8º Dia da Semana de Oração pelo Cristãos e grande festa de Pentecostes: Unidos no Reino de Cristo

OITAVO DIA Tema: Unidos no Reino de Cristo
Texto: Ao vencedor, concederei sentar-se comigo no trono (Ap 3, 21)
Leituras
1 Cr 29, 10-13 A riqueza e a glória vêm de ti 
Sl 21, 1-7 Pões em sua cabeça uma coroa de ouro
Ap 3, 19b-22 AAo vencedor, concederei sentar-se comigo no trono
Jo 12, 23-26 e alguém me servir, o Pai o honrará

Comentário

Jesus Cristo é o primogênito entre os mortos. Ele se humilhou e foi exaltado. Cristo não tem ambição de vitória, mas partilha com todos seu reino e sua exaltação.

O hino de Davi, nascido da alegria do rei e do povo antes que o templo fosse construído, expressa a verdade de que tudo acontece pela graça. Mesmo um monarca terreno pode ser uma imagem do reino de Deus, que tem em suas mãos o poder de tornar todos grandes e dar-lhes força.

O salmo de ação de graças do rei dá continuidade a essa idéia. A tradição cristã também vê aí um sentido messiânico: Cristo é o verdadeiro rei, cheio de bênção e vida, a perfeita presença de Deus no meio do povo. Num certo sentido, essa imagem também pode se referir ao povo. Acaso não são os seres humanos o coroamento da criação? Não é verdade que Deus quer que nos tornemos co herdeiros com seu Filho e membros da sua Casa real?

As cartas do livro do Apocalipse às sete Igrejas locais constituem uma mensagem para a Igreja em todos os tempos e lugares. Todos aqueles que acolhem Cristo em suas casas serão convidados a partilhar com ele o banquete da vida eterna. A promessa a respeito de sentar em tronos, previamente anunciada aos Doze, é agora estendida a todos os que são vitoriosos.

Onde eu estiver, aí estará meu servo também. Podemos ligar a fala de Jesus (eu estou) ao impronunciável nome de Deus (eu sou aquele que sou, eu estou). O servo de Jesus, que o Pai honra, estará onde estiver o seu Senhor, que se sentou à direita do Pai para reinar.

Os cristãos sabem que a unidade entre eles, mesmo se requer esforço humano, é acima de tudo um dom de Deus. É uma participação na vitória de Cristo sobre o pecado, a morte e o mal que causa divisão. Nossa participação na vitória de Cristo atinge sua plenitude no céu. Nosso testemunho comum do Evangelho deveria mostrar ao mundo um Deus que não nos limita nem nos derrota. Devemos anunciar com credibilidade, às pessoas de nossos tempos, que a vitória de Cristo vence tudo que nos impede de partilhar a plenitude da vida com Ele e uns com os outros.

Oração

Poderoso Deus, que a todos governas, ensina-nos a contemplar o mistério da tua glória. Concede-nos que possamos aceitar teus dons com humildade e respeitar a dignidade de cada pessoa. Que o teu Santo Espírito nos fortaleça nas batalhas espirituais que temos pela frente para que, unidos em Cristo, possamos reinar com Ele na glória. Concede-nos isso através dEle, que se humilhou e foi exaltado, que vive contigo e o Espírito Santo, para sempre. Amém.

Questões para refletir

1. De que maneiras se manifestam em nossa vida a falsa humildade e o desejo de glória terrena?

2. Como expressamos juntos nossa fé no Reino de Cristo?

3. Como vivemos nossa esperança na vinda do Reino de Deus?

ORAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vosso fiéis

E acendei neles o fogo do Vosso amor.

Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra.

OREMOS:
Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a Luz do Espírito Santo,
Fazei que apreciemos retamente todas as coisa, segundo o mesmo Espírito,
E gozemos sempre da Sua consolação, por Cristo Senhor Nosso. Amém!

Espírito Santo que desce como em Pentecostes

7º Dia da Setena do Espírito Santo e Semana de Oração pelo Cristãos: Transformados pelo Bom Pastor

SÉTIMO DIA Tema: Transformados pelo Bom Pastor
Texto: Apascenta as minhas ovelhas (Jo 21, 17) 
Leituras
1 Sm 2, 1-10 Não é pela força que o homem triunfa 
Sl 23 Estás comigo com teu bastão e teu cajado
Ef 6, 10-20 Armai-vos de força no Senhor
Jn 21, 15-19 Apascenta as minhas ovelhas

Comentário

Os que superam o sofrimento necessitam de apoio do alto. Esse apoio vem através da oração. Lemos sobre o poder da oração de Haná no primeiro capítulo do livro de Samuel. No segundo capítulo, encontramos a prece de ação de graças de Haná. Ela percebeu que certas coisas acontecem somente com a ajuda de Deus. Foi por desejo dele que Haná e seu marido se tornaram pais. Esse texto é um exemplo com o qual alguém pode fortalecer a sua fé no que pareceria uma situação sem esperança. É um exemplo de vitória.

O bom pastor do Salmo 23 guia suas ovelhas mesmo através dos lugares mais escuros, confortando-as com a sua presença. Os que colocam sua fé no Senhor não precisam ter medo mesmo nas sombras da destruição ou desunião, pois seu pastor os guiará para os verdes pastos da verdade, para viverem juntos na própria casa do Senhor.

Na Carta aos Efésios, o apóstolo Paulo nos incita a sermos fortes no Senhor e na força do seu poder, usando uma armadura espiritual: verdade, justiça, anúncio da Boa Nova, fé, salvação, a palavra de Deus, oração e súplica.

O Senhor ressuscitado estimula Pedro – e na pessoa dele, cada discípulo – a descobrir em si mesmo um amor àquele que é o Único Verdadeiro Pastor. Se tiveres esse amor, então apascenta minhas ovelhas! Em outras palavras: alimenta-as, protege-as, cuida delas, fortalece-as – porque elas são minhas e me pertencem! Sê meu bom servidor e cuida daqueles que me amaram e seguem a minha voz. Ensina-lhes o amor mútuo, a cooperação e a coragem à medida que eles caminham nos desvios e curvas da vida.

Como resultado da graça divina, o testemunho de Cristo que em nós foi confirmado nos obriga a agir conjuntamente pela causa da unidade. Temos a capacidade e a sabedoria para dar tal testemunho! Mas será que queremos? O Bom Pastor, que por sua vida, ensinamento e conduta fortalece todos aqueles que tiveram fé na Sua graça e proteção, nos convida a cooperar com ele incondicionalmente, Assim fortalecidos, seremos capazes de ajudar uns aos outros na estrada da unidade. Então, sejamos fortes no Senhor, para que possamos fortalecer outros num testemunho conjunto de amor.

Oração

Pai de todos, tu nos chamas para ser um só rebanho em teu Filho, Jesus Cristo. Ele é nosso Bom Pastor que nos convida a descansar em verdes pastos, nos conduz para águas calmas e restaura nossas almas. Ao segui-lo, possamos assim cuidar de outros para que todos vejam em nós o amor do único verdadeiro Pastor, Jesus Cristo nosso Senhor, que contigo vive e reina com o Espírito Santo, um só Deus para sempre. Amém.

1. Como pode o Bom Pastor inspirar-nos para a consolação, revitalizar e restaurar a confiança de aqueles que estão perdidos?

2. De que forma podem os cristãos de várias tradições reforçar-se mutuamente em confessar e testemunhar Jesus Cristo?

3. Que significado tem para nos hoje a exortação de São Paulo: “Fortalecei-vos no Senhor…revesti-vos de toda a armadura de Deus”?

 ORAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vosso fiéis

E acendei neles o fogo do Vosso amor.

Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra.

OREMOS:
Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a Luz do Espírito Santo,
Fazei que apreciemos retamente todas as coisa, segundo o mesmo Espírito,
E gozemos sempre da Sua consolação, por Cristo Senhor Nosso. Amém!

