Termina o Sínodo dos Bispos e portas se abrem aos divorciados

O Sínodo de Bispos sobre a Família votou com ampla maioria um documento final de 94 parágrafos, que propõe “a integração” na Igreja dos divorciados que voltarem a se casar, após a análise de “caso a caso”.

O texto foi entregue ao papa Francisco, que o divulgou ao público imediatamente e pode ser lido na íntegra aqui.

In this handout picture released by the Vatican press office, Pope Francis (C) attends the Synod on the family on October 5, 2015, as cardinals and bishops gather in the Synod Aula, at the St Peter's basilica in Vatican. Pope Francis on October 4 defended marriage and heterosexual couples as he opened a synod on the family overshadowed by a challenge to Vatican orthodoxy by a gay priest.    AFP PHOTO / OSSERVATORE ROMANO RESTRICTED TO EDITORIAL USE - MANDATORY CREDIT "AFP PHOTO / OSSERVATORE ROMANO" - NO MARKETING NO ADVERTISING CAMPAIGNS - DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS
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Um novo Dicastério

Também é fruto do Sínodo o novo Dicastério criado por Francisco dedicado aos leigos, a família e a vida. O Santo Padre tomou a palavra no começo da sessão e fez o seguinte anúncio: “Decidi instituir um novo Dicastério com competência acerca dos leigos, da família e da vida”.

Os 270 “padres sinodais”, entre bispos e cardeais, que representam os bispos de todo o mundo, aprovaram a suspensão de várias proibições aos divorciados que se casarem novamente, entre elas a de serem padrinhos de batismo e de casamento.

Os padres sinodais insistem, contudo, em que é necessário um “discernimento”, um exame “caso a caso”, para autorizar o acesso aos sacramentos, como a comunhão e a confissão. Algo que já acontece em várias paróquias na prática.

Com isso, os bispos fizeram algum movimento no sentido de uma Igreja mais acolhedora com os casais que vivem juntos e com os católicos em situação irregular, ecoando o pedido do papa argentino a favor de uma instituição que pare de julgar e de condenar.

Três parágrafos tiveram um consenso menor – sobretudo, os de número 85 e 86, dedicados a temas bastante sensíveis para a Igreja Católica. Superando a maioria mínima necessária de dois terços (177), os parágrafos 85 e 86 estão entre os menos votados, com 178 votos a favor e 80 contra.

Nesses parágrafos, os bispos sinodais propõem que “os batizados que tiverem se divorciado e voltado a se casar civilmente sejam reintegrados à comunidade cristã, na medida do possível, evitando gerar escândalo”. O texto não especifica se poderão realizar a comunhão.

“Os divorciados que voltarem a se casar não devem se sentir excomungados e podem viver e envelhecer como membros vivos da Igreja, sentindo-a como uma mãe que acolhe sempre”, acrescenta o texto.

O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, lembrou que se trata de propostas dirigidas ao papa, que decidirá se será necessário elaborar um documento papal sobre a família. Lembro que o Sínodo não é dogmático ou doutrinário, apenas aconselhador. Ele foi criado para aconselhar o Santo Padre, ou seja, o Papa pode recusar algumas propostas.

“Não se pode negar que, em algumas circunstâncias, a responsabilidade (da crise do casal) pode ser menor, ou anulada (…) As consequências de alguns atos não podem recair sobre todos por igual”, defendem os prelados, ao se referirem aos divorciados.

No encerramento do sínodo, o papa Francisco elogiou a liberdade de expressão que reinou ao longo das três semanas de trabalho e criticou abertamente “os métodos não de todo benévolos” empregados pelos setores conservadores contra suas propostas de reforma.

Decepção para alguns

O espinhoso tema da homossexualidade foi abordado em apenas um parágrafo, no qual se reitera que a Igreja “respeita” os homossexuais, condena qualquer “discriminação injusta” e se opõe ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O restante desse parágrafo recomenda a Igreja a “acompanhar as famílias com um membro homossexual”.

Para muitos dos presentes, tratar do tema da homossexualidade em uma reunião dedicada à família significou uma anomalia, enquanto para outros prelados, sobretudo africanos, o assunto continua sendo tabu.

“O que parece normal para um bispo de um continente pode ser estranho, quase um escândalo, para outro de outro continente”, reconheceu o sumo pontífice.

Francisco decidiu convocar dois sínodos sucessivos sobre a família – um, em outubro de 2014, e o outro, em outubro de 2015 – para levar a Igreja a se atualizar frente às mudanças na sociedade moderna.

Na sexta-feira, em uma missa, o papa disse querer estimular a Igreja a “avaliar os tempos e a mudar com eles, permanecendo firme no Evangelho”.

Sobre outro ponto importante, no Sínodo, os bispos reiteraram que a instituição aplicará “tolerância zero” em relação à pedofilia, comprometendo-se a colaborar “de forma estreita” com a Justiça.

Fonte: Aleteia

Um golpe no Papa ou um golpe na Igreja?

Desde que começou o Sínodo do Bispos,  neste mês de outubro, os cantos do Vaticano não são mais o mesmos. Não pelos resultados que ainda não foram concluídos e divulgados, mas pelo temor do que poderá vir a ser o documento final do Sínodo e as conclusões do Papa Francisco.

É fato, que o Sínodo é não é doutrinário ou dogmático, mas serve para aconselhar o Papa a tomar decisões que podem afetar essas duas temáticas. E quando se fala de família no Sínodo, se discute todas as suas mazelas atuais e toda a mídia se posiciona contra quaisquer decisões tradicionais, empurrando os fiéis nada fiéis, e são muitos, ao propenso apoio e pressão por novas e modernas “doutrinas”.

Os cantos do Vaticano tem nestes dias se tornado pontos de encontros para especuladores e tramas dignas da ficção de Dan Brown. Um dessas conspirações ou fato real, não sei, é que treze cardeais se insurgiram contra o Papa e seu Sínodo.

Treze, e não doze, importantes purpurados enviaram uma carta ao pontífice no dia da abertura do Sínodo colocando seus pensamentos sobre as regras do Sínodo. Segundo eles, elas facilitariam a aprovação de decisões modernas e antidoutrinais como a comunhão aos divorciados.

