Sobre o Sábado Santo

Hoje, fazemos a experiência do vazio. O Senhor cumpriu sua missão nos redimindo, através de sua paixão e cruz, através de sua entrega até a morte. Na noite passada contemplamos o sepultamento de seu corpo.

Agora, nesta manhã de sábado, a saudade está presente, mas uma saudade cheia de paz e de esperança. 

Como Maria, com o coração em luto, a Igreja aguarda esperançosa, que a promessa do Cristo se cumpra, que ele surja, que ele ressuscite.

A ausência não é experiência do vazio, mas aprofunda a presença desejada.

Podemos recordar e refletir sobre os sábados santos de nossa vida, nossas experiências de vazio após sofrimentos e perdas.  

 Como vivenciamos esses mistérios  quando irromperam em nossa existência? Permitimos que luz da fé na certeza da vitória da Vida, iluminasse nossa mente e aquecesse nosso coração? Preenchemos esse vazio abrindo as portas de nosso coração a Jesus, Palavra de Vida, de Eternidade? Ou nos fragilizamos mais ainda, permitindo que a escuridão da morte nos envolvesse?

Jesus é Vida! Nossa Senhora, a verdadeira discípula, na manhã de sábado permaneceu, apesar da dor, do luto, esperançosa. Ela acreditou nas palavras de seu Filho e não permitiu que o sofrimento pela perda dissesse a última palavra, mas que a palavra definitiva seria a promessa de seu Filho, a própria Palavra, que disse que iria ressuscitar que ele era o Caminho, a Verdade, a Vida!

Hoje à noite iremos celebrar a Vitória da Vida, a ressurreição de Jesus, o encontro do Filho ressuscitado com a Mãe que deixará de ser a Senhora das Dores, para ser a Senhora da Glória.

Contudo, para nós que perdemos entes queridos, esse encontro ainda não aconteceu e sabemos que nesta vida, não acontecerá. Como viver, então, a Páscoa da Ressurreição?

Nossa vida deverá ser um permanente Sábado Santo, não com vazio, mas pleno de fé, de esperança na certeza da vitória da Vida e que também teremos o reencontro que Maria teve, e será para sempre! Quanto mais nos deixarmos envolver pela Palavra de Vida, que é Jesus, mais nos aproximaremos da tarde da ressurreição; de modo mais intenso essa palavra irá nos iluminar e aquecer.

Que nossas perdas não nos tirem a alegria de viver, que nos é dada com a presença de Jesus, a Vida plena, Eterna».

(Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos)

Carpinteiro morto pela polícia reaparece vivo e intriga moradores

A história pode ser contata de várias formas, mas nunca deixará de mostrar o fator divino. “Bem-aventurados os que creem sem terem vistos”.

Só lembrando que esse texto do Sensacionalista é um texto de humor devido a natureza do blog. Lembra como seria noticiada a ressurreição se houvesse jornais na época.

Ele vive!
Ele vive!

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O Sensacionalista | Três dias após ter sido morto por soldados no Morro do Gólgota, o carpinteiro Jesus reapareceu vivo para seus amigos e familiares e chocou os moradores da comunidade Nazaré.

Após ter sido preso sob alegação de subversão da ordem pública. Jesus foi executado junto com outros criminosos na frente de várias testemunhas. Há relatos de que o carpinteiro de 33 anos tenha sido violentamente torturado pelos soldados até a morte.

O retorno repentino de Jesus causou comoção na região e a população local diz se tratar de um milagre. Procurado pela nossa reportagem para uma foto que comprovasse sua volta do mundo dos mortos, Jesus declarou: “bem aventurados os que não viram e creram”.

L.Lanna

Cristo Vive! Mensagem Urbi et Orbi do Papa Francisco pela Páscoa na íntegra

Festa da ressurreição de Cristo no Vaticano.
Festa da ressurreição de Cristo no Vaticano.

(ACI/EWTN Noticias).- Neste Domingo de Páscoa, como de costume, o Santo Padre saiu ao balcão que depara a Praça de São Pedro para proclamar a mensagem Urbi et Orbi (à cidade e ao mundo) pela ocasião da solenidade da Ressurreição do Senhor.

Segue a versão na íntegra da Mensagem do Papa em Português:

Amados irmãos e irmãs, boa e santa Páscoa!

Ressoa na Igreja espalhada por todo o mundo o anúncio do anjo às mulheres: «Não tenhais medo. Sei que buscais Jesus, o crucificado; não está aqui, pois ressuscitou (…). Vinde, vede o lugar onde jazia» ( Mt 28, 5-6).

Este é o ponto culminante do Evangelho, é a Boa Nova por excelência: Jesus, o crucificado, ressuscitou! Este acontecimento está na base da nossa fé e da nossa esperança: se Cristo não tivesse ressuscitado, o cristianismo perderia o seu valor; toda a missão da Igreja via esgotar-se o seu ímpeto, porque dali partiu e sempre parte de novo. A mensagem que os cristãos levam ao mundo é esta: Jesus, o Amor encarnado, morreu na cruz pelos nossos pecados, mas Deus Pai ressuscitou-O e fê-Lo Senhor da vida e da morte. Em Jesus, o Amor triunfou sobre o ódio, a misericórdia sobre o pecado, o bem sobre o mal, a verdade sobre a mentira, a vida sobre a morte.

Por isso, nós dizemos a todos: «Vinde e vede». Em cada situação humana, marcada pela fragilidade, o pecado e a morte, a Boa Nova não é apenas uma palavra, mas é um testemunho de amor gratuito e fiel: é sair de si mesmo para ir ao encontro do outro, é permanecer junto de quem a vida feriu, é partilhar com quem não tem o necessário, é ficar ao lado de quem está doente, é idoso ou excluído… « Vinde e vede»: o Amor é mais forte, o Amor dá vida, o Amor faz florescer a esperança no deserto.

Com esta jubilosa certeza no coração, hoje voltamo-nos para Vós, Senhor ressuscitado!

Ajudai-nos a procurar-Vos para que todos possamos encontrar-Vos, saber que temos um Pai e não nos sentimos órfãos; que podemos amar-Vos e adorar-Vos.

Ajudai-nos a vencer a chaga da fome, agravada pelos conflitos e por um desperdício imenso de que muitas vezes somos cúmplices.

Tornai-nos capazes de proteger os indefesos, sobretudo as crianças, as mulheres e os idosos, por vezes objecto de exploração e de abandono.

Fazei que possamos cuidar dos irmãos atingidos pela epidemia de ébola na Guiné Conacri, Serra Leoa e Libéria, e daqueles que são afectados por tantas outras doenças, que se difundem também pela negligência e a pobreza extrema.

Consolai quantos hoje não podem celebrar a Páscoa com os seus entes queridos porque foram arrancados injustamente dos seus carinhos, como as numerosas pessoas, sacerdotes e leigos, que foram sequestradas em diferentes partes do mundo.

Confortai aqueles que deixaram as suas terras emigrando para lugares onde possam esperar um futuro melhor, viver a própria vida com dignidade e, não raro, professar livremente a sua fé.

Pedimo-Vos, Jesus glorioso, que façais cessar toda a guerra, toda a hostilidade grande ou pequena, antiga ou recente!

