Sábado de aleluia: juntemo-nos a Maria à espera da Ressurreição de Cristo

Hoje, após termos celebrado os mistérios da paixão e morte de Jesus, chegamos ao sábado, dia do silêncio, de recolhimento e da oração à espera da Ressurreição do Senhor. Por isso, queremos dedicar esses minutos do nosso tempo para pensarmos sobre a espera de Maria por esse acontecimento e a mensagem de esperança e de amor profundo que vem através dele.

Naquela madrugada de domingo, o sol ainda não raiara e algumas mulheres, entre elas Maria Madalena, estavam dirigindo-se à sepultura do Seu amado, para terminar de ungir o seu corpo com mirra e óleo perfumado. Essa passagem bíblica é contada pelos evangelistas com algumas variações.

Mateus conta-nos que “ao raiar do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria vieram ver o sepulcro” cuja pedra da entrada havia sido removida por um anjo, que anunciou a ressurreição de Jesus e disse-lhes para irem contar aos discípulos. E então o próprio Filho de Deus apareceu ressuscitado às santas mulheres e disse-lhes “não temais, ide anunciar a meus irmãos que se dirijam para a Galiléia; lá me verão”. E assim foi feito.

Marcos conta que Jesus aparecera primeiramente a Maria Madalena, que “foi anunciá-lo àqueles que tinham estado em sua companhia e que estavam aflitos e choravam”. Eles, ouvindo que Ele estava vivo e que fora visto por ela, não creram. Como também não creram nos outros dois discípulos que disseram terem-no visto ressuscitado. “Finalmente – lê-se no Evangelho segundo São Marcos -, ele se manifestou aos Onze, quando estavam à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e a dureza de coração, porque não haviam dado crédito aos que o tinham visto ressuscitado”.

São Lucas narra a passagem com a chegada das mulheres ao sepulcro já aberto, onde encontram dois homens, que perguntam: “por que procurais Aquele que vive entre os mortos? Ele não está aqui, ressuscitou. Lembrai-vos de como vos falou, quando ainda estava na Galiléia: é preciso que o filho do Homem seja entregue às mãos dos pecadores, seja crucificado, e ressuscite no terceiro dia. E elas se lembraram de suas palavras. Elas creram, mesmo sem ver.

E acreditaram também Simão Pedro e outro discípulo, que, de acordo com o Evangelho segundo São João, entraram no sepulcro e viram os panos que envolviam o corpo de Jesus por terra, e o sudário que cobria a sua cabeça.

Maria, a mãe de Jesus, não estava entre essas mulheres que foram ungir o corpo de Jesus, pois tinha certeza da ressurreição de Seu Filho, do Filho de Deus, a qual havia sido por ele preanunciada. Por isso, não o procurava entre os mortos, mas esperava que a ela se mostrasse vivo. Essa aparição não é explicitada na Bíblia, pois deve ser subentedida, sendo obvio que Jesus ressuscitado apareceu antes a sua mãe, e depois aos outros. Ela sofreu com a morte do filho, mas teve fé, e foi recompensada por isso, vendo-o ressuscitado, indo de encontro ao seu Pai eterno, ao Reino dos Céus.

Quantas vezes também nos desesperamos, sofremos, mas depois vemos nossa fé recompensada com um desfecho que confirma nossas esperanças? Quando temos fé e esperança no bem, na palavra de Deus, nossos corações se enchem de amor e força para sairmos do sofrimento e renascermos na alegria. Como Maria, mãe do filho de Deus, mãe de todos nós. Que Ela nos guie no nosso percurso de renascimento interno, nos empreste sua fé e seu amor – por nós mesmos, pelos nossos irmãos e por Deus, Ele que é onde tudo inicia, termina e renasce

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