“Vigiar e orar” são as ações deste Advento, diz o Papa

Papa Francisco

Vatican News | Vigiar e orar: o Papa Francisco indicou estas atitudes, recomendadas por Jesus e expressas no Evangelho de Lucas, como o caminho, neste início de Advento, para “sairmos de um modo de vida resignado e habitual e alimentar esperanças e sonhos para um novo futuro, com a vinda de Deus”.

Falando de sua sacada na Praça São Pedro neste primeiro domingo de Advento (02/12), diante de milhares de pessoas, o Pontífice iniciou sua reflexão lembrando que no Advento, não vivemos apenas a espera do Natal; pois “Natal não é somente pensar no que possso comprar”.

Leia mais no link Vatican News

Anúncios

Repost |Papa: Jesus diz claramente que Deus está do lado dos últimos

Jackson Erpen – Cidade do Vaticano | Vatican News

“O ensinamento que Jesus nos oferece hoje nos ajuda a recuperar o que é essencial em nossa vida e favorece um concreto e cotidiano relacionamento com Deus (…). Ele não mede a quantidade, mas a qualidade, perscruta o coração e olha para a pureza das intenções”.

Na presença de 20 mil fiéis e turistas na Praça São Pedro para o tradicional encontro dominical do Angelus, o Papa Francisco refletiu sobre o Evangelho de Marcos, proposto pela liturgia do dia, que contrapõe duas figuras. O escriba que “representa as pessoas importantes, ricas e influentes” e a viúva, que “representa os últimos, os pobres, os fracos”.

Deus do lado dos últimos

A ostentação deles é “sobretudo de natureza religiosa”, rezam para serem vistos, “e se servem de Deus para se credenciarem como defensores de sua lei”.

“E essa atitude de superioridade e de vaidade – observou o Papa – os leva ao desprezo daqueles que contam pouco ou se encontram em uma posição econômica desvantajosa, como o caso das viúvas”. E Jesus, desmascara este mecanismo perverso:

Denuncia a opressão dos fracos feita instrumentalmente, com base em motivações religiosas, dizendo claramente que Deus está do lado dos últimos”.

Para fixar bem este ensinamento, Jesus dá aos seus discípulos o exemplo da viúva, “cuja posição social era irrelevante, porque ela não tinha um marido que pudesse defender os seus direitos, e que por isso torna-se presa fácil de algum credor sem escrúpulos, porque estes credores perseguiam os fracos para que pagassem a eles”:

Deus olha para o coração

Jesus – diz o Santo Padre – vê neste gesto “o dom total de si a quem deseja educar seus discípulos”:

“O ensinamento que Jesus nos oferece hoje nos ajuda a recuperar o que é essencial em nossa vida e favorece um concreto e cotidiano relacionamento com Deus. Irmãos e irmãs, as medidas do Senhor são diferentes das nossas. Ele pesa as pessoas e suas ações de maneira diferente. Deus não mede a quantidade, mas a qualidade, perscruta o coração e olha para a pureza das intenções”.

Isto significa que o nosso “dar” a Deus na oração e aos outros na caridade – observa o Papa – deveria sempre fugir do ritualismo e formalismo, bem como da lógica do cálculo,  ser uma expressão de gratuidade, como fez Jesus conosco: nos salvou gratuitamente; não nos fez pagar a redenção.

Modelo da vida cristã

Desta forma, aquela viúva pobre e generosa torna-se o “modelo da vida cristã a ser imitado”:

Dela não sabemos o nome, mas conhecemos o coração – a encontraremos no Céu e iremos saudá-la, certamente; e é isso que conta diante de Deus. Quando somos tentados pelo desejo de aparecer e de contabilizar os nossos gestos de altruísmo, quando estamos muito interessados  no olhar dos outros e – permitam-me a palavra – quando fazemos “os pavões”, pensemos nessa mulher. Nos fará bem: nos ajudará a nos despojarmos do supérfluo para ir ao que realmente importa e a permanecermos humildes”.

“Que a Virgem Maria – disse o Papa ao concluir –  mulher pobre que se entregou totalmente a Deus, sustente-nos no propósito de dar ao Senhor e aos irmãos não algo de nós mesmos, mas nós mesmos, em uma oferta humilde e generosa”.

Ao saudar os grupos presentes na Praça São Pedro, o Papa Francisco dirigiu-se, entre outros,  ao grupo do Coração Imaculado de Maria, do Brasil, e ao grande números de  poloneses.

Você sabia? Apenas 7 mulheres no mundo podem vestir branco diante do Papa

Neste mês de maio, houve uma repercussão muito grande sobre a foto tirada no Vaticano com Trump, presidente dos EUA, sua esposa e filha junto ao Papa Francisco. A polêmica se deu por dois motivos. O primeiro, a expressão nada alegre de Francisco. O segundo, a primeira dama e sua filha, Melania e Ivanka Trump, estavam de preto ao lado dos dois.

A foto circulou o mundo, que na sua ociosidade criativa, principalmente aqui em terras tupiniquins, brincou com esses dois fatos. Associaram a imagem a uma série de terro norte americana chamada American Horror Story – AHS, e outras bizarrices por aí.

ng8547398
Família Trump e o Papa

No entanto, fiz toda essa introdução para passar para você uma regra de etiqueta papal que há muito é usada no Vaticano. Não é uma regra. Tanto é que o próprio pontífice pode anular ao seu gosto.

A Santa Sé não impõe um código de vestimenta a ser adotado de modo obrigatório, mas sugere um protocolo para visitas de Estado e audiências com o Papa, tanto para homens quanto para mulheres. No caso feminino, o protocolo requer vestido preto longo e gola alta, mangas compridas e mantilha preta. No entanto, por motivos históricos, algumas rainhas católicas ou consortes católicas de reis têm sido tradicionalmente isentas de usar o preto: trata-se do assim chamado “privilégio do branco”, uma especial prerrogativa concedida e mantida a critério do Papa.

Privilégio do Branco

Atualmente, são apenas sete as rainhas, princesas ou consortes de monarcas e monarcas eméritos a quem é concedido o “privilégio do branco”: a rainha consorte Letícia, da Espanha; a rainha emérita Sofia, também da Espanha; a rainha consorte Matilde, da Bélgica; a rainha emérita Paula, também da Bélgica; a grã-duquesa Maria Teresa, de Luxemburgo; a princesa Charlene, de Mônaco; e a princesa Marina, de Nápoles, por pertencer à Casa de Saboia.

