Por que Paulo diz que “é como um aborto”?

250px-James,_the_Just1Em tempos de zika, dengue e chikungunya, onde os abortistas bradam contra a vida, e usam da zika para justificar o aborto em si, São Paulo se coloca como um milagre da vida. Isso mesmo!

São Paulo, na 1ª carta aos Coríntios, 15, 8 diz:

” (…) por último, apareceu também a mim, que sou como um aborto.”

No início, isso assusta. Como assim, São Paulo se coloca como um aborto? É preciso entender melhor o que é o aborto e principalmente naquela época.

Hoje, mesmo com condições médicas avançadas um aborto é complicado. Não me venham falar que é por causa de clínicas clandestinas. Pelo contrário, somente mulheres que passaram por isso sabem como é a dor e as complicações físicas e psicológicas. Imaginem como não era naquela época. Com a medicina longe, mas longe mesmo do que é hoje.

Muitos estudiosos e historiadores afirmam que o aborto naquela época, bem como hoje, levavam a mãe e a criança a morte. Nesta fala de São Paulo, ele se coloca nesta situação.

Para entender tudo isso é preciso ler entre linhas 

No livro “Exercícios espirituais de Santo Inácio de Loyola”, ele lança a seguinte afirmação sobre São Paulo:

Sua conversão e vocação ao apostolado, que ele sempre considerou como um verdadeiro nascimento, foi imprevista e imprevisível como um nascimento prematuro (Um aborto). (pag 230)

No entanto, temos de ir mais fundo ainda. Paulo, se coloca como um feto que está nascendo em época errada, mas que somente por seu nascimento é que haverá a esperança de vida. Sei que é contraditório, mas é perfeitamente entendível quando olhamos para trás e vemos a vida de Saulo, Paulo antes da conversão.

Como ele era:

  1. Soldado do Império Romano;
  2. Perseguidor de cristãos;
  3. Cruel;
  4. Assassino;
  5. Sem fé;

São alguns adjetivos que caberiam perfeitamente na vida de Paulo antes do caminho de Damasco, quando se encontra com seu médico obstetra, Jesus Cristo.

É importante observermos para que entendamos o que aconteceu. Paulo se diz aborto por causa de tudo isso. Ele estava morrendo e matando sua mãe, a Igreja. Essa metáfora de Paulo não é perceptível a todos. Por isso temos que ler entre linhas.

Quando uma criança está para ser abortada e uma mãe a perder o seu filho e podendo perder sua vida, o médico dos médicos vai ao encontro dos dois. O veneno que causava o aborto era o império, que persistiu na perseguição por muito tempo, mas sucumbiu ao milagre da vida dado por Cristo.

A Igreja sofria nas mãos de Paulo, até então Saulo. A mãe morria. Saulo, o filho, estava morrendo também por não saber a verdade: que Cristo era o “Caminho a Verdade e a Vida”. Dois em risco.

Por isso tudo, Paulo se apresenta a Coríntios como “um aborto”, para que aquela comunidade entenda o poder de Deus sobre a vida. Ele pode dar vida e vida em abundância. E mesmo diante da morte, ele tem o poder de salva-la.

A expressão usada por Paulo nos leva a entender que ele dava testemunho por ser a prova viva do milagre de Deus sobre a vida. Que o que antes matava, hoje levava a Palavra de esperança. O que era morte se fez milagre. Por meio de Paulo, a mãe Igreja, peregrinou e cresceu por espaços ainda não visitados pelos apóstolos. Se expandiu e abraçou novos filhos. Novas vidas.

Por que sou contra o aborto

Rapidamente vou falar sobre isso. Primeiramente porque não nos foi dado o direito de tirar a vida. Segundamente Depois, porque temos vários métodos preventivos. Embora o melhor seja a castidade. Terceiramente Sei que há casos extremos, como o estupro e repeito a lei. Mas reduzir esses casos fazendo a lei ser cumprida. Quartamente O inimigo é o mosquito e não a criança, no caso de Zika e tantas outras patologias.  Por fim, Deus nos deu vida e não morte. A maioria das pessoas que defendem o aborto mal sabem a dor que é fazer isso.

por Marquione Ban.

 

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Vídeo pró-aborto de “Globais” é o segundo mais reprovado no Youtube

Não postei nada sobre esse vídeo aqui no blog até agora para não dar a eles nada de “ibope”, ao menos aqui. No entanto, não precisei falar nada sobre isso. Graças a Deus nosso povo está ficando mais consciente do absurdo que querem fazer com nossas crianças.  Receberam o que merecem.

E ninguém curtiu!
E ninguém curtiu!

FIDES PRESS | O vídeo “Meu Corpo, Minhas Regras”, um promocional abortista estrelado por atores globais, atinge uma meta histórica: É o segundo vídeo mais reprovado da história do YouTube. Com incríveis 85% de reprovação, o vídeo que foi escandalosamente defendido pela grande mídia  tem um índice enorme de rejeição. A marca foi atingida em apenas 10 dias.

Neste momento o vídeo perde apenas para o clipe da cantora norte americana Rebecca Black que teve uma taxa de 88% de deslike. No entanto, o vídeo se mostra um forte concorrente a tomar a posição do clipe da Rebecca.
Se tudo continuar nesse ritmo, poderemos em breve gritar junto a Galvão Bueno: Ééééééééé do Brasil.

Bispo é ameaçado de morte na Ilha de Marajó

A situação da Ilha de Marajó e muito crítica. Recentemente, Padre Marços, que hoje atua em João Monlevade-MG, esteve em minha comunidade. Explicou como são os mandos e desmandos dos coronéis na região, sem cotar a impunidade. Antes dessa matéria sair, ele disse que Dom José Azcona, cuja minha diocese é irmã da Prelazia de Marajó e já esteve várias vezes por aqui, em Itabira/Cel. Fabriciano, estava ameaçado.

Defender a vida naquela região é dar a morte. Em sua reflexão ele disse que o “batizado não pode ter mede de dar o pescoço pelo reino de Deus”, afirmou Padre Marcos.

Gente, oremos pelos sacerdotes que lá estão, o bispo e principalmente pelo povo de Deus que vaga sem ajuda da lei dos homens, mas confiados a misericórdia de Deus.

‪#‎DigaNãoAoAbortoSimAVida‬

Mulheres do Brasil tem aderido a boa prática de compartilhar suas fotos grávidas no Facebook. É um desafio, onde um mãe desafia a outra a postar fotos de quando estavam grávidas. Para ver as fotos acesse a hashtag  ‪#‎DigaNãoAoAbortoSimAVida‬.

Se alguém souber quando começou a campanha ou quem post nos comentários.

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Participe também. Poste sua foto e use a hashtag acima. É muito importante para nós cristãos a defesa da vida. Principalmente da vida de inocentes.

Papa: “atenção pelos pobres é Evangelho, e não comunismo ou pauperismo”

O Papa Francisco mitou novamente. “A atenção pelos pobres está no Evangelho, não é uma invenção do comunismo”, disse o Papa numa entrevista com Andrea Tornielli, coordenador do “Vatican Insider”, e Giacomo Galeazzi, vaticanista do jornal “La Stampa” .

Papa concede entrevista a jornalistas durante volta ao Vaticano após a JMJ em 2013, no Rio de Janeiro.
Papa concede entrevista a jornalistas durante volta ao Vaticano após a JMJ em 2013, no Rio de Janeiro.

A entrevista com o Papa conclui o livro intitulado “Papa Francisco. Esta economia mata”, dedicado ao magistério social do Pontífice. O volume recolhe e analisa os documentos do magistério sobre a pobreza, imigração, justiça social e integridade da criação. Publicado pela Editora  Piemme, o livro será lançado na terça-feira, 13 de janeiro, mas neste domingo o jornal “La Stampa” antecipou longos extractos da entrevista com o Papa. Serviço de Isabella Piro, da Rádio Vaticano.

Opção pelos pobres vem de Jesus

“A atenção pelos pobres está no Evangelho e na tradição da Igreja, não é uma invenção do comunismo e não devemos fazer dela uma ideologia”, assim explica o Papa Francisco a continuidade, na tradição da Igreja, da “opção preferencial pelos pobres”. “Uma atenção que tem a sua origem no Evangelho – reitera – documentada já nos primeiros séculos do cristianismo”: basta citar os primeiros Padres da Igreja, do segundo ou do terceiro século. As suas homilias não podem  ser consideradas “marxistas”, explica o Papa Francisco, porque quando “a Igreja convida a vencer a “globalização da indiferença” está longe de qualquer interesse político e de qualquer ideologia”. Ela é “movida apenas pelas palavras de Jesus” e “quer dar o seu contributo na construção de um mundo onde se protege e se cuida uns aos outros”.

