Em encontro com idosos e Bento XVI, Francisco pede orações pela família

Pessoas na Praça São Pedro

Milhares de pessoas ouviram o papa na Praça São Pedro

(ACI).- Em suas palavras prévias ao ângelus de ontem, dia em que celebrou um especial Encontro com os idosos e avós na Praça de São Pedro, o Papa Francisco pediu a todos suas orações pelo Sínodo Extraordinário da Família que se celebra entre os dias 5 e 19 de outubro no Vaticano.

“Antes de concluir esta celebração, quero saudar todos os peregrinos, especialmente a vocês anciões, vindos de tantos países. Obrigado!”, disse o Pontífice ao início da Oração Mariana dominical.

“No próximo domingo começará a Assembléia Sinodal sobre o tema da família. Está aqui presente o responsável principal, o Cardeal Baldisseri: rezem por ele, para que o consiga. Convido a todos, individual e comunitariamente, a orar por este evento tão importante e eu confio esta intenção à intercessão de Maria, Salus Populi Romani”.

“Agora rezamos juntos o Ângelus. Com esta oração, invocamos a proteção de Maria para as pessoas idosas de todo o mundo, especialmente para aqueles que vivem em situações de maior dificuldade”.

Encontro com idosos

Ontem foi um dia especial, na ensolarada manhã do Vaticano e com uma Praça de São Pedro lotada de aproximadamente 40 mil idosos e acompanhantes, o Papa Francisco presidiu o Encontro com os idosos e avós. Ele lembrou em sua mensagem aos idosos e acompanhantes a necessidade de transmitir a fé, e a lutar contra a cultura do descarte do mundo atual.

Papa Francisco e Bento XVI participaram do encontro de idosos

Papa Francisco e Bento XVI participaram do encontro de idosos

Um encontro especial que contou com a participação do Supremo Pontífice Emérito, Bento XVI. Durante o evento os papas ouviram o testemunho de vários idosos incluindo um que fugiu da perseguição cruel do Estado Islâmico no Iraque.

O Papa Francisco ressaltou que “a velhice, de forma particular, é um tempo de graça, no qual o Senhor nos renova seu chamado: chama-nos a custodiar e transmitir a fé, chama-nos a orar, especialmente a interceder; chama-nos a estar perto dos necessitados”.

“Aos avós, que receberam a bênção de ver os filhos de seus filhos, foi-lhes confiada uma grande tarefa: transmitir a experiência de vida, a história de uma família, de uma comunidade, de um povo; compartilhar com simplicidade uma sabedoria, e a própria fé: o legado mais precioso! Felizes essas famílias que têm os avós por perto!”

“O avô é pai duas vezes e a avó é mãe duas vezes. E naqueles países onde a perseguição religiosa foi cruel, penso por exemplo na Albânia, onde estive no domingo passado; naqueles países eram os avós que levavam as crianças para serem batizadas às escondidas, e foram os que lhes deram a fé Como atuaram bem! Foram valentes na perseguição e salvaram a fé nesses países!”

Sobre estes anúncios

Três dicas do Papa para fazer o casamento durar

Você deve estar pensando neste momento, “o que o Papa pode saber de casamento?”. Pois é, sabe e sabe muito. Afinal, ser sacerdote significa ser casado com a Igreja, com Cristo e sua causa. Como todo bom casamento tem de ter amor. Por isso a vocação sacerdotal é muito importante. E por isso também, a Igreja é tão rígida na formação de novos sacerdotes. Afinal, casamento é coisa séria. Um decisão que deve ser tomada com plena consciência pois é para toda a vida.

E como hoje em dia existe muito medo de tomar decisões definitivas, para toda a vida, como a de casar-se, pois as pessoas consideram impossível manter o amor vivo ao longo dos anos. São inculturadas numa ideia de casamento igual a passagem, pode se sair do caminho a qualquer hora. Devido a isso, o Papa Francisco falou sobre esse tema e nos convida a não nos deixarmos vencer pela “cultura do provisório”, pois o amor que fundamenta uma família é um amor para sempre.

Ter cortesia, agradecer e pedir perdão, são três dicas do Papa para o casamento durar.

Ter cortesia, agradecer e pedir perdão, são três dicas do Papa para o casamento durar.

O que entendemos por “amor”?