Trata-se de uma tradição cujo sentido é o de reverenciar a importância do Sumo Pontífice, mas, como disse antes, os próprios Papas não exigem à risca o seu cumprimento. Já houve na história recente, diversas mulheres chefes de governo ou de Estado que foram recebidas pelos Papas sem estarem vestidas de preto.

papa-branco-1
Rainha emérita Sofia da Espanha, uma das que podem se vestir de branco diante do papa.

Foi o caso, por exemplo, das ex-presidentes irlandesas Mary Robinson e Mary McAleese, além da ex-primeira-dama Raíssa Gorbachova, da antiga União Soviética, todas em encontros com São João Paulo II.

Em diversas ocasiões, as próprias rainhas e princesas que têm o “privilégio do branco” preferiram não fazer uso dessa prerrogativa, escolhendo vestir-se de preto em gesto de reverência ao Santo Padre.

 Por Marquione Ban, com trechos do texto publicado em Aleteia

Arcebispo de Brasilia será cardeal

dom-sergio
Dom Sérgio da Rocha é arcebispo de Brasília – Foto do Google

O GLOBO | Em um anúncio surpresa neste domingo, o Papa Francisco anunciou que elevará 17 prelados à função de cardeais. Dentre eles, está o brasileiro Dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Além disso, 13 desta lista têm menos de 80 anos e, por isso, são elegíveis para entrar no conclave que no futuro escolherá o próximo chefe do Vaticano.

O pontífice escolheu religiosos de cinco continentes, seguindo a sua tradição de nomear cardeais dos mais distantes e periféricos cantos do mundo — oferecendo mais representatividade a África, Oceania, Ásia e América do Sul do que à Europa, que por muito tempo dominou o Colégio Cardinalício.

Leia mais sobre esse assunto em O Globo

Papa confirma que matrimônio e família são entre homem e mulher

Papa diz que casamento é entre homem e mulher
Papa diz que casamento é entre homem e mulher

(ACI).- O Papa Francisco inaugurou o Sínodo dos Bispos sobre a Família com uma solene Missa na Basílica de São Pedro do Vaticano ontem, dia 04. Nela participaram os pais sinodales que refletirão sobre a família até o próximo 25 de outubro. O Papa explicou aos bispos e fiéis presentes que o matrimônio não é uma utopia da adolescência e que o sonho de Deus para sua criatura predileta, o ser humano, é vê-la realizada na união de amor entre homem e mulher; feliz no caminho comum, fecunda na doação recíproca”, disse o Santo Padre.

Leia na íntegra a homilia do Papa Francisco: Continuar lendo “Papa confirma que matrimônio e família são entre homem e mulher”

E o que dizer sobre isso? Padre se assume gay e com namorado

CIDADE DO VATICANO (Reuters) – O Vaticano dispensou um padre de seu posto em um serviço da Santa Sé neste sábado, depois que ele disse a um jornal que é gay e exortou a Igreja Católica a alterar a sua posição sobre a homossexualidade.

O monsenhor Krzystof Charamsa foi removido de sua posição na Congregação para a Doutrina da Fé, braço doutrinal do Vaticano onde trabalhava desde 2003, segundo um comunicado.

Charamsa, de 43 anos e teólogo polaco, anunciou que é gay e tem um parceiro em uma longa entrevista com o jornal italiano “Corriere della Sera” neste sábado.

Mais tarde, ele realizou uma coletiva de imprensa com o seu parceiro, um homem espanhol, e ativistas gays em um restaurante de Roma. Eles haviam planejado uma manifestação em frente ao Vaticano, mas mudaram o local várias horas antes do momento em que o evento deveria ter começado.

O Vaticano disse que a demissão de Charamsa não tem relação com seus comentários sobre sua situação pessoal, que afirmou “merecer respeito”.

Mas o Vaticano disse que ter dado a entrevista e a manifestação prevista foram atos “graves e irresponsáveis”, dado o seu calendário, às vésperas de um sínodo de bispos que vai discutir questões de família, incluindo como chegar aos gays.

O Vaticano acrescentou ainda que as ações do padre sujeitariam o sínodo, que o Papa Francisco deve abrir no domingo, a “pressão da mídia indevida”.

///////////////////

Sinceramente não sei nem o que dizer. E pior de tudo, a mídia ainda deu enfoque na demissão do padre.

O Papa é pop? “Não sou uma estrela, mas Servo dos servos”, diz

É inegável a popularidade de Francisco. Ele é pop, rock e star. Em todas as cidades as quais visitou em Cuba e Estados Unidos – especialmente na América do Norte –, milhares de pessoas saíram às ruas a fim de estar perto do Papa Francisco. No Brasil, sua primeira visita depois de escolhido, se tornou Papa Pop na JMJ consolidando seu pontificado e seu carisma.

Foto: L'Osservatore Romano
Foto: L’Osservatore Romano

Mesmo com tanto amor demonstrado pelos fiéis e não fiéis mundo afora e principalmente em suas visitas, além do fato de comover nossos corações com seus gestos de caridade, fé e misericórdia, Francisco disse a imprensa, ontem, dia 28/09, que não se sente uma ‘celebridade’, nem quer sê-lo, pois segundo ele um Papa somente deve ser um “servo dos servos”, enquanto as estrelas se apagam e caem.

Grafite do Super Papa em Roma
Grafite do Super Papa em Roma

A entrevista foi dada durante o voo papal da Filadélfia com destino a Roma. Uma jornalista perguntou ao Papa: “É bom para a Igreja que o Papa seja uma celebridade?” A resposta foi mítica.

“Sabes qual era o título que os Papas usavam e que se deve usar? Servo dos servos de Deus. É um pouco diferente de uma celebridade. As estrelas são bonitas de se ver, eu gosto de vê-las quando o céu está limpo no verão… Mas, o Papa deve ser – deve ser! – o servo dos servos de Deus. Sim, na imprensa se usa isso, mas há uma outra verdade: quantas estrelas vimos que depois se apagam e caem? É uma coisa passageira. Ao invés, ser ‘servo dos servos de Deus’, isso é bonito! Não passa! Não sei… Assim, penso eu”.

Cartaz da CF 2015
Cartaz da CF 2015

Em outra ocasião o Papa Francisco já havia falado sobre isso. Em uma entrevista publicada no dia 5 de março de 2014, no jornal italiano ‘Il Correr della Sera’ e ‘La Nación’, da Argentina, disse que “pintar ao Papa como se fosse uma espécie de Super-homem, uma espécie de estrela, me parece ofensivo. O Papa é um homem que ri, chora, dorme tranquilo e tem amigos como todos. É uma pessoa normal”.

