Evangelhos, pequenino, conosco. Sempre o Evangelho conosco, porque é a Palavra de Jesus para poder escutá-Lo.

Deste episódio da Transfiguração, gostaria de colher dois elementos significativos, que sintetizo em duas palavras: subida e descida. Nós temos necessidade de ir além, de subir a montanha em um espaço de silêncio, para encontrar nós mesmos e perceber melhor a voz do Senhor.

Isto fazemos na oração. Mas não podemos permanecer ali! O encontro com Deus na oração nos impele novamente a “descer da montanha” e retornar para baixo, à planície, onde encontramos tantos irmãos sob o peso do cansaço, das doenças, injustiças, ignorâncias, pobreza material e espiritual.

A estes nossos irmãos que estão em dificuldade, somos chamados a levar os frutos da experiência que fizemos com Deus, partilhando com eles a graça recebida. E isto é curioso. Quando nós ouvimos a Palavra de Jesus, escutamos a Palavra de Jesus e a temos no coração, aquela Palavra cresce. E vocês sabem como cresce? Dando-a ao outro!

A Palavra de Cristo em nós cresce quando nós a proclamamos, quando nós a damos aos outros! E este é o caminho cristão. É uma missão para toda a Igreja, para todos os batizados, para todos nós: escutar Jesus e oferecê-Lo aos outros. Não esquecer: esta semana, escutem Jesus!

E pensem nesta questão do Evangelho: vocês o farão? Farão isto? Depois, no próximo domingo, vocês me dirão se fizeram isto: ter um pequeno Evangelho no bolso ou na bolsa para ler um pequeno trecho no dia.

E agora dirijamo-nos à nossa Mãe Maria, e confiemo-nos à sua orientação para poder seguir com fé e generosidade este itinerário da Quaresma, aprendendo um pouco mais de “subir” com a oração e escutar Jesus e “descer” com a caridade fraterna, anunciando Jesus.

Os tuites de Francisco

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Vaticano lança e-book para comemorar primeiro ano de pontificado do Papa Francisco

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Um ano do papa Francisco

(ACI/EWTN Noticias).- O site do Escritório de Imprensa da Santa Sé surpreendeu os usuários com o lançamento do livro digital “Queremos tornar-nos santos? Sim ou não?”, no qual recolhe impactantes fotos e frases do Papa Francisco durante seu primeiro ano de Pontificado.

“Felicidades Santo Padre!”, com esta frase inscrita na parte inferior do livro, o Vaticano faz uma homenagem ao Pontífice argentino, eleito como o Pontífice número 266 da Igreja Católica em 13 de março de 2013.

O e-book gratuito foi elaborado em colaboração com o Serviço Fotográfico Vaticano e o Serviço de Internet Vaticano, e conta com 70 páginas, 33 fotografias e 33 frases do Pontífice.

As frases estão acompanhadas por um hiperlink que dirige os internautas aos diferentes discursos do Papa nos quais estas frases foram pronunciadas.

O Vaticano informou que o Papa Francisco não participará de nenhuma celebração especial pelo aniversário e passará o dia em Ariccia, onde se encontra em retiro espiritual junto à Cúria Romana até na sexta-feira 14 de março.

O livro está disponível AQUI (CLIQUE AQUI)

Um ano de pontificado do Papa Francisco

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(ACI/EWTN Noticias).- Hoje, 13 de março, comemoramos o primeiro aniversário da eleição do Papa Francisco. Nestes doze intensos meses, o Papa vindo do fim do mundo e que pede que rezem por ele, começou um novo método de trabalho, que com passo lento, mas firme, atraiu uma renovada atenção para os temas eclesiais, também de parte de quem não está perto da Igreja.

Uma das pessoas mais próximas ao Pontífice, no trabalho cotidiano, é o diretor do Escritório de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi SJ, que em uma entrevista à Rádio Vaticano refletiu sobre este ano de “grande impulso para uma Igreja em caminho”.

“A principal coisa deste primeiro ano é sem dúvida a grande atenção, a grande atração das pessoas – digo das pessoas para não dizer só católicos praticantes, mas todas as pessoas deste mundo – a grande atenção a este Papa, à sua mensagem. É algo que eu penso e espero esteja enraizado muito profundamente nos corações das pessoas, que se sentiram tocadas por uma palavra de amor, de atenção, de misericórdia, de proximidade, e que através de um homem, o Papa”, expressou.

“Gostaria de recordar- adicionou – um certo número de episódios, que foram para mim particularmente tocantes este ano. Claro que a primeira aparição no balcão da Basílica de São Pedro, com tudo o que recordamos e o que representou, é inesquecível. Depois, eu recordo o lava-pés dos jovens na prisão, Quinta-feira Santa”.

“Lembro-me da viagem a Lampedusa, com a sua grande intensidade de proximidade às pessoas mais esquecidas e abandonadas e àqueles que morreram na viagem da esperança e dor, em busca de um futuro melhor”.

