Anistia Internacional divulga imagens de satélite da região de Baga, atacada pelo Boko Haram

É por isso que não sou Chralie Hebdo. A mídia divulga massivamente os atentados na França e ainda o impregnam de atentado a Liberdade de Expressão. Como jornalista, sempre me questionei até onde ia e vai a minha liberdade de expressão. Entendo que a sociedade atual não sabe o significado de Liberdade de Expressão. Também não sabem o que é informação. Rezo pela vítimas francesas e nigerianas, mas oro também pela sociedade atual que se perdeu em suas idiocrasias.

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Não tenho coragem de colocar nenhuma foto do massacre aqui. Mas se ainda sim quiser ver, clique aqui. [Imagens fortes]

Leia o texto do Brasil Post

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Cidade é processada por começar eventos com orações

Boa parte dos quase 100 mil habitantes da cidade de Greece, estado de Nova Iorque-EUA, estão um tanto quanto perplexos. O atual estado emocional dos moradores de Greece se deve ao fato de duas outras moradoras terem processados a cidade na Suprema Corte. O motivo do processo é que antes dos eventos públicos é feita uma oração.

Ainda este mês, dia 6 de novembro, a Corte Suprema dos Estados Unidos escutou as alegações por escrito e orais do grupo Americans United for Separation of Church and State (Americanos pela separação entre Igreja e Estado), em representação de Susan Galloway e Linda Stephens, que denunciaram a cidade de Greece por violação a Constituição por iniciar os eventos públicos rezando. 

De acordo com a matéria da ACI Digital, a maioria dos eventos são abertos com orações cristãs, no entanto os atos são abertos a representantes de qualquer credo. O defensor da cidade, David Cortman, e representante da Alliance Defending Freedom assinalou que “os membros da comunidade devem ter a liberdade de rezar sem serem censurados”.

“Começar os eventos rezando é uma liberdade entesourada que os autores da Constituição praticavam. Os americanos não devem ser obrigados a trair esta liberdade só para apaziguar alguém que diz ofendido por escutar uma oração”, disse Cortman em um comunicado sobre este caso.

O Fundo Becket para a Liberdade Religiosa, um dos 26 organismos que apresentou um recurso a favor da cidade, argumentou que a Corte Suprema deve respeitar a atitude histórica de respeito à oração e à liberdade religiosa.

Eric Rassbach, conselheiro geral do Fundo Becket, afirma sobre este caso que “a Corte deve decidir se as cidades podem reconhecer e celebrar a diversidade religiosa do país ou se o governo deve tratar a identidade religiosa como uma ameaça”. Além disso, explicaram os defensores da cidade de Greece, a Câmara de Senadores e a de Deputados nos Estados Unidos possuem capelães. Eles recordaram ainda que os primeiros grandes líderes da história da nação se referiam frequentemente a Deus e rezavam publicamente.

Por Marquione Ban com informações da ACI/EWTN Noticias

Líderes religiosos da Terra Santa: Queima de Igrejas no Egito é escândalo sem precedentes

JERUSALÉM, 24 Ago. 13 / 01:00 am (ACI/EWTN Noticias).- Os Patriarcas e os chefes das Igrejas e comunidades religiosas de Jerusalém (Terra Santa), chamaram a comunidade internacional a opor-se à violência e ao terrorismo e a ajudar o povo do Egito a superar a violência para chegar à paz.

“Nós, patriarcas e chefes das Igrejas de Jerusalém –se lê na declaração– acompanhamos com grande preocupação a terrível situação do Egito, que sofre por causa das divisões internas, atos terroristas e deliberada violência contra pessoas inocentes, tanto cristãs como muçulmanas”.

“Foram atacadas instituições governamentais, e um grande número de soldados egípcios e policiais foram assassinados; propriedades públicas foram destruídas e Igrejas cristãs foram profanadas”, denunciaram.

“As profanações e o incêndio das Igrejas -prossegue o documento- foram um escândalo sem precedentes e vai contra os valores da tolerância, que durante séculos animaram o Egito. Apreciamos o fato de que muitos muçulmanos se uniram aos compatriotas cristãos na defesa de Igrejas e instituições”.

Condenando com força “estes atos de vandalismo perpetrados por alguns extremistas”, os líderes religiosos fizeram um chamado “a todas as partes para deter a violência e as matanças e trabalhar a favor da unidade nacional, sem a qual o Egito corre o risco de chegar a uma guerra civil”.

“Estamos junto ao povo egípcio em sua luta contra o terrorismo e as facções contrapostas, tanto localmente como a nível internacional. Expressamos nossa solidariedade e proximidade a todas as vítimas e oramos pela cura dos feridos e de quem sofre”, comunicaram.

“Oramos ao único Deus –concluem– para que ilumine os líderes egípcios, a fim de que se salvaguardem os valores da democracia, a dignidade de todos e a liberdade religiosa”.

O documento está assinado pelos representantes católicos, ortodoxos, protestantes e da Custódia da Terra Santa.

Governo chinês responde ao Papa Francisco: “a China protege a liberdade religiosa”

Fiéis chineses
Fiéis chineses

A China “protege a liberdade religiosa” e a Igreja Católica do país “desfruta de um desenvolvimento saudável”, assinalou nesta quinta-feira, 23 de maio, o Governo comunista em resposta à que disse o Papa Francisco na Audiência da última quarta-feira, para que os fiéis do gigante asiático possam viver “de maneira coerente sua fé”.

 “A China sempre foi sincera no seu desejo em melhorar as relações com o Vaticano e fez esforços positivos neste sentido”, assinalou numa coletiva de imprensa o Porta-voz do Ministério dos Assuntos Exteriores chinês, Hong Lei.

Hong assegurou que o Governo chinês “apoia o papel desempenhado por figuras religiosas e por fiéis na promoção do desenvolvimento econômico e social”, porém insistiu que “a tradição na Igreja Católica do país asiático é gerir seus assuntos de forma independente”.

O Vaticano é o único Estado europeu que reconhece Taiwan como País. Uma das condições para o restabelecimento de relações é a ruptura de relações diplomáticas com Taipei. “Esperamos que o Vaticano crie condições favoráveis para a melhoria nas relações diplomáticas”, conclui o Porta-voz.

Na Audiência Geral desta quarta-feira, 22 de maio, o Papa Francisco lançou um apelo em favor dos católicos chineses “para que possam anunciar com humildade e alegria a Cristo e servir a seu país e a seus compatriotas de maneira coerente com a fé que professam”. “Convido a todos os católicos do mundo – disse o Santo Padre – a unirem-se em oração com os irmãos e irmãs que estão na China”.