Não sei de fato em que acreditar. Sei que há opiniões divergentes sobre isso e as coloco a vocês. Abaixo deixo dois links com textos pró e contra a aventura dos “13 Guardiões da Fé”. Leiam e tirem suas conclusões. As minhas são simples. Para mim, tudo é possível. Um golpe ao Papa e também um golpe a Igreja e suas tradições. Não é de hoje que muita água passa por debaixo das pontes do Vaticano. E que nós, leigos distantes aos cantos da cidade de Roma, se quer pensamos o que pode estar acontecendo. Contudo, um fato é verdadeiro, o “encardido” haje cada vez mais querendo nos separar e nos distanciar da fé verdadeira em Cristo Jesus. Oremos por esse Sínodo e seus participantes. Oremos por toda a Igreja. E que Deus nos ajude.

Ah! Se os cantos do Vaticano estiverem certos, a facada do golpe, seja ele onde for, nos ferirá como nunca.

Leiam:

Treze cardeais escrevem ao papa. Eis aqui a carta.

O ataque contra Francisco: a carta dos 13, mas não só.

[Atualização]

A versão de Dolan

Papa confirma que matrimônio e família são entre homem e mulher

Papa diz que casamento é entre homem e mulher
Papa diz que casamento é entre homem e mulher

(ACI).- O Papa Francisco inaugurou o Sínodo dos Bispos sobre a Família com uma solene Missa na Basílica de São Pedro do Vaticano ontem, dia 04. Nela participaram os pais sinodales que refletirão sobre a família até o próximo 25 de outubro. O Papa explicou aos bispos e fiéis presentes que o matrimônio não é uma utopia da adolescência e que o sonho de Deus para sua criatura predileta, o ser humano, é vê-la realizada na união de amor entre homem e mulher; feliz no caminho comum, fecunda na doação recíproca”, disse o Santo Padre.

Leia na íntegra a homilia do Papa Francisco: Continuar lendo “Papa confirma que matrimônio e família são entre homem e mulher”

O Papa é pop? “Não sou uma estrela, mas Servo dos servos”, diz

É inegável a popularidade de Francisco. Ele é pop, rock e star. Em todas as cidades as quais visitou em Cuba e Estados Unidos – especialmente na América do Norte –, milhares de pessoas saíram às ruas a fim de estar perto do Papa Francisco. No Brasil, sua primeira visita depois de escolhido, se tornou Papa Pop na JMJ consolidando seu pontificado e seu carisma.

Foto: L'Osservatore Romano
Foto: L’Osservatore Romano

Mesmo com tanto amor demonstrado pelos fiéis e não fiéis mundo afora e principalmente em suas visitas, além do fato de comover nossos corações com seus gestos de caridade, fé e misericórdia, Francisco disse a imprensa, ontem, dia 28/09, que não se sente uma ‘celebridade’, nem quer sê-lo, pois segundo ele um Papa somente deve ser um “servo dos servos”, enquanto as estrelas se apagam e caem.

Grafite do Super Papa em Roma
Grafite do Super Papa em Roma

A entrevista foi dada durante o voo papal da Filadélfia com destino a Roma. Uma jornalista perguntou ao Papa: “É bom para a Igreja que o Papa seja uma celebridade?” A resposta foi mítica.

“Sabes qual era o título que os Papas usavam e que se deve usar? Servo dos servos de Deus. É um pouco diferente de uma celebridade. As estrelas são bonitas de se ver, eu gosto de vê-las quando o céu está limpo no verão… Mas, o Papa deve ser – deve ser! – o servo dos servos de Deus. Sim, na imprensa se usa isso, mas há uma outra verdade: quantas estrelas vimos que depois se apagam e caem? É uma coisa passageira. Ao invés, ser ‘servo dos servos de Deus’, isso é bonito! Não passa! Não sei… Assim, penso eu”.

Cartaz da CF 2015
Cartaz da CF 2015

Em outra ocasião o Papa Francisco já havia falado sobre isso. Em uma entrevista publicada no dia 5 de março de 2014, no jornal italiano ‘Il Correr della Sera’ e ‘La Nación’, da Argentina, disse que “pintar ao Papa como se fosse uma espécie de Super-homem, uma espécie de estrela, me parece ofensivo. O Papa é um homem que ri, chora, dorme tranquilo e tem amigos como todos. É uma pessoa normal”.

Outra fala dele sobre o tema do Papa Pop, Star, no dia 14 de setembro, em uma entrevista concedida a jornalista Aura Miguel, da Rádio Renascença (Portugal), ao ser perguntado sobre sua popularidade, o Papa disse:

“E também Jesus, num certo momento, foi muito popular e, depois, acabou como acabou. Ou seja, ninguém tem garantida a felicidade mundana”.

com informações de ACI

Revista “O Meu Papa” chega ao Brasil e vale a pena ler

Neste último domingo, 17, cheguei em casa e me deparei com um correspondência. Ao abrir, uma agradável surpresa. O grupo Panini, responsável por diversas publicações católicas me enviou a primeira edição da revista “O Meu Papa” publicada em terras tupiniquins.  A revista já pode ser encontrada nas bancas do país. O valor é de R$ 4,90.

A revista é linda! Lembro de quando li a noticia que o Vaticano preparava um espécie de “Quem” ou “Caras” do Papa. Lançada ano passado na Itália, O Meu Papa chega aqui. Eis ela aí.

Capa da Revista O Meu Papa
Capa da Revista O Meu Papa

“O Meu Papa” é um revista para se colecionar. Apesar do nome, não se trata de um paparazzi do Papa Francisco e/ou um compilado de sua agenda. Passa sim, pelas suas lições em suas pregações e reflexões. Mostra o cotidiano papal e também do Vaticano. Lembrem-se, o Papa não é a Igreja sozinho, mas a conduz. Acima de tudo, a revista lembra Cristo. Isso é que vale a pena nela. Ter todo um conteúdo cristocentrico.

Em suas páginas, O Meu Papa traz ainda a historio de um santo, nesta edição a de São Pedro e também os santos do mês.