Outra fala dele sobre o tema do Papa Pop, Star, no dia 14 de setembro, em uma entrevista concedida a jornalista Aura Miguel, da Rádio Renascença (Portugal), ao ser perguntado sobre sua popularidade, o Papa disse:

“E também Jesus, num certo momento, foi muito popular e, depois, acabou como acabou. Ou seja, ninguém tem garantida a felicidade mundana”.

com informações de ACI

O Papa é pop. O Papa é Rock. Vem aí o CD de Francisco

Gente, estava navegando pela web, em site que gosto muito e me deparo com essa notícia. O Papa é mais que pop, é rock. Sei que muitos vão condenar a atitude do Vaticano de apoiar os “doidin” que tiveram essa ideia, mas eu particularmente acho genial. Leia:

———————-***———————–

OMELETE | O Papa Francisco vai lançar um álbum de pop-rock. O disco, aprovado pelo Vaticano, é uma colaboração de Sua Santidade com a gravadora Believe Digital, que coletou discursos do pontífice no arquivo da Rádio Vaticana e mixou com trechos de canto gregoriano.

Francisco fazendo o símbolo do amor em sua visita no ano passado nas Filipinas.
Francisco fazendo o símbolo do amor em sua visita no ano passado nas Filipinas.

O álbum, intitulado Wake Up!, será lançado em 27 de novembro, com distribuição da própria Believe Digital. Ouça a primeira faixa, “Wake Up! Go! Go! Forward!”, baseada em um discurso proferido por Francisco na Coreia do Sul em 2014. Confira:

O disco terá discursos do Papa Francisco em italiano, inglês, espanhol e português, e vai tratar de assuntos como paz, dignidade, consciência ambiental e ajuda aos mais necessitados. Veja a lista de faixas abaixo:

  1. “Annuntio Vobis Gadium Mangum”
  2. “Salve Regina”
  3. “Laudato Sie…”
  4. “Poe Que’ Sufren Los Ninos”
  5. “Non Lasciatevi Rubare La Speranza!”
  6. “La Iglesia No Puede Ser Una Ong!”
  7. “Wake Up! Go! Go! Forward!”
  8. “La Fa Es Entera, No Se Licua!”
  9. “Pace! Fratelli!”
  10. “Per La Famiglia”
  11. “Fazei O Que Ele Vos Disser”

Papa nos convida a nos unirmos a videira que é Cristo, Jesus

No domingo, 03 de maio, o Papa Francisco falou aos milhares de peregrinos que estava na Praça São Pedro e também aos católicos espalhados pelo mundo. Francisco convidou a cada cristão a permanecer unido, como ramos a videira, a Jesus por meio dos sacramentos e assim dar os frutos necessários para perseverar e construir o Reino de Deus. Esse frutos, segundo o papa, são o meio pelo qual nos reconhecem como verdadeiros cristãos.

O Papa Francisco do balcão do Palácio Apostólico / Foto: L'Osservatore Romano
O Papa Francisco do balcão do Palácio Apostólico / Foto: L’Osservatore Romano

Papa Francisco comentou o Evangelho do dia, que mostra Jesus se apresentando na Última Ceia.

“Pela última vez Ele está com seus discípulos e então quer imprimir bem em suas mentes uma verdade fundamental: também quando Ele não estiver mais fisicamente em meio deles, eles ainda poderão permanecer unidos a Ele de uma maneira nova, e assim dar muito fruto”, afirma.

Francisco atualiza as palavras do santo Evangelho e afirma que todos nós podemos nos ligar a jesus de um modo novo. Se não nos conectarmos, perdermos a união com Ele, “a comunhão com Ele”, nos tornaríamos estéreis” o que é prejudicial para nós e para a comunidade.

“Para expressar esta realidade, este modo novo de estar unidos a Ele, Jesus utiliza as imagens da videira e os ramos e diz assim: ‘Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim tampouco vocês se não permanecerem em mim. Com esta figura (Jesus) nos ensina como permanecer nele, estar unidos a Ele, embora Ele não esteja fisicamente presente”, diz o papa.

Continuar lendo “Papa nos convida a nos unirmos a videira que é Cristo, Jesus”

Padre do Texas vai a ouvir confissões via Snapchat

Padre-do-Texas-vai-passar-a-ouvir-confissoes-pelo-Snapchat-890x395_cAtualmente temos vistos muitos movimentos da igreja para acompanhar os tempos modernos e suas consequências nos fiéis. Muitas iniciativas surgem por meio dos jovens. Contudo, tem coisas que o Vaticano aceita de boa e outras não, e alguns dogmas ainda são assunto para discussões acaloradas na web e fora dela.

Recentemente, um padre estadunidense, do Texas, declarou que passará a ouvir confissões através do Snapchat. Lógico que alguém já gritou “polêmica à vista”.

Snapchat 

Snapchat-LogoDe acordo com o wikipédia, “Snapchat é um aplicativo de mensagens com base de imagens, criado e desenvolvido por Evan Spiegel, Bobby Murphy e Reggie Brown, estudantes da Universidade de Stanford. Com o aplicativo, usuários podem tirar fotos, gravar videos, adicionar textos e desenhos à imagem e escolher o tempo que a imagem ficará no visor do amigo de sua lista. Com a nova atualização é possível iniciar uma conversa com texto ou vídeo com seus amigos, mesmo sem ativar sua câmera para conversar. O tempo de cada snap é de 1 a 10 segundos, e após aberto, a imagem ou vídeo somente poderá ser vista pelo tempo escolhido pelo remetente. A imagem é excluída do dispositivo e também dos servidores“.

O Padre

App não pode ser usado para confissão.
App não pode ser usado para confissão.

O tal padre, que prefere se manter anônimo (obviamente temendo represálias) se identifica como @PriestDavid na rede social. Segundo a reportagem do News, o experimento começou quando o clérigo, que teria 23 anos de sacerdócio resolveu usar o app de mensagens para ouvir um estudante e ajudá-lo com seu projeto. De acordo com o sacerdote as religiões precisam “se engajar com os jovens (isso soou estranho…), com onde eles estão e como eles vivem”.

Para o padre, moderninho, é importante para a igreja utilizar outras formas de aproximação, que incluem o uso das ferramentas digitais. Com era de esperar, muitos não concordam com a nova forma de confissão. Outros padres e fiéis dizem que “utilizar um app não é uma confissão”, e que o mesmo só pode ser feito à moda antiga: na presença do padre, seja cara a cara, ou num confessionário.