Suplicamo-Vos, em particular, pela Síria, a amada Síria, para que quantos sofrem as consequências do conflito possam receber a ajuda humanitária necessária e as partes em causa cessem de usar a força para semear morte, sobretudo contra a população inerme, mas tenham a audácia de negociar a paz, há tanto tempo esperada.

Jesus glorioso, pedimo-vos que conforteis as vítimas das violências fratricidas no Iraque e sustenteis as esperanças suscitadas pela retomada das negociações entre israelitas e palestinianos.

Imploramo-Vos que se ponha fim aos combates na República Centro-Africana e que cessem os hediondos ataques terroristas em algumas zonas da Nigéria e as violências no Sudão do Sul.

Pedimos-Vos que os ânimos se inclinem para a reconciliação e a concórdia fraterna na Venezuela.

Pela vossa Ressurreição, que este ano celebramos juntamente com as Igrejas que seguem o calendário juliano, vos pedimos que ilumine e inspire as iniciativas de pacificação na Ucrânia, para que todas as partes interessadas, apoiadas pela Comunidade internacional, possam empreender todo esforço para impedir a violência e construir, num espírito de unidade e diálogo, o futuro do País.Que eles como irmãos possam cantar ?.

Pedimo-Vos, Senhor, por todos os povos da terra: Vós que vencestes a morte, dai-nos a vossa vida, dai-nos a vossa paz! Queridos irmãos e irmãs, feliz Páscoa!

Saudação

Queridos irmãos e irmãs,

Renovo os meus votos de feliz Páscoa a todos vós reunidos nesta Praça, vindos de todas as partes do mundo. Estendo as minhas felicitações pascais a todos que, de diversos países, estão conectados através dos meios de comunicação social. Levai às vossa famílias e às vossas comunidades o feliz anúncio que Cristo nossa paz e nossa esperança ressuscitou!

Obrigado pela vossa presença, pela vossa oração e pelo vosso testemunho de fé. Um pensamento particular e de reconhecimento pelo dom das belíssimas flores, oriundas dos Países Baixos. Feliz Páscoa para todos!

Ressurreição e suborno

Dom Anuar Battisti
Arcebispo de Maringá (PR)

“Depois do sábado, ao amanhecer do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver a sepultura” (Mt 28,1). No modo de contar judaico, o sábado fechava a semana e começava a nova semana. Este primeiro dia, graças à ressurreição de Cristo, para os cristãos tornou-se o “Dia do Senhor”; em latim “Dies Domine”; em português, “Domingo”.

Quem dá a notícia às mulheres no evangelho segundo São Mateus é o anjo: “Então o anjo disse às mulheres: Não tenham medo; eu sei que vocês estão procurando Jesus que foi crucificado. Ele não está aqui, Ressuscitou como havia dito” (Mt 28, 5). “As mulheres saíram depressa do túmulo; estavam com medo, mas correram com muita alegria para dar a notícia aos discípulos” (Mt 28,8).

Domingo de Páscoa é a festa mais importante do calendário litúrgico para os cristãos. Não há solenidade maior que a Ressurreição de Cristo. Neste dia, celebramos a vitória da vida sobre a morte. Com a Sua ressurreição, o Cristo crucificado vence a dor, o sofrimento, a humilhação, a angústia e a própria morte. O luto se transforma em festa; a dor em alegria; o sofrimento em esperança; a angústia em glória. O apóstolo Paulo afirma categoricamente: “Se Cristo não tivesse ressuscitado, inútil seria a nossa fé” (cf. 1Cor 15,17). A cruz é o trono; o grito é salvação; o sangue e a água são a vida plena; o Salvador é Jesus. Por isso que a fé no ressuscitado não pode ser apenas louvor e glória. Ela é cruz, grito, sangue, dor, e salvação.

Naquele dia, diante da revolucionária notícia, as autoridades que viam o fracasso de suas artimanhas para manter as máscaras da corrupção diante do povo, inventam uma mentira. A primeira atitude é o suborno.

O evangelho segundo São Mateus – aliás, o único evangelista que relata esse fato – nos diz: “Enquanto as mulheres partiram, alguns guardas do túmulo foram à cidade, e comunicaram aos chefes dos sacerdotes tudo o que havia acontecido. Os chefes dos sacerdotes se reuniram com os anciãos, e deram uma grande soma de dinheiro aos soldados dizendo-lhes: Digam que os discípulos dele foram durante a noite, e roubaram o corpo enquanto vocês dormiam. E se o governador ficar sabendo nós o convenceremos. Assim tal boato se espalhou entre os judeus, até o dia de hoje” (Mt 28,11-15).

Não é de hoje que a inconsistência humana, a duplicidade de atitudes, o sistema da mentira, a corrupção vergonhosa está instalada no coração humano. É sempre a elite, principalmente a elite política, que inventa esquemas, tramando em beneficio próprio. Tenho certeza de que tudo isso também faz parte do plano de salvação. Jesus morreu e ressuscitou por amor a todos, e foi por amor que deu a vida para instalar definitivamente o seu Reino em nós e nas estruturas de poder. Reino que está a serviço da justiça. Reino que privilegia a solidariedade, que se fundamenta na esperança autêntica. Reino cuja força é o amor e paz.

Que Jesus ressuscitado traga para todos nós um novo alento nesta caminhada para a pátria definitiva! Quero aqui fazer o convite para que você, que acredita na Ressurreição e luta contra todo tipo de suborno, ajude a construir um mundo cada vez mais justo e fraterno.  Páscoa não é só hoje, é todo dia, ela depende de você! Feliz Páscoa!

Em mensagem de Páscoa, Bento XVI pede paz no Oriente Médio

papamissapscoa

Na manhã deste domingo, na Praça São Pedro, o Santo Padre presidiu a Santa Missa de Páscoa, diante de 100 mil fiéis que, com ele, foram celebrar a alegria da ressurreição do Senhor. Em sua homilia, ressaltou que, neste Domingo de Páscoa, “também nós, depois de termos atravessado o deserto da Quaresma e os dias dolorosos da Paixão, damos largas ao brado de vitória: «Ressuscitou! Ressuscitou verdadeiramente!»”
“Todo o cristão – disse o Papa – revive a experiência de Maria de Madalena. É um encontro que muda a vida, o encontro como um Homem único, que nos faz sentir toda a bondade e a verdade de Deus, que nos liberta do mal, não de modo superficial e passageiro, mas liberta-nos radicalmente, cura-nos completamente e restitui-nos a nossa dignidade. Eis o motivo por que Madalena chama Jesus «minha esperança»: porque foi Ele que a fez renascer, que lhe deu um futuro novo, uma vida boa, liberta do mal. «Cristo minha esperança» significa que todo o meu desejo de bem encontra n’Ele uma possibilidade de realização: com Ele, posso esperar que a minha vida se torne boa e seja plena, eterna, porque é o próprio Deus que Se aproximou até ao ponto de entrar na nossa humanidade.”