A troca de declarações entre China e Vaticano é a primeira desde que Papa Francisco e o Presidente chinês Xi Jinping, assumiram suas funções em meados de março. Na China existem entre 8 e 12 milhões de católicos, divididos entre os pertencentes à Igreja Patriótica (‘oficial’) – controlada pelo governo – e a clandestina, em comunhão com Roma e perseguida pelo regime comunista chinês em algumas ocasiões.

Nos últimos anos houve progressos nas relações – quando foram nomeados Bispos com a aprovação do Vaticano -, mas também de tensões, quando a Igreja Patriótica nomeou bispos sem o conhecimento da Santa Sé.

O governo chinês e a Santa Sé romperam relações diplomáticas em 1951, depois que o Papa Pio XII excomungou dois Bispos designados pelo governo chinês, que por sua vez expulsou o Núncio Apostólico, que estabeleceu-se em Taiwan.

Papa e Merkel conversam sobre a paz

PapaMerkel2013Na manhã deste sábado, 18 de maio, o Papa Francisco recebeu em audiência, no Vaticano, a Chanceler da Alemanha, Angela Merkel. Durante os colóquios, recordou-se a longa história das relações entre a Santa Sé e a Alemanha, detendo-se sobre temas de interesse comum, como a situação sociopolítica, econômica e religiosa na Europa e no mundo.

O encontro também tratou da proteção dos Direitos Humanos, das perseguições contra os cristãos, da liberdade religiosa e da colaboração internacional para a promoção da paz. Por fim, não faltou um intercâmbio de opiniões sobre a Europa enquanto comunidade de valores e sobre sua responsabilidade no mundo, fazendo votos de que todos os componentes civis e religiosos trabalhem a favor de um desenvolvimento fundado na dignidade da pessoa e inspirado nos princípios da subsidiariedade e da solidariedade.

Após a audiência com o Papa, Merkel foi recebida pelo Secretário das Relações com os Estados, Dom Dominique Mamberti.

Papa pede respeito pela liberdade religiosa

 (Ecclesia) – O Papa Francisco apelou hoje ao respeito pela liberdade religiosa e ao reconhecimento do papel do Cristianismo na construção da identidade da Europa, numa mensagem enviada a um encontro entre católicos e ortodoxos.

O texto, divulgado pela Rádio Vaticano, pede que as autoridades civis respeitem “em todos os lugares” o direito dos crentes a “viver livremente o seu próprio culto e exprimir publicamente a sua fé”.

O Papa Francisco alude ao 1700.º aniversário do “histórico” Édito de Milão, que trouxe liberdade religiosa aos cristãos, assinado pelo imperador romano Constantino, que nasceu em 274 e faleceu em 337.

A mensagem, enviada através do secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, é dirigida ao patriarca ecuménico (Igreja Ortodoxa) de Constantinopla (atual Istambul), Bartolomeu, que acolhe na Turquia um seminário sobre o decreto do imperador romano, em colaboração com o Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE).

O Papa convida “todos os cidadãos europeus” a reconhecerem “o papel que o Cristianismo teve na formação” da sua cultura e a permanecerem “aberto ao contributo contínuo que os crentes cristãos podem dar neste sentido”.

Francisco deixa uma saudação particular a Bartolomeu, manifestando a sua “esperança” de que se chegue rapidamente “ao dia em que as divisões do segundo milénio” entre católicos e ortodoxos “sejam definitivamente uma coisa do passado”.

Na abertura dos trabalhos, o patriarca ortodoxo defendeu que a Igreja “não desapareceu” da vida pública” e a influencia, quando “vive, existe e sofre duramente no cativeiro, mesmo quando é perseguida”.

Já o presidente do CCEE, cardeal Péter Erdo, alertou para uma “recusa prática de Deus” na cultura europeia, que considera a religião como uma opinião subjetiva sem “caráter social”, relegando-a para a “esfera privada do indivíduo”.

O encontro, à porta fechada, decorre até sábado e tem intervenções previstas de representantes cristãos, judeus e muçulmanos sobre a realidade das religiões no mundo e as suas relações com a política e a sociedade.

Ajuda à Igreja que Sofre premia aeromoça despedida por usar um crucifixo no pescoço

(ACI/Europa Press).- A fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) reconhecerá nesta sexta-feira com o Prêmio à Defesa da Liberdade Religiosa no Mundo à empregada da British Airways Nadia Eweida que foi despedida por usar um crucifixo no pescoço e a que o Tribunal Europeu de Estrasburgo deu a razão.

O prêmio, que reconhece a sua “luta contra a discriminação religiosa no mundo ocidental”, será entregado no marco da III Jornada sobre Liberdade Religiosa que a AIS organiza e acontecerá nesta sexta-feira às 4:00 p.m. na Universidade CEU San Pablo de Madri.

O caso de Nadia Eweida, cristã copta do Reino Unido, repercutiu nos meios quando em 14 de janeiro de 2013 o Tribunal Europeu de Estrasburgo deu a sentença a seu favor no processo feito contra a British Airways por tê-la demitido por usar uma cruz no pescoço. A empresa alegava que usar um crucifixo prejudicava o conceito de marca da empresa.

A Corte sustentou que “os tribunais não respeitaram o equilíbrio entre o desejo da demandante de manifestar sua crença religiosa e o desejo de seu empregador de projetar uma imagem corporativa determinada”. Do mesmo modo, a sentença sublinha que “outros empregados da linha aérea britânica tinham sido autorizados a usar objetos religiosos como turbantes ou hiyab, sem nenhum impacto negativo sobre a imagem da British Airways”.

A linha aérea ofereceu a Eweida um trabalho como administradora onde “não teria que usar uniforme nem teria contato com clientes”, ao que ela se negou. Finalmente, a demandante voltou para a sua função em fevereiro de 2007 quando a companhia mudou sua política para permitir a exibição de símbolos religiosos.

Arcebispo de Bukavu defende os direitos humanos e a paz

Na Jornada também participará o Arcebispo de Bukavu (R.D. do Congo), Dom François-Xavier Maroy, que foi um dos principais defensores da paz e dos Direitos humanos na região dos Grandes Lagos da África Oriental. Maroy teve que fazer frente a várias guerras civis que assolaram a zona leste do Congo, com “graves represálias” para a Igreja, conforme informa AIS.

Atualmente, o Prelado continua denunciando a violência e lutando contra a pobreza, a AIDS e outras doenças, assegurando que “a Igreja é a única organização politicamente neutra que pode ajudar todos a ter um futuro melhor”.

