O que a Bíblia diz sobre ser mãe?

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Ser mãe é um papel muito importante que o Senhor escolhe para dar a muitas mulheres. Às mães é dito que amem seus filhos em Tito 2:4-5, que diz: “Para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, A serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada.” Em Isaías 49:15a a Bíblia diz: “Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre?” Quando se começa a ser mãe?

Os filhos são presentes do Senhor (Salmos 127:3-5). Em Tito 2:4, aparece a palavra grega “phileoteknos”. Esta palavra representa um tipo especial de “mãe-amor”. A idéia que esta palavra evoca é de “preferir” nossos filhos, “cuidar” deles, “alimentá-los”, “abraçá-los” com amor, “satisfazer suas necessidades”, “amavelmente ser amiga” de cada um como único vindo da mão de Deus. A Escritura nos ordena para que vejamos “mãe-amor” como nossa responsabilidade. A palavra de Deus ordena tanto às mães quanto aos pais para que façam várias coisas na vida de seus filhos, dando:

Disponibilidade – manhã, tarde e noite (Deuteronômio 6:6-7).

Envolvimento – interagindo, colocando pontos de vista, pensando e processando a vida juntos (Efésios 6:4).

Ensinamento – sobre as Escrituras, a visão bíblica do mundo (Salmos 78:5-6, Deuteronômio 4:10, Efésios 6:4).

Treinamento – ajudando o filho a desenvolver habilidades e descobrir seu potencial (Provérbios 22:6).

Disciplina – ensinando o temor do Senhor, ensinando seus limites de forma consistente, amorosa e firme (Efésios 6:4, Hebreus 12:5-11, Provérbios 13:24, 19:18, 22:15, 23:13-14, 29:15-17).

Nutrição – provendo um ambiente de constante apoio verbal, liberdade de falhar, aceitação, afeto e amor incondicional (Tito 2:4, II Timóteo 1:7, Efésios 4:29-32, 5:1-2, Gálatas 5:22, I Pedro 3:8-9).

Exemplo com integridade – vivendo de acordo com o que ensina, sendo um modelo com o qual o filho possa aprender “captando” a essência de um viver piedoso (Deuteronômio 4:9, 15, 23; Provérbios 10:9, 11:3; Salmos 37:18, 37).

A Bíblia nunca ordena que todas as mulheres devam ser mães. Contudo, diz que aquelas que o Senhor abençoa e se tornam mães devem tomar seriamente tal responsabilidade. As mães têm um papel único e crucialmente importante nas vidas de seus filhos. A maternidade não é um trabalho ou tarefa desagradável. Da mesma forma com que uma mãe gera seu filho durante a gravidez, e da mesma forma com que a mãe alimenta e cuida de seu filho durante a infância, as mães têm também um papel constante na vida de seus filhos, adolescentes, jovens adultos e até filhos completamente adultos. Enquanto o papel da maternidade deve se transformar e se desenvolver, o amor, cuidado, educação e encorajamento que uma mãe dá nunca devem terminar.

Fonte: Got Questions

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O livos apócrifos

Canção Nova | Padre Antônio Xavier, mestrando em Sagradas Escrituras e sacerdote da Comunidade Canção Nova em missão na Terra Santa, responde a questões sobre os polêmicos livros apócrifos.

Na entrevista, o padre explica o que são, suas origens, como a Igreja lida com estes livros e como os fiéis católicos devem utilizá-los. Além disso, o sacerdote apresenta uma lista completa sobre os atuais livros apócrifos.

noticias.cancaonova.com: O que são os livros apócrifos? A Igreja se utiliza desses livros de alguma forma? Como isso acontece?

Padre Antônio Xavier: A palavra “apócrifo” significa “escrito secreto, reservado, oculto, não lido publicamente”. Quando se fala da Bíblia este tipo de escrito se opõe ao canônico que significa “reto, direito, norma ou ainda lista oficial”. Canônicos são os livros reconhecidos como inspirados e apócrifos são os livros que procuram completar as lacunas dos livros canônicos, ou possuem o mesmo conteúdo dito de forma diferente, ora acrescentando, ora modificando ou ainda contradizendo completamente, não aceitos como inspirados. Existem apócrifos tanto do Antigo Testamento como do Novo Testamento.

A lista dos livros canônicos foi fortemente discutida nos primeiros séculos até que em 382, no Concílio de Roma, o Papa Dâmaso estabelece o cânon (Cfr. Denzinger n.84) e publica a Vulgata. Até este tempo alguns apócrifos eram utilizados como referência a detalhes não tratados nos livros canônicos, mas nunca na liturgia. Alguns apócrifos apresentam os apóstolos como seus autores, mas é uma autoria falsa porque, na verdade, foram escritos bem depois da morte dos apóstolos.

Podemos dizer que os apócrifos, sobretudo do Novo Testamento, deixaram sua marca na arte e até na Tradição da Igreja. Exemplo disso é a sexta estação da via-sacra que fala da Verônica que seca o rosto de Jesus com um pano; os nomes de Joaquim e Ana, pais de Maria; diversas pinturas e mosaicos em igrejas dos primeiros séculos, e etc. Os apócrifos do Antigo Testamento deixaram sua marca, mesmo dentro do Novo Testamento onde na Carta de São Judas é citada uma batalha entre São Miguel e o Diabo pelo corpo de Moisés.

Com a divulgação da lista oficial dos livros inspirados, os apócrifos passaram a ser cada vez mais evitados terminando por desaparecerem durante muitos séculos.

A Igreja utiliza os apócrifos só naquilo que podem ajudar a compreender melhor os livros canônicos, é um uso apenas no estudo, não na liturgia, muito menos catequético. Explico-me: como alguns deles tendem a preencher lacunas dos canônicos, podem representar ao menos uma pista para tentarmos recuperar uma informação antiga, como o trajeto feito pela Sagrada Família quando foram para o Egito, e etc. Mesmo os que são heréticos, erram em dados de fé, podem conter informações históricas que podem ser investigadas posteriormente. Na Teologia, sobretudo bíblica, nós os utilizamos como um testemunho histórico de como um grupo de cristãos de certo lugar interpretava, mesmo que de forma equivocada, certas passagens da Escritura em um momento da história.

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: Na visão da Igreja, qual é o real problema dos livros apócrifos? Por que a Igreja não os incluiu no cânon da Bíblia?

Padre Antônio Xavier: Cada apócrifo tem um motivo pelo qual foi escrito e um motivo por não ter sido aceito. Este motivo pode ser um problema de fé, distorção de informações históricas e até mesmo falta de utilidade real do livro. Como já dito, todos estes livros foram escritos para fechar uma lacuna ou contestar um outro livro já tido como canônico. Um exemplo de problema doutrinal é o evangelho de Tiago que atribui a Tiago aquilo que Jesus disse a Simão: “Tu és Pedro e sobre esta Pedra construirei minha Igreja”, isso porque Tiago foi bispo de Jerusalém e este evangelho apócrifo foi escrito provavelmente em Jerusalém.