Bento XVI continuou dizendo que, contudo, “Maria de Magdala, tal como os outros discípulos, teve de ver Jesus rejeitado pelos chefes do povo, preso, flagelado, condenado à morte e crucificado”. “Deve ter sido insuportável – ponderou o Papa – ver a Bondade em pessoa sujeita à maldade humana, a Verdade escarnecida pela mentira, a Misericórdia injuriada pela vingança”.

“Com a morte de Jesus, parecia falir a esperança de quantos confiavam n’Ele. Mas esta fé nunca desfalece de todo: sobretudo no coração da Virgem Maria, a mãe de Jesus, a pequena chama continuou acesa e viva mesmo na escuridão da noite. A esperança, neste mundo, não pode deixar de contar com a dureza do mal. Não é apenas o muro da morte a criar-lhe dificuldade, mas também e mais ainda as aguilhoadas da inveja e do orgulho, da mentira e da violência. Jesus passou através desta trama mortal, para nos abrir a passagem para o Reino da vida. Houve um momento em que Jesus aparecia derrotado: as trevas invadiram a terra, o silêncio de Deus era total, a esperança parecia reduzida a uma palavra vã.”

“Mas eis que, ao alvorecer do dia depois do sábado, encontram vazio o sepulcro – retomou o Pontífice. Depois Jesus manifesta-Se a Madalena, às outras mulheres, aos discípulos. A fé renasce mais viva e mais forte do que nunca, e já invencível porque fundada sobre uma experiência decisiva”

E então o Santo Padre anunciou: “Amados irmãos e irmãs! Se Jesus ressuscitou, então – e só então – aconteceu algo de verdadeiramente novo, que muda a condição do homem e do mundo. Então Ele, Jesus, é alguém a quem nos podemos absolutamente confiar, confiando não apenas na sua mensagem, mas n’Ele mesmo, porque o Ressuscitado não pertence ao passado, mas está presente e vivo hoje.”

Por fim, o Santo Padre fez um apelo para que “Cristo Ressuscitado dê esperança ao Médio Oriente, para que todas as componentes étnicas, culturais e religiosas daquela Região colaborem para o bem comum e o respeito dos direitos humanos”. Pediu ainda que, “cesse, na Síria, o derramamento de sangue e adote-se, sem demora, o caminho do respeito, do diálogo e da reconciliação, como é vivo desejo também da comunidade internacional”. Dirigiu seu pensamento também “aos numerosos refugiados, originários de lá e necessitados de assistência humanitária”, para que “possam encontrar o acolhimento e a solidariedade que mitiguem as suas penosas tribulações”.

O Papa ainda intercedeu pelo povo iraquiano, pedindo “que a vitória pascal encoraje o povo iraquiano a não poupar esforços para avançar no caminho da estabilidade e do progresso”. Lembrou-se da Terra Santa, para que “israelitas e palestinos retomem, com coragem, o processo de paz”. Pediu ainda ao Senhor que “sustente as comunidades cristãs do Continente Africano, conceda-lhes esperança para enfrentarem as dificuldades e torne-as obreiras de paz e artífices do progresso das sociedades a que pertencem”, nomeando países como os da região dos Grandes Lagos, o Sudão, o Sudão do Sul, Mali, Nigéria.

Após a Comunhão, o Papa concedeu a todos sua Benção Apostólica, ao que se seguiu o canto do Regina Coeli. E ao término da Santa Missa de Páscoa, o Papa concedeu a todos a Bênção Urbi et Orbi (à cidade e ao mundo), e saudou todos os presentes em diversas línguas, desejando uma Feliz Páscoa. Por fim, concedeu indulgência plenária a todos os presentes e aos que seguiram a Santa Missa por rádio, internet ou televisão (sempre levando em consideração que a indulgência plenária é concedida aos que se confessaram neste período e rezaram pelas intenções do Santo Padre).

Vamos recristianizar a Páscoa ou Qual é a do coelhinho?

No dia 24 de abril, praticamente o mundo inteiro vai celebrar uma data que, a princípio, é cristã: a Páscoa. Digo a princípio porque, à semelhança do Natal, a Páscoa nem parece mais uma festa religiosa. Se tornou a festa do consumismo de chocolate. Momento de lembramos do coelho e não de Jesus.

Vamos fazer uma comparação. Leia as duas músicas abaixo e diga qual é a que você mais escuta na época da Páscoa:

Cristo, nossa Páscoa (autor desconhecido)

Cristo, nossa Páscoa, foi imolado, aleluia!

Glória a Cristo, Rei, Ressuscitado, aleluia!

Páscoa Sagrada! Ó festa de luz!

Precisas despertar: Cristo vai te iluminar!

Páscoa Sagrada! Ó festa universal!

No mundo renovado, é Jesus glorificado!

Páscoa Sagrada! Vitória sem igual!

A cruz foi exaltada, foi a morte derrotada!

Páscoa Sagrada! Ó noite batismal!

De tuas águas puras, nascem novas criaturas!

Páscoa Sagrada! Banquete do Senhor!

Feliz a quem é dado, ser às núpcias convidado!

Páscoa Sagrada! Cantemos ao Senhor!

Vivamos a alegria, conquistada em meio à dor!

Coelhinho da Páscoa (Olga Bhering Pohlmann)

Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim?

Um ovo, dois ovos, três ovos assim!

Um ovo, dois ovos, três ovos assim!

Coelhinho da Páscoa, que cor eles têm?

Azul, amarelo e vermelho também!

Azul, amarelo e vermelho também!

Coelhinho da Páscoa, com quem vais dançar?

Com esta menina que sabe cantar!

Com esta menina que sabe cantar!

Coelhinho maroto, porque vais fugir?

Em todas as casas eu tenho que ir!

Em todas as casas eu tenho que ir!

#NestaPáscoaEuComemoroaRessurreiçãodeCrsito

Então? Essa festa que o mundo inteiro celebra é em homenagem ao Cristo Pascal ou ao Coelhinho da Páscoa? Parece óbvio que se homenageia o coelho que põe ovos!

Muito mais que o Natal, a Páscoa é a principal e mais importante celebração da Igreja. Isso porque foi neste evento que Nosso Senhor Jesus Cristo nos alcançou definitivamente a salvação! Pelo seu mistério pascal (Paixão-Morte-Ressurreição), a humanidade foi resgatada da escravidão do pecado e reconciliada com Deus. Esse é o sentido de se celebrar a Páscoa: a vitória da vida sobre a morte! E nós reduzimos essa grandiosidade a algumas guloseimas…

A primeira lembrança que eu tenho da Páscoa é justamente essa música do coelhinho, cantada na escola. As crianças iam para as aulas fantasiadas de coelhos, e havia gincanas para encontrar ovos de chocolate escondidos. Qual criança não gosta de chocolate e de um animal tão gracioso quanto um coelho? Essa festa, então, só podia fazer sucesso! Da mesma forma que eu esperava ansiosamente pelo Natal (para ganhar presentes), esperava pela festa da Páscoa (para ganhar ovos de chocolate). E a relação de Jesus com estas celebrações? Jesus? Quem é Jesus mesmo?

Até aí é compreensível. As escolas não têm a obrigação de ensinar preceitos religiosos. Mas e a catequese? Eu cheguei a participar de uma formação para catequistas em que nos ensinaram a cantar a música do coelhinho (olha ela de novo!) para mostrar às crianças da 1ª Eucaristia o valor da Páscoa (!).