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Jovem americana morre em clínica de “aborto seguro e legal”

Lakisha Wilson. Foto: Google+ da Lakisha Wilson
Lakisha Wilson. Foto: Google+ da Lakisha Wilson

Quem disse que o aborto legalizado é seguro? Não é. Nos Estado Unidos, a morte de Lakisha Wilson, 22 anos, mostrou novamente que a indústria do aborto não só acaba com a vida das crianças no ventre, mas também coloca em grave perigo a vida das mães que se submetem a este procedimento, promovido como “seguro” por organizações abortistas como Planned Parenthood.

Lakisha Wilson faleceu em 21 de março na clínica de abortos Preterm, em Cleveland, estado de Ohio (Estados Unidos), mas foi transferida ao University Hospital Case Medical Center, onde recebeu suportes vitais para extrair seus órgãos.

Recentemente, Troy Newman, presidente da organização pró-vida Operation Rescue (Operação Resgate), assinalou que “a Mesa de Trabalho Médica do Estado e o Departamento de Saúde de Ohio são os que devem determinar se os padrões médicos não foram cumpridos na morte da senhorita Wilson, e sabemos que suas investigações estão avançando neste momento”.

“Entretanto, esperamos a apresentação do relatório da autópsia completa para ter respostas a algumas sérias perguntas que temos sobre as ações tomadas pelo pessoal da clínica de abortos, que levaram a uma mulher de 22 anos a ser enviada precocemente ao túmulo. Esperamos que (o relatório) diga-nos também o que aconteceu com o bebê da senhorita Wilson”.

Em declarações difundidas no dia 29 de abril, a diretora de difusão para afro-americanos de Sacerdotes pela Vida (Priests For Life) Dra. Alveda King, sobrinha do ativista dos direitos civis Martin Luther King Jr., Alveda King, assegurou que Lakisha “foi massacrada e assassinada na fábrica de abortos Preterm. Estou rezando a Deus para que conforte a sua família e traga justiça para todas as mães e seus bebês, todos vítimas do aborto”.

“Lakisha é uma vítima da ‘escolha’, da mesma forma que Tonya Reaves o foi em 2012, quando Planned Parenthood a deixou sangrar até a morte depois de um aborto fracassado”, denunciou.

A Dra. King lamentou que “nossas mulheres estejam morrendo e ainda tenha pessoas como Nancy Pelosi (congressista democrata pró-aborto) pedindo mais abortos. Os Estados Unidos precisam reconhecer que tem um problema”.

“O aborto nunca é a resposta”, destacou.

Por sua parte, o Pe. Frank Pavone, Diretor Nacional de Sacerdotes pela Vida disse que “Lakisha tinha toda a sua vida pela frente, mas morreu porque a nossa nação ainda permite o aborto a pedido durante os nove meses de gravidez”.

Programa de TV nos EUA é cancelado devido às posturas pró-vida e pró-família dos seus apresentadores

(ACI).- Os gêmeos David e Jason Benham expressaram tristeza por causa do cancelamento do programa que estavam preparando para dar casas a pessoas pobres. Isso ocorreu devido a uma controvérsia pela oposição deles ao aborto e ao mal chamado “matrimônio” homossexual.

Em um comunicado difundido no dia 8 de maio, os gêmeos Benham assinalaram que “com todas as coisas grotescas que se veem e se escutam atualmente na televisão, poderíamos pensar que haveria espaço para dois irmãos gêmeos que somos fiéis a nossas famílias, comprometidos com princípios bíblicos e profissionais dedicados”.

David e Jason Benham na gravação da propaganda do Flip it Forward. Foto: Twitter / @DavidDBenham
David e Jason Benham na gravação da propaganda do Flip it Forward. Foto: Twitter / @DavidDBenham

“Se nossa fé nos custa um programa de televisão, que assim seja”, disseram.

Os irmãos Benham são especialistas no negócio de renovação e revenda de casas. O programa deles na rede HGTV “Flip it Forward” iria estrear em outubro.

O programa ia enfatizar a “rivalidade fraternal” dos gêmeos de Carolina do Norte (Estados Unidos), enquanto ajudam famílias pobres a “comprar casas que nunca pensaram que poderiam pagar”, indicou HGTV em um comunicado de imprensa de abril.

O site, Right Wing Watch, dirigido pelo grupo de ativismo político People for the American Way (Pessoas pelo Estilo Norte-americano), denunciou que o canal tinha escolhido um “extremista anti-gay, anti-escolha” para fazer o seu programa de televisão.

O organismo citou comentários de David Benham a um programa radial, depois do encontro de oração que liderou fora da Convenção Nacional Democrata, em Charlotte, Estado da Carolina do Norte.

Nessa ocasião, Benham disse que apesar de muitos se confessarem sendo cristãos norte-americanos, “temos divórcio sem culpa; temos pornografia e perversão; temos homossexualidade e sua agenda que está atacando a nação; temos adultério… permitimos inclusive que ideologias demoníacas tomem nossas universidades e nossos sistemas de escolas públicas, enquanto a igreja se sinta calada e só constrói grandes Igrejas”.

ditadura_gayO site criticou os protestos de Benham contra as clínicas de abortos, seu apoio à emenda a favor do matrimônio tradicional na Carolina do Norte, sua crítica ao Islã. Além disso, criticou os pontos de vista e ações do pai dos gêmeos, o pastor cristão Flip Benham.

Outros meios de comunicação norte-americanos repetiram o ponto de vista de Right Wing Watch em suas informações. Entertainment Weekly qualificou o caso como uma “controvérsia anti-gay”.

Em 7 de maio, HGTV indicou que “decidiu não avançar” com a série de televisão planejada.

Os irmãos Benham enfatizaram no seu comunicado de 8 de maio o seu dever cristão de “amar o nosso próximo”.

“Qualquer pessoa que sugira que odiamos os homossexuais ou as pessoas com outros credos está desinformada ou está mentindo”, asseguraram.

Os gêmeos disseram que manteriam seu compromisso com as seis famílias que já tinham sido selecionadas para receber uma casa nova.

Em declarações à CNN em 8 de maio, David indicou que “amamos todas as pessoas. Eu amo os homossexuais. Eu amo o Islã e os muçulmanos, e meu irmão e eu nunca discriminaríamos”.

“Nunca falei contra os homossexuais, como indivíduos, e nunca fui contra eles. Eu falo sobre uma agenda”, indicou.

Para David, “o ponto é realmente este. Há uma agenda que está buscando silenciar as vozes de homens e mulheres de fé”.

O editor do grupo legal Alliance Alert, do Alliance Defending Freedom (Aliança Defendendo a Liberdade), James Arnold, disse sobre o cancelamento do programa que “não é a primeira vez que acontece algo assim”.

“Seja na tecnologia televisiva, ou na saúde pública, vimos isto inúmeras vezes antes”.

Arnold recordou a controvérsia que surgiu em torno de Phil Robertson, do programa “Duck Dynasty”, que foi suspenso por expressar seu desconcerto sobre a atração homossexual, e a recente renuncia do Co-fundador da Mozila, Brendan Eich, que foi atacado por ativistas homossexuais por ter doado mil dólares para uma ementa na Califórnia, que tinha como objetivo definir o matrimônio como a união de uma mulher e um homem.

Para o jurista, a decisão do HGTV é “apenas a mais recente” inclusão de indivíduos em uma “lista negra” devido a suas crenças.

Cultura da Morte: Obama diz que aborto permite que mulheres alcancem seus sonhos

Obama
Presidente Obama defende a morte de inocentes

(ACI/EWTN Noticias).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, emitiu ontem um comunicado com ocasião dos 41 anos da decisão judicial do caso Roe vs. Wade que abriu as portas ao aborto nesse país em 22 de janeiro de 1973 e que permitiu o extermínio de 57 milhões de bebês no ventre de suas mães.

Em seu comunicado, Obama qualifica o aniversário de Roe vs. Wade como uma oportunidade para que as mulheres possam “alcançar seus sonhos”. Na verdade, os “sonhos” alcançados são o do governo de controlar a população, principalmente e latinos. 

Obama assegurou que hoje “renovamos nosso compromisso ao princípio diretriz da decisão (de Roe vs. Wade): que toda mulher deve ser capaz de fazer suas próprias escolhas sobre seu corpo e sua saúde”.

“Reafirmamos o nosso firme compromisso de proteger o acesso da mulher a um cuidado da saúde acessível e seu direito constitucional à privacidade, incluindo o direito à liberdade reprodutiva”. – Obama, Barack

Ao concluir sua mensagem, o presidente norte-americano relacionou seus compromissos com o aborto com que os Estados Unidos “seja um país onde todos merecem a mesma liberdade e oportunidades para cumprir seus sonhos”. Será?

