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Católicos de todo o mundo celebram Jesus Misericordioso

Católicos de diversas partes do mundo celebram neste domingo, 15, a Festa da Divina Misericórdia. A comemoração foi instituída pelo beato João Paulo II em 30 de abril de 2000, data a partir da qual a festa passou a ser celebrada no segundo Domingo da Páscoa.

A Festa da Divina Misericórdia foi instituída a partir das revelações de Jesus à Santa Faustina, uma freira polonesa que na década de 30 recebeu de Jesus uma mensagem de misericórdia para toda a humanidade. Segundo relatos, Jesus pediu à Santa Faustina para pintar o quadro da Divina Misericórdia e descreveu as inscrições que deveriam estar no quadro: “Jesus, eu confio em vós”.

O objetivo dessa festa é celebrar a misericórdia de Deus, o Amor Dele pela humanidade, anunciar a salvação como gratuito amor de Jesus e da sua misericórdia.

Santa Faustina

Santa Faustina nasceu na Polônia em 1905 e morreu aos 33 anos. Buscou a santidade na vida comum do dia a dia. Tinha pouca instrução, mas no seu diário, onde transcreve os ensinamentos de Jesus, não há nenhum erro teológico. Beatificada e canonizada em 2000 pelo beato João Paulo II, sua grande missão no mundo foi ser arauto da misericórdia de Jesus.

Jesus Cristo Misericordioso

Dom Orani João Tempesta
Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)

O segundo domingo da Páscoa, que encerra a oitava da Páscoa, foi escolhido pelo Papa João Paulo II como um dia mundialmente dedicado e consagrado à Divina Misericórdia. Escolha que deseja tornar conhecido em todo o mundo este atributo máximo de Deus mesmo, que se derrama em amor e misericórdia a toda a humanidade.

Aqui em nossa Arquidiocese essa Festa é marcada por celebrações com muita participação popular na Catedral Metropolitana. Recorda-me que iniciei o meu serviço aqui nesta Igreja exatamente nessa festa dominical, e tive a oportunidade de, mais tarde, criar o Santuário da Divina Misericórdia na paróquia do mesmo nome, em Vila Valqueire.

A origem desta festa se encontra nas inspirações particulares da mística Santa Faustina, que recebeu o dom de ser canal para que a Misericórdia Divina pudesse ser reconhecida em todos os cantos e recantos do mundo. Santa Faustina nasceu em 25 de agosto de 1905, na Polônia, sendo a terceira de dez filhos de uma pobre família de aldeões na cidade de Glogowiec. Seu nome de batismo era Helena e sempre se destacou, desde a infância, pela piedade, amor à oração e obediência, sem contar na extrema atenção dedicada às misérias humanas que presenciava. Sentia, desde pequena, o desejo de ingressar na vida religiosa, mas não encontrou ninguém que a pudesse orientar. À medida que foi amadurecendo o seu discernimento, começou a buscar o ingresso em várias comunidades religiosas e foi rejeitada em todas elas. Somente em agosto de 1925 é que ela conheceu a Congregação das Irmãs da Divina Misericórdia, onde foi aceita. Passou a maior parte de sua vida na Polônia e recebeu da Congregação o nome de Irmã Maria Faustina.

Santa Faustina é hoje considerada uma grande mística da Igreja Católica. Sua vida está narrada por ela mesma em uma autobiografia, no livro “Diário Espiritual”, onde ela escreve suas experiências místicas. Vale ressaltar que Irmã Faustina não pretendia escrever esse diário, mas o fez em obediência a seu diretor espiritual, que lhe pediu que o fizesse. A finalidade das revelações de Santa Faustina é clara desde o princípio: tornar conhecida a misericórdia do Senhor em todo o mundo.

Espiritualidade legitimamente confirmada e fundada nas Sagradas Escrituras, que nos sugere: “Sede misericordiosos como também vosso Pai é misericordioso” (Lc 6,36). Santa Faustina foi canonizada pelo Beato Papa João Paulo II em 30 de abril do ano santo da redenção de 2000.

Vários elementos desta devoção estão espalhados e conhecidos em toda a Igreja: o terço da Divina Misericórdia, a contemplação da Imagem de Jesus Misericordioso, a festa da Divina misericórdia (no segundo domingo da Páscoa), a novena à Divina Misericórdia, e a oração das três da tarde, hora dedicada à grande misericórdia de Deus, que se oferece por todos no santo sacrifício da Cruz. A devoção ainda busca reafirmar e fortalecer o inestimável e inesgotável valor dos sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação.