Essa questão do coelho e dos ovos está tão absorvida pela sociedade que o mistério de Cristo está, há muito tempo, completamente eclipsado. Um exemplo claríssimo do que estou dizendo é a própria Semana Santa. A Missa de Ramos, as diversas procissões (do Encontro, do Senhor Morto…) e a Sexta-Feira da Paixão lotam as nossas igrejas e capelas… Mas quantas pessoas participam da Vigília Pascal e da Missa da Páscoa da Ressurreição? Os católicos morrem com Cristo na sexta-feira, mas se esquecem de ressuscitar com Ele no domingo! E tudo isso porquê? Por causa do bendito coelho…

Mas de onde vem esse personagem? De onde vêm os ovos? E por que são de chocolate? Muitos tentam forçar a barra e dar uma roupagem cristã a esses elementos: o coelho representa a fertilidade da Igreja, os ovos representam a vida que renasce e o chocolate a candura de Cristo… Ah, faça-me o favor!

Todos esses elementos são “importados” de culturas não-cristãs. O coelho é símbolo de fertilidade, mas não da Igreja, e sim dos cultos pagãos à natureza. Os ovos têm suas raízes nos cultos egípcios e celtas e o chocolate… Bem, o chocolate é uma jogada da indústria alimentícia, já no século XIX.

Sim, a Páscoa do Nosso Senhor converteu-se em mais uma festa consumista. Não bastasse a enxurrada de deliciosos ovos de chocolate, há inúmeros pacotes turísticos para “aproveitar” bem a Semana Santa: roteiros para Ilhéus, Porto de Galinhas, Salvador, Costa do Sauípe… São lugares maravilhosos, sem dúvida, mas essa é a época certa para um católico “pegar praia”?

Irmãos, vamos recristianizar a Páscoa! Temos que mostrar ao mundo o real significado desta data, que tem raízes na mais importante das festas judaicas. Cristo celebrou a Páscoa dos Judeus, e cumpriu toda a promessa contida nela. Ele é verdadeiro Cordeiro sacrifical, com Ele Deus sela conosco a nova e eterna Aliança!

Façamos ações concretas para esse fim, principalmente com relação às crianças. Vamos ensiná-las a cantar “Cristo, nossa Páscoa”, vamos levá-las a todas as celebrações da Semana Santa, vamos mostrar a elas que quem nos salva é Jesus, e não o coelho!

Rogo a Deus para que, no dia 24 de abril, possamos entoar alegremente com toda a Igreja o verdadeiro canto pascal:

Páscoa Sagrada! Ó festa universal!

No mundo renovado, é Jesus glorificado!

Cristo, nossa Páscoa, foi imolado, aleluia!

Glória a Cristo, Rei, Ressuscitado, aleluia!

Por João Paulo Veloso, Seminarista da Arquidiocese de Palmas e Coordenador Nacional do Ministério para Seminaristas

Fonte Jovens Conectados

Venceu a vida!

Dom Aldo Pagotto

Arcebispo Metropolitano da Paraíba – PB

Jesus ressuscita na madrugada do sábado para o domingo – o primeiro dia da semana. Domingo deriva de “dominus” tendo como referência o Senhor da vida, Jesus. Sábado refere-se ao “shabat”, dia sagrado para os hebreus, destinado ao repouso do trabalho servil, bem como ao culto de louvor e gratidão a Deus, Senhor da vida.

O evento da ressurreição de Cristo ocorre do sábado para o domingo. Eis porque no domingo os cristãos celebram a ceia memorial do Senhor, a Eucaristia, celebração da páscoa, síntese do núcleo fundamental da fé e da vida cristã. O memorial da Eucaristia celebra e atualiza o evento da morte e ressurreição do Senhor.

Em que sentido a celebração da ceia do Senhor atualiza o sacrifício de Cristo, sua crucifixão, morte e ressurreição? Entendemos a celebração da Eucaristia numa perspectiva da fé e amor do próprio Cristo. O mistério celebrado é o seu próprio amor que se torna presença. Cristo continua a se doar à humanidade sob a forma misteriosa do seu amor insondável.

O Evangelho relata a vida de Jesus revelando os desígnios do Pai que o incumbe da missão de doar a sua vida e regenerar a humanidade. A vida terrena de Jesus caminharia para sua oblação total, na entrega livre e consciente à morte de cruz. Nos misteriosos desígnios do Pai, o seu Filho deveria superar a ruptura e separação dos filhos e filhas entre si.

Doar sua própria vida ao Pai da humanidade é um gesto permanente resgatando e reunindo os filhos e filhas que se dispersaram pelo pecado de divisão. Quem não ama permanece na morte. Quem ama gera vida. A morte de Jesus na cruz gera vida nova, como o grão de trigo que morre para frutificar abundantemente.

A morte misteriosa de Cristo na cruz gera vida nova no Espírito. Ressurreição! Eis o memorial da páscoa, celebração da passagem da morte à vida. “Eu sou a ressurreição e a Vida. Aquele que crê em mim, mesmo que morra, viverá, e todo aquele que vive e crê em mim não morrerá jamais” (Jo 11, 25-26). A missão de Jesus continua a doar vida através das atividades dos discípulos que se dispõem à construção do reino.

A continuidade dinâmica da vida de Jesus se consubstancia nas práticas efetivas de transformação das pessoas. Precisamos dessa força sobrenatural que somente Jesus possui e nos doa. Abrindo-nos à vida nova que Jesus traz em abundância, superamos as contradições e os males que enfrentamos na vida e nos relacionamentos pessoais, familiares, sociais.

Bento XVI: “A nossa responsabilidade inclui a criação, porque esta provém do Criador”

O papa Bento XVI presidiu ontem, na Basílica São Pedro, no Vaticano, a Vigília Pascal, que celebra a ressurreição de Cristo. Em sua homilia, o papa recordou que o fogo e a água são dois sinais que caracterizam a evangelização. O papa disse que na Vigília é importante falar também da criação.

“Omitir a criação significaria equivocar-se sobre a história de Deus com os homens, diminuí-la, deixar de ver a sua verdadeira ordem de grandeza. O arco da história que Deus fundou chega até às origens, até à criação”, disse Bento XVI. “A nossa responsabilidade inclui a criação, porque esta provém do Criador”, acrescentou.

Leia a íntegra da homilia

Amados irmãos e irmãs,

Dois grandes sinais caracterizam a celebração litúrgica da Vigília Pascal. Temos antes de mais nada o fogo que se torna luz. A luz do círio pascal que, na procissão através da igreja encoberta na escuridão da noite, se torna uma onda de luzes, fala-nos de Cristo como verdadeira estrela da manhã eternamente sem ocaso, fala-nos do Ressuscitado em quem a luz venceu as trevas. O segundo sinal é a água. Esta recorda, por um lado, as águas do Mar Vermelho, o afundamento e a morte, o mistério da Cruz; mas, por outro, aparece-nos como água nascente, como elemento que dá vida na aridez. Torna-se assim imagem do sacramento do Batismo, que nos faz participantes da morte e ressurreição de Jesus Cristo.