Existem os apócrifos gnósticos onde Jesus é apresentado como um revelador de verdades secretas, ou que contestam a santidade do matrimônio, dizem que somente os homens e as virgens seriam salvas, ou mesmo negam a divindade de Jesus. A Igreja não os incluiu no cânon por não considerá-los isentos de erros de fé, e por mais alguns critérios que colocaremos em seguida.

noticias.cancaonova.com: Os livros apócrifos podem ser lidos pelos católicos? Que tipo de contribuição eles podem trazer aos leitores?

Padre Antônio Xavier: Sim e não. Podem ser lidos sim, mas não como livros inspirados. A Igreja não proíbe a leitura dos apócrifos, mas não os ensina para evitar que as divergências contidas neles possam gerar confusão de fé na cabeça das pessoas. Eu, pessoalmente, desaconselho a leitura de apócrifos sem uma prévia leitura de uma boa crítica sobre eles e uma prévia leitura dos evangelhos canônicos, para evitar que se termine com as ideias mais confusas do que claras. Mas posso dizer também que uma boa leitura crítica dos não heréticos ajuda a compreender o contexto dos primeiros séculos, especialmente os que seguem a mesma linha da natividade e infância de Maria.

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Jesus escreveu os evangelhos?

o-evangelho-de-cristoHoje começa o Mês da Bíblia em nossa Igreja. Mês para nos dedicarmos mais ainda aos textos Sagrados de Deus. Para iniciar esse mês bem, reblogo o texto do Padre Geraldo Ildeo, da paróquia Sagrado Coração de Jesus, aqui da minha cidade, Ipatinda-MG.

Leiam…

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A Bíblia pode ser dividida em duas partes: Antigo (46 livros) e Novo Testamento (27 livros).

A coleção dos 27 livros sagrados (do grego: Διαθήκη Καινὴ, Kaine Diatheke) é o nome dos livros que compõem a segunda parte da Bíblia, o Novo Testamento. Foram escritos após a morte, ressurreição e ascensão de Jesus Cristo. Têm a finalidade de poderem permitir a expansão da notícia de Jesus, morto e ressuscitado, o Messias para a salvação do mundo, Tornaram-se a fonte inspirada por Deus para fundamentar a  teologia cristã.

O Novo Testamento foi escrito em momentos, locais e por autores diferentes. Jesus não deixou textos escritos. A partir do ano 42  surgiram nas comunidades os chamados “ditos de Jesus”, em grego koiné, a língua franca da parte oriental do Império Romano. Eram como apostilas para difundir os ensinamentos do Mestre e que deviam ser conservados e noticiados aos povos.

Antes do século II nem todos os 27 livros livros foram aceitos imediatamente pela Igreja como o Apocalipse de João e as Epístolas católicas menores (II Pedro, Judas, Tiago, II e III João). Mas, a partir do século III foram aceitos com unanimidade pelas comunudades cristãs.

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Um ensinamento que Jesus nos deixou e nós ignoramos

Você tem vários caminhos. Eles podem te levar ao mesmo destino, mas a escolha é sua.
Você tem vários caminhos. Eles podem te levar ao mesmo destino, mas a escolha é sua.

Esta semana comecei a refletir sobre muitas coisas. Umas delas envolvia essa história de estado laico e também comportamentos sociais contemporâneos. Muito se fala. Muito se opina. E muitos tem a verdade encrustada em suas pronuncias. Ao menos pensam que tem. Mas o que isso tem há ver com os ensinamentos de Jesus? Tudo, meu caro padawan.

Comecemos pelo ensinamento que ignoramos: o livre arbítrio.

– Mas esse ensinamento é conhecido de todos. Deus nos deu. Como pode ter sido ensinado por Jesus?

– Explico.

O livre arbítrio nos foi dado por Deus desde nossa concepção. Se assim não fosse, não haveria fruto proibido no Jardim do Éden. Mas essa é outra história, um tanto quanto complicada. O que quero dizer é que temos nossas escolhas. Optamos por entrar ou não para o Reino de Deus, para a permanência do Pai, embora Ele queira todos consigo. Mas, ainda sim, podemos escolher.

Jesus nos ensinou muito sobre o livre arbítrio, pois ele mesmo pode escolher em obedecer ao Pai ou não. Em sua oração ele pediu que fosse afastado dele o cálice. Depois, em plena convicção e comunhão com o Pai disse: “Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres”. (Mt 26, 39). A vontade de Deus é que importa para Cristo. Ele nos ensina a obediência, o amor.

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– Mas nós podemos fazer o outro obedecer a força?

Essa é a questão. O livre arbítrio dado por Deus a nós nos impede de impormos qualquer coisa, pensamento ou atitude sobre o outro. A escolha é dele. Ele aceita ou não. Jesus nos ensinou o respeito a isso. Ele optou pela morte de cruz para nos salvar. Salvar até mesmo seu algozes.

A Bíblia não é uma arma.
A Bíblia não é uma arma.

Mais adiante, no mesmo evangelho, ele pede que evangelizemos todas as criaturas. Todos os homens. O que vejo hoje é que modificamos o conceito de evangelizar para “forçar a conversão”. Isso não deve acontecer. Por isso enfrentamos esse combate monstruoso aos valores cristãos. Lógico que há ação do encardido também no meio disso. Contudo, nossa confusão nos leva ao caos evangelístico. A crença de que se o estado não for laico ou os comportamentos modernos existirem o mundo acaba. Lembre-se, que é você, com tudo que ouviu e aprendeu de Jesus que escolhe seu caminho.

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Da série “Tunica de Jesus”: “pastor” lê errado a Bíblia e comete adultério com fiel. Onde chegamos?

Meu Deus! Quando vi isso no face achei que era piada e de mal gosto. Mas não. É verdade e tão verdade que repórter mostra ao “pastor” como é a leitura correta da palavra. Ah! e Deus revelou isso a ele e a ela. Tudo isso me lembrou piadas internas da igreja em cursos sobre como é importante que a leitura da Palavra seja feita por pessoas bem instruídas como é caso de quando os soldados tentam dividi a túnica de Jesus e conta a piada que alguém leu Tunica e afirmava que Cristo tinha esposa. (kkkk)

Esse é o trecho que o “pastor” leu:

O Senhor disse-me: Ama de novo a uma mulher que foi amada de seu amigo, e que foi adúltera, pois é assim que o Senhor ama os filhos de Israel, embora se voltem para outros deuses e gostem das tortas de uvas. (Oséias 3, 1)

Veja a matéria completa:

O filme sobre Noé e o Dilúvio não condiz com a visão da Igreja, afirma Prof. Felipe Aquino

Fui ver o filme no cinema e em breve vou escrever uma crítica. Adianto que quem quiser ver o filme e estiver pensando em ver um filme religioso e/ou bíblico vai se decepcionar. Noé é um drama de ação.

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(ACI/EWTN Noticias).- O conhecido autor e apresentador católico, Prof. Felipe Aquino, em um dos seus mais recentes artigos fala sobre o filme “Noé”, estrelado pelo ator Russel Crowe. No texto o pensador brasileiro conhecido pelos seus 73 livros e pregações, assinala que a obra hollywoodiana apresenta uma visão que não se coaduna com a interpretação que a Igreja dá do episódio do dilúvio e da aliança de Deus com Noé.