A apresentação do ato está a cargo da presidente da AIS Espanha, Pilar Gutiérrez Corada, e a seguir, acontecerá a conferência ‘Testemunhos de perdão e reconciliação dos mártires da perseguição religiosa espanhola (1931-1939)’, dada pelo sacerdote Jorge López Teulón, postulador da Causa dos Servos de Deus da Província Eclesial de Toledo e da Diocese de Ávila.

Depois de um breve colóquio, o bispo de Getafe, Joaquín María López de Andújar, fará a sua exposição sobre ‘A liberdade religiosa à luz da revelação e da Doutrina Social da Igreja’.

Depois da entrega do II Prêmio pela Liberdade Religiosa no Mundo, Dom Maroy Rusengo falará sobre ‘Os católicos do Congo: necessidades, sofrimentos e esperanças’. Depois desta palestra haverá um testemunho sobre a dificuldade de viver a fé cristã na China.

Para fechar a sessão, intervirá a doutora Soha Abboud Haggar, professora titular Universidade Complutense de Madri, que falará sobre a ‘Situação atual dos cristãos no Egito, Síria e Líbano’. A Jornada encerrará com uma Via Lucis pelos cristãos perseguidos.

Liberdade religiosa será tema de Congresso em Roma

“A liberdade religiosa hoje”. Este é o tema do congresso patrocinado pelo Pontifício Conselho para a Cultura que será realizado em Roma no dia 19 de abril. Oradores de todo o mundo falarão sobre a situação em seus países e darão testemunhos também através da Internet.

O evento será organizado com a tecnologia TED, que reúne pessoas do mundo inteiro com o objetivo de “espalhar idéias”. O site http://www.ted.com, traduzido em 90 línguas, é um dos mais visitados da rede, com mais de 1 milhão e meio de contatos por dia.

A abertura do congresso será feita pelo Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, Cardeal Gianfranco Ravasi. As principais questões a serem debatidas giram em torno da liberdade religiosa hoje, o sentido disso na atualidade, a contribuição da religião no desenvolvimento humano, a abertura da transcendência à razão e o que dá significado à vida.

Hoje é dia de São Nicolau, que não é o “Papai Noel”

O santo deste dia é São Nicolau, muito amado pelos cristãos e alvo de inúmeras lendas. Filho de pais ricos com profunda vida de oração, nasceu Nicolau no ano 275 em Pátara, na Ásia Menor. Tornou-se sacerdote da diocese de Mira, onde com amor evangelizou os pagãos, mesmo no clima de perseguição que os cristãos viviam.

São Nicolau é conhecido principalmente para com os pobres, já que ao receber por herança uma grande quantia de dinheiro, livremente partilhou com os necessitados. Certa vez, Nicolau sabendo que três pobres moças não tinham os dotes para o casamento e por isso o próprio pai, na loucura, aconselhou a prostituição, jogou pela janela da casa das moças três bolsas com o dinheiro suficiente para os dotes das jovens. Daí que nos países do Norte da Europa, usando da fantasia, viram em Nicolau o velho de barbas brancas que levava presentes às crianças no mês de dezembro.

Sagrado Bispo de Mira, Nicolau conquistou a todos com sua caridade, zelo, espírito de oração, e carisma de milagres. Historiadores relatam que ao ser preso, por causa da perseguição dos cristãos, Nicolau foi torturado e condenado a morte, mas felizmente se salvou em 313, pois foi publicado o edito de Milão que concedia a liberdade religiosa.

São Nicolau participou do Concilio de Nicéia, onde Jesus foi declarado consubstancial ao Pai. Entrou Nicolau no Céu em 324 ao morrer em Mira com fama de santidade e de instrumento de Deus para que muitos milagres chegasse ao povo.

São Nicolau, rogai por nós!

São Nicolau

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O “bom velhinho” surgiu na sua essência com os gestos de São Nicolau. O ato de dar presentes. Contudo, ele não é o São Nicolau. O mito foi tomando corpo e forma no decorrer do tempo.

Uma das maiores lendas urbanas certamente relacionadas ao natal é a que diz que os trajes vermelhos do Papai Noel são advindos das propagandas da Coca-Cola. Isso não é verdade. É historicamente comprovado que a roupa vermelha e o cinto preto foram criados pelo cartunista alemão Thomas Nast para a revista Harper’s Weeklys em 1886. Até então Papai Noel era representado com trajes verdes, típicos de lenhadores europeus do século XVII. Voltando um pouco mais no tempo nos deparamos com o traje em tons de marrom e com uma coroa de azevinhos na cabeça, mas naquela época não existia um padrão em si. A famosa campanha publicitária da Coca-Cola data de 1931, e apesar de não ter criado o visual “oficial”, certamente ajudou a torna-lo conhecido em todo o mundo.

Um século antes, em 1822, Clemente Clark Moore, um escritor Nova Iorquino, lançou um poema onde apareceu pela primeira vez o famoso trenó voador puxado por renas. A obra de Moore era um apanhado de diversas tradições e acabou por definir toda a lenda de Papai Noel que se mantém até hoje.

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Fato é que nós católicos somos chamados a esquecer esse mito produzido para que consumamos mais e mais produtos no natal e passemos a celebrar no natal quem de direito deve ser celebrado, Jesus Cristo.

O Papa a Obama após ganhar eleições: Justiça e liberdade devem guiar os EUA

 (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Bento XVI enviou uma mensagem ao presidente reeleito dos Estados Unidos, Barack Obama, na qual o alenta a que os ideais de liberdade e justiça guiem os caminhos dessa nação.

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, informou hoje que o Santo Padre fez estas afirmações em uma mensagem enviada a Obama através da Nunciatura Apostólica nos Estados Unidos.

No texto, disse o sacerdote jesuíta, o Papa expressa seus melhores desejos ao Presidente para o novo mandato e assegura suas orações a Deus para que lhe assista em suas importantes responsabilidades para com seu país e a comunidade internacional, e para que os ideais de liberdade e justiça que guiaram aos fundadores dos Estados Unidos da América continuem resplandecendo no caminhar da nação.

O Padre Lombardi comentou depois, ante as perguntas dos jornalistas, que “como todos sabemos, a tarefa do Presidente dos Estados Unidos é de grande responsabilidade, não só para seu grande país, mas também para todo o mundo, dado o papel dos Estados Unidos no âmbito internacional”.

“Por isso, todos desejamos ao presidente Obama que responda às expectativas que seus concidadãos esperam, para que possa servir à justiça e a justiça para o bem e o crescimento de cada pessoa em respeito dos valores humanos e espirituais essenciais na promoção da cultura da vida e da liberdade religiosa”, concluiu.

Divulgado “Relatório sobre a Liberdade Religiosa no mundo 2012”

Cristãos são os que mais sofrem discriminações e perseguições, afirma relatório.