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Ler essa revista é um prazer inenarrável para qualquer cristão. Confesso, que em minha casa tem dado “briga” para ver quem fica com ela. Já fiz escala para ninguém deixar de ler.

Já sou e serei comprador assíduo dessa revista.

Papa nos convida a nos unirmos a videira que é Cristo, Jesus

No domingo, 03 de maio, o Papa Francisco falou aos milhares de peregrinos que estava na Praça São Pedro e também aos católicos espalhados pelo mundo. Francisco convidou a cada cristão a permanecer unido, como ramos a videira, a Jesus por meio dos sacramentos e assim dar os frutos necessários para perseverar e construir o Reino de Deus. Esse frutos, segundo o papa, são o meio pelo qual nos reconhecem como verdadeiros cristãos.

O Papa Francisco do balcão do Palácio Apostólico / Foto: L'Osservatore Romano
O Papa Francisco do balcão do Palácio Apostólico / Foto: L’Osservatore Romano

Papa Francisco comentou o Evangelho do dia, que mostra Jesus se apresentando na Última Ceia.

“Pela última vez Ele está com seus discípulos e então quer imprimir bem em suas mentes uma verdade fundamental: também quando Ele não estiver mais fisicamente em meio deles, eles ainda poderão permanecer unidos a Ele de uma maneira nova, e assim dar muito fruto”, afirma.

Francisco atualiza as palavras do santo Evangelho e afirma que todos nós podemos nos ligar a jesus de um modo novo. Se não nos conectarmos, perdermos a união com Ele, “a comunhão com Ele”, nos tornaríamos estéreis” o que é prejudicial para nós e para a comunidade.

“Para expressar esta realidade, este modo novo de estar unidos a Ele, Jesus utiliza as imagens da videira e os ramos e diz assim: ‘Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim tampouco vocês se não permanecerem em mim. Com esta figura (Jesus) nos ensina como permanecer nele, estar unidos a Ele, embora Ele não esteja fisicamente presente”, diz o papa.

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Papa considera escandaloso mulheres ganharem menos que homens

Hoje, quarta-feira (29), o Papa Francisco fez um apelo pelo fim da diferença salarial entre homens e mulheres. Ele classificou a situação como “um escândalo” e que todos nós cristãos deveríamos reprovar.

“Por que é dado como certo que mulheres devem ganhar menos que homens? Não! Elas possuem os mesmos direitos. A discrepância é um escândalo”, disse. 

Em tom mais enfático, Francisco disse que cristãos deveriam “definitivamente apoiar o direito de igualdade salarial para trabalhos iguais”. É valido lembrar que essa fala do papa não é nenhum apoio ao feminismo, mas sim uma fala de luta pela igualdade. Se um mulher é CEO de uma empresa não se justifica o salário mais baixo só porque é mulher.

O Papa Francisco no Vaticano nesta quarta-feira (29) (Foto: Max Rossi/Reuters)
O Papa Francisco no Vaticano nesta quarta-feira (29) (Foto: Max Rossi/Reuters)

Salários

Mulheres na União Europeia receberam em média 16,4% a menos que homens em 2013, de acordo com estatísticas da agência Eurostat, e dados norte-americanos indicam que mulheres ganham 77 centavos de dólar a cada dólar que um homem ganha, de acordo com salários médios anuais.

Mulheres na Igreja

Francisco disse que quer que mulheres tenham um papel maior na Igreja Católica romana ao redor do mundo e na burocracia do Vaticano, mas disse que “a porta está fechada” para a possibilidade de mulheres se tornarem padres.

A igreja ensina que mulheres não podem se tornar padres porque Jesus deliberadamente escolheu somente homens como seus apóstolos. Os que defendem o sacerdócio feminino rejeitam essa versão, alegam que agiu de acordo com as normas de sua época. É importante também lembrar, quanto a esse assunto, que Jesus quebrou vários paradigmas em sua vinda, mas não quebrou o do sacerdócio.

Com informações do G1 

E o Papa Francisco vai para Cuba

O papa Francisco fala aos fiéis da Praça São Pedro, no Vaticano, durante o Ângelus (Foto: Andreas Solaro/AFP)
O papa Francisco fala aos fiéis da Praça São Pedro, no Vaticano, durante o Ângelus (Foto: Andreas Solaro/AFP)

(ACI/EWTN Noticias).- O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, confirmou hoje que o Papa Francisco visitará Cuba no próximo mês de setembro antes de sua viagem aos Estados Unidos.

O Pe. Lombardi assinalou: “posso confirmar que o Santo Padre Francisco, tendo recebido e aceito o convite por parte das autoridades civis e dos bispos de Cuba, decidiu efetuar uma etapa na ilha antes de chegar aos Estados Unidos com motivo da viagem anunciada já há algum tempo”.

Ainda não se sabe a data exata e os detalhes do novo destino do Pontífice, mas a confirmação chega depois de que a Santa Sé afirmou que estava estudando a possibilidade da viagem.

Além disto, hoje, 22, chegou a Cuba o Cardeal Beniamino Stella, Prefeito da Congregação do Clero, que permanecerá até o 28 de abril. O Cardeal foi Núncio em Cuba de 1993 a 1999 e ajudou a organizar a visita de São João Paulo II em 1998, a primeira vez que um Papa foi à ilha, e a de março de 2012 realizada pelo agora Papa Emérito Bento XVI.

A visita do Cardeal Stella ocorre após o anúncio do dia 17 de dezembro, quando Cuba e Estados Unidos anunciaram o reinicio das relações diplomáticas e reconheceram a contribuição fundamental que a Santa Sé teve neste processo.

O Papa Francisco viajará aos Estados Unidos no próximo mês de setembro para participar do Encontro Mundial das Famílias entre os dias 22 a 25 desse mês na Filadélfia.

Papa Francisco: ” a mulher não é replica do homem”

(ACI).- Conforme anunciou na semana passada, o Papa Francisco falou novamente na catequese desta quarta-feira sobre o homem e a mulher, aprofundando desta vez o tema da complementariedade de ambos.

