Hoje é dia de São Nicolau, que não é o “Papai Noel”

O santo deste dia é São Nicolau, muito amado pelos cristãos e alvo de inúmeras lendas. Filho de pais ricos com profunda vida de oração, nasceu Nicolau no ano 275 em Pátara, na Ásia Menor. Tornou-se sacerdote da diocese de Mira, onde com amor evangelizou os pagãos, mesmo no clima de perseguição que os cristãos viviam.

São Nicolau é conhecido principalmente para com os pobres, já que ao receber por herança uma grande quantia de dinheiro, livremente partilhou com os necessitados. Certa vez, Nicolau sabendo que três pobres moças não tinham os dotes para o casamento e por isso o próprio pai, na loucura, aconselhou a prostituição, jogou pela janela da casa das moças três bolsas com o dinheiro suficiente para os dotes das jovens. Daí que nos países do Norte da Europa, usando da fantasia, viram em Nicolau o velho de barbas brancas que levava presentes às crianças no mês de dezembro.

Sagrado Bispo de Mira, Nicolau conquistou a todos com sua caridade, zelo, espírito de oração, e carisma de milagres. Historiadores relatam que ao ser preso, por causa da perseguição dos cristãos, Nicolau foi torturado e condenado a morte, mas felizmente se salvou em 313, pois foi publicado o edito de Milão que concedia a liberdade religiosa.

São Nicolau participou do Concilio de Nicéia, onde Jesus foi declarado consubstancial ao Pai. Entrou Nicolau no Céu em 324 ao morrer em Mira com fama de santidade e de instrumento de Deus para que muitos milagres chegasse ao povo.

São Nicolau, rogai por nós!

São Nicolau

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O “bom velhinho” surgiu na sua essência com os gestos de São Nicolau. O ato de dar presentes. Contudo, ele não é o São Nicolau. O mito foi tomando corpo e forma no decorrer do tempo.

Uma das maiores lendas urbanas certamente relacionadas ao natal é a que diz que os trajes vermelhos do Papai Noel são advindos das propagandas da Coca-Cola. Isso não é verdade. É historicamente comprovado que a roupa vermelha e o cinto preto foram criados pelo cartunista alemão Thomas Nast para a revista Harper’s Weeklys em 1886. Até então Papai Noel era representado com trajes verdes, típicos de lenhadores europeus do século XVII. Voltando um pouco mais no tempo nos deparamos com o traje em tons de marrom e com uma coroa de azevinhos na cabeça, mas naquela época não existia um padrão em si. A famosa campanha publicitária da Coca-Cola data de 1931, e apesar de não ter criado o visual “oficial”, certamente ajudou a torna-lo conhecido em todo o mundo.

Um século antes, em 1822, Clemente Clark Moore, um escritor Nova Iorquino, lançou um poema onde apareceu pela primeira vez o famoso trenó voador puxado por renas. A obra de Moore era um apanhado de diversas tradições e acabou por definir toda a lenda de Papai Noel que se mantém até hoje.

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Fato é que nós católicos somos chamados a esquecer esse mito produzido para que consumamos mais e mais produtos no natal e passemos a celebrar no natal quem de direito deve ser celebrado, Jesus Cristo.

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