Lei Obama Anti-Vida

Obama promoveu durante seus dois governos um mandato que obriga os empresários a pagarem por planos de saúde que cubram aborto e anticoncepção para os seus trabalhadores, mesmo que em consciência se oponham a estas práticas anti-vida.

Durante sua campanha eleitoral de reeleição em 2012, Obama recebeu mais de 15 milhões de dólares da maior corporação de aborto do mundo, a International Planned Parenthood Federation, que logo assumiu o crédito de sua vitória eleitoral.

A realidade americana

O ator, produtor e líder pró-vida Eduardo Verástegui, denunciou que dos 3 mil abortos que se realizam cada dia nos Estados Unidos, 650 são bebês latinos.

“Os hispanos somos os mais afetados pela indústria do aborto”, assinalou, indicando que “as crianças dos grupos minoritários (hispanos e afro-americanos) estão sendo abortadas em uma proporção de mais do dobro em comparação com as crianças anglo-saxões”.

Em 2012, Alveda King, sobrinha do ativista dos direitos civis Martin Luther King Jr. e fundadora da Fundação King of América (Rei da América), denunciou que desde a década de 1960 o aborto exterminou 14 milhões de crianças negras nos Estados Unidos.

“O aborto legal fez nos Estados Unidos o que o Ku-Klux-Klan não conseguiu nem sonhar em alcançar: o extermínio, desde 1962, de 14 milhões de crianças afro-americanas, um terço da população negra atual”, denunciou, ao participar do VI Congresso Mundial de Famílias, em Madri (Espanha).

Defesa da vida

Em defesa da vida e expressando sua oposição ao aborto nos Estados Unidos, em 22 de janeiro de cada ano se realiza uma multitudinária marcha na capital do país, denominada a Marcha pela Vida (“March for Life”, em inglês).

Este ano, o Papa Francisco expressou seu apoio aos manifestantes através da rede social Twitter, assegurando-lhes as suas orações e pedindo “que Deus possa nos ajudar a respeitar todas as vidas, especialmente as mais vulneráveis”.

Diante desse desafio, onde um dos principais líderes do mundo se declara contra a vida, o que podemos fazer? Nos resta rezar e seguir a cartilha do papa Francisco que nos incitou a entramos para a política, afim de melhoramos nossa qualidade de vida e defendermos a vida. Não aceitar mais as corrupções diárias e leis anti-vida que nos colocadas.

Oremos irmãos. Oremos muito.

Retrospectiva 2013: tudo que aconteceu na Igreja durante o ano

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Isso mesmo, irmãos e irmãs. O Anunciador fez uma retrospectiva dos fatos mais marcante no ano de 2013. Tudo que rolou aqui, no O Anunciador, em um resumo do Ano de 2013.

É oportuno lembrar que este ano foi o Ano da Fé e por isso tivemos vários fatos marcantes. Teve pela primeira vez em 600 anos um papa renunciando. A escolha de um papa Latino, da Argentina. Um mega JMJ no Rio de Janeiro. Dois papa juntos, rezando. Tivemos também a marcante luta pela vida em várias nações. A triste guerra na Síria. Mega-tufão com imagem intacta de Jesus. E muito mais.

Vamos rever o que aconteceu, mês a mês:

Janeiro

Muita coisa aconteceu neste mês. Publicamos muitas coisas em janeiro. Uma das matérias de destaque deste mês foi a notícia de que o número de padres cresceu em todo o mundo. Estudo realizado pela Agência Fides que apresenta dados extraídos do “Anuário Estatístico da Igreja”  revela que a Igreja católica cresceu em todo o mundo, principalmente na Ásia e na África. Contrariando os inimigos da Igreja.

Janeiro também nos reservou a grata surpresa de que a conta Papa no twitter havia superado mais de 2,5 milhões de seguidores. Além disse o então papa, Bento XVI, também lançou uma conta em latim na rede social. Outra dois fatos também marcaram o mês de São Sebastião, a mensagem do Papa para o Dia Mundial das Comunicações e a Semana de Oração Pela Unidade dos Cristãos no hemisfério norte.

Fevereiro

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Este mês foi histórico para a Igreja. Um mês triste pela renuncia do Papa Bento XVI. Bento XVI renunciou a cátedra de Pedro por motivos de saúde. O papa emérito estava muito cansado não conseguia comandar a igreja com o vigor necessário. Bento XVI ainda disse, que foi “Deus quem pediu para renunciar”.

A renuncia de Bento XVI causou nos meios de comunicação e também nas mentes dos fiéis. Como pode um papa renunciar? Muitos se perguntavam. Veio a tona profecias de fim do mundo, como foi o caso da Profecia de São Malaquias. Seria o próximo papa o último? Até hoje alguns acreditam nessas ideias (kkkk).

Este mês também foi marcado pelo

  1. Início da Quaresma;
  2. Campanha da Fraternidade 2013 (Fraternidade e Juventude);
  3. Morte do Bispo Emérito da Diocese de Yinchuan da região autônoma da Ningxia (China) que ficou 20 anos preso;
  4. O Papa estava certo quanto a prevenção da AIDS. Distribuir camisinha não resolve;

Em particular, além dos fatos acima, minha diocese também ficou marcada. A renuncia de Dom Odilon Guimarães foi aceita e neste mesmo mês foi escolhido um novo bispo para a Itabira/Cel. Fabriciano: Dom Marco Aurélio.

Março

papaO mês de São José, da Semana Santa, foi o mês de Francisco. Isso mesmo. O conclave foi reunido ainda em março e em pouco tempo elegeu um “papa do fim do mundo“. Os fiéis foram surpreendidos com um papa simples que antes de abençoar o povo pediu que orassem por ele.

“Vocês sabem que o dever do Conclave era de dar um bispo para Roma.; parece que meus irmãos foram buscá-lo no fim do mundo. Mas, estamos aqui. Obrigado pela acolhida. Rezemos todos juntos pelo bispo de Roma. Peço um favor a vocês: antes que o bispo abençoe o povo, peço que rezem ao Senhor para que me abençoe.” Papa Francisco ao ser eleito papa.

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Histórico encontro de Francisco e Bento XVI

Francisco ainda seguiu surpreendendo o mundo. Não aceitou residir no apartamento papal, pagou a conta da sua hospedagem na Casa Santa Matta. E historicamente demostrou que a humildade seria a marca principal de seu papado ao encontrar-se com Bento XVI, e disse “Somos irmãos.

Março foi marcado por uma triste derrota pró-vida. O Conselho Regional de Medicina defendeu o aborto.

Abril

Abril é o mês do amor. E também um mês cheio de acontecimentos. Novamente a humildade do Papa chama a atenção com o gesto simples de consertar seus sapatos. Em contraponto a humildade do Papa no Brasil um tal de Padre Beto pisou e sambou sobre os ensinamentos da igreja e sobre seu sacerdócio. Resultado, foi excomungado pelo Bispo de Bauru-SP.

Enquanto um padre declarava apoio a causa gay no Brasil a França viveu a marcha de prefeitos (Juízes de Paz) contra a legalização do casamento homossexual.

No Brasil terminava a morna 51ª Assembleia da CNBB que não declarou nada em seus documentos sobre o casamento gay, aborto e outros assuntos polêmicos que a Igreja sempre se pronunciou contra.

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Angola entrou para a história e proibiu ações da igrejas ditas “evangélicas” em seu território. A causa para beatificação de Dom Oscar Romero foi reaberta. Sociedade São Vicente de Paulo celebrou 200 anos do nascimento de Beato Frederico Ozanam.

Uma imagem rodou o mundo pela intolerância. Ativistas seminuas do grupo feminista Femen invadiram uma conferência em uma universidade de Bruxelas. Durante o ato as manifestantes jogaram água no arcebispo de Mechelen-Bruxelas, Andre-Joseph Leonard. O bispo não reagiu e evitou olhar para as manifestantes.

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Fechando este mês de abril, não podemos esquecer da polêmica com o COL – comitê organizador da JMJ – em colocar artistas seculares para se apresentarem durante a JMJ.

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Super Pop debate aborto em rede nacional

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Na noite de ontem (18/11), o programa Super Pop da emissora Rede TV discutiu a legalização do Aborto e promoveu o filme Blood Money. No palco com a apresentadora Luciana Gimenez estavam ativista Pró-Vida e também pró-aborto. Vale a pena ver o debate.

Clique AQUI e veja os vídeos do programa.