Foi apresentado nesta semana, em Roma, o “Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo 2012”, realizado pela Fundação “Ajuda à Igreja que Sofre”. Nota-se, através dos dados, que a situação está piorando em relação ao recente passado e que são sobretudo as comunidades cristãs, mas não somente, as que sofrem graves discriminações, que muitas vezes desembocam em agressões e violências.

O relatório examina 196 países, dos quais 131 de maioria cristã. E são precisamente os cristãos os que mais sofrem discriminações e perseguições. Assinala-se também que a mortificação ao professar a própria fé atinge também outras minorias religiosas, com vários níveis de gravidade. Todos são vítimas de simples atos de ultraje e desprezo a atos de opressão e verdadeira agressão.

Uma situação que muitas vezes causa vítimas inocentes e determina atos de represália entre comunidades e etnias diferentes. Por exemplo, na China e em outros países orientais estão em aumento – segundo o relatório – as tentativas de governos de submeterem as comunidades religiosas aos controles do Estado.

Particularmente preocupante a situação nos países da Primavera Árabe, onde as instâncias democráticas dos primeiros momentos deixaram espaço a um islamismo não moderado. Refletindo sobre isso, a Rádio Vaticano entrevistou o jesuíta egípcio, Padre Samir Khalil Samir, especialista no Islamismo da Universidade São José de Beirute.

“Para eles o ideal é impor a xariá islâmica. Pretendem que seja a lei dada por Deus no século VII a Maomé. Sendo uma lei divina é perfeita. Todas as demais constituições – dizem eles – são humanas, portanto, imperfeitas. Os cristãos, sendo uma minoria, apesar de forte, são os primeiros que sentem esta exclusão. A situação, portanto, cada vez mais difícil. A solução? Queremos mudar, mas é necessário uma mudança de mentalidade, da visão política. Estamos, porém, longe de chegar a isso”, afirmou.

O extremismo islâmico dá vida a atos de verdadeira agressão também em países africanos, como Quênia, Mali, Nigéria e Chade. Caso extremo é a Arábia Saudita, onde aos 2 milhões de cristãos residentes não é permitido alguma manifestação do próprio credo.

Um capítulo à parte é representado pela Índia e pelo Paquistão, onde, após as violências anticristãs dos anos passados no Estado de Orissa, as leis contra as conversões hoje representam muitas vezes uma desculpa para cometer abusos de poder. E isso apesar da Constituição indiana reconhecer o pleno direito à liberdade religiosa.

Além do mais, muda a situação dos cristãos por causa da mudança da legislação: no Kirguistão, em sentido positivo, e no Tajiquistão, em sentido negativo, pois a nova lei sobre comunidades religiosas está obrigando muitos cristãos a emigrarem.

Mas diante de tantos abusos e tanta dor, não faltam os exemplos luminosos de colaboração e de convivência pacífica entre cristãos e outras religiões. Frequentemente se consegue trabalhar juntos para o progresso da sociedade. Sobre essa questão falou em entrevista à Rádio Vaticano Nino Sergi, Presidente da Organização humanitária Intersos.

“Diante de casos dramáticos, que nos devem fazer ler as realidades e nos fazer reagir, há centenas, talvez milhares, de casos de pequenas comunidades, pequenos vilarejos, pessoas, associações e assim por diante, que, ao invés, vivem ainda, bastante profundamente, o seu relacionamento entre si, considerando-se iguais e ajudando-se mutuamente. Esses aspectos são hoje pouco valorizados e, creio, ao invés, que deveríamos olhá-los melhor e tutelá-los, desenvolvê-los, ajudá-los a crescer, para que não desapareçam. Há ainda muitas realidades onde se dialoga, onde há respeito, onde os muçulmanos nas grandes festas vão à missa e muitas vezes também os cristãos vão às festas muçulmanas, não tanto por causa de uma mistura de religiões, mas por um respeito mútuo”, ressaltou.

Promotores do aborto “preocupados” com o eficiente trabalho de líderes pro-vida na Europa

Ignacio Arsuaga

 (ACI).- Depois de tomar conhecimento que o lobby do aborto europeu elaborou uma lista identificando os 27 líderes pro-vista mais eficazes, Ignacio Arsuaga, presidente da plataforma espanhola HazteOír –incluído nessa relação– assegurou que isto responde a uma crescente “preocupação” dos promotores da cultura de morte pelo eficaz trabalho dos defensores da vida europeus.

Em declarações ao grupo ACI nesta segunda-feira, 22 de outubro, Arsuaga assinalou que o documento, distribuído há poucos dias em uma reunião seletiva de abortistas dentro dos foros do Parlamento Europeu, “só pode significar que aqueles que atacam a dignidade da vida humana, a liberdade educativa, a liberdade religiosa ou a família estão preocupados porque os enfrentamos cada vez mais e melhor”.

A finalidade da lista, chamada “As 27 mais importantes personalidades anti-eleição (contrárias ao aborto)”, para o líder do HazteOír é clara: “dar nome àqueles considerados como inimigos. Identificar as pessoas e os grupos cívicos que estão dando a cara de maneira mais relevante na batalha cultural a favor do direito a viver dos seres humanos não nascidos”.

“A reunião de 10 de outubro onde foi repartido esse dossiê  foi organizada pelo ‘European Parliamentary Forum on Population and Development (EPF)’, um lobby de captação de recursos europeus para promover o aborto”, indicou.

Na lista ordenada pelos abortistas figuram, além de Ignacio Arsuaga e Jorge Soley Climent da Espanha, estão Sophia Kuby, da Alemanha, sob o título de “direita dura católica”.

Considerados como “personalidades populares católicas continentais” encontram-se os políticos italianos Carlo Casini e Luza Volontè, a austriaca Gudrun Veronika Kugler, a fundadora do Foro Europeu para os Direitos humanos e a Família, Catherine Vierling, entre outros. Também faz parte da lista o italiano Massimo Introvigne, defensor da liberdade religiosa na Europa.

Para Ignacio Arsuaga, o ver-se incluído na lista negra dos abortistas como presidente da plataforma HazteOír se deve, principalmente, ao êxito terminante do VI Congresso Mundial de Famílias, realizado em Madrid em maio deste ano.

Arsuaga recordou que neste evento participaram “milhares de pessoas e foram congregados os maiores peritos pró vida e pró família do mundo”.

“Mas provavelmente também nossa implicação na defesa dos mais fracos através de nossa plataforma Direito a Viver e sua influência na Hispanoamérica, onde os organismos internacionais e os grupos pró aborto estão desenvolvendo seus maiores esforços na atualidade”, disse.