Mas não são apenas estes grandes sinais da criação, a luz e a água, que fazem parte da liturgia da Vigília Pascal; outra característica verdadeiramente essencial da Vigília é o fato de nos proporcionar um vasto encontro com a palavra da Sagrada Escritura. Antes da reforma litúrgica, havia doze leituras do Antigo Testamento e duas do Novo. As do Novo Testamento permaneceram; entretanto o número das leituras do Antigo Testamento acabou fixado em sete, que, atendendo às situações locais, se podem reduzir a três leituras. A Igreja quer, através de uma ampla visão panorâmica, conduzir-nos ao longo do caminho da história da salvação, desde a criação passando pela eleição e a libertação de Israel até aos testemunhos proféticos, pelos quais toda esta história se orienta cada vez mais claramente para Jesus Cristo. Na tradição litúrgica, todas estas leituras se chamavam profecias: mesmo quando não são diretamente vaticínios de acontecimentos futuros, elas têm um caráter profético, mostram-nos o fundamento íntimo e a direção da história; fazem com que a criação e a história se tornem transparentes no essencial. Deste modo tomam-nos pela mão e conduzem-nos para Cristo, mostram-nos a verdadeira luz.

Na Vigília Pascal, o percurso ao longo dos caminhos da Sagrada Escritura começa pelo relato da criação. Desta forma, a liturgia quer-nos dizer que também o relato da criação é uma profecia. Não se trata de uma informação sobre a realização exterior da transformação do universo e do homem. Bem cientes disto estavam os Padres da Igreja, que entenderam este relato não como narração real das origens das coisas, mas como apelo ao essencial, ao verdadeiro princípio e ao fim do nosso ser. Ora, podemo-nos interrogar: mas, na Vigília Pascal, é verdadeiramente importante falar também da criação? Não se poderia começar pelos acontecimentos em que Deus chama o homem, forma para Si um povo e cria a sua história com os homens na terra? A resposta deve ser: não! Omitir a criação significaria equivocar-se sobre a história de Deus com os homens, diminuí-la, deixar de ver a sua verdadeira ordem de grandeza. O arco da história que Deus fundou chega até às origens, até à criação. A nossa profissão de fé inicia com as palavras: «Creio em Deus, Pai todo-poderoso, Criador do Céu e da Terra». Se omitimos este início do Credo, a história global da salvação torna-se demasiado restrita, demasiado pequena. A Igreja não é uma associação qualquer que se ocupa das necessidades religiosas dos homens e cujo objetivo se limitaria precisamente ao de uma tal associação. Não, a Igreja leva o homem ao contacto com Deus e, consequentemente, com o princípio de tudo. Por isso, Deus tem a ver conosco como Criador, e por isso possuímos uma responsabilidade pela criação. A nossa responsabilidade inclui a criação, porque esta provém do Criador. Deus pode dar-nos vida e guiar a nossa vida, só porque Ele criou o todo. A vida na fé da Igreja não abrange somente o âmbito de sensações e sentimentos e porventura de obrigações morais; mas abrange o homem na sua integralidade, desde as suas origens e na perspectiva da eternidade. Só porque a criação pertence a Deus, podemos depositar n’Ele completamente a nossa confiança. E só porque Ele é Criador, é que nos pode dar a vida por toda a eternidade. A alegria e gratidão pela criação e a responsabilidade por ela andam juntas uma com a outra.

Podemos determinar ainda mais concretamente a mensagem central do relato da criação. Nas primeiras palavras do seu Evangelho, São João resumiu o significado essencial do referido relato com uma única frase: «No princípio, era o Verbo». Com efeito, o relato da criação, que ouvimos anteriormente, caracteriza-se pela frase que aparece com regularidade: «Disse Deus…». O mundo é uma produção da Palavra, do Logos, como se exprime João com um termo central da língua grega. «Logos» significa «razão», «sentido», «palavra».
Não é apenas razão, mas Razão criadora que fala e comunica a Si mesma. Trata-se de Razão que é sentido, e que cria, Ela mesma, sentido. Por isso, o relato da criação diz-nos que o mundo é uma produção da Razão criadora. E deste modo diz-nos que, na origem de todas as coisas, não está o que é sem razão, sem liberdade; pelo contrário, o princípio de todas as coisas é a Razão criadora, é o amor, é a liberdade. Encontramo-nos aqui perante a alternativa última que está em jogo na disputa entre fé e incredulidade: o princípio de tudo é a irracionalidade, a ausência de liberdade e o acaso, ou então o princípio do ser é razão, liberdade, amor? O primado pertence à irracionalidade ou à razão? Tal é a questão de que, em última análise, se trata. Como crentes, respondemos com o relato da criação e com São João: na origem, está a razão. Na origem, está a liberdade. Por isso, é bom ser uma pessoa humana. Assim o que sucedera no universo em expansão não foi que por fim, num angulozinho qualquer do cosmos, ter-se-ia formado por acaso também uma espécie como qualquer outra de ser vivente, capaz de raciocinar e de tentar encontrar na criação uma razão ou de lha conferir. Se o homem fosse apenas um tal produto casual da evolução num lugar marginal qualquer do universo, então a sua vida seria sem sentido ou mesmo um azar da natureza. Mas não! No início, está a Razão, a Razão criadora, divina. E, dado que é Razão, ela criou também a liberdade; e, uma vez que se pode fazer uso indevido da liberdade, existe também o que é contrário à criação. Por isso se estende, por assim dizer, uma densa linha escura através da estrutura do universo e através da natureza do homem. Mas, apesar desta contradição, a criação como tal permanece boa, a vida permanece boa, porque na sua origem está a Razão boa, o amor criador de Deus. Por isso, o mundo pode ser salvo. Por isso podemos e devemos colocar-nos da parte da razão, da liberdade e do amor, da parte de Deus que nos ama de tal maneira que Ele sofreu por nós, para que, da sua morte, pudesse surgir uma vida nova, definitiva, restaurada.

O relato veterotestamentário da criação, que escutamos, indica claramente esta ordem das coisas. Mas faz-nos dar um passo mais em frente. O processo da criação aparece estruturado no quadro de uma semana que se orienta para o Sábado, encontrando neste a sua perfeição. Para Israel, o Sábado era o dia em que todos podiam participar no repouso de Deus, em que homem e animal, senhor e escravo, grandes e pequenos estavam unidos na liberdade de Deus. Assim o Sábado era expressão da aliança entre Deus, o homem e a criação. Deste modo, a comunhão entre Deus e o homem não aparece como um acréscimo, algo instaurado posteriormente num mundo cuja criação estava já concluída. A aliança, a comunhão entre Deus e o homem, está prevista no mais íntimo da criação. Sim, a aliança é a razão intrínseca da criação, tal como esta é o pressuposto exterior da aliança. Deus fez o mundo, para haver um lugar no qual Ele pudesse comunicar o seu amor e a partir do qual a resposta de amor retornasse a Ele. Diante de Deus, o coração do homem que Lhe responde é maior e mais importante do que todo o imenso universo material que, certamente, já nos deixa vislumbrar algo da grandeza de Deus.