6º Dia da Setena do Espírito Santo e Semana de Oração pelo Cristãos: Transformados pelo amor persistente de Deus

SEXTO DIA Tema: Transformados pelo amor persistente de Deus
Texto : Esta é a vitória, nossa fé (Cf 1 Jo 5,4)
Leituras
Hab 3,17-19 O Senhor é o meu Senhor, ele é a minha força
Sl 136,1-4.23-26 A fidelidade de Deus é para sempre
1 Jo 5,1-6 A vitória que venceu o mundo é a nossa fé
Jo 15,9-17 Ninguém tem maior amor do que aquele que se despoja da vida por aqueles a quem ama 

 Comentário

No texto do Antigo Testamento, é a fé em Deus que mantém viva a esperança, apesar de todo fracasso. A lamentação de Habacuc vira alegria na fidelidade de Deus que dá força em face ao desespero.

O salmo 136 confirma que a memória dos maravilhosos feitos de Deus na história de Israel é a prova da fidelidade do amor de Deus. Por causa da intervenção de Deus, o povo de Israel experimentou extraordinárias e surpreendentes vitórias. Relembrar as grandes obras de salvação de Deus é uma fonte de alegria, gratidão e esperança, que aqueles que crêem tem expressado ao longo dos séculos em oração, hinos de louvor e música.

A epístola nos relembra que aquele que nasceu de Deus é o que vence o mundo. Isso não significa necessariamente que as vitórias podem ser medidas por padrões humanos. A vitória em Cristo envolve uma conversão de coração, a percepção da realidade terrena desde a perspectiva da eternidade e a crença na vitória final sobre a morte. Essa força vitoriosa é a fé, que tem Deus como fonte e doador. E a sua mais perfeita manifestação é o amor.

Nas palavras do evangelho, Cristo garante a seus discípulos o amor de Deus, cuja confirmação final é a morte do Salvador na cruz. Ao mesmo tempo, ele os convida e os desafia a mostrar amor uns aos outros. O relacionamento de Jesus com seus discípulos é baseado no amor. Ele não os trata simplesmente como discípulos, mas os chama de amigos. O serviço que eles tem que prestar a Cristo consiste em moldar suas vidas de acordo com o mandamento do amor, que é resultado de convicção interior e fé. Num espírito de amor, mesmo quando parece lento o progresso no caminho da plena unidade visível, não perdemos a esperança. A fidelidade do amor de Deus nos tornará capazes de superar o maior oponente e as mais profundas divisões. É por isso que a vitória que vence o mundo é a nossa fé e o poder transformador do amor de Deus.

Oração

Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, por tua ressurreição triunfaste sobre a morte, e te tornaste o Senhor da vida. Por causa de teu amor por nós, nos escolheste como amigos. Que o Espírito Santo nos una a ti e uns aos outros em laços de amizade, para que possamos fielmente te servir neste mundo como testemunhas de teu amor fiel; pois tu vives e reinas com o Pai e o Espírito Santo, um só Deus para sempre. Amém.

Questões para refletir

1. Como devemos expressar o amor cristão em contextos de diferentes religiões e filosofias?

2. O que temos de fazer para nos tornar testemunhas da fidelidade do amor de Deus com mais credibilidade num mundo dividido?

3. Como os seguidores de Cristo podem se apoiar mutuamente de maneira mais visível pelo mundo afora?

ORAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vosso fiéis

E acendei neles o fogo do Vosso amor.

Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra.

OREMOS:
Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a Luz do Espírito Santo,
Fazei que apreciemos retamente todas as coisa, segundo o mesmo Espírito,
E gozemos sempre da Sua consolação, por Cristo Senhor Nosso. Amém!

5º Dia da Setena do Espírito Santo e Semana de Oração pelo Cristãos: Transformados pela paz do Senhor ressuscitado

QUINTO DIA Tema: Transformados pela paz do Senhor ressuscitado
Texto: Jesus veio, pôs-se no meio deles e lhes disse: A paz esteja convosco (Jo 20, 19)
Leituras
Ml 3, 22-24 Ele reconduzirá o coração dos pais para os filhos e o coração dos filhos para os pais
Sl 133 Que prazer, que felicidade encontrar-se entre irmãos! 
Ef 2, 14-20 Reconciliar os dois grupos com Deus, ambos num só corpo
Jo 20, 19-23  Jesus veio, pôs-se no meio deles e lhes disse: A paz esteja convosco! 

 Comentário

As palavras finais do último livro de profetas do Antigo Testamento trazem a promessa de que Deus enviará seu Escolhido para estabelecer harmonia e respeito em todos os lares. Geralmente tememos conflitos entre nações ou inesperadas agressões. Mas o profeta Malaquias chama a atenção para um dos conflitos mais difíceis de suportar: o coração partido nas relações entre pais e filhos. Essa restauração da unidade entre pais e filhos não é possível sem a ajuda de Deus – é o emissário de Deus que realiza o milagre da transformação no coração e nos relacionamentos das pessoas.

O salmo mostra que grande alegria tal união entre as pessoas pode trazer. O ser humano não foi criado para viver sozinho, e não pode viver contente numa atmosfera hostil. A felicidade consiste em viver numa comunidade humana com harmonia, paz, confiança e compreensão. Boas relações entre as pessoas são como orvalho que cai sobre a terra seca e como um óleo perfumado que intensifica a saúde e o prazer. O salmo se refere ao bem derivado de viver unidos como uma bênção, um dom de Deus que não depende de mérito, como o orvalho. Viver juntos em unidade não é coisa que se restrinja unicamente aos membros da família – temos aí uma declaração de proximidade entre pessoas que aceitam a paz de Deus.

A epístola nos fala daquele que o profeta Malaquias anunciou. Jesus traz unidade porque ele demoliu o muro de hostilidade entre pessoas em seu próprio corpo. Geralmente, a vitória de uma pessoa envolve a queda e a vergonha dos que foram derrotados, que preferem se retirar. Jesus não rejeita, destrói ou humilha; ele põe um fim à alienação. Ele transforma, cura e une a todos, para que possam ser membros da família de Deus.

O evangelho relembra o dom do Senhor ressuscitado, oferecido a seus inseguros e aterrorizados discípulos. A paz esteja convosco – essa é a saudação de Jesus e também o seu dom. É também um convite a buscar paz com Deus e estabelecer novas, permanentes relações dentro da família humana e de toda a criação. Jesus derrubou a morte e o pecado. Pelo dom do Espírito Santo, o Senhor ressuscitado convida seus discípulos a participar de sua missão de trazer paz, cura e perdão ao mundo inteiro. Enquanto os cristãos permanecerem divididos, o mundo não ficará convencido da plena verdade da mensagem do evangelho sobre a nova humanidade que Cristo nos trouxe. Paz e unidade são as marcas dessa transformação. As Igrejas precisam assumir e testemunhar esses dons como membros de uma única família de Deus, construída sobre o seguro fundamento da pedra angular que é Jesus.

Oração

Amoroso e misericordioso Deus, ensina-nos a alegria de partilhar a tua paz. Enche-nos com teu Santo Espírito para que possamos demolir as paredes de hostilidade que nos separam. Que o Cristo ressuscitado, que é nossa paz, nos ajude a superar toda divisão e nos una como membros de sua família. Isso te pedimos em nome de Jesus Cristo, em quem, contigo e com o Espírito Santo, está toda honra e toda a glória para sempre. Amém.

Questões para refletir

1. Que formas de violência em nossa comunidade podemos, como cristãos, enfrentar juntos?

2. Como experimentamos hostilidades ocultas que afetam nosso relacionamento de uns com os outros, como comunidades cristãs?

3. Como podemos nos acolher uns aos outros como Cristo nos acolhe?

ORAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vosso fiéis

E acendei neles o fogo do Vosso amor.

Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra.

OREMOS:
Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a Luz do Espírito Santo,
Fazei que apreciemos retamente todas as coisa, segundo o mesmo Espírito,
E gozemos sempre da Sua consolação, por Cristo Senhor Nosso. Amém!

3º Dia da Setena do Espírito Santo e Semana de Oração pelo Cristãos: Transformados pelo Servo Sofredor

TERCEIRO DIA Tema: Transformados pelo Servo Sofredor
Texto: Cristo sofreu por nós (cf 1 Pd 2, 21)
Leituras
Is 53, 3-11 Homem das dores, familiarizado com o sofrimento
Sl 22, 12-24 Ele não rejeitou um infeliz na miséria
1 Pr 2, 21-25 Cristo sofreu por nós
Lc 24, 25-27 Não era preciso que o Cristo sofresse isso?