(Atualização) Consegui alguns vídeos do programa no Youtube. Vejam:

#FicaaDica: Blood Money – Aborto Legalizado estreia dia 15 nos cinemas

abortolegalizadobanner1A Europa Filmes e a Estação Luz Filmes trazem ao Brasil o filme “Blood Money – Aborto Legalizado”, uma produção norte-americana independente, assinada pelo diretor David Kyle. O filme de 75’ entra em cartaz nos cinemas a partir de 15 de novembro.

Segundo Luís Eduardo Girão, diretor da Estação Luz Filmes, que adquiriu os direitos de distribuição no Brasil, o filme “Blood Money – Aborto Legalizado”, pretende atrair o público brasileiro, pois disseca o tema, revelando a experiência prática em um país onde o aborto é legalizado há 40 anos. ”Apesar de mais de 70% da população brasileira serem contra a legalização do aborto, de acordo com os principais institutos de pesquisa do país, o tema gera polêmica, causa grande interesse e esclarece o assunto sob vários aspectos. Por isso esperamos que provoque repercussão, levando ao amadurecimento deste necessário debate no Brasil, onde ainda teimamos em tratar o aborto com hipocrisia”, diz Girão.

O documentário de Kyle trata do funcionamento legal desta indústria nos Estados Unidos, mostrando “de que forma as estruturas médicas disputam e tratam sua clientela, os métodos aplicados pelas clínicas para realização do aborto e o destino do lixo hospitalar, entre outros temas, de forma muito realista”, conta Girão. O filme também faz denúncias como a prática da eugenia e do controle da natalidade por meio do aborto e trata aspectos científicos e psicológicos relacionados ao tema, como o momento exato em que o feto é considerado um ser humano e se há ou não sequelas para a mulher submetida a este procedimento.

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“Blood Money – Aborto Legalizado” traz, ainda, depoimentos de médicos e outros profissionais da área, de pacientes, cientistas e da ativista de movimentos negros dos EUA, Alveda C. King, sobrinha do pacifista Martin Luther King, que também apresenta o documentário. Dra. Alveda é envolvida em discussões sobre o mecanismo de controle racial nos EUA – o maior número de abortos é realizado nas comunidades negras. Segundo o diretor da Estação Luz Filmes, o amplo esclarecimento que o documentário oferece foi o que motivou sua produtora a assinar contrato com Kyle para adquirir os direitos de distribuição no Brasil. “É a primeira vez que o cinema trata o assunto desta forma, tirando-o da invisibilidade em um momento em que a mídia brasileira começa a discutir o assunto com coragem e com a importância que merece. Acreditamos que vá atrair diversos segmentos sociais e pessoas sensíveis a essa questão, sejam elas contra ou a favor da legalização do aborto no Brasil”.

Veja o trailer

Queria que os beagles fossem crianças…

1375270_608354412561429_721477846_nComo foi histórico para nossa nação a invasão do Instituto Royal, em São Roque-SP. Justo em São Roque. Para quem não sabe, São Roque protege todos os cães. E foi lá que ocorreu como muitos meios de comunicação noticiaram a “batalha de São Roque”. Ativistas, bem ativos, invadiram o Instituto Royal, que realizava pesquisas médicas, segundo eles, em cães da raça beagle. Todos os cães foram libertados e o Instituto destruído. Cada ativista levou um ou mais animais para serem cuidados por eles.

O que me impressiona nesta história toda, e em outros fatos ocorridos pelo mundo afora, é de como a sociedade é voltada a defender a vida dos animais. Engajada. Nada mais coerente e em comunhão com o livro de Gênesis. Temos de cuidar da criação do Senhor. Se… No entanto, a mesma sociedade que os defende esquece os seus. A cada dia vemos leis severas para proteção animal, e diga-se de passagem que são necessárias pois perdemos o bom senso, mas vemos também a abertura das leis para flexibilizar a vida humana. Flexibilizamos o aborto e a eutanásia a pouco em nosso país. Acabamos por assim dizer, Prefer os irracionais animais a nossas crianças. Queria que os beagles fossem crianças…

Promovemos o aborto pela simples observância do direito. Direito da mulher escolher ter ou não um filho. O ato sexual não se questiona. Promovemos intensamente a criação de animais como crianças, gastando desordenadamente com a saúde, lazer e bem estar dos bichos o que poderia ser gasto para matar a fome de muitos. Não é exagero. Podemos ver como muitos fazem. A população quer imitar os mais ricos que aparecem na TV fazendo festas para animais. Contratando os melhores petshops. Comprando roupas e acessórios para os bichos. Só com a beleza animal se cuida de muitos filhos. Quem tem qualquer animal deve zelar dele, mas não o fazer de criança. De bebê. Pessoa é pessoa.

Sei que muitos ao lerem minhas palavras, vão me chamar de sensacionalista, de louco, fundamentalista e tantos outros. No entanto, eu posso levar ao extremo do caso dos Beagle de São Roque, para que reflitamos. Houve um”boom” nas redes sociais de defesa dos animais e contra tudo que os cerca. Hoje vi em um jornal de circulação nacional que essa defessa se atem a alguns. E discriminatória. De acordo com pesquisa feita em São Paulo, a maioria desaprova quaisquer pesquisas com macacos e cachorros, já com ratos.

Quando vejo essas matérias me pergunto. Para onde caminhamos? Sinceramente não sei. Talvez para o fim. Ou início de um novo tempo. Tempo onde tudo é relativo e valores humanos são amorais e ilegais. Ter filhos será errado. Matá-los será correto. Adotar animais é o certo.

São tantos valores perdidos e invertidos. Meu ponto de vista segue estranho aos olhares de muitos. Segue equivocado para vários e será irrelevante para quase todos. Isto porque, são frutos de massivas campanhas “desinformativas” que informam o errado com se fosse certo.

Sabe, se estive na “batalha de São Roque” teria ajudado os ativistas. Não posso negar. Depois, seria depois. Aí está a minha dificuldade e de muitos. O ativismo imediato, mas que se perde em seguida com a publicação dos gols da rodada, um meme bacana ou ainda os fatos da novelas. Vivemos mentirosamente ativos, enquanto “senhores da sociedade” nos manipulam como marionetes.

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Lutemos pela vida humana. Lutemos por nós. Não nos tornemos uma sociedade vazia, sem vida e fútil. Cortemos realmente as cordas que nos aprisionam as mãos de quem quer apenas nosso trabalho. Sejamos de fato livre dessas amarras sociais.

Sou e serei pro-vida sempre. Não importa as condições. Deus dá o força para carregarmos qualquer fardo. Lutemos com a mesma motivação, que lutaram os “soldados de São Roque” pelos beagles, pela vida e pelo fim do aborto. Sejamos incisivos e não céticos ou de opinião massificada. Sejamos cristãos de verdade. Cuidemos de nossas gerações.

por Marquione Ban

Íntegra da entrevista do Papa Francisco à ‘Civiltà Cattolica’

A polêmica entrevista do Papa ao Civiltà Cattolica que culminou na matéria postada anteriormente aqui em que o Papa fala da “obsessão” em falar de casamento gay, aborto e métodos contraceptivos pela Igreja. Leiam.

papa-francisco-ateusPor Padre Antonio Spadaro, SJ | Frates In Unum | É segunda-feira, 19 de agosto. O Papa Francisco marcou encontro para as 10h na Casa de Santa Marta. Eu, no entanto, herdei do meu pai a necessidade de chegar sempre mais cedo. As pessoas que me acolhem instalam-me numa pequena sala. A espera dura pouco, e, depois de uns breves minutos, acompanham-me ao elevador. Nesses dois minutos tive tempo de recordar como em Lisboa, numa reunião de diretores de algumas revistas da Companhia de Jesus, surgiu a proposta de publicar conjuntamente uma entrevista com o Papa. Tinha conversado com os outros diretores, ensaiando algumas perguntas que exprimissem os interesses de todos. Saio do elevador e vejo o Papa já à porta, à minha espera. Na verdade, tive a agradável impressão de não ter atravessado portas.

Entro no seu quarto e o Papa convida-me a sentar numa poltrona. Ele senta-se numa cadeira mais alta e rígida, por causa dos seus problemas de coluna. O ambiente é simples, austero. O espaço de trabalho da escrivaninha é pequeno. Toca-me a essencialidade não apenas dos móveis, mas também das coisas. Vêem-se poucos livros, poucos papéis, poucos objetos. Entre estes, um ícone de São Francisco, uma estátua de Nossa Senhora de Luján (padroeira da Argentina), um crucifixo e uma estátua de São José adormecido, muito semelhante àquela que tinha visto no seu quarto de reitor e superior provincial no Colégio Máximo de San Miguel. A espiritualidade de Bergoglio não é feita de «energias harmonizadas», como ele lhe chamaria, mas de rostos humanos: Cristo, São Francisco, São José, Maria.