“Os quatro capítulos do Gênesis (6-9) narram o dilúvio bíblico e significa uma expressão do pecado que, a começar com Adão e Eva vão se alastrando cada vez mais. Esta narração contém, como pode-se notar quando se lê atentamente, repetições e contradições. Os exegetas (estudiosos da Bíblia) concluem que a narração é a fusão de dois documentos (fontes Sacerdotal P e Javista J) conservando cada qual os seus detalhes próprios, sem que o autor sagrado tivesse a preocupação de harmonizá-los entre si. Isto mostra que o autor sagrado não estava preocupado com detalhes menores, e visava sim um sentido mais profundo, uma mensagem religiosa”, explica Prof. Aquino.

Filme não condiz com a bíblia.
Filme não condiz com a bíblia.


Recordando ainda o fato de que nas tradições dos povos antigos há cerca de 288 histórias de dilúvio, e todas com uma base comum: há uma grande catástrofe por conta de uma grande ofensa dos homens contra a divindade. O elemento do castigo que mata os homens e os animais pode ser a água, o fogo, o terremoto, etc.

“Na Babilônia há quatro versões semelhantes de dilúvio, semelhantes ao da Bíblia. Note que Abraão foi oriundo da Mesopotâmia. Aos olhos da ciência é certo que não houve um único dilúvio universal”, afirmou o professor que também é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP.

 “Quando o texto bíblico fala de “terra inteira” e “todos os homens” não fala em sentido geográfico, mas religioso, hiperbólico isto é, o gênero humano para o autor sagrado se reduzia  àqueles que transmitiam os valores religiosos da humanidade”.

“A mensagem do relato do dilúvio (Gen 6-9) – prossegue o Prof. Aquino- quer mostrar o seguinte: Deus é santo e puro; Deus é justo; não pode deixar o mal imperar; Deus é clemente; convida à conversão antes de corrigir”, ressaltou Prof. Felipe.

“O dilúvio marca o fim de um período da história religiosa da humanidade e marca o início de uma nova era; é como se fosse o início de um novo mundo, onde Deus faz aliança com Noé, o “pai” da nova humanidade”.

Falando propriamente de Noé, Prof. Aquino ressalta que este “é uma imagem de Cristo”.
“Noé salvou a humanidade pelo lenho da arca, Cristo vai salvá-la pelo lenho da cruz, do dilúvio do pecado. A arca de Noé é uma figura da Igreja; assim como ninguém sobreviveu fora da arca, ninguém se salva fora da Igreja. Todos os que se salvam, mesmo que não pertençam à Igreja, se salvam por meio de Cristo e da Igreja, ainda que não saibam disso”, destaca.

“As águas do dilúvio são figura do Batismo, que pela água dá vida aos fiéis e apaga os pecados; o dilúvio, como nova criação, prefigura “os novos céus e a nova terra” (2Pe 3,5-7.10) que haverão no fim da história”.

“Como se pode ver, esta visão da Igreja nada tem a ver com a do filme de Noé”, asseverou Felipe Aquino.
 

Estudo sobre a carta de São Paulo aos Gálatas

A Campanha da Fraternidade deste ano tem como lema um versículo do livro de Gálatas. “É para liberdade que Cristo nos libertou”. Esse verso norteia a espiritualidade desta campanha. Pensando assim, é preciso conhecer melhor o livro de Gálatas para melhor compreender a CF 2014.

Abaixo um estudo online sobre essa carta de São Paulo.

Por que Setembro é o Mês da Bíblia?

O mês de setembro, para nós católicos do Brasil é o mês dedicado à Bíblia, isso desde 1971. Mas desde 1947, se comemora o Dia da Bíblia no ultimo domingo de setembro. O mês de setembro foi escolhido como mês da Bíblia porque no dia 30 de setembro é dia de São Jerônimo (ele nasceu em 340 e faleceu em 420 dC).

São Jerônimo foi um grande biblista. Foi ele quem traduziu a Bíblia dos originais (hebraico e grego) para o latim, que naquela época era a língua falada no mundo e usada na liturgia da Igreja. Hoje a Bíblia é o único livro que está traduzido em praticamente todas as línguas do mundo e está em quase todas as casas, talvez nem fazemos ideia, mas a Bíblia é o livro mais vendido, distribuído e impresso em toda a história da humanidade.

A Bíblia – Palavra de Deus – é o fruto da comunicação entre Deus que se revela e a pessoa que acolhe e responde à revelação. Por isso a Bíblia é formada por histórias de um povo, o Povo de Deus, que teve o dom de interpretar sua realidade à luz da presença de Deus e compreender que a vida é um projeto de amor que parte de Deus e volta para Ele.

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Espiritas são cristãos?

Sempre tive curiosidade sobre isso. Afinal os Espiritas não adotam a Bíblia como principal doutrina. Veja o vídeo:

Por que somos cristãos? Destaquei três coisas que devemos responder sempre ao sermos perguntados sobre isso que o Padre Paulo diz no vídeo.

  • Jesus é Deus,
  • Jesus ressuscitou dos mortos com o corpo glorioso;
  • Acreditar na economia sacramental (Nos sacramentos da Igreja)

 

Por que a Bíblia católica é diferente da protestante?

Demoraram alguns séculos para que a Igreja Católica chegasse à forma final da Bíblia, com os 72 livros como temos hoje. Em vários Concílios, ao longo da história, a Igreja, assistida pelo Espírito Santo (cf. Jo 16,12-13) estudou e definiu o Índice (cânon) da Bíblia; uma vez que nenhum de seus livros traz o seu Índice. Foi a Igreja Católica quem berçou a Bíblia. Garante-nos o Catecismo da Igreja e o Concílio Vaticano II que: “Foi a Tradição apostólica que fez a Igreja discernir que escritos deviam ser enumerados na lista dos Livros Sagrados” (Dei Verbum 8; CIC,120). Portanto, sem a Tradição da Igreja não teríamos a Bíblia. Santo Agostinho dizia: “Eu não acreditaria no Evangelho, se a isso não me levasse a autoridade da Igreja Católica” (CIC,119).

Por que a Bíblia católica é diferente da protestante? Esta tem apenas 66 livros porque Lutero e, principalmente os seus seguidores, rejeitaram os livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Baruc, Eclesiástico (ou Sirácida), 1 e 2 Macabeus, além de Ester 10,4-16; Daniel 3,24-20; 13-14. A razão disso vem de longe. No ano 100 da era cristã, os rabinos judeus se reuniram no Sínodo de Jâmnia (ou Jabnes), no sul da Palestina, a fim de definir a Bíblia Judaica. Isto porque nesta época começavam a surgir o Novo Testamento com os Evangelhos e as cartas dos Apóstolos, que os judeus não aceitaram. Nesse Sínodo, os rabinos definiram como critérios para aceitar que um livro fizesse parte da Bíblia, o seguinte: (1) Deveria ter sido escrito na Terra Santa; (2) Escrito somente em hebraico, nem aramaico e nem grego; (3) Escrito antes de Esdras (455-428 a.C.); (4) Sem contradição com a Torá ou lei de Moisés. Esses critérios eram puramente nacionalistas, mais do que religiosos, fruto do retorno do exílio da Babilônia em 537aC. Por esses critérios não foram aceitos na Bíblia judaica da Palestina os livros que hoje não constam na Bíblia protestante, citados anteriomente. Mas a Igreja católica, desde os Apóstolos, usou a Bíblia completa.