O Papa deteve-se no segundo capítulo do libro do Gênesis, quando Deus fala de como “criou o homem do pó da terra e o homem tornou-se um ser vivo”.

Uma declaração que vai de encontro as teorias feministas.
Uma declaração que vai de encontro as teorias feministas.

Para o Papa, este “foi o momento culminante da criação, mas algo estava faltando. Então, Deus coloca o homem em um belo jardim para cultivar e cuidar da criação”.

O Santo Padre disse ainda que “a Bíblia nos diz algo precioso: o homem encontra a mulher, eles se encontram e o homem deve deixar tudo para encontrá-la totalmente. Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá a ela. Esse acontecimento é lindo! Eles começam juntos um novo caminho. O homem é totalmente para a mulher e a mulher é totalmente para o homem.”

Francisco comentou como Deus viu que não era bom que o homem estivesse sozinho. “Era como uma falta de comunhão, faltava ‘uma’ comunhão, havia uma falta de plenitude.” Finalmente, Deus criou a mulher e o “homem acolhe exultante essa criatura, e reconhece que ela é parte dele.”

“Há uma reciprocidade entre eles”, disse. Com a imagem bíblica da costela de Adão, da qual Eva é plasmada por Deus, não se quer afirmar uma inferioridade ou subordinação da mulher – ela não é uma réplica do homem-, mas expressa uma reciprocidade neles, que o homem e a mulher são da mesma substância e se complementam”.

“E o fato de que Deus na parábola crie a mulher, enquanto o homem dorme, não significa que ela é a criatura do homem, mas de Deus” e “para encontrar a mulher o homem primeiro precisou sonhar “.

O pontífice disse que “a fidelidade de Deus no homem e na mulher, a quem Ele confia a terra, é generosa, é directa e total”. Mas “o maligno faz surgir em suas mentes suspeitar e desconfiar de Deus” e, finalmente, “desobedecer ao mandamento que os protegia. Caíram nessa ilusão de onipotência que contamina tudo e destrói a harmonia.” “Também é algo que sentimos dentro de nós mesmos muitas vezes”, afirmou.

Sobre o pecado, o Papa explicou que este “gera indiferença e divisão entre homem e mulher. Seu relacionamento será prejudicado de muitas formas de abuso e subjugação, sedução e arrogância humilhante, às vezes pode ser dramático e violento “.

“Pensemos, por exemplo, nos excessos negativos das culturas patriarcais. Pensemos nas múltiplas formas de machismo, em que a mulher é considerada de segunda classe. Na instrumentalização e mercantilização do corpo feminino na atual cultura mediática. ” O Papa citou ainda uma recente “epidemia” de ceticismo, e até mesmo de hostilidade que se difunde na nossa cultura, em especial a partir de uma compreensível desconfiança por parte das mulheres, em relação a uma aliança saudável entre os gêneros.

Para Francisco, a desvalorização social desta aliança é certamente uma perda para todos, e os filhos virão ao mundo sempre mais desarraigados. “Devemos honrar o matrimônio e a família! ”, concluiu.

“A desvalorização social da aliança estável entre o homem e a mulher é certamente uma perda para todos,” portanto, ” é importante que o matrimonio e a família sejam valorizados”.

Finalmente, Francisco afirmou que “os cuidados desta aliança entre o homem e a mulher, mesmo na sua condição de pecadores, é para nós cristãos uma vocação de compromisso e valentia no mundo de hoje “.

Papa: “são duas as coisas que o povo de Deus não pode perdoar: um padre apegado ao dinheiro e um padre que maltrata as pessoas”

Papa Francisco: não deixar celebrar casamento com missa é "pecado de escândalo"
Papa Francisco: não deixar celebrar casamento com missa é “pecado de escândalo”

O texto é do ano passado, mas a “catracada’ é atualíssima. Vejam:

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A Igreja nunca seja um comércio, pois a redenção de Cristo é gratuita. Esta foi a mensagem de hoje do Papa Francisco na missa em Santa Marta, na Festa Litúrgica da Apresentação da Virgem Santa Maria no Templo.

Na sua breve reflexão, o Papa sublinhou a Liturgia de hoje que propõe a passagem evangélica na qual Jesus expulsa os vendilhões do Templo, que transformam a casa de oração em covil de ladrões. Este gesto de Jesus é um verdadeiro ato de purificação: o Templo tinha sido profanado e, como tal, também o Povo de Deus, profanado com o grande pecado do escândalo. E o Papa acrescentou que este tipo de comportamento pode escandalizar o povo, mesmo hoje em dia. Quantas vezes, ao entrarmos na igreja, deparamos com uma lista de preços: batizados, bênçãos, intenções de Missa afirmou o Santo Padre que contou uma pequena história.

“Uma vez, recentemente ordenado, eu estava com um grupo de universitários, e um casal queria se casar. Tinham ido a uma paróquia: mas queria casar-se com Missa. E lá, o secretário paroquial disse: – ‘Não é possível’. Mas porque não se pode casar com Missa? Se o Concílio recomenda fazer sempre com a Missa…’. ‘Não é possível porque não podemos passar de 20 minutos’. – ‘Mas por quê’? – ‘Porque tem outros horários marcados’. – ‘Mas nós queremos a Missa’. – ‘Então vocês devem pagar dois horários’. E para casar com Missa tiveram que pagar dois horários. Este é umpecado de escândalo”.

O Papa Francisco recordou ainda: “Sabemos o que Jesus diz àqueles que são motivo de escândalo: “É melhor que sejam atirados ao mar”.

“Quando aqueles que estão no Templo – sejam sacerdotes, leigos, secretário, mas que precisam administrar a Pastoral do Templo – transformam-se em homens de negócio, o povo se escandaliza. E nós somos responsáveis por isto. Os leigos, inclusive! Todos. Porque se vejo que isso acontece na minha paróquia, devo ter a coragem de dizer isso cara a cara ao pároco. E as pessoas sofrem aquele escândalo. É curioso: o povo de Deus sabe perdoar os seus sacerdotes que apresentam alguma fraqueza, que escorregam num pecado… sabe perdoar. Mas são duas as coisas que o povo de Deus não pode perdoar: um padre apegado ao dinheiro e um padre que maltrata as pessoas.”