O Papa acolhe-me com o mesmo sorriso que já deu várias vezes a volta ao mundo e que abre os corações. Começamos a falar de tantas coisas, mas sobretudo da sua viagem ao Brasil. O Papa considera-a uma verdadeira graça. Pergunto-lhe se descansou. Ele diz-me que sim, que está bem, mas, sobretudo, que a Jornada Mundial da Juventude foi para ele um «mistério». Diz-me que nunca foi habituado a falar para tanta gente: «Consigo olhar para as pessoas, uma de cada vez, e entrar em contacto de modo pessoal com quem tenho na minha frente. Não estou habituado às massas». Digo-lhe que é verdade e que se vê, e que isto impressiona toda a gente. Vê-se que quando está no meio das pessoas, os seus olhos, de fato, pousam sobre cada um. Depois as câmaras televisivas difundem as imagens e todos podem vê-lo, mas assim ele pode sentir-se livre para ficar em contacto direto, pelo menos visual, com quem tem diante de si. Parece-me contente com isso, por poder ser aquilo que é, por não ter de alterar o seu modo habitual de comunicar com as pessoas, mesmo quando tem diante de si milhões de pessoas, como aconteceu na praia de Copacabana.

Antes de eu ligar o gravador, falamos de outras coisas. Comentando uma minha publicação, disse-me que os seus dois pensadores franceses contemporâneos predilectos são Henri de Lubac e Michel de Certeau. Digo-lhe ainda algumas coisas mais pessoais. Também ele me fala de si e particularmente da sua eleição pontifícia. Diz-me que quando começou a dar-se conta de que corria o risco de ser eleito, na quarta-feira, dia 13 de Março, à hora do almoço, sentiu descer sobre ele uma profunda e inexplicável paz e consolação interior, juntamente com uma escuridão total e uma obscuridade profunda sobre tudo o mais. E estes sentimentos acompanharam-no até à eleição.

Na verdade, teria continuado a falar assim familiarmente ainda por muito tempo, mas pego nas folhas com algumas perguntas que tinha anotado e ligo o gravador. Antes de mais, agradeço-lhe em nome de todos os diretores das revistas dos jesuítas que publicarão esta entrevista.

Pouco antes da audiência que concedeu aos jesuítas da Civiltà Cattolica1, o Papa tinha-me falado da sua grande dificuldade em dar entrevistas. Tinha-me dito que prefere pensar, mais do que dar respostas imediatas em entrevistas de momento. Sente que as respostas corretas lhe vêm depois de ter dado a primeira resposta: «Não me reconheci a mim mesmo quando no voo de regresso do Rio de Janeiro respondi aos jornalistas que me faziam perguntas», diz-me. Na verdade, nesta entrevista, várias vezes o Papa sentiu-se livre para interromper aquilo que estava a dizer respondendo a uma pergunta, para acrescentar algo sobre a precedente. Falar com o Papa Francisco é, realmente, uma espécie de fluxo vulcânico de ideias que se atam entre si. Mesmo o tomar apontamentos traz a desagradável sensação de interromper um diálogo nascente. É claro que o Papa Francisco está mais habituado a conversas, do que a lições.

Quem é Jorge Mario Bergoglio?

Tenho a pergunta pronta, mas decido não seguir o esquema que fixara e pergunto um pouco à queima-roupa: «Quem é Jorge Mario Bergoglio?» O Papa fixa-me em silêncio. Pergunto se é uma pergunta lícita para lhe colocar… Ele faz sinal de aceitar a pergunta e diz-me: «Não sei qual possa ser a definição mais correta… Eu sou um pecador. Esta é a melhor definição. E não é um modo de dizer, um gênero literário. Sou um pecador».

O Papa continua a refletir, como se não esperasse aquela pergunta, como se fosse obrigado a uma reflexão ulterior.

«Sim, posso talvez dizer que sou um pouco astuto, sei mover-me, mas é verdade que sou também um pouco ingênuo. Sim, mas a síntese melhor, aquela que me vem mais de dentro e que sinto mais verdadeira, é exatamente esta: “Sou um pecador para quem o Senhor olhou”». E repete: «Sou alguém que é olhado pelo Senhor. A minha divisa, Miserando atque eligendo, senti-a sempre como muito verdadeira para mim».

O lema do Papa Francisco é tirada das Homilias de São Beda, o Venerável, o qual, comentando o episódio evangélico da vocação de São Mateus, escreve: «Viu Jesus um publicano e assim como o olhou com um sentimento de amor, escolheu-o e disse-lhe: “Segue-me”».

E acrescenta: «O gerúndio latino miserando parece-me intraduzível, seja em italiano, seja em espanhol. Gosto de o traduzir com um outro gerúndio que não existe: misericordiando».

O Papa Francisco continua a sua reflexão e diz-me, fazendo um salto cujo sentido não compreendo, naquele momento: «Eu não conheço Roma. Conheço poucas coisas. Entre estas, Santa Maria Maior: ia sempre lá». Rio e digo-lhe: «Todos o compreendemos muito bem, Santo Padre!». «Sim — prossegue o Papa – conheço Santa Maria Maior, São Pedro… mas vindo a Roma sempre vivi na Via della Scrofa. Dali visitava frequentemente a igreja de São Luís dos Franceses e ali ia contemplar o quadro da vocação de São Mateus, de Caravaggio». Começo a intuir o que é que o Papa quer dizer-me.

«Aquele dedo de Jesus assim… dirigido a Mateus. Assim sou eu. Assim me sinto. Como Mateus». E aqui o Papa torna-se mais decidido, como se tivesse encontrado a imagem de si próprio de que estava à procura: «É o gesto de Mateus que me toca: agarra-se ao seu dinheiro, como que a dizer: “Não, não eu! Não, este dinheiro é meu!”. Este sou eu: um pecador para o qual o Senhor voltou o seu olhar. E isto é aquilo que disse quando me perguntaram se aceitava a minha eleição para Pontífice. Então sussurra: Peccator sum, sed super misericordia et infinita patientia Domini nostri Jesu Christi, confusus et in spiritu penitentiae, accepto». (Sou pecador, mas confiado na misericórdia e paciência infinita de Nosso Senhor Jesus Cristo, confundido e em espírito de penitência, aceito).

Por que se fez jesuíta?

Compreendo que esta fórmula de aceitação é para o Papa Francisco mesmo um bilhete de identidade. Não há nada mais a acrescentar. Prossigo com aquela que tinha escolhido como primeira pergunta: «Santo Padre, o que foi que o fez escolher entrar na Companhia de Jesus? O que é que o impressionou na ordem dos Jesuítas?»

«Eu queria algo mais. Mas não sabia o quê. Tinha entrado no seminário. Gostava dos dominicanos e tinha amigos dominicanos. Mas depois escolhi a Companhia, que conhecia bem, porque o seminário estava entregue aos jesuítas. Da Companhia impressionaram-me três coisas: o espírito missionário, a comunidade e a disciplina. Isto é curioso, porque eu sou um indisciplinado nato, nato, nato. Mas a sua disciplina, o modo de organizar o tempo, impressionaram-me muito».

«E depois uma coisa para mim verdadeiramente fundamental é a comunidade. Procurava sempre uma comunidade. Eu não me via padre sozinho: preciso de uma comunidade. É mesmo isso que explica o fato de eu estar aqui em Santa Marta: quando fui eleito, ocupava, por sorteio, o quarto 207. Este onde estamos agora era um quarto de hóspedes. Escolhi ficar aqui, no quarto 201, porque quando tomei posse do apartamento pontifício, dentro de mim senti claramente um “não”. O apartamento pontifício no Palácio Apostólico não é luxuoso. É antigo, arranjado com bom gosto e grande, não luxuoso. Mas acaba por ser como um funil ao contrário. É grande e espaçoso, mas a entrada é verdadeiramente estreita. Entra-se a conta-gotas e eu não, sem gente, não posso viver. Preciso de viver a minha vida junto dos outros».

Enquanto o Papa fala de missão e de comunidade, vêm-me à mente todos os documentos da Companhia de Jesus onde se fala de «comunidade para a missão» e reencontro-os nas suas palavras.

O que significa para um jesuíta ser Papa?

Quero prosseguir nesta linha e coloco ao Papa uma pergunta que surge do fato de que ele é o primeiro jesuíta a ser eleito bispo de Roma: «Como lê, à luz da espiritualidade inaciana, o serviço à Igreja Universal a que foi chamado a exercer? O que significa para um jesuíta ser eleito Papa? Que ponto da espiritualidade inaciana o ajuda melhor a viver o seu ministério?»