Em Alexandria no Egito, cerca de 200 anos antes de Cristo, já havia uma influente colônia de judeus, vivendo em terra estrangeira e falando o grego. O rei do Egito, Ptolomeu, queria ter todos os livros conhecidos na famosa biblioteca de Alexandria; então mandou buscar 70 sábios judeus, rabinos, para traduzirem os Livros Sagrados hebraicos para o grego, entre os anos 250 e 100 a.C, antes do Sínodo de Jâmnia (100 d.C). Surgiu, assim, a versão grega chamada Alexandrina ou dos Setenta, que a Igreja Católica sempre seguiu. Essa versão dos Setenta, incluiu os livros que os judeus de Jâmnia, por critérios nacionalistas, rejeitaram.

Havia, dessa forma, no início do Cristianismo, duas Bíblias judaicas: a da Palestina (restrita) e a Alexandrina (completa – Versão dos LXX). Os Apóstolos e Evangelistas optaram pela Bíblia completa dos Setenta (Alexandrina), considerando inspirados (canônicos) os livros rejeitados em Jâmnia. Ao escreverem o Novo Testamento, utilizaram o Antigo Testamento, na forma da tradução grega de Alexandria, mesmo quando esta era diferente do texto hebraico. O texto grego “dos Setenta” tornou-se comum entre os cristãos; e portanto, o cânon completo, incluindo os sete livros e os fragmentos de Ester e Daniel, passaram para o uso dos cristãos. Das 350 citações do Antigo Testamento que há no Novo, 300 são tiradas da Versão dos Setenta, o que mostra o uso da Bíblia completa pelos Apóstolos. Verificamos também que nos livros do Novo Testamento há citações dos livros que os judeus nacionalistas da Palestina rejeitaram. Por exemplo: Rom 1,12-32 se refere a Sb 13,1-9; Rom 13,1 a Sb 6,3; Mt 27,43 a Sb 2, 13.18; Tg 1,19 a Eclo 5,11; Mt 11,29s a Eclo 51,23-30; Hb 11,34 a 2 Mac 6,18; 7,42; Ap 8,2 a Tb 12,15.

Nos séculos II a IV, houve dúvidas na Igreja sobre os sete livros por causa da dificuldade do diálogo com os judeus. Mas a Igreja, ficou com a Bíblia completa da Versão dos Setenta, incluindo os sete livros. Após a Reforma Protestante, Lutero e seus seguidores rejeitaram os sete livros já citados. É importante saber também que muitos outros livros, que todos os cristãos têm como canônicos, não são citados nem mesmo implicitamente no Novo Testamento. Por exemplo: Eclesiastes, Ester, Cântico dos Cânticos, Esdras, Neemias, Abdias, Naum, Rute. Outro fato importantíssimo é que nos mais antigos escritos dos santos Padres da Igreja (patrística) os livros rejeitados pelos protestantes (deutero-canônicos) são citados como Sagrada Escritura. Assim, São Clemente de Roma, o quarto Papa da Igreja, no ano de 95 escreveu a Carta aos Coríntios, citando Judite, Sabedoria, fragmentos de Daniel, Tobias e Eclesiástico; livros rejeitados pelos protestantes. Ora, será que o Papa S. Clemente se enganou, e com ele a Igreja? É claro que não. Da mesma forma, o conhecido Pastor de Hermas, no ano 140, faz amplo uso de Eclesiástico, e de Macabeus II; Santo Hipólito (†234), comenta o Livro de Daniel com os fragmentos deuterocanônicos rejeitados pelos protestantes, e cita como Sagrada Escritura Sabedoria, Baruc, Tobias, 1 e 2 Macabeus.

Fica assim, muito claro, que a Sagrada Tradição da Igreja e o Sagrado Magistério sempre confirmaram os livros deuterocanônicos como inspirados pelo Espírito Santo. Vários Concílios confirmaram isto: os Concílios regionais de Hipona (ano 393); Cartago II (397), Cartago IV (419), Trulos (692). Principalmente os Concílios ecumênicos de Florença (1442), Trento (1546) e Vaticano I (1870) confirmaram a escolha. No século XVI, Martinho Lutero (1483-1546) para contestar a Igreja, e para facilitar a defesa das suas teses, adotou o cânon da Palestina e deixou de lado os sete livros conhecidos, com os fragmentos de Esdras e Daniel. Lutero, quando estava preso em Wittenberg, ao traduzir a Bíblia do latim para o alemão, traduziu também os sete livros (deuterocanônicos) na sua edição de 1534, e as Sociedades Biblícas protestantes, até o século XIX incluíam os sete livros nas edições da Bíblia. Neste fato fundamental para a vida da Igreja (a Bíblia completa) vemos a importância da Tradição da Igreja, que nos legou a Bíblia como a temos hoje. Disse o último Concílio: “Pela Tradição torna-se conhecido à Igreja o Cânon completo dos livros sagrados e as próprias Sagradas Escrituras são nelas cada vez mais profundamente compreendidas e se fazem sem cessar, atuantes.” (DV,8). Se negarmos o valor indispensável da Igreja Católica e de sua Sagrada Tradição, negaremos a autenticidade da própria Bíblia. Note que os seguidores de Lutero não acrescentaram nenhum livro na Bíblia, o que mostra que aceitaram o discernimento da Igreja Católica desde o primeiro século ao definir o Índice da Bíblia. É interessante notar que o Papa São Dâmaso (366-384), no século IV, pediu a S.Jerônimo que fizesse uma revisão das muitas traduções latinas que havia da Bíblia, o que gerava certas confusões entre os cristãos. São Jerônimo revisou o texto grego do Novo Testamento e traduziu do hebraico o Antigo Testamento, dando origem ao texto latino chamado de Vulgata, usado até hoje.

Foto Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com

O Espírito Santo

A literatura midrash contém muitas afirmações acerca do Espírito Santo. É escrito que o Espírito Santo, sendo de origem celeste, é composto, como tudo aquilo que vem do céu, de luz e de fogo. Quando descansou sobre Finéias, a sua face ardeu como um archote (Midrash Lev. Rabbah 21). Quando o Templo foi destruído e o povo de Israel foi para o exílio, o Espírito Santo regressou ao céu, o que é indicado em Eccl. 12:7: “o espírito voltará para Deus” (Midrash Eccl. Rabbah 12:7). O espírito por vezes fala com voz masculina, e outras com voz feminina (Eccl. 7:29). Isto é, como a palavra “ruah” é tanto masculina como feminina, o Espírito Santo foi concebido como sendo por vezes como um homem e outras como uma mulher.