Antes de irmos às três dicas é preciso entendermos um pouco sobre o amor. Com a sabedoria e a simplicidade que o caracterizam, o Papa Francisco começa com um importante esclarecimento sobre o verdadeiro significado do amor, já que, diante do medo do “para sempre”, muitos dizem: “Ficaremos juntos enquanto o amor durar”.

Então, ele pergunta:

“O que entendemos por ‘amor‘? Só um sentimento, uma condição psicofísica? Certamente, se é assim, não se pode construir nada sólido. Mas se o amor é uma relação, então é uma realidade que cresce, e também podemos dizer, por exemplo, que se constrói como uma casa. E a casa é construída em companhia do outro, não sozinhos! Não queiram construí-la sobre a areia dos sentimentos, que vão e vêm, mas sim sobre a rocha do amor verdadeiro, o amor que vem de Deus.”

“O matrimônio é um trabalho de ourivesaria que se constrói todos os dias ao longo da vida. O marido ajuda a esposa a amadurecer como mulher, e a esposa ajuda o marido a amadurecer como homem. Os dois crescem em humanidade e esta é a principal herança que deixam aos filhos”, acrescenta o Papa.

Três palavras mágicas para fazer o casamento durar

Papa esclarece que o “para sempre” não é só questão de duração. “Um casamento não se realiza somente se ele dura, sua qualidade também é importante. Estar juntos e saber amar-se para sempre é o desafio dos esposos.”

E fala sobre a convivência matrimonial: “Viver juntos é uma arte, um caminho paciente, bonito e fascinante (…) que tem regras que se podem resumir exatamente naquelas três palavras: ‘posso?’, ‘obrigado’ e ‘desculpe’”.

  1. Ter cortesia

“‘Posso?’ é o pedido amável de entrar na vida de alguém com respeito e atenção. O verdadeiro amor não se impõe com dureza e agressividade. São Francisco dizia: ‘A cortesia é a irmã da caridade, que apaga o ódio e mantém o amor‘. E hoje, nas nossas famílias, no nosso mundo amiúde violento e arrogante, faz falta muita cortesia.”

  1. Agradecer

“Obrigado': a gratidão é um sentimento importante. Sabemos agradecer? (…) É importante manter viva a consciência de que a outra pessoa é um dom de Deus, e aos dons de Deus diz-se ‘obrigado’. Não é uma palavra amável para usar com os estranhos, para ser educados. É preciso saber dizer ‘obrigado’ para caminhar juntos.”

  1. Perdoar

“‘Desculpe': na vida cometemos muitos erros, enganamo-nos tantas vezes. Todos. Daí a necessidade de utilizar esta palavra tão simples: ‘desculpe’. Em geral, cada um de nós está disposto a acusar o outro para se desculpar. É um instinto que está na origem de tantos desastres. Aprendamos a reconhecer os nossos erros e a pedir desculpa. Também assim cresce uma família cristã.”

Nunca devem terminar o dia sem pedir perdão pelos erros

Nunca devem terminar o dia sem pedir perdão pelos erros

Finalmente, o Papa acrescenta, com bom humor: “Todos sabemos que não existe uma família perfeita, nem o marido ou a mulher perfeitos. Isso sem falar da sogra perfeita…”.

E conclui: “Existimos nós, os pecadores. Jesus, que nos conhece bem, ensina-nos um segredo: que um dia não termine nunca sem pedir perdão, sem que a paz volte à casa. Se aprendemos a pedir perdão e a perdoar aos outros, o matrimônio durará, seguirá em frente.”

Papa Francisco é alvo dos terroristas do Estado Islâmico, diz jornal Italiano

Terroristas pela ruas da Síria depois de conquistarem cidades e matarem todos que se opuseram.

Terroristas pela ruas da Síria depois de conquistarem cidades e matarem todos que se opuseram.

Cada vez o mundo assiste o Estado terrorista Islâmico assumir o controle do Iraque e Síria. Sem contatar que já ameaçam invadir a Turquia e outros países próximos. Na mira dessa milícia radical que assusta até mesmo outros muçulmanos está o o Papa. Lembro que o grupo jihadista Estado Islâmico (EI), foi responsável pela decapitação do jornalista americano James Foley.Já o Papa está mira devido eles o considerarem “portador da verdade falsa”, segundo o jornal italiano “Il Tempo” desta segunda-feira (25).