“Porque a redenção é gratuita; Ele vem trazer a gratuidade de Deus, a gratuidade total do amor de Deus. E quando a Igreja ou as Igrejas se tornam comércio, diz-se que …, não é tão gratuita, a salvação… É por isso que Jesus pega o chicote na mão para fazer este rito de purificação no Templo. Hoje a liturgia celebra a Apresentação de Nossa Senhora no Templo: da menina… Uma mulher simples, como Ana que está naquele momento, e entra Nossa Senhora. Que ela ensine a todos nós, a todos os pastores, a todos aqueles que têm responsabilidades pastorais, a manter limpo o Templo, para receber com amor os que vêm, como se cada um deles fosse Nossa Senhora”.

(Por Aleteia, com Rádio Vaticano – sources: RÁDIO VATICANO

Papa Francisco: “pena de morte é inadmissível”

(ACI).- O Papa Francisco recebeu esta manhã em audiência privada uma delegação da Comissão Internacional contra a pena de morte. No encontro o Santo Padre entregou uma carta a Federico Mayor, Presidente da instituição, na qual ressaltou que “hoje em dia a pena de morte é inadmissível”.

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No texto o Santo Padre afirma que “hoje em dia a pena de morte é inadmissível, por mais grave que tenha sido o delito do condenado. É uma ofensa à inviolabilidade da vida e à dignidade da pessoa humana que contradiz o intuito de Deus sobre o homem e a sociedade e sua justiça misericordiosa, e impede de cumprir com qualquer finalidade justa das penas. Não faz justiça às vítimas, e sim fomenta a vingança”.

”Para um Estado de direito, a pena de morte representa um fracasso, porque o obriga a matar em nome da justiça. Nunca se alcançará a justiça dando morte a um ser humano”, acrescenta.

O Papa afirma deste modo que “com a aplicação da pena capital, nega-se ao condenado a possibilidade da reparação ou emenda do dano causado; a possibilidade da confissão, pela qual o homem expressa sua conversão interior; e da contrição, pórtico do arrependimento e da expiação, para chegar ao encontro com o amor misericordioso e sanador de Deus”.

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Dois anos de Francisco

Há dois anos, dia 13 de março, Francisco era eleito Papa
Há dois anos, dia 13 de março, Francisco era eleito Papa

Hoje a Igreja celebra o segundo ano do Papado de Francisco. Um Papa Histórico, com os outros, mas que surgiu do momento inesperado da renuncia de Bento XVI.

Neste período, Francisco, o primeiro papa latino, causou polêmica em diversas vezes e pronunciamentos. Se fez papa nos corações dos fiéis aqui no Brasil na Jornada Mundial da Juventude. Aqui conhecemos como seria Francisco.

Em dois anos, ele caiu na graça popular, mas também enfrenta crise na Igreja. Abaixo um texto publicado no Fraters In Unum, que segue a linha mais tradicional da Igreja. Leia…

Dois anos com Bergoglio. Dois anos de terror

Por Padre Cristóvão e Padre Williams – Fratres in Unum.com

Sexta-feira treze. Dois anos da eleição de Bergoglio. Concidência triste, mas superlativamente apropriada.

A Igreja, outrora resplandecente de beleza, ornada com a coroa da sabedoria, o esplendor da doutrina, agora jaz saqueada, banalizada, desfigurada e fútil, sob a batuta de um… papa.

Difícil era prever que chegaríamos a este ponto! Mesmo com os resvalos, pessoais e eclesiais, de Paulo VI, nunca havíamos testemunhado tamanho esvaziamento da sacralidade católica, da mínima fidelidade à fé, e, não cansamo-nos de nos pasmar, até mesmo da lucidez quanto às verdades da lei natural!

Depois do Concílio Vaticano II, foi pública a trepidação na Igreja acerca da profissão do dogma, a deserção, o silenciamento, a desinformação, a apostasia, silente ou não, grotesca em muitos casos, mas em todo orbe sentida. Contudo, também é inegável a firmeza com que os papas posteriores, quase que agarrados aos últimos destroços da nau, em meio ao mar encapelado que a tragava, quase que soçobrando à torrente, anunciaram com desassombro os “princípios inegociáveis” da vida e da família, agora desdenhados por Francisco. [Continue lendo aqui…]

Outro texto que mostra as dificuldades do Papa Francisco, é esse aqui:

“Muitos esperam olhando para o relógio o fim do pontificado”, advertiu à AFP o veterano vaticanista Marco Politi, autor do livro “Francisco entre os lobos”. [Leia mais aqui…]

Opinião

Para mim, Francisco trouxe uma nova luz para esses tempos. Trouxe algo que há muito a igreja não vivia intensamente, popularidade. Contudo, a popularidade não é desejo de todos, mas conversão sim. E é preciso passar pela popularidade para que haja conversão. Bem-vinda ou não , ela é necessária para que possamos agir levando o evangelho a muitos.

por Marquione Ban

Papa: o verdadeiro jejum vem do coração

Cidade do Vaticano (RV) – Os cristãos, especialmente na Quaresma, são chamados a viver coerentemente o amor a Deus e o amor ao próximo. Este é um dos trechos da homilia que Francisco pronuncio una Missa celebrada na manhã desta sexta-feira na Casa Santa Marta.

O Papa se inspirou na primeira Leitura extraída do Livro de Isaías, em que o povo se lamenta a Deus por não ouvir seus jejuns. Para o Pontífice, é preciso distinguir entre “o formal e o real”. Ou seja, de que adianta jejuar, não comer carne, e depois brigar ou explorar os funcionários? Eis o motivo pelo qual Jesus condenou os fariseus, porque faziam “tantas observações exteriores, mas sem a verdade do coração”.