A tradição Judaica 

De acordo com a tradição Judaica, o Espírito Santo se apresenta apenas a uma geração digna, e a frequência das suas manifestações é proporcional à retidão. Não se registraram manifestações deste no tempo do Segundo Templo (Talmude, Yoma 21b), embora se dessem muitas no tempo de Elias (Tosefta ao Talmude Sotah, 12:5). De acordo com Jó 28:25, o Espírito Santo repousa sobre os Profetas em vários graus, alguns profetizando o conteúdo de apenas um livro, outros preenchendo dois livros (Midrash Lev. Rabbah 15:2). Ainda assim não repousava sobre eles continuamente, mas apenas por períodos de tempo.

Os estágios de desenvolvimento, dos quais o mais elevado é o Espírito Santo, são os seguintes: zelo, integridade, pureza, santidade, humildade, temor do pecado, o Espírito Santo. O Espírito Santo conduziu Elias, o qual traz os mortos à vida (Yer. Shab. 3c, acima, e passagem paralela). O pacto sagrado através do Espírito Santo (Midrash Tanhuma, Vayeki, 14); qualquer um que ensine a Torah em público partilha do Espírito Santo (Midrash Canticles Rabbah 1:9, end; comp. Midrash Lev. Rabbah 35:7). Quando Finéias pecou, o Espírito Santo apartou-se dele (Midrash Lev. Rabbah 37:4).

A tradição Judaica divide os livros da Bíblia Hebraica em três categorias, de acordo com o nível de profecia que os seus autores terão alcançado.

Os resultados visíveis da actividade do Espírito Santo, de acordo com a concepção Judaica, são os livros da Bíblia, os quais terão sido, na sua totalidade, compostos sob a sua inspiração. Todos os Profetas falaram “no Espírito Santo”; e o sinal mais característico da presença do Espírito Santo é o dom de profecia, no sentido em que a pessoa sobre a qual ele repousa vê o passado e o futuro. De acordo com o Talmude, com a morte dos três últimos profetas: Ageu, Zacarias, e Malaquias, o Espírito Santo cessou de se manifestar em Israel; mas o Bat Kol (voz celestial) ainda estava disponível.

A Torah (cinco livros de Moisés) diz-se ter sido escrita por Moisés através de uma revelação verbal directa de Deus. Os Nevi’im (profetas) são livros escritos por pessoas que receberam um elevado nível de profecia. Os Ketuvim (escritos, agiógrafa) são escritos por pessoas que possuem um menor nível de profecia conhecido como inspiração divina, Ruach HaKodesh. De acordo com uma das perspectivas do Talmude, o Espírito Santo estava entre as dez coisas que foram criadas por Deus no primeiro dia (Talmude Bavli, Hag. 12a, b). Embora a natureza do Espírito Santo, na realidade, não esteja descrita em lugar algum, o seu nome indicia que era concebido como uma espécie de vento que se manifestava através de som e luz.

De especial interesse é a distinção feita pelas antigas autoridades Judaicas entre o “Espírito do Senhor” (o qual é o termo mais comum para referir o Espírito Santo no Tanakh) e a Shekinah, a presença de Deus. Esta distinção é feita no Talmude, o qual nos dá uma lista das coisas que se encontravam no primeiro Templo de Jerusalém, mas ausentes do segundo Templo. Esta lista inclui o Espírito Santo e a Shekinah. A diferença não é facilmente compreendida, mas parece que a glória da Shekinah era, de alguma forma, mais tangível do que o Espírito. Isto poderia referir-se à presença literal de Deus no Santo dos Santos, e à presença de Deus que dele emanava em alguma forma especial, em oposição à presença do Espírito Santo, o qual estaria em muitos locais mundo fora, e especialmente em indivíduos. No Tanakh, entretanto, esta presença do Espírito é reservada para os reis, profetas, sumo sacerdotes, etc. e não é concedida ao crente comum.

O Espírito Santo é referido com menor frequência nos Apócrifos e pelos escritores Judeus Helénicos; isto pode significar que a concepção do Espírito Santo não era proeminente entre o povo Judeu da época, especialmente na Diáspora.

Na profecia de I Macabeus 4,45. 14,41 é referido como algo há muito perdido. Sabedoria 9,17 refere-se ao Espírito Santo enviado por Deus dos céus, através do qual os decretos de Deus são reconhecidos. A disciplina do Espírito Santo protege do logro (ib. i. 5). Diz o Salmo de Salomão, 17,42, em referência ao Messias, o filho de David: “ele é poderoso no Espírito Santo”; e em Susana, 45, que “Deus elevou o Espírito Santo num jovem, cujo nome era Daniel.”

Dons do Espírito Santo 

Dons do Espírito Santo, segundo a Bíblia, são atributos proporcionados sobrenaturalmente aos cristãos pelo Espírito Santo. Segundo o texto bíblico da 1ª carta de Paulo aos Coríntios[1], existem nove diferentes dons possíveis de serem alcançados pelo cristão. Estes dons são postos em prática em comunidades cristãs, independentemente de sua razão confessional, por pessoas reconhecidamente cristãs em sua fé e prática. Foram bastante importantes na igreja cristã primitiva para a evangelização do mundo então conhecido. Atualmente, verifica-se a utilização de tais dons nas igrejas protestantes pentecostais, neopentecostais e na renovação carismática, movimento que tem seu esteio na Igreja Católica Apostólica Romana.

Dons do Espírito Santo, são os dons que o Espírito Santo entrega aos cristãos para o serviço na igreja.

É uma expressão estudada na teologia cristã. Segundo o autor da Primeira Epístola aos Coríntios, seria doado para o que fosse útil (12:7), e repartido a cada um segundo a vontade do Espírito Santo (12:11); existindo diferentes tipos de dons.

CNBB lança subsídio para o mês da Bíblia

Mesdabiblia2012A Bíblia, desde sempre, faz parte da caminhada do povo de Deus. “É nela que penduramos todo o nosso trabalho”, conforme nos ensina frei Carlos Mesters. A partir do Concílio Vaticano II, marco fundamental para o florescimento de uma Pastoral Bíblica da Igreja no Brasil, a Bíblia foi conquistando espaço e recuperando sua condição de valor fundamental na vida e na missão da Igreja.

No Brasil, o desejo de conhecimento e de vivência da Palavra fez surgir, com muito sucesso, a prática da leitura e reflexão da Bíblia nas famílias, nos quarteirões, nos círculos bíblicos, em grupos de reflexão, grupos de rua.

O Mês da Bíblia, criado em 1971 com a finalidade de instruir os fiéis sobre a Palavra de Deus e a difusão da Bíblia, também foi fundamental para aproximar a Bíblia do povo de Deus. Propondo um livro – ou parte dele – para ser estudado e refletido a cada ano, o Mês da Bíblia tem contribuído eficazmente para o crescimento da animação bíblica de toda pastoral.

Em continuidade a esta história, a Comissão Episcopal Pastoral Bíblico-catequética da CNBB definiu que, no Mês da Bíblia dos próximos quatro anos (2012-2105), serão estudados os evangelhos de Marcos (2012), Lucas (2013) e Mateus (2014), conforme a sequência do Ano Litúrgico, completando com o estudo de João em 2015.