Segundo o jornal, “fontes israelenses acreditam que o papa Francisco, o máximo expoente da religião cristã, está na mira do EI”. O artigo diz ainda que a Itália é “um trampolim de lançamento para os mujahedins (combatentes da guerra santa)” e que “as chegadas contínuas de imigrantes servem de base para a entrada dos jihadistas no Ocidente”.

O Califa

O autoproclamado califa do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, líder do grupo.

O autoproclamado califa do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, líder do grupo.

O jornal lembra que o autoproclamado califa do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, “quer superar à Al Qaeda e as façanhas do ‘chefe do terror’ (Osama bin Laden)”. A publicação garante que o líder do EI, “segundo fontes israelenses, conta em seu entorno mais próximo com a presença de conversos ocidentais e de jovens de segunda geração, filhos de imigrantes nascidos em países europeus, e que agora optaram por abraçar o fundamentalismo islâmico”.

Pedido de Paz

Papa Francisco. Foto: Republic of Korea (CC BY-SA 2.0)

O papa Francisco fez diversos pedidos pela paz no Oriente Médio em várias ocasiões e, exatamente, ontem pediu orações para que termine “a violência insensata” e para “um amanhecer de paz e reconciliação entre os homens”.

Para Vaticano não há ameaça

[Atualização 27/08/2014] Em resposta às notícias que sustentam que terroristas do Estado Islâmico (ISIS) estão ameaçando de morte o Papa Francisco assinalando-o como o “portador de uma falsa verdade”, o diretor do Escritório de Imprensa do Vaticano, Padre Federico Lombardi, declarou que não há razão para a preocupação e desmentiu os rumores.

“Não há nada sério nisto. Não há uma preocupação particular no Vaticano. Esta notícia não tem fundamento”, declarou hoje à agência CNA do Grupo ACI de notícias em inglês.

Fonte: UOL

Papa Francisco: Cada batizado está chamado a oferecer a Jesus a própria fé, pobre, mas sincera

(ACI/EWTN Noticias).- Ao presidir neste domingo a oração do Ângelus, o Papa Francisco refletiu sobre o Evangelho, no qual Jesus atribui o nome de ‘Pedro’ a Simão, depois de encontrar nele uma fé genuína, e alentou os fiéis a que ofereçam a sua fé “pobre, mas sincera” ao Senhor.

O Santo Padre assinalou que “o Evangelho deste domingo (Mt 16, 13-20) é a célebre passagem, central na história de Mateus, na qual Simão, em nome dos Doze, professa a sua fé em Jesus como ‘o Cristo, o Filho do Deus vivo’; e Jesus chama Simão ‘feliz’ por esta fé, reconhecendo nessa um dom especial do Pai e lhe diz: ‘Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja’.

Papa Francisco. Foto: Republic of Korea (CC BY-SA 2.0)

Papa Francisco. Foto: Republic of Korea (CC BY-SA 2.0)

“Paremos um momento justamente neste ponto, no fato de que Jesus atribui a Simão este novo nome: ‘Pedro’, que na língua de Jesus soa ‘Kefa’, uma palavra que significa ‘rocha’”.

Na Bíblia, explicou o Papa, “este termo, ‘rocha’, refere-se a Deus. Jesus o atribui a Simão não por suas qualidades ou seus méritos humanos, mas por sua fé genuína e firme, que lhe vem do alto”.

“Jesus sente no seu coração uma grande alegria, porque reconhece em Simão a mão do Pai, a ação do Espírito Santo. Reconhece que Deus Pai deu a Simão uma fé ‘confiável’, sobre a qual Ele, Jesus, poderá construir a sua Igreja, isso é, a sua comunidade, isso é, todos nós”.

Francisco, citado pela Rádio Vaticano, indicou que “Jesus tem em mente darvida à ‘sua’ Igreja, um povo fundado não mais na descendência, mas na sé, vale dizer na relação com Ele mesmo, uma relação de amor e de confiança”.

“A nossa relação com Jesus constrói a Igreja. E, portanto, para iniciar a sua Igreja, Jesus precisou encontrar nos discípulos uma fé sólida, uma fé ‘confiável’. É isto que Ele deve verificar a este ponto do caminho”.

O Papa assinalou que “o Evangelho de hoje interpela também cada um de nós. Como vai a tua fé? Cada um dê a resposta no próprio coração. Como vai a tua fé? Como o Senhor encontra os nossos corações? Um coração firme como a pedra ou um coração de areia, isso é, duvidoso, desconfiado, incrédulo? Fará bem a nós hoje pensar nisto”.