Entretanto, na Páscoa e a partir da experiência pascal dos cristãos, devemos ainda dar mais um passo. O Sábado é o sétimo dia da semana. Depois de seis dias em que o homem, de certa forma, participa no trabalho criador de Deus, o Sábado é o dia do repouso. Mas, na Igreja nascente, sucedeu algo de inaudito: no lugar do Sábado, do sétimo dia, entra o primeiro dia. Este, enquanto dia da assembleia litúrgica, é o dia do encontro com Deus por meio de Jesus Cristo, que no primeiro dia, o Domingo, encontrou como Ressuscitado os seus, depois que estes encontraram vazio o sepulcro. Agora inverte-se a estrutura da semana: já não está orientada para o sétimo dia, em que se participa no repouso de Deus; a semana inicia com o primeiro dia como dia do encontro com o Ressuscitado. Este encontro não cessa jamais de verificar-se na celebração da Eucaristia, durante a qual o Senhor entra de novo no meio dos seus e dá-Se a eles, deixa-Se por assim dizer tocar por eles, põe-Se à mesa com eles. Esta mudança é um fato extraordinário, quando se considera que o Sábado – o sétimo dia – está profundamente radicado no Antigo Testamento como o dia do encontro com Deus. Quando se pensa como a passagem do trabalho ao dia do repouso corresponde também a uma lógica natural, torna-se ainda mais evidente o alcance impressionante de tal alteração. Este processo inovador, que se deu logo ao início do desenvolvimento da Igreja, só se pode explicar com o fato de ter sucedido algo de inaudito em tal dia. O primeiro dia da semana era o terceiro depois da morte de Jesus; era o dia em que Ele Se manifestou aos seus como o Ressuscitado. De fato, este encontro continha nele algo de impressionante. O mundo tinha mudado. Aquele que estivera morto goza agora de um vida que já não está ameaçada por morte alguma. Fora inaugurada uma nova forma de vida, uma nova dimensão da criação. O primeiro dia, segundo o relato do Gênesis, é aquele em que teve início a criação. Agora tornara-se, de uma forma nova, o dia da criação, tornara-se o dia da nova criação. Nós celebramos o primeiro dia. Deste modo celebramos Deus, o Criador, e a sua criação. Sim, creio em Deus, Criador do Céu e da Terra. E celebramos o Deus que Se fez homem, padeceu, morreu, foi sepultado e ressuscitou. Celebramos a vitória definitiva do Criador e da sua criação. Celebramos este dia como origem e simultaneamente como meta da nossa vida. Celebramo-lo porque agora, graças ao Ressuscitado, vale de modo definitivo que a razão é mais forte do que a irracionalidade, a verdade mais forte do que a mentira, o amor mais forte do que a morte. Celebramos o primeiro dia, porque sabemos que a linha escura que atravessa a criação não permanece para sempre. Celebramo-lo, porque sabemos que agora vale definitivamente o que se diz no fim do relato da criação: «Deus viu que tudo o que tinha feito; era tudo muito bom» (Gn 1, 31).

Amém.

Sábado de aleluia: juntemo-nos a Maria à espera da Ressurreição de Cristo

Hoje, após termos celebrado os mistérios da paixão e morte de Jesus, chegamos ao sábado, dia do silêncio, de recolhimento e da oração à espera da Ressurreição do Senhor. Por isso, queremos dedicar esses minutos do nosso tempo para pensarmos sobre a espera de Maria por esse acontecimento e a mensagem de esperança e de amor profundo que vem através dele.

Naquela madrugada de domingo, o sol ainda não raiara e algumas mulheres, entre elas Maria Madalena, estavam dirigindo-se à sepultura do Seu amado, para terminar de ungir o seu corpo com mirra e óleo perfumado. Essa passagem bíblica é contada pelos evangelistas com algumas variações.

Mateus conta-nos que “ao raiar do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria vieram ver o sepulcro” cuja pedra da entrada havia sido removida por um anjo, que anunciou a ressurreição de Jesus e disse-lhes para irem contar aos discípulos. E então o próprio Filho de Deus apareceu ressuscitado às santas mulheres e disse-lhes “não temais, ide anunciar a meus irmãos que se dirijam para a Galiléia; lá me verão”. E assim foi feito.

Marcos conta que Jesus aparecera primeiramente a Maria Madalena, que “foi anunciá-lo àqueles que tinham estado em sua companhia e que estavam aflitos e choravam”. Eles, ouvindo que Ele estava vivo e que fora visto por ela, não creram. Como também não creram nos outros dois discípulos que disseram terem-no visto ressuscitado. “Finalmente – lê-se no Evangelho segundo São Marcos -, ele se manifestou aos Onze, quando estavam à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e a dureza de coração, porque não haviam dado crédito aos que o tinham visto ressuscitado”.

São Lucas narra a passagem com a chegada das mulheres ao sepulcro já aberto, onde encontram dois homens, que perguntam: “por que procurais Aquele que vive entre os mortos? Ele não está aqui, ressuscitou. Lembrai-vos de como vos falou, quando ainda estava na Galiléia: é preciso que o filho do Homem seja entregue às mãos dos pecadores, seja crucificado, e ressuscite no terceiro dia. E elas se lembraram de suas palavras. Elas creram, mesmo sem ver.

E acreditaram também Simão Pedro e outro discípulo, que, de acordo com o Evangelho segundo São João, entraram no sepulcro e viram os panos que envolviam o corpo de Jesus por terra, e o sudário que cobria a sua cabeça.

Maria, a mãe de Jesus, não estava entre essas mulheres que foram ungir o corpo de Jesus, pois tinha certeza da ressurreição de Seu Filho, do Filho de Deus, a qual havia sido por ele preanunciada. Por isso, não o procurava entre os mortos, mas esperava que a ela se mostrasse vivo. Essa aparição não é explicitada na Bíblia, pois deve ser subentedida, sendo obvio que Jesus ressuscitado apareceu antes a sua mãe, e depois aos outros. Ela sofreu com a morte do filho, mas teve fé, e foi recompensada por isso, vendo-o ressuscitado, indo de encontro ao seu Pai eterno, ao Reino dos Céus.

Quantas vezes também nos desesperamos, sofremos, mas depois vemos nossa fé recompensada com um desfecho que confirma nossas esperanças? Quando temos fé e esperança no bem, na palavra de Deus, nossos corações se enchem de amor e força para sairmos do sofrimento e renascermos na alegria. Como Maria, mãe do filho de Deus, mãe de todos nós. Que Ela nos guie no nosso percurso de renascimento interno, nos empreste sua fé e seu amor – por nós mesmos, pelos nossos irmãos e por Deus, Ele que é onde tudo inicia, termina e renasce

Vamos recristianizar a Páscoa ou: Qual é a do coelhinho?

No dia 24 de abril, praticamente o mundo inteiro vai celebrar uma data que, a princípio, é cristã: a Páscoa. Digo a princípio porque, à semelhança do Natal, a Páscoa nem parece mais uma festa religiosa.

Vamos fazer uma comparação. Leia as duas músicas abaixo e diga qual é a que você mais escuta na época da Páscoa:

Cristo, nossa Páscoa (autor desconhecido)

Cristo, nossa Páscoa, foi imolado, aleluia!