O líder da plataforma pró-vida HazteOír assinalou ao grupo ACI que em pouco mais de 10 anos de existência, esta organização defensora da vida e a família obteve “uma capacidade de influência que quem defende posturas antagônicas não puderam ignorar”.

“Em 2001 começamos uns poucos amigos com um computador, uma página web rudimentar e um orçamento ridículo. Hoje somos mais de 5.000 sócios e uma comunidade de 300.000 cidadãos ativos”.

Entretanto, Arsuaga sublinhou que não desejam atribuir-se “mérito algum no fato que outros nos assinalem ou nos critiquem”.

“Sempre dissemos que, diante deste modo de atuar, nossa melhor resposta é seguir trabalhando, dedicando apenas o tempo que for imprescindível para defender-nos legitimamente”, concluiu.

350 milhões de cristãos são perseguidos ou discriminados no mundo

(ACI/Europa Press).- Um total de 350 milhões de cristãos são perseguidos ou sofrem discriminação em 90 países do mundo, dos quais 200 milhões são objeto de alguma forma de perseguição e 150 milhões vivem em países onde são descriminados, indicou o diretor da fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) na Espanha, Javier Menéndez Ros.

Neste sentido, o diretor apontou que o perfil do cristão perseguido é “muito variado”, mas que em países de maioria islâmica ou onde representam um 0,1 ou 0,2 por cento do total da população, trata-se de “um cristão que vive de uma forma alegre sua fé, às escondidas às vezes, em dificuldades, mas com um imenso amor a seus irmãos de outras religiões”.

Assim afirmou o encarregado durante a apresentação do relatório ‘Liberdade religiosa no mundo’ correspondente aos anos 2011 e 2012. Além disso, em um vídeo emitido pela apresentação do estudo, especifica-se que os cristãos supõem 75 por cento do total dos 466 milhões de fiéis perseguidos ou discriminados em todo o mundo e se destaca que, entre o ano de 2003 e 2010, os ataques terroristas contra os cristãos aumentaram em “309 por cento”.

Concretamente, Menéndez Ros apontou que a liberdade religiosa, longe de melhorar nestes últimos dois anos, tem diminuído, e destacou o caso de países como Líbia, Egito ou Tunísia onde se gozava de “uma certa estabilidade política e uma certa proteção das minorias”, mas que agora, como resultado da Primavera Árabe, a situação de insegurança pública levou a que muitos cristãos, como os coptos no Egito tenham tido que fugir.

Além disso, indicou que na Líbia, uma das primeiras declarações do novo governo foi a instauração da Lei Islâmica “em sua forma mais radical que afeta os direitos fundamentais de expressar publicamente o credo e de converter-se a religiões distintas ao Islã”.

Sobre o caso da Síria, o responsável de comunicação da AIS, Javier Fariñas, indicou que é necessário ser “muito prudentes” porque há muito tempo existem “vai-e-vens” que fazem que o futuro do país seja “incerto”, mas afirmou que a Primavera Árabe tem levado ao fim de regimes políticos muito duros, mas essa queda porém “não supôs a chegada de uma liberdade sobretudo para as minorias”.

Do mesmo modo, Menéndez Ros denunciou a Lei da Blasfêmia no Paquistão e enumerou alguns países africanos que estão sofrendo uma “radicalização na expressão de seu islamismo” como o Quênia, com ataques contra Igrejas protestantes e católicas; Mali, que está convertendo-se, conforme assinalou, em um “ninho de formação terrorista que nutre a África de jihadistas, o Oriente Médio e a Ásia”; ou a Nigéria, onde são atacados não só os cristãos com atentados às Igrejas e assassinatos mas os próprios muçulmanos.

Igualmente, manifestou a falta de respeito à liberdade em geral e à religiosa em particular na China onde, conforme aponta o relatório, aumentou a pressão aos bispos para que compareçam aos atos da igreja oficial patriótica, ou APC (NdT: Associação Patriótica Chinesa: órgão subordinado ao partido comunista chinês que vem casusando rupturas com Roma pelos casos de ordenações episcopais sem mandato pontifício).

O caso da Espanha: violação aos sentimentos religiosos

Como exemplo da realidade da liberdade religiosa da Europa, citando o caso da Espanha, embora tenha advertido de que exista liberdade religiosa, Menéndez Ros sublinhou que o respeito aos símbolos e sentimentos religiosos da nação “está sendo violados sistematicamente” através de manifestações como filmes ou exposições fotográficas que, conforme precisou, “em teoria defendem a liberdade de expressão, mas na prática atacam os princípios cristãos, crenças e sensibilidades mais básicas”.
Para o diretor da AIS na Espanha, esta situação é “preocupante ” somando-se ao fato de que “há uma cada vez mais maior discriminação da presença dos cristãos na ordem pública” provocando uma marginalização “bastante notável”.

Neste sentido, referiu-se às caricaturas sobre Maomé que ele rechaça “profundamente” assim como “qualquer ofensa a qualquer religião e qualquer dos seus símbolos”.

“Não vamos responder com bombas, mas pedimos esse respeito”, sublinhou.

Não obstante, destacou que, apesar de que na Europa tenha crescido o “laicismo mais agressivo”, também aumentou a “conscientização” sobre a perseguição e discriminação religiosa por parte do Parlamento Europeu graças à influência de grupos católicos. Entretanto, Menéndez Ros pediu que as intenções da Eurocâmara não fiquem em “meras declarações”, mas que estejam acompanhadas de medidas políticas e sanções diplomáticas e econômicas àqueles países que não respeitem a liberdade  religiosa.

Ecumenismo: Usain Bolt foi convidado para falar no Vaticano sobre a liberdade religiosa

(ACI/EWTN Noticias).- O homem mais rápido do mundo que tem o recorde mundial dos 100 metros planos com 9,58 segundos, o jamaicano Usain Bolt, recebeu um convite para dar uma conferência sobre liberdade religiosa no Vaticano.

“Buscamos um ponto em comum entre as diferentes religiões. Acima de tudo queremos concentrar-nos no valor absoluto da liberdade religiosa como direito humano”, disse ao grupo ACI em 31 de agosto a organizadora do evento, Giovanna Abbiati.

A conferência TEDx Via della Conciliazione será realizada em Roma dia 19 de abril de 2013 sobre o tema “Liberdade religiosa hoje” e conta com o auspício do Pontifício Conselho para a Cultura, através do projeto “Pátio dos Gentis”, criado para o diálogo com crentes e não crentes.

Entre os que já confirmaram a sua participação no evento estão o ex-jogador da NBA, Vlade Divac, a cantora cubana-americana Glorifica Estefan. Espera-se ainda a confirmação do jogador de futebol da Costa do Marfim e ex-membro do Chelsea inglês, Didier Drogba.