E a Igreja?

A Arquidiocese de San Antonio (a qual o padre pertenceria) publicou um comunicado deixando claro que a igreja não tem nada a ver com a decisão do mesmo, e que “a confissão pessoal é um dos alicerces dos sacramentos”. Trocando em miúdos o padre estaria desobedecendo os dogmas católicos deliberadamente, o que é passível de punições bem pesadas. Como por exemplo a excomunhão.

E agora José?

Claro, tudo pode ser um belo hoax de alguém querendo pregar uma peça nos católicos, mas fica o questionamento: ferramentas como o Snapchat (que em tese destrói tudo que os usuários compartilham) deveriam ser usadas para tal propósito a fim de tornar a religião mais atraente para os jovens?

Há um tempinho atrás, houve essa discussão com um app para Ifone. A resposta do Vaticano foi bem enfática, dizendo que “o app não substitui a confissão”. Vale para o caso do Padre e de outros que queiram entrar na onda.

E  você?

O que acha dessa possibilidade? Algum dia a Igreja deve se abrir as tecnologias para alguns sacramentos?  Sabemos que a internet não é segura. Prova disso o Vatileaks que jogou na cara do mundo escândalos no Vaticano. Eu particularmente, não sou a favor. O risco de seus pecados serem jogados na nuvem de tags por aí é grande. Sabemos que mesmo alegando apagar as informações na web, nada se perde. Mas e você? Pensa o que? Deixe um comentário…

Com informações de meiobit.com e CoM.

Dois anos de Francisco

Há dois anos, dia 13 de março, Francisco era eleito Papa
Há dois anos, dia 13 de março, Francisco era eleito Papa

Hoje a Igreja celebra o segundo ano do Papado de Francisco. Um Papa Histórico, com os outros, mas que surgiu do momento inesperado da renuncia de Bento XVI.

Neste período, Francisco, o primeiro papa latino, causou polêmica em diversas vezes e pronunciamentos. Se fez papa nos corações dos fiéis aqui no Brasil na Jornada Mundial da Juventude. Aqui conhecemos como seria Francisco.

Em dois anos, ele caiu na graça popular, mas também enfrenta crise na Igreja. Abaixo um texto publicado no Fraters In Unum, que segue a linha mais tradicional da Igreja. Leia…

Dois anos com Bergoglio. Dois anos de terror

Por Padre Cristóvão e Padre Williams – Fratres in Unum.com

Sexta-feira treze. Dois anos da eleição de Bergoglio. Concidência triste, mas superlativamente apropriada.

A Igreja, outrora resplandecente de beleza, ornada com a coroa da sabedoria, o esplendor da doutrina, agora jaz saqueada, banalizada, desfigurada e fútil, sob a batuta de um… papa.

Difícil era prever que chegaríamos a este ponto! Mesmo com os resvalos, pessoais e eclesiais, de Paulo VI, nunca havíamos testemunhado tamanho esvaziamento da sacralidade católica, da mínima fidelidade à fé, e, não cansamo-nos de nos pasmar, até mesmo da lucidez quanto às verdades da lei natural!

Depois do Concílio Vaticano II, foi pública a trepidação na Igreja acerca da profissão do dogma, a deserção, o silenciamento, a desinformação, a apostasia, silente ou não, grotesca em muitos casos, mas em todo orbe sentida. Contudo, também é inegável a firmeza com que os papas posteriores, quase que agarrados aos últimos destroços da nau, em meio ao mar encapelado que a tragava, quase que soçobrando à torrente, anunciaram com desassombro os “princípios inegociáveis” da vida e da família, agora desdenhados por Francisco. [Continue lendo aqui…]

Outro texto que mostra as dificuldades do Papa Francisco, é esse aqui:

“Muitos esperam olhando para o relógio o fim do pontificado”, advertiu à AFP o veterano vaticanista Marco Politi, autor do livro “Francisco entre os lobos”. [Leia mais aqui…]

Opinião

Para mim, Francisco trouxe uma nova luz para esses tempos. Trouxe algo que há muito a igreja não vivia intensamente, popularidade. Contudo, a popularidade não é desejo de todos, mas conversão sim. E é preciso passar pela popularidade para que haja conversão. Bem-vinda ou não , ela é necessária para que possamos agir levando o evangelho a muitos.

por Marquione Ban

Paróquias de Ipatinga-MG aderem ao “24 Horas Para o Senhor”

Segunda edição do evento atinge todo o mundo.
Segunda edição do evento atinge todo o mundo.

As paróquias de Ipatinga-MG aderiram ao projeto “24 Horas para o Senhor”. O momento de louvor, adoração e reconciliação será nos dias 13 e 14 de março, das 18h de um dia até as 18h do outro. As 24 Horas vão ser na Igreja Matriz de Cristo Rei, Centro da cidade.

A programação conta com adoração, missa, oração do terço e principalmente confissões. Os padres de todas as paróquias irão se revezar para atender aos fiéis.

Informações nas Secretarias Paroquiais de sua paróquia ou com lideranças de sua comunidade.

Inciativa Papal

As 24 Horas para o Senhor é uma iniciativa do Papa Francisco, que realizou a primeira edição no ano passado. Na ocasião, Francisco presidiu a Liturgia Penitencial e missa de abertura, além de ter confessado alguns fiéis.

Este ano não será diferente. Papa Francisco presidirá novamente a Liturgia Penitencial e também confessará os fiéis.

Na sua cidade

Vamos divulgar essa iniciativa para todos. Na sua cidade ou diocese deve acontecer esse evento também. Poste nos comentários o local e horários para que mais pessoas possam se reencontrar com Deus. Lembrem-se, todo cristão deve se confessar ao menos uma vez com o Sacerdote.

Papa Francisco diz que mundo que marginaliza mulheres ‘é estéril’

Do G1 | O papa Francisco destacou neste domingo (8), dia internacional da mulher, a importância da presença das mulheres nas sociedades atuais e afirmou que um mundo no qual elas são marginalizadas “é um mundo estéril”.

O papa Francisco fala aos fiéis da Praça São Pedro, no Vaticano, durante o Ângelus neste domingo (8) (Foto: Andreas Solaro/AFP)
O papa Francisco fala aos fiéis da Praça São Pedro, no Vaticano, durante o Ângelus neste domingo (8) (Foto: Andreas Solaro/AFP)

Durante seu pronunciamento depois da oração do Ângelus, o pontífice disse que este 8 de março representa a “ocasião para ressaltar a importância das mulheres e a necessidade de sua presença na vida”.