«O discernimento», responde o Papa Francisco. «O discernimento é uma das coisas que Santo Inácio mais trabalhou interiormente. Para ele, é um instrumento de luta para conhecer melhor o Senhor e segui-l’O mais de perto. Impressionou-me sempre uma máxima com que se descreve a visão de Inácio: Non coerceri a maximo, sed contineri a minimo divinum est. (não estar constrangido pelo máximo, e no entanto, estar inteiramente contido no mínimo, isso é divino). Refleti muito sobre esta frase a propósito do governo, de ser superior: não estarmos restringidos pelo espaço maior, mas sermos capazes de estar no espaço mais restrito. Esta virtude do grande e do pequeno é a magnanimidade, que da posição em que estamos nos faz olhar sempre o horizonte. É fazer as coisas pequenas de cada dia com o coração grande e aberto a Deus e aos outros. É valorizar as coisas pequenas no interior de grandes horizontes, os do Reino de Deus».

«Esta máxima oferece os parâmetros para assumir uma posição correta para o discernimento, para escutar as coisas de Deus a partir do seu “ponto de vista”. Para Santo Inácio, os grandes princípios devem ser encarnados nas circunstâncias de lugar, de tempo e de pessoas. A seu modo, João XXIII colocou-se nesta posição de governo quando repetiu a máxima Omnia videre, multa dissimulare, pauca corrigere, (ver tudo, não dar importância a muito, corrigir pouco) porque mesmo vendo omnia, a dimensão máxima, preferia agir sobre pouca, sobre uma dimensão mínima. Podem ter-se grandes projetos e realizá-los, agindo sobre poucas pequenas coisas. Ou podem usar-se meios fracos que se revelam mais eficazes do que os fortes, como diz São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios».

«Este discernimento requer tempo. Muitos, por exemplo, pensam que as mudanças e as reformas podem acontecer em pouco tempo. Eu creio que será sempre necessário tempo para lançar as bases de uma mudança verdadeira e eficaz. E este é o tempo do discernimento. E por vezes o discernimento, por seu lado, estimula a fazer depressa aquilo que inicialmente se pensava fazer depois. E foi isto o que também me aconteceu nestes meses. E o discernimento realiza-se sempre na presença do Senhor, vendo os sinais, escutando as coisas que acontecem, o sentir das pessoas, especialmente dos pobres. As minhas escolhas, mesmo aquelas ligadas à vida quotidiana, como usar um automóvel modesto, estão ligadas a um discernimento espiritual que responde a uma exigência que nasce das coisas, das pessoas, da leitura dos sinais dos tempos. O discernimento no Senhor guia-me no meu modo de governar».

«Pelo contrário, desconfio das decisões tomadas de modo repentino. Desconfio sempre da primeira decisão, isto é, da primeira coisa que me vem à cabeça fazer, se tenho de tomar uma decisão. Em geral, é a decisão errada. Tenho de esperar, avaliar interiormente, tomando o tempo necessário. A sabedoria do discernimento resgata a necessária ambiguidade da vida e faz encontrar os meios mais oportunos, que nem sempre se identificam com aquilo que parece grande ou forte».

A Companhia de Jesus

O discernimento é, portanto, um pilar da espiritualidade do Papa. Nisto se exprime de modo peculiar a sua identidade jesuítica. Pergunto-lhe, pois, como pensa que a Companhia de Jesus poderá servir melhor a Igreja hoje, qual é a sua especificidade, mas também os eventuais riscos que corre.

«A Companhia é uma instituição em tensão, sempre radicalmente em tensão. O jesuíta é um descentrado de si próprio. A Companhia é descentrada de si mesma: o seu centro é Cristo e a sua Igreja. Por isso: se a Companhia coloca Cristo e a Igreja no centro, tem dois pontos fundamentais de referência do seu equilíbrio para viver na periferia. Se, pelo contrário, olha demasiado para si própria, se se coloca a si mesma no centro como estrutura bem sólida, muito bem “armada”, então corre o perigo de sentir-se segura e auto-suficiente. A Companhia deve ter sempre diante de si o Deus semper maior, a procura da glória de Deus sempre maior, Igreja Verdadeira Esposa de Cristo Nosso Senhor, Cristo Rei que nos conquista e a Quem oferecemos toda a nossa pessoa e toda o nosso esforço, mesmo se somos vasos de barro, inadequados. Esta tensão leva-nos constantemente para fora de nós próprios. O instrumento que torna verdadeiramente forte a Companhia descentrada de si mesma é o da “conta de consciência”, que é simultaneamente paternal e fraternal, precisamente porque a ajuda a sair melhor em missão».

Aqui o Papa refere-se a um ponto específico das Constituições da Companhia de Jesus, no qual se lê que o jesuíta deve «manifestar a sua consciência», isto é, a situação interior que vive, de modo que o superior possa estar mais ao corrente e consciente ao enviar uma pessoa à sua missão.

«Mas é difícil falar da Companhia» – prossegue o Papa Francisco. «Quando se explicita demasiado, corremos o risco de nos enganarmos. A Companhia só se pode exprimir em forma narrativa. Somente na narração se pode fazer discernimento, não na explicação filosófica ou teológica, onde, pelo contrário, se pode discutir. O estilo da Companhia não é o da discussão, mas o do discernimento, que obviamente pressupõe a discussão no processo. A aura mística não define nunca os seus limites, não completa o pensamento. O jesuíta deve ser uma pessoa de pensamento incompleto, de pensamento aberto. Houve épocas na Companhia nas quais se viveu um pensamento fechado, rígido, mais instrutivo-ascético do que místico: esta deformação gerou o Epitome Instituti».

Aqui o Papa refere-se a uma espécie de resumo prático, que se usou na Companhia e reformulado no século XX, que foi considerado como uma substituição das Constituições. A formação dos jesuítas na Companhia durante um certo tempo foi modelada por este texto, de tal maneira que alguns nunca leram as Constituições, que, na verdade, são o texto fundante. Para o Papa, durante este período na Companhia as regras correram o risco de abafar o espírito e foi a tentação de explicitar e afirmar demasiado o carisma que venceu.

Continua: «Não, o jesuíta pensa sempre, continuamente, olhando o horizonte para onde deve ir, tendo Cristo no centro. Esta é a sua verdadeira força. E isto estimula a Companhia a estar à procura, a ser criativa, generosa. Portanto, hoje mais do que nunca, deve ser contemplativa na ação; deve viver uma proximidade profunda a toda a Igreja, entendida como “Povo de Deus” e “Santa Madre Igreja hierárquica”. Isto requer muita humildade, sacrifício, coragem, especialmente quando se vivem incompreensões ou se é objecto de equívocos e calúnias, mas é a atitude mais fecunda. Pensemos nas tensões do passado sobre os ritos chineses, sobre os ritos malabares, nas reduções no Paraguai».

«Eu mesmo sou testemunha das incompreensões e problemas que a Companhia viveu mesmo recentemente. Entre estes, contam-se os tempos difíceis de quando se tratou da questão de alargar o “quarto voto” de obediência ao Papa a todos os jesuítas. Aquilo que me dava segurança no tempo do Padre Arrupe era o fato de que ele era um homem de oração, um homem que passava muito tempo em oração. Recordo-o quando rezava sentado no chão, como fazem os japoneses. Por isso ele tinha a atitude certa e tomou as decisões corretas».

O modelo: Pedro Fabro, «padre reformado»

Neste momento pergunto-me se entre os jesuítas existem figuras, das origens da Companhia até hoje, que o tenham impressionado de modo particular. E assim pergunto ao Pontífice se existem, quais são e porquê. O Papa começa a citar-me Inácio e Francisco Xavier, mas depois detém-se sobre uma figura que os jesuítas conhecem, mas que certamente não é muito notada em geral: o Beato Pedro Fabro (1506-1646), da Sabóia. É um dos primeiros companheiros de Santo Inácio, aliás o primeiro, com o qual partilhou o quarto quando eram os dois estudantes na Sorbonne. O terceiro no mesmo quarto era Francisco Xavier. Pio IX declarou-o beato a 5 de Setembro de 1872, e está em curso o seu processo de canonização.

Cita-me o seu Memorial, cuja edição ele encarregou a dois jesuítas especialistas, Miguel A. Fiorito e Jaime H. Amadeo, quando era superior provincial. O Papa gosta particularmente da edição a cargo de Michel de Certeau. Pergunto-lhe porque ficou tão impressionado por Fabro, que traços da sua figura o impressionam.

«O diálogo com todos, mesmo os mais afastados e os adversários; a piedade simples, talvez uma certa ingenuidade, a disponibilidade imediata, o seu atento discernimento interior, o facto de ser um homem de grandes e fortes decisões e ao mesmo tempo capaz de ser assim doce, doce…».