Usain Bolt, de 26 anos de idade, ganhou nas últimas Olimpíadas de Londres três medalhas de ouro. Como católico, é conhecido por fazer o sinal da cruz antes de cada uma das competências nas que participa.

Em declarações ao grupo ACI no dia 31 de agosto, a historiadora da arte e participante do evento, Elizabeth Lev, disse que está “emocionada por saber que a arte e a beleza vão juntas com a excelência física”.

Disse também que “espero com ânsias poder promover uma conversação hodierna entre a arte, a fé e as conquistas atléticas, da mesma forma que a primeira comunidade cristã elogiava as mesmas qualidades em seus Santos e a espiritualidade”.

A iniciativa TED – Tecnologia, Entretenimento e Desenho – foi fundada na Califórnia (Estados Unidos) em 1948 para promover “ideias que valem a pena compartilhar”. Permite aos oradores falar durante 18 minutos sobre um tema em particular eleito por eles.

“Ao acolher o TEDx no Vaticano queremos promover a mensagem de paz e que a liberdade religiosa constitui uma importante dimensão para a cultura de paz”, comentou Giovanna Abbiati.

O Site do evento é: www.tedxviadellaconciliazione.com

Andy García: Filme Cristiada é para todos, não é preciso ser católico para vê-lo

O ator cubano Andy García, protagonista de “Cristiada”, filme que estréia nesta sexta-feira, 1 de junho, nos Estados Unidos, logo depois de ter tido grande sucesso no México, em abril, afirmou que não é preciso ser católico para ver o filme. Do êxito de bilheteria neste primeiro fim de semana depende que o filme seja visto na América Latina.

Em uma entrevista concedida ao The Associated Press, o ator assinalou que “a gente não tem que ser católico para estar no filme nem para ver o filme, eu fui ver ‘A lista do Schindler’ e não tenho a ninguém que esteve no Holocausto, a fui ver porque uma história importante de conhecer e um grande filme”.

No filme, que narra a guerra cristera no México durante a perseguição religiosa da década de 1920, García protagoniza um condecorado geral ateu retirado que aceita a oferta de liderar um grupo de defensores da liberdade religiosa. Embora não compartilhe sua fé, ele o faz para defender o direito básico da liberdade.

Como cubano e católico, García reconhece a similitude com a história de seu país natal, onde apesar de haver certo grau de liberdade religiosa, ainda se percebe o controle total que impõe na ilha o regime dos irmãos Castro.

Para o ator conhecido por atuações em filmes como “O Poderoso Chefão III” e “Os intocáveis”, é inexplicável “como um episódio tão importante da história mexicana como a Guerra Cristera não é mais conhecido”.

“90 mil pessoas morreram em três anos (1926-1929), houve tortura, padres enforcados em postes (…) O curioso é que eu não sabia nada a respeito e quando perguntei a alguns amigos mexicanos eles também não sabiam nada ou diziam que tinham escutado algo a respeito”, assinalou o ator de Hollywood sobre o conflito gerado pela proibição de oficiar missas, o uso de vestimentas sacerdotais em público e a perseguição de católicos por parte do governo.

Entretanto, afirmou que essa curiosidade foi em parte a sua motivação para interpretar o papel do general Enrique Gorostieta no filme “Cristiada”, uma “superprodução” dirigida por Dean Wright que o ator comparou com mega produções como “A conquista do oeste”, “Doutor Zhivago” ou “Lawrence de Arábia”.

No filme, que em inglês leva o título de “For Greater Glory” (Para Maior Glória), também atuam Eva Longoria, Rubén Blades, Eduardo Verástegui e Peter O’Toole.

Veja o trailler:

ACI Digital

O CONCÍLIO VATICANO II E A LIBERDADE RELIGIOSA

Por Antonio Gaspari

De acordo com Philippe Chenaux, Diretor do Centro de Estudos sobre o Concílio Vaticano da Pontifícia Universidade Lateranense, a declaração Dignitatis Humanae (DH) sobre a liberdade religiosa, é um documento de importância histórica “dos maiores documentos do Concílio”.

Falando no dia 3 de maio para o ciclo de conferências organizado pelo Centro de Estudos e Pesquisas sobre o Concílio Vaticano II da Lateranense em colaboração com o Centre Culturel Saint Louis de France sobre o tema “Revisar o Concílio, Historiadores e teólogos confrontando-se, “o professor de História da Igreja Moderna e Contemporânea contou o trabalho que deu esta declaração e como os padres conciliares embora partindo de posições diferentes e em alguns casos opostas chegaram a votar com grande maioria a Dignitatis Humanae.

A declaração sobre a liberdade religiosa era considerada pelo Papa Paulo VI como um dos grandes documentos do Concílio, não tanto pelo seu tamanho (trata-se de um dos textos mais curtos), e nem sequer pela forma (é uma declaração simples), mas sim pelo seu conteúdo.

Para o prof. Chenaux a DH “resolvia dois dos problemas mais difíceis com que a Igreja se enfrentava há pelo menos dois séculos: o problema da relação entre liberdade e verdade, a nível teórico ou teológico, e aquele das relações entre a Igreja e o Estado moderno, a nível político-eclesiástico”.

O debate sobre a liberdade religiosa tem sido controverso, porque “apesar da Igreja sempre ter afirmado a liberdade do ato de fé”, ou seja,  que “ninguém pode ser forçado a abraçar a fé contra a sua vontade”, era necessário superar o legado da aliança institucional dos poderes espirituais e temporais, da intolerância religiosa subsequente à reforma e contrareforma e uma certa intransigência durante o século XIX.

O professor da Lateranense explicou que “A tese intransigente do Estado Católico tinha permanecido oficial pela Igreja, pelo menos, até o final do pontificado de Pio XII” quando “A dolorosa experiência dos totalitarismos (o comunismo, o nazismo, o fascismo) tinham contribuído para uma redescoberta pelo Magistério da Igreja da eminente dignidade da pessoa humana e dos seus direitos fundamentais”.

Em mensagens de rádio no tempo de guerra, em Natal de 1942 e no Natal de 1944, Pio XII enfatizou a dignidade da pessoa humana e a importância de uma democracia saudável.

Para Chenaux já antes da Segunda Guerra Mundial, a Igreja era incapaz de conformar os poderes do Estado com o reconhecimento de Deus e da Igreja. Nos Pactos de Latrão com a Itália fascista (1929); o Reichskonkordat com a Alemanha nazista (1933); e o Concordato com a Espanha de Franco, em ’53, a Igreja adotou uma política de defender o “mal menor”, a fim de garantir a liberdade da Igreja, do clero, dos católicos e de todos os cidadãos.