“Um mundo no qual as mulheres são marginalizadas é um mundo estéril, porque as mulheres não só dão a vida (…), mas têm a capacidade de entender o mundo com outros olhos e de sentir as coisas com coração mais criativo, mais paciente e mais dócil”, ressaltou Francisco em discurso na sacada do Palácio Apostólico do Vaticano.

O papa dedicou uma especial “saudação a todas as mulheres que a cada dia buscam construir uma sociedade mais humana e acolhedora” e expressou seu agradecimento “àquelas que, de diferentes modos, testemunham o Evangelho e trabalham na Igreja”.

Papa na mira do Estado Islâmico

Depois da decapitação dos 21 cristãos coptas egípcios, mês passado, que tinham sido sequestrados na Líbia, os terroristas do temido Estado Islâmico divulgaram um vídeo em que, além de veicular as cenas brutais do covarde assassinato massivo, ainda destacavam a sua aproximação da fronteira italiana, em clara ameaça contra o Vaticano.

Imagem de Franco Origlia - Getty Images; editado FidesPress
Imagem de Franco Origlia – Getty Images; editado FidesPress

O grupo italiano de comunicações Mediaset publicou neste domingo em seu site algumas declarações do comandante das forças vaticanas de segurança, Domenico Giani, 52, sobre esta ameaça contra a sede do catolicismo. Giani confirma que o perigo é real, mas afirma que, até o momento, não há indícios concretos de que esteja em andamento algum plano terrorista para atacar o papa Francisco e o Vaticano.

À frente da Gendarmaria Vaticana há nove anos, Giani foi entrevistado pela revista “Polizia Moderna”, editada pela corporação. Ele observa que “o nível de atenção é constantemente alto”, já que, além das atuais ameaças do Estado Islâmico, existe o risco permanente de atentados isolados que podem ser cometidos por fanáticos ou pessoas mentalmente desequilibradas.

Giani informa que cerca de vinte gendarmes, os policiais do corpo de segurança do Vaticano, são especialmente treinados em ações antiterrorismo e que alguns deles acompanham o papa em suas viagens ao exterior. O comandante destaca ainda as boas relações entre a Santa Sé e vários países muçulmanos, que compartilham informações relevantes no tocante à segurança e ao monitoramento de riscos. O relacionamento da Gendarmaria Vaticana com a polícia italiana também é elogiado por Domenico Giani.

Sobre as eventuais preocupações do papa com a própria segurança, o chefe da “polícia papal” observa que Francisco não pretende mudar o estilo do seu pontificado, baseado na proximidade com os fiéis. “Mesmo como pontífice, ele continua sendo o padre que não quer perder o contato com o seu rebanho”, considera Giani, acrescentando que “somos nós, encarregados da sua segurança, que devemos nos adequar a ele, e não o contrário”.

De fato, desde que foi eleito para o pontificado, Francisco mora na Casa Santa Marta, onde tinha ficado hospedado durante o conclave. A residência está situada dentro das fronteiras vaticanas e Francisco a escolheu porque ali se sente mais próximo das pessoas no dia a dia. Normalmente, os papas residem no Palácio Apostólico, onde a segurança seria maior. Foi mesmo o Vaticano, portanto, quem teve de se adequar a este papa que promove a reaproximação entre a Igreja e as “periferias existenciais”.Francisco já preocupou muitos especialistas em segurança ao se expor a riscos considerados altos, como é o caso do seu costume de usar o papamóvel aberto em vez do blindado, ou de simplesmente descer do papamóvel para conversar com os fiéis no meio da multidão.

Neste domingo, Francisco voltou a denunciar o sofrimento das minorias étnicas e religiosas perseguidas no Iraque e na Síria. O papa convidou os fiéis a rezarem em silêncio na Praça de São Pedro “pelos irmãos que sofrem por causa fé” naqueles países, aterrorizados pelo sangrento fundamentalismo do Estado Islâmico.

Texto publicado em Aleteia

Papa: o verdadeiro jejum vem do coração

Cidade do Vaticano (RV) – Os cristãos, especialmente na Quaresma, são chamados a viver coerentemente o amor a Deus e o amor ao próximo. Este é um dos trechos da homilia que Francisco pronuncio una Missa celebrada na manhã desta sexta-feira na Casa Santa Marta.

O Papa se inspirou na primeira Leitura extraída do Livro de Isaías, em que o povo se lamenta a Deus por não ouvir seus jejuns. Para o Pontífice, é preciso distinguir entre “o formal e o real”. Ou seja, de que adianta jejuar, não comer carne, e depois brigar ou explorar os funcionários? Eis o motivo pelo qual Jesus condenou os fariseus, porque faziam “tantas observações exteriores, mas sem a verdade do coração”.

O amor a Deus e ao homem estão unidos

O jejum que Jesus quer, ao invés, é o que desfaz as cadeias injustas, liberta oprimidos, veste quem está nu, faz justiça. “Este é o verdadeiro jejum – reiterou o Papa – o jejum que não é somente exterior, uma lei externa, mas deve vir do coração”:

“E nas tábuas da lei há o preceito em relação a Deus, em relação ao próximo e os dois estão juntos. Eu não posso dizer: “Mas, não, eu cumpro os primeiros três mandamentos… e os outros mais ou menos”. Não, se não cumpre estes, não pode cumprir aqueles, e se cumpre este, deve cumprir aquele. Estão unidos: o amor a Deus e o amor ao próximo são uma unidade e se quiser fazer penitência, real e não formal, deve fazê-la diante de Deus e também com o seu irmão, com o próximo”.

Usar Deus para cobrir a injustiça

Pode-se ter tanta fé, prosseguiu, mas – como diz o Apóstolo Tiago – se “não realiza obras, é morta, para que serve?”. Assim, se alguém vai à Missa todos os domingos e comunga, pode-se perguntar: “E como é a sua relação com seus funcionários? Os paga de maneira irregular? Dá a eles um salário justo? Paga também as taxas para a aposentaria? Para a assistência de saúde?”.

“Quantos homens e mulheres têm fé mas dividem as tábuas da lei: ‘Sim, eu faço isso… mas você dá esmolas? Sim, sim, sempre mando um cheque para a Igreja. Ah, então tá… Mas na tua Igreja, na tua casa, com quem depende de você (filhos, avós, funcionários), você é generoso, é justo? Não se pode fazer ofertas à Igrejas e pelas costas, ser injusto com seus funcionários. Este é um pecado gravíssimo: usar Deus para cobrir a injustiça”.