“Recordo-me da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, o grande encontro da juventude do mundo, em particular da América Latina, com o Papa em seu continente. Lembro-me de Assis”.

“Lembro-me do documento programático – por assim dizer – a Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, no qual temos realmente o coração do Papa articulado de uma forma muito clara, muito ampla, como programa de seu Pontificado. E então o Consistório de fevereiro. Estas etapas nos dizem o quanto foi intenso este ano e quantos aspectos foram tocados, quantos encontros ocorreram”.

- O Papa quer uma igreja que saia, fala de reformas estruturais necessárias. Como está mudando a Igreja?

- “A Igreja me parece verdadeiramente um povo em caminho. Esta é a maior característica: uma sensação de grande dinamismo. O Papa deu um grande impulso e caminha com uma Igreja que busca a vontade de Deus, que busca a sua missão no mundo de hoje, para o bem de todos, caminhando realmente em direção das periferias, em direção dos confins do mundo. O Papa falou muitas vezes dos pastores que estão à frente, dentro, atrás do rebanho, para ajudá-los a caminhar, a encontrar a sua estrada”.

“Parece-me que ele seja realmente assim e convida também toda a Igreja a caminhar. Há uma forte sensação de dinamismo, que se sente em particular no itinerário sinodal, este longo caminho de dois anos, em que a Igreja reflete sobre um ponto central da experiência humana e cristã, que é precisamente a família”.

- O Papa Francisco olha para muito longe e sacode muito aqueles que estão perto…

-“Certamente, porque Deus olha para todos. Portanto, ele conseguiu fazer entender que o interesse de Deus, o seu olhar, é para todas as suas criaturas, para todas as pessoas do mundo e ninguém é esquecido. Este é um ponto extremamente importante e não foi o Papa Francisco que inventou obviamente. Ele conseguiu, porém, dar um sentido muito forte e muitas pessoas entenderam isso.

Manifestações de atenção, portanto, que vêm de sedes, de órgãos da imprensa não habituais, significando que a sua mensagem chegou. E, naturalmente, todos nós temos que estar em caminho, também as pessoas que, talvez, se sentiam mais tranquilas ou mais estáveis, estabilizadas em suas condições, sentem-se envolvidos nesta grande missão. Também isso tem certamente um aspecto positivo”.

-Que imagens significativas recorda do primeiro ano de Pontificado?

- “Penso, sobretudo, nas audiências gerais das quartas-feiras: o Papa que passa no meio das pessoas, o Papa que cumprimenta, sorri, encontra e, em particular, que para com os doentes. Parece-me muito significativa esta opção especifica dele, a de cumprimentar em primeiro lugar aos doentes, depois de terminar a sua catequese, descendo do átrio e indo ao encontro deles. Os que sofrem e os mais débeis têm uma prioridade no coração do Papa e da Igreja, porque têm uma prioridade no Evangelho”.

-O que significa ser o porta-voz do Papa Francisco?

-“Parece-me muito belo o fato de que o protagonista é o Papa mesmo, quer dizer, que fala e desperta o interesse das pessoas com as suas palavras, que impacta com as suas formulações. É ele mesmo, portanto não necessita uma mediação particular. Esta me parece uma experiência muito positiva. É aquilo que eu sempre desejei: que o Papa chegue diretamente sem distâncias, sem obstáculos ao coração das pessoas com as suas palavras”.

“O porta-voz, chamemo-lo assim, o diretor da Sala de Imprensa, dá as informações que, porém, são mais informações de contorno, de caráter organizativo, de decisões que são tomadas e são também importantes, mas aquela que é a palavra do Papa para o povo, para o mundo, para a Igreja chega diretamente a eles. Isto me parece muito belo e fundamental”.

Os tuites do Papa

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Papa Francisco pede que famílias rezem pelo Sínodo

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Famlia e papaO presidente do Pontifício Conselho para a Família, arcebispo Vincenzo Paglia, disse hoje, 25, que nunca, como nos últimos meses, a família esteve tão presente na mente e no coração da Igreja. A afirmação ocorreu durante a apresentação da carta do papa Francisco às Famílias. Dom Paglia citou como exemplos a peregrinação das famílias no Ano da Fé; o encontro do papa com os noivos, no último dia 14; o Consistório extraordinário, realizado semana passada no Vaticano; o próximo Sínodo dos Bispos, que acontecerá em outubro; e o Encontro mundial das Famílias, em setembro de 2015, na Filadélfia, Estados Unidos.

Na carta, o papa Francisco convida as famílias a rezarem pelo próximo Sínodo dos Bispos, cujo tema será Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização.