  Comentário

O divino paradoxo é que Deus pode transformar o desastre em vitória. Ele transforma todos os nossos sofrimentos e infelicidades, bem como a imensidão das dores da história, numa ressurreição que abrange o mundo inteiro. Embora pareça estar derrotado, Ele é no entanto a verdadeira vitória que nada nem ninguém pode superar.

A comovedora profecia de Isaías sobre o sofredor Servo do Senhor foi completamente cumprida em Cristo. Depois de sofrer enorme agonia, o Homem das Dores verá sua descendência. Nós somos essa descendência, nascidos do sofrimento do Salvador. Dessa maneira, nele nos tornamos uma família.

Alguém pode dizer que o salmo 22 não é apenas sobre Jesus, mas também para Jesus. O próprio Salvador recorreu a esse salmo na cruz, quando usou suas desoladoras palavras de abertura: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” Mesmo assim, na segunda parte do salmo a lamentação, a súplica cheia de dor, se transforma em louvor a Deus por suas obras.

O apóstolo Pedro é uma testemunha dos sofrimentos de Cristo (1 Pd 5,1), que ele nos apresenta como exemplo: é a esse sofrimento motivado pelo amor que somos chamados. Jesus não amaldiçoou Deus, mas se submeteu a Ele, que julga com retidão. Suas feridas nos curaram e nos trouxeram de volta para o único Pastor.

Somente à luz da presença do Senhor e de sua Palavra o plano divino do sofrimento do Messias se torna claro. Assim como aconteceu com os discípulos a caminho de Emaús, Jesus é nosso constante companheiro na pedregosa estrada da vida, movendo nossos corações e abrindo nossos olhos para o misterioso plano de salvação.

Os cristãos experimentam o sofrimento como um resultado da condição frágil da humanidade; reconhecemos esse sofrimento na injustiça social e em situações de perseguição. O poder da cruz nos atrai para a unidade. Aí encontramos o sofrimento de Cristo como fonte de compaixão e solidariedade com a família humana inteira. É como disse um teólogo contemporâneo: quanto mais nos aproximamos da cruz de Cristo mais próximos ficamos uns dos outros. O testemunho dos cristãos unidos nas situações de sofrimento se reveste de notável credibilidade. Em nossa partilhada solidariedade com todos os que sofrem aprendemos do servo sofredor crucificado as lições de esvaziamento, desprendimento e auto sacrifício. Esses são os dons do seu Espírito de que necessitamos em nosso caminho para nele viver a unidade.

Oração

Deus da consolação, tu transformaste a vergonha da cruz num sinal de vitória. Concede-nos que sejamos unidos ao redor da cruz de teu Filho para adorá-lo pela misericórdia que nos ofereceu através do seu sofrimento. Que o Espírito Santo abra nossos olhos e corações para que possamos ajudar os que sofrem e com isso experimentar a tua proximidade. Assim nos dirigimos a ti, que vives e reinas para sempre. Amém.

Questões para refletir

1. Como a nossa fé pode nos ajudar em nossa reação a um prolongado sofrimento?

2. Que áreas de sofrimento humano são ignoradas e tratadas com descuido hoje?

3. Como os cristãos podem juntos dar testemunho do poder da cruz?

ORAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vosso fiéis

E acendei neles o fogo do Vosso amor.

Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra.

OREMOS:
Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a Luz do Espírito Santo,
Fazei que apreciemos retamente todas as coisa, segundo o mesmo Espírito,
E gozemos sempre da Sua consolação, por Cristo Senhor Nosso. Amém!

3º Dia da Setena do Espírito Santo e Semana de Oração pelo Cristãos: Transformados pelo Servo Sofredor

TERCEIRO DIA Tema: Transformados pelo Servo Sofredor
Texto: Cristo sofreu por nós (cf 1 Pd 2, 21)
Leituras
Is 53, 3-11 Homem das dores, familiarizado com o sofrimento
Sl 22, 12-24 Ele não rejeitou um infeliz na miséria
1 Pr 2, 21-25 Cristo sofreu por nós
Lc 24, 25-27 Não era preciso que o Cristo sofresse isso?

 Comentário

O divino paradoxo é que Deus pode transformar o desastre em vitória. Ele transforma todos os nossos sofrimentos e infelicidades, bem como a imensidão das dores da história, numa ressurreição que abrange o mundo inteiro. Embora pareça estar derrotado, Ele é no entanto a verdadeira vitória que nada nem ninguém pode superar.

A comovedora profecia de Isaías sobre o sofredor Servo do Senhor foi completamente cumprida em Cristo. Depois de sofrer enorme agonia, o Homem das Dores verá sua descendência. Nós somos essa descendência, nascidos do sofrimento do Salvador. Dessa maneira, nele nos tornamos uma família.

Alguém pode dizer que o salmo 22 não é apenas sobre Jesus, mas também para Jesus. O próprio Salvador recorreu a esse salmo na cruz, quando usou suas desoladoras palavras de abertura: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” Mesmo assim, na segunda parte do salmo a lamentação, a súplica cheia de dor, se transforma em louvor a Deus por suas obras.

O apóstolo Pedro é uma testemunha dos sofrimentos de Cristo (1 Pd 5,1), que ele nos apresenta como exemplo: é a esse sofrimento motivado pelo amor que somos chamados. Jesus não amaldiçoou Deus, mas se submeteu a Ele, que julga com retidão. Suas feridas nos curaram e nos trouxeram de volta para o único Pastor.

Somente à luz da presença do Senhor e de sua Palavra o plano divino do sofrimento do Messias se torna claro. Assim como aconteceu com os discípulos a caminho de Emaús, Jesus é nosso constante companheiro na pedregosa estrada da vida, movendo nossos corações e abrindo nossos olhos para o misterioso plano de salvação.

Os cristãos experimentam o sofrimento como um resultado da condição frágil da humanidade; reconhecemos esse sofrimento na injustiça social e em situações de perseguição. O poder da cruz nos atrai para a unidade. Aí encontramos o sofrimento de Cristo como fonte de compaixão e solidariedade com a família humana inteira. É como disse um teólogo contemporâneo: quanto mais nos aproximamos da cruz de Cristo mais próximos ficamos uns dos outros. O testemunho dos cristãos unidos nas situações de sofrimento se reveste de notável credibilidade. Em nossa partilhada solidariedade com todos os que sofrem aprendemos do servo sofredor crucificado as lições de esvaziamento, desprendimento e auto sacrifício. Esses são os dons do seu Espírito de que necessitamos em nosso caminho para nele viver a unidade.

Oração

Deus da consolação, tu transformaste a vergonha da cruz num sinal de vitória. Concede-nos que sejamos unidos ao redor da cruz de teu Filho para adorá-lo pela misericórdia que nos ofereceu através do seu sofrimento. Que o Espírito Santo abra nossos olhos e corações para que possamos ajudar os que sofrem e com isso experimentar a tua proximidade. Assim nos dirigimos a ti, que vives e reinas para sempre. Amém.

Questões para refletir

1. Como a nossa fé pode nos ajudar em nossa reação a um prolongado sofrimento?

2. Que áreas de sofrimento humano são ignoradas e tratadas com descuido hoje?

3. Como os cristãos podem juntos dar testemunho do poder da cruz?

ORAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vosso fiéis

E acendei neles o fogo do Vosso amor.

Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra.

OREMOS:
Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a Luz do Espírito Santo,
Fazei que apreciemos retamente todas as coisa, segundo o mesmo Espírito,
E gozemos sempre da Sua consolação, por Cristo Senhor Nosso. Amém!