O amor a Deus e ao homem estão unidos

O jejum que Jesus quer, ao invés, é o que desfaz as cadeias injustas, liberta oprimidos, veste quem está nu, faz justiça. “Este é o verdadeiro jejum – reiterou o Papa – o jejum que não é somente exterior, uma lei externa, mas deve vir do coração”:

“E nas tábuas da lei há o preceito em relação a Deus, em relação ao próximo e os dois estão juntos. Eu não posso dizer: “Mas, não, eu cumpro os primeiros três mandamentos… e os outros mais ou menos”. Não, se não cumpre estes, não pode cumprir aqueles, e se cumpre este, deve cumprir aquele. Estão unidos: o amor a Deus e o amor ao próximo são uma unidade e se quiser fazer penitência, real e não formal, deve fazê-la diante de Deus e também com o seu irmão, com o próximo”.

Usar Deus para cobrir a injustiça

Pode-se ter tanta fé, prosseguiu, mas – como diz o Apóstolo Tiago – se “não realiza obras, é morta, para que serve?”. Assim, se alguém vai à Missa todos os domingos e comunga, pode-se perguntar: “E como é a sua relação com seus funcionários? Os paga de maneira irregular? Dá a eles um salário justo? Paga também as taxas para a aposentaria? Para a assistência de saúde?”.

“Quantos homens e mulheres têm fé mas dividem as tábuas da lei: ‘Sim, eu faço isso… mas você dá esmolas? Sim, sim, sempre mando um cheque para a Igreja. Ah, então tá… Mas na tua Igreja, na tua casa, com quem depende de você (filhos, avós, funcionários), você é generoso, é justo? Não se pode fazer ofertas à Igrejas e pelas costas, ser injusto com seus funcionários. Este é um pecado gravíssimo: usar Deus para cobrir a injustiça”.

“E isto – retomou o Papa – é aquilo que o profeta Isaias, em nome do Senhor, nos explica”: “Não é um bom cristão quem não faz justiça com as pessoas que dependem dele”. E não é um bom cristão aquele que não se despoja de algo necessário para dar ao próximo, que precisa”.

O caminho da Quaresma é “este, é duplo: a Deus e ao próximo. É real, não simplesmente formal. Não é somente deixar de comer carne sexta-feira, fazer alguma coisinha e depois, deixar aumentar o egoísmo, a exploração do próximo, a ignorância dos pobres”.

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Papa Francisco fala aos cardeais sobre a caridade

Cidade do Vaticano (RV) – “Servir aos outros é nosso único título de honra!”. O Papa Francisco celebrou com os novos cardeais na Basílica de São Pedro na manhã deste domingo (15/02), exortando-os a seguir a lógica de Jesus e o caminho da Igreja: acolher e integrar os que batem à porta, mas também ir buscar, sem medo e preconceito, os distantes.

O Santo Padre dedicou sua longa e articulada homilia à compaixão de Jesus diante da marginalização e a sua vontade de integração. Inspirado na Liturgia do dia, o Papa explicou que Jesus se deixa “envolver na dor e nas necessidades das pessoas”, Jesus tem um coração que “não se envergonha de ter compaixão”, uma compaixão, voltada a reintegrar o marginalizado.

Bento XVI participou do Consistório
Bento XVI participou do Consistório

Para ilustrar esta marginalização, Francisco toma como exemplo o leproso, que pela antiga lei, era “afastado e marginalizado pela comunidade”, considerado impuro. E o objetivo era “salvar os sãos e proteger os justos”, marginalizando assim o “perigo” e tratando sem piedade o contagiado:

“Imaginai quanto sofrimento e quanta vergonha devia sentir, física, social, psicológica e espiritualmente, um leproso! Não é apenas vítima da doença, mas sente que é também o culpado, punido pelos seus pecados. É um morto-vivo, como «se o pai lhe tivesse cuspido na cara». Além disso, o leproso suscita medo, desprezo, nojo e, por isso, é abandonado pelos seus familiares, evitado pelas outras pessoas, marginalizado pela sociedade; mais, a própria sociedade o expulsa e constringe a viver em lugares afastados dos sãos, exclui-o. E o modo como o faz é tal que, se um indivíduo são se aproximasse de um leproso seria severamente punido e com frequência tratado, por sua vez, como leproso”.

Continuar lendo “Papa Francisco fala aos cardeais sobre a caridade”

E a Igreja não faz nada? Sim, são 115 mil instituições de saúde gerenciadas por ela

topicCelebrou-se ontem, 11 de fevereiro, o XXIII Dia Mundial do Enfermo, instituído por João Paulo II em 1992. O Papa Francisco convida a meditar sobre o tema deste ano – “Eu era os olhos do cego e os pés do coxo” (Jó 29,15) – na perspectiva da “sapientia cordis”, a sabedoria do coração.

Na mensagem, o Santo Padre destaca “a absoluta prioridade da saída de si próprio para o irmão, como um dos dois mandamentos principais que fundamentam toda a norma moral e como  o sinal mais claro para discernir sobre o caminho de crescimento espiritual em resposta à doação absolutamente gratuita de Deus (EG, 179). Da natureza missionária da Igreja brotam inevitavelmente ‘acaridade efetiva para com o próximo, a compaixão que compreende, assiste e promove”.

Segundo revelam os dados do último “Anuário Estatístico da Igreja”, publicado pela Agência Fides por ocasião da Jornada Missionária, os Institutos sanitários, de assistência e beneficiência administrados pela Igreja em todo o mundo são 115.352, compreendendo:

– 5.167 hospitais (a maior parte na América, 1.493 e 1.298 na África);

– 17.322 dispensários, a maior parte na África, 5.256, América 5.137 e Ásia 3.760;

– 648 leprosários distribuídos principalmente na Ásia (322) e África (229);

– 15.699 casas para idosos, doentes crônicos e deficientes, a maior parte na Europa (8.200) e América (3.815);

– 10.124 orfanatrófios, principalmente na Ásia (3.980) e América (2.418);

– 11.596 jardins da infância, a maior parte na América (3.661) e Ásia (3.441);

– 14.744 consultores matrimoniais, distribuídos na maior parte no continente americano (5.636) e Europa (6.173);

– 3.663 centros de educação e re-educação social, além de 36.386 instituições de outros tipos.

sources: News.va

Papa: “Não há lugar na Igreja para aqueles que abusam de menores”

E fica a dica!
E fica a dica!