“Com esta carta, o papa Francisco quer envolver as famílias no caminho sinodal”, explicou dom Paglia. Segundo o arcebispo, a oração é a primeira forma de participar desse caminho comum. “As famílias – e esta é a intenção do papa Francisco – não são simplesmente objeto de atenção. São também o sujeito desta peregrinação, já que na Igreja são maioria e estão marcadas pelo Sacramento do Matrimônio”, afirma.

A carta é datada de 2 de fevereiro, festividade da Apresentação de Jesus no Templo. Segue, na íntegra, o texto.

 

Carta do papa Francisco às Famílias

Queridas famílias,

Apresento-me à porta da vossa casa para vos falar de um acontecimento que vai realizar-se, como é sabido, no próximo mês de Outubro, no Vaticano: trata-se da Assembleia geral extraordinária do Sínodo dos Bispos, convocada para discutir o tema «Os desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização». Efetivamente, hoje, a Igreja é chamada a anunciar o Evangelho, enfrentando também as novas urgências pastorais que dizem respeito à família.

Este importante encontro envolve todo o Povo de Deus: Bispos, sacerdotes, pessoas consagradas e fiéis leigos das Igrejas particulares do mundo inteiro, que participam ativamente, na sua preparação, com sugestões concretas e com a ajuda indispensável da oração. O apoio da oração é muito necessário e significativo, especialmente da vossa parte, queridas famílias; na verdade, esta Assembleia sinodal é dedicada de modo especial a vós, à vossa vocação e missão na Igreja e na sociedade, aos problemas do matrimónio, da vida familiar, da educação dos filhos, e ao papel das famílias na missão da Igreja. Por isso, peço-vos para invocardes intensamente o Espírito Santo, a fim de que ilumine os Padres sinodais e os guie na sua exigente tarefa. Como sabeis, a esta Assembleia sinodal extraordinária, seguir-se-á – um ano depois – a Assembleia ordinária, que desenvolverá o mesmo tema da família. E, neste mesmo contexto, realizar-se-á o Encontro Mundial das Famílias, na cidade de Filadélfia, em setembro de 2015. Por isso, unamo-nos todos em oração para que a Igreja realize, por meio destes acontecimentos, um verdadeiro caminho de discernimento e adote os meios pastorais adequados para ajudarem as famílias a enfrentar os desafios atuais com a luz e a força que provêm do Evangelho.

Estou a escrever-vos esta carta no dia em que se celebra a festa da Apresentação de Jesus no templo. O evangelista Lucas conta que Nossa Senhora e São José, de acordo com a Lei de Moisés, levaram o Menino ao templo para oferecê-Lo ao Senhor e, nessa ocasião, duas pessoas idosas – Simeão e Ana –, movidas pelo Espírito Santo, foram ter com eles e reconheceram em Jesus o Messias (cf. Lc 2, 22-38). Simeão tomou-O nos braços e agradeceu a Deus, porque tinha finalmente «visto» a salvação; Ana, apesar da sua idade avançada, encheu-se de novo vigor e pôs-se a falar a todos do Menino. É uma imagem bela: um casal de pais jovens e duas pessoas idosas, reunidos devido a Jesus. Verdadeiramente Jesus faz com que as gerações se encontrem e unam! Ele é a fonte inesgotável daquele amor que vence todo o isolamento, toda a solidão, toda a tristeza. No vosso caminho familiar, partilhais tantos momentos belos: as refeições, o descanso, o trabalho em casa, a diversão, a oração, as viagens e as peregrinações, as ações de solidariedade… Todavia, se falta o amor, falta a alegria; e Jesus é quem nos dá o amor autêntico: oferece-nos a sua Palavra, que ilumina a nossa estrada; dá-nos o Pão de vida, que sustenta a labuta diária do nosso caminho.
Queridas famílias, a vossa oração pelo Sínodo dos Bispos será um tesouro precioso que enriquecerá a Igreja. Eu vo-la agradeço e peço que rezeis também por mim, para que possa servir o Povo de Deus na verdade e na caridade. A proteção da Bem-Aventurada Virgem Maria e de São José acompanhe sempre a todos vós e vos ajude a caminhar unidos no amor e no serviço recíproco. De coração invoco sobre cada família a bênção do Senhor.
Vaticano, 2 de Fevereiro – festa da Apresentação do Senhor – de 2014.

Tuites do Papa

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Super Papa Francisco!

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Ano passado só deu Papa Francisco na internet. Foi nome mais buscado no Google e Facebook. Eleito a pessoa do ano pela revista Times. Ganhou o Brasil e o mundo na JMJ, onde demonstrou sua enorme simpatia e simplicidade.  Em suma, o Papa é pop. Prova disso foi o tuite que o Vaticano divulgou com um grafite do Papa Francisco. Na imagem o Papa aparece com o “super-homem”, vestido com a tradicional roupa branca dos papas e com um maleta escrita valores (Referência ao fato de que o Pontífice argentino carrega sua bagagem pessoal quando viaja).