No concílio as duas posições, a mais ortodoxa e a outra que abria para o mundo tendo em conta a mudança dos tempos, se confrontaram, ao ponto de que a elaboração da DH “foi até o último momento trabalhosa e difícil”.

Chenaux disse que, mesmo em maio de ’64 “O debate entre apoiantes e opositores do texto (da DH) foi muito amargo”. Os bispos norte-americanos e muitos bispos da Europa do Leste (especialmente poloneses) “, afirmaram a necessidade de reconhecer um direito com base na natureza da pessoa humana. Os segundos, ou seja, os adversários, expressaram a convicção de que não se podia separar a liberdade religiosa da verdade e dos seus direitos”.

No debate interveio o então Arcebispo de Cracóvia, monsenhor Karol Wojtyla, que propôs preparar duas declarações: “uma dirigida aos cristãos não-católicos com um espírito ecumênico, para dizer que a verdade cristã nos torna livres, e outro dirigida aos governos, uma declaração ad Extra, que servia  aos interesses da Igreja nos países comunistas”.

Em dezembro de 1964, a pedido do Papa Paulo VI, também foi consultado o filósofo Jacques Maritain, que em um memorando entregue ao papa em março de 1965, lembrou com vigor que “a liberdade religiosa deve ser proclamada e mantida como um dos direitos humanos fundamentais da pessoa humana”.

Acontece assim que no dia 7 de dezembro de 1965, com 2308 placet e 70 non placet, a declaração DH foi aprovada e promulgada pelo Papa Paulo VI.

A DH diz: “Este Concílio declara que a pessoa humana tem direito à liberdade religiosa, esta liberdade consiste no fato de que todos os homens devem estar livres de coação por parte de indivíduos e grupos sociais e de todo poder humano para que, em matéria religiosa, ninguém seja forçado a agir contra a sua consciência, nem impedido dentro dos devidos limites a agir de acordo com sua consciência, em particular, publicamente, sozinho ou associados com outros. “

O jesuíta José Leclerc, professor de eclesiologia no Institut Catholique de Paris e autor de uma obra sobre a história da tolerância na idade moderna, escreveu na revista Etudes em Abril de 1966, que foi um “acontecimento extraordinário” na história dos Concílios .

[Tradução Thácio Siqueira]

Fonte  (ZENIT.org)

Começa simpósio sobre liberdade religiosa e direitos fundamentais

A estrada italiana para a liberdade religiosa é assinalada por princípios que inspiram a nossa Carta Constitucional, cujo núcleo fundamental se relaciona aos direitos invioláveis, à igualdade de dignidade social das pessoas, às relações entre Estado e Igreja e à liberdade de professar a fé”. Essas foram as palavras do Diretor do Departamento de Ciências Humanas da Universidade Europeia de Roma, Professor Alberto Gambino, na inauguração do simpósio sobre “Direitos Fundamentais, Liberdade Religiosa e Integração”, do qual participam juristas, autoridades laicas e religiosas.

O evento teve início nesta quinta-feira, 15, na Universidade Europeia de Roma. Já desde o primeiro dia, o “princípio de laicidade” foi trazido à mesa de discussões. Ainda em seu discurso de abertura, o Professor ressaltou que este princípio indica a recíproca autonomia entre ordem temporal e espiritual. Sublinhou que ele não significa indiferença. Deve ser entendido como interdição do Estado de entrar nos assuntos internos das confissões religiosas; e para a autoridade religiosa, significa que é interditado exercitar o poder temporal no Estado.

O jurista ainda destacou que as liberdades religiosa e de culto são prerrogativas, eixos de sustento das democracias autenticamente laicas. “Contudo – concluiu ele – credos que contrastam com os valores que inspiram a ordem constitucional, e portanto contrários à humanidade, não podem

Mais de 180 mil pessoas pedem caminham contra a intolerância religiosa

De acordo com a equipe de infraestrutura da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), cerca de 180 mil pessoas lotaram a Praia de Copacabana na terça-feira (20/09), durante a Quarta Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa. Judeus, muçulmanos, candomblecistas, kardecistas, umbandistas, católicos, evangélicos, wiccanos, ciganos, budistas hare Krishnas, baháís, seguidores do Santo Daime, maçons, ateus e agnósticos uniram-se para pedir pela democracia brasileira.

De acordo com o interlocutor da CCIR, babalawo Ivanir dos Santos, o fato de o número ter crescido em relação ao ano passado (120 mil) é fruto de muito esforço para que a Comissão tenha sucesso no evento, que ocorre sempre no terceiro domingo de setembro. “Tínhamos a intenção de colocar cerca de 200 mil pessoas. Ano passado, foram 120 mil, e a equipe de infraestrutura acabou de se reunir para me dizer que chegamos a 180 mil. A felicidade da Comissão está justamente em constatar que as pessoas estão realmente aderindo. Não tenho dúvidas que, em breve, a cidade toda vai querer participar, se dará conta da importância do respeito às diversidades religiosas”, disse.

Por volta das 15h45, o cantor Arlindo Cruz deu início à sua apresentação, na Praça do Lido. Na dispersão, a infraestrutura contou número de 25 mil espectadores para o show.

No discurso final, alguns religiosos ainda falaram sobre suas crenças e defenderam a liberdade religiosa. Fundadora da CCIR, Fátima Damas agradeceu e declarou que trabalhará pela diminuição do preconceito. “Devemos fazer o possível para que conheçam todas as religiões e parem de chamar as pessoas de macumbeiros, bruxos e coisas desse tipo. Quem conhece a Umbanda, o Candomblé e qualquer religião sabe que elas são caminhos, e sempre para o bem. Muito obrigado por tudo e até o ano que vem”, finalizou.

O CEBI-RJ teve participaçãpo ativa no evento.

Liberdade religiosa, a quem interessa?

Bispo de Dourados (MS)
Dom Redovino Rizzardo

No dia 8 de dezembro de 1864, o Papa Pio IX publicou a Encíclica “Quanta Cura”, em que apresentava o “Sílabo” (lista, síntese) dos principais erros então propugnados pelo liberalismo. Entre eles, estavam a tolerância religiosa e a liberdade de consciência. O documento pontifício criticava os que «não temem fomentar a opinião desastrosa para a Igreja Católica e a salvação das almas, de que a liberdade de consciência e de cultos é direito próprio e inalienável do indivíduo, que há de se proclamar nas leis e se estabelecer em todas as sociedades constituídas».