Esta sequência repete a experiência feita entre 1997-2000, por ocasião da celebração do Jubileu 2000. O enfoque, agora, é outro. Visa reforçar a formação e a espiritualidade dos agentes e dos féis através do seguimento de Jesus, proposto nos quatro evangelhos. Está tanto na perspectiva de discípulos missionários e da Missão Continental, conforme nos pede a Conferência de Aparecida, quanto no esforço da Nova Evangelização proposta pelo papa Bento XVI.

Cada evangelho será relido na perspectiva da formação e do seguimento, destacando o que é específico de cada evangelista, bem como da comunidade que está por trás de cada evangelho.

No Mês da Bíblia deste ano de 2012, será estudado o evangelho de Marcos a partir do tema “Discípulos Missionários a partir do evangelho de Marcos” e do Lema “Coragem! Levanta-te, ele te chama!”  (Mc 10,49).

O material – livro para aprofundamento e círculos bíblicos- já está pronto e poderá ser adquirido nas Edições CNBB: vendas@edicoes.cnbb.com.br .

Escritos originais da Bíblia são expostos no Vaticano

Verbum Domini é o título da mostra que será inaugurada nesta quinta-feira, 01, no Vaticano. Pela primeira vez, estão reunidos mais de 150 objetos de relevância histórica, provenientes da coleção Green, a maior coletânia privada do mundo de textos e documentos bíblicos raros, e das coleções privadas de vários países. A iniciativa, promovida pelo Pontifício Conselho para a Cultura, foi apresentada nesta manhã à imprensa, na sede da Radio Vaticana.

A mostra interreligiosa e ecumênica, é aberta ao grande público gratuitamente, e deve aproximar os visitantes da história da Bíblia, aprofundar as raízes comuns da fé cristã e hebraica e recordar a obra de quantos fiéis no curso do tempo se aproximaram deste livro sagrado, para conhece-lo, traduzi-lo e transmiti-lo. Entre as peças da mostra, está o Codex Climaci Rescriptus, uma das Bíblias mais antigas do mundo, na língua materna de Jesus, o aramaico da Palestina. E ainda, a pedra inscrita de Jeselsohn, com cerca de 1 metro, descoberta na Jordânia junto ao mar morto, com 87 linhas do texto hebraico do I século a.c.

“A Bíblia, como a exortação Verbum Domini a definiu, é o grande código da cultura ocidental, o grande livro que modelou a cultura: não somente as expressões artísticas, mas também as grandes categorias do pensamento, o conceito da pessoa, dos relacionamentos entre as pessoas, a vida em comunidade, a gastronomia popular, o folclore”, ressaltou Mons. Melchor Sanchez, subsecretário do Pontifício Conselho para a Cultura.

Igreja e Sagradas Escrituras: Biblista fala desta relação milenar

Estamos em setembro, mês dedicado à Palavra de Deus. Todos os anos, a Igreja no Brasil leva os fiéis católicos a redescobrir o valor das escrituras propondo um percurso de leitura e meditação dos livros sagrados. O tema proposto pela CNBB este ano é: “Travessia, passo a passo, o caminho se faz”, que é baseado no trecho do Livro do Êxodo, 15,22 a 18,27, o chamado “Livro da Travessia”.

A Igreja, a qual sempre atestou que a elaboração das Sagradas Escrituras provém de uma inspiração divina, foi a responsável pela difusão da Bíblia nas mais diversas línguas. Prova disso, é que São Jerônimo, padre e doutor da Igreja, já no século III, traduziu toda a Bíblia do grego e do hebraico para o latim, a pedido do Papa Damásio I. Sendo assim, no ano 390 d.C, depois de 23 anos de trabalho e estudo, concluiu-se a Vulgata, ou seja, a primeira tradução completa da Bíblia em língua latina.

Ao longo dos séculos, a Igreja também se preocupou com a correta interpretação da Sagrada Escritura, tomando como base o contexto cultural, as características literárias de cada texto sagrado e o que cada autor quis transmitir ao povo da época.

Especialistas afirmam que os cristãos não podem fazer uma leitura frutuosa da Palavra de Deus desconsiderando a Sagrada Tradição da fé, como explica padre Alexandre Vasconcelos, mestre e dourando em Teologia Bíblica, da diocese de São José dos Campos (SP).

“A Tradição da fé cristã é aquela transmitida pelos Doze apóstolos, batizados, laicato, mártires, santos, Bispos, Presbíteros, sacerdotes em geral, Diáconos, religiosos e suas ordens (franciscanos, jesuítas, beneditinos, clarissas, carmelitas, enclausuradas, monges e monjas), leigas e leigos consagrados, que permaneceram na fé cristã católica ao longo destes mais de dois mil anos. Não é pouca coisa. Estes, por sua vez, Transmitiram= traditio = tradição= transmissão – a palavra de Deus com sangue, suor e lágrimas até nossa geração”, afirmou o sacerdote.

A Lectio divina

O sacerdote também traz algumas orientações de leitura e assimilação da Palavra de Deus a partir daquilo que a Igreja considera como método eficaz de meditação das Sagradas Escrituras.

“O consenso magisterial, assistido pela Tradição, sugere aos fiéis um sistema monástico intitulado de Lectio Divina, ou seja, a leitura orante das Sagradas Escrituras. O método da Lectio Divina é simples e objetivo.

Consiste em quatro passos ou degraus acompanhados de quatro interrogações:
1º – Lectio (leitura): do texto propriamente dito: o que diz o texto em si?;
2º- Meditatio (meditação): do texto lido: o que diz o texto para mim/nós?;
3º- Oratio (oração): o que dizemos ao Senhor a partir do texto meditado? Nossa resposta;
4º- Contemplatio-actio (contemplação, silêncio e ação): Qual o sabor/sabedoria deste texto para ser aplicado como propósito de caridade? É silêncio e serviço”, explicou Padre Alexandre.

Setembro mês da Bíblia

Dom Raymundo Cardeal Damasceno Assis

Arcebispo de Aparecida – SP

Estamos em setembro, e no Brasil já é uma tradição que este mês seja lembrado como o “Mês da Bíblia”.  Setembro foi escolhido pelos Bispos do Brasil como o mês da Bíblia, em razão da festa de São Jerônimo, celebrada no dia 30.  São Jerônimo, que viveu entre 340 e 420, foi o secretário do papa Dâmaso e por ele encarregado de revisar  a tradução  latina da Sagrada Escritura. Essa versão latina feita por São Jerônimo recebeu o nome de Vulgata, que, em latim, significa popular  e o seu trabalho é referência nas traduções da Bíblia até os nossos dias.

Ao celebrar o mês da Bíblia, a Igreja nos convida a conhecer mais a  fundo a Palavra de Deus, a amá-la, cada vez mais, e a fazer dela, cada dia, uma leitura meditada e rezada.  É essencial ao discípulo missionário o contato com a Palavra de Deus para ficar solidamente firmado em Cristo e poder testemunhá-lo no mundo presente, tão necessitado de sua presença. “Desconhecer a Escritura é desconhecer Jesus Cristo e renunciar a anunciá-lo. Se queremos ser discípulos e missionários de Jesus Cristo  é indispensável o conhecimento profundo e vivencial da Palavra de Deus. É preciso fundamentar nosso compromisso missionário e toda a nossa vida cristã na rocha da Palavra de Deus” (DA 247).

A Bíblia contém tudo aquilo que Deus quis nos comunicar em relação a nossa salvação. Jesus é  o centro e o coração da Bíblia. Em Jesus se cumprem todas as promessas feitas  no Antigo Testamento para o Povo de Deus.

Ao lê-la, não devemos nos esquecer que Cristo é o ápice da revelação de Deus. Ele é a Palavra viva de Deus. Todas  as palavras da Sagrada Escritura tem seu sentido definitivo Nele, porque é no mistério de sua morte  e ressurreição que o plano de Deus para a nossa salvação se cumpre plenamente.

Igreja no Brasil celebra o Mês da Bíblia 2011 com o estudo do Livro do Êxodo

Capa_Mes_da_biblia_2011_divulgacao“Desconhecer as Escrituras é desconhecer o Cristo”, com essa frase, de São Jerônimo, que a Igreja celebra, nesse mês de setembro, o Mês da Bíblia. Neste ano, o estudo proposto pela Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), será o Livro do Êxodo, capítulos 15,22 a 18,27, que é conhecido como o “Livro da Travessia”.

O Mês da Bíblia tem como tema “Travessia, passo a passo, o caminho se faz”, e o lema “Aproximai-vos do Senhor”.

O presidente da Comissão para a Animação Bíblico-catequética e arcebispo de Pelotas (RS), dom Jacinto Bergmann, escreveu uma mensagem para toda a comunidade cristã que celebra o Mês da Bíblia.

Dom Jacinto pede que todos procurem viver intensamente o esse mês, em todas as comunidades cristãs espalhadas pelo território nacional. “Que bom que temos um Subsídio elaborado pela Comissão para a Animação Bíblico-catequética, que, usado em nossos Grupos Bíblicos, nos ajudará a conhecer e interpretar, a comungar e orar, a evangelizar e proclamar a Palavra de Deus e assim caminharmos sempre mais para uma verdadeira animação bíblica da pastoral, formando entusiastas discípulos missionários de Jesus Cristo”, destacou.

O Subsídio

O Subsídio apresenta vários textos para estudo, reflexão, oração e prática para o Mês da Bíblia de 2011. Não pretende dizer tudo, mas apontar pistas para o trabalho individual e comunitário. Foi pensado como material de apoio, isto é, traz elementos informativos a serem desenvolvidos posteriormente e indica também roteiros práticos, que podem orientar grupos de reflexão e leitura orante sobre o assunto.

Leia abaixo a íntegra da mensagem de dom Jacinto Bergmann, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética da CNBB.

Mês da Bíblia

Mês de Setembro para a nossa Igreja no Brasil já é, por uma bonita tradição, sinônimo de MÊS DA BÍBLIA. O grande São Jerônimo, presbítero e doutor, cuja memória celebramos no final do mês de setembro, dia 30, nos motivou desde o início e motiva ainda hoje para a dedicação do mês de setembro inteiro para ser o da Bíblia. Sabemos da importância do trabalho bíblico de São Jerônimo realizando a tradução da Vulgata; e sua frase é emblemática: “Desconhecer as Escrituras é desconhecer o Cristo”.

Também já é uma bonita tradição, a CNBB, através da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética, oferecer um tema para o Mês da Bíblia para o estudo, a reflexão, a oração e a vivência da Palavra de Deus. O tema pode girar ou em torno de trechos bíblicos, ou de um Livro bíblico, ou até de um conjunto de Livros bíblicos. A escolha do tema para o Mês da Bíblia deste ano de 2011, concentrou-se no trecho do Livro do Êxodo, capítulos 15,22 a 18,27, que é conhecido como o “Livro da Travessia”. É necessário olharmos as etapas da travessia desértica do Povo de Deus, saindo do Egito e buscando a Terra Prometida: as dificuldades enfrentadas pelo Povo de Deus, tanto os problemas da natureza, quanto os desafios oriundos pela convivência humana, criaram a necesidade de enraizar e vivenciar a fé, a esperança e o amor em Deus. Queremos aprender com o Povo de Deus a realizarmos a nossa travessia de discipulado e missão. Eis, pois, o tema tão propício para o Mês da Bíblia de 2011: “Travessia, passo a passo, o caminho se faz”. Mas, o fundamental em tudo isso, é estar próximo ao Senhor Deus. Assim, do capítulo 16, versículo 9, é tirado também o lema: “Aproximai-vos do Senhor”.

Vamos viver intensamente o Mês da Bíblia em todas as nossas comunidades cristãs espalhadas pelo território nacional. Que bom que temos um Subsídio elaborado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética, que, usado em nossos Grupos Bíblicos, nos ajudará a conhecer e interpretar, a comungar e orar, a evangelizar e proclamar a Palavra de Deus e assim caminharmos sempre mais para uma verdadeira ANIMAÇÃO BÍBLICA DA PASTORAL, formando entusiastas discípulos missionários de Jesus Cristo.

Dom Jacinto Bergmann,
Arcebispo de Pelotas e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética

Papa sugere leitura da Bíblia nos momentos de descanso

Na manhã desta quarta-feira, às 10h30 (horário de verão de Roma, 5h30 pelo horário de Brasília), na Praça da Liberdade, diante do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, o Papa Bento XVI encontrou-se com os peregrinos para retomar as tradicionais Audiências Gerais das quartas-feiras.

Na pregação da catequese desta quarta-feira, dando continuidade ao ciclo de Catequeses sobre a oração, o Papa sugeriu aos fiéis uma leitura especial, particularmente nos períodos de descanso.

“Gostaria agora de fazer uma proposta: porque não descobrir alguns livros da Bíblia que normalmente não são conhecidos? Ou aqueles que talvez escutamos qualquer pedaço durante a Liturgia, mas que jamais lemos por inteiro?”, indicou Bento XVI.

Geralmente num momento de pausa nas atividades, de modo especial durante as férias, as pessoas pegam algum livro interessante para ler, afinal, como destacou o Papa, “cada um de nós tem necessidade de um tempo e um espaço para se recolher, meditar, se acalmar… Graças a Deus é assim!”

De fato, o ser humano não foi feito só para trabalhar, mas também para pensar e refletir. Então nada melhor que seguir com a mente e com o coração um história enriquecedora, uma história bílica.

O Papa destaca que muitos cristãos nunca leram a Bíblia ou tem um conhecimento muito limitado e superficial. A Bíblia – como diz o nome – é uma coleção de livros, um pequena “biblioteca”, nascida com o passar de um milênio.