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Papa critica “obsessão” da igreja por aborto, casamento gay e contracepção

papa-apeloFolha de São Paulo | O papa Francisco afirmou que a Igreja Católica se tornou “obcecada” com a pregação contra o aborto, o casamento gay e a contracepção, e que ele escolheu deliberadamente não falar sobre esses assuntos por entender que ela deve ser uma “casa para todos”, e não uma “pequena capela” focada na doutrina, na ortodoxia e em uma agenda limitada de ensinamentos morais.

As declarações foram dadas em uma entrevista concedida ao jornal jesuíta “La Civiltà Cattolica” no mês de agosto, durante três encontros. O conteúdo da conversa foi divulgado nesta quinta-feira por 16 jornais jesuítas de diferentes países.

“Não podemos insistir apenas em assuntos relacionados ao aborto, ao casamento gay e ao uso de métodos contraceptivos. Isso não é possível”, disse o papa ao também jesuíta Antonio Spadaro, editor-chefe do “La Civiltà Cattolica”.

O pontífice admitiu ainda que sofre críticas por evitar tratar desses temas.

“Eu não falei muito sobre essas coisas, e fui repreendido por isso. Mas, quando falamos sobre essas questões, temos que falar sobre elas em um contexto. O ensinamento da igreja quanto a isso é claro, e eu sou um filho da igreja, mas não é necessário falar sobre esses assuntos o tempo inteiro”, acrescentou.

O papa disse ainda que “os ensinamentos dogmáticos e morais da igreja não são todos equivalentes” e que o ministério pastoral não deve ser “obcecado” com a transmissão de “doutrinas desarticuladas que se tenta impor de forma insistente”.

“Precisamos encontrar um novo equilíbrio, senão até mesmo o edifício moral da igreja corre o risco de cair como um castelo de cartas, perdendo o frescor e a fragrância do Evangelho”, disse. “A proposta do Evangelho tem que ser simples, profunda, radiante. É dessa proposta que as consequências morais então fluem”.

O papa Francisco afirmou ainda que a igreja deve ajudar a curar “todo o tipo de doença ou ferida”. Ele contou que, quando ainda estava em Buenos Aires, costumava receber cartas de homossexuais que estavam “feridos socialmente” e que diziam sentir que a igreja sempre os condenava.

“Mas a igreja não quer isso. Durante meu voo de volta do Rio de Janeiro [após a Jornada Mundial da Juventude, em julho deste ano], eu disse que, se um homossexual tem boa vontade e está em busca de Deus, eu não estou em posição de julgá-lo. A religião tem o direito de expressar sua opinião a serviço das pessoas, mas, na criação, Deus nos fez livres: não é possível interferir espiritualmente na vida de uma pessoa”.

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As palavras do Papa são tão semelhantes a tantas outras falas já ditas na igreja. O fato desta vez, é que ele faz um alerta a perseguição que se dá as pessoas. Me recordo da polêmica gerada com suas palavras no avião de volta à Itália depois da JMJ. A mídia, e o fará de novo, afirmou que estava liberado o casamento homossexual na igreja – isto os mais sensacionalistas. Outros, disseram que se aproximava a igreja de uma possível mudança quanto a isso. Agora vemos o mesmo acontecer. A obseção em condenar os casamentos gay, o aborto, os métodos contraceptivos é notória na igreja, assim como o contrário, em forçar a igreja a mudar de acordo com preceitos do mundo. Vejo nas falas do Papa uma esperança a paz. Não vejo na fala dele uma mudança de regras e dogmas já existentes.

“Eu não falei muito sobre essas coisas, e fui repreendido por isso. Mas, quando falamos sobre essas questões, temos que falar sobre elas em um contexto. O ensinamento da igreja quanto a isso é claro, e eu sou um filho da igreja, mas não é necessário falar sobre esses assuntos o tempo inteiro”

Vejo que quando o Papa fala que é “filho da igreja”, independente de sua opinião ele a obedece. Falar o tempo todo não há necessidade e essa fala do Papa Francisco remete aos dois lados da história. Ninguém precisa de atacar. No entanto, a verdade dos dogmas e doutrina da igreja sempre estarão lá. Acolher, como disse o papa várias vezes durante esses seis meses de papado, é o que nos ajuda a caminhar afinal a igreja não é uma “pequena capela” e sim uma “casa para todos”.

GIRO DE NOTÍCIAS: Papa Francisco, Charles Darwin, Aborto, Dia do Catequista

Papa Francisco

Em suas palavras prévias à oração do Ângelus, na Praça de São Pedro, o Papa Francisco assegurou que “a verdadeira força do cristão é a força da verdade e do amor”.

O Santo Padre remarcou que “fé e fortaleza caminham juntas. O cristão não é violento, mas é forte. E com qual fortaleza? Com a da mansidão, a força da mansidão, a força do amor”.

Descendente de Charles Darwin é firme defensora da fé católica

Laura Keynes
Laura Keynes

Laura Keynes, tátara-tátara-tataraneta do naturalista Charles Darwin, cuja teoria da evolução é usada por muitos ateus para negar a existência de Deus, é uma jovem católica que defende sua fé através do Catholic Voices, do Reino Unido.

Precisamente em uma publicação no Catholic Voices, Laura explica sua conversão.

De pai ateu e mãe conversa ao catolicismo, mas logo budista, Laura foi batizada católica. Entretanto, em sua adolescência se converteu em agnóstica, afastada “de qualquer contato com a Igreja”. Continue lendo….

 

Gêmeos chilenos que se salvaram da morte por aborto agora são sacerdotes

Em 1984 uma ecografia mostrava que no ventre da chilena Rosa Silva se gerava um bebê com três braços e duas cabeças. Os médicos insistiram em que se pratique um aborto, mas ela se negou, pois estava disposta a receber “o que Deus lhe mandasse” e Deus não lhe enviou um bebê com má formação, mas lhe enviou filhos gêmeos, os hoje sacerdotes Felipe e Paulo.

Idênticos em corpo e vocação, Felipe e Paulo Lizama sempre compartilharam tudo: a mesma educação, amizades, gostos esportivos -jogaram e se destacaram juntos nas ligas menores do clube Colo Colo- e uma profunda fé. Entretanto, que os dois respondessem ao chamado à vida sacerdotal surpreendeu a mais de um.

Mensagem para o Dia do Catequista

O Dia do Catequista é celebrado em 25 de agosto em todo Brasil. O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Animação Bíblico-Catequética, dom Jacinto Bergmann, divulgou uma mensagem a esses importantes atores da caminhada da comunidade eclesial.

Leia a mensagem AQUI.

Catequese21.06

 

Dilma sanciona lei (PLC 3/2013) sem vetos e abre as portas do país para o aborto

images (1)DO G1 | A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta quinta-feira (1º), sem vetos, projeto de lei que determina o atendimento obrigatório e imediato no Sistema Único de Saúde (SUS) a vítimas de violência sexual, segundo informou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A lei entra em vigor em 90 dias.

Com a sanção, Dilma manteve no projeto um trecho que foi alvo de polêmica entre religiosos por obrigar hospitais a prestarem serviço de “profilaxia da gravidez” a mulheres que foram abusadas. As entidades religiosas pediram veto ao inciso por entendem que o termo abre brecha para médicos realizarem aborto.

De acordo com o projeto, todos os hospitais da rede pública serão obrigados a oferecer, de forma imediata, entre outros serviços, a “profilaxia da gravidez”, termo que, de acordo com o Ministério da Saúde, refere-se ao uso da chamada “pílula do dia seguinte”.  A medicação evita a fecundação do óvulo (em até 72 horas após a relação sexual) e não tem poder para interromper uma gestação.

Padilha esclareceu que, “se uma vítima de violência sexual for amanhã a um hospital, o hospital já tem que cumprir todas essas recomendações” devido à portaria que está em vigor desde 2008. “Daqui 90 dias, quando a lei entra em vigor, esse hospital passa a também ser questionado de uma forma ainda mais intensa, porque não é mais apenas uma recomendação, mas uma lei do país”, afirmou.

A presidente Dilma também vai encaminhar um projeto de lei para corrigir duas imprecisões técnicas no texto aprovado pelo Congresso. Uma delas é sobre o conceito de violência sexual e a segunda estabelece, claramente, no inciso 4 do artigo 3º o uso e a administração da medicação com eficiência para gravidez resultante de estupro.

PLC-3-2013
Dilma não cumpre promessa de campanha e abre as portas do país para o aborto

“É importante a correção porque esse texto é exatamente o que é recomendado pelo Ministério da Saúde para vítimas de estupro, ou seja, usar a medicação até 72 horas para se evitar gravidez de vítimas de estupro. A oferta de medicação no tempo adequado para evitar gravidez de vítimas de estupro”, disse Padilha.

