Órgão da CNBB – Comissão Brasileira Justiça e Paz – chama de “retrocesso” ter pastor Feliciano na CDH

UOL – A CBJP (Comissão Brasileira Justiça e Paz), organismo vinculado à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), manifestou nesta sexta-feira (22) por meio de uma nota oficial “sua solidariedade” às mobilizações sociais contrárias à permanência do deputado Marco Feliciano (PSC-SP), que é pastor evangélico, na presidência da CDH (Comissão de Direitos Humanos e Minorias) da Câmara dos Deputados.

O órgão avalia como “justos” os questionamentos à eleição de Feliciano para o posto. Segundo Secretário Executivo da CBJP, Pedro Gontijo, os acordos políticos que permitiram que o deputado fosse indicado e eleito por seus pares não podem superar a essência da comissão, que é tratar de questões relacionadas aos direitos das minorias.

“O episódio deixa transparecer a frágil e incompreendida pauta dos direitos humanos entre alguns partidos políticos que, ao colocá-la em segundo plano, retrocederam nas suas escolhas e prioridades”, diz a nota, sem citar o nome de Feliciano.

“A imediata reação contrária à nova presidência da CDHM reforça a convicção de que a atuação da Comissão no parlamento não pode retroceder e que sua missão transcende os interesses particulares, tendo em vista que os objetivos da CDHM presumem uma interação constante com a sociedade civil”, argumentou Gontijo no documento.

Questionado pelo UOL se a manifestação do órgão não poderia criar um mal-estar entre com parlamentares e seguidores de igreja evangélicas e o grupo católico ao qual pertence, Gontijo disse que a preocupação com a manutenção dos trabalhos da comissão da Câmara ultrapassa a questão religiosa.

“O mérito da discussão não é a religião. A questão dos direitos humanos ultrapassa qualquer confissão religiosa. O questionamento não tem a ver com o presidente da comissão [que é pastor], mas com as posições que ele assume como presidente”, afirmou Gontijo ao UOL.

Feliciano é réu em dois processos no STF (Supremo Tribunal Federal): em uma ação penal, em que foi é denunciado por estelionato e, em outro por conduta homofóbica e racista em uma postagem feita no Twitter. O post dele dizia: “A podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam ao ódio, ao crime, à rejeição”.

Desde que foi eleito para presidir a comissão, Feliciano não conseguiu dar andamento aos trabalhos sem que houvesse manifestações e discussões de grupos contra e a favor dele que interrompessem as atividades da comissão.

Na última quarta-feira (20), um grupo de deputados chegou a lançar uma frente parlamentar para “garantir um espaço de discussão das minorias” como forma de mostrar que não legitimam as atividades da comissão com Feliciano na presidência.

Nos últimos dias, os rumores sobre a renúncia de Feliciano à presidência da comissão e as negociações para substituí-lo no cargo têm envolvido uma série de parlamentares, inclusive o próprio presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Alves disse que pretende resolver esta questão na próxima semana.

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Opinião simples desse blogueiro. Retrocesso é a CNBB se posicionar sobre esse assunto nesta hora com tais palavras. Tudo que o movimento homoafetivo desejava e a grande mídia também era isso. Afinal, qual a posição da igreja referente as pressões que o pastor vem sofrendo. Fato que ele tem falado muita bobagem nos últimos tempos, e por isso tem deixar o cargo. Mas também é fato que essa briga já deixou de ser parlamentar e política para ser religiosa. Se fosse um padre a ocupar o cargo teria a mesma repercussão? Creio que sim. Por que é só falar que alguém que representa a fé em Cristo e os seus ensinamentos está a frente de algo as pessoas começam a dizer que será retrocesso a presença dos sacerdotes alí. A verdade incomoda sempre.

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Um comentário sobre “Órgão da CNBB – Comissão Brasileira Justiça e Paz – chama de “retrocesso” ter pastor Feliciano na CDH

  1. O que a CNBB (berço de debilóides como Leonardo Boff e Frei Betto) queria mesmo era que Luiz Mott e Jean Wyllys pudessem ser alçados a cargos nessa Comissão. Ou, quem sabe, o Chalita ou o Edinho, que ainda assombram os corredores da Canção Nova…

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