(ACI/EWTN Noticias).- “Não há absolutamente lugar no ministério para aqueles que abusam de menores”, advertiu nesta quinta-feira o Papa Francisco em uma carta aos Presidentes dos Episcopados e aos Superiores das congregações religiosas na qual exortou a não terem medo do escândalo para lutar contra este flagelo.

O Pontífice enviou a carta na véspera da primeira reunião em Roma – de 6 a 8 de fevereiro – de todos os membros da Pontifícia Comissão para a proteção dos menores e nela assegura às famílias “que a Igreja não poupa esforço algum para proteger os seus filhos, e têm o direito de se dirigir a ela com plena confiança, porque é uma casa segura”.

“Portanto, não se poderá dar prioridade a nenhum tipo de considerações, seja qual for a sua natureza, como por exemplo evitar o escândalo, porque não há absolutamente lugar no ministério para aqueles que abusam de menores”, expressou.

Francisco concluiu a carta pedindo “que Maria Santíssima, Mãe da ternura, ajude-nos a cumprir, com generosidade e rigor, nosso dever de reconhecer humildemente e reparar as injustiças do passado, e a ser sempre fiéis à tarefa de proteger aqueles que são os prediletos de Jesus”.

Dica do Papa para ser um bom pai

“Um bom pai sabe esperar e sabe perdoar, do fundo do coração”, afirmou o Papa Francisco durante a Audiência Geral na Sala Paulo VI, na qual refletiu sobre o papel do pai na família, colocando como exemplo a parábola do Filho Pródigo.

Francisco fez uma catequese referindo-se à função do pai na família, a partir de uma perspectiva positiva, deixando de lado os “perigos dos pais ‘ausentes’”.

Todos precisam de um Pai

“Toda família precisa do pai”, começou dizendo. O pai “sabe bem quanto custa transmitir esta herança: quanta proximidade, quanta doçura e quanta firmeza”, mas também “quanto consolo e recompensa se recebe quando os filhos honram esta herança! É uma alegria que redime todo cansaço, que supera toda incompreensão e cura toda ferida”.

Francisco disse em poucos palavras algumas ações, sentimentos e funções do pais. Afirmou como ser um bom pai. Veja:

1-Ser um pai presente

Francisco falou depois de algumas necessidades, como a da presença do pai na família. “Que seja próximo à mulher, para partilhar tudo, alegrias e dores, cansaços e esperanças. E que seja próximo aos filhos em seu crescimento: quando brincam e quando se empenham, quando estão despreocupados e quando estão angustiados, quando se exprimem e quando ficam em silêncio, quando ousam e quando têm medo, quando dão um passo errado e quando reencontram o caminho”. Em todas estas ocasiões “o pai deve estar sempre presente”.

2-Não ser controlador

Mas, o Papa alertou que estar presente não é o mesmo que “controlar”: “Os pais muito controladores anulam os filhos, não os deixam crescer”.

O Pontífice colocou como exemplo o Evangelho que fala de Deus como sendo um “Pai bom” e a Parábola do Filho Pródigo ou “do pai misericordioso”.

3-Ser paciente

“Os pais devem ser pacientes. Tantas vezes não há outra coisa a fazer se não esperar; rezar e esperar com paciência, doçura, magnanimidade, misericórdia”.

E é que “um bom pai sabe esperar e sabe perdoar, do fundo do coração. Certo, sabe também corrigir com firmeza: não é um pai frágil, complacente, sentimental. O pai que sabe corrigir sem degradar é o mesmo que sabe proteger sem se economizar”.

Para fazer mais compreensíveis suas palavras o Papa colocou o seguinte exemplo: “Uma vez ouvi em uma reunião de matrimônio um pai dizer: ‘Algumas vezes preciso bater um pouco nos filhos… mas nunca no rosto para não degradá-los’”.

“Sem a graça que vem do Pai que está nos céus, os pais perdem a coragem e abandonam o campo. Mas os filhos precisam encontrar um pai que os espera quando retornam dos seus insucessos. Farão de tudo para não admitir isso, para não deixarem ver, mas precisam; e não encontrar isso abre feridas difíceis de curar”.

Em sua catequese, Francisco tomou algumas expressões do Livro dos Provérbios dirigidas aos próprios filhos: “Filho meu, se o teu coração for sábio, também o meu será cheio de alegria. Exultarei dentro de mim, quando os teus lábios disserem palavras retas”.

“Não se poderia exprimir melhor o orgulho e a comoção de um pai que reconhece ter transmitido ao filho aquilo que realmente conta na vida, ou seja, um coração sábio”.

O Papa explicou que este pai não dizia “estou orgulhoso de você porque és igual a mim, porque repetes as coisas que eu digo e que eu faço. Não, não lhe diz simplesmente qualquer coisa. Diz-lhe algo de bem mais importante, que podemos interpretar assim: ‘Serei feliz toda vez que te ver agir com sabedoria e estarei comovido toda vez que te ouvir falar com retidão’”.

“Isso é aquilo que quis te deixar, para que se tornasse uma coisa tua: a atitude de sentir e agir, de falar e julgar com sabedoria e retidão. E para que tu pudesses ser assim, te ensinei coisas que não sabia, corrigi erros que não vias. Fiz você sentir um afeto profundo e ao mesmo tempo discreto, que talvez não reconhecestes plenamente quando eras jovem e incerto. Dei a você um testemunho de rigor e de firmeza que talvez você não entendeu, quando você quis somente cumplicidade e proteção”.

O Papa continuou com o exemplo: “precisei eu mesmo, primeiro, colocar-me à prova da sabedoria do coração e vigiar sobre os excessos de sentimento e do ressentimento, para levar o peso das inevitáveis incompreensões e encontrar as palavras certas para me fazer entender. Agora, continua o pai – quando vejo que você procura ser assim com os teus filhos, e com todos, me comovo. ‘Sou feliz de ser teu pai’”.

E “é assim que diz um pai sábio, um pai maduro.”, assegurou Francisco.