Antigo e Novo Testamento

“Alguns desses livrinhos que a compõe permanecem quase que desconhecidos para a maior parte das pessoas, também para bons cristãos. Alguns são bem breves, como o “Livro de Tobias”, um livro que contém um sentido muito alto de família e de matrimônio; o Livro de Ester, no qual a rainha judia, com a fé e a oração, salva seu povo do extermínio. Ou ainda um mais brevre: o Livro de Rute,  uma estrangeira que conhece Deus e experimenta sua providência. Estes pequenos livros podem ser lidos por inteiro em uma hora”, esclarece o Papa.

Mas também existem livros mais desafiadores, e verdadeiras obras primas, como indica o Pontífice, entre eles, o Livro de Jó, que aborda a grande problemática da dor do inocente; o Eclesiastes que debate a desconcertante modernidade na qual coloca em discussão o sentido da vida e do mundo; e o Cantico dos Caticos, estupendo poema simbólico do amor humano.

Além destes livros do Antigo Testamento, o Santo Padre destacou a leitura do Evangelho, bem como a leitura dos Atos dos Apostólico e das Cartas, verdadeiras experiências de descobertas.

“Queridos amigos, hoje quero sugerir de ter em mãos, durante às férias ou nos momentos de pausa, a santa Bíblia, para apreciá-la de modo novo, lendo subsequentemente alguns de seus Livros, aqueles menos conhecidos e também aqueles mais notáveis, como o Evangelho, mas uma leitura contínua”, aconselha Bento XVI.

Tais momentos de leitura, salienta o Papa, podem ser de grande enriquecimento cultural, mas também um enriquecimento espiritual que fortalece o conhecimento de Deus e o diálogo com ele por meio da oração.

Saudação aos peregrinos

No fim da catequese, Santo Padre saudou os peregrinos de língua portuguesa, em especial os brasileiros vindos de Fortaleza (CE).

“Queridos peregrinos de língua portuguesa sede bem-vindos! Saúdo de modo especial os portugueses vindos de Vidigueira e do Porto, bem como os brasileiros vindos de Fortaleza. Não deixeis de aproveitar os momentos de descanso para redescobrir na leitura da Bíblia um enriquecimento cultural e, sobretudo, um alimento para os vossos espíritos. Que Deus vos abençoe!”, disse o Papa.

A Presença de Jesus na Palavra é tão completa como na Eucaristia?

Em preparação ao mês da Bíblia, setembro, iniciaremos uma formação sobre alguns mitos litúrgicos e doutrina da igreja. A ideia dessa coluna é formar e incentivar a ler a Bíblia

Primiera pergunta

 “A Presença de Jesus na Palavra é tão completa como na Eucaristia” Res.: Não é. Porque? Ensina-nos o Sagrado Magistério da Santa Igreja Católica Apostólica Romana que Nosso Senhor Jesus Cristo está presente verdadeiramente e substancialmente no Santíssimo Sacramento do Altar, em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, nas aparências do pão e do vinho, como afirma o Catecismo da Igreja Católica (Cat.), nos números 1374-1377.

É na Hóstia Consagrada Nosso Senhor está presente de maneira substancial, o Papa Paulo VI afirma (Encíclica Mysterium Fidei, n. 40-41, de 1965) a supremacia da Presença Eucarística de Nosso Senhor sobre as demais formas de presença:

“Estas várias maneiras de presença enchem o espírito de assombro e levam-nos a contemplar o Mistério da Igreja. Outra é, contudo, e verdadeiramente sublime, a presença de Cristo na sua Igreja pelo Sacramento da Eucaristia.Por causa dela, é este Sacramento, comparado com os outros, “mais suave para  a devoção, mais belo para a inteligência, mais santo pelo que encerra”; contém, de fato, o próprio Cristo e é “como que a perfeição da vida espiritual e o fim de todos os Sacramentos”. Esta presença chama-se “real”, não por exclusão como se as outras não fossem “reais”, mas por antonomásia porque é substancial, quer dizer, por ela está presente, de fato, Cristo completo, Deus e homem.”

Também o próprio Concílio Vaticano II, na Constituição Sacrosanctum Concilium (n.7), afirma esta supremacia da Presença Eucarística: “Para realizar tão grande obra, Cristo está sempre presente na sua igreja, especialmente nas ações litúrgicas. Está presente no sacrifício da Missa, quer na pessoa do ministro – “O que se oferece agora pelo ministério sacerdotal é o mesmo que se ofereceu na Cruz” – quer e SOBRETUDO sob as espécies eucarísticas.”

Afirmar que a presença de Nosso Senhor na Palavra é tão completa como na Hóstia consagrada significa uma dessas duas coisas: afirmar que Nosso Senhor se transubstancia na Palavra (aí fazemos o que, comemos a Bíblia e o Lecionário?), ou negar a Presença Substancial de Nosso Senhor na Hóstia Consagrada, o que atenta conta o Mistério central da fé católica, pois a Eucaristia é “fonte e ápice da vida cristã” (Lumen Gentium, n.11).

Fonte: www.reinodavirgem.com.br.

Autor: Francisco Dockhorn

Revisão teológica: Dom Antonio Carlos Rossi Keller, Bispo da Diocese de Frederico Westphalen-RS

Ainda há vagas para o Encontro Nacional de Lectionautas

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Aos interessados em participar do Encontro Nacional de Lectionautas, que acontece em Brasília, neste fim de semana, dias 8 a 10, ainda há vagas. O programa oferece itinerários e instrumentos, por meio da internet, para capacitar os jovens a serem discípulos missionários, mediante a escuta e o anúncio da Palavra de Deus, segundo o método da Lectio Divina (Leitura Divina).

Já experimentado por grupos de diversos países, o projeto é um esforço conjunto do Centro bíblico para a América Latina (CEBIPAL) e as Sociedades Bíblicas Unidas a serviço da Igreja Católica da América Latina e do Caribe.

“Queremos que os jovens tenham maior contato com a Palavra de Deus e saibam utilizar a internet para sua formação e para sua atuação junto aos grupos de jovens, na catequese e demais pastorais em que estão inseridos”, disse a assessora da Comissão Bíblico-catequética da CNBB, Cecília Rover.

A Lectio Divina
Sobre a Lectio Divina, ou Leitura Orante da Bíblia, Cecília Rover lembrou que esse método não é uma novidade na Igreja. “Os judeus e as primeiras comunidades cristãs já usavam, seguindo o exemplo de Jesus Cristo. Agora, o Documento de Aparecida reforçou a importância do encontro com Jesus Cristo, através da Palavra”, explicou Cecília.

O Projeto Lectionautas nasceu no Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), através do Centro Bíblico para a América Latina (CEBIPAL). “Nós usamos a internet e adaptamos a palavra de Deus à linguagem simples, da internet. Trazemos, por meio da internet, a palavra de Deus para perto do jovem”, explicou Hugo Flores, responsável pela manutenção da página: http://www.lectionautas.com.

Atualmente, o conteúdo da página é apenas em espanhol.  A partir deste domingo, estará disponível também em língua portuguesa no endereço http://www.lectionautas.com.br.

Mais informações: bíblia@cnbb.org.br e (61) 2103 8340.

Fonte CNBB

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