O texto queria ser a resposta a uma concepção filosófica que avançava em toda a parte, fomentada pelo Iluminismo, onde a liberdade religiosa se identificava com o relativismo, o sincretismo e a indiferença, já que todas as religiões se equivalem, por não existir nenhuma verdade absoluta. Para seus fautores, a religião representava um retrocesso para a humanidade, própria de pessoas ingênuas e ignorantes.

Na atualidade, após a evolução incentivada pelo Concílio Vaticano II, por liberdade religiosa a Igreja Católica entende o direito que cada pessoa tem de não ser forçada nem impedida – por indivíduos, grupos ou Estados – de assumir uma crença religiosa. Ela não se limita aos atos internos e privados praticados pelo indivíduo através do culto, mas abrange também as manifestações externas e coletivas, expressas nas atividades pastorais, culturais e sociais. O exercício desse direito pressupõe o reconhecimento e o amparo legal do Estado, a quem cabe definir seus limites, em vista do bem comum e da ordem pública.

Em vários países, a data de 21 de janeiro assinala o dia mundial da religião e o dia nacional de combate à intolerância religiosa. Em 2011, na celebração que realizou em Roma, o Cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, presidente do Conselho Pontifício “Justiça e Paz”, após lembrar que a liberdade religiosa «é um direito humano universal e inalienável», descreveu alguns dos escolhos que a ameaçam: o secularismo, que se opõe a toda expressão da religião; o fundamentalismo que, por transformar a fé num fato político, gera a intolerância; e o relativismo, que manipula a globalização, empobrece a cultura humana e prega o sincretismo.

O Cardeal Turkson recordou ainda que o apelo da Igreja à liberdade religiosa «não se baseia num simples pedido de reciprocidade por parte de uma comunidade cristã, disposta a respeitar os direitos dos membros de outra comunidade, desde que esta retribua com a mesma medida. Respeitamos os direitos dos outros porque é justo, e não em troca de um tratamento equivalente ou de um favor recebido. Os cristãos defendem a liberdade religiosa nas regiões do mundo onde são maioria, como também não deixam de buscá-la em outros contextos onde são minoria».

Pouco depois, no dia 2 de março, Dom Silvano Tomasi, Observador Permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas, em Genebra, ao discursar durante a 16ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, voltou ao assunto: «A dimensão espiritual é de extrema importância para a existência humana. Apesar disso, ela é desrespeitada em diversas partes do mundo com a proliferação de episódios de violência contra minorias religiosas, ferindo um princípio que, inclusive, deveria ser protegido pela lei».

Em seguida, referindo-se aos atos de barbárie cometidos seguidamente contra quem muda de religião em países onde ela se identifica com um exacerbado nacionalismo, acrescentou: «O direito de adotar uma religião ou de trocá-la por outra é baseado no respeito que a dignidade humana merece. Por sua vez, o Estado deve defender a liberdade de quem busca a verdade».

Dom Silvano encerrou sua alocução relembrando as palavras do Papa Bento XVI no discurso que dirigiu aos membros do corpo diplomático acreditado junto à Santa Sé, no início deste ano: «A liberdade religiosa é o caminho para a paz. E a paz é construída e preservada somente quando os seres humanos podem buscar e servir a Deus livremente em seus corações, em suas vidas e em suas relações com os irmãos».

Liberdade religiosa, porque, num mundo onde todos têm direito a expressar suas opiniões mais disparatadas, ela parece negada apenas aos cristãos…

Bento XVI diz que liberdade religiosa é ameaçada no mundo

O Papa Bento XVI disse que a autêntica liberdade religiosa permite que o ser humano possa se realizar plenamente e de tal modo contribuir para o bem comum da sociedade.

Em mensagem enviada à Presidente da Pontifícia Academia das Ciências Sociais, Mary Ann Glendon, divulgada nesta quarta-feira, 4, pelo Boletim da Santa Sé, Bento XVI destaca que “as raízes da cultura cristã no ocidente continuam profundas”, o que possibilitou a geração de uma “cultura que deu vida e espaço à liberdade religiosa e continua a nutrir a liberdade religiosa e de culto, constitucionalmente garantidas”.

Mas infelizmente – lembrou o Santo Padre – os direitos humanos fundamentais estão sendo ameaçados por ideologias que impedem a liberdade de expressar uma religião. Consequentemente, o desafio de defender e promover o direito à liberdade de religião e à liberdade de culto deve ser colocada uma vez mais como uma luta na atualidade.

“Naturalmente, cada Estado tem o direito soberano de promulgar sua legislação e de exprimir diversas atitudes relacionadas à religião dentro da Lei. Assim, existem alguns Estados que permitem ampla liberdade religiosa, em nossa compreensão do termo, enquanto outros a limitam por uma série de razões, incluindo a defesa da própria religião”, destacou o Pontífice.

A Santa Sé, recordou Bento XVI, continua a requisitar o reconhecimento do direito fundamental à liberdade religiosa por parte de todos os Estados, chamando-os a respeitar e se necessário proteger as minorias religiosas, aspirando viver com todos seus cidadãos pacificamente, para que eles possam participar plenamente da vida civil e política, beneficiando a todos.

Liberdade religiosa: direito fundamental

O Concílio Vaticano II, ciente dos acontecimentos culturais e sociais, promoveu uma interpretação antropológica da liberdade religiosa, declarando que todos os povos “por sua própria natureza e por obrigação moral tendem a buscar a verdade, especialmente religiosa”. Assim, o Papa enfatiza que a liberdade é um direito de cada pessoa e que essa deve ser protegida e promovida pelo direito civil.

O Santo Padre disse ainda ter muita esperança que os especialistas dos diversos campos – legislativo, político, sociológico e econômico – convocados pela Academia das Ciências Sociais, possam chegar a conclusões desses importante questionamentos.

A Pontifícia Academia das Ciências Sociais esteve reunida nos últimos 50 dias no Vaticano para debater tais questões que envolvem os direitos universais e a liberdade religiosa dentro do contexto geopolítico atual considerando os conflitos ideológicos e culturais e os crescentes riscos da violação da liberdade religiosa no mundo.

Em uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 4, a presidente desta pontifícia academia, fundada em 1994 por João Paulo II, Mary Ann Glendon, destacou que a assembleia chegou a conclusão de que existem quatro tipos de violação da liberdade religiosa: a coação e  a  perseguição de fiéis; as restrições à liberdade religiosa das minorias; a pressão social sobre as minorias religiosas; e ainda a redução da liberdade pelo crescente fundamentalismo secular nos países ocidentais, que vêem os cristãos como uma ameaça ao secularismo e políticas liberal-democrático.

“70% da população mundial vive em países que impõem fortes restrições no plano da liberdade religiosa e de culto. E o risco maior hoje é o desejo de restringir a liberdade na esfera privada”, enfatiza Mary Ann Glendon.