Por último, o Papa assegurou que “a Igreja, nossa mãe, é empenhada em apoiar com todas as suas forças a presença boa e generosa dos pais nas famílias, porque esses são para as novas gerações protetores e mediadores insubstituíveis da fé na bondade, da fé na justiça e na proteção de Deus, como São José”.

Ainda sobre o Papa e os “coelhos católicos”…

familia_numerosaA declaração do Santo Padre, Papa Francisco, gerou polêmica. Novidade, tudo que ele diz vira polêmica. E muitas vezes nem é por causa da mídia, mas por nossa culpa mesmo.

Alguns católicos não concordam. Outros sim. E show de opiniões corre solto. Como todos dão opinião vou dar a minha. Na verdade, não é bem a minha, mas uma opinião igual a minha. Para aqueles que não concordam também vou colocar o melhor argumento contrário à ela.

OS COELHOS, OS FILHOS E A DECLARAÇÃO DO PAPA

Cristoph Schmidt, jornalista alemão, fez uma pergunta ao Papa que gerou muita polêmica. Nós postaremos o texto oficial, assim como está no site do Vaticano, e comentaremos em azul o que foi dito pelo Papa.

648706Cristoph pergunta: Santo Padre, antes de mais nada queria dizer-lhe muito obrigado por todos os momentos tão impressionantes desta semana. É a primeira vez que o acompanho e gostaria de lhe dizer mil vezes obrigado. A minha pergunta: O Santo Padre falou da multidão de crianças nas Filipinas, da sua alegria por haver assim tantas crianças. Mas, segundo as sondagens, a maioria dos filipinos pensa que o enorme crescimento da população filipina é uma das razões mais importantes para a pobreza imensa do país, já que, em média, uma mulher, nas Filipinas, dá à luz mais de três filhos na sua vida, e a posição católica relativamente à contracepção parece ser uma das poucas questões em que um grande número de pessoas nas Filipinas não está de acordo com a Igreja. Que pensa disto?

Resposta do Papa:

Creio que o número de três por família, mencionado pelo senhor, seja importante – de acordo com o que dizem os peritos – para manter a população. Três por casal. Quando se desce abaixo deste nível, acontece o outro extremo, como, por exemplo, na Itália onde ouvi dizer (não sei se é verdade) que, em 2024, não haverá dinheiro para pagar aos reformados. A diminuição da população. Por isso a palavra-chave para responder é esta expressão que usa sempre a Igreja, e eu também: «paternidade responsável». Como se consegue isto? Com o diálogo. Cada pessoa, com o seu pastor, deve procurar o modo como fazer esta paternidade responsável. Aquele exemplo, que mencionei há pouco, de uma mulher que esperava o oitavo filho e tinha sete com partos cesáreos: isto é uma irresponsabilidade. «Não! Eu confio em Deus». «Mas atenção! Deus dá-te os meios; sê responsável». Crêem alguns – desculpem a frase – que, para ser bons católicos, devem ser como coelhos. Não. Paternidade responsável. Isto é claro e por isso, na Igreja, há os movimentos matrimoniais, há os especialistas no assunto, há os pastores, e investiga-se. Eu conheço muitas e muitas soluções lícitas, que serviram de ajuda para o efeito. Mas fez bem em mo dizer. Há ainda outra coisa curiosa, que é diversa mas está relacionada com isto. Para as pessoas mais pobres, um filho é um tesouro. É verdade que aqui se deve ser prudente. Mas, para eles, um filho é um tesouro. Deus sabe como ajudá-los. Talvez alguns não sejam prudentes nisto, é verdade. Paternidade responsável. Mas é preciso também ver a generosidade daquele pai e daquela mãe que vêem em cada criança um tesouro.

Continue lendo esse texto aqui….

O texto que tem o melhor argumento contrário á minha opinião é esse:

A propósito dos católicos coelhos criticados pelo papa.

Fui abençoada com 6 filhos. Filhos que tive por 6 partos cesáreas. Meus partos cesáreas nunca foram por comodidade ou por medo da dor do parto natural. Pelo contrário. Sempre desejei dar à luz naturalmente, mas meu primeiro filho entrou em sofrimento fetal após 13 horas de trabalho de parto. Mecônio[i] e sangue fizeram com que o nascimento dele fosse uma emergência médica e a cesariana, inevitável para salvar a vida dele. Graças a Deus dei à luz num tempo onde a cirurgia cesariana foi uma opção. Apenas algumas décadas antes, estaríamos mortos, eu e meu filho. Apesar de um APGAR[ii] inicial bastante baixo, meu primogênito se recuperou e hoje é um rapaz inteligente, caseiro, bom filho.[Continue lendo aqui]

Sua opinião

E aí, como você essa nova declaração do Papa?

#ElMito: Francisco diz que católico não deve ter filhos “como coelhos”

E fica a dica!
E fica a dica!

Yahoo | A bordo do avião papal, 19 janeiro, o papa Francisco apelou nesta segunda-feira a uma “paternidade responsável”, e considerou um católico bom não deve se comportar “como coelhos”, em entrevista coletiva a bordo do avião que o levou de volta a Roma.

“Alguns acham, perdoem a expressão, que para ser bom e católico temos que ser como coelhos”, disse aos 70 jornalistas credenciados no voo papal que saiu de Manila.

Essa foi a resposta Francisco a uma pergunta sobre a controvérsia nas Filipinas sobre os problemas do controle de natalidade e o uso de contraceptivos, que a Igreja Católica não admite.

Francisco explicou que os especialistas aconselham “três por família” para manter a população.

“Quando é menos do que isso ficamos com problemas extremos, como poderia acontecer na Itália. Não sei se é verdade, mas em 2024 disseram que não haverá dinheiro para pagar os aposentados”, acrescentou.

Para evitar isso, sua resposta e a “resposta da Igreja” é a “paternidade responsável”.

Como exemplo ele contou a história de um encontro que teve há alguns meses com uma grávida de seu oitavo filho.

“Isso é uma irresponsabilidade! A resposta é a paternidade responsável e eu conheço muitas vias lícitas que ajudam”, declarou.

Sobre os filhos de famílias pobres, o papa destacou que para elas cada filho é “um tesouro a ser amado”. EFE