O Super Papa
O Super Papa

O tuite dizia:

“Compartilhamos esse graffiti que vimos hoje”

O rei da net

No Google, o nome do primeiro sumo pontífice latino-americano é o mais procurado por mês, com 1,7 milhão de consultas. Também é o mais mencionado em nível mundial na rede, com 49 milhões de referências.

Francisco supera o presidente americano, Barack Obama (1,5 milhão de consultas por mês e 38 milhões de referências), e o presidente russo, Vladimir Putin (246 mil consultas e 8 milhões de referências).

Quando comparado com outras personalidades do mundo do esporte, do espetáculo e dos negócios, Francisco aparece em terceira posição, depois do grupo musical juvenil One Direction (78 milhões) e do cantor adolescente Justin Bieber (53 milhões), que construiu sua popularidade na internet.

O estudo “A rede ama o papa Francisco” foi feito pela empresa 3rdPlace para o site católico Aleteia.org.

Com informações do Jornal O Globo

 

Papa tira Dom Odilo Scherer de comissão do Banco do Vaticano

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Dom Odilo
Bento XVI havia mantido o mandato de Dom Odilo

ESTADÃO |Jamil Chade | GENEBRA – Em um ato para dar início a uma verdadeira reforma no Banco do Vaticano, o papa Francisco tirou da cúpula da instituição financeira o cardeal de São Paulo, d. Odilo Scherer. Outros três cardeais também foram substituídos, no que está sendo considerado na Santa Sé como a principal demonstração de Francisco de que a reforma será profunda. A pessoas próximas a ele, o argentino já avisou: se não conseguir reformar o banco, vai fechar a instituição.

D. Odilo fazia parte do grupo de cardeais que atuava para monitorar as atividades da Instituição para Obras Religiosas, o nome oficial do Banco do Vaticano. Considerado um dos fortes candidatos no conclave de 2013, d. Odilo tinha o apoio dos setores mais conservadores do Vaticano.

Renovação de mandato

Dias antes de deixar o poder, o então papa Bento XVI renovou o mandato do brasileiro e dos demais cardeais do órgão de supervisão por mais cinco anos. Entre as funções do grupo está justamente a nomeação do presidente do banco.

Mas, próximo de cumprir um ano no Vaticano e adotando a austeridade como sua bandeira, Francisco optou por rever a grupo e colocou em seu lugar outros cardeais vistos como aliados em sua busca por reformar a Santa Sé.

Quatro dos cinco cardeais no organismo foram substituídos. Saíram os cardeais Tarcisio Bertone, Telesphore Toppo of Ranchi e Domenico Calcagno, além de d Odilo. O único que permaneceu foi o francês Jean Louis Tauran.

Os substitutos

No lugar desse grupo, o papa nomeou o cardeal de Toronto, Thomas C. Collins, Pietro Parolin, Christoph Schonborn de Viena e considerado como um reformador, e o cardeal Santos Abril Castello, amigo do papa.

O grupo liderado por Bertone foi alvo de duras críticas nos últimos anos por não conseguir conter uma série de escândalos financeiros no Banco do Vaticano, inclusive com suspeitas de lavagem de dinheiro do crime organizado.

Em junho, o papa criou uma comissão para estudar uma reforma na instituição. Pela primeira vez em mais de cem anos, a entidade publicou um balanço anual de suas contas.

Na avaliação do papa, o Vaticano deve voltar a se concentrar em sua missão religiosa e, para isso, uma limpeza em sua estrutura precisaria ocorrer. Uma dessas revisões seria repensar a função do Banco do Vaticano.

Papa Francisco escolhe Dom Orani para ser cardeal

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Dom Orani
Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani, é escolhido para ser cardeal.

O papa Francisco anunciou no dia, 12, após a oração do Angelus, que em 22 de fevereiro presidirá o Consistório no qual criará 19 novos cardeais. Entre eles o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta. No dia 23, haverá uma solene concelebração eucarística com os novos cardeais.

“Em minha indignidade tenho certeza que a graça de Deus não me faltará para poder bem servir a Igreja nessa dimensão universal que é a dimensão do cardinalato. Peço a todos que continuem rezando por mim para que possa continuar servindo à Deus, à Igreja, como tenho servido até hoje, mas agora com essa responsabilidade maior, que se une as que já desenvolvo”, disse dom Orani em entrevista ao site da arquidiocese do Rio de Janeiro.

Currículo

Paulista de São José do Rio Pardo, dom Orani João Tempesta, nasceu no dia 23 de junho de 1950, filho de Achille Tempesta e de Maria Bárbara de Oliveira.

Religioso da Ordem Cisterciense, cursou Filosofia no Mosteiro de São Bento, em São Paulo (SP) e Teologia no Instituto de Teologia Pio XI, em São Paulo (SP).