Pela atual legislação, em caso de gravidez resultante de estupro, é permitido à vítima realizar o aborto, bastando para isso assinar um documento no próprio hospital.

Com a lei sancionada nesta quinta, as vítimas também terão direito a diagnóstico e tratamento das lesões no aparelho genital; amparo médico, psicológico e social; profilaxia de doenças sexualmente transmissíveis, realização de exame de HIV e acesso a informações sobre seus direitos legais e sobre os serviços sanitários disponíveis na rede pública.

Para a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, as medicações  “na hora certa” vão evitar abortos.

“É um projeto que, ao evitar a gravidez com e medicações corretas, precisas, na hora certa, ele também evita possíveis abortos caso a mulher resolva fazê-lo. É um projeto que está dentro da conduta do nosso governo e deixará, amenizará definitivamente o sofrimento de crianças, mulheres e pessoas portadoras de deficiências e de meninas que sofrem o estupro e a violência sexual”, disse.

Segundo Padilha, a atual política do Ministério da Saúde já prevê “atendimento humanizado”.

“Esse projeto transforma em lei aquilo que já é um política estabelecida em portaria do Ministério da Saúde que garante tratamento humanizado, respeitoso, a qualquer vítima de estupro”, afirmou.

As entidades religiosas também chegaram a pedir veto ao inciso sobre a “pílula do dia seguinte” por entenderem que o termo abre brecha para médicos realizarem aborto. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, rebateu os críticos e disse que projeto diminui a incidência de aborto.

“O que temos a dizer é que é exatamente um projeto que além de prestar o apoio humanitário essencial para a mulher que foi vítima de uma tortura, porque todo estupro é uma forma de tortura, ele permite que ela não passe por um segundo sofrimento, que é o aborto legal.  Sancionando um projeto que foi aprovado por unanimidade no Congresso Nacional, onde há uma cativa bancada da família, é corrigir esse projeto que vem do Congresso com uma ambiguidade que, sim, poderia abrir essa brecha.  Apoiamos esse projeto sem abrir nenhuma porta para a prática do aborto e diminuindo a incidência do aborto legal”, disse.

Algumas entidades religiosas também pediram veto ao trecho que trata do fornecimento de informações pelos hospitais às mulheres vítimas de violência sexual. O deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) chegou a protocolar na Presidência da República, no mês passado, um ofício argumentando que não cabe a hospitais oferecer orientação jurídica,  responsabilidade que seria apenas das delegacias de polícia e outras autoridades, segundo o parlamentar.

Termo

O projeto de Lei que será enviado pela presidente com o objetivo de corrigir imprecisões na lei altera o termo “profilaxia da gravidez” por “medicação com eficiência precoce para prevenir gravidez resultante de estupro”. O texto informa que “a expressão ‘profilaxia da gravidez’ não é a mais adequada tecnicamente e não expressa com clareza que se trata de uma diretriz para a administração de medicamento voltados às vítimas de estupro”.

Com a alteração, disse Padilha, o governo reconhece que a “atitude correta para se evitar a gravidez de mulheres vítimas de estupro é oferecer medicação em tempo adequado, até 72 horas”.

A presidente também propõe a substituição do artigo 2º da lei, que da forma como foi aprovado no Congresso, considera violência sexual “qualquer forma de atividade sexual não consentida”. O projeto que será enviado considera “todas as formas de estupro, sem prejuízo de outras condutas em legislação específica”. De acordo com Padilha, a alteração protege pessoas com deficiência mental e crianças.

“O texto aprovado inicialmente é vago e deixa dúvidas quanto à extensão dos casos que seriam abrangidos pela lei”, informa o projeto.

Estupro

Segundo dados encaminhados pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, estima-se que, a cada 12 segundos, uma mulher é estuprada no Brasil. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que em cinco anos os registros de estupro no Brasil aumentaram em 168%: as ocorrências subiram de 15.351 em 2005 para 41.294 em 2010. Segundo o Ministério da Saúde, de 2009 a 2012, os estupros notificados cresceram 157%; e somente entre janeiro e junho de 2012, ao menos 5.312 pessoas sofreram algum tipo de violência sexual.

Oremeos muito. Manifestantes da marcha das vadias destroem imagens e crucifixos durante a JMJ

Apenas algumas palavras sobre isso. A primeira é que devemos orar muito. A segunda:

CP – Decreto Lei nº 2.848 de 07 de Dezembro de 1940

Art. 208 – Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso:

Pena – detenção, de um mês a um ano, ou multa.

Parágrafo único – Se há emprego de violência, a pena é aumentada de um terço, sem prejuízo da correspondente à violência.

Argumentos objetivos pelo veto total ao PLC 3/2013

Por Prof. Hermes Rodrigues Nery publicado no blog Fratres in Unum.com

Vejam os argumentos:

1. O PLC 03/2013 não revoga a Norma Técnica do Aborto

O PLC 03-2013 não torna obrigatório o B.O. nem a perícia médica no IML. O PLC 03-2013 não estabelece que sejam obrigatórios, mas que sejam “FACILITADOS”. Segundo o texto do projeto, se a mulher quiser fazer um B.O. ou submeter-se a um exame de corpo de delito, os médicos deverão “FACILITAR” o procedimento. Caso a mulher não queira fazer o B.O. ou submeter-se a um exame de corpo de delito, bastará a palavra da mulher afirmando ser vítima de violência para realizar o aborto.

Veja o que diz o PLC 03-2013:

Artigo 3 Inciso 3 – Facilitação do registro da ocorrência e encaminhamento ao órgão de medicina legal e às delegacias especializadas com informações que possam ser úteis à identificação do agressor e à comprovação da violência sexual;

Note que o PLC 03-2013 refere-se à facilitação, não à obrigação.

Como a Norma Técnica já estabelecia a mesma coisa, não se pode afirmar que, por este motivo, o PL 3-2013 revogue a Norma Técnica.

Vejamos o que estabelece a Norma Técnica:

A lei penal brasileira não exige boletim de ocorrência policial ou laudo do exame do corpo de delito. Embora esses documentos possam ser desejáveis em algumas circunstâncias, a realização do abortamento não está condicionada à apresentação deste. Não há sustentação legal para que os serviços de saúde neguem o procedimento, caso a mulher não possa (ou não queira) apresentá-los. 

Portanto, a linguagem tanto do PLC 03-2013 como da Norma Técnica, neste tema, é a mesma. Por conseguinte, conclui-se que o PLC 03-2013 não revoga a Norma Técnica.

2. O PLC 3/2013 transforma todo o SUS em um serviço integrado de aborto. 

O artigo 1 do PLC 03-2013 estabelece o seguinte:

Os hospitais devem oferecer às vítimas de violência sexual atendimento integral visando o tratamento dos agravos decorrentes de violência sexual. 

O que está declarado no artigo 1 do PLC 03-2013 é o título de todas as Normas Técnicas do aborto. Desde 1998 estas normas não se chamam Normas Técnicas do Aborto, mas normas técnicas do TRATAMENTO DOS AGRAVOS DECORRENTES DA VIOLÊNCIA SEXUAL.

Portanto, o que o artigo 1 está estabelecendo é que todos os hospitais do Brasil deverão oferecer os serviços que já são especificados nas Normas Técnicas do Ministério da Saúde. Uma lei sobre automóveis não necessita definir o que é automóvel, se existe um entendimento geral sobre o que é automóvel. Se há quinze anos o Ministério da Saúde já definiu o que é ”TRATAMENTO DOS AGRAVOS DECORRENTES DA VIOLÊNCIA SEXUAL”, uma lei sobre estes serviços significa uma lei sobre os serviços já definidos pelo Ministério da Saúde. Um destes serviços, e o principal deles, e o que foi o principal motivo para serem introduzidas as normas técnicas, é o serviço de aborto. Mais do que isto, a Norma Técnica estabelece, além disso, que

“A assistência médica integral (à violência) inclui o abortamento”. 

Portanto, o artigo primeiro do PLC 03-2013, quando estabelece para todos os hospitais o “ATENDIMENTO INTEGRAL VISANDO O TRATAMENTO DOS AGRAVOS DECORRENTES DE VIOLÊNCIA SEXUAL”, está estendendo a obrigatoriedade dos serviços contidos na Norma Técnica, incluindo o aborto, a toda a rede hospitalar do Brasil. A partir de agora, todos os hospitais serão obrigados a encaminhar as mulheres que afirmarem ter sofrido violência, sem que tenham necessidade de fornecer provas, a um serviço de aborto e, mais tarde, quando estes serviços estiverem sobrecarregados, também a oferecê-los.

Prof. Hermes Rodrigues Nery é membro da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB.