Cristo Rei do Universo

O Ano Litúrgico, constituído por diversos ciclos, termina com a Festa de Cristo Rei. Jesus nasce com o título de Rei e é agora proclamado pela Igreja como Rei do universo. É o cume de um reinado que foi manifestado num amor extremo, selado na cruz e na glorificação eterna.

Numa visão, o profeta Daniel contempla o trono de Deus e seu juízo sobre o mundo. Ele vê também alguém como “filho de homem” sobre o trono (Dn 7, 9-14). Nos Evangelhos, a expressão “filho de homem” refere-se a Jesus Cristo, àquele que veio do alto para construir o Reino de Deus.

Devemos entender que não são os poderes do mundo que determinam a história, mas sim, aquele que é o Senhor da história, fazendo triunfar o seu Reino. Isto significa que a última palavra sobre o mundo pertence a Deus. É até uma questão de fé e certeza de que as forças do mundo são meramente passageiras.

O centro da história é Jesus Cristo, que veio como Rei, caminha como Rei e termina seu ciclo na terra como Rei. É o mesmo que dizer: “aquele que é, que era e que vem”. Ele é o cumprimento da Aliança feita por Deus com Abraão lá no passado, que só acontece no gesto de doação total na prática do amor.
Mesmo dizendo que o Brasil é o maior país cristão do mundo, Jesus continua sendo o grande desconhecido pelo nosso povo. Desta forma, não criamos paixão por Ele e agimos de forma desregrada, sem compromisso social e ferindo a dignidade das pessoas. Não conseguimos perceber que o amor cristão implica defender a vida do outro, que tem o mesmo direito que nós.Jesus nunca impôs seu poder através do uso da violência desumana, porque não tinha pretensões egoístas. Sua ação ia além dos limites do mundo e passava por uma prática de testemunho coerente e visível aos olhos da sociedade de seu tempo. Com isto Ele instaurou um reinado que contradiz com os poderes mundanos.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba – MG

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E o primeiro cantor secular na JMJ está quase confirmado. Vem aí, o “rei”, Roberto Carlos

imagesUOL| O cantor Roberto Carlos foi convidado pela organização da Jornada Mundial da Juventude para se apresentar durante a primeira visita do Papa Francisco ao Brasil, que acontecerá no Rio de Janeiro entre os dias 22 e 28 de julho.

Segundo a assessoria do cantor, o convite está em fase de negociação devido à agenda cheia de Roberto. “Ele foi convidado, mas estamos vendo questão de data e horários porque Roberto está com a agenda fechada até o final do ano”, disse o assessor.

A apresentação de Roberto pode acontecer durante a Cerimônia de Acolhida no dia 25, na praia de Copacabana. No local, será montado um palco de sete mil metros quadrados com camarins para duas mil pessoas.

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Só para lembrá-los, a umas semanas atrás os fiéis presentes nas redes sociais, inclusive esse blog, aderiram uma campanha contra os “boatos sugeridos” pela revista Veja de que o COE havia convidado cantores seculares para se apresentarem na JMJ.  O Comitê Organizador emitiu uma nota que na verdade não dizia nada com nada, mas sim, Dom Orani foi quem desmentiu, em um vídeo,  os boatos do convite aos cantores com maior veracidade. Acreditamos, até agora.

Como sempre “onde há fumaça, há fogo”. Eis aí as primeiras brasas, e o pior é que será difícil apagá-las.

Compartilhe essa imagem nas redes e vamos lutar para que a JMJ seja um evento de evangelização.
Compartilhe essa imagem nas redes e vamos lutar para que a JMJ seja um evento de evangelização.

Evangelho do Dia – Jo 1,45-51

Aí vem um israelita de verdade,
um homem sem falsidade.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 1,45-51
45Filipe encontrou-se com Natanael e lhe disse:
“Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei,
e também os profetas:
Jesus de Nazaré, o filho de José”.
46Natanael disse:
“De Nazaré pode sair coisa boa?”
Filipe respondeu: “Vem ver!”
47Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou:
“Aí vem um israelita de verdade,
um homem sem falsidade”.
48Natanael perguntou: “De onde me conheces?”
Jesus respondeu:
“Antes que Filipe te chamasse,
enquanto estavas debaixo da figueira,
eu te vi”.
49Natanael respondeu:
“Rabi, tu és o Filho de Deus,
tu és o Rei de Israel”.
50Jesus disse:
“Tu crês porque te disse:
Eu te vi debaixo da figueira?
Coisas maiores que esta verás!”
51E Jesus continuou:
“Em verdade, em verdade, eu vos digo:
Vereis o céu aberto
e os anjos de Deus subindo e descendo
sobre o Filho do Homem”.
Palavra da Salvação.

Reflexão – Jo 1, 45-51

Quando André revela que encontrou o Messias a Natanael ou Bartolomeu, palavra que quer dizer “filho do agricultor”, a atitude de Natanael foi de dúvida: “De Nazaré, pode sair coisa boa?” No entanto, ele vence a sua desconfiança, atende ao convite que foi feito por André e vai encontrar-se com Jesus. A experiência do encontro pessoal com Jesus faz com que Natanael venha a reconhecer a sua divindade e torne-se seu discípulo pelo resto de sua vida, mostrando-nos com isso que, apesar de todos os nossos problemas, se procurarmos ter retidão de coração e vencer as nossas fraquezas, também faremos a experiência do encontro pessoal com Jesus e também nos tornaremos seus verdadeiros discípulos.