Foi ordenado presbítero na sua cidade natal, em 7 de dezembro de 1974, na paróquia São Roque, onde foi vigário e pároco.

Em sua diocese de São João da Boa Vista (SP), exerceu vários ofícios em âmbito diocesano, como coordenador da Pastoral, da Comunicação e das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), professor do seminário e membro do Conselho de Presbíteros e do Colégio dos Consultores.

Em 26 de fevereiro de 1997 foi eleito bispo para a diocese de São José do Rio Preto (SP), governando-a por mais de 7 anos (01/05/1997 a 12/10/2004). Ao ser ordenado bispo em 25 de abril de 1997 pelo seu antecessor, dom José de Aquino Pereira, adotou o lema: “Que todos sejam um”.

De 1998 a 2003 foi o bispo responsável pelo Setor de Comunicação do Regional Sul 1 da CNBB (dioceses paulistas).

Desde 1998 faz parte, hoje presidente, do Conselho Superior do Instituto Brasileiro de Comunicação Cristã (Inbrac), mantenedor da RedeVida de Televisão.

Enquanto bispo de São José do Rio Preto, também exerceu os ofícios de administrador da Abadia Territorial de Clavaral – MG (22/5/1999 a 11/12/2002) e de visitador apostólico do Mosteiro de São Bento, em Olinda-PE (2001 e 2002).

Em 8 de maio de 2003 foi eleito presidente da Comissão Episcopal para a Cultura, Educação e Comunicação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), depois reeleito por mais um mandato, ficando até 2011 e, por consequência, também na CNBB, membro do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), do Conselho Permanente e do Conselho Econômico.

No Conselho Nacional de Comunicação Social do Senado Federal, foi representante da sociedade civil (2004 a 2007) e, desde o dia 8 de agosto de 2012, exerce a função de presidente do órgão.

Em 13 de outubro de 2004 foi eleito arcebispo metropolitano de Belém do Pará, permanecendo no oficio por mais de 4 anos (08/12/2004 a 26/02/2009).

Enquanto arcebispo de Belém, foi eleito delegado pela CNBB para a 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e Caribenho (Celam), realizado em Aparecida-SP (maio 2007).

Em 19 de novembro de 2008 recebeu o título de Doutor Honoris Causa pelo Centro Universitário São Camilo, dos Padres Camilianos, de São Paulo. Também foi vice-presidente do Regional Norte 2 da CNBB (Pará e Amapá).

Em 27 de fevereiro de 2009 foi eleito pelo papa Bento XVI como arcebispo metropolitano da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ), tomando posse em 19 de abril do mesmo ano, até hoje.

Presidente do Instituto Brasileiro de Marketing Católico (IBMC) desde 2010, também exerce desde o dia 12 de maio de 2011 o oficio de presidente do Regional Leste 1 da CNBB (dioceses do Estado do Rio de Janeiro).

Como arcebispo do Rio, exerce ainda o ofício de presidente da Fundação Rádio Catedral, Grão-Chanceler da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio) e presidente da Pastoral do Menor. Também foi o presidente do Comitê Organizador Local da Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio2013)

Fonte: CNBB/Arquidiocese Rio de Janeiro

Papa e o 1º Natal como pontífice

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Veja as belas imagens da Missa do Galo com o Papa Francisco:

Papa Francisco fez 77 anos este mês

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Papa jovem
Ontem foi aniversário de Francisco

Ontem, dia 17 de dezembro, o Papa Francisco fez 77 anos de vida. Pela primeira vez celebrou um aniversário como Sucessor de São Pedro e Pontífice da Igreja Católica. Milhões de fiéis em todo o mundo oferecem diferentes gestos de amor por ele, especialmente um no que ele insiste muito porque “o necessita”:  a oração.

Durante este mês, o primeiro Papa “do fim do mundo”, argentino e jesuíta também celebrou o 44 aniversário de sua ordenação sacerdotal. E o dia de Natal, o Santo Padre também fará 77 anos de ter sido batizado.

O primeiro Papa com nomeie Francisco na história da Igreja, recebeu sua primeira saudação de aniversário com uma simbólica “festa surpresa” de um vintena de crianças no sábado, 14 de dezembro, quando se reuniu com os responsáveis, voluntários e beneficiários do dispensário pediátrico da Casa Santa Marta.

O Santo Padre nomeado recentemente “Personagem do Ano” 2013 pela Revista Time, jamais esperava ser eleito Papa como afirmou em reiteradas ocasiões. Hoje a Igreja junto a ele agradece a Deus por um ano mais de vida. Feliz Aniversário Papa Francisco!.

Biografia

Jorge Mario Bergoglio nasceu no seio de uma família católica no dia 17 de dezembro de 1936, no bairro portenho de Flores, sendo o mais velho dos cinco filhos do matrimônio formado por Mario José Bergoglio e Regina Maria Sívori, ambos imigrantes italianos.