“Se o Senhor encontra no nosso coração uma fé, não digo perfeita, mas sincera, genuína, então Ele vê também em nós pedras vivas com as quais construir a sua comunidade. Desta comunidade, a pedra fundamental é Cristo, pedra angular e única”.

Francisco destacou que “Pedro é pedra, enquanto fundamento visível da unidade da Igreja; mas cada batizado é chamado a oferecer a Jesus a própria fé, pobre, mas sincera, para que Ele possa continuar a construir a sua Igreja, hoje, em cada parte do mundo”.

O Santo Padre advertiu que “também nos nossos dias, tanta gente pensa que Jesus seja um grande profeta, um mestre de sabedoria, um modelo de justiça… E também hoje Jesus pergunta aos seus discípulos, isso é, a todos nós: “Mas vós, quem dizeis que eu sou?”. O que responderemos?”.

“Pensemos. Mas, sobretudo, rezemos a Deus Pai, por intercessão da Virgem Maria; rezemos para que nos dê a graça de responder, com coração sincero: “’Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo’”.

O Papa assegurou que “esta é uma confissão de fé, este é o próprio ‘o credo’. Repitamos juntos por três vezes: ‘Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo’”.

Papa Francisco: “Dois ou três anos e irei para a casa do Pai”

(ACI).- No voo de volta da Coréia, o Papa Francisco teve uma ampla e intensa coletiva de imprensa com dezenas de jornalistas que o acompanharam em sua primeira visita à Ásia. Vários meios europeus tiraram de contexto uma de suas frases para difundir a “notícia” de que resta ao Papa apenas “dois ou três anos de vida”.

Quase ao final da coletiva de imprensa no avião papal, o Pontífice respondeu uma pergunta sobre a sua grande popularidade e disse que a vive “agradecendo ao Senhor de que seu povo seja feliz, esperando o melhor para o povo. Vejo isso como uma generosidade do povo de Deus”.

Em tom de brincadeira disse que tenta “pensar nos meus pecados, nos meus erros e não ficar orgulhoso. Porque eu sei que durará pouco tempo. Dois ou três anos e irei para a casa do Pai”, arrancando risadas dos presentes.

Adicionou que vive sua popularidade “como presença do Senhor no seu povo que usa o bispo, que é o pastor do povo, para manifestar muitas coisas. Vivo isso com mais naturalidade que antes, porque me assustava um pouco”.

Renúncia papal?

Nesta linha, insistiu em que vê a figura do “Papa emérito” como “uma instituição, porque nossa vida se alonga e a uma certa idade já não se tem a capacidade para governar bem, porque o corpo se cansa”.

“A saúde talvez seja boa, mas já não se tem a capacidade de levar adiante todos os problemas de um governo como o da Igreja. E se eu sentisse que já não posso seguir adiante? Faria o mesmo. Eu rezaria muito e faria a mesma coisa. Somos irmãos, e já disse que é como ter o avô em casa, por sua sabedoria. É um homem de sabedoria. Faz-me bem escutá-lo. E ele me anima bastante”, adicionou.

 

Conheça a mártir mais jovem, Anastasia Yi Bong-geum, que será beatificada pelo Papa Francisco na Coréia

(ACI/EWTN Noticias).- No sábado, 16 de agosto, e por ocasião de sua primeira viagem à Ásia, concretamente à Coréia do Sul, o Papa Francisco beatificará 124 mártires entre os quais se encontra uma pequena menina que foi assassinada por ódio à fé antes de fazer 12 anos. Conheça aqui a sua história.

Anastasia Yi Bong-geum nasceu em 1827. Seus pais foram Paul Yi Seong-sam e Anastasia Kim Jo-i, que nesse então sofriam a perseguição Jeonghae.

Conheça a história

Jovem mártir da Igreja, Anastasia Yi Bong-geum, será beatificada durante visita do Papa a Coreia

Jovem mártir da Igreja, Anastasia Yi Bong-geum, será beatificada durante visita do Papa a Coreia

Anastasia foi educada pela sua mãe e desde pequena já sabia cumprir os seus deveres religiosos e amava o Senhor com todas as suas forças. Era, afirmam alguns, “um belo e pequeno anjo com um grande coração”.