“E isto – retomou o Papa – é aquilo que o profeta Isaias, em nome do Senhor, nos explica”: “Não é um bom cristão quem não faz justiça com as pessoas que dependem dele”. E não é um bom cristão aquele que não se despoja de algo necessário para dar ao próximo, que precisa”.

O caminho da Quaresma é “este, é duplo: a Deus e ao próximo. É real, não simplesmente formal. Não é somente deixar de comer carne sexta-feira, fazer alguma coisinha e depois, deixar aumentar o egoísmo, a exploração do próximo, a ignorância dos pobres”.

Continuar lendo “Papa: o verdadeiro jejum vem do coração”

Jolie, o Papa e um filme: Unbroken

A atriz não segue nenhuma religião, mas diz ter afeto pelo Papa Francisco
A atriz não segue nenhuma religião, mas diz ter afeto pelo Papa Francisco

Por meio do Twitter, o Vaticano informou ontem, 8, que o Papa Francisco recebeu a atriz norte-americana Angelina Jolie. O encontro ocorreu por causa do filme Unbroken (Invencível) que a atriz produziu e dirigiu.

“É uma honra ter sido convidada ao Vaticano por causa do meu filme, além disso, também é um tributo à história que conto, ‘Unbroken’ (Invencível), que fala de um herói, Louis, um grande exemplo da força do perdão”, explicou em uma nota oficial Angelina Jolie, conforme informou a agência Ansa.

O filme foi projetado na Casinha Pio IV do Vaticano onde participaram da seção Luke Zamperini, filho de Louis Zamperini, cuja a história é retratada na película, Dom Guilhereme Kacher, cerimonialista do Vaticano e por Dom Marcelo Sánchez Sorondo.

Unbroken

O filme narra a história do atleta Zamperini, campeão olímpico dos Estados Unidos e herói da Segunda Guerra Mundial, que durante uma missão militar, teve um acidente no Oceano Pacífico, do qual sobreviveu junto com dois companheiros.

Os náufragos passaram 47 dias à deriva em uma balsa, porém, foram capturados por soldados japoneses que os torturaram e os mantiveram como prisioneiros durante dois anos. Louis morreu com 97 anos.

Jolie e Deus

A atriz assegura ter encontrado Deus durante a gravação de ‘Unbroken.’ Segundo ela, graças à inspiração de seu protagonista e, embora não se declare seguidora de alguma religião, afirmou que admira o Papa Francisco.

Trailer

O trailer do filme Unbroken pode ser visto em:

Com informações de ACI DIGITAL

Leia a homilia do Papa na noite de Natal

Nasceu para nós o Salvador. Vinde e adoremos!
Nasceu para nós o Salvador. Vinde e adoremos!

(ACI/EWTN Noticias).- “Também nós, nesta noite abençoada, viemos à casa de Deus atravessando as trevas que envolvem a terra, mas guiados pela chama da fé que ilumina os nossos passos e animados pela esperança de encontrar a «grande luz». Abrindo o nosso coração, temos, também nós, a possibilidade de contemplar o milagre daquele menino-sol que, surgindo do alto, ilumina o horizonte”. Abaixo reproduzimos na íntegra a homilia do Santo Padre na Missa do Galo na Basílica de São Pedro neste 24 de dezembro:

Homilia do Papa Francisco, 24 de dezembro de 2014

«O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; habitavam numa terra de sombras, mas uma luz brilhou sobre eles» (Is 9, 1). «Um anjo do Senhor apareceu [aos pastores], e a glória do Senhor refulgiu em volta deles» (Lc 2, 9). É assim que a Liturgia desta santa noite de Natal nos apresenta o nascimento do Salvador: como luz que penetra e dissolve a mais densa escuridão. A presença do Senhor no meio do seu povo cancela o peso da derrota e a tristeza da escravidão e restabelece o júbilo e a alegria.

O papa Francisco, durane Missa do Galo. (Foto: Max Rossi / Reuters)
O papa Francisco, durane Missa do Galo. (Foto: Max Rossi / Reuters)

Também nós, nesta noite abençoada, viemos à casa de Deus atravessando as trevas que envolvem a terra, mas guiados pela chama da fé que ilumina os nossos passos e animados pela esperança de encontrar a «grande luz». Abrindo o nosso coração, temos, também nós, a possibilidade de contemplar o milagre daquele menino-sol que, surgindo do alto, ilumina o horizonte.

A origem das trevas

A origem das trevas que envolvem o mundo perde-se na noite dos tempos. Pensemos no obscuro momento em que foi cometido o primeiro crime da humanidade, quando a mão de Caim, cego pela inveja, feriu de morte o irmão Abel (cf. Gn 4, 8). Assim, o curso dos séculos tem sido marcado por violências, guerras, ódio, prepotência. Mas Deus, que havia posto suas expectativas no homem feito à sua imagem e semelhança, esperava. O tempo de espera fez-se tão longo que a certo momento, quiçá, deveria renunciar; mas Ele não podia renunciar, não podia negar-Se a Si mesmo (cf. 2 Tm 2, 13). Por isso, continuou a esperar pacientemente face à corrupção de homens e povos.

A luz

Ao longo do caminho da história, a luz que rasga a escuridão revela-nos que Deus é Pai e que a sua paciente fidelidade é mais forte do que as trevas e do que a corrupção. Nisto consiste o anúncio da noite de Natal. Deus não conhece a explosão de ira nem a impaciência; permanece lá, como o pai da parábola do filho pródigo, à espera de vislumbrar ao longe o regresso do filho perdido.

O sinal de Deus

A profecia de Isaías anuncia a aurora duma luz imensa que rasga a escuridão. Ela nasce em Belém e é acolhida pelas mãos amorosas de Maria, pelo afecto de José, pela maravilha dos pastores. Quando os anjos anunciaram aos pastores o nascimento do Redentor, fizeram-no com estas palavras: «Isto vos servirá de sinal: encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura» (Lc 2, 12). O «sinal» é a humildade de Deus levada ao extremo; é o amor com que Ele, naquela noite, assumiu a nossa fragilidade, o nosso sofrimento, as nossas angústias, os nossos desejos e as nossas limitações. A mensagem que todos esperavam, que todos procuravam nas profundezas da própria alma, mais não era que a ternura de Deus: Deus que nos fixa com olhos cheios de afecto, que aceita a nossa miséria, Deus enamorado da nossa pequenez.