Foi batizado no dia de Natal de 1936 na Basílica Maria Auxiliadora e São Carlos do bairro de Almagro em Buenos Aires. Durante sua infância foi aluno do Colégio salesiano Wilfrid Barão dos Santos Anjos e estudou na Escola Nacional de Educação Técnica N.º 27 Hipólito Yrigoyen onde se graduou como técnico em química. Logo trabalhou no laboratório Hickethier-Bachmann.

Durante sua juventude, sofreu uma enfermidade pulmonar e foi submetido a uma operação cirúrgica na qual foi extirpada uma porção de seu pulmão, o que não lhe impediu de desenvolver sua atividade com normalidade.

Em 11 de março de 1958 ingressou no noviciado da Companhia de Jesus.  Como noviço da Companhia do Jesus terminou seus estudos no Seminário Jesuíta de Santiago do Chile. Entre 1967 e 1070 cursou estudos de teologia na Faculdade de Teologia do Colégio Máximo de San José. Foi ordenado sacerdote em 13 de dezembro de 1969, quase aos 33 anos de idade.

Continuou seus estudos de 1970 a 1971 na Universidade do Alcalá Henares (Espanha) e em 22 de abril de 1973 realizou sua profissão perpétua como jesuíta. De regresso à Argentina foi mestre de noviços, professor na Faculdade de Teologia de San Miguel, consultor provincial da Companhia de Jesus  e reitor do Colégio Máximo da Faculdade San José.

Foi nomeado Bispo Auxiliar de Buenos Aires pelo Papa João Paulo II no dia 20 de maio de 1992. Quando a saúde do então Arcebispo de Buenos Aires, Cardeal Antonio Quarracino, começou a debilitar-se, Monsenhor Bergoglio foi designado Arcebispo Coadjutor em 3 de junho de 1997. Após o o falecimento do Cardeal Quarracino o sucedeu no cargo de Arcebispo de Buenos Aires em 28 de fevereiro de 1998.

Cardeal

Durante o consistório de 21 de fevereiro de 2001, o Beato João Paulo II o criou Cardeal.

Como Cardeal formou parte da Comissão para a América Latina; da Congregação para o Clero; do Pontifício Conselho para a Família; da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos; do Conselho Ordinário da Secretaria Geral para o Sínodo dos Bispos e da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.

Foi Presidente da Conferência Episcopal Argentina, em dois períodos consecutivos desde novembro de 2005 até novembro de 2011. Integrou também o Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM).

O Cardeal Bergoglio sempre teve um estilo de vida singelo e austero. Vivia em um apartamento pequeno em vez da residência episcopal, renunciou à sua limusine e seu chofer, mobilizava-se em transporte público e cozinhava sua própria comida.

O Cardeal Bergoglio desfrutava da ópera, do tango e do futebol, cuja paixão permanece e mesmo vivendo em Roma, segue sendo sócio ativo do Clube Atlético São Lorenzo de Almagro, que no domingo 15 de dezembro acaba de consagrar-se como campeão argentino e festejará o título junto ao Santo Padre.

Ao cumprir os 75 anos, de acordo ao direito canônico o Cardeal apresentou sua renúncia ante o então Papa Bento XVI. Tinha previsto retirar-se a um lar para sacerdotes mais velhos ou doentes para depois levar uma vida de oração e de direção espiritual, afastada do governo eclesiástico.

O Cardeal Bergoglio participou do Conclave de 2005 em que foi eleito Papa o Cardeal Joseph Ratzinger.

Nove meses de Pontificado

No dia 11 de fevereiro de 2013 o Papa Bento XVI renunciou ao papado e convocou um novo Conclave. Em 13 de março de 2013, o Cardeal Bergoglio foi eleito sucessor de Bento XVI às 19:06h do segundo dia do conclave, na quinta rodada de votações.

Escolheu o nome do Francisco como seu nome pontifício em honra a São Francisco de Assis.

Francisco é o primeiro Papa de procedência americana e o primeiro que não é nativo da Europa, Oriente Médio ou o norte da África. Além disso, é o primeiro Papa pertencente à Companhia do Jesus.

Francisco escolheu como lema e escudo papais os mesmos que tinha como Bispo e Cardeal. Seu lema, “Miserando atque eligendo” (“Olhou-o com misericórdia e o escolheu”), provém de uma homilia de São Veda o Venerável.

Em 14 de março de 2013, um dia depois de ser eleito, celebrou sua primeira Missa como pontífice na Capela Sistina. Em seu segundo dia de pontificado, na sexta-feira 15 de março, recebeu em audiência todos os cardeais na Sala Clementina do Vaticano.

Em 16 de março recebeu os jornalistas em audiência na Sala Paulo VI, os abençoou e agradeceu pelo trabalho realizado durante os dias do conclave. Neste ato o Papa falou pela primeira vez em espanhol desde que havia sido eleito. Esse dia pronunciou uma de suas já conhecidas frases “Como eu gostaria de uma Igreja pobre para os pobres!”.