2º Dia da Setena do Espírito Santo e Semana de Oração pelo Cristãos: Transformados na paciente espera pelo Senhor

SEGUNDO DIA Tema: Transformados na paciente espera pelo Senhor
Texto: Agora é assim que nos convém cumprir toda a justiça (Mt 3,1 5)
Leituras
1 Sm 1, 1-20 A confiança e a espera paciente de Haná 
Sal 40 Paciente espera pelo Senhor
Hb 11, 32-34 Graças à fé conquistaram reinos, praticaram a justiça 
Mt 3, 13-17 Agora é assim que nos convém cumprir toda a justiça

  Comentário

A vitória é freqüentemente associada com triunfo imediato. Todo mundo conhece o gosto do sucesso quando, depois de uma penosa luta, chegam as congratulações, o reconhecimento e os elogios. Em tal momento de alegria, dificilmente alguém percebe que, a partir de uma perspectiva cristã, a vitória é um processo de transformação de longo prazo. Esse tipo de compreensão da vitória, que é transformadora, nos ensina que ela acontece no prazo de Deus, não no nosso, exigindo de nós uma paciente confiança e uma profunda esperança em Deus.

Haná deu testemunho dessa paciente confiança e esperança. Após os muitos anos de espera por uma gravidez, ela orou a Deus por um filho, correndo o risco de ter sua lacrimosa prece desprezada como embriaguês pelo sacerdote no portal do templo. Quando Eli lhe assegurou que Deus atenderia a sua prece, ela simplesmente confiou, esperou, e não mais ficou triste. Haná concebeu e deu à luz um filho, a que chamou Samuel. A grande vitória aqui não é a de nações ou exércitos, mas é um vislumbre no campo de uma luta pessoal e privada. Ao final, a confiança e a esperança de Haná produziram não somente a própria transformação dela, mas também a de seu povo, em favor de quem o Deus de Israel agiu através de Samuel.

O salmista faz eco à espera paciente de Haná por Deus, no meio de um outro tipo de luta. O salmista também buscava libertação de uma situação que permanece desconhecida para nós, mas que é sugerida pela linguagem que menciona o “lamaçal do atoleiro”. Ele agradece a Deus por ter transformado sua vergonha e confusão e continua a confiar no amor persistente de Deus.

O autor da Carta aos Hebreus relembra a paciência de pessoas como Abraão e outros que se capacitaram para a vitória através de sua fé e confiança em Deus. A percepção de que Deus interfere e entra na narrativa da história humana elimina a tentação de triunfalismo em termos humanos.

No evangelho, a voz do céu no batismo de Jesus anunciando ” este é o meu Filho bem amado” parece ser a garantia do imediato sucesso de sua missão messiânica. Ao resistir ao demônio, no entanto, Jesus não cede à tentação de introduzir tudo no Reino de Deus sem demora, mas pacientemente revela o que a vida no Reino significa através de sua própria vida e do ministério que leva à sua morte na cruz. Embora o Reino de Deus desponte de um modo decisivo pela ressurreição, não está ainda plenamente realizado. A derradeira vitória virá somente com a segunda vinda de nosso Senhor. Assim, aguardamos em paciente esperança e confiança com o grito “Vem, Senhor Jesus!”

Assim também, nosso anseio pela visível unidade da Igreja requer espera paciente e confiante. Nossa prece pela unidade cristã é como a prece de Haná e do salmista. Nosso trabalho pela unidade cristã é como os feitos registrados na carta aos Hebreus. Nossa atitude de espera paciente não é desamparo ou passividade, mas uma profunda confiança na unidade da Igreja como dom de Deus, não conquista nossa. Esse tipo de paciente espera, oração e confiança nos transforma e nos prepara para a unidade visível da Igreja, não como a planejamos, mas como Deus há de nos dar.

Oração

Deus fiel, cumpres tua palavra em todos os tempos. Possamos nós, como Jesus, ter paciência e confiança na firmeza do teu amor. Ilumina-nos com teu Santo Espírito para não obstruirmos a plenitude da tua justiça com nossos julgamentos apressados, e para que possamos perceber tua sabedoria e amor em todas as coisas. Assim nos dirigimos a ti, que vives e reinas para sempre. Amém.

Questões para refletir

1. Em que situações de nossa vida deveríamos ter uma maior confiança nas promessas de Deus?

2. Em que áreas da vida da Igreja é mais comum o risco que vem da tentação de agir apressadamente?

3. Em que situações os cristãos deveriam esperar? E quando deveriam agir juntos?


ORAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vosso fiéis

E acendei neles o fogo do Vosso amor.

Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra.

OREMOS:
Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a Luz do Espírito Santo,
Fazei que apreciemos retamente todas as coisa, segundo o mesmo Espírito,
E gozemos sempre da Sua consolação, por Cristo Senhor Nosso. Amém!

1º Dia da Setena do Espírito Santo e Semana de Oração pelo Cristãos: Transformados pelo Cristo Servidor

 

PRIMEIRO DIA Tema: Transformados pelo Cristo Servidor
Texto:  O Filho do Homem veio para servir (Cf Mc 10, 45)
Leituras
Zacarias 9, 8-10 Um rei justo e vitorioso… e humilde
Salmo 131 Meu coração está sem pretensões
Romanos 12, 3-8 Temos diferentes dons para prestar serviço
Marcos 10, 42-45 O Filho do Homem veio para servir

 Comentário

A vinda do Messias e sua vitória foram realizadas através do serviço. Jesus quer que um espírito de serviço encha os corações de seus seguidores também. Ele ensina que a verdadeira grandeza consiste em servir a Deus e ao próximo. Cristo nos dá a coragem para descobrir que Ele é aquele para quem servir é reinar – como dizia um antigo provérbio cristão.

A profecia de Zacarias a respeito de um vitorioso e humilde rei se realizou em Jesus Cristo. Ele, o Rei da Paz, vem aos seus , a Jerusalém – a Cidade da Paz. Ele não a conquista com engodo ou violência, mas com delicadeza e humildade.

O salmo 131 descreve brevemente mas com eloqüência o estado de paz espiritual que é o fruto da humildade. A figura de uma mãe com seu filho é um sinal do terno amor de Deus e da confiança em Deus, à qual a comunidade inteira é chamada.

O apóstolo Paulo nos desafia a fazer uma sóbria e humilde avaliação de nós mesmos e a descobrir nossas habilidades. Tendo uma diversidade de dons, somos um só corpo de Cristo. Em nossas divisões cada uma de nossas tradições tem sido agraciada pelo Senhor com dons que somos chamados a colocar a serviço de outros.

“Pois o Filho do Homem veio não para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate pela multidão.” (Mc 10, 45). Com seu serviço, Cristo redimiu nossa recusa a servir a Deus. Ele se tornou um exemplo para regenerar todas as relações entre as pessoas: aquele que quiser ser grande entre vós deve ser vosso servidor – esses são os novos padrões de grandeza e prioridade.

Na Carta aos Romanos, Paulo nos relembra que os diversos dons nos são dados para o serviço: profecia, ministério, ensino, exortação, doação, liderança e compaixão. Em nossa diversidade somos sempre um único corpo de Cristo, e membros uns dos outros. O uso de nossos diversos dons no serviço comum à humanidade torna visível a nossa unidade em Cristo. A ação conjunta dos cristãos para o benefício da humanidade, para combater a pobreza e a ignorância, para defender os oprimidos, para se ocupar com a paz e a preservação da vida, para desenvolver a ciência, a cultura, a arte são uma expressão da prática do ecumenismo, de que a Igreja e o mundo tanto necessitam. A imitação do Cristo Servidor propicia eloqüente testemunho do evangelho, atingindo não só as mentes mas também os corações. Tal serviço comum é um sinal do Reino de Deus que vem chegando – o Reino do Cristo Servidor.

Oração

Poderoso e eterno Deus, percorrendo a estrada real do serviço, teu filho nos conduz da arrogância da nossa desobediência à humildade de coração. Une-nos uns aos outros por teu Santo Espírito, para que através do serviço a nossos irmãos e irmãs, tua verdadeira face possa ser revelada. Assim nos dirigimos a ti, que vives e reinas para sempre. Amém.

Questões para refletir

1. Que oportunidades para o serviço ficam mais ameaçadas pelo orgulho e a arrogância?

2. O que deve ser feito para garantir que todos os ministérios cristãos sejam melhores experiências de serviço?

3. Em nossa comunidade, o que os cristãos de diferentes tradições podem fazer melhor juntos do que isoladamente para revelar o Cristo Servidor?

ORAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vosso fiéis

E acendei neles o fogo do Vosso amor.

Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra.

OREMOS:
Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a Luz do Espírito Santo,
Fazei que apreciemos retamente todas as coisa, segundo o mesmo Espírito,
E gozemos sempre da Sua consolação, por Cristo Senhor Nosso. Amém!

Semana de Oração e Unidade pelos Cristãos e Setena do Espírito Santo

A partir de domingo, dia 20, vamos fazer a setena em devoção ao Divino Espírito Santo e a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Participe conosco e nós ajude a pedir mais luz ao Consolador para a paz entre os homens.

SOUC

Este ano a SOUC – Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos – terá como tema “Todos seremos transformados pela vitória de nosso Senhor Jesus Cristo” (Cf 1 Cor 15, 51-58). O subsídio para a SOUC 2012 pode ser baixado no site do Vaticano.

Sétimo dia da Semana de Oração Pela Unidade dos Cristãos e Setena do Espírito Santo

Dia 7                     Vivendo a fé da ressurreição

Isaías 60,1-3.18-22     Chamarás as tuas muralhas de Salvação e as tuas portas de Louvor

Salmo 118, 1.5-17 Não, não morrerei, viverei

Romanos 6, 3-11   Pelo batismo nós fomos sepultados com ele em sua morte…a fim de que também nós levemos uma vida nova

Mateus 28, 1-10    Então Jesus lhes disse: não temais

Comentário

A fidelidade dos primeiros cristãos ao ensinamento dos apóstolos e à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações tornou-se possível, sobretudo, pelo vivo poder de Jesus Ressuscitado. Esse poder ainda está vivo, e hoje os cristãos de Jerusalém dão testemunho disso. Sejam quais forem as dificuldades da atual situação em que se encontram – não importa quanto ela se pareça com o Getsemane ou Gólgota – eles sabem, pela fé, que tudo isso é transformado pela verdade da ressurreição de Jesus dos mortos.

A luz e a esperança da ressurreição mudam tudo. Como profetiza Isaías, é a transformação da escuridão em luz; é a iluminação para todos os povos. O poder da ressurreição brilha a partir de Jerusalém, o lugar da Paixão do Senhor, e conduz todas as nações ao seu brilho. Isso é uma nova vida, na qual a violência é abandonada e a segurança é encontrada na salvação e no louvor.

No Salmo temos palavras para celebrar a experiência cristã central de passagem da morte para a vida. Esse é o sinal permanente do firme amor de Deus. Pois, como ensina São Paulo, no batismo entramos no túmulo com Cristo e ressuscitamos com ele. Morremos com Cristo e vivemos para partilhar sua vida ressuscitada. E assim podemos ver o mundo de forma diferente – com compaixão, paciência, amor e esperança – porque em Cristo as lutas presentes nunca podem ser a história toda. Mesmo como cristãos divididos, sabemos que o batismo que nos une é suportar a cruz à luz da ressurreição.

Para o Evangelho cristão essa vida de ressuscitado não é meramente um conceito ou uma idéia que pode ajudar. Está enraizada num evento vivenciado no tempo e no espaço. É esse evento que ouvimos recontado na leitura do Evangelho com grande sentimento de humanidade e drama. De Jerusalém o Senhor Ressuscitado envia saudações a seus discípulos através das eras, nos chamando a segui-lo sem medo. Ele vai à nossa frente.

Oração

Deus, protetor da viúva, do órfão e do estrangeiro – num mundo onde tantos conhecem o desespero, ressuscitaste teu Filho Jesus para dar esperança à humanidade e renovar a terra. Continua a fortalecer e unificar tua Igreja em suas lutas contra as forças da morte no mundo, onde a violência contra a criação e a humanidade obscurece a esperança da nova vida que ofereces. Assim oramos em nome do Senhor Ressuscitado, no poder do Espírito Santo. Amém.

Peçamos ainda ao Espírito Santo, advogado, que além dos Dons concedidos a todo cristão no batismo, em nome de Deus Pai, Filho e Espírito Santo, encoraje todos nós assim como encorajou os apóstolos a formarem as primeiras comunidades. Oremos: Vinde Espírito Santo enchei os corações de vossos fiéis e ascendei neles o fogo do Vosso amor; enviai Senhor o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. Oremos: Ó DEUS que instruístes os corações de Vossos fiéis com a Luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre de sua consolação. Isso Vos pedimos ó Pai em Nome de Jesus Cristo Vosso Filho nosso Senhor na unidade do Espírito Santo. Amém.

Sexto Dia da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos e Setena do Espírito Santo

Dia 6                    Fortalecidos para a ação na oração

Jonas 2, 1-9           Ao Senhor é que pertence a salvação

Salmo 67, 1-7        Que os povos te rendam graças, ó Deus!

1 Timóteo 2, 1-8    Façam-se preces por todos os homens, pelos reis e todos os
que detêm autoridade

Mateus 6, 5-15      Que venha o teu Reino, que se realize a tua vontade

Comentário

Seguindo-se à devoção aos ensinamentos dos apóstolos e à comunhão fraterna e a fração do pão, a quarto marco da Igreja dos primórdios em Jerusalém é a vida de oração. Ela é percebida hoje como fonte necessária do poder e da força de que os cristãos necessitam em Jerusalém como em outros lugares. O testemunho dos cristãos hoje em Jerusalém nos convida a um reconhecimento mais profundo das maneiras pelas quais enfrentamos situações de injustiça e desigualdade em nossos contextos. Em tudo isso, é a oração que dá força aos cristãos para a missão em conjunto.

Para Jonas, a intensidade de sua oração é seguida da dramática libertação da barriga do peixe. Sua prece é cheia de sentimento, brota do seu próprio senso de arrependimento por ter tentado escapar da vontade de Deus. Ele tinha rejeitado o chamado de Deus à profecia, e acabou num lugar sem esperança. E aqui Deus responde a sua prece com uma libertação para a missão. O salmo nos convida a orar para que a face de Deus brilhe sobre nós – não apenas para nosso benefício mas para que sua lei se espalhe entre todas as nações.

A Igreja apostólica nos recorda que a oração é uma parte da força e do poder da missão e da profecia para o mundo. Aqui a carta de Paulo a Timóteo nos ensina a orar especialmente por aqueles que têm poder no mundo, para que possamos viver juntos em paz e com dignidade. Oramos pela unidade de nossas sociedades e países e pela unidade de toda a humanidade em Deus. Nossa oração pela unidade em Cristo se estende ao mundo inteiro.

Essa vida dinâmica de oração está enraizada no ensinamento do Senhor a seus discípulos. Em nossa leitura do evangelho de Mateus, ouvimos falar da oração como um poder secreto, que não vem de exibição ou bom desempenho, mas de humilde apresentação diante do Senhor. O ensinamento de Jesus é resumido na Oração do Senhor. Fazendo juntos essa oração nos tornamos um povo unido que busca a vontade do Pai e a construção do seu Reino na terra; ela nos chama a uma vida de perdão e reconciliação.

Oração

Senhor Deus, nosso Pai, nos alegramos porque em todos os tempos, lugares e culturas, há pessoas que te buscam em oração. Acima de tudo, te agradecemos pelo exemplo e ensinamento de teu Filho, Jesus Cristo, que nos ensinou a aguardar em oração a chegada
do teu Reino. Ensina-nos a orar melhor juntos como cristãos, para que possamos sempre estar conscientes da tua orientação e encorajamento ao longo de nossas alegrias e tristezas, pelo poder de teu Santo Espírito. Amém.

Oremos: Vinde Espírito Santo enchei os corações de vossos fiéis e ascendei neles o fogo do Vosso amor; enviai Senhor o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. Oremos: Ó DEUS que instruístes os corações de Vossos fiéis com a Luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre de sua consolação. Isso Vos pedimos ó Pai em Nome de Jesus Cristo Vosso Filho nosso Senhor na unidade do Espírito Santo. Amém.