Ternura

Nesta noite santa, ao mesmo tempo que contemplamos o Menino Jesus recém-nascido e reclinado numa manjedoura, somos convidados a reflectir. Como acolhemos a ternura de Deus? Deixo-me alcançar por Ele, deixo-me abraçar, ou impeço-Lhe de aproximar-Se? «Oh não, eu procuro o Senhor!» – poderíamos replicar. Porém a coisa mais importante não é procurá-Lo, mas deixar que seja Ele a encontrar-me e cobrir-me amorosamente das suas carícias. Esta é a pergunta que o Menino nos coloca com a sua mera presença: permito a Deus que me queira bem?

E ainda: temos a coragem de acolher, com ternura, as situações difíceis e os problemas de quem vive ao nosso lado, ou preferimos as soluções impessoais, talvez eficientes mas desprovidas do calor do Evangelho? Quão grande é a necessidade que o mundo tem hoje de ternura!

A resposta do cristão não pode ser diferente da que Deus dá à nossa pequenez. A vida deve ser enfrentada com bondade, com mansidão. Quando nos damos conta de que Deus Se enamorou da nossa pequenez, de que Ele mesmo Se faz pequeno para melhor nos encontrar, não podemos deixar de Lhe abrir o nosso coração pedindo-Lhe: «Senhor, ajudai-me a ser como Vós, concedei-me a graça da ternura nas circunstâncias mais duras da vida, dai-me a graça de me aproximar ao ver qualquer necessidade, a graça da mansidão em qualquer conflito».

Presépio

Queridos irmãos e irmãs, nesta noite santa, contemplamos o presépio: nele, «o povo que andava nas trevas viu uma grande luz» (Is 9, 1). Viram-na as pessoas simples, dispostas a acolher o dom de Deus. Pelo contrário, não a viram os arrogantes, os soberbos, aqueles que estabelecem as leis segundo os próprios critérios pessoais, aqueles que assumem atitudes de fechamento. Olhemos o presépio e façamos este pedido à Virgem Mãe: «Ó Maria, mostrai-nos Jesus!»

Papa elenca 15 doenças da Curia que prejudicam a Igreja

Enquanto o Papa Francisco discursa alguns cardeais demonstram tristeza pela bronca. Foto: Andreas Solaro / AP
Enquanto o Papa Francisco discursa alguns cardeais demonstram tristeza pela bronca. Foto: Andreas Solaro / AP

Hoje, 22/12, o Papa Francisco falou sobre a Cúria  e suas doenças que atrapalham na governança da Igreja. Francisco listou 15 enfermidades a serem combatidas. A mais forte de todas, e já citada pelo pontífice, foi o “Alzheimer espiritual”. Ele ainda, em seu discurso anual aos membros da Cúria, condenou rivalidades, calúnias e intrigas.

“Como qualquer corpo humano”, a Cúria sofre de “infidelidades ao Evangelho” e de “doenças que precisa aprender a curar”, disse o Papa.

O objetivo da lista é para que Cúria “seja cada vez mais harmoniosa e unida”. Na lista, figuram expressões fortes como “terrorismo do falatório”, “esquizofrenia existencial”, “exibicionismo mundano”, “narcisismo falso” e “rivalidades pela glória”.

— A cura é o fruto da tomada de consciência da doença — concluiu o Papa, pedindo que os bispos e cardeais se permitam que o Espírito Santo inspire suas ações, em vez de confiar apenas em suas capacidades intelectuais. — Os padres são como aviões: estão na primeira página quando caem — acrescentou.

Após o puxão de orelha em público, o Papa saudou um a um os cardeais.

Será que essas doenças habitam apenas a Cúria?

Creio que não. Muitas já estão enraizadas nas bases da Igreja. Padres autoritários, leigos autoplocamados donos da igreja. Bispos esquecidos. E assim por diante. Contudo, o passo dado hoje por Francisco, mostra que ele pretende, ou melhor, faz uma quimioterapia na Igreja. De fato, ela tem de começar em algum lugar. Esse lugar é o coração da casa. Por lá que os exemplos ruins tem chegado até as pequenas comunidades.

Vamos rezar para que essas doenças saim todas da Igreja de Cristo.

Marquione Ban com informações de O Globo

Vejas as 5 dicas do Papa Francisco para as crianças

(ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco teve nesta quinta-feira, 19/12, um encontro com as crianças da Ação Católica Italiana, agradeceu a elas os votos de “Feliz Natal” que lhe fizeram em nome de toda a Ação, e convidou-as a seguirem cinco conselhos para “caminhar bem na associação, na família e na comunidade”.

Papa Francisco com as crianças (foto referencial) / L'Osservatore Romano
Papa Francisco com as crianças (foto referencial) / L’Osservatore Romano

“Escutei que este ano se comprometeram com um tema que tem como slogan ‘Tudo por descobrir’. É um caminho belo, que necessita a coragem e o cansaço da busca, para depois quando descubram o projeto que Jesus tem para cada um de vocês”, afirmou o Papa na Sala do Consistório.

Nesse sentido, tomando como inspiração a palavra “Tudo”, Francisco deu cinco conselhos para estas crianças:

  1. Não se rendam nunca, porque o que Jesus quer das crianças está para ser construído juntos: com os pais, irmãos, amigos e companheiros de escola, de catecismo, de oratório e da Ação Católica.
  2. Interessem-se nas necessidades dos mais pobres, dos que mais sofrem e estão mais sozinhos, porque, quem gosta de Jesus, deve amar o próximo. Assim, tudo se torna amor.
  3. Amem a Igreja, amem os seus sacerdotes, coloquem-se a serviço da comunidade, porque a Igreja não é somente os sacerdotes, os bispos… mas é toda a comunidade, coloquem-se a serviço da comunidade. Doem tempo, energia, qualidade e capacidade pessoais para as suas paróquias dando assim testemunho da própria riqueza que é um dom de Deus para compartilhar. É importante! Aquele “tudo”: Tudo por descobrir, tudo para compartilhar, tudo para construir juntos, todo amor…
  4. Sejam apóstolos da paz e da serenidade, a partir das próprias famílias, recordem a seus pais, a seus irmãos e contemporâneos que é bonito amar-se e que as incompreensões podem ser superadas, porque estando unidos a Jesus tudo é possível. Isso é importante: Tudo é possível. Mas esta palavra não é uma invenção nova: Esta palavra foi dita por Jesus, quando descia do monte da Transfiguração. Para aquele pai que pediu a cura de seu filho, o que lhe disse Jesus? “Tudo é possível para aqueles que têm fé”. Com a fé em Jesus se pode tudo, tudo é possível.
  5. Falem com Jesus. A oração: Falem com Jesus, o maior amigo que nunca os abandona, confiem a Ele as suas alegrias e tristezas. Corram a Ele cada vez que errem e façam alguma coisa ruim, com a certeza de que Ele os perdoa. E falem com todos de Jesus, de seu amor, de sua misericórdia, de sua ternura, porque a amizade com Jesus, que deu a própria vida por nós, é um fato para contar a todos. Todos estes “tudo” são importantes.