No dia 17 de março presidiu a primeira oração do Ângelus do balcão do seu apartamento no Vaticano, perante 150 mil pessoas.

No dia 18 de março Francisco recebeu a primeira autoridade estrangeira, a presidente argentina Cristina Fernández de Kirchner. O encontro durou cerca de 20 minutos e foi seguido de um almoço de mais de duas horas de duração.

A missa de inauguração do pontificado do Papa Francisco teve lugar no dia 19 de março de 2013, Festividade de São José. Milhares de fiéis seguiram desde Buenos Aires o início do pontificado do Papa Francisco através de telas gigantes.

No dia 23 de março o Papa Francisco visitou seu predecessor, Bento XVI, na residência pontifícia Castelgandolfo.

Francisco decidiu fazer da Casa da Santa Marta sua residência, renunciando assim ao Palácio Apostólico Vaticano usado pelos papas desde Pio X (1903).

Alguns dos primeiros atos públicos do pontificado do Francisco se desenvolveram no marco da Semana Santa de 2013. Um mês depois de sua eleição, o Papa Francisco constituiu um grupo de cardeais que o assessorarão nas tarefas de governo da Igreja e lhe ajudarão na reforma da constituição apostólica Pastor Bonus sobre a Cúria Romana.

No dia 2 de maio de 2013 Francisco recebeu no Vaticano o bispo emérito de Roma, Bento XVI, quem deixou Castelgandolfo para viver definitivamente no Mosteiro Mater Ecclesiae.

Como resultado das primeiras reuniões do Papa Francisco com o Conselho de Cardeais , realizadas na Cidade do Vaticano de 1 a 3 de outubro de 2013, convocou-se a III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo de Bispos, sob o lema «Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização», que ocorre na Cidade do Vaticano entre os dias 5 e 19 de outubro de 2014.

A primeira viagem apostólica do Papa Francisco fora de Roma, mas dentro da Itália, foi a Lampedusa, no dia 8 de julho de 2013.

Sua primeira viagem fora da Itália foi ao Rio do Janeiro por ocasião da Jornada Mundial da Juventude realizada entre os dias 22 e 29 de julho.

Nesta viagem o Papa visitou o Santuário da Virgem de Aparecida, uma favela, um hospital e presidiu o Via Crucis na Copacabana; a vigília de oração e a grande missa final da Jornada Mundial da Juventude.

Sua primeira encíclica, Lumen Fidei (A luz da fé) foi assinada em 29 de junho de 2013, na solenidade de São Pedro e Paulo.

Francisco canonizou, no domingo 12 de maio de 2013, 815 pessoas: Antonio Primaldo e seus 812 companheiros mártires de Otranto, Laura Montoya e Maria Lupita García Zavala. Em 9 de outubro de 2013 decretou a canonização da mística terciária franciscana Ángela de Foligno.

No fim de setembro de 2013 anunciou que no dia 27 de abril de 2014 presidirá a canonização dos papas João Paulo II e João XXIII.

Papa completa hoje 44 anos de sacerdócio

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Papa_Francisco_13_noviembre_ACI_Prensa(ACI/EWTN Noticias).- Em 13 de dezembro de 1969, quatro dias antes de cumprir 33 anos de idade, o jesuíta Jorge Mario Bergoglio, hoje Papa Francisco, foi ordenado sacerdote pelo Arcebispo Emérito do Córdoba (Argentina), Dom Ramón José Castellano.

Aquele 13 de dezembro foi um sábado, véspera do terceiro domingo de Advento. Na liturgia da Igreja, este dia é conhecido como o domingo Gaudete ou Domingo da Alegria, para muitos a característica mais marcante do Pontificado do Papa Francisco.

Em seus primeiros anos como sacerdote, Jorge Mario Bergoglio continuou sua formação como jesuíta entre 1970 e 1971 na Espanha. Em 22 de abril de 1973 emitiu seus compromissos perpétuos na Companhia de Jesus.

RETORNO A ARGENTINA

Quando retornou à Argentina foi professor na faculdade de teologia San José na localidade de San Miguel (nos subúrbios de Buenos Aires), reitor do Colégio Jesuíta e, à idade de 36 anos, foi designado Provincial dos jesuítas da Argentina.

O Papa, que desde cedo no seu ministério esteve envolvido no apostolado juvenil compartilhou algumas reflexões sobre o tema na Jornada Mundial da Juventude Rio 2013 na missa com sacerdotes, religiosos e seminaristas na Catedral do Rio de Janeiro no Sábado, 27 de julho:

“Muitos de vocês, queridos bispos e sacerdotes, senão todos, vieram acompanhar seus jovens à Jornada Mundial. Eles também ouviram as palavras do mandato de Jesus: «Ide e fazei discípulos entre todas as nações». É nosso compromisso de Pastores ajudá-los a fazer arder, no seu coração, o desejo de serem discípulos missionários de Jesus.