Glória a Cristo, Rei, Ressuscitado, aleluia!

Páscoa Sagrada! Ó festa de luz!

Precisas despertar: Cristo vai te iluminar!

Páscoa Sagrada! Ó festa universal!

No mundo renovado, é Jesus glorificado!

Páscoa Sagrada! Vitória sem igual!

A cruz foi exaltada, foi a morte derrotada!

Páscoa Sagrada! Ó noite batismal!

De tuas águas puras, nascem novas criaturas!

Páscoa Sagrada! Banquete do Senhor!

Feliz a quem é dado, ser às núpcias convidado!

Páscoa Sagrada! Cantemos ao Senhor!

Vivamos a alegria, conquistada em meio à dor!

 

Coelhinho da Páscoa (Olga Bhering Pohlmann)

Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim?

Um ovo, dois ovos, três ovos assim!

Um ovo, dois ovos, três ovos assim!

Coelhinho da Páscoa, que cor eles têm?

Azul, amarelo e vermelho também!

Azul, amarelo e vermelho também!

Coelhinho da Páscoa, com quem vais dançar?

Com esta menina que sabe cantar!

Com esta menina que sabe cantar!

Coelhinho maroto, porque vais fugir?

Em todas as casas eu tenho que ir!

Em todas as casas eu tenho que ir!

Então? Essa festa que o mundo inteiro celebra é em homenagem ao Cristo Pascal ou ao Coelhinho da Páscoa? Parece óbvio que se homenageia o coelho que põe ovos!

Muito mais que o Natal, a Páscoa é a principal e mais importante celebração da Igreja. Isso porque foi neste evento que Nosso Senhor Jesus Cristo nos alcançou definitivamente a salvação! Pelo seu mistério pascal (Paixão-Morte-Ressurreição), a humanidade foi resgatada da escravidão do pecado e reconciliada com Deus. Esse é o sentido de se celebrar a Páscoa: a vitória da vida sobre a morte! E nós reduzimos essa grandiosidade a algumas guloseimas…

A primeira lembrança que eu tenho da Páscoa é justamente essa música do coelhinho, cantada na escola. As crianças iam para as aulas fantasiadas de coelhos, e havia gincanas para encontrar ovos de chocolate escondidos. Qual criança não gosta de chocolate e de um animal tão gracioso quanto um coelho? Essa festa, então, só podia fazer sucesso! Da mesma forma que eu esperava ansiosamente pelo Natal (para ganhar presentes), esperava pela festa da Páscoa (para ganhar ovos de chocolate). E a relação de Jesus com estas celebrações? Jesus? Quem é Jesus mesmo?

Até aí é compreensível. As escolas não têm a obrigação de ensinar preceitos religiosos. Mas e a catequese? Eu cheguei a participar de uma formação para catequistas em que nos ensinaram a cantar a música do coelhinho (olha ela de novo!) para mostrar às crianças da 1ª Eucaristia o valor da Páscoa (!).

Essa questão do coelho e dos ovos está tão absorvida pela sociedade que o mistério de Cristo está, há muito tempo, completamente eclipsado. Um exemplo claríssimo do que estou dizendo é a própria Semana Santa. A Missa de Ramos, as diversas procissões (do Encontro, do Senhor Morto…) e a Sexta-Feira da Paixão lotam as nossas igrejas e capelas… Mas quantas pessoas participam da Vigília Pascal e da Missa da Páscoa da Ressurreição? Os católicos morrem com Cristo na sexta-feira, mas se esquecem de ressuscitar com Ele no domingo! E tudo isso porquê? Por causa do bendito coelho…

Mas de onde vem esse personagem? De onde vêm os ovos? E por que são de chocolate? Muitos tentam forçar a barra e dar uma roupagem cristã a esses elementos: o coelho representa a fertilidade da Igreja, os ovos representam a vida que renasce e o chocolate a candura de Cristo… Ah, faça-me o favor!

Todos esses elementos são “importados” de culturas não-cristãs. O coelho é símbolo de fertilidade, mas não da Igreja, e sim dos cultos pagãos à natureza. Os ovos têm suas raízes nos cultos egípcios e celtas e o chocolate… Bem, o chocolate é uma jogada da indústria alimentícia, já no século XIX.

Sim, a Páscoa do Nosso Senhor converteu-se em mais uma festa consumista. Não bastasse a enxurrada de deliciosos ovos de chocolate, há inúmeros pacotes turísticos para “aproveitar” bem a Semana Santa: roteiros para Ilhéus, Porto de Galinhas, Salvador, Costa do Sauípe… São lugares maravilhosos, sem dúvida, mas essa é a época certa para um católico “pegar praia”?

Irmãos, vamos recristianizar a Páscoa! Temos que mostrar ao mundo o real significado desta data, que tem raízes na mais importante das festas judaicas. Cristo celebrou a Páscoa dos Judeus, e cumpriu toda a promessa contida nela. Ele é verdadeiro Cordeiro sacrifical, com Ele Deus sela conosco a nova e eterna Aliança!

Façamos ações concretas para esse fim, principalmente com relação às crianças. Vamos ensiná-las a cantar “Cristo, nossa Páscoa”, vamos levá-las a todas as celebrações da Semana Santa, vamos mostrar a elas que quem nos salva é Jesus, e não o coelho!

Rogo a Deus para que, no dia 24 de abril, possamos entoar alegremente com toda a Igreja o verdadeiro canto pascal:

Páscoa Sagrada! Ó festa universal!

No mundo renovado, é Jesus glorificado!

Cristo, nossa Páscoa, foi imolado, aleluia!

Glória a Cristo, Rei, Ressuscitado, aleluia!

 

Por João Paulo Veloso, Seminarista da Arquidiocese de Palmas e Coordenador Nacional do Ministério para Seminaristas

Fonte Jovens Conectados

 

A caminho da Páscoa do Senhor

A Quaresma, com início na Quarta-feira de Cinzas, é um tempo litúrgico muito importante para a nossa caminhada cristã. Ajuda as pessoas e as comunidades eclesiais a se prepararem dignamente para a celebração da Páscoa do Senhor.

O período quaresmal é tempo sobremaneira apropriado à conversão de vida e à renovação interior. Aliás, não há Quaresma sem conversão. Converter-se é separar-se do mal e voltar-se para o bem. É mudar radicalmente de vida e de critérios. A conversão radical insere-se no coração da vida. Exige gestos concretos de amor e de misericórdia, de partilha fraterna e de justiça. Podemos dizer que o cristão é um convertido em estado de conversão, pois a conversão dura, enquanto perdurar nosso peregrinar neste mundo.

Converter-se é procurar viver todos os dias a “vida nova”, da qual Cristo nos revestiu, transformando-nos Nele, para fazer um só corpo com Ele e com os irmãos.

Há em nós atitudes que devem morrer. Converter-se cada dia exige morrer aos poucos, sepultar-nos com Cristo para ressuscitarmos com Ele.

O amor de Deus chama-nos à conversão, a renunciar a tudo o que Dele nos afasta. O que mais nos afasta de Deus é o pecado. Pecar é estar no lugar errado, longe da amizade e da graça de Deus.