Com dez anos aprendeu as orações da manhã e da tarde, assim como o Catecismo. Conheceu um sacerdote que se hospedou em sua casa. Impressionado pela devoção da menina, o missionário lhe permitiu receber a Primeira Comunhão embora fosse considerada muito jovem para receber o sacramento nessa época.

A fé de Anastasia crescia dia a dia. Quando a perseguição Gihae se iniciou em 1839, escapou com sua mãe à casa de Protase Hong Jae-yeong. Foi presa ali pela polícia e levada a Jeonju. A menina foi logo interrogada pelo chefe policial, que lhe perguntou os dados do missionário, ao que ela respondeu que era muito pequena para saber essas coisas. Logo, o policial lhe disse que se falasse contra Deus, iria perdoar-lhe a vida.

Anastasia respondeu-lhe: “não sabia como adorar o Senhor até que cheguei ao uso da razão aos sete anos. Também era muito jovem para ler livros. Mas dos sete anos até agora, adorei o Senhor. Portanto, não posso trai-lo nem pensar mal dele inclusive se tiver que morrer mil vezes”.

Tortura

Anastasia foi levada à prisão sem ser torturada porque era menina. Sua mãe duvidou de sua firmeza e lhe disse que “certamente trairá o Senhor já que não tem valor para enfrentar a tortura”. A pequena respondeu que nunca faria isso e prometeu a sua mãe manter-se fiel ao ensinamento da Igreja “sem importar a classe de tortura que tivesse que sofrer”.

O chefe policial e os guardas da prisão insistiram a Anastasia para que salvasse sua vida, mas tampouco cedeu. Logo foi ameaçada muitas vezes, mas tampouco sucumbiu à prisão. Ao dar-se conta de que não ia ceder, finalmente a autoridade ordenou que fosse torturada.

Anastasia teve também que ser testemunha do martírio de sua mãe. Já como órfã se manteve firme até o final e o chefe policial, quando ela não tinha completado ainda os 12 anos de idade, ordenou que fosse enforcada na prisão no dia 5 ou 6 de dezembro de 1839.

Papa assina e publica Carta Circular que instrui o “fim do abraço da paz” na missa

Missa Gaucha com o rito da paz nada adequado às normas da Igreja

Missa Gaucha com o rito da paz nada adequado às normas da Igreja (Imagem Google)

Papa Francisco assinou no início do mês a Carta Circular, preparada pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, que orienta sobre o significado do Ritual da Paz na Missa. No documento, a Congregação afirma que a Igreja através desta carta, quer alertar os católicos de que momento da paz não é a hora de extrapolarmos nos abraços e cumprimentos. Muito menos hora de todos romperem o silêncio de forma abrupta, distribuir abraços calorosos, beijos, e até mesmo colocar o papo em dia. A carta atesta ainda que não é a hora de cantar músicas animadas, que estimulem palmas ou danças.  Também exorta ao sacerdote que não deve abandonar o Altar para cumprimentar os fiéis.

As medidas se devem a simples observação, o momento da paz está inserido no Rito Eucarístico, um momento profundo onde o silêncio e a oração se fazem presentes, mas principalmente o próprio Cristo está sobre altar. Portanto o momento da paz é simples: de maneira discreta e profunda, deseje a PAZ DE CRISTO a pessoa que está do lado esquerdo e direito. Feito isso, segue o rito. Não fiquemos acenando para a aquele amigo que está do outro lado da igreja.

c) De todos os modos, será necessário que no momento de dar-se a paz se evitem alguns abusos tais como:
- A introdução de um “canto para a paz”, inexistente no Rito romano [9].
- Os deslocamentos dos fiéis para trocar a paz.
- Que o sacerdote abandone o altar para dar a paz a alguns fiéis.
- Que em algumas circunstâncias, como a solenidade de Páscoa ou de Natal, ou Confirmação, o Matrimônio, as sagradas Ordens, as Profissões religiosas ou as Exequias, o dar-se a paz seja ocasião para felicitar ou expressar condolências entre os presentes[10].
Leia o texto na íntegra AQUI. 
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[ Em conformidade aos comentários dos leitores do blog retirei algumas expressões do texto. Contudo, gostaria de lembrar que o modo como se tem feito o Rito da Paz nas missas sempre esteve em desacordo com as normas da liturgia]