O Papa João Paulo II, em 17 de agosto de 2002, visitou o Santuário da Divina Misericórdia, em Cracóvia, na Polônia. Na ocasião, ele realizou o Ato Solene de entrega do destino do mundo à Divina Misericórdia. Em sua homilia o Pontífice Romano ressalta a idéia de que a misericórdia Divina é o “atributo máximo de Deus onipotente”, e reafirma, usando as palavras da Santa, que a Misericórdia Divina, é “a doce esperança para o homem pecador”. (Diário, 951)

A oferta de vida de Santa Faustina em suas dores, associada à paixão de Nosso Senhor, fonte inesgotável de amor e misericórdia, tinha um tríplice objetivo, a saber: que a obra de misericórdia se difundisse por todo o mundo e sua festa fosse aprovada e comemorada; para que os pecadores pudessem recorrer à misericórdia e experimentar seus inefáveis efeitos, e para que toda a obra de misericórdia fosse executada de acordo com o desejo do próprio Senhor.

As virtudes da humildade (atitude do homem diante da imerecida eleição divina em Cristo), a pureza (transparências nas atitudes) e o amor (oferecer tudo de si ao outro) são incentivadas e vividas na mística da misericórdia. Manifestam a capacidade de amor que Deus depositou no homem como a mais profunda oferta de si em favor de toda a humanidade. A devoção à Divina Misericórdia, de cunho cristocêntrico e trinitário quer deixar sempre mais clarividente a espiritualidade que parte de Jesus em direção ao coração humano: “Apenas Jesus é meu estímulo para o amor ao próximo.” (Diário 871)

A comunicação de Deus e de sua vontade a seu povo sempre foi uma experiência presente ao longo da história da salvação. A carta aos Hebreus nos afirma que “Deus falou de muitos modos e maneiras ao seu povo: por meio dos profetas, aos nossos pais, e, recentemente, por meio de seu Filho Jesus Cristo, constituído herdeiro de tudo.” (cf. Hb 1, 1-2). A espiritualidade de Irmã Faustina quer ainda reforçar sempre mais a certeza de que Deus é amor e misericórdia, de que Deus ama o ser humano, de que Deus se comunica (revela) em sua infinita misericórdia e nos convida a nela mergulharmos; de que Deus rejeita o pecado, mas acolhe e se faz próximo do pecador, comunicando-lhe sua graça e seu amor, portanto, seu ser mesmo.

Que a festa da Misericórdia Divina seja para nós um encontro com o Deus Uno e Trino, que é amor, e deseja nos levar ao amor. Que o mundo sedento deste amor possa se dobrar ao amor de Deus e acolher seus mais generosos benefícios.
Supliquemos a Jesus Misericordioso que desperte, mesmo nos corações mais endurecidos, a confiança Nele, e com Santa Faustina possamos rezar: “Jesus, eu confio em vós”. Com o coração desejoso de estar sempre meditando o amor misericordioso de nosso Deus, façamos juntos a consagração do destino do mundo à misericórdia Divina, rezada por João Paulo II, no santuário da Divina Misericórdia: “Deus, Pai Misericordioso que revelaste o Teu amor no Teu Filho Jesus Cristo e o derramaste sobre nós, no Espírito Santo, consolador, confiamos-Te hoje o destino do mundo e de cada homem. Inclina-te sobre nós, pecadores, e cura a nossa debilidade. Vence o mal; faz com que todos os habitantes da Terra conheçam a Tua misericórdia para que em Ti, Deus Uno e Trino, encontrem sempre a esperança. Pai eterno, pela dolorosa Paixão e Ressurreição de Teu Filho tende misericórdia de nós e do mundo inteiro. Amém.

Neste mundo tão duro e com tantas situações de morte sendo impingidas ao povo brasileiro, celebrar a misericórdia é uma ótima oportunidade de anunciarmos a todos a alegria da presença do Ressuscitado entre nós.

Que também nós sejamos misericordiosos e que levemos a misericórdia de Deus para todos, principalmente para a juventude, para que encontre o caminho da justiça, da paz e do seguimento do Cristo Redentor, distribuidor da vida e da paz!

Cuba declara feriado de Sexta-Feira Santa a pedido do Papa

Cuba declarou a próxima Sexta-Feira Santa, 6, como feriado em reconhecimento a um pedido do Papa Bento XVI e suavisita à ilha, informou a mídia estatal neste sábado, 31.

Segundo a imprensa local, o governo comunista decidirá posteriormente se tornará a Sexta-Feira Santa – dia em que os cristãos recordam a morte de Cristo -, um feriado permanente.

O Santo Padre solicitou o feriado, parte das celebrações da Páscoa, em reunião com o presidente Raúl Castro, na terça-feira, em Havana, disse o Vaticano.

Após a revolução cubana de 1959, o então líder Fidel Castro acabou com os feriados religiosos, como parte da transformação ao comunismo.

Ele restabeleceu o Natal para honrar um pedido do Papa João Paulo, quando este visitou Cuba em 1998, em viagem que marcou a volta das boas relações entre a Igreja e o Estado cubano, que melhoraram nos últimos anos.

O Papa Bento XVI visitou Cuba entre os dias 26 e 29 de março, após uma visita ao México.

Dom Odilon completa nove anos à frente da Diocese

Nesta sexta-feira (30), Dom Odilon Guimarães Moreira, completa nove anos a frente da diocese de Itabira/Cel. Fabriciano. Ele assumiu o pastoreio diocesano no ano de 2003 quando foi designado pelo Papa João Paulo II.

Dom Odilon comanda hoje 49 paróquias que abrangem o Vale do Aço e a região de Itabira.

Vida Pastoral

Nasceu no dia 9 de janeiro de 1939 em Presidente Bernardes, Estado de Minas Gerais, Arquidiocese de Mariana. Fez os estudos nas escolas municipais da região e no Pré-Seminário Diocesano de Caratinga, em Inhapim. Já os estudos secundários no Seminário Nossa Senhora do Amor Divino em Petrópolis (RJ). Cursou Filosofia no Seminário Maior São José de Mariana e Teologia. Foi ordenado sacerdote no dia 23 de janeiro de 1969, em São João do Oriente, Diocese de Caratinga, na qual é incardinado.

Exerceu os seguintes ministérios: 1969-1970, Vigário paroquial em Sobrália, São João do Oriente e Iapu; 1970-1971, Vigário paroquial de Nossa Senhora da Conceição, em Caratinga; 1972-1986,  Pároco de Nossa Senhora da Conceição, em Caratinga;  de 1982 a 1986, Diretor Espiritual do Seminário Diocesano de Caratinga; 1986-1994; Pároco de Santo Antônio, em Ipanema; 1994, Pároco de Santa Luzia, em Carangola.

Foi também Consultor Diocesano, Vigário Forense, Coordenador de Pastoral da Diocese, Assistente Espiritual do Círculo de Operários Cristãos. Dom Odilon, juntamente com dom Hélio Adelar Rubert, foram apresentados à Arquidiocese de Vitória no dia 07 de novembro de 1999, na Catedral Metropolitana. E foi sagrado bispo, no dia 24 do mesmo mês, na cidade mineira de Carangola, pelo arcebispo de Vitória, dom Silvestre Luiz Scandian.

Dom Odilon Guimarães Moreira foi nomeado bispo de Itabira/Cel. Fabriciano pelo Papa João Paulo II, no dia 22 de janeiro de 2003. Como novo Bispo da Diocese de Itabira-Cel.Fabriciano, tomou posse no dia 30 de março do mesmo ano, no Centro de Eventos de Nossa Senhora das Dores, em Itabira. Assim se tornou o quarto bispo de Itabira.

Abertas as inscrições para o 3º Encontro Nacional da Pascom

3enccomunic_270x260Estão abertas as inscrições para o 3º Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação (Pascom), que acontecerá em Aparecida (SP), de 19 a 22 de julho, abordando o tema “Identidade e Missão”.

O setor hoteleiro de Aparecida fechou um contrato com a comissão organizadora do Encontro no qual reservou 320 vagas para os participantes inscritos. Isso significa que as inscrições só serão validadas após a confirmação do pagamento efetuado em qualquer agência bancária. Além disso, o contrato para a reserva de vagas estará disponível apenas até o fim de março.

O custo total da inscrição, mais as três diárias, com café da manhã, almoço e jantar, mais pernoite fica em 355 reais.

Os interessados poderão acessar o site da CNBB ou clicar neste endereço: www.cnbb.org.br/3enc.

Outras informações estão disponíveis no setor de Comunicação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no telefone: (61) 2103-8366.

Segundo a assessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação Social, irmã Élide Maria Fogolari, este Encontro quer ser um momento importante de reflexão, estudo e trocas de experiências para todos os que desejam comunicar Jesus Cristo a todos com a Comunicação.

“O papa João Paulo II recomendava e insistia em suas homilias, que ‘não basta utilizar a mídia para difundir a mensagem cristã e o magistério da Igreja, mas é preciso integrar a própria mensagem nesta nova cultura criada a partir da comunicação moderna’ (Redemptoris missio, 37). Esta é a motivação que dá sentido realizar mais um encontro da Pascom, em Aparecida, onde juntos, vamos planejar a comunicação a partir do contexto cultural em que nos situamos”, explicou a assessora da CNBB.