A conversão quaresmal significa, portanto, crescer na prática das virtudes cristãs. Somos sempre catecúmenos em formação permanente, progredindo no conhecimento e no amor de Cristo.

Ao longo da Quaresma, somos convidados a contemplar o Mistério da Cruz, entrando em comunhão com os seus sofrimentos, tornando-nos semelhantes a Ele na Sua morte, para alcançarmos a Ressurreição dentre os mortos (cf. Fl 3, 10-11). Isso exige uma transformação profunda pela ação do Espírito Santo, orientando nossa vida segundo a vontade de Deus, libertando-nos de todo egoísmo, superando o instinto de dominação sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo (cf. Bento XVI, Mensagem da Quaresma 2011).

O período quaresmal é ainda tempo favorável para reconhecermos a nossa fragilidade, abeirando-nos do trono da graça, mediante uma purificadora confissão de nossos pecados (cf. Hb 4, 16). Na Igreja “existem a água e as lágrimas: a água do Batismo e as lágrimas da penitência” (Santo Ambrósio). Vale a pena derramar essas lágrimas, através de uma boa confissão sacramental.

Jesus convida à conversão. Este apelo é parte essencial do anúncio do Reino: “Convertei-vos e crede na Boa-Nova” (Mc, 1, 15).

O itinerário quaresmal é um convite à prática de exercícios espirituais, às liturgias penitenciais, às privações voluntárias como o jejum e a esmola, à partilha fraterna e às obras de caridade (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1438). É igualmente um tempo forte de escuta mais intensa da Palavra de Deus e de oração mais assídua.

Quanto mais fervorosa for a prática dos exercícios quaresmais, maiores e mais abundantes serão os frutos que colheremos e hauriremos do Mistério de nossa redenção.

Também a vivência da Campanha da Fraternidade ajuda a fazermos uma boa preparação para a Páscoa. A CNBB propõe para este ano o tema “Fraternidade e a Vida no Planeta”, e como Lema: “A criação geme em dores de parto” (Rm 8, 22).

Maria Santíssima, Mãe do Redentor, guie-nos neste itinerário quaresmal, caminho de conversão ao encontro pessoal com Cristo ressuscitado.

Com o coração voltado para Cristo, vencedor da morte e do pecado, vivamos intensamente o período santo e santificador da Quaresma.

Por Dom Nelson Westrupp, scj

Bispo Diocesano de Santo André – SP

Publicado no site da CNBB

 

 

Por que a Morte? “A morte não é a última coisa; é só a penúltima”

Dom Geraldo M. Agnelo
Cardeal Arcebispo Emérito de Salvador (BA)

Nesses dias de angústia , desespero, de muitas lágrimas diante de tantas mortes, ponho-me a pensar mais uma vez por que o primeiro homem e todos os seus descendentes, incluindo o Filho de Deus que se fez homem, morrem?

A morte não é a última coisa, mas é somente a penúltima. Última será a ressurreição em Cristo e a vida eterna em Deus. Para o cristão a morte permanece um mistério iluminado pela fé. Também Jesus Cristo morreu, mas com a sua ressurreição Deus Pai o tirou da morte, e nós sabemos, porque Jesus nos disse, que tirará da morte a nós e a nossos caros. O discurso cristão sobre a morte é uma novidade inaugurada pela ressurreição de Jesus.

Às vezes sentimos nossos defuntos tão longe, mas a fé nos faz sentir vizinhos. Na realidade, não existe um reino dos vivos e um reino dos mortos. Existe somente o Reino de Deus; e nós, vivos ou mortos, estamos todos dentro.

A Palavra de Deus nos ilumina. O profeta Isaias 25,8, anunciava ao seu povo: O Senhor “eliminará a morte para sempre, enxugará as lágrimas em cada rosto”. O livro de Jó dá esta certeza sobre o além e sobre a visão de Deus: “Verei a Deus. Eu o verei, eu mesmo, e os meus olhos o contemplarão” (19,27). Desejava e pedia que as palavras de sua firme convicção “fossem fixadas em livro, impressas com estilete de ferro sobre o chumbo, esculpida para sempre sobre a rocha” (19,23).

Um sábio de Israel descreveu assim “o destino reservado aos justos: “As almas dos justos estão nas mãos de Deus: nenhum tormento as tocará. Aos olhos dos estultos parecia que tinham morrido, o seu fim foi uma desgraça, sua partida de nosso meio uma ruína, mas eles estão na paz”. Isto ocorre porque “Deus os provou e os encontrou dignos de si”.

O sábio acrescentou que esta é a magnanimidade de Deus: “Os que lhe são fiéis viverão junto dele no amor, porque a graça e a misericórdia são reservadas a seus eleitos” (Sabedoria 3,1-9).

Sobre os destinos do homem o Novo Testamento traz uma luz de pleno conforto para nós. Uma luz que nasce antes de tudo das palavras de Jesus. O Senhor nos revelou “a vontade do Pai”: todo aquele que vê o Filho e nele crê, tem a vida eterna”. E precisou: “Eu o ressuscitarei no último dia” (João 6,40).

Jesus foi mais explícito com os apóstolos: “Na casa do meu Pai há muito lugar. Eu vou preparar-vos um lugar. Voltarei, e vos tomarei comigo. Assim também vós estareis onde eu estou” (João 14, 2-3).

Devemos ao evangelista João, na visão do Apocalipse, projeta luz sobre o futuro do homem. “Eu, João, vi um novo céu e uma nova terra. Vi a cidade santa, a nova Jerusalém, pronta como uma esposa adornada para o seu esposo. Eis a morada de Deus com os homens! Ele morará conosco, e nós seremos o seu povo, e ele será o Deus conosco. E enxugará toda lágrima de nossos olhos; não haverá mais a morte, nem luto, nem lamento, nem preocupação porque as coisas de antes  passaram… Eu faço novas todas as coisas. Eu sou o Alfa e o Omega, o princípio e o fim” (Apocalipse 21,1-5).

São Paulo é claro: “Somos filhos de Deus. E se somos filhos, somos também herdeiros: herdeiros de Deus, co-herdeiros de Cristo”. Conforto para nós: “Os sofrimentos do momento presente não têm comparação com a glória futura!” (Romanos 8,16-18).

Jesus porém precisou quem são os filhos de Deus destinados ao Reino. Eles são os homens das bem-aventuranças. Não aquele que diz Senhor, Senhor!, mas “Bem-aventurados os pobres em espírito, os aflitos, os pacientes, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os operadores de paz, os perseguidos por causa da justiça…” Por que bem-aventurados? É claro: “desses é o reino dos céus” (Mateus 5,1-11).

Jesus mostrou que são filhos de Deus os operadores das obras de misericórdia, com a parábola do Juízo universal. O Senhor dirá a quem cumpriu as obras de misericórdia: “Vinde, benditos de meu Pai, recebei em herança o reino preparado para vós desde a fundação do mundo”. Por que benditos? “Porque eu tive fome e sede, fui forasteiro, nu, doente, encarcerado… e me assististes” (Mateus 25,31-46).

A morte não é a última coisa; é só a penúltima.

Publicado no site da CNBB