“O que dizem? Atrevem-se a colocar em prática esta proposta com o ‘tudo’?”, perguntou o Papa.

“Penso que já vivem uma grande quantidade destas coisas. Agora, com a graça do seu Natal, Jesus quer ajudar vocês a dar um passo bem mais decidido, mais firme e mais alegre para ser seus discípulos. É suficiente dizer uma palavrinha: “Eis-me aqui”, como nos ensina Nossa Senhora, que, assim, respondeu ao chamado do Senhor”, afirmou o Santo Padre, que convidou as crianças a rezarem juntos uma Ave Maria.

“Recordem-no bem: Tudo por descobrir, tudo para construir juntos, todo amor, tudo para compartilhar, tudo é possível, e a fé é um evento todo para contá-lo”.

Finalmente, Francisco agradeceu aos meninos sua visita e lhes pediu rezar por ele. “Por favor, lembrem-se disto”, expressou.

“As crianças têm direito a uma família com pai e mãe”, afirma o Papa

(ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco interveio nesta manhã na sessão inaugural do Congresso Internacional sobre a complementariedade entre homem e mulher que acontece no Vaticano de hoje até a próxima quarta-feira, 19 de novembro, promovido pela Congregação para a Doutrina da Fé.

Papa Francisco cumprimenta uma família na Praça São Pedro (Foto L'Osservatore Romano)
Papa Francisco cumprimenta uma família na Praça São Pedro (Foto L’Osservatore Romano)

O Santo Padre disse que “a família continua sendo fundamento da convivência e a garantia contra a cisão social”, para depois dizer que

“as crianças têm o direito a crescer em uma família, com um pai e uma mãe, capazes de criar um ambiente idôneo para seu desenvolvimento e amadurecimento afetivo”.

O Pontífice alertou sobre a armadilha “de ser qualificados com conceitos ideológicos” já que “a família é um fato antropológico e não podemos qualificá-la com conceitos de natureza ideológica que só têm força em um momento da história e depois caem”.

“Não se pode falar hoje de ‘família conservadora’ ou de ‘família progressista’: família é família; tem uma força em si”, destacou o Papa.

O Papa expressou o seu desejo de que o Congresso seja “fonte de inspiração para todos os que sustentam e reforçam a união do homem e da mulher no matrimônio como um bem único, natural, fundamental e belo para as pessoas, as famílias, as comunidades e as sociedades”.

Logo depois, o Santo Padre anunciou que participará do próximo Encontro Mundial das Famílias que será celebrado em setembro de 2015 na Filadélfia, Estados Unidos.

Durante a sua intervenção e em referência ao tema do Congresso, o Pontífice explicou que na complementariedade do homem e da mulher se baseia “o matrimônio e a família, que é a primeira escola onde aprendemos a apreciar os nossos dons e os dos outros, e onde começamos a aprender a arte de vivermos juntos”.

O Papa se referiu a também às dificuldades que se vivem na família, tais como o “egoísmo e o altruísmo, entre razão e paixão, entre os desejos imediatos e os objetivos a longo prazo” mas “as famílias oferecem também o lugar onde resolver estas tensões”.

Para o Papa Francisco, “quando falamos de complementariedade entre homem e mulher neste contexto, não devemos confundir tal termo com a ideia simplista de que todos os róis e as relações de ambos os sexos estão fechados em um modelo único e estático”. “A complementariedade assume muitas formas, porque cada homem e mulher dão a própria contribuição pessoal ao matrimônio e à educação dos filhos. A própria riqueza pessoal, o próprio carisma pessoal, e a complementariedade se converte assim em uma grande riqueza” que além de um “bem” é também “beleza”, disse aos participantes do Congresso.

O Santo Padre assegurou depois que “hoje, matrimônios e famílias estão em crise” porque “vivemos em uma cultura do provisório, na qual cada vez mais pessoas renunciam ao matrimônio como compromisso público”.

“Esta revolução do costume e da moralidade é frequentemente interpretada como ‘liberdade’, mas causa devastação espiritual e material a inúmeros seres humanos, especialmente aos mais vulneráveis”.

“E é cada vez mais evidente que o declínio da cultura do matrimônio está associado ao aumento da pobreza e a uma série de problemas sociais que atingem de modo desproporcional mulheres, crianças e idosos”, assegurou na nova Sala do Sínodo.

Por outro lado, o Santo Padre disse que “a crise da família originou a crise da ecologia humana, já que os ambientes sociais, como os ambientes naturais, têm necessidade de ser protegidos”.

Além disso, “a humanidade compreendeu a necessidade de enfrentar aquilo que constitui uma ameaça aos nossos ambientes naturais; somos lentos, inclusive em nossa cultura católica, em reconhecer que nossos ambientes sociais estão em risco”.

Portanto, “é necessário promover uma nova ecologia humana e fazê-la progredir” e insistir “sobre os pilares fundamentais que regem uma nação: seus bens imateriais”, sustentou o Papa Francisco.

“A família continua sendo fundamento da convivência e a garantia contra a divisão social”, indicou para depois dizer que “as crianças têm o direito de crescer em uma família, com um pai e uma mãe, capazes de criar um ambiente idôneo para seu desenvolvimento e seu amadurecimento afetivo”.

O Santo Padre quis recordar de novo a exortação apostólica Evangelii gaudim, na qual “coloquei o acento sobre a contribuição ‘indispensável’ do matrimônio na sociedade” uma contribuição que “supera o nível da emotividade e das necessidades contingentes do casal”. A seguir, mostrou-se contente “pela ênfase colocada em seu congresso sobre os benefícios que o matrimônio pode levar aos filhos, aos cônjuges mesmos e à sociedade”.

O Papa Francisco exortou logo os participantes do Congresso a enfatizarem que “o compromisso definitivo com a solidariedade, a fidelidade e o amor fecundo atende aos anseios mais profundos do coração humano”.

Por isso, convidou a terem sempre presente aos jovens que representam o futuro: “é importante que não se deixem envolver pela mentalidade daninha do provisório e sejam revolucionários para terem a coragem de criar um amor forte e duradouro, quer dizer, de ir contra corrente”.