Que São Cristóvão abençoe todos os motoristas

São Cristóvão viveu no século II. É um dos santos mais populares, tanto no Brasil como em outros países. Sua vida está entretecida de lendas. Nada disso impediu que seu culto se espalhasse cada vez mais.

Cresceu e tornou-se um gigante. Deixou sua pátria, a Turquia atual, e saiu à procura do homem mais forte do mundo. Queria ser empregado dele.

Primeiro serviu o rei, mas viu que não era o homem mais poderoso do mundo, porque tinha medo do demônio. Passou, pois a servir o demônio. Mas o demônio tinha medo até da cruz. Largou o demônio e foi procurar aquele que morreu numa cruz. Um eremita que morava às margens do rio, o aconselhou a transportar viajantes de um lado para o outro. Fazendo essa caridade, encontraria Jesus.

Um dia apareceu uma criança que queria atravessar o rio. Era o próprio Menino Jesus, que depois se revelou e lhe disse: “De agora em diante você vai chamar-se Cristóvão, isto é, carregador de Jesus”. É o padroeiro dos motoristas, caminhoneiros, pilotos, canoeiros e transportadores de gente porque carregou o Menino Jesus de uma à outra margem do rio.

Neste dia costuma-se benzer carros e veículos de transporte. Por que? Não tanto para proteger o carro, mas a vida dos passageiros:
O condutor, para que leve o passageiro ao destino desejado. Para que nunca ande nem leve ninguém por maus caminhos. Para que dirija com prudência, observando as leis do trânsito e da moral.
O passageiro, para que confie primeiramente em Deus e depois no seu condutor. Para que observe o manual de boas maneiras, não danificando o veículo nem o-fendendo quem o conduz. Para que, viajando por este mundo, lembre-se da últi-ma viagem que ambos farão depois da morte.

Oração do Motorista:

São Cristóvão! Abençoa meu veículo. Protege-me contra abalroamentos, trombadas e encontrões. Faze-me cortez com todos, tratável com os guardas, educado com os passageiros, inimigo da velocidade. Livra-me da bebida, antes, durante e depois da viagem.
Protege-me nas tempestades e nos nevoeiros, nas curvas perigosas e nas estradas acidentadas, na hora do sono e do cansaço.
Que jamais exponha a vida de ninguém, levado pela imprudência, pela pressa ou desrespeito às leis do trânsito.
Que eu seja fiel à esposa e aos filhos, mesmo quando longe deles.
Que o Senhor nos leve sãos e salvos, ao destino final, à garagem do céu a fim de louvar eternamente o seu santo Nome, sua santa Mãe e todos os santos. Amem!

Evangelho do Dia – Jo 6,1-15

 

Distribuiu-os aos que estavam

sentados, tanto quanto queriam.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 6,1-15
Naquele tempo:
1Jesus foi para o outro lado do mar da Galiléia,
também chamado de Tiberíades.
2Uma grande multidão o seguia,
porque via os sinais que ele operava
a favor dos doentes.
3Jesus subiu ao monte
e sentou-se aí, com os seus discípulos.
4Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus.
5Levantando os olhos,
e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro,
Jesus disse a Filipe:
“Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?”
6Disse isso para pô-lo à prova,
pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer.
7Filipe respondeu:
“Nem duzentas moedas de prata bastariam
para dar um pedaço de pão a cada um”.
8Um dos discípulos,
André, o irmão de Simão Pedro, disse:
9″Está aqui um menino com
cinco pães de cevada e dois peixes.
Mas o que é isso para tanta gente?”
10Jesus disse:
“Fazei sentar as pessoas”.
Havia muita relva naquele lugar,
e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens.
11Jesus tomou os pães,
deu graças
e distribuiu-os aos que estavam sentados,
tanto quanto queriam.
E fez o mesmo com os peixes.
12Quando todos ficaram satisfeitos,
Jesus disse aos discípulos:
“Recolhei os pedaços que sobraram,
para que nada se perca!”
13Recolheram os pedaços
e encheram doze cestos
com as sobras dos cinco pães,
deixadas pelos que haviam comido.
14Vendo o sinal que Jesus tinha realizado,
aqueles homens exclamavam:
“Este é verdadeiramente o Profeta,
aquele que deve vir ao mundo”.
15Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo
para proclamá-lo rei,
Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte.
Palavra da Salvação.

Reflexão – Jo 6, 1-15

O capítulo sexto do evangelho de São João é reservado para o discurso sobre o sacramento da Eucaristia, e Jesus, no uso da sua pedagogia, prepara os judeus para esse discurso através da multiplicação dos pães. A prática pedagógica de Jesus deve ser o grande iluminativo para a nossa prática missionária, pastoral e evangelizadora. Nós devemos anunciar o evangelho a partir da realidade das pessoas, de suas experiências de vida, dos seus valores e das suas expectativas. Antes de anunciar a Palavra de Deus, precisamos criar a necessidade dela no coração das pessoas como Jesus, que a partir da necessidade do pão, cria a necessidade do pão da vida eterna.