Quinto Dia da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos e Setena do Espírito Santo

Dia 5                    Partindo o pão na esperança

Êxodo 16, 13b- 21a    É o pão que o Senhor vos dá para comer

Salmo 116, 12-14.16-18         Eu te oferecerei um sacrifício de louvor

1 Coríntios 11, 17-18.23-26   Fazei isto em memória de mim

João 6, 53-58         Este é o pão que desceu do céu

Comentário

Da primeira Igreja de Jerusalém até agora, a “fração do pão” tem sido um ato central para os cristãos. Para os cristãos de Jerusalém hoje, a partilha do pão é sinal tradicional de amizade, perdão e compromisso com o outro. Somos desafiados, nessa fração do pão, a buscar uma unidade que possa falar profeticamente a um mundo marcado por divisões. Esse é o mundo pelo qual, de diferentes maneiras, fomos moldados. Na fração do pão os cristãos são formados de novo pela mensagem profética de esperança para toda a humanidade.

Hoje nós também partimos o pão com coração alegre e generoso; mas também experimentamos, a cada celebração da Eucaristia, uma dolorosa lembrança de nossa desunião. Neste quinto dia da Semana de Oração, os cristãos de Jerusalém reúnem-se na sala superior, o lugar da Última Ceia. Aqui partem o pão em esperança. Aprendemos essa esperança nas maneiras como Deus chega a nós nas agruras dos nossos desgostos. O Êxodo conta como Deus responde aos murmúrios do povo que ele havia libertado, fornecendo-lhes o que precisavam – não mais e não menos. O maná no deserto é um presente de Deus, não para ser acumulado, nem mesmo completamente compreendido. É, como nosso salmo celebra, um momento que pede simplesmente ação de graças – porque Deus “abriu os grilhões”.

O que São Paulo reconhece é que partir o pão não significa apenas celebrar a Eucaristia, mas ser um povo eucarístico – tornar-se corpo de Cristo no mundo. Essa breve leitura permanece, em seu contexto (1 Cor 10-11), como um lembrete de como a comunidade cristã deve viver: na comunhão em Cristo, produzindo conduta correta num difícil contexto mundano, guiada pela realidade de nossa vida nele. Vivemos “em memória dele”.

Sendo povo da fração do pão, somos povo da vida eterna – vida em plenitude – como nos ensina a leitura de São João. Nossa celebração da Eucaristia nos desafia a refletir sobre como tão abundante dom de vida se expressa no dia a dia, enquanto vivemos na esperança, bem como nas dificuldades. Apesar dos desafios diários dos cristãos de Jerusalém, eles testemunham como é possível se alegrar na esperança.

Oração

Deus da esperança, nós te louvamos pelo dom que nos deste na Ceia do Senhor, onde, no Espírito, continuamos a encontrar teu Filho Jesus Cristo, o pão vivo do céu. Perdoa por não sermos dignos desse grande dom – por nossa vida em divisões, por nosso conluio com as desigualdades, nossa complacência na separação. Senhor, oramos para que apresses o dia em que a tua Igreja possa partilhar em conjunto a fração do pão, e para que, enquanto esperamos esse dia, possamos aprender mais profundamente a ser um povo formado pela Eucaristia para o serviço em benefício do mundo. Oramos em nome de Jesus. Amém.

Quarto Dia da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos e Setena do Espírito Santo

Dia 4                    Partilha, uma expressão de nossa unidade

Isaías 58, 6-10       Não é partilhar o teu pão com o faminto?

Salmo 37, 1-11      Confia no Senhor e faze o bem

Atos 4, 32-37        Punham tudo em comum

Mateus 6, 25-34    Procurai primeiro o Reino de Deus

Comentário

O sinal de continuidade em relação à Igreja apostólica de Jerusalém é a fidelidade “ao ensinamento dos apóstolos e à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações”. A Igreja de Jerusalém de hoje, porém, nos relembra a conseqüência prática de tal fidelidade – a partilha. Os Atos dos Apóstolos dizem simplesmente: “ Todos os que abraçavam a fé estavam unidos e tudo partilhavam. Vendiam as suas propriedades e os seus bens para repartir o dinheiro apurado entre todos, segundo as necessidades de cada um” (Atos 2, 44-45). A leitura que fazemos hoje do Livro de Atos conecta essa partilha radical com o poderoso testemunho apostólico da ressurreição do Senhor Jesus e da grande graça que veio sobre eles. Os perseguidores romanos que vieram depois observaram com certa pertinência: “vejam como eles se amam”.

Tal partilha de recursos caracteriza a vida do povo cristão em Jerusalém hoje. É um sinal de sua continuidade em relação aos primeiros cristãos; é um sinal e um desafio para todas as Igrejas. Isso liga a proclamação do Evangelho, a celebração da Eucaristia e a comunhão fraterna da comunidade cristã com uma radical igualdade e justiça para todos. Na medida em que tal partilha é um testemunho da ressurreição do Senhor Jesus e um sinal de continuidade com a Igreja de Jerusalém, é igualmente um sinal da unidade que temos uns com os outros.

Há muitas maneiras de partilhar. Há a partilha radical da Igreja apostólica, onde ninguém passava necessidade. Há a partilha mútua de cargas, lutas, dores e sofrimentos. Há a partilha nas alegrias e conquistas, nas bênçãos e curas do outro. Há também a partilha de dons e compreensões entre uma tradição eclesial e outra, mesmo no meio de nossa separação, uma partilha ecumênica de dons. Tal generosa partilha é uma conseqüência prática de nossa fidelidade ao ensinamento dos apóstolos e à comunhão fraterna; é uma conseqüência de nossa oração pela unidade cristã.

Oração

Deus de justiça, teus dons são gratuitos. Pedimos a vós que nos mande o dom da Ciência, afim de que possamos descobri a cura para grandes males que afligem a sociedade. Nós te agradecemos porque nos tens dado o que precisamos para que todos possamos estar alimentados, vestidos, abrigados. Guarda-nos do pecado egoísta da acumulação de bens e inspira-nos para que sejamos instrumentos de amor, partilhando tudo que nos deste, em um testemunho da tua generosidade e justiça. Como seguidores de Cristo, leva-nos a agir juntos onde houver necessitados: onde famílias são privadas de suas casas, quando os mais vulneráveis sofrem nas mãos dos poderosos, onde a pobreza e o desemprego destroem vidas. Oramos em nome de Jesus, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Oremos: Vinde Espírito Santo enchei os corações de vossos fiéis e ascendei neles o fogo do Vosso amor; enviai Senhor o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. Oremos: Ó DEUS que instruístes os corações de Vossos fiéis com a Luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre de sua consolação. Isso Vos pedimos ó Pai em Nome de Jesus Cristo Vosso Filho nosso Senhor na unidade do Espírito Santo. Amém.

Terceiro Dia da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos e Setena do Espírito Santo

Dia 3                    A fidelidade aos ensinamentos dos apóstolos nos une

Isaías 51, 4-8         Dai-me atenção, meu povo

Salmo 119, 105-112   Tua Palavra é lâmpada para os meus passos

Romanos 1, 15-17 Desejo vos anunciar o Evangelho

João 17, 6-19         Eu manifestei o teu nome

Comentário

A Igreja de Jerusalém nos Atos dos Apóstolos estava unida por sua fidelidade aos ensinamentos dos apóstolos, apesar da grande diversidade de língua e cultura entre seus membros. O ensinamento dos apóstolos era seu testemunho da vida, do ensino, do ministério, da morte e ressurreição do Senhor Jesus. Seu ensinamento é o que São Paulo chama simplesmente de “o evangelho”. O ensinamento dos apóstolos é o que São Pedro exemplifica em sua pregação em Jerusalém no dia de Pentecostes. Usando palavras do profeta Joel, ele conecta a Igreja com a história bíblica do povo de Deus, levando-nos para dentro da narrativa que começa com a própria criação.

Apesar das divisões, a Palavra de Deus nos congrega e nos une. O ensinamento dos apóstolos, a boa nova em sua plenitude, estava no centro da unidade na diversidade da primeira Igreja de Jerusalém. Os cristãos em Jerusalém nos relembram hoje que não foi simplesmente o “ensinamento dos apóstolos” que uniu a primitiva Igreja, mas a fidelidade àquele ensinamento. Tal fidelidade transparece quando São Paulo identifica o evangelho como “o poder de Deus para a salvação”.

O profeta Isaías nos recorda que o ensinamento de Deus é inseparável da sua justiça, que é “luz dos povos”, ou, como diz o salmista, “tua palavra é lâmpada para os meus passos, luz para o meu caminho… Tuas exigências são para sempre minha herança; são a alegria do meu coração”.

Oração

Deus da luz, nós te damos graças pela revelação da tua verdade em Jesus Cristo, tua palavra viva, que recebemos através do ensinamento dos apóstolos, ouvidos primeiramente em Jerusalém. Que o teu Espírito Santo continue a nos santificar na verdade do teu Filho, para que unidos nele possamos crescer na devoção à palavra, e juntos servir teu Reino em humildade e amor. Pedimos o a ti, oh Pai, o dom da caridade, afim de que sejamos mais solidários uns com os outros. Em nome de Cristo oramos. Amém.

Oremos: Vinde Espírito Santo enchei os corações de vossos fiéis e ascendei neles o fogo do Vosso amor; enviai Senhor o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. Oremos: Ó DEUS que instruístes os corações de Vossos fiéis com a Luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre de sua consolação. Isso Vos pedimos ó Pai em Nome de Jesus Cristo Vosso Filho nosso Senhor na unidade do Espírito Santo. Amém.

Segundo Dia da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos e Setena do Espírito Santo

 

Dia 2                      Muitos membros de um só corpo

Isaías 55, 1-4          Vinde para as águas

Salmo 85, 8-13       Sua salvação está bem próxima

1 Coríntios 12, 12-27 Fomos batizados em um só Espírito para formarmos um só corpo

João 15, 1-13         Eu sou a verdadeira videira

Comentário

A Igreja de Jerusalém nos Atos dos Apóstolos é o modelo da unidade que buscamos hoje. Como tal, ela nos lembra que a oração pela unidade dos cristãos não pode ser um pedido de uniformidade, porque a unidade desde o começo foi caracterizada por uma rica diversidade. A Igreja de Jerusalém é o modelo ou ícone da unidade na diversidade.

A narrativa de Pentecostes no Livro dos Atos nos conta que estavam representadas em Jerusalém naquele dia todas as línguas e culturas do antigo mundo mediterrâneo e, além disso, que as pessoas que ouviram o evangelho em suas diversas línguas foram unidas umas às outras, pela pregação de Pedro, no arrependimento, nas águas do Batismo e através do derramamento do Espírito Santo. Ou, como escreveria São Paulo mais tarde, “todos nós fomos batizados em um só Espírito, para formarmos um só corpo, judeus ou gregos, escravos ou homens livres, e todos nós bebemos de um único Espírito.” Não se trata de uma comunidade uniforme de pessoas com pensamento semelhante, de pessoas unidas pela língua e pela cultura que se tornaram um no ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações. Mas era uma comunidade ricamente diversificada, cujas diferenças poderiam facilmente explodir em controvérsias, como foi o caso entre os helenistas e os cristãos hebreus sobre o descaso em relação às viúvas gregas, que São Lucas relata em At 5,1. Ainda assim, a Igreja de Jerusalém em unidade consigo mesma e era uma com o Senhor Ressuscitado que diz “Eu sou a vinha, vocês são os sarmentos: aquele que permanece em mim e no qual eu permaneço, esse produzirá frutos em abundância”.

Rica diversidade caracteriza hoje as Igrejas em Jerusalém, bem como no mundo inteiro. Isso pode facilmente descambar para a controvérsia em Jerusalém, que tem agora um acentuado clima de hostilidade política. Mas, como na primeira Igreja de Jerusalém, os cristãos em Jerusalém hoje nos recordam que há muitos membros num corpo, uma unidade na diversidade. Antigas tradições nos ensinam que a diversidade e a unidade existem na Jerusalém celeste. Elas nos relembram que diferença e diversidade não são o mesmo que divisão e desunião, e que a unidade cristã pela qual oramos sempre preserva a autêntica diversidade.

Oração

Deus, de quem flui toda a vida em sua diversidade, chamas tua Igreja, como corpo de Cristo, a estar unida no amor. Possamos nós aprender mais profundamente nossa unidade na diversidade, e buscar trabalhar juntos na pregação e na construção do teu Reino de amor abundante para todos, enquanto nos acompanhamos uns aos outros em cada lugar, em todos os lugares. Que tenhamos sempre em mente Cristo, como fonte de nossa vida em comum. Oramos na unidade do Espírito. Amém.

Rezemos ainda por todos que ignoram a fé a em Cristo e por todos os aqueles que acreditam em Jesus, mas se dividem em doutrinas e esquecem a comunhão do Espírito Santo.

Pai, que enviastes seu Filho amando e depois deixaste conosco o Espírito Santo, Defensor. Enviai os dom da sabedoria para todos os cristãos, afim de vivamos como a comunidade dos Atos dos Apostolo, com tudo em comum. Ensina-nos a amar, amar e amar. Pelos séculos sem fim, assim seja.

Oremos: Vinde Espírito Santo enchei os corações de vossos fiéis e ascendei neles o fogo do Vosso amor; enviai Senhor o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. Oremos: Ó DEUS que instruístes os corações de Vossos fiéis com a Luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre de sua consolação. Isso Vos pedimos ó Pai em Nome de Jesus Cristo Vosso Filho nosso Senhor na unidade do Espírito Santo. Amém.


Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos e Setena do Espírito Santo

Leitura dos Atos 2, 42-47:

Eles eram assíduos ao ensinamento dos apóstolos e à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações. O temor de Deus se apoderava de todo mundo: muitos prodígios e sinais se realizavam pelos apóstolos. Todos os que abraçavam a fé estavam unidos e tudo partilhavam. Vendiam suas propriedades e os seus bens para repartir o dinheiro apurado entre todos, segundo as necessidades de cada um. De comum acordo, iam diariamente ao Templo com assiduidade: partiam o pão em casa, tomando o alimento com alegria e simplicidade de coração. Louvavam a Deus e eram favoravelmente aceitos por todo o povo. E o Senhor ajuntava cada dia à comunidade os que encontravam a salvação.

Tradução Ecumênica da Biblia (TEB)

Quatro elementos de unidade

As orações da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 2011 foram preparadas por cristãos em Jerusalém, que escolheram como tema At 2,42: “Eles eram assíduos ao ensinamento dos apóstolos e à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações”. Esse tema é um chamado à volta às origens da primeira Igreja em Jerusalém; é um chamado à inspiração e renovação, a uma volta ao essencial da fé; é um chamado a relembrar o tempo em que a Igreja ainda era una. Dentro desse tema, são apresentados quatro elementos que eram marcos da primeira comunidade cristã e que são essenciais à vida da comunidade cristã, onde quer que ela exista.

Primeiramente, temos a palavra que era comunicada pelos apóstolos. Em segundo lugar, a comunhão fraterna (koinonia) era um sinal importante entre os primeiros fiéis sempre que se reuniam. Uma terceira marca da Igreja primitiva era a celebração da Eucaristia (a fração do pão), lembrando a Nova Aliança que Jesus realizou através de seu sofrimento, morte e ressurreição. O quarto aspecto é a atitude constante de oração. Esses quatro elementos são os pilares da vida da Igreja e de sua unidade.

A comunidade cristã na Terra Santa deseja dar proeminência a esses elementos essenciais básicos ao elevar a Deus suas preces pela unidade e vitalidade da Igreja no mundo. Os cristãos de Jerusalém convidam suas irmãs e irmãos do mundo inteiro a se unir a eles em oração enquanto trabalham pela justiça, paz e prosperidade para todos os povos da terra.

Os temas dos oito dias

Há uma caminhada de fé que pode ser detectada nos temas dos oito dias. Desde seus inícios na “sala superior”, a primitiva comunidade cristã experimenta o derramamento do Espírito Santo, que lhe permite crescer na fé e na unidade, na oração e na ação, de modo a tornar-se verdadeiramente uma comunidade da Ressurreição, unida a Cristo em sua vitória sobre tudo que nos divide uns dos outros e nos separa dele. Então a própria Igreja de Jerusalém se torna um farol de esperança, uma degustação antecipada da Jerusalém celeste, chamada a reconciliar não somente nossas Igrejas, mas todos os povos.

Essa caminhada é guiada pelo Espírito Santo, que conduz os primeiros cristãos ao conhecimento da verdade sobre Jesus Cristo e que enche a Igreja primitiva de sinais e prodígios, para a admiração de muitos. À medida que prosseguem na caminhada, os cristãos de Jerusalém se reúnem com devoção para ouvir a Palavra de Deus pregada no ensinamento dos apóstolos, e se juntam em comunhão para celebrar sua fé no sacramento e na oração. Cheia do poder e da esperança que vêm da Ressurreição, a comunidade celebra sua vitória certa sobre o pecado e a morte, e assim tem a coragem e a visão para ser ela própria um instrumento de reconciliação, inspirando e desafiando todos os povos a superar as divisões e injustiças que os oprimem.

O dia 1 apresenta as bases da Igreja mãe de Jerusalém, deixando clara sua continuidade com a Igreja de hoje pelo mundo inteiro. Ele nos relembra a coragem da Igreja primitiva, que bravamente dava testemunho da verdade, assim como hoje necessitamos trabalhar pela justiça em Jerusalém e no resto do mundo.

O dia 2 recorda que a primeira comunidade unida em Pentecostes tinha em seu interior pessoas de origens diversas, assim como a Igreja em Jerusalém hoje representa uma rica diversidade de tradições cristãs. Nosso desafio hoje é conseguir uma unidade visível maior, capaz de acolher nossas diferenças e tradições.

O dia 3 contempla o primeiro elemento essencial de unidade: a Palavra de Deus apresentada através do ensinamento dos apóstolos. A Igreja de Jerusalém nos recorda que, sejam quais forem as nossas divisões, esses ensinamentos nos impelem a nos envolver em amor mútuo e em fidelidade ao corpo único que é a Igreja.

O dia 4 enfatiza a partilha como segunda expressão de unidade. Assim como os primeiros cristãos punham tudo em comum, a Igreja de Jerusalém chama todos os irmãos e irmãs da Igreja a partilhar bens e tarefas, com coração alegre e generoso, para que ninguém passe necessidade.

O dia 5 destaca o terceiro elemento da unidade: a fração do pão, que nos une em esperança. Nossa unidade vai além do momento da Santa Comunhão: ela precisa incluir a atitude correta a respeito da vida ética, da pessoa humana e de toda a comunidade. A Igreja de Jerusalém conclama os cristãos a se unirem na “fração do pão” hoje, porque uma Igreja dividida não pode falar com autoridade sobre temas de justiça e paz.

O dia 6 apresenta o quarto elemento de unidade: com a Igreja em Jerusalém ganhamos força pelo tempo que nos dedicamos à oração. Especificamente, a Oração do Senhor chama todos nós, em Jerusalém e no mundo inteiro, os fracos e os poderosos, a um trabalho conjunto pela justiça, paz e unidade, para que venha a nós o Reino de Deus.

O dia 7 nos leva além dos quatro elementos da unidade, com a Igreja em Jerusalém alegremente proclamando a Ressurreição, mesmo quando ela carrega a dor da cruz. A Ressurreição de Jesus é hoje para os cristãos em Jerusalém a força que lhes permite a permanência constante no seu testemunho, no trabalho para a liberdade e a paz na Cidade da Paz.

O dia 8 conclui a caminhada com um chamado das Igrejas de Jerusalém para um trabalho mais amplo de reconciliação. Mesmo se os cristãos conseguirem unidade entre eles, sua tarefa não estará completa, porque eles precisam se reconciliar com outros. No contexto de Jerusalém, isso significa relacionamento entre palestinos e israelitas; em outras comunidades, os cristãos são desafiados a buscar justiça e reconciliação em seu próprio contexto.

O tema de cada dia foi, portanto, escolhido não apenas para nos recordar a história da Igreja dos primeiros tempos, mas também para nos trazer à mente as experiências de cristãos em Jerusalém hoje, e para convidar todos nós a uma reflexão sobre como podemos trazer essa experiência para a vida de nossas comunidades cristãs em cada local.

Durante esta caminhada de oito dias, os cristãos de Jerusalém nos convidam a proclamar e dar testemunho de que a Unidade – em seu sentido pleno de fidelidade ao ensinamento dos apóstolos e à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações – nos dará a possibilidade de, juntos, superarmos o mal, não só em Jerusalém, mas no mundo inteiro.

Primeiro Dia: rezemos pela Igreja em Jerusalém

Joel 2, 21-22.28-29      Derramarei meu Espírito sobre toda a carne.

Salmo 46              Deus está no meio da cidade

Atos 2, 1-12         Quando chegou a dia de Pentecostes

João 14, 15-21     É ele o Espírito da verdade

Comentário

A caminhada desta Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos começa em Jerusalém no dia de Pentecostes, no início da própria caminhada da Igreja.

O tema desta Semana diz: “eles eram assíduos ao ensinamento dos apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações”. “Eles” são a primitiva Igreja de Jerusalém, nascida no dia de Pentecostes quando o Defensor (Paráclito), o Espírito de verdade, desceu sobre os primeiros fiéis, como tinha sido prometido por Deus através do profeta Joel, e pelo Senhor Jesus na noite anterior ao seu sofrimento e sua morte. Todos os que vivem em continuidade com o dia de Pentecostes vivem em continuidade com a primitiva Igreja de Jerusalém, com seu líder São Tiago. Essa Igreja é a Igreja mãe de todos nós. Ela nos proporciona a imagem ou ícone da unidade cristã pela qual oramos nesta Semana.

De acordo com uma antiga tradição oriental, a sucessão na Igreja vem através da continuidade em relação à primeira comunidade de Jerusalém. A Igreja de Jerusalém nos tempos apostólicos é ligada à Igreja celeste de Jerusalém, que por sua vez se torna o ícone de todas as Igrejas cristãs. O sinal de continuidade com a Igreja de Jerusalém para todas as Igrejas é a manutenção das “marcas” da primeira comunidade cristã através do nosso empenho em estar “assíduos aos ensinamentos e à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações”.

A atual Igreja de Jerusalém vive em continuidade com a Igreja apostólica de Jerusalém, particularmente por seu penoso testemunho da verdade. Seu testemunho do Evangelho e sua luta contra a desigualdade e a injustiça nos lembram que a oração pela unidade dos cristãos é inseparável da oração pela paz e pela justiça.

Oração

Durante esta semana de oração pelos cristãos invoquemos o Espírito Santo de Deus, para que mande fortaleza, seu dom de que nos dá força para continuarmos a caminhada rumo a terra sem males. Pai acolha os pedidos de todos que fazem esta setena e está semana de oração. Rezemos:

Todo poderoso e Misericordioso Deus, com grande poder reuniste os primeiros cristãos na cidade de Jerusalém, pelo dom do Espírito Santo, desafiando o poder terreno do Império Romano. Concede-nos que, como essa primeira Igreja de Jerusalém, possamos nos unir corajosamente na pregação e na vivência das boas novas da reconciliação e da paz, onde houver desigualdade e injustiça. Oramos em nome de Jesus, que nos liberta da servidão do pecado e da morte. Amém.

Oração ao Divino Espírito Santo:

Vinde Espírito Santo enchei os corações de vossos fiéis e ascendei neles o fogo do Vosso amor; enviai Senhor o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. Oremos: Ó DEUS que instruístes os corações de Vossos fiéis com a Luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre de sua consolação. Isso Vos pedimos ó Pai em Nome de Jesus Cristo Vosso Filho nosso Senhor na unidade do Espírito Santo. Amém.

Setena do Espírito Santo e Semana de Oração Pela Unidade dos Cristãos

O ANUNCIADOR fará dos dias 05 ao dia 12 de junho a setena do Espírito Santo e Semana de oração pela Unidade Cristãos – SOUC.

A semana é especialmente realizada nesta data devido dia 12 a Igreja comemorar o dia de Pentecostes. Então decidimos fazer a semana de oração e a setena juntos.

Vinde Espírito Santo!!!