Atentado a escola do Rio entristece o Brasil e levanta questão do desarmamento civil

O Brasil está triste diante tamanha crueldade exercida sobre as crianças de Realengo, Rio de Janeiro. Como canta-se na música de Gilberto Gil, a vontade é de abraçar todos as vitimas desse atentado em Realengo, mas desta vez o abraço não é de alegria e sim de solidariedade. O Brasil quer dar um abraço de carinho, conforto.

Contudo, mesmo entristecidos essa trágica ocorrência nos faz meditar sobre o uso deliberado de armas no país. A cindo anos atrás, em 2005, nós votamos em um plebiscito a favor das armas. Foram 64% dos votos  a favor de um código menos rígido no controle de armas.

Hoje na Câmara dos deputados existem mais de 116 projetos relacionados ao assunto. 17 propostas estão em andamento na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado sendo que 11 delas sugerem conceder porte de armas às categorias hoje proibidas por lei.

Essas propostas pedem o direito de posse de arma para integrantes de entidades representativas de esportes de arma de fogo, para agentes de segurança do Ministério Público, agentes penitenciários fora do expediente, colecionadores, integrantes de entidades científicas, guardas municipais (independentemente do tamanho da cidade) e agentes de trânsito. Outro projeto autoriza policiais estaduais a terem arma de calibre restrito.

O Estatuto do Desarmamento, criado pela lei 10.826 de 2003, restringiu as possibilidades de porte de arma no Brasil. Estabeleceu ainda prazo, que já venceu, para recadastramento de armas lícitas. Algumas propostas na Câmara pedem a reabertura desse prazo. No fim de fevereiro, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, chegou a afirmar que o governo federal estudava fazer uma nova campanha de desarmamento em breve.

Todos os projetos da comissão tiveram relatores designados e aguardam pareceres para serem levados à votação.

A Igreja, reza por cada um desses Santos Inocentes de Realengo, mas também desde antes do plebiscito de 2005 que pedia o desarmamento completo da população discutia esse tema.  É hora de mudar. Se você possui arma em casa, devolva. Se sabe de alguém que possui arma clandestina, denuncie, Se ela for autorizada, convença-o a devolver. Ser cristão é amar o próximo.

 

Por Marquione Ban com informações do G1

Imagem da Agencia Câmara

 

Um comentário em “Atentado a escola do Rio entristece o Brasil e levanta questão do desarmamento civil

Deixar mensagem para OAB defende nova discussão sobre desarmamento « O ANUNCIADOR Cancelar resposta