“A urgência das urgências é evangelizar”, acredita o cardeal Odilo Scherer

IMG 1088Muitos são os desafios para a Igreja no Brasil, entre eles está à necessidade da revitalização das paróquias. Essa é a proposta da 51ª Assembleia Geral dos Bispos da CNBB se volta ao tema central que este ano trata de “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia”, onde os bispos brasileiros estão empenhados em refletir sobre a vida das paróquias. O arcebispo metropolitano de São Paulo, cardeal dom Odilo Pedro Scherer observa que “a Igreja sempre precisa de renovação, pois é um organismo vivo, senão ela morre”. Para o cardeal, renovar as paróquias é “tirar delas suas potencialidades para que não sejam apenas estruturas burocráticas, mas comunidades vivas com um espírito novo e dinâmico”.

Diante das necessidades que se apresentam para a Igreja do Brasil, o arcebispo acredita que “a urgência das urgências é evangelizar”. E, para que essa renovação ocorre na estrutura a Igreja precisa se “adequar para bem evangelizar, utilizando bem todos os meios e ocasiões”. Segundo o cardeal, a 51ª Assembleia Geral se realiza em clima diferente após a realização do Conclave que elegeu Papa Francisco. E, desejou que “a vida da Igreja se renove”, com a chegada do novo pontífice, pois “a Igreja existe para evangelizar”. Ele relembra que a nova evangelização está na linha da preocupação da Igreja, que tem buscado se orientar nas reflexões e caminhos sugeridos pela Conferência de Aparecida, realizada em 2007. Para dom Odilo, a missão a Assembleia Geral é acompanhar e motivar a vida e missão da Igreja no Brasil, em comunhão com o Papa.

Igreja missionária

Sobre as especulações da possível perda de fieis por parte do catolicismo, o cardeal dom Odilo analisa que a Igreja não está indiferente a esse fato, mas tem buscado estar mais próxima da sociedade. “Quando um católico deixa de ser católico, não ficamos indiferentes. Isso preocupa a Igreja, mas não temos soluções mágicas. Não podemos estar ocupados com uma pastoral de manutenção e conservação, mas com uma Igreja efetivamente missionária”, disse. Por outro lado, o arcebispo observa que “não só a Igreja católica perde fiel. É um fenônemo cultural, onde existe uma mobilidade de valores e outras várias razões que levaram as pessoas a fazerem novas escolhas”.

O arcebispo aponta a presença de um fenômeno da migração religiosa, onde as pessoas estão à procura de religiões que oferecem propostas mais interessantes, “com menos comprometimento, ligado a cultura do relativismo”, de acordo com o interesse subjetivo de cada indivíduo. Mediante a essa fator cultural, o cardeal Odilo explica que o objetivo principal da Assembleia Geral é buscar a renovação das paróquias. “Nós estamos ocupados em refletir sobre as paróquias. Queremos renovar a estrutura da paróquia quanto a sua funcionalidade para que seja expressão viva e dinâmica”. Para que essa renovação, de fato, aconteça, o cardeal dom Odilo aconselha: “Sermos honestos no modo de evangelizar, apresentando a proposta do evangelho sem instrumentalizar a religião. Isso demanda tempo, paciência e perseverança”.

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3 comentários sobre ““A urgência das urgências é evangelizar”, acredita o cardeal Odilo Scherer

  1. Olá, estou aqui de novo…

    Não consegui perceber na fala do Ilustre Cardeal o que significa renovação das paróquias e como ele acha que isso pode ser feito. Não pretendo ser pessimista ou cética, mas uma coisa é discurso outra é plano de ação. Qual é o plano de ação da Igreja para renovar as paróquias? Esse é o desafio, até agora, sem resposta…

    Pax Domini

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    1. Helen, também não vi muitas coisas na fala de Dom Odilo, apenas vi a reinvenção da roda. Contudo, quando ele diz que a prioridade das prioridades é evangelizar ele nos mostra um caminho de volta ao evangelho, coisa que a igreja no Brasil tem perdido e prova disso é o número cada vez menor de fieis. A igreja voltou-se para o social, que é importante, afinal fé sem obra não é nada, mas esqueceu-se da fé. Oremos para que o caminho de volta a oração seja rápido e conduzido pelo Espírito Santo.

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      1. Sabe Anunciador ( vou lhe chamar assim para ficar claro que me dirijo ao Administrador do Blog), eu penso que há católicos que apesar de bem intencionados não sabem a diferença entre Igreja e Instituição para a Assistência Social. Nosso alvo é a Salvar-nos e ganhar a Vida Eterna. Se Cristo nos instruiu para não nos preocuparmos com o que vestir, comer, etc. Então a Igreja não pode militar no campo político com o propósito de alcançar ou fomentar a igualdade social, contudo ela DEVE imperativamente proclamar a Caridade – que significa AMOR – ao próximo, que na prática é demonstrada pela JUSTIÇA social, não pela assistência social. Ser justo socialmente é por em pratica a lei dos profetas que diz; “Não fazei aos outros aquilo que desejais a vós mesmos.” Então, se cada um agisse de acordo com o mandamento que diz “amai ao próximo”, não teríamos patrões exploradores, que pagam mal e exigem demais, ou mal-empregados, que roubam o tempo do patrão não executando o trabalho que lhe foi designado, etc. O papel da Igreja é esse, ajudar-nos a nos mantermos na luz sob a Luz do Evangelho de Cristo. Não é ensinar ninguém a ser Robin Hood, mas cristão! Isso é só um aspecto da problemática. Outro dia falamos de outros. Pax Domini.

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