“Ajudemos os jovens. Estejam os nossos ouvidos atentos para escutar as suas ilusões – tem necessidade de ser escutadas –, para ouvir os seus sucessos, para ouvir as suas dificuldades. É preciso sentar-se, talvez escutando o mesmo relatório mas com uma música diversa, com identidades diferentes. A paciência de escutar: isto lhes peço com todo o coração. No confessionário, na direção espiritual, no acompanhamento. Saibamos perder tempo com eles. Semear custa e cansa; cansa muitíssimo! É muito mais gratificante alegrar-se com a colheita! Vejam a nossa esperteza! Todos nos alegramos mais com a colheita, e todavia Jesus nos pede para semear, e semear com seriedade”.

“Não poupemos forças na formação da juventude!”, concluía o Papa Bergoglio.

Papa é eleito Homem do Ano pela revista ‘Time’

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Papa é eleito pela revista o Homem do Ano
Papa é eleito pela revista o Homem do Ano

A revista mais famosa do mundo elegeu o Papa Francisco nesta quarta-feira como o Homem do Ano. O pontífice ganhou o prêmio dado pela revista americana Time e um perfil só de elogios. Para a revista, o nosso  líder (Igreja Católica), Francisco, conseguiu praticar a humildade, mesmo sentado em um dos tronos mais famosos do mundo com rara e rápida atenção do mundo todo.

“Ele se colocou no centro de debates centrais do nosso tempo: riqueza e pobreza, justiça, transparência, o papel das mulheres e do casamento e as tentações do poder”, diz o texto da Time.

A escolha do novo Papa

Francisco foi eleito em março, logo após o gesto de humildade de Bento XVI que renunciou ao cargo. Com a eleição da Cardeal Bergoglio, a Amarica Latina ganhou seu primeiro papa e o mundo pela primeira vez viu um pontífice não europeu. Francisco foi escolhido e tem como missão imprimir reformas mas tradicional corte do mundo, a Cúria Romana. E ele o o fez.

Iniciou uma série de reformas no Vaticano e demostrou seu estilo simples e carismático que marca seu papado. Na JMJ, em julho, aqui no Brasil, o papa se fez Papa.

O vice do Papa na Time

Em segundo lugar, ficou o ex-técnico da CIA Edward Snowden, que revelou ao mundo a existência de um amplo esquema de espionagem feito pelo governo americano. Estão na lista também a ativista pelos direitos dos homossexuais Edith Winsor, o ditador sírio, Bashar Assad e o senador americano Ted Cruz, um dos líderes da ala radical do Partido Repubicano.

“Ouvir e não colocar em prática a Palavra de Deus não serve a nada e nos faz mal”, afirma o Papa

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Cidade do Vaticano (RV) - “Ouvir e colocar em prática a Palavra de Deus é como construir uma casa sobre a rocha”, foi o que disse o Papa Francisco na missa celebrada esta manhã, na Capela da Casa Santa Marta, no Vaticano.

O Santo Padre recordou que os fariseus conheciam os mandamentos, mas não os praticavam em suas vidas e Jesus repreende isso. “São palavras boas, mas se não são colocadas em prática não servem a nada e fazem mal, enganam, nos fazem acreditar que temos uma casa bonita, mas sem fundamento.” Uma casa que não é construída sobre a rocha:

“Esta figura da rocha se refere ao Senhor. Isaías, na primeira leitura, diz: Confiem no Senhor sempre, pois o Senhor é uma rocha eterna. A rocha é Jesus Cristo! A rocha é o Senhor! Uma palavra é forte, dá vida, pode ir em frente, pode resistir a todos os ataques, se tem suas raízes em Jesus Cristo. Uma palavra cristã que não tem suas raízes vitais, na vida de uma pessoa, em Jesus Cristo, é uma palavra cristã sem Cristo! E as palavras cristãs sem Cristo enganam, fazem mal! Um escritor inglês, uma vez, falando sobre heresias disse que uma heresia é uma verdade, uma palavra, uma verdade que se tornou louca. Quando as palavras cristãs são sem Cristo iniciam a caminhar na estrada da loucura”.

“É uma loucura que nos torna soberbos”, disse o pontífice que acrescentou:

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Papa diz que trabalhou como segurança de boate antes de se tornar padre

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Antes do sacerdócio, Papa Francisco trabalhou como segurança de boate na Argentina. O próprio Pontífice revelou a fiéis que era do tipo ‘durão’ e expulsava baderneiros.

Hoje a missão mais importante do Papa, depois de pastorear toda a Igreja, é limpá-la dos baderneiros que insistem em destruí-la. A Reforma da Cúria é seu objetivo.

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